Manifesto Dia Nacional da Saúde: em defesa da vida, do SUS e da democracia

2021 08 04 dia nacional da saúde

O Brasil vive há mais de um ano uma grave crise – sanitária, econômica, social, ambiental e política – exigindo de toda sociedade, especialmente de governantes e representantes do povo, a busca do exercício pleno de cidadania e das liberdades democráticas, diante da violenta emergência humanitária. Em um contexto de afronta à dignidade humana, no qual a proteção social da população não foi garantida, em que se morre de fome ou de covid-19, a sociedade civil organizada é quem tem canalizado as ações populares de solidariedade:
quem tem fome, tem pressa.

O País ainda é hoje o epicentro da pandemia da COVID-19 na América Latina, já caracterizada como sindemia. Apesar da tendência de queda, ainda temos uma alta taxa de transmissão da doença, o terceiro maior número de casos no mundo e a maior taxa diária de mortes, mesmo sem considerar a subnotificação. Além disso, alertam-se os riscos da variante Delta já em circulação no país, comprovadamente mais transmissível e potencialmente mais grave. Destacamos os impactos da vacinação na diminuição de casos e mortes, no entanto, não podemos naturalizar essa estabilização e/ou queda com os altos números ainda apresentados. Vivemos uma situação de gravíssima emergência de saúde pública, com milhões de pessoas infectadas e a lamentável perda de centenas de milhares de vidas.

É imprescindível e urgente ampliar a aquisição das vacinas, fortalecer as campanhas de vacinação, além das demais medidas não-farmacológicas: uso de máscaras, restrição de circulação e mobilidade, oferecendo as condições concretas para dar à população o direito ao exercício do isolamento/distanciamento social, garantindo sua proteção e segurança, com auxílio emergencial digno. O Ministério da Saúde não tem investido na necessária testagem em massa da população como medida de vigilância e detecção de casos e contactantes.

Diante disso, nesse 05 de agosto, Dia Nacional de Saúde, convocamos as entidades que compõem a Frente pela Vida e todos os setores da sociedade brasileira à DEFESA DA VIDA, DO SUS E DA DEMOCRACIA, e reafirmamos nossos pilares:

– O direito à vida é o bem mais relevante e inalienável da pessoa humana, sem distinção de qualquer natureza;
– As medidas de prevenção e controle no enfrentamento da pandemia da COVID-19 devem ser estabelecidas com base científica e rigorosamente seguidas a partir de planejamento articulado entre os governos federal, estadual e municipal;
– O Sistema Único de Saúde – SUS é instrumento essencial para preservar vidas garantindo – mesmo desfinanciado – o acesso universal e integral à saúde com equidade;
– A revogação da Emenda Constitucional 95 é urgente e deve ser imediata, além da disponibilização de mais recursos para o SUS e todas as políticas sociais: saúde é o direito a ter direitos;
– A solidariedade, em especial para com os grupos mais vulnerabilizados da população, é um princípio primordial para uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna;
– É imprescindível para a vida no Planeta a preservação do meio ambiente e da biodiversidade, garantindo a todos uma vida ecologicamente equilibrada e sustentável;
– A democracia e o respeito à Constituição são fundamentais para assegurar os direitos individuais e sociais, bem como para proporcionar condições dignas de vida para todas e todos brasileiras e brasileiros.

05 de agosto de 2021
DIA NACIONAL DE SAÚDE: EM DEFESA DA VIDA, DO SUS E DA DEMOCRACIA!
FRENTE PELA VIDA

Fonte: CNTE

Participe do tuitaço para barrar o Projeto de Lei que obriga o retorno às aulas presenciais em todo país

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A pretexto de tornar a educação uma atividade essencial, o Projeto de Lei 5.595/2020 quer obrigar o retorno às aulas presenciais durante a pandemia de COVID-19 sem oferecer nenhuma segurança para a população. A matéria foi aprovada na Câmara dos Deputados em abril deste ano e está prevista pra ser votada nesta quinta (5) no Senado. Para pressionar senadores e barrar esse projeto de lei, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) promove o tuitaço com a hastag #EssencialÉAVida nesta quinta às 9h.

Apesar da tendência de queda, o Brasil ainda tem uma alta taxa de transmissão da Covid-19. O governo Bolsonaro não investiu na educação pública e nem garantiu, até o momento, condições seguras de retorno às aulas presenciais – pelo contrário, vem cortando verbas da educação, deixando as escolas sem infra-estrutura adequada. Além disso, diversos estudos mostram que os protocolos sanitários adotados na maior parte das escolas apresentam deficiências que podem agravar a pandemia de Covid-19. A CNTE mantérm a campanha “Retorno às aulas presenciais somente com condições sanitárias” para cobrar das autoridades as medidas para um retono seguro e alertar a população sobre os perigos de um retorno sem segurança sanitária.

Tuitaço #EssencialÉAVida nesta quinta (5/08) às 9h
Para participar dessa mobilização na rede social Twitter basta publicar mensagens contra o PL 5.595/2020 e usar a hashtag #EssencialÉAVida nesta quinta (5) no horário combinado, a partir das 9h.

– Sugestões de tuites: https://bit.ly/tuites_essencial_vida
– Imagens: https://bit.ly/imagens_essencial_vida
– Cards de senadores por estado: https://bit.ly/essencial_vida_senadores

insta essencial e a vida chamado tuitaco

 

 
Fonte: CNTE

Frente Pela Vida realiza ato no Dia Nacional da Saúde em defesa do SUS e da democracia

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Diante de uma média diária de mortes por Covdi-19 ainda alta e das revelações que só agravam e escancaram a desatenção do Ministério da Saúde e do Governo Federal na condução da grave crise sanitária, a Frente Pela Vida convoca a toda sociedade brasileira a se juntar nesta quinta-feira, 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde, no ato Defesa da Vida, do SUS e da Democracia. Será às 10 horas, com transmissão pelo canal do You Tube do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), com retransmissão pela Abrasco, Conselho Nacional de Saúde (CNS) e demais entidades.

O ato quer denunciar a naturalização que tanto o governo como os meios de comunicação hegemônicos vêm tratando a estabilização e/ou queda do número de internações e mortes ainda em altos percentuais. O país ainda é hoje o epicentro da pandemia na América Latina, sendo o terceiro maior número de casos no mundo e a maior taxa diária de mortes, mesmo sem considerar a subnotificação.

Além disso, os riscos da variante Delta, comprovadamente mais transmissível e potencialmente mais grave, são menorizados por governantes, ávidos em já programar eventos públicos de grande aglomeração. As entidades destacam os impactos da vacinação na diminuição de casos e mortes. No entanto, não se pode ter uma postura irresponsável diante da gravíssima emergência de saúde pública, com milhões de pessoas infectadas e a lamentável perda de centenas de milhares de vidas.

O ato Defesa da Vida, do SUS e da Democracia reunirá diversas lideranças da área da saúde para um diálogo virtual e culminará na entrega do Manifesto na CPI da pandemia, no Senado Federal. O texto ressalta os posicionamentos centrais da Frente, como o reconhecimento do direito à vida como bem inalienável; estabelecimento de medidas de prevenção e controle à pandemia com base na ciência no planejamento articulado entre os governos federal, estadual e municipal; preservação dos princípios do SUS – acesso universal e integral à saúde com equidade -, com garantia do financiamento adequado e fim da Emenda Constitucional 95 (EC95); solidariedade, em especial para com os grupos mais vulnerabilizados da população; preservação do meio ambiente e da biodiversidade, e defesa intransigente da democracia e respeito à Constituição.

Após a entrega, as entidades irão reforçar o ato “Valorizar a Vida é Valorizar o SUS”, liderado pelo Fórum Nacional da Enfermagem, marcado para às 12 horas.

(Frente Pela Vida, 3/08/2021)

 

 
Fonte: CNTE

Volta às aulas presenciais este mês coloca professores e alunos em risco

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Foto: Wilson Dias/EBC

No dia em que escolas das redes públicas de quase todo o país voltam às aulas presenciais, pesquisa do Instituto Pólis mostra que, este ano, em relação a 2020, só a cidade de São Paulo registrou 297 óbitos em decorrência de complicações causadas pela Covid-19 entre profissionais da educação de 18 a 60 anos. A alta é de 130%.

Apesar desses dados e da disseminação veloz da variante Delta, que é muito mais contagiosa e letal do que outras cepas do novo coronavírus, no Brasil apenas 3 estados brasileiros não terão aulas presenciais nas redes de ensino estaduais em agosto.

Os governos do Acre e da Paraíba planejam a retomada presencial das atividades escolares só em setembro, quando os professores já deverão ter recebido a segunda dose da vacina. E o governo de Roraima ainda não divulgou previsão de retorno das aulas presenciais.

Nos demais estados, os governadores sustentam que a volta das aulas presenciais é segura porque a vacinação dos profissionais de educação avançou e que os casos de Covid-19 estão em queda no país. Eles ignoram a variante Delta, que já matou mais de 250 pessoas no país e vem provocando preocupação em países domo Israel, Estanos Unidos e França, e também o fato de que muitos professores não estão completamente imunizados. Em São Paulo, por exemplo, vários tomarão a segunda dose apenas em setembro.

Sindicatos de professores do país reagiram duramente a decisão dos governadores e prefeitos de determinar a volta as aulas presenciais mesmo sem que todos estejam vacinados e sem que as escolas ofereçam condições de segurança para esse retorno.

Em Minas Gerais, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) realizou novo Conselho Geral com a categoria nesta quarta-feira (28) e deliberou pela realização de Greve Sanitária por tempo indeterminado a partir do dia 2 de agosto.

A greve é contra a falta de condições de segurança para se prevenir contra o novo coronavírus nas escolas da rede pública do estado.

No Paraná, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato ) os professores e as professoras decidiram suspender a Greve Pela Vida e permanecer em assembleia permanente. ontinuará se reunindo periodicamente para avaliar a convocação de Assembleia Estadual assim que necessário. A assembleia deliberou também a jornada de lutas do Sindicato para o mês de agosto e setembro, entre elas a realização, no dia 30 de agosto, de um Dia de Luto e Luta em defesa da educação pública do Paraná.

Em São Paulo, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) pubicou boletim dizendo que volta as aulas em agosto nem pensar. Não antes de todos serem vacinados. Tem professor que só tomará a egunda dose em setembro.

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), divulgou nota sobre estudo que mostra como o retorno as aulas presenciais pode se transformar em um risco, como o uso inadequado de máscaras, e as condições necessárias nas escolas para proteger professores e alunos, como boa ventilação e infraestrutura das escolas, raramente encontrado nas escolas do país.

Frente Pela Vida preparou um panfleto, a partir do Manifesto Saúde, Educação e Assistência Social, orientando a população a observar os aspectos mais importantes para o retorno: monitoramento da situação geral e local da pandemia, garantias estruturais e sanitárias e de participação coletiva nas ações.

O material informativo aponta aspectos a serem cobrados às autoridades responsáveis como garantias mínimas para retorno de atividades essenciais: um plano abrangente, pensando nas particularidades dos diferentes segmentos e faixas etárias, ações intersetoriais entre as equipes de educação, saúde e assistência social, aumento dos trabalhadores, gestão democrática e condições de acesso à tecnologia para aulas remotas e modelos híbridos.

Pesquisa do Instituto Pólis

A pesquisa do Instituto Pólis mostra também que das 756 mortes de profissionais de educação na capital paulista registradas desde o início da epidemia, em março do ano passado, 429 mortes (57%) ocorreram nos primeiros seis meses deste ano.

O total de mortes na faixa dos 18 a 60 anos corresponde a 39% de todas as mortes da categoria, segundo nota da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. De acordo com a nota, os números foram obtidos pelo Pólis por meio da Lei de Acesso à Informação junto à Secretaria Municipal de Saúde e ao Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe.

(CUT Brasil, 2/08/2021)

Fonte: CNTE

CNTE participa de audiência pública na Comissão da Reforma Administrativa que discute enquadramento de carreiras como típicas de Estado

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A secretária de finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Rosilene Corrêa, participou nesta terça (3) da audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de Reforma Administrativa (PEC 32/20). O debate teve como tema: “Carreiras típicas de Estado e regras para contratação de servidores por prazo indeterminado”. Pela proposta em análise, a estabilidade no serviço público ficará restrita a carreiras típicas de Estado, que serão definidas futuramente por uma lei complementar. Os profissionais das demais carreiras serão contratados por tempo indeterminado ou determinado.

“A gente precisa ter um cuidado para que algumas carreiras não fiquem com caráter de privilégio. Algumas continuarão com a sua estabilidade, com seus planos de carreira próprios, em detrimento de outras. Como isso vai ser tratado? Alguns podem perder direitos conquistados e outros não?”, questionou Rosilene Corrêa em relação ao ponto da Reforma Administrativa que pretende definir carreiras típicas de estado que teriam regras diferentes dos demais servidores, levando a uma desigualdade. Ela pontuou que podem existir excepcionalidades mas que é preciso ter regras únicas. 

A secretária de finanças da CNTE também reforçou que a PEC 32 atinge direitos de trabalhadores que não são privilegiados: “Nós da educação e saúde representamos mais de 50% do que é o serviço público no Brasil (…). Nós temos uma média salarial que talvez não chegue a R$ 3 mil reais. É uma farsa dizer que precisa moralizar o serviço público retirando direitos dos seus trabalhadores. Nós precisamos sim de uma reestruturação do serviço público com mais investimento para atender bem ao nosso público. Certamente o caminho para isso não é retirando direitos conquistados ou mudando a forma do ingresso no serviço público. Isso sim será desmoralizar, deixar de servir ao povo brasileiro como ele tem direito constitucional, isso sim será um retrocesso”.

Campanha contra a PEC 32
A CNTE vem atuando para derrubar a Reforma Administrativa do governo Bolsonaro (PEC 32/2020) por avaliar que ela só traz insegurança para os/as servidores/as além de abrir brechas para a corrupção e trazer inúmeros prejuízos para a população, que terá que pagar por serviços públicos que hoje são gratuitos. Para derrubar essa proposta, a Confederação promove diversas campanhas – veja a seguir como fazer parte dessa luta e pressionar parlamentares. 

SITE NA PRESSÃO
Oferece um panorama de quais deputados/as estão a favor da PEC 32, contra ou indeciso. Além disso, você pode escolher o deputado com quem deseja conversar e enviar mensagens por Whatsapp, e-mail ou por redes sociais. É uma ferramenta de pressão que vem trazendo muitos resultados positivos para a categoria, acesse agora e divulgue: 
Diga Não à Reforma Administrativa (napressao.org.br)

PORTAL CONTRA A PEC32
Acesse o site e veja o calendário de mobilizações conjuntas das centrais sindicais, movimentos sociais e organizações que se posicionam contra a Reforma Administrtiva. Além disso, é possível acompanhar LIVES e materiais para divulgação em redes sociais: Contra PEC32 – Diga não à Reforma Administrativa

CANCELA A REFORMA JÁ
É a campanha unificada de trabalhadores das três esferas do serviço público (municipal, estadual e federal) e inclui:  CNTE, Condsef/FenadsefConfetamFenasepe e CNTSS. A proposta é defender a rejeição completa da Reforma Administrativa em seu nascedouro, sem emendas ou substitutivos. Veja a seguir como baixar cards, vídeos e peças de divulgação para uso nas redes sociais. 

>> Para baixar a cartilha e entender os perigos da Reforma Administrativa acesse o link: https://bit.ly/entenda_a_pec32

>> Baixe os cards para redes sociais (Instagram/Facebook) sem logo (coloque a sua marca) com textos para divulgação: https://www.condsef.org.br/galeria/cancela-reforma

>> Baixe os cards para Instagram/Facebook com logo da CNTE e parceiros da campanha: https://bit.ly/cards_com_logo_cancela_reforma_ja

>> Acesse a arte para impressão de Outdoor: https://bit.ly/outdoor_cancela_reforma

>> Para receber informações sobre a campanha pelo whats app salve o número (61) 98357-4114 no celular e envie um Oi.

Sobre a comissão na Câmara dos Deputados
A Comissão da Reforma Administrativa foi instalada no dia 9 de junho. Ela é presidida pelo deputado Fernando Monteiro (PP-PE) e tem como relator o deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA). Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que a reforma deve entrar na pauta do Plenário até novembro.

>> Saiba mais sobre a tramitação de propostas de emenda à Constituição

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Fonte: CNTE

Baixe os materiais de divulgação da Campanha Cancela a Reforma Já!

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Enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso Nacional em setembro de 2020, a Reforma Administrativa (PEC 32/20) propõe, na prática, o fim do modelo de Estado brasileiro garantido pela Constituição de 88. Se aprovada, será o fim dos serviços públicos brasileiros. A ruptura com o Pacto Federativo abrirá caminho para a privatização completa de serviços essenciais como saúde, educação, segurança, infraestrutura, ciência e tecnologia entre outros.

A campanha “Cancela a Reforma Já!” chega para defender a rejeição completa da Reforma Administrativa em seu nascedouro, sem emendas ou substitutivos. Um debate de dimensões amplas como é o caso dessa reforma não deve ser considerado prioridade num cenário onde a pandemia exige a máxima atenção e é uma ameaça aos brasileiros. A campanha é uma iniciativa de 5 entidades que representam servidores das 3 esferas: CNTE, Condsef/FenadsefConfetamFenasepe e CNTSS.

A proposta de Bolsonaro/Guedes representa um retrocesso às conquistas do funcionalismo público e do próprio povo brasileiro. Ela tem como objetivo retirar mais recursos do setor público, acabar com a estabilidade dos trabalhadores e ocupar os cargos públicos com apadrinhados dos governos, promovendo a corrupção no setor. Com o fim da estabilidade, os servidores ficarão reféns dos chefes de plantão. Já o fim do concurso público impossibilitará a garantia de qualificação adequada do trabalhador do setor público. A extinção dos atuais planos de carreiras trará um prejuízo para os atuais e futuros servidores, além dos próprios aposentados.

Veja a seguir os materiais da campanha para alertar a sociedade e derrubar a PEC 32/2020.

>> Para baixar a cartilha e entender os perigos da Reforma Administrativa acesse o link: https://bit.ly/entenda_a_pec32

>> Baixe os cards para redes sociais (Instagram/Facebook) sem logo (coloque a sua marca) com textos para divulgação: https://www.condsef.org.br/galeria/cancela-reforma

>> Baixe os cards para Instagram/Facebook com logo da CNTE e parceiros da campanha: https://bit.ly/cards_com_logo_cancela_reforma_ja

>> Acesse a arte para impressão de Outdoor: https://bit.ly/outdoor_cancela_reforma

> Para receber informações sobre a campanha pelo whats app salve o número (61) 98357-4114 no celular e envie um Oi.

(Com informações da Condesef)

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Fonte: CNTE

Lei de Diretrizes Orçamentárias: balanço, riscos e perspectivas

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 A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) faz parte da Coalizão Direitos Valem Mais, que publicou nesta segunda (26) um infográfico com os principais pontos de balanço da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2022 e os riscos e perspectivas para a tramitação da Lei Orçamentária Anual.

>> Veja o infográfico completo e baixe em PDF: https://bit.ly/InfoLDO

– Acesse o site da Coalizão Direitos Valem Mais:  https://direitosvalemmais.org.br/

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Fonte: CNTE

No Brasil, mais de 130 mil crianças de até 17 anos ficaram órfãs na pandemia

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 Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Com as mortes dos pais em decorrência da Covid-19 ,entre março do ano passado e o final de abril deste ano, 130.363 crianças e jovens brasileiros de até 17 anos ficaram órfãos, de acordo com estudo da revista científica The Lancet, publicado esta semana.

Cerca de 17 mil perderam os avós, que eram responsáveis por sua criação, estima a pesquisa, que ressalta a situação das crianças e jovens, que podem ser criados por parentes, irmãos mais velhos ou serem colocados em instituições para serem adotados.

O governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) não tem nenhuma proposta para socorrer essas crianças e jovens. No Congresso Nacional, estão tramitando três projetos de lei que propõem auxílios nacionais. Um propõe pensão de R$ 1.100 até os 18 anos, outro um fundo financeiro de amparo e o último um cadastro para que os órfãos tenham prioridade em programas sociais.

No Nordeste, governadores aprovam auxílio para órfãos

Os governadores do Nordeste saíram na frente e aprovaram nesta segunda-feira (19) o Nordeste Acolhe, programa de auxílio social para os órfãos da Covid-19, que prevê o pagamento de R$ 500 para as crianças e adolescentes.

Segundo o presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias (PT), cada estado deve encaminhar o programa para as assembleias legislativas. Ele ressaltou que os governos devem lançar a proposta nos próximos dias.

Mais dados da pesquisa

O estudo da revista The Lancet também mostra que, no mundo, as crianças que perderam o pai são pelo menos o dobro das que perderam a mãe. No caso do Brasil, foi mais que o triplo: 88 mil ficaram órfãos de pai, contra 26 mil que perderam a mãe.

Até 23% das crianças nos 21 países analisados são criadas por pais solteiros, cuja morte pode ter consequências extremas para as crianças.

Os dados da pesquisa foram reproduzidos pela Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, os autores da estimativa chamam a tragédia de “pandemia oculta” e dizem que: “Essas crianças não identificadas são a consequência trágica esquecida dos milhões de mortos na pandemia.”

Os cientistas calcularam mais de 862 mil crianças órfãs em 21 países, nos quais ocorreram cerca de 77% das mortes globais por Covid-19 até 30 de abril de 2021. Também estimaram que, em termos globais, mais de 1 milhão de menores perderam um dos pais ou seu principal cuidador, principalmente os avós.

De acordo com a reportagem, a pesquisa inclui a família de forma ampla, porque 38% das crianças do mundo vivem na mesma casa que os avós, porcentagem que chega a 50% na Ásia-Pacífico. Mais vulneráveis à Covid-19, são esses idosos que costumam dar apoio prático, financeiro ou emocional para seus netos.

“No Brasil, 70% das crianças recebem esse apoio financeiro; ainda assim, o Brasil ocupa o segundo lugar mundial em mortes por Covid-19, reduzindo as opções de cuidados por parentes”, alerta a pesquisa.

Os cientistas ressalvam que, para os cálculos, presumiram que parentes com 60 anos ou mais que viviam com parentes com menos de 18 anos eram avós e netos, embora o adulto mais velho possa ser um tio ou primo.

O cálculo do número de órfãos foi feito com base em números de fertilidade da ONU e estatísticas nacionais sobre mortes por Covid, o que indica que pode ser ainda maior, segundo os pesquisadores, já que há subnotificação nos registros de óbitos.

(CUT Brasil, 22/07/2021)

Fonte: CNTE

Decisão unilateral do Governo do Estado da Bahia para forçar o retorno presencial às atividades escolares em sua rede de ensino é uma ameaça à segurança sanitária de todos os baianos

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O Governador Rui Costa (PT) impôs por decreto o retorno presencial às atividades escolares da rede estadual de ensino da Bahia para o próximo dia 26 de julho. Sem a imunização completa dos/as professores/as e dos/as funcionários da educação, e tendo o Estado vacinado pouco mais de 15% de sua população com duas doses da vacina ou dose única, essa decisão monocrática do Governo do Estado é temerária.

A imposição do retorno presencial às escolas, sem diálogo com os/as profissionais da educação e comunidade escolar, coloca em risco não somente a vida dos/as trabalhadores/as em educação da rede estadual de ensino. Toda a sociedade é afetada por essa decisão tomada sem a devida e necessária segurança sanitária: o transporte público, que conduzirá às escolas os/as estudantes e trabalhadores/as, pode se transformar em importante vetor de transmissão que, com as escolas reabertas, pode vir a recrudescer a pandemia no Estado da Bahia.

Além da ausência da imunização completa dos/as profissionais em educação do Estado, a reabertura forçada das escolas nesse momento em que o país já sofre, em grandes cidades, com a transmissão comunitária da nova cepa do Coronavírus denominada Delta, de origem indiana, também é outro motivo que causa apreensão. Não queremos que a transmissão comunitária da Delta, já existente no Rio de Janeiro e em São Paulo, chegue no Estado da Bahia.

Os/as educadores/as brasileiros, assim, repudiam essa imposição de retorno presencial às escolas feita pelo Governo do Estado da Bahia e, com muita veemência, se insurgem contra as ameaças propaladas por seus representantes contra os/as profissionais da educação da rede estadual e também contra os/as estudantes. O retorno seguro às atividades escolares presenciais não se faz com ameaças de cortes de ponto e de salários e tampouco de suspensão de bolsas estudantis.

Toda solidariedade aos/às educadores baianos! Retorno presencial às escolas só com segurança sanitária e imunização completa da categoria! Em defesa da vida e da educação pública de qualidade! Todo apoio à luta da APLB-Sindicato, nossa entidade filiada que tanto orgulha os/as trabalhadores/as em educação do Estado da Bahia!

Brasília, 20 de julho de 2021
Direção Executiva da CNTE

Fonte: CNTE

Pronunciamento de Ministro da Educação se presta a um verdadeiro papelão ao não enfrentar os desafios urgentes do setor educacional brasileiro

O Brasil assistiu no dia de ontem, em rede aberta de rádio e televisão, ao pronunciamento do ministro da Educação, Milton Ribeiro. Nada que pudesse aplacar as angústias ou propor soluções e saídas aos atuais dilemas enfrentados pela educação brasileira foi pronunciado pela fala do ministro. Tratou-se de um discurso vazio, quase sem propósito; a não ser pela intenção explícita de pressionar os governadores e prefeitos a retomarem as atividades presenciais nas escolas das redes de ensino do país.

Ao defender a reabertura das escolas, disse tratar-se de uma prerrogativa dos estados e municípios, se omitindo oficialmente do seu papel de coordenação e articulação nacional do nosso sistema educativo. Se na prática já sabíamos de sua gravíssima omissão nesse momento em que o Brasil necessitaria tanto de liderança política e administrativa no enfrentamento aos efeitos da pandemia na educação do país, ontem ele disse isso textualmente em sua fala. Sem nenhum pudor.

Fazendo coro às mentiras incessantes que já fazem parte do modus operandi desse governo e de seu presidente, o ministro também fez menção a recursos orçamentários extras que estariam chegando às escolas, por meio do “Programa Dinheiro Direto nas Escolas”, gerido pelo FNDE. Mais uma notícia falsa! Estudo do INESC que produziu um balanço semestral do orçamento da União, além de explicitar que os “gastos do governo com pandemia caem de R$ 218 bi para R$ 49 bi no primeiro semestre”, provou que, no referido programa do FNDE, “apesar da grande pressão para o retorno às aulas, o recurso empenhado caiu consideravelmente quando comparamos os primeiros seis meses de 2020, com os de 2021”. Mais um achaque contra o povo brasileiro!

Os/as educadores brasileiros/as repudiam mais essa tentativa de iludir a população! Não nos trate como idiotas, ministro! Fica cada vez mais evidente que, se não cumpres com seu dever constitucional, melhor mesmo que se retire de cena junto com todo o seu governo e presidente.

Brasília, 21 de julho de 2021
Direção Executiva da CNTE

 
 

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