MEC dificulta ações do Fórum Nacional de Educação e tenta inviabilizar processo de Conferência

Nesta terça-feira (21), estiveram reunidos no Pleno do Fórum Nacional de Educação (FNE) autoridades políticas, representantes de organizações da educação, de vários segmentos sociais e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), juntamente com integrantes dos fóruns estaduais de educação de vários Estados. O objetivo da reunião era votar questões de encaminhamento da Conferência Nacional de Educação – CONAE 2018, previamente agendada desde dezembro de 2016. Esse encontro, que já havia sido adiado, foi precedido, no dia anterior, por reuniões das duas comissões permanentes do fórum – Comissão de Sistematização, Monitoramento e Avaliação e Comissão Especial de Articulação, Mobilização e Infraestrutura.
Como previsto em lei, o Ministério da Educação (MEC) tinha que custear as passagens e assumir os demais gastos necessários para o deslocamento de representantes de outros Estados para que, reunidos no Fórum, definissem os encaminhamentos para o início do processo da CONAE 2018. Essa Conferência vai avaliar a implementação das metas do PNE previstas na Lei nº 13.005/2014, a lei do Plano Nacional de Educação (PNE).
O fato é que a reunião do Fórum aconteceu sem qualquer ação do MEC, que não assegurou as condições para a participação dos representantes das entidades, o que os obrigou a assumir os gastos com o deslocamento e estadia em Brasília, que foram feitos por conta própria ou com a ajuda das entidades a que estão vinculados. Na própria reunião do Fórum, foi apresentado um relato evidenciando que, desde dezembro do ano passado, foram enviados ofícios ao MEC com as deliberações ocorridas em reunião extraordinária naquele mês, inclusive com a indicação das datas do dia de ontem, quando ocorreram as reuniões das comissões, e do dia de hoje, da reunião do próprio pleno do FNE. Os ofícios indicavam claramente a necessidade do MEC de assegurar os recursos necessários para a realização da reunião, o que não ocorreu.
Membro titular do Fórum e secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, Gilmar Soares Ferreira afirma que o governo vem tentando emperrar a execução do PNE como política de Estado, assim como ocorreu com a sanção da reforma do Ensino Médio, feita por meio de Medida Provisória e, portanto, sem debates e participação popular. Gilmar acrescenta que o Fórum tampouco obteve assessoria do Ministério para a elaboração do documento de referência, que norteará as atividades do FNE e da Conferência Nacional de Educação de 2018, antecedida de conferências estaduais e municipais.
Segundo Gilmar, “o próprio Fórum chamou para si a responsabilidade de construir esse referencial teórico e, ainda assim, o MEC colocou dificuldades e não aceitou o texto proposto, construído com a contribuição voluntária de vários pesquisadores. Os membros do Fórum fizeram um esforço pessoal, e também por meio de suas entidades, para garantir esse espaço de interlocução, discussão e debate. É uma situação lamentável que o governo tente emperrar uma conferência, responsável por avaliar uma política de Estado como a de educação. Neste sentido, o governo atua para desconstruir esse PNE, fruto da luta histórica da sociedade em duas grandes conferências de educação”.
Na reunião do pleno do Fórum, o MEC optou por encaminhar proposta de adiar a aprovação do documento de referência por um um prazo de 30 dias. Em um esforço dos representantes da maioria das entidades, a proposta foi aceita por se tratar de um aceno para o diálogo de forma a assegurar a efetividade do PNE. Amanhã (22/02), às 10h, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Coordenação da Comissão de sistematização do FNE vai se reunir com a Secretaria Executiva Adjunta do MEC para definir um cronograma de ações.
Outro encontro do FNE ficou marcado, então, para os dias 27 e 28 de março, com a indicação de aprovar o Documento de Referência da CONAE 2018, de modo que se dê um retorno aos representantes dos fóruns estaduais, uma vez que, em maio, começam as atividades das conferências municipais nos Estados. Na reunião, os representantes do MEC ainda tentaram adiar a votação de outros dois pontos de pauta, discutidos nas comissões que se reuniram no dia anterior da reunião do pleno do Fórum. Com alguns votos contrários e algumas abstenções dos representantes do governo, tanto o Regimento Interno quanto as orientações gerais foram aprovadas, sem prejuízo de correções que necessitam serem feitas no corpo do texto.
A reunião do pleno do Fórum foi presidida pelo professor Heleno Araújo Filho, coordenador do Fórum, além de presidente da CNTE.

Moção de apoio à ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto na Avenida Paulista

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), por meio de seu Conselho Nacional de Entidades (CNE), que reuniu em Brasília, nos últimos dias 16 e 17 de fevereiro de 2017, 120 dirigentes de sindicatos de trabalhadores da educação básica pública de todo o país, torna público o seu mais veemente apoio ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
Depois de uma grande manifestação de massa em São Paulo, que reuniu milhares de manifestantes no último dia 15 de fevereiro, os manifestantes decidiram, ao final da manifestação, já no início da madrugada do dia 16 de fevereiro, acampar em frente ao escritório da Presidência da República na Avenida Paulista. A luta por moradia na maior cidade brasileira, em conjunto com o mote do “Fora Temer Golpista”, dão legitimidade ao movimento e às suas reivindicações.
A pauta do movimento, justa e legítima, é pelo direito dos mais pobres acessarem o programa habitacional do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”. Desde que este governo golpista tomou de assalto a Presidência da República, dentre os inúmeros ataques aos direitos sociais da classe trabalhadora deste país, está o fim da faixa 1 daquele programa habitacional. Essa faixa 1 é justamente aquela que atende aos trabalhadores de menor renda e que garantia o seu acesso aos benefícios do programa.
No governo ilegítimo e golpista de Temer, o programa “Minha Casa, Minha Vida” só atende, agora, aos mais ricos e abastados. Desvirtuou por completo a essência básica da concepção deste programa habitacional que já foi elogiado no mundo inteiro e que, à época do governo da Presidenta Dilma, atendeu milhares de brasileiros pobres e lhes garantiu o acesso à moradia.
A justeza do movimento de acampamento do MTST na Avenida Paulista recebe, por meio desta moção, o apoio irrestrito de todos os educadores brasileiros. Pelo direito à moradia garantida por nossa Constituição! Fora Temer e todo o seu governo ilegítimo!! Pelo fim do ataque aos direitos sociais dos brasileiros!!
Brasília, 17 de fevereiro de 2017
Diretoria Executiva da CNTE

Primeira palestra do CNE trata da greve geral do dia 15 de março

O segundo Conselho Nacional das Entidades (CNE) deste ano e o primeiro com a atual diretoria começou nesta quinta-feira (16/2) e segue até amanhã (17/2). Sindicalistas de várias regiões do país estiveram presentes no auditório da sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para debater, pela manhã, sobre a conjuntura nacional e a construção da greve geral da classe trabalhadora.
O atual presidente da Confederação, Heleno Araújo Filho, diz que é uma grande responsabilidade estar à frente da coordenação, mas com segurança e tranquilidade porque é uma Confederação que já demonstrou a sua força e o seu potencial no processo de mobilização da categoria. “Por isso, assumo essa tarefa com muita força, muita dedicação e sabendo que tem um coletivo que vai ajudar nesse processo”, acrescenta.
Sobre a greve geral organizada e divulgada para o dia 15 de março, um levantamento inicial feito pela CNTE contabiliza que 20 estados estarão unidos nessa resistência. “E hoje vai aumentar com essa atividade do Conselho. Teremos um 15 de março bem movimentado em todo o país e vamos, com certeza, barrar essa Reforma da Previdência, essa reforma trabalhista que, de forma absurda, retira direitos básicos da classe trabalhadora e da nossa categoria”, ressalta Heleno.
O palestrante Nivaldo Santana, vice-presidente da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), enfatiza a problemática das recentes reformas, além de enaltecer a mobilização para o dia 15 de março. “Foi uma iniciativa que começou no congresso da CNTE e conseguiu angariar apoios nas centrais, na Frente Brasil Popular. Então, acho que o debate consolidou para nós da CTB a importância da mobilização e desse 15 de março como grande dia de greve no país”, afirma Nivaldo.
Para Carmen Foro, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a unidade dos trabalhadores é fundamental para a garantia de direitos. “É importante a gente entender que, nesse momento, a luta de classes é necessária, mesmo que a classe trabalhadora seja extremamente diversa. Nós precisamos atingir a todos os trabalhadores para que percebam que o que está acontecendo nesse momento é muito grave para o futuro de nossas vidas. O que está acontecendo nesse momento é retirada de direitos, e que nós precisamos lutar muito”, ressalta Carmen.
O CNE continua nesta tarde e termina ao fim da manhã desta sexta-feira.
Confira mais fotos do evento na página oficial da CNTE no Facebook.

Unidade é fundamental para as mobilizações contra os golpes no Brasil

Outros movimentos estiveram juntos na tarde do primeiro dia do Conselho Nacional das Entidades (CNE). Movimento Sem Terra (MST) e Frente Brasil Popular (FPB) ocuparam a mesa dos debates em torno da mobilização social para enfrentar os golpistas. Além da resistência, a unidade foi outra palavra central nas reivindicações para os próximos meses.
Para a secretária geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fátima Silva, o Conselho é mais do que um evento, ele mostra uma aglutinação de forças. “São todas as organizações do campo de lutas contra a reforma da previdência. É um passo na construção da nossa grande greve geral da educação, 15 dias depois do início do ano letivo”, explica Fátima.
Para a palestrante Marina dos Santos, membro da direção nacional do MST, o Brasil vive um momento de alcance no mundo inteiro: “Nesse contexto de golpe que a classe trabalhadora vive no país, em um momento em que nós vivemos uma crise não só aqui no Brasil, mas uma crise de cunhos internacional, econômico, político, de valores, ambiental, etc, tudo se reflete nesse momento tenso que o Brasil vive de golpe institucional colocado pelo braço estatal do nosso país.”
Marina também enaltece a relevância do Conselho no contexto atual em que o país vive. “Esse evento acontece em um momento tão importante, e a categoria da educação dos trabalhadores é muito importante para o conjunto da sociedade brasileira, que sai daqui apontando também nesse desafio da mobilização, da unidade da classe trabalhadora”, conclui.
Outro palestrante também insistiu no retrocesso que representa a reforma da Previdência. Segundo Flávio Rodrigues da Silva, membro da secretaria operativa da Frente Brasil Popular, a Previdência não alcança só os trabalhadores: “Ela atinge os brasileiros em geral, em particular, a juventude, os trabalhadores rurais e as mulheres, que vão ser as principais atingidas por essa reforma que está sendo proposta nesse momento.”
Com mobilizações organizadas para os dias 8, 15 e 31 de março, Flávio explica o porquê da última data. “No dia 31 de março de 1964, foi dado um golpe no Brasil. Nós vivemos um longo período de ditadura. Eu era um jovem nessa época. Então, eu nunca imaginei que a gente fosse viver novamente um processo de ditadura, que é o que está sendo anunciado por aí”, compara.
Na manhã desta sexta-feira, reinicia-se e termina o segundo CNE deste ano.
Confira mais fotos do evento na página oficial da CNTE no Facebook.

CNTE questiona constitucionalidade do projeto da Escola sem Partido

Nesta terça-feira (14), o secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Gilmar Soares Ferreira, foi um dos palestrantes ouvidos na audiência pública da Comissão Especial da Escola sem Partido. A CNTE é contra o Projeto de Lei 7180/14, pois defende o pluralismo de pensamentos e debates nas escolas públicas.
“A escola é o espaço da construção do conhecimento. Portanto, no espaço da escola, a convivência com o diferente, o respeito às diferenças, principalmente a liberdade de ensinar e aprender, isso tem que ser respeitado. Essa é a norma que nós temos estabelecida na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Então, não pode um Projeto de Lei se sobrepor a uma norma constitucional que garante liberdade de ensinar e aprender no Brasil”, explica Gilmar.
Para a Confederação, o Projeto é a lei da mordaça, ou seja, uma tentativa de amordaçar o professor para que ele não discuta questões extremamente conflitantes na sociedade. “Como deixar de debater o problema que aconteceu em Mariana, Minas Gerais? Como deixar de debater o que a revista Veja trouxe no último fim de semana?”, exemplifica Gilmar.Para ele, assim como para a Confederação, não pode prevalecer interesses privados de alguns grupos: “Nós pedimos aqui a inconstitucionalidade do Projeto”.
Para a secretária geral da CNTE, Fátima Silva, que acompanhou o debate na Câmara dos Deputados, assim como outros representantes dos educadores, esse foi um momento de a Confederação reafirmar a sua posição ao defender uma escola pública, laica, de qualidade socialmente referenciada, ofertada pelo Estado e garantida pelo Estado.
“Em pleno século XXI, discutir uma escola sem partido é chamar um retrocesso. A escola é um espaço de construção e socialização de saberes, de formação de mentes e de consciência, ou seja, quando a escola propicia a filosofia, a sociologia, o debate, a convivência com os diferentes, o respeito, ela constrói uma política de equidade e igualdade. E isso é um processo de ensino e aprendizagem. É a convivência, onde você tem acesso aos saberes, mas você também opina sobre esses saberes”, conclui Fátima.
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será votada na comissão especial. Se aprovada, poderá seguir para o Senado sem necessidade de ser analisada pelo Plenário da Câmara.

Moção de solidariedade à Confederação de Trabalhadores da Educação da República Argentina

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação torna público a sua mais veemente solidariedade aos trabalhadores/as da educação na Argentina na sua luta pelo cumprimento da lei que garante a Paritária Nacional Docente.
Em meio aos ataques frontais perpetrados pelo governo neoliberal de Maurício Macri, não constrangido com o seu descumprimento do artigo 10 da Lei do Financiamento Educativo, que prevê aquele processo de negociação paritária entre docentes e governo, os educadores da Argentina podem contar com a solidariedade internacional de seus homólogos brasileiros.
Esse ataque do governo Macri representa uma afronta à liberdade sindical e ao pleno exercício da negociação coletiva na Argentina, princípios consagrados como fundamentais pela Organização Internacional do Trabalho – OIT em suas Convenções de nº 87 e 98, ambas ratificadas pela República Argentina.
Não se pode admitir tamanho retrocesso nos direitos dos trabalhadores docentes argentinos. A falta de convocação da Paritária Nacional Docente por parte do governo Macri atinge de morte a cultura do diálogo social que vinha sendo construído há mais de 10 anos no país, comprometendo o exercício pleno da própria democracia.
O descompromisso político com a falta de convocação da Paritária Nacional Docente só é agravada pelo descumprimento da lei por parte do próprio governo argentino. Sem lei, não há estado democrático de direito.
A resposta a esse descumprimento está se dando nas ruas! Com luta e mobilização, os educadores argentinos não se furtarão do compromisso com as conquistas históricas da categoria. A Paritária Nacional Docente é uma dessas conquistas! E custou a prisão e a morte de muitos lutadores sociais.
Só a unidade entre os educadores e a comunidade escolar, que já se verifica nessa luta, poderá pôr fim a esse desmonte de direitos. E quanto a isso, os educadores argentinos, organizados por meio da CTERA, poderão contar com a solidariedade e o empenho dos trabalhadores/as da educação brasileira! Não nos omitiremos dessa luta!! Todo apoio e solidariedade à CTERA!! Pela Paritária Nacional Docente!!
Brasília, 07 de fevereiro de 2017
Diretoria Executiva da CNTE

Moção de solidariedade à população capixaba e de repúdio às autoridades públicas

Na condição de entidade representativa de mais de quatro milhões de trabalhadores das escolas públicas brasileiras, entre ativos e aposentados, efetivos e contratados a qualquer título, a CNTE vem a público manifestar irrestrito apoio e solidariedade à população capixaba, em especial da Grande Vitória, que tem sido vítima da violência causada pela total omissão do poder público em ofertar serviços básicos com qualidade à sociedade.
Segundo informações do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol), nos últimos três dias – em decorrência da greve dos policiais militares – foram registrados 58 homicídios em todo o Estado, uma média trágica de mais de três vítimas diárias.
A CNTE defende um Estado soberano, democrático, indutor de processos de desenvolvimento econômico geradores de trabalho, emprego e renda e assegurador dos direitos humanos e sociais. E, quando o Estado deixa de cumprir esses requisitos básicos para o bem-estar da sociedade, a barbárie impera.
Lamentavelmente, o Espírito Santo segue uma trajetória de grave omissão nos investimentos em políticas públicas, com destaque para a segurança, a saúde e a educação. O que ocorre hoje na sociedade capixaba é fruto da irresponsabilidade dos gestores públicos, que permitiram esse estágio de insegurança brutal.
Em nível nacional, a emenda constitucional nº 95 (não por outro motivo denominada PEC da Morte) visa restringir os investimentos públicos da União por 20 anos em políticas públicas, com graves desdobramentos nos estados e municípios. E os fatos registrados atualmente no Espírito Santo são um prenúncio do que poderá ser o Brasil em breve.
Nesse sentido, conclamamos a sociedade capixaba a cobrar dos gestores públicos os investimentos necessários para garantir a paz social e o desenvolvimento inclusivo no Estado e a lutar em nível local e nacional contra o processo de desmonte dos direitos sociais posto em prática pelo governo ilegítimo de Michel Temer e seus parceiros, a exemplo do governador Paulo Hartung.
Brasília, 6 de fevereiro de 2017
Diretoria Executiva da CNTE

PR: APP sinaliza para adesão a greve nacional

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) sinalizou, nesta segunda-feira, para uma possível adesão a uma greve nacional da categoria proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Uma assembleia estadual está agendada para o próximo sábado, em Maringá.
A mobilização foi aprovada durante o 33º Congresso da CNTE realizado no mês passado. A previsão é de que a greve comece no dia 15 de março.
Os eixos centrais do movimento dizem respeito à oposição à proposta de Reforma da Previdência, encaminhada pelo governo de Michel Temer ao Congresso Nacional (PEC 287/16), e o cumprimento integral do Piso nacional do magistério. Os comandos estaduais e municipais de mobilização poderão agregar outras pautas à paralisação, de acordo com as realidades locais.
O congresso da CNTE, realizado em Brasília, considerou inevitável a deflagração de uma greve nacional em função dos desdobramentos do que definiu como “golpe jurídico-parlamentar e midiático” no Brasil. Esse golpe, na avaliação da confederação, afronta o Estado Democrático de Direito previsto na Constituição, substitui as políticas de distribuição de renda por políticas de privatização e terceirização, e engessa o Estado brasileiro, por meio do congelamento dos investimentos por vinte anos, impedindo-o de promover o crescimento econômico.
Reforma da Previdência também entrou em discussão
A CNTE criticou ainda a imposição de uma Reforma da Previdência. De acordo com a confederação, isso “castigará a classe trabalhadora e os mais pobres do país, especificamente na educação as mulheres, patrocinando o desmonte da previdência pública e promovendo os fundos privados”. Ainda segundo a CNTE, a greve nacional da educação também pretende fortalecer a construção da greve geral da classe trabalhadora, que deve ser convocada pelas centrais sindicais este ano.
(Portal ARede, 06/02/2017)

Moção de solidariedade à população capixaba e de repúdio às autoridades públicas

Na condição de entidade representativa de mais de quatro milhões de trabalhadores das escolas públicas brasileiras, entre ativos e aposentados, efetivos e contratados a qualquer título, a CNTE vem a público manifestar irrestrito apoio e solidariedade à população capixaba, em especial da Grande Vitória, que tem sido vítima da violência causada pela total omissão do poder público em ofertar serviços básicos com qualidade à sociedade.
Segundo informações do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol), nos últimos três dias – em decorrência da greve dos policiais militares – foram registrados 58 homicídios em todo o Estado, uma média trágica de mais de três vítimas diárias.
A CNTE defende um Estado soberano, democrático, indutor de processos de desenvolvimento econômico geradores de trabalho, emprego e renda e assegurador dos direitos humanos e sociais. E, quando o Estado deixa de cumprir esses requisitos básicos para o bem-estar da sociedade, a barbárie impera.
Lamentavelmente, o Espírito Santo segue uma trajetória de grave omissão nos investimentos em políticas públicas, com destaque para a segurança, a saúde e a educação. O que ocorre hoje na sociedade capixaba é fruto da irresponsabilidade dos gestores públicos, que permitiram esse estágio de insegurança brutal.
Em nível nacional, a emenda constitucional nº 95 (não por outro motivo denominada PEC da Morte) visa restringir os investimentos públicos da União por 20 anos em políticas públicas, com graves desdobramentos nos estados e municípios. E os fatos registrados atualmente no Espírito Santo são um prenúncio do que poderá ser o Brasil em breve.
Nesse sentido, conclamamos a sociedade capixaba a cobrar dos gestores públicos os investimentos necessários para garantir a paz social e o desenvolvimento inclusivo no Estado e a lutar em nível local e nacional contra o processo de desmonte dos direitos sociais posto em prática pelo governo ilegítimo de Michel Temer e seus parceiros, a exemplo do governador Paulo Hartung.
Brasília, 6 de fevereiro de 2017
Diretoria Executiva da CNTE

“Solidariedade é sentir a dor dos outros”

Em meio à torrente do ódio de classes, do desrespeito, das ofensas, das agressões, das mentiras, das perseguições, Marisa Letícia nos deixa, morrendo aos poucos na calúnia do “ter convicção e não provas”.
Dona Marisa, desde muito cedo, vivenciou a realidade da maioria da população brasileira. Ao casar-se com Lula, o encontro dos fortes trouxe a ela a vivência do sindicalismo, da defesa dos direitos, da solidariedade, da luta por uma vida melhor para todas e todos.
Sentimos com a família Lula da Silva as dores das acusações e da difamação. A quem não foi ensinado amar resta o ódio. Nós aprendemos a amar. Amamos nosso país, amamos os brasileiros, especialmente os desfavorecidos. Amamos e somos solidários porque sonhamos e lutamos, junto com Lula e Marisa Letícia, por um Brasil humano e descente para todas as pessoas.
Descanse em paz, Marisa Letícia. A história a colocará em seu merecido lugar quando tempos melhores chegarem, com menos ódio e mais amor pelo próximo, como você sempre demonstrou.
Seu corpo doado para gerar mais vida será o símbolo da renovação de nossa luta.
Força Lula! Estamos com você!
Direção Executiva
CNTE

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