O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) lançou nota de apoio à greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF. O movimento paredista da categoria foi iniciado no dia 4 de maio.
Professores(as) e orientadores(as) educacionais têm como um dos eixos centrais da pauta de reivindicação a reestruturação da carreira do magistério, que mitiga perdas impostas nos últimos oito anos.
A greve da Educação vem recebendo apoio de diversas organizações do movimento sindical e dos movimentos sociais, além de parlamentares.
Professores(as) e orientadores(as) educacionais das escolas públicas se reunirão em assembleia geral nesta quinta-feira (25/5), às 9h30, no estacionamento da Funarte. A categoria está em greve desde o dia 4 de maio.
Na assembleia, serão discutidos os rumos do movimento grevista, que tem ampla adesão dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.
Nesta segunda-feira (22/5) foram realizadas assembleias regionais para avaliar a proposta do GDF, apresentada à Comissão de Negociação do Sinpro-DF, no último dia 17. Novo encontro com o governo está agendado para a próxima quarta-feira (24).
Entre os pontos negociados com o GDF, estão a convocação de todos(as) os(as) aprovados(as) no último concurso público realizado para o magistério, em 2022; direito a atestado de acompanhamento para professores(as) em regime de contratação temporária; extensão para aposentados(as) sem paridade dos R$ 200 referentes ao auxílio saúde incorporado ao vencimento da categoria; incorporação da Gaped/Gase a partir de 2024 (em três anos, com duas parcelas de 5% a cada ano) (VEJA AQUI LISTA COMPLETA COM AS PROPOSTAS)
A Comissão de Negociação do Sinpro avalia que a proposta do GDF indica avanços. Entretanto, ainda há ajustes a serem feitos para que os pontos estejam mais próximos de atender as necessidades da categoria do magistério público.
Nota em apoio à greve das e dos professores e orientadores do Distrito Federal
Jornalista: Alessandra Terribili
O Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal (FEIDF) manifestou seu apoio à greve do magistério público no Distrito Federal por meio de seu instagram. Leia o texto na íntegra abaixo.
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Nota em apoio à greve das e dos professores e orientadores do Distrito Federal
O Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal (FEIDF) vem a público expressar solidariedade às e aos professores e orientadores do Distrito Federal em greve desde 4 de maio de 2023, exigindo a reestruturação da carreira e recomposição salarial após oito anos sem reajustes.
É inaceitável que a educação seja tão desvalorizada pelo governo distrital ao ponto de não cumprir sequer o básico de remuneração dessa carreira.
Nosso movimento entende que o DF assumiu um compromisso com a educação ao aprovar o Plano Distrital de Educação, que prevê a valorização das e dos profissionais da educação da Rede Pública, de forma a equiparar seu vencimento básico, no mínimo, à média da remuneração das demais carreiras das e dos servidores públicos do Distrito Federal, com nível de escolaridade equivalente. Meta esta que deveria ter sido cumprida até o sexto ano do Plano.
A categoria luta também por melhores condições de trabalho, em especial no que diz respeito ao número de crianças por turma, cuja meta 18.3 do PDE prevê que na Educação Infantil a relação professor-criança seja de 6 a 8 crianças de até 2 anos por professor; e de até 15 crianças de 3 a 5 anos por professor. E pela valorização da Educação Especial Inclusiva.
A educação pública, gratuita e de qualidade social é direito de todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos da Capital Federal e deve ser garantida pelo respeito, condições de trabalho, salário digno e valorização das e dos profissionais da Educação.
Categoria em greve lota Hemocentro de Brasília e promove captação máxima de doação de sangue
Jornalista: Maria Carla
Professores(as) e orientadores(as) educacionais em greve participaram, nessa quarta-feira (17), da campanha de doação de sangue do Sinpro. Lotaram a Fundação Hemocentro de Brasília de forma que a fundação atingiu a capacidade máxima de coleta de sangue no dia. As 14 Regionais de Ensino estiveram presentes. A participação da categoria foi tão intensa que a fundação não tinha mais capacidade de receber sangue no fim do dia.
“O número de doadores e doadoras revela a força da nossa greve e o quanto é necessária a luta pela reestruturação da nossa carreira. A campanha de doação de sangue faz parte da Campanha Salarial 2023 e reafirma a natureza solidária e lutadora de nossa categoria. Ao mesmo tempo, denuncia a situação de precarização da educação pública do Distrito Federal e explicita os motivos de nossa greve”, afirma Gilza Camilo, coordenadora da Secretaria de Administração do Sinpro-DF.
Com o título “Na luta e na solidariedade professores(as) e orientadores(as) educacionais participam da campanha de doação de sangue”, a campanha de doação de sangue é uma ação tradicional do sindicato, realizada em momentos de luta e de mobilização da categoria por melhorias na educação, convocação de aprovados e por realização de concurso público, campanhas salariais, dentre outras ações.
Na manhã desta quinta-feira (18), em Assembleia Geral, a categoria decidiu manter a greve e, em seguida, realizou um ato público no Palácio do Buriti. No calendário de lutas, estão previstas atividades de greve na semana de 19 a 25 de maio. A próxima Assembleia Geral será realizada na quinta-feira (25/5), às 9h30.
Confira o vídeo da campanha de doação de sangue no dia 17/5 e, após, o calendário de mobilização.
Na próxima segunda-feira, 22 de maio, acontecem as assembleias regionais (veja ao final da matéria a lista de locais), todas às 9h. Esse será um momento fundamental da nossa greve! Nas assembleias regionais, debateremos com mais profundidade e detalhamento a proposta apresentada pelo GDF.
O Dieese está produzindo um estudo sobre os itens que compõem a proposta, para que a categoria possa se apropriar do tema. Além da incorporação da Gaped e da Gase, o governo acatou outros itens da nossa pauta de reivindicações, como a convocação de todos os aprovados e aprovadas do último concurso público, e ampliação de direitos para os profissionais em contrato temporário, como o atestado acompanhamento e a participação remunerada na semana pedagógica.
As assembleias regionais são um espaço democrático de diálogo e de aprofundamento dos debates, no qual construiremos juntos um posicionamento coletivo da categoria. É muito importante a participação de todas e todos!
Categoria pressiona GDF a aprimorar proposta apresentada; greve continua
Jornalista: Vanessa Galassi
Professores(as) e orientadores(as) educacionais reunidos(as) em assembleia geral nesta quinta-feira (18) decidiram manter a greve iniciada no dia 4 de maio. Agora, a tarefa do movimento paredista é pressionar o Governo do Distrito Federal a aprimorar a proposta apresentada em reunião com a Comissão de Negociação do Sinpro, nessa quarta (17). Novo encontro com o GDF está agendado para a próxima quarta-feira (24).
Entre os pontos negociados com o governo, estão:
>> Convocação de todos(as) os (as) aprovados(as) no último concurso público realizado para o magistério, em 2022;
>> Direito a atestado de acompanhamento para professores(as) em regime de contratação temporária;
>> Aproximação entre as tabelas PQ1 (sem conclusão de graduação), PQ2 (licenciatura curta) e PQ3 (com graduação);
>> Extensão para aposentados(as) sem paridade dos R$ 200 referentes ao auxílio saúde incorporado ao vencimento da categoria;
>> Incorporação da Gaped/Gase a partir de 2024 (em três anos, com duas parcelas de 5% a cada ano);
>> Concessão de ampliação de carga horária para solicitações feitas até o momento;
>> Encaminhar projeto de lei para assegurar participação remunerada dos(as) professores(as) em contrato temporário na semana pedagógica;
>> Encaminhar projeto de lei para validar o tempo de exercício como contrato temporário ao se tornar efetivo, o que impacta na progressão da carreira.
A Comissão de Negociação do Sinpro avalia que a proposta do GDF indica avanços. Entretanto, ainda há ajustes a serem feitos para que os pontos estejam mais próximos de atender as necessidades da categoria do magistério público. Entre as alterações pleiteadas estão: a antecipação da incorporação da Gaped/Gase para este ano; a redução de padrões para chegar mais rápido ao topo da tabela salarial; e a melhoria dos percentuais da progressão horizontal e do step vertical, por exemplo.
Na próxima segunda-feira (22), serão realizadas assembleias regionais para avaliar a proposta do GDF. Nova assembleia geral está agendada para quinta-feira (25). Veja o Calendário de Lutas completo no fim da matéria.
Ato no Buriti
Após a assembleia desta quinta (18), a multidão de professores(as) e orientadores(as) educacionais presentes na atividade marcharam até a Praça do Buriti. O objetivo foi mostrar que a categoria está mobilizada e unificada na greve, para alcançar avanços que mitigarão as perdas impostas diante de 8 anos sem reajuste salarial e um cenário de descaso do GDF com a educação.
“Ô Ibaneis, você que diz, que professor tem que ganhar igual juiz”, cantavam em coro os(as) manifestantes durante a marcha.
A categoria do magistério público vem dando exemplo de mobilização. Nos 15 dias de greve, foram realizados piquetes quase que diariamente, atos na Rodoviária do Plano Piloto, faixaços e panfletagens nas cidades do DF, e até ação de doação de sangue no Hemocentro de Brasília.
Calendário de Lutas – 19 a 25 de maio
SEXTA, 19
Piquetes nas cidades
SÁBADO, 20
Ação de mobilização nas cidades (feiras e comércios) e atuação nas rádios comunitárias
DOMINGO, 21
Ação de mobilização nas cidades (feiras e comércios) e atuação nas rádios comunitárias
SEGUNDA, 22
9h – Assembleias regionais para avaliar as propostas do GDF
TERÇA, 23
Piquetes nas cidades
QUARTA, 24
Piquetes nas cidades
Reunião da Comissão de Negociação do Sinpro com o GDF
Professores(as) e orientadores(as) educacionais doarão sangue nesta quarta-feira, 17 de maio
Jornalista: Alessandra Terribili
Nesta quarta (17), a tradicional campanha do Sinpro por doação de sangue reunirá no Hemocentro de Brasília professores(a) e orientadores(as) educacionais em greve. Além de ser um ato político na luta por direitos, o movimento realiza uma ação solidária que beneficia pacientes da rede pública de saúde do DF.
É muito importante que as regionais se organizem para participar da ação! Os nomes dos doadores e doadoras devem ser passados para um diretor ou diretora do Sinpro responsável pelos piquetes em cada regional ainda hoje (16/05).
Atenção para os horários de doação:
10h – doadores(as) do Plano Piloto, Núcleo Bandeirante, Guará, Riacho Fundo e Samambaia;
14h – doadores(as) de Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho, Paranoá e São Sebastião;
15h – doadores(as) do Gama, Santa Maria, Planaltina, Brazlândia.
A pontualidade é indispensável! Devemos chegar meia hora antes do horário da doação! Haverá tenda no local, com disponibilização de água para todos os participantes.
No ambiente interno do Hemocentro, não são permitidas ações militantes. Por isso, nos concentraremos na tenda, do lado de fora.
Para doar sangue, a pessoa não pode estar de jejum, e deve ter se alimentado há, no mínimo, duas horas. Ou seja: quem for doar às 14h, deve ter almoçado até 12h; e quem for doar às 15h, até 13h.
O doador ou doadora deve estar saudável (sem sintomas de doenças respiratórias, por exemplo, tão comuns nesta época do ano), ter entre 16 e 69 anos de idade e mais de 51 kg. Leia as orientações completas abaixo:
Colabore! Há muitas pessoas precisando!
A Fundação Hemocentro de Brasília está com os estoques críticos para os tipos sanguíneos O negativo e O positivo. O apelo do Hemocentro aos potenciais doadores e doadoras vale principalmente para o tipo O negativo, conhecido como doador universal. Estão em nível baixo, também, os estoques dos tipos B negativo, AB negativo e A negativo. Todo tipo sanguíneo será bem-vindo!
O Hemocentro de Brasília é responsável por abastecer toda a rede de saúde pública do Distrito Federal, além de instituições conveniadas, como o Hospital da Criança, o Instituto de Cardiologia do DF e o Hospital das Forças Armadas. Vamos colaborar!
Educadores(as) tomam a Rodoviária do Plano Piloto mais uma vez
Jornalista: Alessandra Terribili
Segunda-feira, 15 de maio, foi dia de tomar a Rodoviária do Plano Piloto mais uma vez! Professores(as) e orientadores(as) educacionais em greve chegaram ao local no fim da tarde, erguendo cartazes, pirulitos e distribuindo Sinpro Cidadão.
Os manifestantes dialogaram com a população para expor os motivos da greve e foram bem recebidos. Ao transitar pelas plataformas da rodoviária, os educadores e educadoras eram aplaudidos pelas pessoas que aguardavam seus ônibus nas filas.
A propaganda do governo não conseguiu enganar a população do DF, que sabe da falta de respeito com que o governador Ibaneis Rocha tem tratado a nossa categoria e da situação difícil das escolas públicas do DF.
Ao longo da semana, as mobilizações da greve continuam com piquetes nas cidades e uma grande assembleia geral na quinta-feira (18) pela manhã, no estacionamento da Funarte.
Vamos subir nossa hashtag #IbaneisRespeiteaEducação nas redes sociais!
Jornalista: Alessandra Terribili
Nossa atuação piqueteira nas redes sociais tem hashtag! Vamos fazê-la subir? Quando você for postar algum conteúdo relacionado à greve da educação, não se esqueça de incluir a tag #IbaneisRespeiteaEducação !
O governador tem desrespeitado nossa categoria sistematicamente! Ao longo de todo o seu primeiro governo, manteve nossos salários congelados, o que causou enormes prejuízos. Agora, propõe um reajuste de 6% em 2023, que sequer repõe as perdas do último período – enquanto para ele mesmo, para a vice-governadora e todo o primeiro escalão do governo o aumento é de 25% de uma só vez.
Quando em campanha, Ibaneis afirmou que “professor deveria ganhar igual a juiz”. Mas a realidade, em seu governo, é de condições de trabalho precárias, desvalorização da carreira e falta de profissionais nas escolas.
É por isso que todos e todas gritamos bem alto: #IbaneisRespeiteaEducação !
Sindsasc apoia e se solidariza com a greve do magistério
Jornalista: Alessandra Terribili
Leia abaixo a nota do Sindicato dos Servidores e Empregados da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc) em apoio à greve da educação! Para ler no site do Sindsasc, clique AQUI.
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Nota de apoio à greve dos professores e professoras
O Sindicato dos Servidores e Empregados da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc) manifesta seu apoio e solidariedade aos(às) colegas da carreira do magistério público do Distrito Federal que, reunidos em assembleia geral da categoria, aprovaram greve por tempo indeterminado. São justos os pleitos da categoria.
O Sindsasc defende e pratica a solidariedade de classes e atua permanentemente pela união da classe trabalhadora, especialmente quando as categorias se colocam em luta. Justamente por isso estamos engajados na convocação do 1º de Maio unitário, que acontece na próxima segunda, no Eixão Norte. Nossa própria categoria encontra-se em processo de mobilização, tendo realizado uma grande assembleia nesta terça, dia 25/04, que deliberou por uma paralisação de 48h nos dias 30 e 31/05/2023. Nossos motivos são semelhantes aos que levaram os professores e professoras a deflagrarem greve.
O Governo do Distrito Federal tem obrigação de estabelecer mesa de negociação e apresentar propostas aos servidores e servidoras da educação, assim como aos(às) da assistência social e das demais categorias que se colocarem em luta.