Professor no Brasil ganha menos da metade da média dos países da OCDE
Jornalista: Leticia
Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgados nesta quinta-feira (15), o professor brasileiro ganha, em média, 39% do que é pago para os mesmos profissionais nos países desenvolvidos.
De acordo com o estudo, o salário mínimo legal no Brasil é de US$ 12.200, por ano, menos da metade da média salarial da OCDE para cada um dos níveis de ensino, e mais baixo que o de outros países da América Latina, como Chile, México e Colômbia. Em média, nos países da OCDE, o salário inicial de um docente do mesmo nível é de cerca de 31 mil dólares. Países como Suíça, Alemanha e Luxemburgo possuem salários iniciais superiores a 45 mil dólares por ano.
De acordo com dados do Ministério da Educação, em 2016, o salário base nacional dos professores passou de R$ 1.917,78, valor em 2015, para R$ 2.135,64, por mês. Entretanto, ele não é cumprido em todo o país. Dados da CNTE apontam, que apenas três estados brasileiros cumprem a Lei do Piso integralmente – Distrito Federal, Piauí e Sergipe.
Segundo o Secretário de Assuntos Educacionais da CNTE e Coordenador do Fórum Nacional de Educação (FNE), Heleno Araújo, o estudo da OCDE reafirma o cenário diagnosticado no PNE 2001-2010, que os professores e as professoras do Brasil recebem baixos salários, o que obriga o profissional, muitas vezes, a ter mais de um vínculo empregatício. “Essa situação foi colocada como uma das metas do Plano Nacional da Educação a ser alcançada, ou seja, que o professor possa ter apenas um vínculo empregatício, com um salário digno, entretanto, a meta não é cumprida”, ressaltou.
Para o Secretário, tal situação ainda persiste porque a Lei Federal 11.738/2008, que institui o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica, não é plenamente cumprida. “Dar maior atenção às condições de trabalho e a remuneração dos docentes é urgente e necessário para a melhoria da educação básica no país”, avaliou. Levantamento
A análise faz parte do relatório “Education at a Glance 2016”, que conta com dados do Brasil e de mais 40 países. Segundo a OCDE, a maioria dos dados educacionais são referentes ao ano de 2014 e os dados financeiros são relativos a 2013. O documento é um compêndio de estatísticas que analisa a situação da educação nos 35 países membros da organização e em 11 economias parceiras, como Brasil, China, Índia e Colômbia.
Sintego aciona justiça para garantir Piso e salários atrasados dos professores temporários
Jornalista: Leticia
O Sintego protocolou ação civil pública, com pedido de liminar, na justiça goiana para que o Governo de Goiás pague “o Piso Nacional aos professores contratados sob regime temporário, a partir de janeiro de 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016, de acordo com a Lei 11.738/08, descontando-se os valores salariais percebidos inferiores ao Piso”. Na ação, o Sintego juntou uma tabela com a evolução salarial a partir dos reajustes anuais com os índices definidos pelo MEC. O juiz Ricardo Prata, da 2a. Vara da Fazenda Pública Estadual deu 72 horas de prazo para o Governo responder, a partir da citação.
Na ação, o Sintego pede também que, “a partir de junho de 2016, seja efetuado o pagamento do complemento salarial aos professores contratados em regime temporário, sendo o valor de R$ 2.135,64, para jornada de 40 horas e o valor proporcional para as jornadas de 20 horas e 30 horas, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 50.000,00.”
Pede ainda que “seja determinado o pagamento dos salários aos professores sob o regime de contrato temporário, independentemente do valor do Piso Nacional, que se encontram em atraso por mais de 30(trinta) dias.”
A ação é fruto do Encontro dos Temporários, promovido pelo Sintego no mês de maio, quando foi definida a linha de atuação para garantir os direitos desses educadores.
Na peça jurídica, o Sintego esclarece que os contratos no Governo do Estado são amparados pela Lei 13.664/2000, que disciplinou a contratação temporária de servidores públicos, dentre eles, professores, por um período de um ano. Atualizada posteriormente por outras leis, o prazo de contratação foi estendido para três anos, entretanto, o Sintego sustenta que “o Estado não vem honrando com o compromisso de pagamento a todos os professores contratados sob o regime temporário estabelecido pela Lei 13.664/2000.
Muitos deles – senão todos – estão sem receber os salários ou a remuneração durante todo o período contratado (3 anos)”, complementando que, “além de não efetuar o pagamento dos salários ou da remuneração devida aos professores da rede pública estadual, (o Governo) remunera os professores (quando o faz) abaixo do Piso nacional fixado pela Lei 11.738/2008.”
(Sintego, 15/09/2016)
Representantes da CNTE e da FUP (Federação Única dos Petroleiros), estiveram na manhã desta terça-feira (13) na Câmara dos Deputados, em ato contra a aprovação do Projeto de Lei 4567/16.
E a ação surtiu efeito. Fortalecidas pela presença em massa dos manifestantes as lideranças dos partidos, que fazem oposição ao governo Temer, conseguiram adiar a votação do projeto para depois do primeiro turno das eleições municipais.
O adiamento da votação do PL 4567/16 foi garantido em reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), após os líderes da minoria – PT, PCdoB, PDT, PSOL – concordarem em retirar a obstrução da votação de algumas Medidas Provisórias.
Para a Secretária Geral da CNTE, Marta Vanelli, que esteve na mobilização, o adiamento da votação para após 02 de outubro, foi uma vitória importante dos petroleiros organizados pela FUP e dos/as trabalhadores/as em educação que acreditam que os recursos dos Royalties são imprescindíveis para melhorar a educação e a saúde.
“Defender o Pré-Sal é defender a Petrobras, patrimônio dos brasileiros/as. Em outubro a mobilização precisa ser maior para evitar a entrega de nosso petróleo e patrimônio a empresas estrangeiras”, ressaltou. Projeto de Lei 4567
O PL 4567/16 retira da Petrobras a exclusividade das atividades no pré-sal. O texto também acaba com a obrigação de a empresa entrar com ao menos 30%, dos investimentos em todos os consórcios de exploração da camada. A ação favorece as multinacionais e prejudica os interesses nacionais e o desenvolvimento da educação e da saúde públicas, áreas que deveriam ser beneficiadas por cotas da venda de petróleo.
O projeto surgiu no Senado (PL 131/15), e foi apresentado pelo atual ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP). Na Câmara, recebeu o nome de PL 4567/2016. Sua aprovação é altamente prejudicial para a educação e para as políticas de valorização dos/as educadores/as.
No dia 8 de setembro o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep-MEC) divulgou os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), referentes ao ano de 2015. O Índice é medido a cada dois anos.
Para a CNTE, o Ideb continua sendo um índice precário de avaliação, amparado em testes padronizados e no fluxo de aprovação escolar. Inúmeros fatores que compreendem uma avaliação séria da educação, num contexto sistêmico da oferta e da organização das redes escolares, da estrutura física, pedagógica e profissional das escolas, dentre outros elementos socioeducacionais não estão contemplados no Ideb.
Neste sentido, a revogação da Portaria MEC nº 369, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Sinaeb), nos mesmos moldes do SINAES (ensino superior), representa mais uma insensatez do Ministério da Educação no curto prazo de gestão do ministro Mendonça Filho. A Portaria atendia plenamente as orientações do Plano Nacional de Educação, que novamente é desconsiderado pelo governo golpista.
O Sinaeb tinha o compromisso de ampliar o conceito e os critérios da avaliação escolar, tornando-a sistêmica e institucional. O foco deixaria de ser apenas os testes de larga escala aplicados aos estudantes, ampliando o olhar da avaliação para a estrutura das escolas, para as condições socioeconômicas dos estudantes e de trabalho, formação e remuneração dos educadores, para a gestão escolar e dos sistemas de ensino, entre outras questões que determinam a qualidade da educação.
Lamentavelmente, o MEC opta por voltar à concepção de avaliação de 1990, concentrando a política em testes padronizados (Prova Brasil e Saeb), a fim de manter estreita relação com o também limitado Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Resultados do Ideb
Mesmo com as considerações iniciais sobre o Ideb, é importante destacar que, para surpresa e angústia de muitos que apostam no modelo privatista de educação, as redes públicas obtiveram melhores resultados na análise geral do Ideb, embora muito ainda precise melhorar.
Na avaliação de 2015, a educação pública manteve trajetória de crescimento em todas as etapas do nível básico, inclusive no ensino médio, fato este omitido pelo Ministro na divulgação dos resultados à imprensa.
Mesmo não tendo alcançado a meta estabelecida para essa fase da avaliação, as notas das escolas públicas se aproximaram mais de suas próprias metas do que as escolas privadas.
Eis os resultados em nível nacional:
Conforme dito acima, a rede pública manteve trajetória de melhora em todas as etapas, ao contrário da rede particular, que no ensino médio reduziu pela segunda vez a nota (5,7 em 2011, 5,4 em 2013 e 5,3 em 2015). Ou seja, a estagnação da média geral do ensino médio, em 3,7 nas últimas aferições do Ideb, se deve exclusivamente ao mau desempenho da rede privada, embora o crescimento do índice público não tenha sido tão relevante para compensar o resultado das escolas particulares.
Sobre essa questão, tema central da entrevista do ministro Mendonça Filho após a divulgação do Ideb, onde ele disse pretender agilizar a aprovação do projeto de lei de reforma do ensino médio, a CNTE entende que mudanças nesta etapa do ensino seriam bem-vindas caso se pretendessem elevar o nível do currículo, priorizando a pesquisa, o conhecimento interdisciplinar e, acima de tudo, investindo nas escolas e em seus profissionais. Mas não é isso que está em pauta no PL 6.840/13, no qual o MEC se pauta para “reformar” o ensino médio.
Outra questão essencial e que explica o resultado mais consistente da escola pública frente a particular, diz respeito à nova perspectiva oferecida aos estudantes, sobretudo das classes populares, de poderem acessar os cursos técnico-profissionais e as universidades públicas. E isso certamente é vital para estimular os resultados diante das inúmeras dificuldades vividas no cotidiano das escolas públicas.
Mesmo com as limitações orçamentárias do FUNDEB, os resultados do Ideb 2015 – e os anteriores que mostram a crescente trajetória no desempenho das escolas públicas – acabou por premiar a gestão pública que mais investiu recursos na educação básica, técnica-profissional e superior. E essa constatação, que a atual gestão do MEC tenta esconder por meio de avaliações toscas e inconsistentes do Ideb, reafirmam a pertinência das metas do Plano Nacional de Educação, sobretudo no que diz respeito à universalização das matrículas de 4 a 17 anos (preceito constitucional); à elevação do ingresso de crianças de 0 a 3 anos de idade nas creches; à correção das distorções idade-série, especialmente nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio; à ampliação das matrículas públicas no ensino técnico-profissional e nas universidades, à necessidade de formação inicial e continuada para o magistério e para os funcionários administrativos das escolas, com valorização profissional de ambos (piso e carreira dignos para os trabalhadores em educação). E essas conquistas não serão obtidas sem o cumprimento da meta 20 do PNE, que prevê elevar o patamar de investimento na educação a 10% do PIB até 2024, com a consequente instituição do Custo Aluno Qualidade (CAQi e CAQ).
Assim sendo, diante dos retrocessos verificados na atual gestão do MEC e da perspectiva de estagnação dos investimentos educacionais – e demais áreas sociais – por meio da PEC 241/16, a CNTE mantém firme seu compromisso de luta com as demais entidades da sociedade civil para fazer cumprir o PNE e os planos subnacionais, sobretudo agora que os resultados do Ideb 2015, mesmo com as limitações estruturais do índice, revelaram, ao contrário do que propaga o mantra neoliberal, que maiores investimentos públicos resultam sim em melhor qualidade na educação pública.
Nota de repúdio ao Promotor de Justiça do RS por agressão verbal à vítima de estupro
Jornalista: Leticia
Se por alguma razão precisássemos de uma única pessoa que simbolizasse as vítimas de estupro no país, ela seria uma menina na puberdade que foi abusada por um parente. Podem aumentar o policiamento, até colocar todo o exército nas ruas, mas isso não vai parar os estupros. Talvez até piorem. Penas mais severas, castração química, o armamento da população… Nada disso terá qualquer efeito enquanto as autoridades simplesmente ignorarem um simples fato: uma legião de crianças e adolescentes está sendo violentada entre quatro paredes e o seu agressor está pedindo segredo.” (Manifesto A Proteção que Queremos assinado peloComitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Artemis, Childhood Brasil e Think Olga.)
A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação – CNTE representa em torno de quatro milhões de profissionais da educação básica do Brasil, possuindo 50 entidades filiadas em todo o país, vem a público manifestar total repúdio à agressão verbal do promotor de justiça do Rio Grande do Sul Theodoro Alexandre da Silva Silveira à menina que foi abusada pelo pai e conseguiu na Justiça o direito de fazer um aborto.
A agressão verbal de alguém que deveria promover a justiça para população no Rio Grande do Sul, a uma menina de 14 anos estuprada por alguém que deveria protegê-la, seu próprio pai, evidencia de forma gritante a necessidade de promoção da educação e do entendimento do que seja consentimento e as condições em que isso acontece, para o enfrentamento da cultura do estupro. Revela a necessidade de preparação humanizada e qualificada dos agentes do Estado para a escuta e acolhimento das vítimas de estupro.
Mas nem a educação e nem a formação de agentes públicos, por si só erradicarão essa mazela da humanidade. Se não houver um firme questionamento às posições e declarações deseducadoras e antiéticas de parte do judiciário ao tratar dessas questões, que evidenciam que o Estado não está preparado para lidar com as vítimas, criminalizando-as, deixando impunes os criminosos e legitimando a cultura do estupro, a violência contra o corpo das mulheres e meninas continuará sendo naturalizada.
O golpe de estado que vivenciamos, impulsionou o avanço do conservadorismo e ataque aos direitos conquistados, em especial pelas mulheres. Mulheres e meninas são agredidas e violentadas todos os dias, sem que sequer isso chegue aos noticiários e os casos que chegam, acabam por criminalizar as vítimas e invisibilizar os agressores, estupradores. Apenas 4% a 6% dos estupradores denunciados, chegam a ser punidos e as vítimas que com todo constrangimento e dor denunciam, recebem o tratamento misógino e machista de autoridades – com honrosas exceções.
A orientação sexual como questão educativa, para a cidadania, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, a formação para a escuta humanizada e qualificada das vítimas, de nada adiantará se a cultura do estupro continuar institucionalizada, na contramão do processo civilizacional.
Reafirmamos a necessidade da cultura da paz, da tolerância, do respeito, da solidariedade e da laicidade nas escolas e em todos os espaços públicos e privados.
Nenhuma mulher ou menina merece ser estuprada. Nenhuma mulher ou menina merece tratamento misógino, machista e monstruoso dos representantes do Estado que deveriam protegê-la.
Diretoria Executiva da CNTE
Publicação de combate ao racismo está disponível no site da CNTE
Jornalista: Leticia
Educadores de todo o país já podem ter acesso, no site da CNTE, ao eixo 4, fascículo 2, do programa de formação de dirigentes sindicais, com o tema “Educação para as Relações Etnicorraciais”.
O fascículo é publicado pela Escola de Formação da CNTE – Esforce e foi coordenado pela secretária de combate ao racismo da Confederação, Iêda Leal.
“Trata-se de um material riquíssimo de leitura fácil e elaborado com muito cuidado, para ser instrumento para subsidiar toda a sociedade a se engajar contra todo o tipo de preconceito”, ressalta a secretária.
O fascículo teve a equipe de pesquisa e produção de texto composta pela professora da Coordenação de Filosofia e Ciências Humanas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, Janira Sodré Miranda, pelo professor do Departamento de Formação de professores da Faculdade de Educação da baixada fluminense, UERJ, Luís Cláudio de Oliveira e pela professora da Rede Estadual de Goiás, Roseane Ramos Silva.
O livro foi lançado durante a reunião do Conselho Nacional de entidades (CNE), no último dia 5 de agosto.
“Nos orgulhamos muito dessa publicação que é referência para outras instituições, educadores e quem quiser obter conteúdo de primeira qualidade na área de educação”, ressaltou o presidente da CNTE, Roberto Leão. Acesse o fascículo na íntegra.
Ideb possui conteúdo insuficiente para avaliar educação brasileira
Jornalista: Leticia
Das 26 capitais brasileiras, 16 não alcançaram as metas de qualidade em educação no ensino fundamental dois em 2015, na rede municipal de ensino. O resultado foi divulgado no último dia 8 de setembro, pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015.
Entretanto, de acordo com o Secretário de Assuntos Educacionais da CNTE e Coordenador do Fórum Nacional de Educação (FNE), Heleno Araújo, o índice utiliza conteúdo deficiente para avaliar a educação básica no país.
“Precisamos de indicadores da avaliação da educação que leve em consideração a situação sócio-econômica das famílias dos estudantes, as políticas de valorização profissional aplicadas no sistema de ensino municipal e estadual, além de considerar as condições da infraestrutura das escolas, no aspecto físico, na acessibilidade, nos equipamentos e nos materiais didáticos adequados e suficientes para garantir a qualidade social da educação oferecida as crianças e jovens da educação básica”, ressaltou.
Segundo Heleno, nenhuma dessas especificidades é considerada no índice. “Logo, o simples ranqueamento divulgado pelo governo federal presta um desserviço à educação brasileira. Termina ano e começa ano, sem que o Estado Brasileiro cumpra o seu dever de garantir o direito à educação para todos e todas com qualidade social, ou seja, que faça com que de fato os estudantes aprendam”, avaliou. Resultados
O levantamento aponta que o ensino médio segue estagnado na média das escolas do país com índice 3,7 e não atingiu a meta de 4,3. O patamar se mantém desde a avaliação realizada em 2011.
Do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, chamado de ensino fundamental 1, o Brasil alcançou Ideb de 5,5 e bateu a meta que era 5,2. Entretanto, no ensino fundamental 2, que compreende do sexto ao nono ano, o Brasil mais uma vez não cumpriu a meta nacional que era de 4,7, ficando com Ideb de 4,5. Como é calculado o Ideb
O Ideb, criado em 2007, é um indicador de desempenho da educação brasileira divulgado a cada dois anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC). O Ideb relaciona duas dimensões: o desempenho dos estudantes em avaliações de larga escala e a taxa aprovação.
O desempenho é calculado a partir da Prova Brasil/Saeb, quando os estudantes do 5º e do 9º ano do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino médio são avaliados em Leitura e Matemática. Os dados de aprovação são verificados a partir do Censo Escolar da educação Básico, realizado anualmente. O índice varia de 0 a 10: quanto maior for o desempenho dos alunos e o número de alunos promovidos, maior será o Ideb. Acesse o índice completo.
Como uma das ações da CNTE para informar e conscientizar a base dos trabalhadores e seus sindicatos filiados, sobre implicações do golpe e do impeachment da presidenta Dilma, não somente para o Brasil, mas para o mundo, a partir de hoje 9 de setembro, a Confederação irá publicar, neste espaço, textos, moções e notas contra o golpe, divulgadas por diversas entidades nacionais e internacionais.
A CNTE e seus sindicatos filiados reiteram sua posição contra o golpe e pelo retorno do projeto de nação eleito nas urnas, que é o oposto do que tem sido praticado pelos que tomaram de assalto o poder.
Os/as trabalhadores/as em educação não se curvarão a essa agenda entreguista e reacionária. Essa é a hora da união, e vamos reforçar nossa mobilização em defesa da democracia, contra o assalto às riquezas nacionais e contra os ataques a direitos da sociedade e dos trabalhadores.
E continuaremos a lutar por nossos ideais e direitos!
É esse o mote da mais nova campanha do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), que tem com essa iniciativa o objetivo de contrapor as ideias do projeto “Escola sem Partido”, que segundo a direção do Sindicato tem um forte propósito de criminalizar o professor e a professora, tirando-lhes a liberdade de ensinar e de educar.
Para a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, o projeto “Escola Sem Partido”, tem entre outras, a estratégia de colocar pais contra os professores e atacar a escola pública.
De acordo com defensores do projeto, o aluno seria “a parte mais fraca na relação de aprendizagem” colocando o professor na condição de opressor. Discursam que os pais têm o direito de participar da escola, como se os/as professores/as não defendessem a participação da comunidade na vida escolar, na elaboração do projeto político-pedagógico da escola e como se, até agora, fossem impedidos dessa participação.
Com isso, o que fazem é colocar o pai e a mãe contra o professor, defendendo que devem ter o direito de ir à escola e vigiá-lo, decidir se a avaliação que ele elabora pode ou não ser aplicada, se o livro indicado para a leitura pode ou não ser lido, se o livro didático adotado pode ou não ser utilizado.
Ao lançar essa campanha, o Sindicato espera levar esse assunto ao conhecimento amplo da sociedade e dizer que a escola pública não merece ser desqualificada como assim quer esse projeto. “O projeto Escola Sem Partido é a proposta mais partidária que já vimos. Precisamos superar a visão de que educação é pauta exclusiva para professor defender. Dizer não à Escola sem Partido” é uma pauta de todos que defendem a democracia e os direitos sociais!”, afirma Beatriz Cerqueira.
Não queremos presidente biônico. Queremos diretas já!
Jornalista: Leticia
O povo brasileiro vem expressando nas ruas sua indignação contra o golpe que cassou o mandato da legítima presidenta do Brasil, Dilma Rousseff. Não aceitamos o presidente biônico Michel Temer e queremos decidir em eleições diretas quem deve governar o nosso País.
Por isso, em que pese a mídia tradicional ter tentado esconder a manifestação contra o golpe e pela democracia realizada no domingo, 4 de setembro, em várias cidades brasileiras, milhares foram às ruas para demonstrar sua indignação com o que vem ocorrendo e para defender os direitos e conquistas ameaçados.
Em São Paulo, 100 mil pessoas percorreram de forma pacífica um longo percurso desde a avenida Paulista, passando pela avenida Rebouças e chegando ao Largo da Batata, em Pinheiros. Ali, quando já se dispersavam, manifestantes foram violentamente atacados pela tropa de choque da Polícia Militar comandada pelo governador Geraldo Alckmin.
A justificativa utilizada pela PM, de que teria havido um princípio de tumulto na estação Faria Lima do Metrô, não explica tamanha selvageria na repressão (inclusive com arremesso de bombas dentro da estação, onde havia idosos e crianças, bem como em bares da região). Cabe às forças de segurança isolar e controlar eventuais ações de provocadores, sem colocar em risco centenas de outras pessoas que não participam de tais ações. Ao agir da forma como agiu a PM demonstra incompetência e despreparo para lidar com esse tipo de situação ou, como é mais provável, tem ordens superiores para semear a insegurança entre os manifestantes.
A Constituição Federal assegura o direito à livre manifestação. O movimento social, bem como o movimento sindical, e a APEOESP faz parte desta tradição, manifesta-se pacificamente nas ruas por suas pautas de reivindicações e continuará a fazê-lo.
A democracia vem sendo pisoteada no nosso País com o objetivo de tentar nos impedir de lutar contra a unificação da idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, do setor público e privado, em 65 anos; contra o fim da aposentadoria especial de professores e outras profissões penosas e de risco; contra o aumento da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%; contra o fim do piso salarial profissional nacional do magistério; contra a redução das verbas para a educação, saúde e demais áreas sociais; e contra tantos outros ataques que vem sendo realizados pelo governo biônico de Michel Temer. Além de tudo, lutamos por reajuste salarial que reponha nossas perdas do último período.
Não nos intimidamos. Não aceitamos a política de reajuste zero do governo de São Paulo. No dia 22 de setembro os professores estarão na avenida Paulista para realizar uma grande assembleia estadual. No dia 26/8 fomos 30 mil; no dia 22/9 seremos muitos mais!
(APEOESP, 05/09/2016)