Eleições 2022: manifesto reivindica o povo no centro do debate econômico

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Até a próxima quarta, 31/08, a Coalizão Direitos Valem mais recebe adesões ao seu manifesto, que marca sua posição sobre a política econômica atual e suas expectativas para uma nova gestão do Executivo Federal e das prioridades para os novos mandatos legislativos. Na visão das integrantes da Coalizão, as decisões sobre a economia devem atender as demandas das pessoas negras, indígenas, periféricas e do campo e buscar um caminho para a superação da crise atual que não prejudique ainda mais a vida dessa população.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) faz parte da Coalizão e assina esse manifesto. Estão convidadas a assinar o Manifesto organizações, movimentos, entidades e pessoas que lerem o manifesto e desejarem apoiar a iniciativa. As assinaturas podem ser feitas pelo formulário bit.ly/formulario_manifesto_dvm.

>> CLIQUE AQUI PARA LER O MANIFESTO NA ÍNTEGRA

A Coalizão Direitos Valem Mais vem convocar as candidaturas presidenciáveis e aos demais cargos dos poderes Executivo e Legislativo nas eleições de 2022 a se posicionarem por uma mudança radical na política econômica brasileira a favor efetivamente do cumprimento da Constituição Federal, do enfrentamento das nossas profundas desigualdades, da preservação ambiental e da promoção dos direitos humanos e dos direitos da natureza. É necessário dar um basta: a política econômica não pode seguir a serviço da mercantilização
da vida e dos bens comuns e da concentração de renda nas mãos de poucos!

Criada em 2018, a Coalizão Direitos Valem Mais é um esforço intersetorial comprometido com a democratização da economia e crítico às drásticas políticas de ajuste fiscal, adotadas pelo governo brasileiro nos últimos anos, que tanto destruíram a capacidade do Estado de proteger a população, de combater a miséria crescente e de efetivar políticas
públicas garantidoras de direitos. A CNTE faz parte da coalizão, que reúne mais de 200 associações, movimentos sociais e consórcios de gestores públicos; organizações, fóruns, redes, plataformas da sociedade civil; conselhos nacionais de direitos; entidades sindicais; associações de juristas e economistas e instituições de pesquisa acadêmica.

Em uma perspectiva propositiva, que parte da compreensão que o gasto público social e ambiental é também o caminho para dinamizar uma economia em profunda crise, apresentamos uma agenda comprometida com a reconstrução do país que inverta as prioridades da economia, que explicite as escolhas políticas que lhe dão base e coloque a política econômica a serviço da superação da fome, do desemprego, da barbárie, das iniquidades, da destruição ambiental, da subalternidade internacional em que o país se encontra. Uma economia que esteja em prol das políticas de cuidado com a vida e com a concretização de um projeto de sociedade comprometido radicalmente como a justiça social, racial, de gênero e ambiental, com o bem viver da população e com a transição ecológica em um contexto de mudanças climáticas aceleradas.

1 – Melhoria das condições de vida das mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas e do campo como prioridade e indicador de sucesso da política econômica 
2 – Piso emergencial para as políticas sociais visando o enfrentamento da grave crise humanitária 
3 – Fim do Teto de Gastos (Emenda Constitucional 95/2016), como previsto nas Propostas de Emenda Constitucional 54/2019 e 36/2020 
4 – Estabelecimento de um novo regime fiscal sustentável e orientado para os direitos humanos e direitos da natureza 
5 – Reforma da Lei de Responsabilidade Fiscal na perspectiva de uma nova Lei de Responsabilidade Social e Ambiental 
6 – Fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) e cumprimento integral das vinculações constitucionais para as políticas de educação e saúde
7 – Eliminação do Orçamento Secreto e reconstrução do Orçamento Público com instrumento prioritário para a garantia dos direitos constitucionais da população, enfrentamento das desigualdades e preservação ambiental
8 – Reforma tributária progressiva, com justiça fiscal, com o combate efetivo à sonegação e à elisão fiscal e a transparência e controle social das isenções fiscais. Revogação das reformas trabalhista, previdenciária, da nova lei da terceirização e da lei complementar 194/2022, que reduz e desorganiza a arrecadação do ICMS
9 – Fortalecimento e aprimoramento do Pacto Federativo na perspectiva solidária, coordenada e com correção das injustiças federativas, com a retomada de instâncias de  desenvolvimento regional
10 – Retomada e fortalecimento dos instrumentos de planejamento público de curto, médio e longo prazo
11 – Obrigatoriedade da avaliação prévia do impacto e dos riscos sociais e ambientais à apresentação de propostas orçamentárias e à implementação de medidas econômicas, com base na produção de informações orientadas para o monitoramento das desigualdades e da destruição ambiental
12 – Redução dos gastos militares: desmilitarização do estado, dos territórios populares e da vida e mais investimento em políticas de proteção e garantia da vida
13 – Combate à alta geral de preços e seus impactos na vida da população, com base em uma política monetária e de controle inflacionário, conduzida por um Banco Central comprometido com a promoção dos direitos humanos
14 – Democratizar a composição da gestão econômica: servidores públicos com a cara do povo
15 – Retomada da transparência e da participação social, com investimento em programas de democratização do debate econômico com base na educação popular

>> VEJA NO MANIFESTO A DEFESA DE CADA UM DESSES ITENS

Fonte: CNTE

CNTE reforça pressão sobre parlamentares para a derrubada dos vetos de Bolsonaro que retiram recursos da educação

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 Foto: Gervásio Baptista/Agência Brasil

O Congresso Nacional está para votar a qualquer momento os vetos de Jair Bolsonaro à Lei que reduziu o ICMS sobre combustíveis (Lei Complementar 194, de junho deste ano), que atingem artigos da Lei que determinava a União a compensar os estados e municípios pela perda de arrecadação, para que os gastos mínimos constitucionais em educação e saúde, assim como do Fundeb, tivessem as mesmas disponibilidades financeiras existentes antes da sanção da Lei.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) alerta as entidades e federações filiadas para reforçarem a pressão sobre os parlamentares, nas ruas e nas redes, para defender o orçamento da educação deste ataque – estados e municípios também estão cobrando o Congresso para derrubar os vetos de Bolsonaro.

Há uma estimativa de que a educação e a saúde podem perder mais de R $18 bilhões com a limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias ou Serviços (ICMS), usada pelo governo como medida para baixar os preços dos combustíveis e da energia, entre outras áreas, segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz).

A situação já era dramática, como mostra o cálculo feito pela Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca). Ainda antes da aprovação do projeto do ICMS, a associação estimava em R$ 21 bilhões as perdas para a área. Só no Fundeb, o potencial de perda é de R$ 17 bilhões.

“É uma medida eleitoreira”, como já afirmou a CNTE em junho, em relação à retirada dos recursos da educação para diminuir imposto da gasolina. Para o presidente interino da entidade, Roberto Leão, Bolsonaro vetou a compensação da União para estados e municípios porque nunca teve a saúde e muito menos a educação como prioridades.

“O Fundeb praticamente financia a educação no país e tem, com esta medida, o seu orçamento ameaçado, porque 60% do ICMS vai para o fundo. Este veto mostra a falta de compromisso com a educação pública do país e nenhum interesse em melhorar o bem estar da comunidade escolar”, afirmou.

Para Iêda Leal, secretária de combate ao racismo da CNTE, é necessário alertar que até os salários dos (as) trabalhadores (as) da educação estão em risco.

“Nós iremos sangrar até a morte porque a educação não terá condições de sobreviver […]. Corremos o risco de calote nos salários e temos que mostrar para o país, prefeitos e governadores, que ao reduzir o ICMS eles vão esmagar a saúde, a educação e outras políticas”, reiterou a dirigente em uma outra reportagem da CNTE.

Como pressionar

A CNTE promove uma campanha no site “Na Pressão”, da CUT, que pode ser usado para pressionar de forma virtual os/as parlamentares. Mas o presidente da entidade, Roberto Leão, lembra que agora é o momento de pressionar também os congressistas em suas bases eleitorais. 

“Podemos aproveitar o momento da eleição e ir cara a cara com estes parlamentares para dizer que nós trabalhadores e trabalhadoras da educação elegemos a defesa da educação pública e de qualidade como prioridade nesta eleição. Precisamos pressionar estes parlamentares perto da base que podem votar nele e dizer que quem vota contra a educação, não volta para o Congresso Nacional”, ressaltou.

Merenda escolar corre risco

Quando se trata de bem estar social da comunidade escolar e da população em geral, o presidente da CNTE alertou que a entidade também tem outro veto para derrubar, desta vez em relação à merenda escolar.

Bolsonaro vetou, na última semana, uma emenda parlamentar à Lei de Diretrizes Orçamentárias que prevê o reajuste de 34% ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE, dizendo ser “contrária ao interesse público”.

“Estranha esta justificativa de Bolsonaro, não reajusta o dinheiro da merenda, distribui recursos para parlamentares de orçamento secreto enquanto mais de 33 milhões de pessoas estão passando fome? A gente sabe que muitas vezes a merenda é a única refeição de um aluno no dia e também estamos cientes que a criança ou o adolescente se desenvolve melhor quando se alimenta”, afirmou Leão, que voltou a dizer: “A educação pública não tem vez com ele”.

Segundo Leão, o valor per capita com o reajuste já seria irrisório e isso só mostra o descaso de Bolsonaro com a educação. Para o presidente interino da CNTE, não dá para continuar assim: “O valor do reajuste per capita não pagaria um pãozinho, isso quer dizer que tiramos um pãozinho de cada criança/jovem deste país. Isso é reduzir a qualidade e quantidade da alimentação na comunidade escolar. Não podemos permitir que aconteça mais esta tragédia. Vamos pressionar os parlamentares nas redes e nas ruas!”.

Observatório da Alimentação Escolar divulgou uma nota lamentando profundamente o veto da LDO, que prevê o reajuste dos valores per capita do PNAE pela inflação (IPCA), que não acontecia desde 2017. “Denunciamos, mais uma vez, o descaso do atual governo com o direito humano à alimentação e à nutrição adequadas”.

O Observatório lembra que a aprovação do reajuste do PNAE pelo Congresso Nacional foi resultado de forte pressão da sociedade civil, e do compromisso de parlamentares de diferentes partidos, mobilizados em função da perda do poder de compra do PNAE, diante da crescente inflação dos alimentos.

Saiba mais

>> Bolsonaro veta reajuste para merenda escolar, apesar da fome atingir mais crianças

>> Bolsonaro veta reajuste ao PNAE e torna-se inimigo da alimentação escolar

Bolsonaro veta reajuste ao PNAE e torna-se inimigo da alimentação escolar

Fonte: CNTE

Pesquisa sobre a adesão da população às agendas ultraconservadoras na educação será apresentada na próxima quarta (24)

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Como a população percebe as ofensivas ultraconservadoras na educação como a censura à igualdade de gênero, educação sexual e a outros temas considerados políticos, a militarização de escolas, a educação domiciliar, o enfrentamento ao racismo? Quais deveriam ser as prioridades para a política educacional?

A pesquisa Educação, Valores e Direitos buscou responder a essas questões, identificando desafios e contradições e trazendo resultados que fortalecem a defesa de uma educação democrática, de qualidade, que enfrente nossas imensas desigualdades – questão central para o processo eleitoral deste ano.

Para aprofundar o entendimento e refletir sobre o significado desses resultados na perspectiva das periferias, a Ação Educativa e o Cenpec, em aliança com um reconhecido grupo de parceiros, realizarão no dia 24/8, das 16h às 18h, uma coletiva de imprensa e apresentação pública. O evento remoto contará como debatedoras com a jornalista Jessica Moreira, do Nós, Mulheres da Periferia, e a professora Jacqueline Teixeira (UnB), especialista sobre questões de gênero e raça no universo evangélico.

Parceiros: ANPED, ANPAE, ANTRA, ANAJUDH, CNTE, Cidade-Escola Aprendiz, Cladem, Conectas, Geledés, Movimento dos Professores contra o Escola sem Partido, Observatório Sexualidade e Política/ABIA, Observatório da Laicidade na Educação, Rede de Ativistas pela Educação do Fundo Malala, Rede Escola Pública e Universidade e Centro de Formação Educação Popular e Direitos Humanos da Ação Educativa.

SERVIÇO

– Eleições 2022: QUAL A ADESÃO DA POPULAÇÃO ÀS AGENDAS ULTRACONSERVADORAS NA EDUCAÇÃO? Diálogos sobre a Pesquisa Educação, Valores e Direitos
– Dia 24/8, das 16h às 18h
– Transmissão pública pelos canais Youtube do Cenpec e Facebook da Ação Educativa, do Gênero e Educação e dos parceiros
– Jornalistas que desejarem participar da sala de imprensa, devem se inscrever pelo link: https://bit.ly/ColetivaImprensaEVD

 

 
Fonte: CNTE
 

 

 

 

Plenária Mundial da Educação vai defender memória de Paulo Freire, o patrono da educação no Brasil

Paulo Freire CNTE

Falta menos de um mês para a Plenária Popular Mundial da Educação acontecer em Pernambuco, palco da continuação da celebração do centenário do nascimento de Paulo Freire.

O encontro mundial das trabalhadoras e trabalhadores da educação será na Universidade Federal do Estado (UFPE), no dia 19 de setembro, a partir das 9h. A atividade faz parte da Celebração do Centenário de Paulo Freire, que acontece em Recife de 17 a 20 de setembro e vai defender a memória do patrono da educação no Brasil. Em 2021, Paulo Freire faria 100 anos.

Convocada pela Internacional da Educação para América Latina (IEAL) e pela Rede Latino-Americana de Estudos sobre o Trabalho Docente (RED ESTRADO), na celebração do Centenário de Paulo Freire terá Encontro Rede de Mulheres Trabalhadoras da Educação da América Latina e o Movimento Pedagógico Latino-Americano – MPLA.

Confira a programação completa clicando aqui.

No dia 19, terá apresentação Cultural, debate sobre o legado de Paulo Freire na Educação Mundial com a presença de trabalhadores e trabalhadoras da África, Europa e América Latina. Nita Freire, Eleite Santiago e Sérgio Haddad vão falar sobre o legado de Paulo Freire na Educação brasileira. A atividade será encerrada com uma caminhada até a escultura de Paulo Freire, dentro da universidade, na Av. dos Funcionários.

Para a professora Fátima Silva, Secretária Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e Vice-Presidenta da IEAL, o encontro fortalece a educação pública porque une mundialmente a categoria comprometida com o tema e traz para o centro o legado do patrono da educação brasileira.

“Iremos nos unir mais uma vez com educadores e educadoras de todos os continentes, comprometidos com a Educação Pública e em reviver todo legado de Paulo Freire”, ressaltou.

Segundo a Secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda Cristina de Oliveira Andrade, a Plenária Mundial da Educação será um momento ímpar para educação brasileira e a educação mundial porque terá representação de todas as nações e exigirá de todos os povos reflexões profundas acerca da soberania de cada povo.

“É certo que para garantir essa soberania será necessário um robusto e humano projeto educacional que garanta aprendizagens dos estudantes, no sentido de assegurar o desenvolvimento de cada povo com garantia de todos os direitos humanos e sociais. Como educadores que somos, temos muita força para resistir, lutar e esperançar por um futuro melhor juntos”, destacou Guelda, que complementou: “É fundamental que as nações tenham Chefes de Estado comprometidos com as infâncias, e adolescências, as juventudes, as mulheres, meio ambiente e com a educação pública e gratuita para todas e todos”.

No dia 18 de setembro tem ato Político e Cultural e Show com Chico César, Lia de Itamaracá, Silvério Pessoa e Grupo Y Somos Todas (Costa Rica) na Praia do Pina, Recife-PE.

Confira a programação completa clicando aqui.

*Mais informações em breve

Fonte: CNTE

Carta Aberta de Orientação ao Voto Pela Educação: Diretrizes para a ampliação e consolidação da Bancada da Educação

FNPE

 O Fórum Nacional Popular de Educação recomenda aos/as eleitores/as a socialização desta carta Aberta com os seus candidatos/as solicitando a incorporação, nos respectivos programas. dos compromissos com a defesa da retomada do Estado Democrático e com a efetiva democratização da educação, em todas as esferas de governo. Esta deliberação do FNPE, ocorreu na Etapa Nacional da Conferência Nacional Popular de Educação de 2022 (Conape), acumulando debates oriundos de todo o país, que ratificou o Documento Final intitulado “Reconstruir o País: a retomada do Estado democrático de direito e a defesa da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as/es”, além da Carta de Natal.

Confira a Carta completa clicando aqui.

Fonte: CNTE

Teto de gastos inibe investimentos para recuperar educação, aponta audiência pública no Senado

Foto Agência Senado

Foto: Agência Senado

Recuperar a infraestrutura educacional no cenário pós-pandêmico se mostrou uma grande dificuldade no Brasil, devido aos poucos recursos orçamentários disponíveis. Essa foi a conclusão de audiência pública feita nesta segunda-feira (15) pela subcomissão temporária da Comissão de Educação (CE) que debate as ações que o país deve tomar visando à melhoria do ensino, especialmente após a pandemia de covid-19, que agravou os problemas do setor.

Para Daniel Cara, professor da Universidade de São Paulo (USP) e dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o Brasil precisa revogar a Emenda 95, que determinou um teto de gastos na gestão pública da União. A posição foi motivada pela manifestação de Talita Dal’Bosco, coordenadora de Infraestrutura Educacional do Fundo Nacional pelo Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação.

A coordenadora admitiu que os recursos do FNDE voltados à recuperação ou manutenção da infraestrutura educacional “estão em patamares muito baixos”. Para Daniel Cara, a revogação do teto de gastos é uma condição para que esses e outros investimentos possam ser retomados.

Leia a notícia completa clicando aqui.

CNTE na luta

A CNTE luta pela revogação da Emenda Constitucional (EC) 95/2016 e ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2017. A Emenda congela os recursos para a educação e a saúde, se mostrando uma medida cruel e um retrocesso para a população brasileira. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: Agência Senado (15/08/2022)

Fonte: CNTE

Em defesa da escola pública, não eleja parlamentares que votaram contra a educação

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Começa oficialmente a campanha eleitoral 2022 nesta terça-feira (16) e é também neste dia que a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) volta a divulgar o site politicoscontraaeducacao.com.br para que a população saiba quem são os (as) parlamentares que votaram contra a educação durante o último período e não os (as) elejam em nome da defesa da educação pública de qualidade.

Ao entrar no site, você já consegue ver a cara dos (as) parlamentares e também os principais temas em que votaram contra a educação pública. Além disso é possível fazer uma busca refinada pelo nome ou estado. Pronto, você vai conhecer os inimigos da Educação.

A CNTE e seus sindicatos filiados lutam em defesa da escola pública e de seus profissionais. A entidade, no “Jornal Mural – Vamos eleger a Educação Pública como Prioridade”, diz se inspirar em Paulo Freire, patrono da educação brasileira.

“Façamos das eleições 2022 um espaço de conquistas e de escolhas de representantes comprometidos com a Escola Pública, Gratuita, Democrática, Emancipadora, Popular, Laica, de Qualidade Social e para Todos/as! Antes de votar é importante conhecer os (as) candidatos (as) e saber se eles (as) são defensores da escola que queremos”, ressalta o presidente da CNTE, Roberto Leão.

Atual realidade

Não são apenas os inimigos da educação em que temos que ficar de olho – precisamos ficar atentos aos que estão envolvidos negativamente em outras pautas da classe trabalhadora.

Quase metade (49,6%) dos deputados e senadores votaram contra as propostas de interesse da sociedade e dos trabalhadores e trabalhadoras, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).

No  “Quem foi Quem no Congresso Nacional” é fácil analisar os parlamentares e é possível saber como cada deputado e senador votou nas propostas de interesse da sociedade, especialmente do trabalhador.

Serviço

Saiba mais sobre o levantamento do Diap

Parlamentares que votaram contra o (a) trabalhador (a)

Fonte: CNTE

Campanha ‘Tributar os super-ricos’ promove debates sobre justiça tributária e trabalhadores

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 A “Campanha Tributar os Super-ricos” vai realizar nesta quarta (17) dois debates com transmissão ao vivo a partir das 19h. A primeira LIVE vai abordar o tema “Sistema fiscal para um país com justiça tributária” e vai trazer as principais propostas para contribuir com os debates políticos no período eleitoral de 2022. A segunda LIVE, que começará a partir das 20h, vai tratar do tema “Tributar os Super-ricos e a Elevação Artificial do IRPF sobre os trabalhadores”. Os debates serão transmitidos pelas páginas do Instituto Justiça Fiscal (IJF) no Youtube e Facebook, no perfil da página da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) no Facebook e em páginas de parceiros da Campanha. 

Na primeira LIVE, o IJF vai lançar um documento com propostas de sistema fiscal para um país com justiça tributária. O evento terá a participação: João Pedro Stédile, economista, integrante do MST e mediação: Marcelo Lettieri Siqueira, Conselho do IJF. 

A partir das 20h será transmitida a segunda LIVE da série “Que os super-ricos paguem a conta!”, que vai abordar os efeitos do congelamento da tabela do Imposto de Renda sobre os trabalhadores. Os convidados Juvândia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e Isac Moreno Falcão, presidente do Sindifisco Nacional, vão falar sobre o tema, que terá a medição de Walcir Previtale, bancário, responsável pela Secretaria de Estudos Sócio Econômicos da Contraf e coordenação da “Campanha Tributar os Super-ricos”.

Mudar para promover igualdade

“Este documento aponta alguns elementos para estruturar políticas fiscais e criar condições para a retomada da construção do Estado social previsto na Constituição Federal, de 1988, processo interrompido com a aprovação da Emenda Constitucional 95, em 2016, (Emenda do teto de gastos)”, adianta o presidente do IJF, o auditor fiscal Dão Real Pereira dos Santos.

Elevar a tributação sobre as altas rendas e as grandes riquezas, e reduzir os tributos sobre a renda dos trabalhadores e das pequenas empresas são uma síntese das proposições do IJF. Neste sentido, são reafirmadas as medidas que embasam a Campanha Tributar os Super-Ricos, acrescidas de outras iniciativas de natureza estruturante para o sistema tributário.

O documento propõe ainda uma série de sugestões em relação às políticas de investimentos sociais para melhorar a qualidade de vida da população e, ao mesmo tempo, favorecer o desenvolvimento social e econômico do país. Revogar a Emenda Constitucional 95, de 2016, para fortalecer o papel do Estado na promoção dos direitos sociais e de melhores condições para o desenvolvimento sustentável.

Com informações da Campanha Tributar os Super-ricos.

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Fonte: CNTE
 
 

 

 

 

Bolsonaro veta reajuste para merenda escolar, apesar da fome atingir mais crianças

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Foto: Emerson Ferraz/Prefeitura de Sorocaba (SP)

Ao contrário do que diz, o presidente Jair Bolsonaro (PL) não está preocupado com os mais pobres e, sim, em se reeleger. Foi para sair do segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto que ele aumentou temporariamente, só até dezembro, o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e faz propaganda disso como se isso fosse a solução para a fome e a miséria que assola o país. Se realmente estivesse preocupado com os mais pobres não teria vetado o reajuste dos recursos que são repassados a estados e municípios para a alimentação escolar, que o Congresso Nacional havia aprovado.

 

A “economia” que o governo deve fazer com este veto, considerado desumano por educadores, é menor do que R$ 2 bilhões, muito abaixo do que foi destinado às emendas do orçamento secreto, de R$ 19 bilhões, que parlamentares da base aliada de Bolsonaro poderão gastar sem que a sociedade saiba onde foi “investido”.

Como a alimentação escolar está sem reajuste desde 2017 (governo Michel Temer – MDB), e o valor repassado neste ano foi de R$ 3,96 bilhões, o máximo que o governo investiria daria uma diferença de 1,58 bilhões a mais, já que o acréscimo orçamentário para a alimentação iria variar entre 34% e 40%. Atualmente, o governo federal envia R$ 0,36 para cada criança do ensino fundamental e R$ 0,53 por aluno da pré-escola. O restante do valor da merenda é pago pelos estados e municípios.

“A União gasta menos do que vale um pãozinho em qualquer padaria do país para cada uma das 35 milhões de crianças atendidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar [Pnae], em instituições públicas no Brasil”, diz o presidente interino da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), professor Roberto Franklin de Leão.

O veto de Bolsonaro à alimentação escolar se torna ainda mais cruel diante da crise econômica que empurrou 33 milhões de pessoas para as estatísticas dos que passam fome. Em dois anos, dobrou o número de domicílios com crianças menores de 10 anos que não têm o que comer. Neste ano, o índice subiu para 18,1% enquanto há dois anos (2020) era de 9,4%.

A faxineira Francisca Tânia da Silva, 49 anos, viúva, mãe de uma criança de 11 anos, que precisa da merenda na escola para se alimentar, é uma das vítimas da política contra as pessoas mais pobres de Bolsonaro. Apesar de ter estudos e ter como profissão técnica em administração, a moradora do bairro da Cidade da Esperança, zona oeste de Natal (RN), sente na pele a dificuldade de sobreviver com o pouco dinheiro que ganha vindo dos bicos de faxina durante a semana, enquanto aguarda a resposta do governo se receberá ou não o Auxílio Brasil.

“Antes eu até trabalhava, tinha um salário mínimo que dava pra me virar, mas de uns anos para cá, tive que mudar de profissão e fazer faxina para poder sobreviver”, conta Tânia.

Com três faxinas fixas por semana, cada uma a R$ 60, Tânia ganha em média R$ 720 por mês, e por isso, lamenta a dificuldade em pagar o aluguel de uma casa de apenas quatro cômodos, no valor de R$ 500 e da escassez de comida em sua geladeira para se alimentar com o filho. A alta dos preços dos alimentos atingiu em cheio a pequena família.

“No dia que ele não tem aula quem me socorre são as minhas vizinhas”, diz ao se referir ao filho Gabriel de 11 anos, estudante da Escola Estadual Joaquim Torres, onde entra às 7h e saí às 16h.

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Foto: Concita Alves/CUT-RN

>> Leia mais: Inflação dos alimentos atinge 14,72% em 12 meses e pesa no bolso dos mais pobres

Merendeira há 14 anos, trabalhando em escolas estaduais no município de Itaquaquecetuba (SP), Simone Xavier de Jesus, diz perceber nitidamente o aumento no consumo de merenda por parte dos alunos. A escola que atende 1.800 alunos oferece uma refeição a cada três períodos: manhã, tarde e noite

“A gente percebe nitidamente uma carência nutricional, pois eles pedem para encher o prato, dando a entender que é a única refeição que fazem durante todo o dia. Mesmo os alunos que estudam pela manhã, comem muito bem arroz, feijão e a mistura que oferecemos às nove e meia da manhã. O ritmo de consumo de alimentos é o mesmo para os alunos do período da tarde e os da noite”, afirma Simone.

CNTE critica “motivos” do veto

Nas razões ao veto, Bolsonaro afirmou que o reajuste “contraria o interesse público” porque causaria “um aumento na rigidez orçamentária”, tirando do governo federal a flexibilidade para alocar recursos. Justificou ainda que iria “onerar” os demais orçamentos do Ministério da Educação e dos demais órgão da União.

Para o presidente interino da CNTE, a atitude de Bolsonaro é de quem sabe o que está fazendo, que é condenar o futuro das crianças.

“Bolsonaro sabe que alimentar uma criança nunca seria contrariar o interesse público. Ele sabe o que está condenando o futuro do país, porque a alimentação é essencial para o desenvolvimento das crianças e Bolsonaro quer deixar o país na ignorância, assim como vem desde o início do seu mandato atacando a educação, retirando verbas de universidades e institutos federais”, critica.

“Bolsonaro quer o povo na ignorância e ele sabe o que está fazendo, mas esquece que se crianças não votam, seus pais votam” – diz Roberto Franklin de Leão.

O professor lembra que crianças, especialmente as da pré-escola precisam de uma melhor alimentação que inclua frutas, verduras e carnes para se desenvolverem, mas, infelizmente, a necessidade das famílias pobres vai além disso, e muitas crianças levam seus irmãos, mesmo que não estudem na mesma escola, para se alimentar com a merenda oferecida pelo estabelecimento de ensino.

“Uma criança deveria se preocupar somente em se relacionar, aprender e se desenvolver numa escola, mas a realidade é que lá é o único local em que elas têm comida”, diz o professor Leão.

Bolsonaro ataca o desenvolvimento das crianças e a agricultura familiar

Uma das preocupações do presidente interino da CNTE é com a possibilidade da queda da qualidade e da quantidade de merenda oferecida para as crianças, pois muitos municípios pobres não têm de onde retirar o dinheiro para pagar os constantes aumentos nos preços dos alimentos.

“Bolsonaro ataca duplamente, além de prejudicar o desenvolvimento físico de milhares de crianças, ele ataca os agricultores familiares pois os municípios compram deles os produtos oferecidos na merenda escolar. Não é o agronegócio que põe alimentos na mesa dos brasileiros, são os agricultores familiares os responsáveis por 70% do que comemos”, afirma Leão.

“É um crime contra a infância, a juventude e futuro do país. O projeto de Bolsonaro é deixar o Brasil uma terra arrasada. Ele só quer educação com projeto militar para doutrinar os jovens à sua maneira. Sinceramente espero que o Congresso derrube este veto”, conclui o professor Leão.

O aumento do valor foi aprovado pelo Congresso Nacional e incluído na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O veto de Bolsonaro só poderá ser derrubado por maioria absoluta dos deputados e senadores. Não há ainda previsão para a votação, que pode acontecer antes ou depois das eleições presidenciais, em outubro.

(CUT Brasil, Rosely Rocha e Concita Alves, com edição de Marize Muniz, 15/08/2022)

Fonte: CNTE

Acesse o documento final da Conape 2022 – Para esperançar

2022 08 15 documento final conape

O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) divulga nesta segunda (15) o documento final da Conferência Nacional Popular da Educação (CONAPE) 2022 – Conape da Esperança. Realizado em Natal (RN) de 15 a 17 de julho, o evento definiu como compromisso reconstruir o país: retomar o Estado democrático de direito e a defesa da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva, e de qualidade social para todas e todos.

>> CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O DOCUMENTO FINAL

O Documento Final da Conape 2022 foi aprovado em 17 de julho de 2022, em Natal, Rio Grande do Norte e é base para as mobilizações e proposições no campo das políticas educacionais democráticas em prol da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as/es.

O FNPE, visando o fortalecimento e a articulação de mecanismos e de instâncias plurais de diálogo e a atuação conjunta entre a sociedade civil e a sociedade política, se consolidou como espaço estratégico em defesa do Estado democrático de direito e de contraposição aos inúmeros retrocessos intensificados no governo Bolsonaro. Hoje, o FNPE reúne mais de 45 entidades e se configura como importante território de debate, resistência democrática e defesa de um projeto popular de nação em que a educação seja exercício de democracia e compromisso com a soberania.

>> LEIA TAMBÉM A CARTA DE NATAL

Fonte: CNTE

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