CNTE participa do Seminário Internacional “Educação em tempos de retrocesso e privatização”

No último dia 15, durante o Fórum Social Mundial, em Salvador-BA, a CNTE se juntou a outros representantes da educação pública para debater o assunto na perspectiva de barrar os retrocessos decorrentes dessa investida neoliberal, em um Seminário promovido conjuntamente pela Internacional da Educação (IE) e Internacional da Educação para América Latina (IEAL).
Além da CNTE, representada pelo seu Presidente, Heleno Araújo; pelo Secretário de Relações Internacionais e Vice Presidente da Internacional da Educação, Roberto Leão e pela Secretária Geral e Vice Presidente da Internacional da Educação para América Latina, Fátima Silva, foram debatedores Mar Candela (IE – Bélgica), Combertty Rodriguez (IEAL – Costa Rica), Jose Olivera (FENAPES – Uruguai), Miguel Duhalde (CTERA – Argentina), Nilton Brandão (PROIFES – Brasil) e, vindo do Quênia, Wilson Sossion, Secretário Geral do Sindicato Nacional de Professores daquele país (KNUT).
Fátima Silva abriu os trabalhos destacando a pesquisa global que a Internacional da Educação está conduzindo sobre a privatização e mercantilização do ensino público, intitulada “Educar, Não Lucrar”. “Tão importante quanto entender os impactos da privatização é ter claro as estratégias que devemos adotar para enfrentá-la. Nós, da CNTE e da Internacional da Educação, já compreendemos claramente que as ações devem ser globais e não por países, ou por entidades isoladas. Sozinhos não chegaremos a interromper esse processo”, disse.
Mar Candela é Coordenadora do Projeto de Resposta Mundial à Privatização e ao Comércio Educativo da Internacional da Educação, e os dados que apresenta demonstram a gravidade do tema. “Nos últimos cinco anos aumentaram em 45% os investimentos de capital de risco em empresas do setor de educação. Esses setores articulam uma narrativa que fala da superioridade da educação privada frente à educação pública, como se as escolas privadas tivessem maior eficiência e melhores resultados nos processos educativos, o que não está respaldado pelas evidências”, revela.
O coordenador do escritório regional da IEAL, Combertty Rodriguez, alertou para a aliança público-privada que os grandes grupos que investem nesse setor propõem: o setor público coloca os recursos, e o privado lucra! Ou seja, a influência cada vez maior que esses conglomerados exerce nos espaços de elaboração de políticas educativas altera a relação do Estado com o setor de educação, ameaçando até mesmo o futuro da democracia.
O Presidente da CNTE, Heleno Araújo, reforça essa ideia, pois considera que o ataque à democracia brasileira é uma tentativa de entregar as políticas públicas para o setor privado. “O desafio nessa disputa de projeto de sociedade, sentimos na pele, aqui no Brasil. Nos governos Lula e Dilma houve a efetiva participação social na construção de políticas sociais e, agora, o golpe desmonta isso.”. Heleno destacou, ainda, que “a aplicação do modelo de gestão privada nas escolas públicas precisa ser combatido por todas as entidades que devem disputar esse projeto em cada estado e fortalecer a CONAPE (Conferência Nacional Popular de Educação)”, concluiu.
O representante do Uruguai, Jose Olivera, destacou a tradição do seu país em valorizar a educação pública como construtora de cidadania e democracia. Lembrou que 84% dos estudantes uruguaios hoje estão em sistemas públicos e estatais. “Nos últimos anos enfrentamos uma campanha contra a educação pública, que colocava o ensino público como ruim e obsoleto, e o privado como muito superior”, afirmou Olivera, que apontou o caminho para enfrentar esse movimento: “o primeiro passo é a ação política; o segundo, é gerar pesquisas, unindo academia e sindicatos”.
Os dados trazidos da Argentina por Miguel Duhalde, da CTERA, indicam que de 1940 até os dias atuais, houve um salto de 7% para 30% dos estudantes em escolas particulares. “Nos anos 90 a tendência privatizante avançou e, hoje, está em disputa um modelo e projeto de educação. A palavra direito está desaparecendo do léxico legal e dos direitos sociais na Argentina, e este é um movimento que temos que contrapor”.
Em sua fala, Nilton Brandão, presidente do PROIFES-Federação, ressaltou os avanços no ensino público brasileiro, o aumento de alunos nas universidades e a interiorização do ensino superior no país por meio da criação de Instituições Federais de Ensino Superior. “Mas, os dados destacados pelo PROIFES-Federação em diversos encontros da IEAL, mostram que o avanço privatista foi significativo a partir de 2013, e as entidades privadas de educação, com investimento em bolsa e ações em vários países, foram os grandes beneficiados desse avanço. Com a Emenda à Constituição 95, não há como ter investimentos em educação e manter o mínimo de avanços sociais conquistados ao longo das últimas décadas”, destacou Brandão.
Para todos os que estiveram presentes no Seminário, foi muito enriquecedor ouvir o representante do Quênia, que compartilhou a experiência daquele país sobre o tema. Wilson Sossion lembrou que a privatização da educação em seu país conta com o apoio do Banco Mundial e do Fundo Mundial Internacional (FMI), que incentivam a presença de grandes conglomerados educacionais no Quênia.
“Em 2009 um grupo apoiado pelo Banco Mundial e por muitos conglomerados se estabeleceu silenciosamente no Quênia. Em um curto período de tempo criaram 470 escolas e pretendem ter pelo menos outras mil até 2025”, afirmou, destacando que as leis sobre educação pública no país são claras, mas que as autoridades que fiscalizam têm cedido ao poder econômico. “Hoje ainda podemos barrar a privatização, mas se não agirmos rapidamente com ações eloquentes, em pouco tempo isso não será mais possível”, alertou Sossion.
A CNTE luta para que os recursos públicos sejam destinados somente para a educação pública e faz o enfrentamento ao processo de mercantilização da educação no Brasil. Juntamente com as demais entidades brasileiras filiadas à IE (Internacional da Educação), traça estratégias para confrontar a crescente privatização e fortalecer a educação pública de qualidade.
Confira mais fotos do evento na página oficial da CNTE no Facebook.

Dirigentes da CNTE participam da Assembleia Mundial das Mulheres

Junto a milhares de pessoas, a delegação da CNTE participou da Assembleia Mundial das Mulheres, uma das atividades do Fórum Social Mundial na última sexta-feira, 16.
A Assembleia aconteceu no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador, e teve como tema “Contra o feminicídio e o machismo”. Mulheres de várias partes do Brasil e do mundo, representadas por diversas entidades, fizeram ecoar as vozes de todas as mulheres do mundo, exigindo: igualdade, autonomia, direitos e democracia.
“Essa Assembleia no Fórum Social Mundial, foi um marco para nós mulheres trabalhadoras que lutamos contra o machismo, o racismo, a lesbofobia e contra o capitalismo neoliberal. Mulheres de vários países, nos unimos em torno de uma pauta única: contra a violência à mulher e numa defesa intransigente da democracia”, avaliou Suely de Oliveira, Secretária para Assuntos da Mulher, da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), um dos maiores sindicatos da América Latina, filiado à CNTE.
Durante o ato, foram prestadas diversas homenagens à ativista de direitos humanos e vereadora pelo PSOL/RJ, Marielle Franco, brutalmente assassinada na quarta-feira, 14. O assassinato de Marielle se soma a tantas mortes brutais de lideranças populares no Brasil e, nesse momento de grande revolta e comoção nacional e internacional, ela e sua história representam o feminismo no nosso país, e a luta para que o fascismo não avance na nossa sociedade.
Confira mais fotos do evento na página oficial da CNTE no Facebook.

Moção de repúdio ao Governo Estadual e à Justiça do Estado de Rondônia

O Conselho Nacional de Entidades – CNE, instância deliberativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, que reuniu em Salvador nos dias 13 e 14 de março de 2018 representantes de suas entidades de base filiadas de todo o Brasil, vem a público REPUDIAR a postura desidiosa do Governo estadual e da Justiça do Estado de Rondônia no trato com os educadores estaduais e sociedade rondoniense de uma forma geral.
Em greve desde o último dia 21 de fevereiro, as negociações do Governo do Estado com o SINTERO não avançam para solucionar as questões colocadas pelos trabalhadores no cumprimento do piso da carreira para todos os educadores do Estado. Esse quadro que se arrastar se dá muito em função de uma postura leniente do poder executivo estadual em não cumprir com a sua obrigação em oferecer alguma proposta de solução para o conflito instaurado com a greve da categoria, que já suspendeu o trabalho de mais de 70% dos trabalhadores nas escolas estaduais.
A Justiça estadual, que podia também assumir uma papel de promoção na composição e solução do conflito instaurado, diante da intransigência do Governo em apresentar uma proposta consistente para pôr fim à greve, não atua à altura de sua responsabilidade com o Estado. Somente no dia de ontem (16/03), o Tribunal de Justiça do Estado interveio e marcou uma audiência de conciliação, a pedido do SINTERO, para tratar da greve dos trabalhadores em educação. E nenhuma proposta foi apresentada para solucionar as perdas salariais da categoria, como a pendência das aposentadorias – cerca de mil servidores – e da transposição.
Se não bastasse a clara falta de disposição do Governo em solucionar tais pendências, o desembargador ainda pune os trabalhadores, em um claro jogo combinado com o Governo, com a exigência de retorno ao trabalho sem nenhuma proposta que convença a categoria e ameaça de pesadas multas ao sindicato e aos seus dirigentes.
Os/as trabalhadores/as em educação de todo o país estão atentos aos desdobramentos da greve dos/as professores/as e funcionários/as das escolas de Rondônia e colocam-se solidários à sua luta! A Assembleia da categoria na próxima segunda-feira (19/03) irá definir os rumos do movimento grevista, mas independente de
qualquer decisão, a sociedade do Estado de Rondônia já está convencida que o atual Governo do Estado, e sua
estrutura judiciária, não são a favor da educação pública de suas crianças e jovens! E o retorno virá nas próximas eleições!
Salvador, 17 de março de 2018
Conselho Nacional de Entidades – CNE da CNTE

Das bombas de Dória às balas que assassinaram Marielle Franco

Não há o que se comemorar no mês da mulher.
O dia 8 de março de 2018, um dia internacional de luta das mulheres, foi apropriado pela sociedade de consumo. Homenagens, presentes, mensagens, a maioria delas desprovidas de conteúdo crítico foram veiculadas por todos os meios e redes de comunicação possíveis. É como se apenas um dia fosse capaz de resgatar um ano de feminicídios, agressões e discriminação contra as mulheres.
A indagação é registrada em números. Oito casos de feminicídio por dia entre março de 2016 e março de 2017, totalizando 2.925 mil casos no país. Isto mostra um aumento de 8,8 % em relação ao ano anterior, conforme dados dos ministérios públicos estaduais. A taxa de feminicídios no Brasil é a 5ª maior do mundo.
Não são apenas as mulheres que sofrem a violência fatal. Em 2016, 66 defensores dos direitos humanos foram assassinados no Brasil, isto acompanhado do aumento nos casos de torturas, chacinas, massacres e uso intensivo da força, tanto de policiais quanto de ações de milícias. Ainda no primeiro semestre de 2017 já tinham sido computados 42 assassinatos de defensores dos Direitos Humanos, conforme dados do Comitê Brasileiro de Defensores de Direitos Humanos.
O ataque constante aos direitos humanos é a prática cotidiana do fascismo. Ao defender um regime autoritário, policialesco e totalitário, os fascistas vêem os direitos humanos como o empecilho mais imediato aos seus fins. Usam todos os meios que dispõe para gerar, na população, a desconsideração com os direitos humanos e a intolerância com a diversidade social.
A brutalização da sociedade por este discurso fascista leva à aceitação passiva das agressões implementadas por motivos políticos ou econômicos, contra movimentos ou pessoas que os representem.
Professora, vítima da truculência policial sob os comandos de João Dória.
No dia 14 de março de 2018, os professores do município de São Paulo, ao tentarem entrar na Câmara de Vereadores para acompanhar a votação de um projeto que destruía seu direito à aposentadoria, enfrentaram
A repressão brutal da Guarda Civil Metropolitana. A GCM paulistana fez o papel de guarda pretoriana do prefeito Dória. Em 2017 o prefeito Dória queria mudar o nome de Guarda Civil para Polícia Municipal, intento impedido pelo Poder Judiciário. Hoje percebemos claramente qual era o seu objetivo.
Desde a vigência da “Reforma Trabalhista” neoliberal, milhares de pessoas estão sendo demitidas e recontratadas pelos novos modelos de relação de trabalho. A precarização das relações de trabalho é mais visível com os professores das redes privadas de educação superior. A reforma previdenciária, suspensa pela Intervenção Federal no Rio de Janeiro, tornou-se desnecessária para os novos ingressos no mercado de trabalho. Com as condições permitidas pela Reforma Trabalhista, pouquíssimas pessoas conseguirão se aposentar.
O avanço do fascismo com seu discurso pseudo moralista construiu o golpe contra a democracia e ampliou a repressão que se sente à vontade para exercer o poder autoritário.
Entre as principais vítimas desse aumento da repressão estão os líderes sociais comunitários e sindicais. Líderes indígenas, líderes do movimento sem-terra, líderes comunitários, líderes sindicais, entre outros militantes de movimentos sociais estão entre os mortos dos últimos anos.
Vereadora Marielle Franco, (PSol-RJ) foi perseguida e assassinada brutalmente.
Ontem, enquanto os professores eram novamente e como sempre espancados em São Paulo sob a gestão de governos conservadores, caía sob a bala de assassinos de aluguel uma jovem mulher negra, que vencendo preconceitos e discriminação, se empoderou para compreender e lutar pelos direitos do povo da favela.
Marielle Franco, vereadora do RJ, foi assassinada após denunciar o 41º Batalhão da Polícia Militar de Acarí pelo assassinato de jovens da favela, os mesmos que os cães de guarda do fascismo chamam de “vagabundos”, “marginais”, “bandidos”, “traficantes”, entre tantos adjetivos pejorativos pelo qual cotidianamente se justifica a agressão aos pobres.
O dia 8 de março de 2018 mostrou a todos que não bastam discursos meigos, flores e bombons. Eles não permanecem nem uma semana. Precisamos de mudanças profundas em nossa sociedade, resgatando a tolerância entre as pessoas e o respeito entre as instituições e o poder democrático.
*Rosilene Corrêa, Secretária de Finanças da CNTE

Moção de apoio à greve aos servidores municipais e trabalhadores em educação do município de São Paulo

O Conselho Nacional de Entidades – CNE, instância deliberativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, que reuniu em Salvador nos dias 13 e 14 de março de 2018 mais de 100 representantes de suas entidades de base filiadas de todo o Brasil, vem a público apoiar os trabalhadores municipais em educação da cidade de São Paulo, em greve desde o último dia 08 de março, e repudiar, de forma veemente, o tratamento a eles dispensados pelos governos de Alckmin e Dória no dia de ontem, quando sua Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana, de forma articulada, atacaram de forma violenta e desproporcional os trabalhadores em manifestação pacífica na Câmara Municipal de São Paulo.
No último dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, os profissionais em educação do município de São Paulo decidiram, em assembleia da categoria, iniciar uma greve por tempo indeterminado. O Governo Dória não deixou alternativa ao apresentar um Projeto de Lei que pretende elevar a contribuição previdenciária de seus trabalhadores de 11% para 19%. O PL 621/2016 pretende que os trabalhadores municipais continuem a contribuir, em percentuais muito superiores aos patamares atuais, mesmo depois de aposentados. Na prática, quando somados os descontos do Imposto de Renda, os trabalhadores em educação do município de São Paulo terão descontados de seus contracheques algo que varia de 30% a 48% de sua remuneração. Trata-se, na verdade, de um verdadeiro confisco e rebaixamento dos salários dos trabalhadores municipais, anulando, ao fim e ao cabo, os ganhos obtidos pela categoria com as evoluções na carreira nos últimos anos, que já sofrem os efeitos perversos e devastadores da política econômica do Governo golpista e imoral de Temer, que condena os trabalhadores em geral ao desemprego e corta recursos da educação e saúde públicas.
Essa proposta de Dória é uma política de confisco de direitos que, em São Paulo, provoca a superlotação das salas de aula, a interrupção da oferta de transporte escolar, o fechamento de AMAs e UBSs, além do fim de mais de 140 linhas de itinerário do transporte público de ônibus. Não temos dúvidas de que o prefeito Dória (PSDB) é cúmplice da política do ilegítimo Governo Temer (MDB), que se resumem à retirada de direitos dos/as trabalhadores/as.
Esse projeto de reforma previdenciária municipal de Dória, em tramitação na Câmara desde o ano de 2016, foi antecipado no dia de ontem (14/03) e a prefeitura, ao se deparar com a natural mobilização dos trabalhadores municipais, ordenou a violenta repressão contra os trabalhadores presentes no ato, dentro e fora da Câmara Municipal.
Os/as trabalhadores em educação de todo o país se solidarizam com os companheiros e companheiras do município de São Paulo e, de forma veemente, repudiamos as ações das forças de segurança estadual e municipal que se prestaram a agredir de forma violenta a população que ali estava se manifestando de forma legítima. Exigimos a retirada imediata do PL 621/16, o PL do confisco!!
Salvador, 15 de março de 2018
Conselho Nacional de Entidades – CNE da CNTE

Marielle Franco, presente – Por justiça e solidariedade, exigimos o fim do extermínio dos lutadores sociais, negros e mulheres

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais do setor público da educação básica brasileira, torna pública sua indignação com o assassinato da vereadora Mariella Franco (PSOL/RJ) e de seu motorista Anderson Gomes, brutal e covardemente assassinados em uma emboscada no centro do Rio de Janeiro no dia de ontem. Toda solidariedade aos familiares, amigos e sociedade fluminense não é suficiente para barrar o verdadeiro extermínio a que o Brasil está submetido nos últimos tempos.
O alvo era Mariella e, com ela, também se foi Anderson. Sintomático que no mês das mulheres, uma combativa lutadora social, negra e da periferia, envolvida com a defesa intransigente dos direitos humanos dos moradores das favelas cariocas, tombasse da forma cruel como a que se sucedeu. Em uma cidade também vítima da mais brutal violência de uma intervenção militar, exemplo da escalada de um Estado autoritário e tomado por uma quadrilha corrupta que desdenha o quanto pode das lutas sociais e políticas que asseguram a defesa dos direitos humanos.
O assassinato de Mariella se soma a quase uma dezena de mortes brutais que, em menos de três meses nesse tenebroso começo de 2018, vitimiza lideranças populares em nosso país. Um verdadeiro ataque, no campo e na cidade, de lutadores sociais comprometidos com a defesa de direitos em um país golpeado em sua democracia. A escalada de assassinatos de lutadores evidencia o incremento do golpe em nosso país, com o crescimento vertiginoso do fascismo mais vil que toma conta da nossa sociedade.
Os/as educadores/as brasileiros/as rendem as mais sinceras homenagens aos familiares de Mariella e Anderson e não se furtarão em denunciar, em todos os foros nacionais e internacionais em que tenhamos voz e interlocução, esse ataque feroz contra a vida das pessoas. E também não arrefecerão sua luta incessante pelo resgate da democracia perdida no Brasil e pela retomada de nossos direitos. Que esse crime não fique impune! Que essa lembrança não nos saia da cabeça! Que esse brutal assassinato não nos deixe indiferentes jamais! Anderson Gomes, presente! Marielle Franco, presente!
Brasília, 15 de março de 2018
Diretoria Executiva da CNTE

Marielle Franco, presente – Por justiça e solidariedade, exigimos o fim do extermínio dos lutadores sociais, negros e mulheres

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais do setor público da educação básica brasileira, torna pública sua indignação com o assassinato da vereadora Mariella Franco (PSOL/RJ) e de seu motorista Anderson Gomes, brutal e covardemente assassinados em uma emboscada no centro do Rio de Janeiro no dia de ontem. Toda solidariedade aos familiares, amigos e sociedade fluminense não é suficiente para barrar o verdadeiro extermínio a que o Brasil está submetido nos últimos tempos.
O alvo era Mariella e, com ela, também se foi Anderson. Sintomático que no mês das mulheres, uma combativa lutadora social, negra e da periferia, envolvida com a defesa intransigente dos direitos humanos dos moradores das favelas cariocas, tombasse da forma cruel como a que se sucedeu. Em uma cidade também vítima da mais brutal violência de uma intervenção militar, exemplo da escalada de um Estado autoritário e tomado por uma quadrilha corrupta que desdenha o quanto pode das lutas sociais e políticas que asseguram a defesa dos direitos humanos.
O assassinato de Mariella se soma a quase uma dezena de mortes brutais que, em menos de três meses nesse tenebroso começo de 2018, vitimiza lideranças populares em nosso país. Um verdadeiro ataque, no campo e na cidade, de lutadores sociais comprometidos com a defesa de direitos em um país golpeado em sua democracia. A escalada de assassinatos de lutadores evidencia o incremento do golpe em nosso país, com o crescimento vertiginoso do fascismo mais vil que toma conta da nossa sociedade.
Os/as educadores/as brasileiros/as rendem as mais sinceras homenagens aos familiares de Mariella e Anderson e não se furtarão em denunciar, em todos os foros nacionais e internacionais em que tenhamos voz e interlocução, esse ataque feroz contra a vida das pessoas. E também não arrefecerão sua luta incessante pelo resgate da democracia perdida no Brasil e pela retomada de nossos direitos. Que esse crime não fique impune! Que essa lembrança não nos saia da cabeça! Que esse brutal assassinato não nos deixe indiferentes jamais! Anderson Gomes, presente! Marielle Franco, presente!
Brasília, 15 de março de 2018
Diretoria Executiva da CNTE

Conjuntura nova exige respostas novas: CNE faz análise de conjuntura

O Conselho Nacional de Entidades (CNE) em Salvador-BA oportunizou fazer uma excelente análise de conjuntura, com a presença do ex-ministro do governo Lula, o professor Luiz Dulci. Além de toda a experiência vivenciada durante os mandatos no governo, ele traz na sua trajetória a participação histórica na criação do SINDUTE-MG, sindicato combativo afiliado a CNTE que, neste momento, está fazendo uma greve muito importante, pelo pagamento imediato do Piso Salarial (conforme acordo assinado entre o sindicato e o Governo do Estado), pelo fim da prática nefasta de parcelamento de salários e do 13º, pelo cumprimento dos acordos assinados e pelo atendimento de qualidade do IPSEMG.
O diálogo que Dulci estabeleceu para fazer sua análise foi bastante elucidativo e passou por economia, políticas públicas e pela disputa de idéias e valores na sociedade brasileira. Sobre o incômodo que as notícias de que há uma suposta melhora na economia, conquistada pelo governo golpista, ele é bem pontual: “Muitas vezes nos atemos a brigar com números, mas acredito que o debate mais importante nesse momento deve tratar dos reais impactos da economia nas condições de vida da população”.
Outro aspecto que ele destacou do atual momento, tem a ver com as tentativas da grande mídia de pautar pilares estruturantes da sociedade: segurança pública, educação e saúde. Apesar do fortíssimo apoio da classe dominante, do capital e do agronegócio, os meios de comunicação não conseguem ocultar e manipular positivamente esses temas, já que o governo Temer se mostra completamente inócuo e incompetente em cada um deles e há um acentuado clima de insatisfação popular que continua crescendo. “Apesar desse governo não dar a mínima para a opinião pública, temos que reconhecer que a pressão feita na base, inclusive muito fortemente pelos trabalhadores em educação, acabou contando muito para barrar a reforma da previdência.”, observou.
Muito desgastado no cenário internacional , os próprios governos capitalistas mais centrais não bancam abertamente o governo instalado no Brasil e, parafraseando o também ex-ministro Celso Amorim, Luiz Dulci, colocou que uma das razões do golpe foi a necessidade de cessar a política externa” independente, ativa e altiva” protagonizada pelos governos do PT e outros governos progressistas da América Latina, que também sofreram e sofrem ataques golpistas.
Finalmente, ele motivou os membros do CNE que, a despeito do quadro por vezes desolador, vejam os elementos positivos que a nova conjuntura apresenta: “Conjuntura nova, exige respostas novas. O elemento mais importante que temos agora é uma maioria crescente da população contrária ao governo do golpe, entendendo o golpe judicial em curso. Nossa missão é encontrar maneiras de que essas pessoas, que nem sempre são de esquerda, também tenham suas percepções ouvidas. O golpe não era inevitável mas não é infalível”, concluiu.
Durante a tarde, abrindo oficialmente as atividades do Fórum Social Mundial, a delegação da CNTE se somou à grande marcha que reuniu milhares de participantes e tomou as ruas de Salvador-BA. Saindo do bairro Campo Grande em direção a Praça Castro Alves, o que se viu durante todo o percurso foram cenas de resistência e muita representatividade.
No dia de hoje, que encerra o CNE, os conselheiros e as conselheiras vão deliberar sobre o programa e orçamento da CNTE e sobre a atuação da mesma no âmbito das ações sindicais para os próximos meses.
Em breve será publicada entrevista exclusiva que Luiz Dulci concedeu à CNTE.

CNTE está em Salvador-BA para o Fórum Social Mundial

Entre os dias 13 e 17 de março, a CNTE participa das atividades da 13ª edição do Fórum Social Mundial (FSM 2018), em Salvador, na Bahia.
Com o lema “Resistir é criar. Resistir é transformar!”, o Fórum será o espaço de convergência de cerca de 60 mil participantes, de 120 países e 1500 coletivos, organizações e entidades, todos comprometidos em buscar alternativas e traçar estratégias de enfrentamento ao neoliberalismo que avança a passos largos pelo mundo.
Diante da dinâmica política e de toda a conjuntura que se apresenta no Brasil, a direção da CNTE decidiu trazer sua delegação representando os diversos sindicatos afiliados, assim como realizar a Reunião da Diretoria Executiva e o Conselho Nacional de Entidades (CNE) na capital baiana.
Nesta segunda-feira, a diretoria executiva está reunida para deliberar sobre as próximas ações da entidade no âmbito organizacional e as ações para ampliar as lutas da entidade. Nos dias 13 e 14, somando esforços no combate ao golpe, será realizado o CNE.
Outras atividades que terão a participação oficial da Confederação são a mesa sobre Privatização coordenada pela Internacional da Educação para América Latina (IEAL) em conjunto com a CNTE e outras entidades brasileiras afiliadas à IE, no dia 15, e a mesa da Conferência Nacional Popular de Educação – CONAPE LIVRE, no dia 16, antecedendo a grande conferência que será realizada em maio próximo em Belo Horizonte-MG. Sobre a CONAPE é importante ressaltar que as atividades realizadas nos Estados, tem tido uma excelente repercussão em todo o país, configurando a criação de um espaço de resistência ao desmonte das políticas para a Educação Pública pelo governo golpista.
A CNTE também marcará presença na grande Marcha do FSM 2018, no dia 13.

CNTE participa de reunião do Grupo de Trabalho do Fórum do Piso

Na última sexta-feira (9/3), a secretária de formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli, participou da reunião do Grupo de Trabalho do Fórum de Acompanhamento do Piso, no Ministério da Educação (MEC).
Esta foi a primeira reunião para elaborar o roteiro de trabalho sobre o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e as metas 17 e 18 do Plano Nacional de Educação (PNE), que tratam da valorização do professor e do plano de carreira do docente, respectivamente.
A próxima reunião irá discutir a metodologia para se chegar à meta 17 do PNE, ou seja, a processo para se equiparar a média salarial. O Inep apresentará a técnica que adota para o acompanhamento da meta 17.
O Fórum é formado pelo Ministério da Educação (MEC), pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) – que representam os estados – e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Acessar o conteúdo