Conheça a análise da CNTE sobre Base Nacional Comum Curricular
Jornalista: Leticia
A CNTE analisa o documento sobre a Base Nacional Comum Curricular, lançado pelo Ministério da Educação, no dia 16/9.
A CNTE entende que o currículo seja o principal catalisador do processo de construção da qualidade socialmente referenciada da educação, na medida em que passa a vincular a função social da escola aos anseios de sua comunidade e a valorizar a construção coletiva dos espaços, tempos e gestão escolar – elementos indispensáveis para a implementação eficiente do projeto político-pedagógico (PPP) da escola.
Contudo, há um pressuposto elementar a ser tratado no debate curricular, que diz respeito às condições efetivas da sociedade em que vivemos – socialmente injusta e economicamente desigual –, uma vez que essas características se manifestam na realidade educacional. Confira o documento completo.
A determinação de um currículo mínimo para todos os alunos das escolas de educação básica estava prevista na Constituição para o ensino fundamental e foi ampliada, no Plano Nacional de Educação, para alunos do ensino médio.
O projeto propõe que parte do ensino das disciplinas seja variável conforme as demandas de cada região e padroniza pelo menos 60% do currículo da educação básica e detalha o que precisa ser ensinado em Matemática, Linguagens e Ciências da Natureza e Humanas nas escolas do País, podendo receber contribuições, até 15/12, na página da Base Nacional Comum Curricular.
A proposta vai para consulta pública nacional e depois será submetida a parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) até junho de 2016, quando termina o prazo previsto no PNE para a meta de estabelecer uma “proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento”.
Professores paulistas na luta contra a bagunça na rede estadual de ensino
Jornalista: Leticia
Foto: Jesus Carlos
Cerca de 40 mil professores reunidos em assembleia no vão-livre do MASP (avenida Paulista, em São Paulo) aprovaram manter-se em estado de greve e um amplo calendário de mobilização – leia abaixo – contra a bagunça na rede e a proposta de Plano Estadual de Educação (PEE) do governo estadual. A próxima assembleia acontecerá no dia 10 de novembro (terça-feira) no Palácio dos Bandeirantes, seguida de um grande ato público coordenado pelo Grito pela Educação Pública de Qualidade no Estado de São Paulo, com a participação de pais, alunos, dos movimentos por moradia e demais movimentos sociais.
Na quarta-feira, 28, e na manhã de quinta-feira, o governo divulgou, respectivamente, o nome das 94 escolas que serão fechadas e das 754 escolas que serão “reorganizadas” para transformarem-se em “escolas de ciclo único”. O número de escolas fechadas e reorganizadas é muito grande e provocará, como a APEOESP tem insistido, uma grande bagunça na rede, prejudicando alunos, funcionários e professores. De acordo com a Secretaria da Educação, 1.464 escolas, em 162 municípios, serão atingidas diretamente pela “reorganização” da rede estadual de ensino – na verdade, uma grande bagunça na rede, pois, neste primeiro momento, as medidas do governo atingirão ao menos 340 mil alunos e 74 mil professores (cerca de 30% do total de docentes da rede).
Esta “reorganização” provocará o “efeito cascata”, ou seja, o fechamento de uma unidade ou sua reestruturação repercutirá nas demais escolas da região, com a superlotação de salas de aula, alteração na vida do professor e até mesmo demissões. Os professores transferidos de escolas fechadas ou reorganizadas para outras unidades disputarão as aulas com os professores da nova escola, deslocando aqueles com menor pontuação. Além disso, professores efetivos que não encontrarem aulas na nova unidade poderão ser transferidos para escolas mais distantes ou ficarem adidos, ou seja, “encostados”; os professores estáveis (categoria F) também serão muito afetados, pois poderão ficar com “horas de permanência” (ou seja, sem aulas atribuídas). Para se ter uma ideia, se um professor PEB II que tem jornada de 40 horas, cujo piso é de R$ 2.415,89, ficar adido, se efetivo, ou com “horas de permanência”, se estável (categoria F), receberá piso de R$ 724,71. Para o PEB I, o piso de 30 horas é de R$ 1.565,00; de 12 horas, 622,00. Ou seja, os professores nesta situação receberão menos que o salário-mínimo em vigor. Sem contar o professor da “categoria O” (contrato temporário precário), que poderá ficar desempregado.
Desde o primeiro momento em que o Secretário da Educação anunciou a chamada “reorganização” da rede estadual do estado, a APEOESP mobilizou-se e, junto com professores, alunos e pais, fomos para as ruas. Nossa mobilização deve continuar nas ruas, praças e diretorias de ensino – com panfletagem e uso de carro de som –, para dizer ao governador: “Nenhuma escola fechada; 25 alunos para sala de aula”. Os royalties do petróleo são para a Educação Pública – A assembleia estadual aprovou a campanha “Os royalties do petróleo no Estado de São Paulo são para a Educação Pública”. A Assembleia Legislativa aprovou em regime de urgência lei de autoria do Executivo que transfere recursos do pré-sal no Estado de São Paulo para a SPPREV.
Entendemos que o governo comete ilegalidade ao destinar os recursos do petróleo para a previdência do Estado. A APEOESP investiga a possível omissão do estado em destinar à SPPREV sua cota-parte. E estuda juridicamente a possibilidade de ingressar com uma ação de inconstitucionalidade desta lei. Grito pela Educação Pública de Qualidade reúne 100 mil – Logo após o encerramento da assembleia estadual, aconteceu o lançamento do Grito pela Educação Pública de Qualidade no Estado de São Paulo, que será permanente. A manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas, envolvendo entidades como a CUT, a CTB, Fupe (Federação Única dos Petroleiros), Afuse, Sindipetro-SP, Sinpeem, Sinteframo, UEE, UPES, UMES, MTST, MST, União dos Movimentos de Moradia, Central de Movimentos Populares e outras. Os manifestantes realizaram uma passeata até a Praça da República, passando pela rua da Consolação e avenida Ipiranga.
(APEOESP, 30/10/2015)
Seminário de Comunicação da CNTE discute experiências das entidades filiadas
Jornalista: sindicato
Nesta sexta-feira (23.10), os participantes do V Seminário Nacional de Comunicação da CNTE Vito Giannotti discutiram as experiências exitosas de comunicação em suas entidades. Durante sua apresentação, o jornalista André Barreto, da assessoria de comunicação do Sinpro-DF, enfatizou a importância da parceria dos sindicatos com as TVs comunitárias.
“Os canais de comunicação que o Sinpro-DF estimula são programas que motivam a população participar com pautas e temas relevantes para a educação. Nossos projetos mostram que não só a mídia tradicional pode fazer trabalhos de qualidade. Esses espaços são ótimos para mostrar a nossa cara, nossas ideias e fazer crescer ainda mais a nossa luta.”
A presidente do Sintese de Sergipe, Ângela Melo, apresentou a revista Paulo Freire, produzida pelo sindicato. “A revista nasceu como um instrumento pedagógico para auxiliar o debate da educação pública. Este produto é importante para que o professor crie uma identidade na comunidade escolar. Todos os meios que possamos ter, para disseminar nossas pautas, são extremamente importantes. A nossa revista mostra muitos projetos interessantes, construídos entre aluno e professor e estimula a voz da educação pública. Agora trabalhamos para que a revista saia do chão da escola”.
Em debate sobre experiências nos sindicatos, foram apresentados exemplos locais de iniciativas de comunicação que buscam fortalecer a luta, com estratégias nos diversos meios e divulgação de bons resultados. A jornalista Emanuelle Vanderlei, assessora de comunicação do Sinteal de Alagoas, falou sobre a mobilização pelo telefone.
“Sempre que tem uma atividade, fazemos uma versão para ser divulgada no Whatsapp e enviamos para o nosso grupo de diretores e a diretoria envia para os grupos das escolas. Esta ação ainda está em fase de experiência, mas o plano é usar o aplicativo para viralizar o assunto e dar amplitude a nossa comunicação.”
As fotos do evento e as reportagens de TV podem ser acessadas no Facebook e no Youtube da CNTE.
Mercadante pede apoio da CNTE à CPMF para educação
Jornalista: sindicato
O financiamento da educação é a principal preocupação de Aloisio Mercadante neste retorno ao Ministério da Educação. É o que o ministro revelou à direção da CNTE, durante audiência em seu gabinete nesta tarde de quarta-feira, 22. Disse que apesar de a educação ter sido a pasta com os menores cortes de recursos, está projetando em 2016, um ano de dificuldades. Pediu apoio à CNTE para mobilização em favor da aprovação da cobrança da CPMF e imposto sobre grandes fortunas, ambas taxas vinculadas à educação.
Para o presidente da CNTE, Roberto Leão, caso a CPMF seja aprovada, seria importante a vinculação para financiamento à educação. No entanto, a mobilização atual da entidade concentra-se numa pauta de reivindicações dos trabalhadores da educação pública que serão levadas ao Congresso Nacional, em ato programado para o dia 11 de novembro. Leão pediu apoio institucional do ministério no encaminhamento do reajuste do piso salarial profissional, regulamentação da complementação da União ao piso salarial do magistério; financiamento da educação – regulamentação do regime de cooperação/colaboração, do Custo Aluno Qualidade, do Piso Salarial e das Diretrizes Nacionais para os planos de carreira dos profissionais da educação e contra projetos polêmicos em debate no Congresso e nos Executivos estaduais e municipais (Escola Sem Partido, Militarização Escolar e privatização dos cursos de pós-graduação nas universidades públicas), entre outros.
O documento entregue ao ministro com a pauta de reivindicações relaciona pendências do MEC sobre a consecução das metas do Plano Nacional de Educação nos dois primeiros anos de vigência da Lei 13.005, que estão com prazo para implementação vencido ou a vencer no primeiro semestre de 2016.
A CNTE também cobrou lançamento do Fórum Permanente para acompanhamento da atualização do piso nacional do magistério. O prazo para instituição do Fórum, previsto no PNE, já venceu e o MEC cancelou seu lançamento agendado para o último dia 15 de outubro. O Ministro se comprometeu a reagendar a data.
Participaram da audiência pela direção da CNTE, a secretaria geral Marta Vanelli, o secretário de Imprensa, Joel de Almeida e os secretários executivos Alvisio Jacó, Lirani Franco e Paulina Pereira e pelo MEC, o Secretário Executivo, Luiz Claúdio Costa e o Secretario da Secretaria de Articulação de Sistemas de Ensino (SASE), Binho Marques.
Seminário de Comunicação da CNTE discute diversidade social nos canais abertos
Jornalista: sindicato
Na tarde desta quinta-feira (22/10), continuaram as discussões do V Seminário Nacional de Comunicação da CNTE Vito Giannotti. O jornalista Paulo Vitor Melo, doutorando em Comunicação (UFBA) e integrante do Conselho Diretor Intervozes, falou do avanço do ideário fascista na sociedade e na mídia.
“Os discursos de ódio e preconceituosos estão cada vez mais em nossas vidas, dentro das nossas casas e, muitas vezes, disfarçados. Precisamos entender que rádio e televisão são espaços públicos e não podem conter opiniões privadas. As figuras públicas e as emissoras são responsáveis pelo conteúdo divulgado. A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não é um direito absoluto”.
Na terceira palestra do dia, o diretor de jornalismo da TVT, Luiz Roberto Parise, explicou o protagonismo da TVT, uma emissora mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. “A TVT é pequena, mas incomoda. Tentamos inverter a forma de fazer TV e incentivar programas que promovem igualdade, diversidade e veiculação de conteúdos produzidos por cidadãos comuns. Queremos parceiros que nos ajudem a mostrar a voz do Brasil”.
Nessa sexta-feira, dia 23/10, o seminário vai abordar cases de sucesso na área de comunicação com experiências de entidades participantes.
Nota pública: CNTE comenta projeto que trata do aumento do piso nacional
Jornalista: sindicato
Comentários ao PLS 114/15, da senadora Vanessa Grazziontin, que trata de aumento do valor do piso nacional do magistério.
A CNTE enaltece as iniciativas que visam aumentar o valor do piso salarial profissional do magistério, sobretudo com vistas a atingir a meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê equiparar a remuneração média da categoria com outras profissões de mesma escolaridade.
Não obstante, a Confederação lembra que outra pauta essencial para a categoria refere-se à regulamentação do piso salarial para todos os profissionais da educação (art. 206, VIII, CF) numa perspectiva de diretrizes nacionais para os planos de carreira – condição essencial para se valorizar o conjunto dos profissionais da educação.
Com relação ao PLS 114/15, especificamente, é preciso observar algumas questões para se evitar contratempos na tramitação legislativa:
1. Por se tratar de matéria orçamentária, em especial de remuneração com pessoal, parece-nos que a proposta possui “vício de origem”, pois deveria partir necessariamente do Poder Executivo – sendo que tal alegação já foi apresentada em outras oportunidades no Senado e na Câmara dos Deputados;
2. A integralização proporcional do valor, no prazo de 3 anos (art. 3º da Lei 11.738), reabre uma discussão vencida no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4.167), que considerou o piso “unicamente” como vencimento de carreira, não podendo a ele ser incorporado
nenhuma forma de gratificação;
3. O piso é referência mínima para os vencimentos em início de carreira dos profissionais com formação na modalidade normal de nível médio (aproximadamente 23% do total de professores em atividade). Os profissionais com formação em nível superior e pós-graduação e os que se encontram nas diferentes classes horizontais dos planos de carreira perceberão vencimentos acima do piso, razão pela qual a destinação tão somente de 5% da arrecadação bruta dos prêmios das loterias federais é uma quantia insuficiente para a União arcar com os reflexos do piso nos planos de carreira do magistério. Melhor seria incluir outras fontes, a exemplo dos recursos do Fundo Social e dos royalties do petróleo e outros hidrocarbonetos, ou mesmo de aumento das receitas vinculadas da União e dos Estados, DF e Municípios para 20% e 30%, respectivamente;
4. O prazo limite de 5 anos para complementação da União não se justifica na atual política de fundos para o financiamento da educação básica. Essa complementação precisa durar até que se altere a estrutura do financiamento, ou seja, o Fundeb;
5. Seria oportuno também o projeto prever qual a autoridade pública ficaria responsável em anunciar
o percentual de reajuste anual do piso. A CNTE defende que seja o Ministro de Estado da Educação;
6. Para melhor aplicação do parágrafo único do art. 5º da Lei 11.738, a CNTE recomenda a alteração
da data base do piso, passando de 1º de janeiro para 1º de maio, pois assim é possível trabalhar com informações consolidadas do Fundeb.
Brasília, 20 de outubro de 2015
Diretoria Executiva da CNTE *Baixe aqui o pdf da nota pública da CNTE.
12º Congresso elege trabalhadores/as da educação para a direção nacional da CUT
Jornalista: sindicato
No dia 16/10 foram eleitos e empossados todos os membros da nova diretoria da CUT – Central Única dos Trabalhadores, para a gestão 2015-2019.
Os seguintes companheiros e companheiras integram a nova diretoria executiva da entidade: Antonio de Lisboa Amancio Vale (SINPRO/DF), Ariovaldo de Camargo (APEOESP/SP), Sueli Veiga de Melo (FETEMS/MS), Jose Celestino Lourenço (SIND-UTE/MG), Ângela Maria de Melo (SE), Maria Izabel Noronha (APEOESP/SP), Janeslei Albuquerque (APP-SINDICATO/PR), e do setor privado Annyeli Damião Nascimento, Julio Turra e Jose Ribamar Barroso.
Também foram eleitos para a direção nacional o presidente da CNTE, Roberto Leão, e a Secretária Geral Marta Vanelli.
CNTE participa de painel sobre educação durante o 12º CONCUT
Jornalista: sindicato
No dia em que o calendário brasileiro homenageia os professores, a CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação representou os trabalhadores e trabalhadoras da Educação na mesa “A educação no Brasil: questões atuais”.
Trouxeram suas saudações o vice-presidente da UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Danilo Vianna Lopes, representando os estudantes e, representando professores e professoras, a professora Marlei Fernandes de Carvalho, Presidenta da APP-Sindicato.
Antes de dar início aos trabalhos da mesa, foi exibido o vídeo que a CNTE preparou para celebrar o dia 15 de outubro, e também o vídeo denúncia elaborado pela APP-Sindicato, para não deixar cair no esquecimento os desmandos e atrocidades cometidos pelo governador Beto Richa contra professores e professoras do Paraná, em 2015.
O painel foi dirigido por Jandira Uemara, Diretora Executiva da CUT e José Celestino Lourenço (Tino), Secretário Nacional de Formação da entidade, e teve como primeiro palestrante o companheiro Roni Anderson, Diretor Executivo da CUT pelo Sindipetro/PR, que falou sobre a importância dos recursos do pré-sal para a educação.
Os delegados e delegadas do setor da educação presentes no CONCUT chegaram ao plenário usando a camisa que a CNTE preparou para as ações de defesa dos royalties do petróleo para a educação, corroborando a fala do presidente Leão, que foi justamente no sentido de convocar todos os setores representados pela CUT a unirem esforços na defesa da escola pública. Conjuntura – O presidente falou sobre o contexto histórico, em que a crise mundial é sentida também no Brasil, e alertou sobre a importância de não permitirmos que ações oportunistas e neoliberais ameacem o projeto de educação almejado por toda a categoria. Ele citou exemplos desses ataques à educação: “A conjuntura que enfrentamos é a de 92 dias de greve em São Paulo, sem que o governador Alckimin sequer negocie com a categoria, a mesma conjuntura da greve dramática no Paraná, com atos de violência e um verdadeiro massacre a mando do governador Beto Richa, e é a realidade dos companheiros e companheiras de Roraima, em greve desde agosto”, pontuou. PNE – Outra questão abordada na fala do presidente Leão foi a implementação do Plano Nacional de Educação e as dificuldades que cada estado enfrenta para fazer valer, por exemplo, o piso nacional. “O PNE não é exatamente aquele que queríamos, mas não temos dúvida que ele é o norte para os próximos 10 anos da educação pública brasileira, então a CNTE irá defender o Plano pois, se implementado, ele representa um grande avanço na nossa luta por uma educação pública de qualidade”, defendeu. Mobilização – Nas palavras de Leão, a luta pela educação se dará numa perspectiva de muita mobilização, assim, concluindo sua intervenção, o professor conclamou todos e todas a ocuparem o Congresso Nacional no próximo dia 11 de novembro, quando a CNTE marcará sua posição contra a Lei da Mordaça, pela manutenção do critério de reajuste do piso salarial, pela aprovação do PL 2.142/2011, que autoriza os IFES a ofertarem cursos do Profuncionário e similares, contra a mudança na Lei da Partilha e em defesa da Petrobras. “A luta em defesa da escola pública é de todos os trabalhadores e trabalhadoras, porque a escola pública que acreditamos é justamente para os filhos e filhas da classe trabalhadora”, encerrou. Homenagem – Saudando a todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação pelo Dia do Professor e da Professora, o presidente Roberto Leão prestou uma homenagem à companheira Maria Lucia Prandi, militante histórica da educação do estado de São Paulo falecida no início deste mês. Recordou a contribuição dessa companheira ao processo de construção da educação pública como sindicalista e também em sua atuação como parlamentar.
CUT de Mato Grosso do Sul denuncia genocídio indígena para o mundo em Congresso Nacional
Jornalista: sindicato
Nessa quarta-feira (14), a delegação cutista de Mato grosso do Sul, que está participando do 12º Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, vestiu, literalmente, camisetas pretas e dizeres sobre o genocídio de 390 lideranças indígenas em doze anos e denunciando a situação indígena no estado.
De acordo com o presidente da CUT de MS, Genilson Duarte, a delegação denuncia, mais uma vez, indignada, que em Mato Grosso do Sul, uma parte dos fazendeiros e seus jagunços tem atuado, através de milícias armadas, que, em menos de um mês, desferiu doze ataques paramilitares contra o povo Guarani Kaiowá. ” Nos últimos 12 anos, ao menos 585 indígenas cometeram suicídio e outros 390 foram assassinados em MS. O estado tem 23 milhões de bovinos que ocupam aproximadamente, coincidentemente, também, 23 milhões de hectares de terra, isso quer dizer 1 hectare por animal.
Enquanto isso, com a morosidade e a paralisação dos processos de demarcação, os cerca de 45 mil Guarani Kaiowá, continuam espremidos em apenas 30 mil hectares de suas terras tradicionais”, afirma.
Para a vice-presidente da FETEMS, Sueli Veiga Melo, não tem como fechar os olhos neste momento. “Nós dos movimentos sociais e sindicais de MS temos responsabilidade de lutar pelas minorias e hoje, não existe, uma minoria mais massacrada do que os povos indígenas, em MS, a situação está desumana e agora estamos aqui, unidos, denunciando para o mundo a realidade em que vivem os nossos irmãos”, disse.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul, Alexandre Júnior Costa, o momento é de denunciar os absurdos do estado, como, por exemplo, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada na Assembleia Legislativa, para investigar o Conselho Indigenista Missionário (CIMI). “A existência de uma entidade, respaldada pela igreja católica, que visa defender os nossos irmãos indígenas e os seus direitos é inconcebível para os reacionários que só visam o lucro e nunca a construção de um Brasil mais justo, respaldado na igualdade e na solidariedade. Essa ação é uma clara tentativa de criminalização dos movimentos sociais que defendem as minorias”, ressalta.
Já para Fátima Silva, sul-mato-grossense, secretária de relações internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), vice-presidente da Internacional da Educação para a América Latina, o momento foi fundamental para denunciar essa situação para o mundo todo. “Estamos com 230 delegados internacionais no Concut, que representam as mais diversas federações, confederações e organizações espalhadas pelo mundo todo, de maneira organizada, com documentações dos fatos, a delegação de Mato Grosso do Sul cumpriu um papel fundamental ao denunciar mundialmente a realidade dos povos indígenas do nosso estado”, conclui.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi uma das entidades que recebeu a documentação da delegação de MS e se comprometeu a olhar para a situação dos povos indígenas.
A delegação cutista de MS é composta por diversos ramos, como educação, alimentação, metalúrgicos, saúde, construção civil, comunicação, trabalhadores municipais, entre outros.
O Concut, cujo tema é “Educação, Trabalho e Democracia”, ocorrerá até o dia 16 de outubro, no Palácio de Convenções do Anhembi, na zona norte da capital paulista.
Audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, debateu o tema “assédio ideológico nas escolas”. A comissão de Educação reuniu especialistas para falar sobre o papel dos educadores e a influência que eles exercem sobre a posição política dos estudantes. Dois projetos de lei federal tratam do tema: o PL 867/2015, do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), intitulado “Escola sem partido”, elimina a concepção paulo-freiriana de transmissão do conhecimento. Para Paulo Freire, o objetivo da educação é conscientizar e ensinar o estudante a ler o mundo para poder transformá-lo.
O texto propõe que “as escolas deverão apresentar e entregar aos pais ou responsáveis pelos estudantes material informativo que possibilite o conhecimento dos temas ministrados e dos enfoques adotados”, ou seja, permite a censura prévia de conteúdos.
Já o PL 1.411/2015, do deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), torna crime a manifestação ideológica, instituindo pena de reclusão e multa aos professores que expressarem suas ideias políticas em sala de aula. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação aponta que as propostas retiram a liberdade do(a) professor(a) de ensinar e o direito do aluno de aprender. O presidente Roberto Leão ressaltou a importância de os educadores estimulares a participação organizada de crianças e jovens para o exercício da cidadania.
Para a CNTE a escola é, sim, um lugar de discussão política e de construção de posições ideológicas. Impedir a livre manifestação seria um retrocesso na democracia, lebra Leão: “A escola não é um espaço isolado do mundo, eu concordo que não tem que ser de política partidária, mas o debate político, o incentivo à participação na vida da sociedade é fundamental. A escola deve ter esse papel. Caso contrário, vamos ter um monte de robôs, jovens e adolescentes que vão sair da escola treinados sem saber exatamente o que eles vão encontrar fora da escola. E nós precisamos preparar o aluno para a vida, essa é a grande missão da escola”. Veja fotos na página da CNTE no Facebook.