Vitórias e alertas de 2014

Este ano foi marcado por importantes conquistas para a sociedade brasileira, apesar dos sinais de alerta na economia e na política turbinados por manchetes e factoides veiculados na “grande mídia”, que trabalha diuturnamente em favor dos interesses das classes dominantes.
No primeiro semestre, após três anos e meio de intensas batalhas, a sociedade organizada fez aprovar o Plano Nacional de Educação com previsão de investimento de 10% do PIB na educação. Resta, a partir de agora, lutar pela implementação desse significativo percentual, fazendo com que os recursos sejam canalizados para as escolas e universidades públicas por meio da vinculação de novas verbas (do petróleo e de impostos e contribuições sociais ainda não carimbadas, ou até então vinculadas em patamares insuficientes) e da instituição do Custo Aluno Qualidade que sirva de referência para a promoção de outro estágio de qualidade educacional.
Na esfera econômica, o baixo crescimento do PIB, ao contrário do que ocorre na maior parte do planeta, não gerou desemprego e nem comprometeu a renda dos trabalhadores brasileiros que continuaram obtendo crescimento salarial acima da inflação.
No campo político, o país rejeitou novamente o modelo neoliberal – que sucateou o país na década de 1990 – e reelegeu o governo popular, do qual se espera mais mudanças rumo à inclusão social e à melhoria de vida para toda população, especialmente através do fortalecimento das políticas públicas essenciais como educação, saúde, transporte, moradia, segurança, entre outras.
Neste momento em que a oposição ao governo Dilma tenta a todo custo desestabilizar a democracia nacional – abrindo possibilidades de golpes em diversas frentes, inclusive no judiciário -, a CNTE mantém seu compromisso de luta pela democracia com participação popular, o que importa dizer que estaremos preparados para qualquer batalha com o objetivo de manter fielmente o resultado das urnas.
Por outro lado, os trabalhadores em educação do país exigem dos órgãos de controle do Estado o compromisso com a apuração de todas as denúncias de desvios de dinheiro público em benefício de quem quer que seja – sem seletividades. As falcatruas na vida pública e nas empresas privadas, infelizmente, são heranças antigas reforçadas pelo modelo patrimonialista que as elites do passado e do presente estruturaram em benefício próprio. E um dos pilares dessa bandalheira é o sistema de financiamento privado das campanhas eleitorais, que deve ser abolido imediatamente.
Festejemos as vitórias de 2014, com o compromisso de construir um Ano Novo ainda mais promissor e de luta.

CNTE é eleita para coordenar FNE

heleno FNE
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação agora coordena o Fórum Nacional de Educação (FNE). Em eleição ocorrida nesta terça-feira (9/12), no edifício sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, o secretário de assuntos educacionais da CNTE, Heleno Araújo, foi eleito para ser o novo coordenador do FNE. A secretária geral, Marta Vanelli, é a suplente.
Segundo Heleno, a CNTE, enquanto entidade que se empenhou na criação do FNE como um espaço de debates sobre as políticas educacionais, tem legitimidade para assumir a coordenação: “A CNTE é uma das entidades que luta e lutou muito pela constituiçao do Fórum Nacional de Educação. Antes mesmo da Constituição de 88, antes mesmo de ser chamada de CNTE, a Confederação dos Professores do Brasil já participava de movimentos com outras entidades. Dentro do Fórum Nacional de Defesa da Escola Pública, entre as suas reinvindicações, estava a criação do Fórum Nacional de Educaçao.  A Escola de Formação da CNTE, a revista Retratos da Escola, que trata de assuntos educacionais, todo o acúmulo que nós temos de debate, de discussão, de mobilização, de ocupação das ruas, dá essa legitimidade pra que a CNTE possa contribuir nesse momento na coordenação do Fórum Nacional de Educaçao.”
O foco de trabalho para essa primeira etapa do FNE é o acompanhamento da aplicação do Plano Nacional de Educação nos estados e municípios, com participação dos processos de debate, discussão e elaboração dos planos. “Nós temos pressa de construir os fóruns municipais de educação, pra vincular essa organizaçao na perspectiva da elaboração dos planos de educação, tantos os planos estaduais, distrital, como os planos municipais, que têm até dia 24 de junho de 2015 para a criação da lei”, explica Heleno.
Quem deixa a coordenação do FNE é Francisco das Chagas Fernandes, representante do Ministério da Educação (MEC) dentro do organismo. De acordo com o Regimento Interno do Fórum, a administração do órgão deve ocorrer em caráter de revezamento entre poder público e sociedade civil, sem possibilidade de reeleição. Para Chagas, essa alternância é fundamental para o Fórum Nacional de Educação: “Acredito que o FNE é muito plural, por isso precisa ser mais democrático. Esse revezamento faz com que essa pluralidade se aprofunde cada vez mais”, destaca o ex-coordenador do Fórum.
Novas Entidades
Nove novas entidades passaram a integrar o Fórum Nacional de Educação a partir desta terça-feira. São elas: Movimento Interfóruns da Educação Infantil do Brasil (MIEIB), Fóruns de Educação de Jovens e Adultos (Fóruns EJA), Fórum Nacional de Diretores de Faculdades (Forumdir), Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes), Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação do Ministério da Educação (MEC), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Segundo o Regimento Interno do FNE, entidades nacionais que tenham interesse em fazer parte do Fórum, devem enviar seus pedidos até outubro de cada ano. A solicitação passa por apreciação do pleno. Após a criação do FNE, este é o segundo momento em que novas entidades ingressam no organismo.
Conae 2014
Durante esta terça-feira, os membros do Fórum fizeram uma avaliação prévia da etapa nacional da Conferência que ocorreu no último mês. O Balanço foi positivo. Porém, para uma avaliação mais detalhada, foi eleita uma Comissão que fará uma análise quantitativa e qualitativa Conae. Essa avaliação será apresentada na próxima reunião do pleno do Fórum Nacional de Educação.
Para Heleno Araújo, falta vontade política para garantir a valorização da educação brasileira: “Sentimos que o discurso colocado no período eleitoral desaparece. De repente a educação não vira a prioridade que deveria ser, que é investir na infraestrutura, na valorização das pessoas e fazer com que os alunos aprendam de fato, que é qualidade da educação que a gente precisa desenvolver nesse país”.
Documento Final
O Documento Final da 2ª Conferência Nacional de Educação reúne todas as propostas aprovadas pelos delegados e delegadas de setores e segmentos para a educação brasileira. O pleno do FNE referendou o texto aprovado pela plenária final. Agora, após a etapa nacional, ele passa por um processo de ajuste. Depois, será entregue aos consultores que elaboraram o Documento-Referência para revisão na mesma perspectiva que foi redigido o primeiro texto de discussão. No total, o Documento-Base, texto de debate da etapa nacional, reuniu 30 mil emendas ou novos parágrafos que tiveram como origem os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Os participantes do encontro elegeram, destas, 833 propostas.
(Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Fórum Nacional de Educação)

Conheça a pesquisa que revela que menos de 1/6 da população brasileira pensa em ser professor

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em parceria com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), divulga estudo realizado pelo Data Popular e que revela a opinião da população sobre a educação e os profissionais de educação. A pesquisa foi lançada durante a segunda Conferência Nacional de Educação (CONAE), na sexta-feira (21/11), em Brasília.
De acordo com o levantamento, segurança é o fator mais importante para que a escola seja de qualidade, seguida de valorização dos professores e funcionários. A falta de perspectiva na carreira é outro ponto a ser analisado: a população considera a profissão de professor o ofício mais importante para que o país tenha um bom futuro, mas apenas 15% gostariam em virar educador.
Para o presidente da CNTE, professor Roberto Franklin de Leão, os números refletem a triste realidade da escola pública brasileira: “Consideramos fundamental ter um instituto de pesquisa qualificado comprovando as informações que os trabalhadores em educação vivenciam no dia a dia da escola. Esse documento revela dados que há tempos a CNTE aponta para a sociedade”.
A pesquisa também levou em consideração aspectos relacionados à valorização, formação (capacitação) e remuneração dos professores e dos profissionais da educação. O estudo mostra também que 99% dos brasileiros acreditam que a educação é muito importante para o futuro do Brasil.
Na avaliação do coordenador do Fórum Nacional de Educação e da CONAE, Francisco das Chagas Fernandes, a valorização dos profissionais de educação passa por três caminhos: salário (ganho real do Piso), Diretrizes Nacionais de Carreira e a formação inicial e continuada. “Esse tripé é necessário para garantir um sistema de formação de professores no país”, resumiu o coordenador.
Valorização do professor – Os entrevistados também entram em consenso quando o assunto é valorização dos professores, já que 98% avaliam que a profissão deveria ser mais valorizada. Na opinião dos brasileiros, oferecer uma educação de qualidade está ligada diretamente à valorização do professor. Por isso, boa parte dos entrevistados acredita que a saída para uma educação de qualidade é ter professores qualificados, bem preparados e com melhores salários. Para 76%, os professores são menos valorizados do que deveriam pela população, enquanto 85% acham que os professores são menos valorizados do que deveriam pelo governo.
Melhores salários – O salário oferecido aos professores da rede pública é considerado ruim ou péssimo para 66% dos consultados. Apenas 8% disseram que é bom. Quando questionados sobre os salários dos professores das escolas privadas, 49% disseram que a remuneração é ótima ou boa. Sendo assim, 98% consideram importante que professores e funcionários das escolas tenham bons salário para que a escola seja de qualidade.
Os entrevistados também reconhecem que o professor deveria ser a profissão com a melhor remuneração. Por outro lado, a maioria acredita que são os médicos, engenheiros e advogados que recebem os salários mais altos. Como forma de valorização, 85% dos brasileiros acreditam que os profissionais da educação deveriam ter um piso salarial nacional que valorize o salário.
Educação de qualidade – Entre os principais benefícios que a educação pública de qualidade pode trazer para a sociedade brasileira, os entrevistados destacaram: redução da violência, combate à pobreza, melhores empregos e formação de bons profissionais. E a maioria (59%) avalia que as escolas públicas estão longe de ter uma educação de qualidade. Outro aspecto abordado no estudo está relacionado ao futuro profissional. Para 48%, os alunos de escolas particulares têm mais chances de ter um bom emprego do que alunosque estudaram na rede pública. Como forma de melhorar a qualidade da educação, 94% são a favor da educação em tempo integral.
Papel dos governos – A responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal também alvo da pesquisa. Para 43%, o governo federal é responsável pela educação pública em geral, enquanto 27% atribuem a responsabilidade ao governo municipal. Para melhorar a educação, 87% são favoráveis ao governo destinar 10% do PIB para educação. Hoje, são 6,5%. O tema educação também é levado em consideração na hora de escolher o candidato, já que 72% dos brasileiros se informar sobre educação antes de votar.
Metodologia da pesquisa – A pesquisa foi realizada em setembro de 2014, com 3 mil pessoas com mais de 16 anos, em 100 municípios, nas cinco regiões do País.
Conheça a pesquisa. 

Nota de Repúdio ao Bolsonaro

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A CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação vem a público repudiar veementemente a violência verbal praticada pelo Deputado Jair Bolsonaro, contra a Deputada Maria do Rosário, na sessão de ontem, 9 de dezembro, na Câmara Federal.
É lamentável assistir à ofensa praticada pelo parlamentar, que se auto intitula defensor da família e do que ele chama de bons costumes, ao dizer à deputada Maria do Rosário que não a estupraria porque ela não merece, ao final da campanha dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, às vésperas do Dia Internacional dos Direitos Humanos, que fecha a Campanha. Maria do Rosário foi ministra dos Direitos Humanos e há muito tempo contribui com o tema no Brasil.
Milhares de brasileiros e brasileiras, inclusive jovens, foram expostos/as à essa demonstração pública de violência, agressividade e falta de decoro parlamentar, caracterizada no CAPÍTULO IV, DOS ATOS ATENTATÓRIOS AO DECORO PARLAMENTAR Art. 5º. Da RESOLUÇÃO Nº 25, DE 2011 que Institui o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados.
Até que ponto será tolerado que parlamentares como o Deputado Jair Bolsonaro preguem em seus discursos tamanha incitação ao preconceito e violência contra as mulheres, quando o povo brasileiro elegeu pela segunda vez, uma mulher para o mais alto posto do país e tem se destacado em todas as áreas da política, ciência e tecnologia, empreendedorismo, nas artes, no esporte e quando as mulheres já são mais de 40% da força de trabalho na nossa sociedade?
Por todo o nosso trabalho diário com as crianças e jovens no sentido de formar cidadãs e cidadãos através da promoção da cultura da paz e do respeito às pessoas, nas comunidades onde estão inseridas as escolas nos mais de dois mil municípios do país, é que os/as trabalhadores/as em educação não podem se calar diante de fatos deploráveis que recorrentemente acontecem na Câmara Federal, transmitidos ao vivo e em cores nas sessões plenárias através dos canais de televisão e reproduzidos à exaustão nas mídias sociais: a violência verbal, a intolerância, a incitação ao ódio e ao preconceito, e a agressão gratuita em especial às mulheres parlamentares.
Exigimos respeito às parlamentares que foram legitimamente eleitas apesar de da desigualdade de condições em que concorrem ao parlamento com os homens, mas que com sua garra, determinação, compromisso, capacidade e combatividade, representam 51,5% da população brasileira.
A Câmara Federal não pode se tornar palco demonstrações de selvageria, onde várias parlamentares foram alvo da sanha sexista que se propaga e em que se comprazem parlamentares que prestam um desserviço à consolidação da democracia e da cultura da paz no nosso país.
Brasília, 10 de dezembro de 2014.

Moção de Apoio ao SINPRO/DF e ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SAE/DF

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa de mais de 2,5 milhões de profissionais da educação básica pública no Brasil, manifesta seu apoio à luta do Sindicato dos Professores do Distrito Federal – Sinpro/DF, e do Sindicato dos Auxiliares em Educação – SAE/DF pelo não pagamento dos salários do mês de novembro.
O Governo do Distrito Federal, que deveria pagar os salários até o quinto dia útil, por falta de planejamento e organização, deixou os servidores públicos sem receber, provocando grandes manifestações e a paralisação do centro da Capital. Cerca de 43 mil servidores da rede pública de ensino tiveram seu salário creditado apenas na madrugada de hoje, em fragorosa manifestação de desrespeito.
Lamentamos que mais uma vez a educação é desrespeitada. Deixar salários atrasar no final do ano letivo, prejudicando milhares e milhares de estudantes é a expressão da desconsideração com trabalhadoras e trabalhadores em educação e, em consequência, com a educação pública do Distrito Federal. Somente com o respeito ao mais elementar dos direitos – receber salário em dia – é possível construir educação de qualidade.
A CNTE manifesta seu repúdio a ações dessa natureza e exige que essa atitude não se repita. As categorias continuam mobilizadas, pois se aproxima e o pagamento do décimo-terceiro salário, que deve ser creditado na próxima semana. Não aceitaremos novos atrasos e exigimos cumprimento efetivo de todos os direitos.
Os trabalhadores e as trabalhadoras em educação do Distrito Federal não merecem terminar um ano letivo em que trabalharam arduamente pela valorização da educação, cumprindo seus deveres, de forma triste e lamentável.
Respeito aos trabalhadores  trabalhadoras é valorização da educação. Somente com respeito a educação será de qualidade.
Brasília, 10 de dezembro de 2014.
 
Roberto Franklin de Leão Presidente

Moção de Apoio ao SISE – Por eleições para diretores nas escolas municipais

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa de mais de 2,5 milhões de profissionais da educação básica pública no Brasil, manifesta seu apoio à luta do Sindicato dos Servidores em Educação no Município de Campo Formoso/BA – SISE para implementar o Plano Municipal de Educação e os artigos 49 e 50 da Lei Municipal nº 09/11 – Estatuto do Magistério Público Municipal que estabelecem a eleição direta para diretores das escolas públicas.
Denunciamos e rejeitamos as manobras do vereador João Pedro Dias Neto que entrou com uma ação no Ministério Público local e com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade junto ao TJBA, que o aceitou, anulando a Lei 19/13, que estabelece a eleição direta como forma de escolha dos dirigentes escolares.
Democracia na Escola é estar aberto e possibilitar o diálogo contínuo e intenso de comum acordo entre os diferentes membros da comunidade escolar. O princípio basilar do processo democrático emerge no chão da escola, por intermédio da eleição de seus diretores, proporcionando a efetividade de uma gestão participativa, com a atuação de estudantes, pais, professores e funcionários, por meio do voto.
A democracia é um exercício. No Brasil a conquistamos com lágrimas e sangue. A escola é espaço fundamental para a aprendizagem e o exercício democráticos. É nela que se consolidam princípios de respeito, igualdade, compromisso com a cogestão, essenciais para a criação de um ambiente favorável para o processo de ensino-aprendizagem adequado a cada comunidade, a cada sociedade em que a escola está inserida.
A CNTE manifesta seu repúdio a ações antidemocráticas, manifestos resquícios do período ditatorial, período ultrapassado em nosso país. A democracia escolar é reflexo e consequência da democratização do país e deve ser respeitada, valorizada e estimulada em todos os espaços e em todas as suas formas. Por isso, exigimos que a legislação que ampara legalmente as eleições para diretores no município de Campo Formoso seja aplicada integralmente.
Eleições diretas nas escolas municipais de Campo Formoso, já!
Brasília, 08 de dezembro de 2014.
Roberto Franklin de Leão Presidente

Moção de repúdio à violência ocorrida no 31ª Congresso do SINDIUPES

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa de mais de 2,5 milhões de profissionais da educação básica pública no Brasil, vem manifestar seu repúdio à truculência da oposição à atual direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo – SINDIUPES, que durante o 31º Congresso da entidade, ao não aceitar decisão do Plenário, age com violência.
A ação desrespeitosa e agressiva ocorreu em virtude de a moção de repúdio, dirigida à direção do Sindicato pelo fato das assembleias das redes públicas ter aprovado a filiação à Central Única dos Trabalhadores – CUT, apresentada pela oposição, ter sido rejeitada em Plenário, pela maioria dos mais de 3.300 delegados. Não aceitando a decisão soberana do Congresso, os opositores agiram antidemocraticamente, assumindo atitudes discordantes com as relações democráticas.
Para a CNTE, a soberania das decisões deve estar acima de questões políticas divergentes. A convivência entre partes que divergem exige respeito e diálogo. Os desacordos são definidos pelo voto, a decisão da maioria define decisões que devem ser assumidas por todos.
A Confederação rejeita veementemente a violência para a resolução de conflitos. O diálogo e o respeito são os melhores caminhos para a construção democrática de nossas instituições sindicais.
Manifestamos apoio à atual direção do SINDIUPES, eleita pela maioria da base sindical e também a decisão da plenária do XXXI Congresso, exigindo que a oposição à direção do Sindicato assuma adequadamente seu papel.
Brasília, 5 de dezembro de 2014.
Roberto Franklin de Leão Presidente

Menos superávit primário e mais investimento social

A votação no Congresso Nacional do projeto do Governo que incorporou à conta do superávit primário os investimentos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os subsídios concedidos a setores produtivos – como contrapartida à manutenção do emprego da classe trabalhadora -, conta com a total aprovação dos educadores das escolas públicas, que reivindicam menos pagamento de juros da dívida e mais investimento social, em serviços públicos e em infraestrutura.
O superávit primário integra o receituário neoliberal que impõe uma poupança compulsória aos governos de diversos países, a fim de pagar juros da dívida. O percentual dessa poupança varia conforme a disposição dos governos em remunerar o capital.
Neste sentido, não nos estranha a atitude de partidos da oposição e da grande mídia, que representam os interesses das elites econômicas do país, que criticaram a dita “manobra” fiscal do Governo, que reduziu o superávit primário e, por tabela, o lucro do capital improdutivo que vive de juros.
No caso dos partidos opositores, chegaram ao cúmulo de organizar manifestações com “militantes” pagos nas galerias do Congresso, os quais não se contentaram em protestar contra a medida do governo, mas partiram para agressões preconceituosas e machistas contra parlamentares que defendiam a redução do superávit.
A disputa em torno do superávit primário reforça o acerto das urnas, que recusou o projeto entreguista e rentista defendido pelas oposições. E a CNTE espera que o novo governo aprofunde as políticas sociais, especialmente de emprego, renda, moradia, transporte, saúde, segurança e educação (garantindo o cumprimento das metas do novo Plano Nacional de Educação), e mantenha as restrições ao pagamento de juros com consequente transferência de mais recursos para a qualidade de vida da maioria da população.

Menos superávit primário e mais investimento social

A votação no Congresso Nacional do projeto do Governo que incorporou à conta do superávit primário os investimentos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os subsídios concedidos a setores produtivos – como contrapartida à manutenção do emprego da classe trabalhadora -, conta com a total aprovação dos educadores das escolas públicas, que reivindicam menos pagamento de juros da dívida e mais investimento social, em serviços públicos e em infraestrutura.
 
O superávit primário integra o receituário neoliberal que impõe uma poupança compulsória aos governos de diversos países, a fim de pagar juros da dívida. O percentual dessa poupança varia conforme a disposição dos governos em remunerar o capital.
Neste sentido, não nos estranha a atitude de partidos da oposição e da grande mídia, que representam os interesses das elites econômicas do país, que criticaram a dita “manobra” fiscal do Governo, que reduziu o superávit primário e, por tabela, o lucro do capital improdutivo que vive de juros.
No caso dos partidos opositores, chegaram ao cúmulo de organizar manifestações com “militantes” pagos nas galerias do Congresso, os quais não se contentaram em protestar contra a medida do governo, mas partiram para agressões preconceituosas e machistas contra parlamentares que defendiam a redução do superávit.
A disputa em torno do superávit primário reforça o acerto das urnas, que recusou o projeto entreguista e rentista defendido pelas oposições. E a CNTE espera que o novo governo aprofunde as políticas sociais, especialmente de emprego, renda, moradia, transporte, saúde, segurança e educação (garantindo o cumprimento das metas do novo Plano Nacional de Educação), e mantenha as restrições ao pagamento de juros com consequente transferência de mais recursos para a qualidade de vida da maioria da população.

CNTE no Dia Mundial de Luta Contra a AIDS

campanha dst aids cartaz final
Há 10 anos a CNTE participa do programa EPT/AIds com mobilização na rede pública, por meio dos sindicatos de trabalhadores em educação, para dar visibilidade a luta contra a Aids. As ações nas escolas, articuladas com os movimentos de combate a aids dos estados, incluem gincanas, passeatas e manifestações por todo o Brasil.
campanha dst aids cartaz final
Dia 1º de dezembro é a data mundial de combate a aids. Desde os anos 80, quando foi identificado, o vírus já matou mais de 20 milhões de pessoas no mundo e 35 milhões de pessoas viviam com o HIV em 2013, 730 mil delas no Brasil. Há 10 anos a CNTE participa do programa EPT/AIds com mobilização na rede pública, por meio dos sindicatos de trabalhadores em educação, para dar visibilidade a essa luta
A campanha da CNTE já está nas escolas. Os sindicatos encaminharam material para divulgação e as ações, articuladas com os movimentos de combate a aids dos estados, incluem gincanas, passeatas e manifestações por todo o Brasil.
Na capital federal, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (SINPRO-DF) promove evento no Cine Brasília, na manhã de segunda-feira, com exibição do filme Sob o Mesmo Céu, apresentação de palestra e debate com estudantes sobre questões relacionadas com a AIDS.
Os casos de Aids no Brasil cresceram 11% entre 2005 e 2013, tendência contrária aos números globais, que apresentaram queda de 27,5%, de acordo com números do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids – Unaids, divulgados este ano. Além disso, 47% dos novos casos registrados na América Latina no ano passado surgiram no Brasil.
Segundo a secretária de relações internacionais da CNTE, Fátima Silva, a educação e a escola têm papel fundamental na formação dos jovens, com o compromisso amplo alertar e conscientizar sobre a sexualidade, para que o adolescente possa tomar decisões seguras: “Os últimos indicadores têm mostrado que a faixa etária dos jovens adolescentes que estão no ensino médio é a que tem mais adquirido o virus da Aids e os especialistas explicam o motivo: primeiro que acham que acontece comos outros, nunca com eles. Não começam a ter sexualidade saudável, com o uso da camisinha. E esse é um papel da escola, orientar, ensinar o jovem a se prevenir e também cuidar de si mesmo e do outro”.
Fátima lembra que esses jovens não viram o que foi o início da epidemia da Aids no mundo e, por isso, não se sentem tão ameaçados. Para a CNTE, a solução está em políticas públicas que envolvam a sociedade civil, em um compromisso com a vida e a defesa da vida. Segundo a ONU, até o ano de 2030, a Aids poderá deixar de ser uma ameaça à saúde pública se todos investirem em prevenção e tratamento.

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