Ato na CLDF pela participação de CT’s na Semana Pedagógica, nesta terça (4/2)

A categoria do magistério público lotará a galeria da Câmara Legislativa do DF nesta terça-feira (4/2), para pressionar pela participação remunerada dos(as) professores(as) em regime de contrato temporário na Semana Pedagógica. A ação, realizada na abertura do Ano Legislativo da CLDF, será às 14h30.

Para o Sinpro, este é um momento-chave para mostrar a mobilização e o descontentamento dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais com o atual governo do DF. A vice-governadora, Celina Leão, participará da sessão especial na CLDF.

O Sinpro orienta que professores e professoras em regime de contrato temporário só compareçam à Semana Pedagógica quando o GDF viabilizar a participação remunerada. Essa é, na realidade, uma decisão política de Ibaneis, que desde a primeira gestão vem aplicando uma política de desvalorização total da educação pública. Na Secretaria de Educação, não é diferente. A pauta da categoria do magistério vem sendo tratada com descaso pela secretária Helvia Paranaguá.

 

 

Ibaneis descumpre acordo

Um dos pontos do acordo de greve firmado em 2023, a participação remunerada dos contratos temporários na Semana Pedagógica é antiga reivindicação do Sinpro, e vem sendo cobrada reiteradamente pelo sindicato na Secretaria de Educação do DF.

Em novembro de 2024, durante processo de discussão da Lei Orçamentária Anual (LOA), a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, havia afirmado que o Projeto de Lei do Executivo que viabilizava a participação remunerada dos CT’s na Semana Pedagógica estava em fase de conclusão, mas não foi apresentado à CLDF a tempo para entrar em votação.

No último dia 17 de janeiro, a Secretaria de Educação informou que viabilizaria por decreto a participação dos(as) professores(as) em regime de contratação temporária na Semana Pedagógica deste ano letivo. Segundo a SEEDF, o decreto já havia sido analisado pela pasta e passado pela Secretaria de Economia. O próximo passo seria ir para a Casa Civil. Entretanto, até agora, o decreto não foi publicado.

 

FCDF: Ibaneis tira R$ 1,5 bilhão da Educação

A participação remunerada de professores(as) em regime de contrato temporário na Semana Pedagógica custa aos cofres públicos cerca de R$ 13 milhões. A se considerar um orçamento distrital total de R$ 66 bilhões, o valor é irrisório.

Paralelamente, Ibaneis retirou R$ 1,5 bilhão da Educação, a partir de redução de verba do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). Não houve nenhuma movimentação da secretária de Educação para garantir recursos à pasta que coordena.

A verba faz falta para a construção de escolas, para o aumento de turmas, para a contratação de todas as pessoas aprovadas no Concurso de 2022, e influencia na garantida da participação remunerada dos(as)professores(as) CT’s na Semana Pedagógica.

Para o Sinpro, é evidente que a educação pública não integra as prioridades do governo de Ibaneis Rocha e Celina Leão.

 

Semana Pedagógica do Sinpro

O Sinpro ainda orienta que professores(as) CT’s participem em peso da Semana Pedagógica promovida pelo Sindicato. A atividade é espaço de denúncia, formação continuada e definição dos rumos da luta da categoria.

A Semana Pedagógica do Sinpro será realizada nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, na sede do Sinpro (SIG). Os(as) participantes receberão certificado. Leia mais AQUI

Edição: Vanessa Galassi

CAMPANHA SALARIAL: 19,8% JÁ! RUMO À META 17

A Campanha Salarial 2024 da categoria do magistério público está a todo vapor! Neste ano, a reivindicação é pelo reajuste imediato de 19,8%, rumo à meta 17 do Plano Distrital de Educação.

O índice de 19,8% repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Aplicada a meta 17, o reajuste da remuneração ultrapassaria o índice de 67%.

O Sinpro lembra que as principais estratégias de qualquer Campanha Salarial são unidade e mobilização. Assembleias, atos, manifestações e demais atividades devem ter participação massiva da categoria.

 


O engajamento dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais também deve ser nas redes. O Sinpro vem publicando em seus veículos de comunicação uma série de peças que abordam a Campanha Salarial e a pauta de reivindicação vinculada. É essencial que esses materiais sejam curtidos, comentados e compartilhados para ampliar visualização e alcance, reforçar a mensagem e fortalecer o apoio público à luta.

Paralelamente, de forma responsável e comprometida, a Comissão de Negociação do Sinpro vem atuando junto ao GDF para construir os caminhos possíveis ao atendimento da pauta de reivindicações da Campanha Salarial. Para dar peso à luta, vem sendo articulado o apoio de parlamentares e de outros órgãos, como o Ministério Público, por exemplo.

O Sinpro ainda lembra que a pauta de reivindicação da Campanha Salarial caminha paralela à luta pela nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as) no último concurso público do magistério, para além das vagas imediatas e do cadastro reserva; pelo cumprimento integral e célere do acordo de greve de 2023; pelo fim da superlotação das salas de aula; pela construção de escolas; por merenda de qualidade; pelo fortalecimento da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do Batalhão Escolar e do PDAF (Programa de Descentralização Administrava e Financeira); além de investimento na Educação Inclusiva e da defesa do Ensino Médio.

19,8% já!
Segundo o Dieese, a inflação dos últimos cinco anos no DF ficou em 33,3%. Em contraponto, o reajuste salarial do magistério acumulado no período de abril de 2022 a dezembro de 2023 foi de 11,3%. O reajuste de 19,8%, funciona, portanto, como um percentual de reposição de perdas inflacionárias.

Nesse acumulado, são considerados a primeira das seis parcelas do reajuste de 18% imposto pelo governador Ibaneis, realizado em julho de 2023; além da primeira parcela referente à incorporação da Gaped/Gase ao vencimento, paga em outubro do ano passado, após luta intensa da categoria.

Matéria publicada originalmente em 30 de abril de 2024, com edições

 

Assembleia se torna ato e vai ao Buriti exigir sanção da LDO

Mais uma vez, os profissionais do magistério da rede pública do DF deram uma aula de determinação e luta! Na manhã desta quarta-feira, 26 de junho, professores(as) e orientadores(as) educacionais transformaram a assembleia geral em ato público, e saíram em passeata até a Praça do Buriti. A manifestação teve o objetivo de exigir do governador Ibaneis Rocha a sanção do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) sem vetos às emendas aprovadas para a educação.

A LDO aprovada pela CLDF na noite de terça-feira (25) trouxe emendas importantes, todas aprovadas por unanimidade: medidas que buscam o cumprimento da Meta 17 do PDE; recurso para 11.867 novas nomeações para a educação pública do DF, sendo 8.517 para a carreira magistério público; recomposição inflacionária como valor mínimo para reajuste das transferências realizadas por meio do PDAF; isonomia entre as gratificações de gestores(as) escolares; incremento nas tabelas salariais com titulações (especialista, mestre e doutor); entre outras.

Essas emendas são uma vitória da categoria, que se manteve mobilizada ao longo de todo o semestre em assembleias, paralisações, atos públicos e ações regionalizadas, pela garantia de uma educação pública de qualidade. Nesse percurso, é preciso ainda destacar as constantes visitas da diretoria do Sinpro aos 24 gabinetes da Câmara Legislativa para dialogar com os(as) parlamentares e sensibilizá-los(as) quanto à necessidade de garantir Orçamento para a educação.

Outras conquistas importantes foram resultado dessa luta, como a nomeação de 3.104 professores(as) e 80 orientadores(as) educacionais – e há o compromisso assumido pelo GDF de uma nova leva de nomeações em agosto.

A luta continua e vai se fortalecer, porque há muitos pontos a serem garantidos em defesa da educação pública – que deve ser uma luta de toda a sociedade! Por isso, a assembleia aprovou a Jornada em Defesa da Educação, que buscará dialogar com a população sobre a importância da educação na vida de todos e todas; e vai pressionar o GDF a cumprir com seu dever constitucional de valorizar a educação pública.

Dentro desse calendário, no dia 22 de agosto, haverá um grande ato público na CLDF, pelo cumprimento da meta 17 e para exigir a nomeação de todas e todos os aprovados no concurso de 2022.

Confira abaixo o calendário completo da Jornada em Defesa da Educação, aprovado pela assembleia geral. Abaixo, também, estão as prioridades, dentro da pauta de reivindicações, aprovadas pela assembleia.

 

NOSSAS PRIORIDADES

– 19,8% Já! Rumo à Meta 17;
– Nomeação de todos os aprovados e aprovadas no concurso de 2022;
– Redução da alíquota previdenciária dos(as) aposentados(as);
– Fim do sistema de pagamento horista para professores(as) CTs;
– Achatamento dos padrões da tabela salarial de 25 para 15, com aumento dos percentuais entre os padrões;
– Dobrar o percentual de titulação para especialização, mestrado e doutorado, com pagamento de forma cumulativa. Criação da tabela para pós-doutorado;
– Isonomia da gratificação para gestores(as), independente da modalidade e etapa de ensino. Equiparação da gratificação dos(as) gestores(as) de educação com demais cargos comissionados de outras estruturas do GDF;
– Equiparação do valor do auxílio-alimentação ao pago pela CLDF;
– Garantia do pagamento da Gratificação de Atividade de Ensino Especial (GAEE) aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais de escolas regulares que atuem com estudantes com transtorno ou com deficiência;
– Não fechamento da EJA;
– Defesa do Ensino Médio;
– Fim da cobrança do CREF;
– Garantia de uma política com protocolo de ações de combate a todos os tipos de violência física e virtual contra professores(as), orientadores(as) educacionais e estudantes;
– Cumprimento integral do acordo de greve (2023).

Clique no botão abaixo e acesse a pauta de reivindicações completa:

Pauta de Reivindicações

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Edição Extra

 

Acesse AQUI o álbum de fotos da assembleia

MATÉRIAS EM LIBRAS

Assembleia geral com paralisação, dia 26 de junho

Professores(as) e orientadores(as) educacionais se reunião em assembleia geral com paralisação no próximo dia 26 de junho. O encontro será às 9h, no estacionamento da Funarte.

Essa será a quarta e última assembleia do semestre, que antecede o recesso escolar do meio do ano e a segunda leva de nomeação dos(as) aprovados(as) no último concurso do magistério. Na Mesa de Negociação Permanente – garantida com a Greve da Educação de 2023 –, o GDF anunciou a nomeação de 1.600 professores(as) e 40 orientadores(as) educacionais até o dia 29 de maio. Os demais aprovados(as) serão nomeados(as) até o final de agosto.

Na assembleia no dia 26, a categoria do magistério público intensificará a luta da Campanha Salarial, que traz a reivindicação de reajuste salarial imediato de 19,8%, rumo a meta 17.

 

 

O índice de 19,8% repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação) equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Com isso, o reajuste da remuneração da categoria superaria o índice de 67%.

Também estão na pauta da assembleia o cumprimento integral do acordo de greve, assinado em 2023, e da pauta de reivindicação atualizada da categoria (Acesse aqui a pauta de reivindicações).

Na assembleia do dia 26 de junho, professores(as) e orientadores(as) educacionais, novamente, denunciarão e exigirão soluções para situações inaceitáveis que fazem parte do dia a dia das escolas públicas. Entre elas, merenda com larvas e cardápio sem variedade de produtos alimentícios; superlotação das salas de aula; ensino inclusivo sem qualquer suporte; escolas sem condições mínimas de infraestrutura; pane no sistema que dá acesso ao Diário de Classe; omissão à violência contra professores(as) e orientadores(as) educacionais em exercício.

A categoria do magistério público avalia que a política antieducação do governador Ibaneis Rocha e de sua vice, Celina Leão, já ultrapassou todos os limites. Professores(as) e orientadores(as) educacionais não tolerarão mais o descaso e os desmandos com a categoria e com o povo do DF.

O Sinpro reafirma que a unidade e a mobilização da categoria são imprescindíveis para avançar em mudanças e conquistas. Para o sindicato, o momento é descaso com a educação: ao mesmo tempo que mostra o caos na educação, impõe à categoria um governador que tem como legado a menor despesa total de pessoal da história.

Para que professores(as) e orientadores(as) educacionais de todo DF possam participar em peso da assembleia, o Sinpro disponibilizará ônibus saindo de várias regiões administrativas. Lista será divulgada em breve.

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Menor despesa total de pessoal da história é legado de Ibaneis

O Projeto de Lei Orçamentária Anual 2024 (PLOA) mostra que a Despesa Total de Pessoal em relação à Receita Corrente Líquida do GDF poderia ter sido de, no mínimo, R$ 3,33 bilhões a mais (28,6%). A análise é feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A cifra analisada não chega sequer a ultrapassar o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso quer dizer que, se a opção fosse chegar ao limite legal (máximo) da LRF, o investimento em pessoal poderia ter sido acrescido em até R$ 4,12 bilhões (35,3%).

“Na campanha salarial deste ano, reivindicamos reajuste de 19,8%. Isso porque este é o percentual necessário para repor as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. E nosso pleito ainda tem como respaldo a comprovação de que Ibaneis vem desinvestindo no serviço público. Enquanto estamos com perdas, o governo procrastina em valorizar nossa remuneração, mesmo tendo margem – e muita – para isso”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

Este não é o primeiro ano que o governador do DF, Ibaneis Rocha, decide não investir o que seria ideal em pessoal. Relatório de Gestão Fiscal do terceiro quadrimestre de 2023, publicado pela Secretaria de Estado de Economia do DF, mostra que a Despesa Total de Pessoal em relação à Receita Corrente Líquida do GDF poderia ter sido, pelo menos, R$ 3,9 bilhões (11,75%) a mais. Pelo documento, isso se o governo atingisse apenas o limite prudencial da LRF (46,5%).

Pelo relatório da SEEC, desde o ano 1 da primeira gestão de Ibaneis Rocha, em 2019, o governador nunca chegou a atingir sequer o limite prudencial da LRF quando o tema é investimento em pessoal. Naquele ano, por exemplo, o percentual aplicado pelo GDF foi de 43,5%, enquanto o limite legal é de 49%.

A recorrência da disparidade nos relatórios de gestão fiscal evidencia a política de precarização dos serviços públicos adotada por Ibaneis Rocha. “É urgente lembrar que um Distrito Federal que não investe em educação, que não prioriza a educação, é um DF que não quer justiça social, que não quer democracia”, afirma Márcia Gilda, e completa: “valorizar a educação passa, necessariamente, por remuneração digna para professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais”.

>> Leia também: CAMPANHA SALARIAL 2024: 19,8% JÁ! RUMO À META 17

Assembleia dia 22
Professores(as) e orientadores(as) educacionais realizarão assembleia geral com paralisação no dia 22 de maio, para dar andamento à Campanha Salarial 2024. A atividade, que será às 9h, no estacionamento do Teatro Nacional, se somará à Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília.

>> Leia mais AQUI

 

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CAMPANHA SALARIAL 2024: 19,8% JÁ! RUMO À META 17

A Campanha Salarial 2024 da categoria do magistério público está a todo vapor! Neste ano, a reivindicação é pelo reajuste imediato de 19,8%, rumo à meta 17 do Plano Distrital de Educação.

O índice de 19,8% repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente.

O Sinpro lembra que as principais estratégias de qualquer Campanha Salarial são unidade e mobilização. Assembleias, atos, manifestações e demais atividades devem ter participação massiva da categoria.

>> Leia também: ASSEMBLEIA DIA 22 DE MAIO AMPLIA MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

O engajamento dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais também deve ser nas redes. O Sinpro publicará em seus veículos de comunicação uma série de peças que abordam a Campanha Salarial 2024 e a pauta de reivindicação vinculada. É essencial que esses materiais sejam curtidos, comentados e compartilhados para ampliar visualização e alcance, reforçar a mensagem e fortalecer o apoio público à luta.

Paralelamente, de forma responsável e comprometida, a Comissão de Negociação do Sinpro atuará junto ao GDF para construir os caminhos possíveis ao atendimento da pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2024. Para dar peso à luta, está sendo articulado o apoio de parlamentares e de outros órgãos, como o Ministério Público, por exemplo.

O Sinpro ainda lembra que a pauta de reivindicação da Campanha Salarial 2024 caminha paralela à luta pelo cumprimento integral e célere do acordo de greve de 2023; pelo fim da superlotação das salas de aula; pela construção de escolas; por merenda de qualidade; pelo fortalecimento da EJA (Educação de Jovens e Adultos), do Batalhão Escolar e do PDAF (Programa de Descentralização Administrava e Financeira); além de investimento na Educação Inclusiva e da defesa do Ensino Médio.

19,8% já!
Segundo o Dieese, a inflação dos últimos cinco anos ficou em 33,3%. Em contraponto, o reajuste salarial do magistério acumulado no período de abril de 2022 a dezembro de 2023 foi de 11,3%.

Nesse acumulado, são considerados a primeira das seis parcelas do reajuste de 18% imposto pelo governador Ibaneis, realizado em julho de 2023; além da primeira parcela referente à incorporação da Gaped/Gase ao vencimento, paga em outubro do ano passado, após luta intensa da categoria.

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Campanha Salarial 2024: juntos e juntas somos mais fortes

Em março deste ano, a categoria do magistério público aprovou a Campanha Salarial: reajuste de 19,8% já! Rumo à meta 17.

O Sinpro alerta que é urgente lembrar que mobilização e unidade são as principais ferramentas para alcançar as conquistas.

“Unidos e unidas, nos tornamos mais fortes e, consequentemente, com maior poder de negociação. Mobilizados e mobilizadas, mostramos que estamos dispostos a lutar intransigentemente por nossos direitos”, afirma a diretoria do Sinpro.

A união e mobilização da categoria também garantem maior visibilidade à campanha salarial. Através de ações conjuntas, chama-se a atenção da sociedade para as reivindicações. Mostra-se, também, que a luta de professores(as) e orientadores(as) educacionais tem como principal propósito uma educação pública de qualidade. E quem ganha com isso é a população do DF.

Uma campanha salarial marcada por unidade e mobilização mostra legitimidade e representatividade da luta. Nenhum governo sério pode desconsiderar isso.

Como funciona uma campanha salarial?

A Campanha Salarial 2024 do magistério público está definida: 19,8% já! Rumo à meta 17.

Para avançar na luta, é importante saber como funciona uma campanha salarial e o que é necessário para que ela tenha resultados positivos.

O Sinpro preparou uma série de cards que abordam o tema. Veja abaixo:

 

A campanha salarial é um processo periódico de negociação entre trabalhadores e governo (ou patrões) para definir os reajustes salarias e outros benefícios para o próximo período.

Aqui, vamos focar na categoria do magistério público.

 

Nossa pauta de reivindicações é construída a partir das necessidades e anseios da categoria. Após o levantamento, aprovamos o documento em assembleia.

 

 

Com a pauta de reivindicações aprovada, o Sinpro começa as negociações como GDF.

 

 

Durante a campanha salarial, mobilização e unidade da categoria são as principais ferramentas para alcançar conquistas. Por isso, é essencial participar em peso das atividades apontadas no calendário de mobilizações.

 

 

Por parte da representação sindical, os principais atributos devem ser compromisso e responsabilidade. E disso o Sinpro nunca abriu mão!

 

 

Os resultados das negociações são apresentados à categoria, que aprova ou rejeita as propostas do GDF.

 

 

O processo de negociação pode resultar em acordo ou impasse. No último caso, o Sinpro, com a deliberação da categoria, organiza as ações de enfrentamento.

 

 

Agora que você já sabe como funciona uma campanha salarial, vamos à luta!

Saiba mais sobre a nossa campanha salarial no link https://x.gd/vukk2

 

Os materiais da Campanha Salarial 2024 também são publicados nas redes sociais do Sinpro. Curta, compartilhe e comente! Instagram, Facebook, Twitter

Sinpro realiza assembleia para atualizar pauta de reivindicações, dia 20

Professores(as) e orientadores(as) educacionais se reunirão em assembleia no próximo dia 20 de abril para aprovar a nova pauta de reivindicações da categoria. A atividade será às 9h, no auditório da Câmara Legislativa do DF.

A atualização do documento faz parte do Calendário de Mobilização aprovado na assembleia desse mês de março, que encaminhou a Campanha Salarial 2024. (Saiba mais AQUI)

A pauta de reivindicações do magistério público contém tanto pontos econômicos como pedagógicos. Entre eles, a garantia da isonomia salarial com a média das carreiras de nível superior do GDF, a garantia da redução do número de estudantes na estratégia de matrícula, além da garantia da oferta da educação inclusiva, com suporte técnico para isso.

A última atualização da pauta de reivindicações do magistério pública foi feita em 2018, na transição do governo Rollemberg para o Ibaneis Rocha. De lá pra cá, houve avanços – como a incorporação da Gaped/Gase e do auxílio saúde ao vencimento, por exemplo –, bem como o surgimento de novas demandas da categoria.

Assim como as pautas de reivindicações anteriores, o documento atualizado refletirá as expectativas tanto da categoria do magistério público como de toda a comunidade escolar.

O Sinpro ressalta a importância da participação da categoria na assembleia do dia 20, já que os pontos que serão aprovados orientam as ações do sindicato na luta em defesa dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais e de uma educação pública de qualidade socialmente referenciada.

 

Publicada originalmente em 02/04/2024

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O que o povo do DF tem a ver com a campanha salarial do magistério público

Márcia Gilda, diretora do Sinpro, explica em artigo como a Campanha Salarial da categoria do magistério público reflete na vida da sociedade do DF e, na ponta, na democracia. O material repercutiu, com publicação no Brasil de Fato, Revista Fórum, Brasil Popular e no BSB Capital.

Leia o artigo abaixo.

O que o povo do DF tem a ver com a campanha salarial do magistério público

Por Márcia Gilda*
Professores(as) e orientadores(as) educacionais lançaram neste mês de março a campanha salarial 2024. Reivindicamos reajuste salarial imediato de 19,8%, rumo à meta 17. Mas por que a população do DF deve saber dessa luta? E como isso pode afetar a vida de cada cidadão e cidadã?

A primeira coisa a ser explicada é de onde vem esse índice.

Segundo o Dieese, a inflação dos últimos cinco anos no DF ficou em 33,3%. Em contraponto, o reajuste salarial do magistério acumulado no período de abril de 2022 a dezembro de 2023 foi de 11,3%. O reajuste de 19,8%, funciona, portanto, como um percentual de reposição de perdas inflacionárias.

De forma didática, tudo que consumimos ficou mais caro, mas os salários dos(as) professores e orientadores(as) educacionais se manteve minguado. Para equilibrar essa equação, é necessário, no mínimo, o reajuste salarial de 19,8%.

O segundo ponto a ser abordado é a explicação do que é a meta 17.

Elaborado com a participação da comunidade escolar, de representantes da sociedade civil e do poder público durante dois anos, o Plano Distrital de Educação (PDE) é o principal instrumento de planejamento, gestão e integração do sistema de ensino do Distrito Federal. Entre suas 21 metas, está a 17, que valoriza profissionais da rede pública de ensino ao equiparar o vencimento básico da categoria, no mínimo, à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF com nível de escolaridade equivalente.

Mas de que forma essa valorização salarial importa para quem não é professor(as) ou orientador(a) educacional?

Independente da profissão, está consolidado que salários melhores atraem profissionais mais qualificados. A matemática é fácil, ainda mais quando o sistema em que se vive impõe que a própria sobrevivência depende de quanto chega ao bolso.

O estudo “Risco de Apagão de Professores”, realizado em 2022, pelo Instituto Semesp, mostra que o déficit de professores da educação básica pode chegar a 235 mil em 2040. Um dos motivos desse rombo é o desinteresse do jovem em seguir a carreira de professor, motivado, sobretudo, pela precarização da profissão, “com baixa remuneração e a falta de reconhecimento de sua importância perante a sociedade”.

Inquestionavelmente, professores(as) e orientadores(as) educacionais são figuras importantes para a construção da sociedade. Portanto, a partir do momento em que se priva as escolas desses profissionais, impõe-se a própria sociedade barreiras para sua construção.

Entretanto, valorizar professores(as) e orientadores(as) educacionais não se restringe a questões financeiras. Caminha lado a lado com a nossa campanha salarial a luta por qualidade do ambiente de trabalho e pela valorização social da nossa categoria.

Hoje, no DF, o raio-x da educação traz salas de aula superlotadas, escolas sem infraestrutura básica, Educação Inclusiva sem suporte e uma série de situações geradas pelo desinvestimento no setor. O resultado é o adoecimento de professores(as) e orientadores(as) educacionais e a queda na qualidade de ensino.

No que diz respeito à valorização social, vivemos o caminho inverso: o da tentativa de criminalização da categoria do magistério público.

Desde 2016, a investida de setores reacionários tenta emplacar, inclusive por meio de projetos e propostas, a figura de professores(as) e orientadores(as) educacionais como doutrinadores de crianças e adolescentes. Exemplo disso é o inominável projeto Escola Sem Partido, defendido pela base do governador Ibaneis Rocha na Câmara Legislativa, e a militarização das escolas, decretada pelo governador.

Demos o pontapé inicial em nossa campanha salarial, e muita luta vem por aí. Você já sabe como e por que isso atinge a vida de todos e todas. Atente-se quando vir ou ouvir que assembleias e atos de professores(as) e orientadores(as) educacionais das escolas públicas “prejudicam” o trânsito e o ano letivo. Seja crítico(a)! Afinal, prejuízo mesmo, para nossa categoria e para toda a população, é ter vigente uma política de desvalorização do magistério público.

*Márcia Gilda é diretora do Sindicato dos Professores do DF

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