Moção de Repúdio à atitude do Ministério Público do Estado do MS

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa de mais de 4,5 milhões de trabalhadores das escolas públicas brasileiras de nível básico, vem a público REPUDIAR a ação do Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul, nas figuras de seu Procurador de Justiça Sérgio Fernando Harfouche e da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da comarca de Dourados/MS, que, a pretexto da convocação de uma audiência pública a todos os pais de estudantes do município de Dourados/MS, exacerbou as suas funções institucionais e as prerrogativas dos cargos públicos por eles investidos.
No último dia 25 de abril, os pais dos estudantes de Dourados, no Mato Grosso do Sul, foram surpreendidos com um comunicado da Promotoria de Infância e da Juventude do município, convocando-os a comparecer obrigatoriamente a uma Audiência Pública que trataria, em tese, sobre um programa de evasão escolar e, ademais, contaria com uma palestra do supracitado procurador de justiça. Se já não bastasse a obrigatoriedade de comparecimento, a convocatória ainda ameaça os ausentes com multa e processo judicial. Ocorrida em um estádio de futebol municipal, para dar conta da multidão de pais que para o local da reunião se dirigiram, as surpresas não pararam por aí: o tom e o conteúdo da palestra do referido procurador assumiu contornos de pregação religiosa contra o debate de identidade de gênero nas escolas.
O que se viu nesse dia em Dourados, para além do ativismo judicial tão típico de nossos tempos, foi uma clara e evidente exacerbação tanto das atribuições funcionais desse procurador de justiça quanto da Promotoria de Infância e da Adolescência do município que, em um jogo claramente combinado, incorreram em vários desvios funcionais: em primeiro lugar, não cabe ao Ministério Público – nem ao Procurador e tampouco a Promotoria – exigir a obrigatoriedade de presença dos pais a essa suposta Audiência Pública, especialmente porque não há nenhum normativo que obrigue as famílias a comparecerem coercitivamente à pregação religiosa travestida de audiência; em segundo lugar, a estipulação de multas em caso de ausência à supracitada reunião é, à rigor, uma excrescência jurídica sem paralelo, que só se presta à ameaça; em terceiro lugar, a conduta do representante do Ministério Público Estadual, aqui especificamente a do procurador Sérgio Harfouche, viola de forma contundente a laicidade do Estado e a liberdade de crença inscrita no texto de nossa Constituição Federal; em quarto lugar, e o pior porque advindo de um agente do Estado, é incitar a desobediência a uma Lei Federal (Lei nº 11.340/06) que promove, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, a inclusão de conteúdos relativos a esse debate de identidade de gênero em programas educacionais.
Exigimos a investigação das ações e atos desse Procurador de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul e a sua devida e exemplar punição. Ações desse tipo só desqualificam o importante papel a que o Ministério Público foi destinado institucionalmente pela Constituição de 1988. Se esse procurador não respeita a sua instituição, nós exigimos que as devidas providências sejam tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para que o próprio respeito à instituição seja preservado. Também exigimos esclarecimentos da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da comarca de Dourados/MS, a respeito dessa ação coercitiva de convocatória dos pais dos estudantes a esse episódio lastimável! Em que medida a promotoria se imiscuiu no proselitismo religioso do procurador estadual, ou o referendou?
Por fim, por meio desta Moção Pública, cumpre ressaltar que os educadores/as brasileiros/as, cientes da liberdade de seu ofício como imperativo do exercício da educação, fazem um apelo aos governos estadual e municipal para que se manifestem quanto ao problema aqui relatado. É imperioso que as autoridades públicas realmente comprometidas com um Estado republicano e laico, e com a defesa de uma educação pública, gratuita e de boa qualidade, não se omitam a esse respeito, na medida em que isso pode vir a ser replicado em outros municípios, se não tomarmos as providências adequadas para coibir esses desvios funcionais que agridem, ao fim e ao cabo, a própria democracia.
Brasília, 05 de junho de 2017
Diretoria Executiva da CNTE

“Base Nacional Comum Curricular contraria a Constituição e a LDB”, diz presidente da CNTE

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, foi a única voz destoante na manhã desta quinta-feira (1º) em audiência pública na Comissão de Educação no Senado Federal. Para debater a versão final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além da Confederação, foram convidados apenas representantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Maranhão (Undime-MA) e do Ministério da Educação (MEC).
Diante desses representantes, portanto, Heleno foi o único contrário à versão terceira e final da BNCC. Para ele, o documento é ilegítimo. “A terceira versão foi finalizada com ausência das entidades. O Fórum Nacional da Educação não foi convocado para fechar a terceira versão. Ela foi construída no espaço do MEC sem a nossa participação. Isso desconsidera todo um processo de acúmulo que nós temos, inclusive nós tínhamos um seminário planejado para 250 pessoas com a maioria sendo de professores de todas as modalidades e níveis da educação básica. E ele nunca foi realizado porque o MEC não financiou. E desconsidera os quatro bilhões que participaram da Conae [Conferência Nacional da Educação], que construíram um documento referência, que traz elementos para a Base, e nada disso foi considerado”, explica o presidente da CNTE.
A terceira versão da BNCC contraria a legislação existente no país. “Ela vai contra a Constituição Federal, no seu artigo 205, a vários artigos da LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional], a artigos do Plano Nacional da Educação. Então, de fato, não há legitimidade para continuar o debate com o texto que está no Conselho Nacional de Educação”, complementa Heleno.
Além disso, da forma que o processo está, existe uma tendência de privatizar a educação básica. “Tanto é que a Fundação Lemann, junto com outra fundação, está investindo US$ 3 milhões em inovação para implementação da Base. Um dos oito caras mais ricos do mundo está com olho nesse espaço, e um empresário não vai investir em algo que não tem retorno. E desconsidera todo um processo de construção a partir do local de trabalho, que é o que diz a LDB. A escola é responsável pelo seu projeto político pedagógico com a participação efetiva de trabalhadores em educação, pais e estudantes. E isso a Base não leva em consideração”, argumenta o presidente da CNTE.
Com isso, a BNCC traz elementos que podem complicar ainda mais a situação das escolas públicas no país porque outras condições não são dadas: “Infraestrutura precária das escolas, o quadro de pessoal terrível porque tem um excessivo número de temporários. É um conjunto de ações que precisariam ser feitas antes de tratar a questão do currículo nesse contexto.” Por isso, ele afirma que foi decidido não participar das audiências convocadas pelo Conselho e que será feito um debate nacional paralelo para construir outro documento para apresentar ao Conselho. “E vamos resistir sempre”, conclui Heleno Araújo.
Com informações da CNTE

Reforma Trabalhista: reunião das Centrais Sindicais orienta pressão sobre senadores


A CNTE participou, na quarta-feira (31), por meio de seu presidente, Heleno Araújo, e da secretária executiva Berenice D’Arc, de reunião das Centrais Sindicais na liderança do PMDB no Senado, onde estiveram presentes os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Paulo Paim (PT-RS), Roberto Requião (PMDB-PR) e Hélio José (PMDB-DF), além de deputados federais de diversos partidos.
A reunião teve como objetivo traçar estratégias para a votação do PLC 38/2017, que versa sobre a reforma trabalhista, na próxima terça-feira (6/6), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Os sindicalistas presentes na reunião avaliaram as dificuldades de acesso ao Congresso Nacional, fato que tem dificultado a pressão direta sobre os parlamentares na Câmara e no Senado. O representante da CUT destacou que a Central conseguiu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para acessar as duas casas do Congresso, porém a medida judicial é válida apenas para os diretores da CUT.
Diante dessa dificuldade, e tendo em vista o prazo exíguo até a votação da Reforma na CAE, foi acordado entre os presentes que as Centrais, junto com representações de parte expressiva de seus sindicatos filiados, tentarão agendar reuniões com todos os senadores entre hoje (quarta-feira) e segunda-feira, preferencialmente nas bases políticas dos parlamentares.
Nesse sentido, a CNTE orienta suas afiliadas a procurarem as Centrais às quais são filiadas para que a educação esteja representada nas audiências com os senadores em todos os estados.
Somente a nossa força poderá reverter esse processo de desmonte de direitos da classe trabalhadora.
Sigamos firmes e comprometidos na luta!
Fonte: CNTE

Presidente da CNTE participa de audiência sobre as reformas previdenciária e trabalhista no Senado

Discursos contra as reformas propostas pelo governo de Michel Temer foram ouvidos na manhã desta segunda-feira (29), na audiência pública “As reformas Previdenciária e Trabalhista”, presidida pelo senador Paulo Paim no Senado Federal. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, endossou a temática contrária às propostas do atual governo.
Ele, assim como os demais presentes e integrantes de diversas instituições, foi um dos colaboradores do livro “O dragão debaixo da cama: impacto das reformas previdenciária e trabalhista na vida dos brasileiros”, com lançamento na mesma audiência. Heleno começou sua fala com pedido de “Fora Temer, junto com todos os golpistas, Diretas Já e não às medidas que retiram direitos dos trabalhadores”.
Desde o dia 15 de março, a CNTE realiza mobilizações em todo o país contra as propostas de Temer. “Nesse caminho, a nossa entidade já deliberou ter dois dias de greve geral na primeira semana de junho para mostrar a nossa indignação e, agora, com dados novos, com gravações que mostram que temos um criminoso à frente do poder central do nosso país, apoiado por diversos criminosos que estão no Congresso Nacional. Então, precisamos enfrentar isso com firmeza”, ressaltou Heleno.
Além disso, o presidente da CNTE adiantou que só as mobilizações não darão conta de derrubar o governo, promover eleições gerais e obter um desenvolvimento para a nação que faça com que as pessoas vivam com dignidade. “Estamos lançando a proposta de realizarmos uma marcha pela democracia, que garanta um país soberano, em defesa dos direitos sociais e que percorra as grandes BRs que nós temos nesse país. A 101, que começa no Rio Grande do Norte e vai até o Rio Grande do Sul, é um percurso bom para mostrar a nossa indignação, conversar com a população e construir o que a Frente Brasil Popular está lançando, que é o Plano Popular Emergencial, que são propostas importantes para a classe trabalhadora. E outra na BR 153, passando por Brasília, terminando também no Rio Grande do Sul”, acrescentou.
Ao final de sua explanação, Heleno Araújo enfatiza que acordos específicos ou coisas pontuais não resolverão o problema do país. “Devemos estar unidos para barrar o processo, barrar todo esse golpe sobre a gente. Queremos lançar uma proposta de reflexão. Não basta apenas barrar o golpe, temos que recompor os direitos, precisamos de políticas e realizar essa marcha da democracia por um país soberano e em defesa dos direitos sociais”, concluiu.
Estiveram presentes na audiência da Comissão Permanente de Direitos Humanos e Legislação Participativa integrantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC), da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Central Pública do Servidor, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), do Conselho Federal de Economia (Confecon), da Intersindical, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da Auditoria Cidadã da Dívida Pública, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entre outras instituições.

Violência no campo promove mais uma chacina de trabalhadores rurais no Pará

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa de mais de 4,5 milhões de trabalhadores das escolas públicas brasileiras de nível básico, vem a público REPUDIAR mais uma ação violenta perpetrada contra trabalhadores rurais no Estado do Pará.
No último dia 24 de maio, dez camponeses, nove homens e uma mulher, foram mortos em um acampamento na Fazenda Santa Lúcia, localizada no município de Pau D’Arco, a cerca de 60 km de Redenção, no sudeste do Pará. Mais uma vez, a ação foi perpetrada por homens da Polícia Militar e da Polícia Civil em um operação de reintegração de posse de terra, na área da fazenda que tem 5 mil hectares. Com mais essa chacina, o Estado do Pará já conta com 17 mortes, só nesse ano de 2017, para engrossar as estatísticas de violência no campo.
É de causar perplexidade a recorrência desses casos! Em especial no Estado do Pará, recordista de mortes no campo, a resposta das autoridades é sempre na direção da defesa dos assassinos. A impunidade salta aos olhos muito em decorrência dessa ação leniente do Governo Estadual que, a todo momento, justifica essas situações de violência e respalda os seus promotores. Se não bastasse a mera defesa dos assassinos, o poder público naquele Estado coloca-se à serviço dessa violência, por meio de suas forças policiais e de sua Justiça capturada pelos interesses mais nefastos. Para defender suas polícias, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP) veio a público, com total desfaçatez, dizer que o caso não se tratou de disputa de terra, mas de cumprimento de mandados judiciais (!!!) e que, quando da chegada das forças policiais no local, foram recebidos à bala.
Eles não cansam de mentir! Tratam a todos como se cegos fôssemos! Exigimos a solução desse crime bárbaro!! Estamos fartos de justificativas que só intentam proteger os verdadeiros promotores dessa barbárie e violência no campo!! Esses crimes serão denunciados e, mais uma vez, incrementarão as estatísticas de violência desse Estado, onde se mata e morre mais do que em muitas guerras pelo mundo afora.
Os/as educadores/as brasileiros/as colocam-se solidários às famílias das vítimas e exigimos uma apuração independente e autônoma desse caso, com a participação dos movimentos sociais do campo, do Conselho Nacional de Direitos Humanos, representantes da Defensoria Pública da União e de representantes internacionais de organizações de direitos humanos.
Pelo fim da violência no campo!! Pela apuração e responsabilização dos culpados por mais essa chacina!! Em defesa de políticas públicas que ponham fim a esse estado permanente de barbárie a que estamos submetidos em pleno século 21!!
Brasília, 26 de maio de 2017
Diretoria Executiva da CNTE

A CTERA repudia repressão policial

La Confederación de Trabajadores de la Educación de la República Argentina-CTERA expresa surepudio absoluto a la represión policial y militar denunciada por su organización hermana brasileña, la Confederación Nacional de los Trabajadores de la Educación (CNTE) durante el movimiento “Ocupa Brasilia” realizado el día 24 de mayo del 2017.
La manifestación pacífica congregó a más de 150 mil personas de todo el país a la Explanada de los Ministerios de la capital federal quienes además de la violencia policial, presenciaron participación de las Fuerzas Armadas en Brasilia. En la tarde del jueves, el presidente ilegítimo Michel Temer firmó un decreto autorizando el uso de las Fuerzas Armadas en el confrontamiento entre manifestantes y policías militares en la Explanada.
La Confederación de Trabajadores de la Educación de la República Argentina (CTERA), sindicato que nuclea a 400.000 trabajadores/as de la educación de todos los niveles en toda la República Argentina , defiende la educación pública con calidad, el derecho a la libertad sindical y la garantía de condiciones de trabajo dignas para el sector laboral de la educación como condición esencial para garantizar la democracia, la igualdad, la justicia social y los derechos humanos.
La Confederación de Trabajadores de la Educación de la República Argentina, expresa su apoyo a la CNTE a la vez que condena la represión policial y la utilización del ejército en contra del reclamo legítimo del pueblo brasileño.

CNTE e entidades filiadas vão às ruas da capital federal no movimento Ocupa Brasília

Nesta quarta-feira (24), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e suas entidades filiadas, junto com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, participam do Ocupa Brasília. A concentração é às 13h no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, com marcha organizada para as 17h em direção ao Congresso Nacional.
Com esse movimento, a CNTE dá continuidade aos atos contra a perda de direitos dos trabalhadores brasileiros. Agora, com mais uma causa após envolvimento do atual presidente em atitudes suspeitas de corrupção. A Confederação, mais uma vez, vai às ruas em defesa da democracia, contra as reformas trabalhista e da Previdência, contra a terceirização e em favor de eleições diretas.
“Muito importante fazemos grandes mobilizações aqui em Brasília. Venha para cá, venha mobilizar. Venha mostrar que nós não concordamos com as medidas tomadas por esse governo ilegítimo e golpista. Vamos barrar essa reforma da Previdência, barrar a reforma trabalhista”, afirma o presidente da CNTE, Heleno Araújo.
Nota explicativa sobre a reforma trabalhista
Nota sobre as principais mudanças propostas no parecer da PEC 287 (reforma da Previdência)Nota sobre as principais mudanças propostas no parecer da PEC 287 (reforma da Previdência)

MG: Sind-ute faz balanço de um ano do governo ilegítimo de Michel Temer

A presidenta da CUT/Minas e coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, faz um balanço do governo ilegítimo de Michel Temer, que completa um ano. O resultado de um ano de golpe são privatizações de nossas estatais, a exemplo do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e Petrobras, mais desemprego, índios e mulheres sendo atacados e outros graves ataques.
Beatriz fala das reformas da previdência e trabalhista propostas por esse governo ilegítimo e questiona: “Como explicar a situação em que nos encontramos? Perdemos o Pré-sal, a reforma da educação para tirar concurso público, carreira e desprofissionalizar o docente. Temos um Congresso que não tem juventude, mulheres e diversidade, em que mais de 200 deputados respondem a processos por corrupção e outros crimes.”
Acompanhe o balanço de um ano do governo Michel Temer por Beatriz Cerqueira. 

24 de maio: Vamos Ocupar Brasília e Exigir Diretas Já!

O anúncio dos áudios reveladores das maracutaias do golpista Temer e de vários de seus asseclas, entre eles, o senador Aécio Neves – caricatura perfeita de Carlos Lacerda nos dias atuais –, expôs uma verdade que grande parte do país já sabia: estávamos sendo governados por um bando de ladrões, picaretas e canalhas!
Tal como o Executivo, também o Poder Legislativo federal não tem condições de manter suas prerrogativas constitucionais, visto que a maior parte de seus membros está envolvida com os operadores da corrupção no Brasil.
O 33º Congresso da CNTE, realizado em janeiro de 2017, chamou a atenção para uma nova e inevitável ruptura do processo político no Brasil – após o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente e sem que tivesse cometido crime de responsabilidade –, e a orientação do referido Congresso foi a seguinte:
[…] a agenda da CNTE para o próximo período deve manter a resistência contra o governo golpista, bem como impedir que um novo golpe seja orquestrado através de eleições indiretas, caso Temer seja cassado a partir de 2017. A escolha presidencial indireta, embora prevista na Constituição, constituirá um novo golpe dentro do golpe, amparado no mesmo formalismo jurídico que impediu o mandato de Dilma Rousseff. Para tanto, é fundamental lutarmos por eleições diretas com o compromisso de eleger projetos democráticos e populares pautados no desenvolvimento com inclusão social, priorizando a aliança da classe trabalhadora com setores progressistas da sociedade, especialmente as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, os movimentos temáticos (cultura, mulheres, antirracismo, LGBT, direitos humanos e outros) e a juventude, que tem promovido importante resistência à agenda golpista neoliberal ocupando escolas, institutos federais e universidades públicas. E a democratização da mídia continua sendo imprescindível na luta contra o golpe, assim como o resgate da democracia e dos direitos deve ser o norte para as ações futuras de todo o campo progressista brasileiro.
Seguindo esta orientação congressual, a CNTE reforça a convocatória para que suas afiliadas estejam presentes em massa no ato Ocupa Brasília, dia 24 de maio, que tem por objetivo rechaçar as antirreformas do governo golpista, exigir novas eleições diretas e depor o governo ilegítimo e corrupto de Michel Temer.

Educadores vão às ruas, a partir desta quinta-feira, contra Temer e a favor de eleições diretas

Diante dosacontecimentos que agravam a conjuntura política, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e suas 50 entidades filiadas estarão nas ruas, a partir desta quinta-feira (18) e até domingo (21), para exigir a saída de Michel Temer e exigir eleições diretas.
As denúncias contra Michel Temer são irrefutáveis. O governo golpista perde toda e qualquer condição de, juntamente com um Congresso que tem grande parte de parlamentares envolvidos em denúncias, inclusive de venda de votos para aprovar as reformas, dar continuidade à retirada de direitos de trabalhadoras e trabalhadores.
No dia 24 de maio, no Ato Ocupa Brasília, trabalhadores e trabalhadoras em educação de todo o país estarão na capital federal para dar o basta às reformas trabalhista e da Previdência.
Agenda de mobilizações Fora Temer! Diretas já!
ALAGOAS
MACEIÓ – 18/05, às 16h (Praça Deodoro)
https://goo.gl/UMXfQB
CEARÁ
FORTALEZA – 18/05, às 14h (UFC CH1 Bosque de Letras)
https://goo.gl/bl2Dlw
DISTRITO FEDERAL
BRASÍLIA – 18/05, às 17h (Rodov. Plano Piloto com caminhada até a Praça dos Três Poderes)
https://goo.gl/MOkD3m
ESPÍRITO SANTO
VITÓRIA – 18/05, às 17h (Teatro UFES)
https://goo.gl/KfCWCg
GOIÁS
GOIÂNIA – 18/05, às 17h (Praça do Bandeirante)
https://goo.gl/fwezY7
MARANHÃO
SÃO LUÍS – 18/05, às 17h (Praça Deodoro)
https://goo.gl/fZx2Wn
MINAS GERAIS
BELO HORIZONTE – 18/05, às 17h (Sete de Setembro)
https://goo.gl/Uem55i
PARÁ
BÉLEM – 18/05, às 17h (Mercado de S. Braz)
https://goo.gl/x2aYCw
PARAÍBA
JOÃO PESSOA – 18/05, às 15h (Lyceu)
https://goo.gl/IWJsbT
PARANÁ
CURITIBA – 18/05, às 18h (Santos Andrade)
https://goo.gl/LdZqCd
CURITIBA – 18/05, às 18h (CWB Resiste)
https://goo.gl/Dz0jpl
PERNAMBUCO
RECIFE – 18/05, às 16h (Derby)
https://goo.gl/tXxsq0
RIO DE JANEIRO
RIO DE JANEIRO – 18/05, 17h (Candelária)
https://goo.gl/0i8Hgx
RIO GRANDE DO NORTE
NATAL – 18/05, às 17h (Midway)
https://goo.gl/VVYRhU
RIO GRANDE DO SUL
PORTO ALEGRE – 18/05, 18h (Esquina Democrática)
https://goo.gl/sRgUVR
SANTA CATARINA
JOINVILLE – 18/05, às 17h, (Bandeira)
https://goo.gl/zWZsQo
SÃO PAULO
SÃO PAULO – 18/05, às 19h (MASP)
https://goo.gl/oZjENa
SERGIPE
ARACAJU – 18/05, às 14h (General Valadão)
https://goo.gl/NSsP4e

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