Presidente da CNTE participa de audiência pública sobre Previdência e Trabalho no Senado

2019 08 15 Heleno Araújo Senado

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, participou, nesta quinta-feira (15), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, da audiência pública “Previdência e Trabalho”, requerida pelo senador Paulo Paim (PT/RS). Entre outros assuntos, Heleno falou sobre a Paralisação Nacional de 13 de agosto e as mobilizações previstas para setembro, criticou o programa Future-se e o uso da máquina pública pelo governo para obter apoio à PEC 6/2019 e destacou a necessidade de pressão social para derrubar a proposta no Senado.

No encontro, Heleno fez um balanço sobre a Paralisação Nacional do dia 13 de agosto, convocada pela CNTE, e destacou a próxima campanha da entidade em defesa da educação pública e contra a reforma da previdência, a ocorrer entre os dias 1 e 7 de setembro, com a realização de aulas públicas em todo o país. “Chegamos nesse 13 de agosto a ter mobilizações em 204 municípios e queremos ampliar esse processo de participação e envolvimento. Estamos indicando 1 semana em defesa da soberania nacional e contra o governo Bolsonaro, entre os dias 1 e 7 de setembro. Encerraremos com o grito das excluídas e dos excluídos para tentar agregar cada vez mais os 13 milhões de desempregados que nós temos e os 80 milhões de brasileiros com 19 anos ou mais que foram expulsos da escola e não conseguiram concluir sua educação básica”, declarou.

>>  Baixe o informativo produzido pela Associação Brasileira de Economistas pela Democracia que apresenta os piores pontos da PEC6/2019

O presidente da CNTE também falou sobre as mobilizações para 19 de setembro, aniversário do educador Paulo Freire, e os preparativos para o centenário do patrono da educação. “Estamos conclamando todos para estarem conosco nas mobilizações que faremos em cada escola desse país e nas ruas no dia 19 de setembro, data de nascimento de Paulo Freire. É um momento importante para marcar posição sobre o que nós queremos para a sociedade brasileira em termos de democracia, de direitos e de igualdade. Além disso, a Internacional da Educação já definiu que o mundo inteiro estará no Brasil em 19 de setembro de 2021, quando haverá o centenário de Paulo Freire”, disse.

Críticas – No encontro, Heleno criticou o Future-se, programa criado pelo governo federal que prevê ingerência da iniciativa privada nas universidades públicas, e condenou o remanejamento de 1 bilhão do orçamento do Ministério da Educação para outras pastas com o objetivo de servir de emendas parlamentares aos deputados que votaram a favor da proposta de reforma da previdência do governo. “O Future-se prejudica e quer privatizar a universidade pública e os institutos federais e o remanejamento de verba do MEC para servir de emenda parlamentar aos deputados que votaram a favor da [proposta de] reforma na Câmara foi uma aberração que não podemos aceitar de forma nenhuma”, completou.

O presidente da CNTE disse que o debate sobre o financiamento da educação precisa acontecer nas escolas públicas do país. “Nós, da CNTE, e das 50 entidades filiadas, estamos estimulando que em cada escola pública desse país continuemos debatendo sobre o financiamento da educação e os impacto desses cortes na alimentação dos nossos estudantes, no transporte escolar, nos livros didáticos, na forma como afeta a estrutura da escola e piora nossa situação de trabalho”, disse. “Somos uma categoria que está atuando em locais de péssimas condições, com dificuldades de chegar ao local de trabalho, com a dificuldade de exercer de forma correta a sua profissão, e que com isso adquire doenças profissionais que nos afastam do local de trabalho”, acrescentou.

Heleno falou da importância da população ocupar as ruas e pressionar os senadores nos municípios para derrubar a proposta do governo de reforma da previdência. “É importante que os companheiros e companheiras das nossas escolas, da comunidade escolar, os nossos estudantes, pais e mães façam uma reação coletiva. Porque é no município que o senador é eleito. É com os eleitores desses senadores que precisamos estar e a eles pedir que cobrem do seu representante coerência e respeito ao voto recebido e que cumpra o papel do Senado Federal de corrigir as falhas e as inverdades cometidas pela Câmara”, disse.

Também na audiência, o presidente da CNTE cumprimentou o autor do livro O Debate Desonesto, o economista Eduardo Fagnani. A obra desconstrói com argumentos sólidos as falácias da propaganda oficial do governo sobre a reforma da previdência em tramitação e apresenta os prejuízos que a PEC trará aos trabalhadores, se aprovada. Heleno disse que o livro ajudará a fortalecer o debate contra o desmonte à previdência. “Esse material contribuirá para fortalecer ainda mais nossos argumentos para que juntos com a comunidade escolar e a população possamos reverter esse quadro perverso que está colocado no Brasil”, afirmou.

Representantes da direção e da base da CNTE de 10 estados e do Distrito Federal, além de convidados e parlamentares, participaram do encontro.

Assista à íntegra da audiência clicando aqui.

Tramitação – A PEC 6/2019, que altera as regras da previdência, foi aprovada na Câmara em julho e está no Senado. Na última quarta-feira (14/08), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou requerimentos para realização de audiências públicas para debater a proposta. Mais de 30 nomes serão convidados a debater o tema. Na terça-feira (13/8), líderes partidários do Senado divulgaram a agenda de tramitação da PEC. O documento prevê que a proposta em tramitação seja votada no plenário em primeiro turno no dia 18 de setembro e, em segundo turno, no dia 2 de outubro. Antes disso, a PEC precisa receber parecer na CCJ e pode receber emendas nessa fase. Se aprovada no plenário sem mudanças, a PEC é promulgada. Caso haja alterações, a proposta retorna à comissão especial da Câmara. Se for rejeitada, é arquivada. Para ser aprovada, é necessário os votos de 49 dos 81 senadores.

 

CNTE se soma à Marcha das Margaridas em defesa da democracia e contra a retirada de direitos

Cem mil mulheres do campo, da cidade, da floresta e das águas marcharam nesta quarta-feira (14), em Brasília (DF), em defesa de um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência. A caminhada da Marcha das Margaridas começou às 7h no Eixo Monumental e terminou por volta de meio dia, na Esplanada dos Ministérios. As ativistas reivindicaram um país como mais oportunidades para todos e trouxeram questões específicas enfrentadas pelas mulheres rurais, como os diversos tipos de violência, o preconceito, a falta de reconhecimento do trabalho produtivo e doméstico, entre outros temas. A CNTE esteve presente no ato e na construção da Marcha das Margaridas – os sindicatos filiados vieram de todas as regiões do país e participaram ativamente da manifestação.

A secretária de relações de gênero da CNTE, Berenice D’arc, avalia: “A marcha traz eixos importantes, entre eles dois que são fundamentaiss para a nossa luta: o da educação pública e o da reforma da previdência. Então nós, da direção da CNTE, entendemos que esse é um momento de resistência à retirada de recursos da educação, e à tentativa de aprovar uma reforma da previdência que prejudica diretamente as mulheres – lembrando que a nossa categoria tem amplo número de mulheres na base”.

Para Berenice D`arc, é importante destacar a luta que vai além da educação e explica que é preciso reforçar a relação entre as mulheres do campo e da cidade: “A marcha das margaridas traz o debate sobre a sustentabilidade e a luta contra os agrotóxicos. O governo não tem mostrado nenhuma vergonha de apoiar o agronegócio mesmo se isso colocar em risco a saúde dos povos indígenas e das mulheres do campo, que lidam diretamente com plantações. Aliás a saúde das mulheres também vem sofrendo ataques do governo e é um dos eixos de reivindicação da Marcha”.

Na avaliação geral da secretária de relações de gênero da CNTE, Berenice D’arc, foi uma marcha muito positiva: “Esse foi um dos maiores movimentos organizados dos trabalhadores neste ano e que também trouxe a pauta do restabelecimento da democracia do país, que está sendo desrespeitada, da Constituição, dos direitos que estão sendo retirados, então a marcha é uma ação vitoriosa. Hoje tivemos 100 mil pessoas na esplanada dizendo não ao governo Bolsonaro machista, racista e homofóbico”.

Sobre a Marcha das Margaridas
A Marcha das Margaridas é uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta que integra a agenda permanente do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e de movimentos feministas e de mulheres. A primeira edição, em 2000, reuniu cerca de 20 mil agricultoras, quilombolas, indígenas, pescadoras e extrativistas de todo o Brasil. O nome da marcha é uma homenagem à trabalhadora rural e líder sindicalista Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 quando lutava pelos direitos dos trabalhadores na Paraíba.

Com informações da CNTE

Resolução contra a destruição da educação pública no Brasil é aprovada no 8º Congresso Mundial da Educação

2019 07 25 heleno congresso mundialO presidente da CNTE, Heleno Araújo, apresentou nesta quarta (24) a Resolução urgente sobre o Brasil durante o 8ª Congresso Mundial da Educação em Bangkok, na Tailândia. No documento, a CNTE denunciou as tentativas do governo Bolsonaro de privatizar a educação bem como a violenta perseguição aos professores, conclamando todas as organizações sindicais de educação no mundo a se manifestarem contra este processo de destruição do educação pública brasileira. A resolução foi aprovada pelo Congresso, que reúne mais de 1400 educadores de 151 países. Assista ao vídeo no página da CNTE no Facebook  Veja a seguir a resolução na íntegra.

RESOLUÇÃO URGENTE SOBRE O BRASIL

O 8º Congresso Mundial da Educação Internacional, realizado em julho de 2019 em Bangkok, Tailândia,

Considerando que:

1. Envio do projeto de lei ao Congresso Nacional para promover o ensino privado é desenvolvido através do sistema de vouchers.

2. Incentivo e candidatura para alunos do ensino fundamental (entre 6 e 14 anos anos de idade) recebem essa educação à distância.

3. A aplicação da lei 13.415 / 17, que promove a privatização do ensino médio, restringindo a base de conhecimento de alunos que são parceiros segregados educacionalmente, distinguindo escolas para ricos e pobres, além de promover e desmantelar as políticas educacionais e sociais com um ataque sistemático aos direitos fundamental e social da população, especialmente dos setores historicamente marginalizados (negros, índios, mulheres, LGBTi).

4. A crescente e violenta perseguição contra professores, promovida pela defensores de escolas não-partidárias, que acusam educadores de promover doutrinação ideológica com os alunos, além do crescente processo de
militarização das escolas no Brasil, é agora implementado como um projeto de governo

5. O processo de privatização e comercialização da educação pública básica brasileira e superior através de programas que promovam a falta de responsabilidade do Estado contra a oferta de serviço público e financiamento do setor, desviando recursos público para o privado para o lucro.

O 8º Congresso Mundial da EI:

6. Convocamos todas as organizações sindicais de educação no mundo e as International Education a se manifestarem contra este processo de destruição do educação pública no Brasil e promoção de políticas de privatização e comércio educacional

Moção de repúdio à ação da polícia rodoviária federal que invadiu o Sinteam

Mais um indicativo dos tempos de exceção a que o país está submetido aconteceu no dia de ontem (23 de julho) em Manaus, capital do estado do Amazonas: a reunião preparatória para organização dos atos a recepção do presidente Jair Bolsonaro em Manaus, com os movimentos sociais e sindical do Estado, que acontecia na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), foi interrompida pela “visita” inesperada de três policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Armados com fuzis, os três policiais entraram na sede do sindicato e, embora gentis, disseram que iriam acompanhar a reunião a mando do Exército Brasileiro, que nega a informação.

A gentileza dos policiais não descaracteriza o ato intimidatório e absolutamente atípico quando balizado pelos princípios consagrados de convivência em um regime democrático pleno. A ação é mais um indicativo de nossa democracia capturada desde quando foi imposto o golpe que afastou a Presidenta Dilma Rousseff em 2016. Já dizíamos desde então que, quando as regras básicas da democracia não são respeitadas por aqueles que ocupam os cargos mais altos da República, toda transgressão passa a ser tolerada e cometida até por servidores públicos dos mais baixos escalões. No dia de ontem, essa ação de agentes da Polícia Rodoviária Federal é sinal da disfunção de nossa democracia e merece todo o repúdio da consciência democrática desse país.

Os/as educadores/as de todo o Brasil, solidários aos/às companheiros/as vítimas dessa ação intimidatória da PRF em Manaus, exigem uma explicação da PRF, negada até o momento. O Exército Brasileiro, usado como álibi para essa ação descabida dos três agentes, já se manifestou por meio da Assessoria de Comunicação do CMA (Comando Militar da Amazônia), negando qualquer ordem no sentido arguido pelos agentes, e ratificou que suas ações são pautadas pelos princípios da legalidade. Resta agora um posicionamento da Polícia Rodoviária Federal, que continua se esquivando de responder adequadamente a questão, o que termina por diminuir e apequenar a própria instituição, moral e politicamente.

Precisamos saber se o direito à reunião e à manifestação ainda prevalece em nosso país, conforme expresso no texto de nossa Constituição de 1988. Não toleraremos atos de intimidação política e ações que transgridam o nosso Estado Democrático de Direito, conquistado a duras penas com a luta e até com a vida de tantos brasileiros e brasileiras, que tombaram por exigir dignidade há mais de 30 anos! Por todos/as eles/as, não nos eximiríamos dessa luta agora!

Brasília, 24 de julho de 2019

Direção Executiva da CNTE

CNTE assina manifesto em defesa do ensino superior público e gratuito

Diversas entidades de educação se uniram para lançar um manifesto em reação aos ataques do governo Bolsonaro ao ensino superior público e para mobilizar a sociedade na paralisação marcada para o dia 13 de agosto. Leia a seguir a nota na íntegra.

A educação no Brasil vem enfrentando grandes ataques por parte do governo federal: cortes financeiros que ameaçam o tripé da universidade brasileira (ensino, pesquisa e extensão), desvalorização do trabalho dos docentes e dos técnico-administrativos, campanhas difamando o papel de escolas, institutos federais e universidades, perseguição a professores e cientistas. Apesar do papel estratégico das instituições de ensino para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no país, assim como para a formação de qualidade e a oferta de serviços necessários para a sociedade brasileira, o atual governo escolheu a Universidade como inimiga de sua gestão.

Nos últimos dias, a grande imprensa vem noticiando sobre um projeto de reforma da “autonomia financeira” para a educação superior pública federal imposta pelo Ministério da Educação. Embora as informações ainda sejam difusas, trata-se do maior e mais profundo ataque à autonomia das instituições de ensino, abrindo caminho para a privatização do ensino superior e cobrança de mensalidades. Trata-se de mais um passo rumo à destruição de todo nosso sistema educacional.

Em uma só medida, Bolsonaro e Weintraub pretendem: a) desresponsabilizar o Estado na garantia do financiamento da educação superior, aprofundando os cortes e contingenciamento já iniciados;
pôr fim à carreira pública de servidores federais da educação, estimulando a concorrência perversa com novos ingressos pelo sistema de contratação privada, sem qualquer garantia ou estabilidade de emprego; b) reverter a democratização da universidade que permitiu nos últimos 15 anos a entrada de milhares de estudantes de segmentos historicamente excluídos, como pobres, negros, índios, mulheres.

É importante ressaltar que os cortes nos orçamentos das universidades atingem não apenas o ensino, mas também o desenvolvimento científico de pesquisas que, por exemplo, contribuem para o descobrimento de vacinas, medicamentos e a produção de alimentos, assim como a extensão da universidade, por meio da qual estudantes, professores e técnicos prestam serviços para as comunidades (por exemplo, hospitais universitários e escolas).

Esses ataques contra as instituições de ensino superior fazem parte de um projeto político que mata os sonhos da juventude brasileira e o futuro do país ao destruir serviços públicos e retirar direitos sociais. Parte desta mesma agenda é a Reforma da Previdência que, após ser aprovada em primeiro turno, será votada em 6 de agosto.

Diversas universidades já alertaram que não conseguem chegar ao próximo semestre se os cortes não forem revertidos. Agências de fomento não conseguirão pagar as bolsas de estudos de pós-graduação. A UFMT, por exemplo, teve sua energia elétrica cortada, significando que aulas não serão dadas, pesquisas não serão concluídas e a prestação de serviços será prejudicada. Além disso, estudantes que dependem de políticas públicas não conseguirão permanecer na universidade.

A política que Bolsonaro e seu ministro vem apresentando caminha na contramão da valorização do Ensino Superior. Países desenvolvidos investem em educação e ciência públicas e em momentos de crises financeiras contribuem para a retomada do desenvolvimento brasileiro. Enquanto anuncia cortes na educação e ciência, o governo triplica o orçamento para propaganda do governo, compra parlamentares para aprovação de seus projetos e permite o gasto de mais de R$ 1 bilhão de reais por dia para o pagamento de juros da dívida pública brasileira.

Diante desse cenário, precisamos estar atentos e preparados na resistência e em defesa da educação e da ciência públicas. Precisamos mobilizar cada vez mais a sociedade para lutar contra as medidas do governo Bolsonaro, dentre elas a sua tentativa de destruir a Previdência Pública por meio da PEC 6/2019 e a Educação Pública por meio de cortes orçamentários e do novo Programa Ministerial.

Em defesa da educação pública e gratuita conclamamos a todos e todas para a construção da Greve Nacional da Educação em 13 de agosto. Também destacamos a necessidade de uma Greve Geral para derrotar a política de privatização dos serviços públicos e a destruição dos direitos e conquistas da classe trabalhadora e do povo brasileiro.

Em defesa da educação pública e gratuita!
Contra a privatização e os cortes nos investimentos em educação!
Construir a Greve Nacional da educação em 13 de agosto!
Combater a retirada de direitos e a destruição dos serviços públicos!

Assinam este Manifesto:
Andes-SN, ANPG, CNTE, Fasubra, Fenet, Proifes, SINASEFE, Ubes e UNE

8° Congresso Mundial da Educação recebe protesto pela liberdade de Lula

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Realizado em Bangkok, na Tailândia, no domingo (21), o protesto em defesa da liberdade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aplaudido entre os mais de 1400 educadores de 151 países presentes na 8ª Conferência Mundial da Educação. Os representantes da CNTE e Proifes levantaram seus cartazes Lula Livre e reivindicaram que este preso político desde 7 de abril de 2018, seja libertado. O Congresso vai até o dia 26 de julho e é organizado pela Internacional da Educação, federação de associações que inclui 401 sindicatos de 171 países e representa mais de 32,5 milhões de educadores no mundo todo. Acesse o vídeo da manifestsação

Grupo LGBTI analisa estratégias de mobilização para promover os direitos humanos

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Nesta sexta-feira (19/7), começou o 8º Congresso Mundial de Educação, em Bangkok, na Tailândia. O primeiro dia de debates do evento, realizado pela Internacional da Educação (IE), concentrou-se nos direitos LGBTI e em como apoiá-los através de alianças com grupos afins, em direção a um discurso e objetivo comuns.

Um dos pontos abordados foi a importância de os direitos LGBTI serem prioridade nas agendas das organizações sindicais. Mais pessoas LGBTI devem ocupar posições de liderança dentro dos sindicatos, com o objetivo de manterem a luz sobre os desafios que enfrentam em termos de direitos humanos, violência e assédio. Não se trata apenas dos direitos dos homossexuais – trata-se de direitos humanos fundamentais.

Os delegados também ouviram como a natureza interconectada das categorizações sociais, como raça, classe, orientação sexual, religião e gênero se sobrepõe para criar mais discriminação em relação aos alunos e professores da LBGTI. A interseccionalidade foi descrita como estando presente em três níveis da sociedade – individualmente, simbolicamente (como as pessoas LGBTI são representadas na mídia e nas mídias sociais) e estruturalmente dentro das instituições, em termos de procedimentos e políticas.

Os participantes do painel também descreveram a situação nos Estados Unidos à medida que a administração Trump continua a implementar propostas regressivas de direita que levam o relógio de volta aos anos 60, em termos de ganhos em direitos humanos. Na Inglaterra, a violência e o bullying nas redes sociais são uma questão permanente que precisa ser abordada. Na Austrália, o sindicato de professores foi eficaz em sua campanha “Vote Sim” para afirmar os direitos LGBTI.

Em geral, ainda há muito a ser alcançado, pois este é um desafio contínuo para educadores e estudantes. É necessário garantir a solidariedade, construir relacionamentos com os parceiros da comunidade e ressaltar o trabalho dos sindicatos de professores para promover os direitos LGBTI.

O Congresso

O evento, que conta com a participação de educadores de 151 países, tem como finalidade determinar as políticas, princípios de ação, programa e orçamento da organização, e elege o presidente, vice-presidentes e secretário-geral, bem como outros membros da Diretoria Executiva da IE. O Congresso Mundial é composto de delegados nomeados e representantes das organizações membros. Participam do evento o presidente da CNTE, Heleno Araújo, a secretária geral, Fátima Silva, e o vice-presidente mundial da IE e secretário de Relações Internacionais da CNTE, Roberto Leão.

Também participam os demais membros da CNTE: Ana Cristina Guilherme, Berenice D’Arc, Bia de Lima, Carolina Muniz, Christovam Mendonça, Gabriel Magno, Helenir Aguiar, Iêda Leal, José Carlos Bueno (Zezinho), Julliana Tenório, Marilda de Abreu, Marlei Fernandes, Marta Vanelli, Paulina Pereira, Raimundo Oliveira, Rosana Nascimento, Rosilene Corrêa, Selene Barboza Michielin, Suely de Fátima, Zenaide Honório.

(Com informações da IE)

Governo assume a privatização da educação e terá como resposta o povo nas ruas contra os seus ataques

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade representativa dos/as trabalhadores/as da educação básica do setor público brasileiro, se manifesta novamente de forma contrária a mais um ataque deferido contra o povo brasileiro. Há exatamente uma semana o Ministério da Educação do Governo Bolsonaro tornou público o que ele veio chamar de “Compromisso Nacional pela Educação Básica”, uma carta de intenções que deixou claro seus objetivos privatistas para a educação básica brasileira. O dia de ontem foi a vez do ensino superior!

O programa Future-se do MEC, anunciado aos reitores das universidades federais em reunião realizada no próprio Ministério, é o projeto do Governo Bolsonaro para privatizar nossa educação pública superior. Depois dos cortes e contingenciamentos de recursos para as universidades federais, o MEC anuncia um programa que diz pretender ampliar a autonomia financeira de nossas universidades. Beira ao cinismo tamanho descalabro se não fosse esse, agora, uma virtude governamental dos que ora ocupam o Governo Federal. O programa, assim como aquele voltado para a educação básica, também é muito vago no que pretende encampar como política pública para o setor, mas igual ao outro traz em si uma lógica que o permeia do começo ao fim nos seus propósitos: a desresponsabilização do Estado com a oferta do serviço público de educação, fomentando ainda mais o subfinanciamento do setor e delegando essa função social às mãos privadas, ávidas por lucro.

É importante deixar claro para todos: o governo Bolsonaro quer pôr fim à educação pública em nosso país, favorecendo grandes grupos nacionais e internacionais que têm interesse no “negócio” educação. E isso deve ser denunciado sem meias palavras! Eles pretendem abrir e escancarar o acesso aos recursos públicos hoje destinados à educação de nosso povo para que, a partir de agora, eles sejam direcionados para empresas e bancos interessados. E hoje esse governo asfixia financeiramente nossas escolas e universidades, criando uma situação de penúria e caos, para vender a solução de que só os recursos privados podem melhorar nossa educação. Esse será o percurso para, muito em breve, começarem a cobrar dos estudantes. Não tenhamos dúvida de que isso vai acontecer, apesar das negativas de hoje desse governo vendilhão da pátria. Isso deve ser denunciado sem nenhum pudor!

É sintomático que esse pacote de medidas para a educação superior brasileira venha em um momento prévio de uma grande mobilização social, puxada pela CNTE e já aderida pelo conjunto dos movimentos sociais, sindicais e educacionais brasileiros. Igual ao último dia 15 de maio, que também foi precedido pelo primeiro anúncio de cortes na educação deste governo. As ruas ficaram pequenas para o tamanho dos protestos que tomaram conta de todo o Brasil. Não tenhamos dúvida de que isso se repetirá agora. É nossa tarefa, mais uma vez, ocuparmos as ruas desse país até a derrota desse projeto privatista! Não aceitaremos passivos a destruição de um projeto recente que ampliou o acesso à educação, majorou os recursos nela aportados, deu condições para as pesquisas acadêmicas e científicas, criou e espalhou por todo nosso território a experiência mais que positiva dos Institutos Federais, prometeu recursos do Pré-Sal para a educação. Não! Isso não pode acabar por caprichos de um governo que só se interessa pelo lucro de seus financiadores!

Sairemos às ruas no próximo dia 13 de agosto para barrar mais esse afronte e ataque ao povo brasileiro! Sairemos às ruas e dela não pretendemos sair até a derrota final de um governo que, além de não apresentar nada de novo ao país e ao seu povo mais pobre, só nutre como projeto político a destruição do que vinha dando certo e podia dar muito mais. Não toleraremos que nos roubem o futuro! Dia 13 de agosto será gigante! Em um país com instituições tão capturadas pelos interesses dos poderosos, só as ruas podem nos indicar o futuro que almejamos!

Brasília, 18 de julho de 2019

Direção Executiva da CNTE

Reunião do Coletivo de Comunicação promove troca de experiências entre os sindicatos

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O segundo dia da reunião do Coletivo de Comunicação da CNTE foi marcado pela apresentação da pesquisa sobre as estruturas dos sindicatos e pela troca de experiências. Realizado nesta quarta-feira (10), o encontro reuniu representantes de 19 sindicatos, que debateram estratégias para ampliar o alcance das lutas por melhores condições de trabalho, saúde, aposentadoria e por melhorias na educação pública como um todo. O secretário de imprensa e divulgação da CNTE, Luiz Vieira, abriu os debates agradecendo os participantes que vieram das cinco regiões do país para este encontro em Curitiba (PR).

A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, fez uma breve homenagem ao jornalista Paulo Henrique Amorim, que faleceu nesta quarta, e pediu aplausos pela vida e militância dele pela democracia: “Paulo Henrique Amorim vai fazer uma grande falta para o Brasil e dificilmente nós teremos jornalistas do calibre dele que venham substituí-lo nesse próximo período”.

Fátima Silva também ressaltou que a reunião é realizada com a presença de dirigentes sindicais e de profissionais da comunicação.”Nós precisamos enfrentar os desafios que estão colocados pra nós no sentido de reinventar as nossas organizações. O modelo que temos até o momento não vai dar conta para a próxima década. Cabe a nós repensar o novo modelo sindical e ser vanguarda mediante o novo quadro na representação do mundo do trabalho que é totalmente diferente do que temos até aqui. Nós, do funcionalismo público, talvez somos a última leva desse modelo de emprego com concurso e estabilidade – e temos que nos preparar para essa mudança que passa por saber comunicar muito bem o que faz a nossa organização”, concluiu.

A CNTE apresentou uma pesquisa de comunicação realizada entre 32 sindicatos filiados que apontou a diversidade de estratégias utilizadas e mostrou também que há muito espaço para aprimorar e crescer, sobretudo com as novas tecnologias. Durante o encontro, um sindicato de cada região do país também apresentou suas melhores experiências realizadas e que podem ser replicadas por outras entidades.

Participaram do encontro os sindicatos: APP Sindicato, Fetems, Sinte-RN, Sinte-SC, APMC, Sinpro-DF, Cpers, Sintepe, Sindiupes-ES, Sindiute-CE, Sinproesemma, Sinte-PI, Sintese-SE, SINPC-PE, Sintego, Apeoesp, Sinproja-PE, Sintero e CNTE. Acesse o álbum de fotos do evento

Educadores se mobilizam contra a Reforma da Previdência durante votação

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) participa, nesta quarta-feira (10/07), da mobilização na Câmara dos Deputados contra a PEC 6/2019, que trata da Reforma da Previdência. Selene Michielin, secretária de Aposentados e Assuntos Previdenciários, e Iêda Leal, secretária de Combate ao Racismo da CNTE, junto com várias legendas partidárias reforçam o apoio aos trabalhadores em educação pontuando que a reforma será prejudicial aos educadores.

>> Acompanhe os debates sobre a Reforma da Previdência.

No meio da tarde, policiais militares fecharam a porta da entrada do plenário e impediram a entrada dos estudantes e trabalhadores que tentavam acompanhar a votação. Os militares utilizaram spray de pimenta para afastar os manifestantes.

No plenário, os deputados discutem sobre os chamados destaques simples – os apresentados individualmente por deputados – à proposta de Reforma da Previdência (PEC 6/19). Para serem analisados, precisam ser admitidos pelo Plenário. É a última fase antes da votação do texto-base.

Esse tipo de destaque costuma ser rejeitado pelo Plenário, que se foca nos questionamentos apresentados pelas bancadas.

Reforma

Em termos gerais, a reforma da Previdência estabelece uma idade mínima para a aposentadoria: 65 anos para homens e 62 para mulheres. São impostas também mudanças no cálculo dos benefícios, que vai contabilizar a média de todas as contribuições e exigir mais tempo na ativa para um valor maior na aposentadoria. Serão exigidos 40 anos de contribuição para um benefício igual a 100% da média das contribuições, enquanto o piso será de 60% da média. Há regras de transição para quem já está na ativa.

Convocação

Na próxima sexta-feira (12/07), a CNTE, junto com com a UNE, UBES, ANPG e Centrais Sindicais, convoca Ato Público e Passeata em Brasília, contra a Reforma da Previdência e os cortes financeiros para a educação no país. O ato será às 10h, em frente a Biblioteca Nacional.

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