Conselho Nacional de Entidades prepara debate da 2ª Plenária Intercongressual da CNTE

Nesta quinta-feira (6/8), o Conselho Nacional de entidades (CNE) da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação se reuniu no Hotel Nacional, em Brasília, para debater, entre outros assuntos, a valorização dos educadores, tema da segunda plenária intercongressual da entidade, que vai reunir mais de 500 trabalhadores em educação. O evento, que discute piso salarial para todos os educadores, terá transmissão ao vivo no site da CNTE.
Roberto Franklin de Leão, presidente da CNTE, explica que a plenária foi convocada para fazer um debate a respeito do plano de carreira e do piso salarial para os profissionais de educação, de acordo com o que está estabelecido no PNE: “A CNTE organizou e vai concluir o debate com a formulação daquilo que será nosso projeto de piso e carreira para os profissionais de educação, uma proposta única para professores e funcionários da educação”.
Marta Vanelli, secretária geral da CNTE, explica que será apresentado um valor articulado com os elementos de carreir a, após uma análise nacional: “Nós estamos trazendo todos os conceitos que consolidamos do piso do magistério para o piso dos profissionais da educação. O valor é resultado de um estudo e vem em cumprimento à meta 17 do PNE, de equiparação salarial com os demais servidores públicos. É um debate rico e polêmico, mas vamos aprovar as melhores diretrizes de carreira para apresentar e aprovar no Congresso e depois vamos lutar, em cada estado e município, para que elas sejam implementadas”.
O CNE fez, ainda, uma análise da conjuntura do País, considerada complexa: “Essa questão toda acontece num momento da conjuntura brasileira que está bastante tensa, para dizer o mínimo. O caminho da plenária é o da defesa intransigente da democracia, do respeito ao processo eleitoral que aconteceu, da defesa do patrimônio nacional, leia-se aí a Petrobras, que hoje é o centro de uma ação no sentido de desmoralizá-la, de torná-la uma empresa inviável, para que seja feito aquilo que os neoliberais querem: vender a nossa grande estatal. Achamos que todas as coisas erradas na Petrobras têm de ser apuradas e os culpados têm que sofrer a sanção prevista na lei, mas tem que, evidentemente, ser culpados”, aponta Leão.
Este 6 de agosto também é o primeiro dia nacional dos profissionais da educação. A data foi sancionada em dezembro do ano passado e se refere à sanção da lei 12.014, que definiu os funcionários de escola como profissionais da educação. Edmilson Lamparina, secretário de funcionários da CNTE, destaca que é preciso comemorar: “Essa é uma data muito importante porque é uma dívida histórica que a educação tem com esses profissionais que sempre estiveram à margem, dentro da escola, de discriminação e outras coisas mais, então o resgate dessa história, a valorização desse profissional no espaço escolar”.
Foi discutido o Calendário de Mobilização da categoria, que, além de acompanhar a agenda das centrais sindicais, vai organizar um grande ato neste segundo semestre, com a ocupação do Congresso Nacional. Leão lembra que o movimento não para, com greves e reivindicações em todo o País: “Hoje nós temos greve, por exemplo, no Acre, e passamos o primeiro semestre com grandes greves, como as de SP e PR. Tem também o caso de Alagoas, no qual, mais uma vez, a Justiça ameaça o sindicato com multa exigindo a volta dos trabalhadores. Mas nós vamos continuar defendendo a escola pública, a lei do piso e a nossa proposta de plano de carreira e de piso para todos os profissionais da educação”.
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Aniversário da Lei Maria da Penha se comemora com ‘Paz em Casa’

Começou no dia 3/8 e vai até dia 7, quando a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completa 9 anos, a II Semana da Justiça Pela Paz em Casa. Com o objetivo de estimular o combate à violência contra a mulher, a iniciativa – do Supremo Tribunal Federal (STF) em parceria com os Tribunais de Justiça (TJ) – quer agilizar julgamentos de casos de feminicídio, articulando magistrados das varas criminais, tribunais de júri e juizados especializados a promover o andamento e a conclusão dos processos.
A proposta é garantir a realização de audiências que envolvam crimes contra a mulher, palestras sobre o tema e a assinatura de protocolos de intenções nos estados, para fortalecer parcerias entre os operadores da Lei Maria da Penha e a sociedade.
Para a secretária de relações de gênero da CNTE, Isis Tavares, é preciso levar a discussão para as escolas: “Os trabalhadores em educação devem aproveitar a data para explicar a importância da lei e inserir o tema nas aulas”.
Segundo ela, é papel do educador contribuir para mudar a situação de violência nas famílias: “O Brasil reconhece a violência doméstica como crime e nós, trabalhadores em educação, temos um espaço privilegiado para tratar sobre isso com aquela parte da população que sofre todas as consequências da violência doméstica. É um momento em que os trabalhadores precisam conversar com os alunos, fazer trabalhos, colocar isso nos temas transversais, chamar a atenção para que a convivência entre as pessoas seja algo pacífico, com respeito entre homens e mulheres, à diversidade. Nós podemos dar um basta na violência, trabalhando com a educação, para que aquelas crianças que não sofrem violência em casa possam ter um olhar diferenciado, e as que sofrem não venham a se tornar futuros agressores ou sofrer com as consequências. A CNTE faz esse apelo para que possamos tratar o aniversário da lei de forma mais contundente dentro da escola e contribuir para a melhoria das relações e para termos uma sociedade melhor”.
O programa será retomado em novembro, já que o dia 25 marca o combate à violência de gênero, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). A CNTE já promove uma campanha permanente nas escolas públicas em apoio à campanha nacional de combate à violência, que visa a estimular as denúncias por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.

CNTE defende Federación Colombiana de Educadores (Fecode) na Embaixada da Colômbia, em Brasília

Nessa terça-feira, 4/8, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, e a secretária de relações internacionais da entidade, Fátima Silva, foram recebidos pelo primeiro secretário Luis Ricardo Fernandez Restrepo, na Embaixada da Colômbia, em Brasília. Durante a audiência, a primeira agenda de Leão como vice-presidente mundial da Internacional da Educação (IE) pela América Latina, eleito durante o 7º Congresso Mundial da IE, em julho, no Canadá, o presidente da CNTE apresentou o cenário preocupante dos educadores colombianos e destacou o rompimento de diversos acordos firmados pelo governo com a Federación Colombiana de Educadores (Fecode), decisivos para valorizar os profissionais da educação colombianos e, consequente, para elevar a qualidade do ensino público naquele país.
A reunião foi um dos compromissos firmados durante o evento da IE, o maior congresso de educadores sindicalistas do mundo, que reuniu cerca de 1700 pessoas de 170 países. As entidades nacionais ficaram responsáveis por encaminhar um documento às embaixadas da Colômbia em cada país, pedindo que intercedam em defesa dos educadores.
“Somos companheiros e lutamos para ter um continente pacificado, construindo um projeto pedagógico alternativo, que tenha em suas bases nossa cultura, historia e tradição”, defende o presidente da CNTE.
Segundo os diretores da CNTE, além de retroceder o importante processo de negociação iniciado em maio, o Ministério da Educação passou a apresentar propostas que contradizem os acordos firmados em âmbito da Comissão Paritária de Trabalho, sobretudo no que diz respeito à avaliação dos docentes, comprometendo, inclusive, o atendimento à saúde dos profissionais da educação e de seus familiares, situação que dá mais força ao movimento de mobilização permanente da categoria, com possibilidade de greve nacional nos próximos dias.
A secretária da CNTE Fátima Silva, vice-presidente da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), destacou que na época da negociação, após a greve, a Fecode teve uma avaliação muito positiva.
“Essa negociação foi o fruto do processo da greve. Quando voltamos lá, em julho, vimos um cenário diferente, um cenário de incerteza no processo de paz. Para eles, sem o cumprimento do acordo fica uma situação insustentável”.
Diante da frustração para os educadores colombianos, Roberto Leão solicitou a implementação rigorosa do que havia sido combinado, respeitando-se os prazos e o teor de cada uma das políticas definidas. “Para nós, é muito importante que aquilo que é acordado com as entidades sindicais seja colocado em prática”.
O representante da Colômbia afirmou que a educação é prioridade e que passará esta preocupação para o governo, a fim de chegar a um acordo de paz.
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CNTE realiza 2ª Plenária Intercongressual

Plenaria
Nos dias 7 e 8 de agosto de 2015, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), realizará a 2ª Plenária Intercongressual, no Hotel Nacional, em Brasília. O tema é Piso Salarial e Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira dos Profissionais da Educação Pública Escolar (art. 206, incisos V e VIII da Constituição Federal).
Para mais informações, entre em contato com CNTE, pelo e-mail: cnte@cnte.org.br.
Veja aqui a proposta de Projeto de Lei sobre diretrizes nacionais para os planos de carreira dos profissonais da educação escolar pública.
Confira aqui a proposta de Projeto de Lei sobre o piso salarial nacional dos profissionais da educação escolar pública.
Programação
Dia 06
18:00 às 22:00 – Credenciamento
Dia 07
8:00 às 12:00 – Credenciamento
9:00 às 9:45 – Abertura
9:45 às 10:30 – Leitura e aprovação do regimento
10:30 às 11:30 – Análise de conjuntura
11:30 às 12:45 – Apresentação dos documentos base
12:00 – Encerramento do credenciamento
12:45 às 14:15 – Almoço
14:15 às 18:30 – Trabalhos em grupo
16:30 às 16:45 – Coffee break
20:00 – Jantar
Dia 08
9:00 às 12:00 – Plenária Deliberativa
12:00 às 13:30 – Almoço
13:30 às 16:00 – Plenária Deliberativa
16:00 às 16:30 – Encerramento
16:30 – Coffee break

IE: “Não aceitamos nada menos que o direito de igualdade para todos”

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Terminou na tarde deste domingo (26), o maior congresso de educadores sindicalistas do mundo. O 7º Congresso Mundial da Internacional da Educação (IE), realizado em Ottawa, capital do Canadá, reuniu de 21 a 26 de julho, cerca de 1700 pessoas de 170 países, para aprovar uma agenda comum de estratégias para garantir uma educação pública de qualidade e a valorização dos trabalhadores em educação.
O congresso também elegeu os membros para a gestão 2015-2019. O presidente a CNTE, Roberto Leão, foi eleito vice-presidente Mundial da IE pela América Latina. Ele substitui Juçara Viera, ex-presidente da CNTE, que há oito anos representava a CNTE na IE.
A mercantilização da educação esteve no centro dos debates. Além de um painel específico para analisar o tema, várias resoluções foram aprovadas no sentido evitar o avanço da privatização na educação. Susan Hopgood, presidente da IE, disse na sua saudação final “Saímos mais fortes e unidos para lutar contra a escória das empresas privadas nas salas de aula, que quer acabar com a igualdade e a inclusão. Nosso caminho está só começando, mas agora temos elementos muito mais claros para cobrar os governos e reafirmamos nossos compromissos como sindicatos. Não aceitamos nada menos que o direito de igualdade para todos”, enfatizou.
Para Juçara Vieira, o Congresso foi importante para avaliar percurso da IE e aperfeiçoar os mecanismos de gestão e estatutários, não só em função do ingresso de novas entidades – atualmente a IE conta com 392 afiliadas – mas também para dar conta das várias frentes de trabalho, entre elas a igualdade de gênero, erradicação do trabalho infantil e direitos LGBT. “Tiramos resoluções de conteúdo contra mercantilização e privatização; e educação e valores. Nos preparamos internamente para esses desafios”, assegurou.
Fátima Silva, vice-presidente da Internacional da Educação na América Latina, apontou uma conquista defendida pela CNTE. O uso em todos os documentos, do termo “trabalhadores em educação” para referenciar os professores e profissionais de apoio escolar. ”Este é um debate que inserimos na IE. Na resolução contra as privatizações, foi incluído um parágrafo que trata da proteção dos professores e funcionários da educação, os primeiros a serem prejudicados com as terceirizações”.
Bebel Noronha, presidente da APEOESP/SP comemorou a manutenção da CNTE na vice-presidência Mundial da IE, “ o trabalho da companheira Juçara deve ser considerado como um importante componente na construção deste processo. O companheiro Leão possui todas as condições de levar adiante esta tarefa, com o compromisso de ampliar as discussões e implementar as resoluções deste congresso, bem como a partir delas, elaborar frentes de luta para a garantia da educação de qualidade para todos”.
Roberto Leão elogiou o alto nível dos debates e o resultado do congresso “Foi um marco para o enfrentamento do neoliberalismo. Os trabalhadores em educação de todo o mundo saem com mais energia para lutar contra a privatização”. A secretária Geral, Marta Vanelli, disse que o sentimento expressado por Leão é compartilhado por toda a delegação da CNTE. “ O Congresso da IE é o espaço que fortalece a luta dos trabalhadores por educação pública”, resumiu Marta.
A América Latina teve representação de mais de 220 participantes. A delegação da CNTE, do Brasil,  foi composta por Roberto LeãoMilton Canuto, Marta Vanelli, Fátima Silva, Heleno Araújo, Gilmar Ferreira, Zezinho Prado, Selene Michielin, Iêda Leal, Marilda Araújo, Antônio Julio, Candida Rossetto, Alvisio Jacó e Claudir Magalhães, Rosilene Corrêa (SINPRO/DF); Bebel Noronha, Francisco de Assis Ferreira, José Roberto Guido Pereira, Fabio Santos de Moraes, Luiz Gonzaga José, Leandro Alves Oliveira e Maria Sufaneide Rodrigues (APEOESP/SP).
Fonte: CNTE

CNTE mostra conquistas dos funcionários da educação em Congresso da IE

A delegação da CNTE participou de painel sobre condições de trabalho dos funcionários da educação nesta quinta-feira,23/7, no 7º Congresso mundial da Internacional da Educação (IE). Cerca de 150 educadores trocaram experiências e relataram as condições de trabalho desses profissionais em seus países. A constatação é que Brasil é o pais onde há mais reconhecimento aos funcionários de escola.
O representante do NZEI Te Riu Roa, sindicato dos profissionais da educação da Nova Zelândia, Paul Golther, fez um relato desanimador: os profissionais de apoio educativo recebem salários equivalentes ou menores queum salário mínimo, que são determinados pela direção administrativa de cada escola, pois a gestão é descentralizada. Não têm incentivo à formação, não há perspectiva de carreira e sequer são representados em mesas de negociação salarial. Essa realidade se reflete em outros países e o ponto comum é a falta de reconhecimento desses profissionais como fundamentais no processo de aprendizagem “São profissionais invisíveis dentro da escola”,lamenta Golther.
Lorretta Johnson, da Federação Americana de Professores, AFT, disse o desafio atual é ameaça da terceirização e privatização devido aos cortes orçamentários e ajustes que o governo americano está fazendo.
O presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, mostrou que a realidade brasileira é diferente. Iniciou a apresentação dizendo que há 25 anos a categoria dos trabalhadores em educação é unificada no Brasil.  “Nós avançamos muito porque temos um conjunto de normas legais que dão suporte a essa concepção, o desafio é que consigamos que estas normas se concretizem. Temos conseguido avanços, com planos de carreira unificados em diversos estados brasileiros e uma política nacional de formação aos funcionários de escola, o Pro-funcionário, que incluiu um conteúdo pedagógico”, comemora.
Leão destacou que a política e terceirização que está presente em diversos países, quebra a unidade “entendemos que todos nós somos todos educadores” enfatiza.
O painel foi acompanhado pela presidente da IE, Susan Hopgood e pelo Secretário Geral, Fren Ven Leuween, que reafirmou o compromisso firmado no 6º Congresso da IE, em 2011, de dar mais visibilidade, defender direitos, melhores condições de trabalho e reconhecimento. Neste sentido, será aprovada uma resolução neste Congresso, que inclui a criação do Dia Internacional do Profissional de Apoio Educativo, com a divulgação de ampla campanha de valorização desses profissionais e sua importante contribuição para uma educação de qualidade.

Presidente da CNTE é eleito Vice-Presidente Mundial da Internacional da Educação

leao 650O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Roberto Franklin de Leão, foi eleito na tarde desta quarta-feira (22/7), vice-presidente mundial pela América Latina da Internacional da Educação (IE), para a gestão 2015-2019.
A Internacional da Educação abrange organizações de professores e funcionários da educação em todo o mundo. É a maior federação mundial de sindicatos, representando 32 milhões de trabalhadores de educação em 392 sindicatos de 170 países.
Neste Congresso Mundial, os delegados aprovarão resoluções que vão direcionar a atuação da entidade nos próximos quatro anos. Entre as principais bandeiras de luta estão a garantia de acesso à educação, 58 milhões de crianças ainda estão fora da escola; e o combate a privatização da educação, prática que está disseminada em vários países. A IE entende que a educação “é um direito humano e um bem público”.
A eleição ocorreu durante a reunião plenária do 7º Congresso Mundial da Internacional da Educação que acontece de 21 a 26 de julho, em Ottawa, capital do Canadá. Cerca de 1700 educadores de todo o mundo participam do encontro, sendo que 230 são delegados pela América Latina.
Para Leão, essa eleição esse é o reconhecimento ao sindicalismo combativo promovido pela CNTE, que já conquistou muitas vitórias para a educação brasileira. “Vamos levar a nossa experiência de luta por uma educação pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada, agora em nível mundial ”, comemora.
É a segunda vez que o Brasil ocupa a vice-presidência mundial da IE. Leão assumirá a vaga da ex-presidente da CNTE, Juçara Vieira, atual vice-presidente mundial pela AL. Juçara deixa o cargo após 8 anos de mandato.

Nota Pública: Com cortes no orçamento, como fica a Pátria Educadora?

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade representativa de mais de 2,5 milhões de profissionais das escolas públicas de nível básico, reitera sua desaprovação ao corte de R$ 9,2 bilhões no orçamento do Ministério da Educação, neste ano de 2015.
Além de não coadunar-se com o lema do Governo Federal, Pátria Educadora, o corte no orçamento do MEC já demonstra comprometer a consecução de uma das metas da Emenda Constitucional nº 59, que prevê a universalização das matrículas de 4 a 17 anos até o início de 2016.
Essa afirmação decorre do recente anúncio do MEC, publicado no jornal O Estado de São Paulo, nesta data, sobre os cortes de investimentos em escolas de educação infantil (creche e pré-escola), não restando dúvida do impacto negativo do ajuste fiscal na área da educação, especialmente no setor público.
Diante de mais essa constatação, a CNTE requer do Governo Federal a revisão dos cortes orçamentários no Ministério da Educação, de modo a não comprometer nenhum programa ou política destinados às escolas e universidades púbicas.
Tal medida é importante também para preservar o compromisso do Governo com as metas do Plano Nacional de Educação – aprovado por unanimidade pelo Congresso e sem vetos pela presidenta Dilma –, as quais requerem crescente aumento das verbas públicas (num total de 10% do PIB até o fim da década) para atendimento com qualidade das matrículas nos níveis de ensino básico e superior.
Brasília, 22 de julho de 2015

Melhor educação para um mundo melhor

Desenvolver estratégias para proteger os sistemas de educação pública, recuperar a profissão docente e fortalecer os sindicatos de professores são as principais prioridades para o 7º Congresso Mundial da Internacional Educação (IE), realizado em Ottawa, capital do Canadá. Sob o tema “Unidos por uma educação de qualidade. Melhor educação para um mundo melhor”, de hoje até o dia 26 de julho, cerca de 1.700 participantes, entre eles 950 delegados, representantes dos 393 sindicatos filiados a IE em todo o mundo, vão eleger os membros da nova gestão e aprovar resoluções de como a entidade deverá atuar nos próximos quatro anos.
No discurso de abertura a australiana, Susan Hopgood, presidente da IE, conclamou os presentes a estarem “vigilantes e fortes na defesa e promoção do direito a educação e em defesa da educação pública de qualidade”. Salientou que a agenda dos educadores é áudua porque a desigualdade no mundo está aumentando, tirando mais crianças da escola. Hoje são 58 milhões sem acesso a educação. Há também uma ofensiva contra a educação pública e a favor da privatização da educação como forma de atingir metas de escolarização mundiais. Disse que a ameaça da mercantilização da educação tem que ser fortemente combatida. “A educação é um direito humano e um bem público”, enfatizou.
Nesta quarta-feira (22/07), serão eleitos os vice-presidentes mundiais para a gestão 2015-2019. O presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão é o candidato pela América Latina. Atualmente o cargo é ocupado pela ex-presidente da CNTE, Juçara Dutra Vieira. Para Roberto Leão, “essa eleição é reconhecimento ao sindicalismo brasileiro, que tem conseguido muitos avanços no âmbito das políticas públicas em favor da educação de qualidade e valorização dos seus trabalhadores em educação. Vamos continuar levando essa experiência em nivel mundial”.
Sobre a IE: A Internacional da Educação representa 32 milhões de educadores de todo o mundo. Possui 393 sindicatos filiados, entre eles a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Assembleia de Mulheres avalia os 20 anos da Plataforma de Pequim

Em 2015 completam-se 20 anos da Declaração e Plataforma de Ação da IV Conferência Mundial Sobre a Mulher, realizada em Pequim. Este é um dos mais importantes documentos já produzidos com o objetivo de direcionar ações para alcançar a igualdade de gênero e eliminar a discriminação contra mulheres e meninas em todo o mundo. Na Assembleia de Mulheres da Internacional da Educação, sindicalistas tiveram a oportunidade de debater os avanços e os desafios pendentes da Plataforma.
Sugan Hopgood, presidente da Internacional da Educação abriu o encontro afirmando que houve muitos avanços, mas há ainda 58 milhões de crianças fora da escola, na maioria meninas. Disse que há muito o que fazer pelo empoderamento de mulheres. “Devemos lembrar que gênero e equidade sejam reconhecidos como uma questão de poder.”
Juçara Dutra Vieira, presidente do Comitê de Mulheres da Internacional da Educação disse que é uma derrota que os objetivos de Pequim não tenham sido atingidos após 20 anos. “Eram objetivos plenamente alcançáveis.Teremos que retomar o debate e redirecioná-los tornando-os mais exigentes. Teremos que avançar, apesar da conjuntura desfavorável imposta pela crise econômica e o movimento por privatizações”.
Juçara, que é também vice-presidente da Internacional da Educação, avaliou a sua gestão a frente do Comitê de Mulheres. “Ganhamos em organização e funcionalidade, consolidamos a política de gênero, introduzindo a paridade na Internacional da Educação. Também conseguimos um alto índice de retorno das entidades filiadas, do questionário para produção de relatorio quadrienal, possibilitando um planejamento mais eficaz. E finalmente, conseguimos consolidar as Redes de Mulheres por continente, que são fundamentais para promover o empoderamento de mulheres, e realizar duas Conferências Mundias de Mulheres da IE”, comemorou.
A professora do Instituto de Educação da Universidade de Londres, Elaine Unterhalter, disse que a pobreza é um dos principais barreiras que impediram alcançar os objetivos da Plataforma de Pequim, nas metas de acesso à educação de meninas. “A pobreza leva à evasão escolar, a exploração do trabalho infantil, gravidez precoce, casamentos forçado.” Elaine acrescentou que é preciso construir uma agenda mais ampla, com estratégias para defender direitos das mulheres e meninas, e que os professores devem ser aliados na política de igualdade de gênero nas escolas. Para Tepoista Malyaga, de Uganda, “não há nada que não possa ser corrigido na educação, se tiver a ajuda dos professores.”
Poder e equidade
Sobre a presença de mulheres nos espaços de poder e mercado de trabalho, a Lily Elkelsen Garcia, primeira mulher latina presidente do sindicato de professores dos EUA, disse que é preciso dar à mulher “confiança no seu próprio poder” e a Mariane, segretária geral do sindicato de professores da Suécia, lamentou “muitos perguntam como concilio o trabalho no movimento sindical e o meu papel de mãe. Nunca vi ninguém perguntar a um homem como consegue ser pai e trabalhar. Esse sexismo tem que ser eliminado”.
A delegação da CNTE participou do trabalho de grupo promovido pelo representante da organização Laço Branco de homens contra violência contra as mulheres, onde pode apresentar sugestões sobre como envolver os homens nos trabalhos de igualdade de gênero. O Laço Branco no Canadá atua em escolas conscientizando meninos entre 6 e 16 anos sobre a igualdade.
Juçara encerrou o evento chamando a atenção aos desafios discutidos e de uma oportunidade imediata: a de fortalecer as Redes de Mulheres da EI, lembrando que embora sejam ferramentas virtuais, são reais em termos de comunicação e interação.
A Assembleia de Mulheres faz parte das atividades que antecipam o 7 Congresso da Internacional da Educação, realizado de 22 a 26 de julho, em Ottawa, Canadá. Cerca de 500 sindicalistas de mais de 150 países participaram da reunião. A Internacional da Educação representa 32 milhões de educadores no mundo e defende a educaçao como um direito humano e um bem público.

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