Tuitaço nesta quarta-feira (24) pede #VacinaParaTodosJá

A CNTE realiza nesta quarta-feira (24), às 10h, um Tuitaço para cobrar, do Congresso Nacional e do governo federal, vacinas para todos e todas. O tuitaço faz parte da Jornada Nacional Vacina para Todos Já, que tem o objetivo de pedir aos parlamentares vacina para todos(as), com prioridade aos(às) profissionais da educação, além de segurança sanitária para as comunidades e alimentação escolar.

A mobilização também exige orçamento público setorial capaz de assegurar o enfrentamento à pandemia para 2021.

 

Tuitaço #VacinaParaTodosJá

⏰ Quando: 24/02 – 10h

🤳 Banco de tuites: http://bit.ly/vacina_para_todos_ja

🖼️Artes: http://bit.ly/artes_vacina_para_todos_ja

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Jornada Nacional Vacina para todos já será realizada no dia 24 de fevereiro

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Na próxima quarta-feira (24), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) vai participar da “Jornada Nacional Vacina para Todos Já”, que tem o objetivo de pedir aos parlamentares vacina para todos, com prioridade aos profissionais da educação, além de segurança sanitária para as comunidades e alimentação escolar. A mobilização também exige orçamento público setorial capaz de assegurar o enfrentamento à pandemia para 2021.

A jornada é uma iniciativa conjunta das comissões de educação das assembleias legislativas de todo país, movimentos sociais da saúde e de trabalhadores e estudantes. Veja a seguir o calendário de ações previsto para o dia 24 de fevereiro.

9h – Abertura da jornada com performance na frente do Congresso Nacional

9h30 – Transmissão dos depoimentos da comitiva, em frente ao Congresso Nacional, com leitura das cartas da educação e da saúde

10h – Recepção da comitiva na liderança da minoria da Câmara e início das agendas institucionais internas

10h – Tuitaço em defesa da #VacinaParaTodosJá

11h – Live de 60 minutos com participação de parlamentares, representantes de movimentos, entidades e gestores

13h – Live de 60 minutos com transmissão cruzada nos estados

20h – Live de encerramento da jornada com apresentação do vídeo informativo das atividades da Comitiva no Congresso e de representações da Frente Pela Vida, do Conselho Nacional de Saúde e do Fórum das Comissões de Educação das Assembleias Legislativas e da CNTE.

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Fonte: CNTE

PEC Emergencial sabota o país e penaliza a maioria do povo brasileiro

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Está agendada para a próxima quinta-feira (25), no Senado Federal, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 186/19, também chamada pelo governo Bolsonaro de PEC Emergencial.

Seguindo a lógica ultraliberal do atual Governo, a concessão do novo auxílio emergencial à população durante a pandemia (com valor reduzido para R$ 250,00, vigência de apenas quatro meses e destinação a um número menor de famílias), está condicionada à aprovação da PEC 186, que estrangula mais ainda os limites da Emenda Constitucional nº 95, a qual impôs teto fiscal perverso para os investimentos em políticas públicas.

A chantagem para a aprovação da referida PEC expõe a cruel realidade de um governo descompromissado com o bem-estar da população. A quase esmola que deverá ser concedida às famílias em situação de vulnerabilidade, decorrente sobretudo do desemprego recorde e da sistemática redução das políticas de subsistência conduzidas pelo governo Bolsonaro – com destaque para o esvaziamento do Bolsa Família –, só ocorrerá se o Congresso Nacional chancelar as medidas que reduzirão o atendimento público em hospitais, escolas, afetando a renda de servidores públicos, aposentados, pensionistas, além de comprometer inúmeras outras políticas de assistência social. Na linguagem popular, o governo “dá com uma mão e retira com a outra”.

Fato grave nesse contexto de desmonte do Estado social no Brasil é a condescendência da opinião pública – capitaneada pelos “barões da mídia” – que não apenas se cala como também apoia a manutenção de um status quo tributário abominável, que praticamente não encontra paralelos mesmo no mundo capitalista. Deixar de taxar as grandes fortunas e os lucros e dividendos de pessoas físicas ricas, manter patamares quase irrisórios e desproporcionais de alíquotas sobre impostos patrimoniais (que beneficiam os ricos), abdicar de cobrar as dívidas bilionárias das grandes empresas e manter inoperante o combate à sonegação fiscal no país são medidas que atendem somente 1% da população, enquanto penaliza os outros 99%. E a alteração desse sistema tributário regressivo e desigual é a condição urgente e necessária para efetivamente equilibrar as receitas e despesas fiscais da União, dos Estados, DF e Municípios. Porém, a opção intolerável contida na PEC 186/19 continua sendo a de reduzir os serviços públicos e de penalizar os servidores das três esferas.

Em paralelo ao debate da PEC Emergencial, tramita no Congresso a PEC 188/19 (outra que ao lado da PEC 32/20 – reforma administrativa – compõe a estrutura de Estado Mínimo pretendida pelo governo Bolsonaro).

Tal como denunciado pela CNTE, ainda em 2019, a denominada PEC do Pacto Federativo contém vários retrocessos para as políticas sociais, especialmente para a educação. Nela será debatida a vinculação constitucional para a educação e a saúde, podendo ambas serem fundidas numa só rubrica ou mesmo serem extintas integral ou parcialmente. O Fundo Social do Pré-sal, criado para financiar diversas políticas públicas, inclusive a educação, será extinto com a PEC 188!

Diante da gravidade da situação que envolve o combate à pandemia do coronavírus e as políticas sociais num país eminentemente desigual, é preciso responsabilidade e compromisso do Estado brasileiro para conduzir as melhores soluções para problemas estruturais, como o desemprego e a pobreza que se alastram potencialmente.

Razão pela qual os trabalhadores e as trabalhadoras em educação das escolas públicas de todo país, indicam a necessidade de aprovação prioritária e imediata de uma reforma tributária efetivamente solidária e capaz de transpor as desigualdades que insistem em oprimir e marginalizar os interesses da maioria da população.

Brasília, 22 de fevereiro de 2021
Diretoria da CNTE

Jornada Nacional Vacina para todos já será realizada no dia 24 de fevereiro

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Na próxima quarta-feira (24), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) vai participar da “Jornada Nacional Vacina para Todos Já”, que tem o objetivo de pedir aos parlamentares vacina para todos, com prioridade aos profissionais da educação, além de segurança sanitária para as comunidades e alimentação escolar. A mobilização também exige orçamento público setorial capaz de assegurar o enfrentamento à pandemia para 2021.

A jornada é uma iniciativa conjunta das comissões de educação das assembleias legislativas de todo país, movimentos sociais da saúde e de trabalhadores e estudantes. Veja a seguir o calendário de ações previsto para o dia 24 de fevereiro.

9h – Abertura da jornada com performance na frente do Congresso Nacional

9h30 – Transmissão dos depoimentos da comitiva, em frente ao Congresso Nacional, com leitura das cartas da educação e da saúde

10h – Recepção da comitiva na liderança da minoria da Câmara e início das agendas institucionais internas

10h – Tuitaço em defesa da #VacinaParaTodosJá

11h – Live de 60 minutos com participação de parlamentares, representantes de movimentos, entidades e gestores

13h – Live de 60 minutos com transmissão cruzada nos estados

20h – Live de encerramento da jornada com apresentação do vídeo informativo das atividades da Comitiva no Congresso e de representações da Frente Pela Vida, do Conselho Nacional de Saúde e do Fórum das Comissões de Educação das Assembleias Legislativas e da CNTE.

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Fonte: CNTE

Não ao fechamento de escolas em Rio Grande/RS

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais da educação básica do setor público brasileiro, manifesta sua indignação com o fechamento de escolas no município de Rio Grande/RS.

Em plena pandemia, com o indicativo de retomada das aulas, o prefeito Fábio Branco (MDB), decreta, de forma autoritária, o fechamento de três escolas municipais, sem respeitar estudantes, pais e educadores/as, que foram surpreendidos com a atitude do prefeito.

Nesse momento em que se discute a retomada das aulas, a necessidade é de ampliação de espaços educativos para garantir o distanciamento social. O decreto está em dissonância com todas as determinações sanitárias nacionais e internacionais que determinam um número reduzido de alunos em cada sala de aula. A preservação da saúde e da vida de estudantes e seus familiares deve direcionar as ações do governo municipal. E isso não é possível com o fechamento de escolas, provocando necessidade de maior deslocamento dos/as alunos/as e o aumento de crianças nos mesmos espaços escolares.

Em conjuntura tão difícil, as comunidades atendidas pelas escolas fechadas são surpreendidas com uma atitude antidemocrática, vendo seu direito à educação sendo cerceado por ato de cima para baixo, sem qualquer diálogo.

A CNTE repudia a atitude do prefeito municipal, solicitando a abertura de diálogo com a comunidade escolar, com o SINTERG, entidade representativa dos/as trabalhadores/as em educação e com a própria Câmara de Vereadores, estabelecendo canais de comunicação que possam buscar alternativas de fortalecimento da educação pública de qualidade.

Brasília, 18 de fevereiro de 2021

Direção Executiva da CNTE

Fonte: CNTE

 
 
 

 

Volta às aulas com Covid é o tema da próxima LIVE da CNTE

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) voltará a transmitir o ciclo de debates online “LIVE da CNTE”, na página da Confederação no Facebook e no Youtube, sempre às terças-feiras. O horário mudou: a partir deste ano, as transmissões vão começar às 19h.

A próxima LIVE da CNTE está marcada para o dia 16 de fevereiro, terá como tema “Volta às aulas com Covid”, e vai trazer os convidados: Geovana Lunardi, doutora em Educação e presidenta da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Educação (ANPEd); e o médico Naomar de Almeida Filho, mestre em Saúde Comunitária e professor titular de Epidemiologia no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A  apresentação será feita pelo presidente da CNTE, Heleno Araújo, e pela vice-presidente da CNTE, Marlei Fernandes.

Os debates semanais “LIVE DA CNTE” são transmitidos desde abril de 2020. Para ver as gravações dos debates anteriores, acesse a lista de vídeos do Youtube.

Fonte: CNTE

CNTE participa de ato na Câmara dos Deputados em defesa da manutenção do auxílio emergencial

2021 02 10 ieda leal auxilio emergencial
Nesta quarta-feira (10), parlamentares e representantes da sociedade civil organizada promoveram um ato no salão verde da Câmara dos Deputados em defesa da continuidade do pagamento do auxílio emergencial à parcela mais vulnerável da população, especialmente atingida pela crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus. Eles também reivindicaram a ampliação do Bolsa Família e a adoção de um programa permanente de renda para os mais pobres. A frente parlamentar reúne 214 parlamentares de 23 partidos.

A secretária de combate ao racismo, Ieda Leal, participou do evento representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Movimento Negro Unificado (MNU).  Na avaliação de Ieda Leal, o esforço nacional da sociedade civil organizada é pela votação urgente da ajuda à população mais pobre: “O auxílio emergencial de R$ 600 tem que voltar agora para casa das pessoas desse país, para que elas possam passar pela pandemia de forma mais digna”.

Em reunião do Conselho Nacional de Entidades (CNE), a CNTE aprovou a defesa do auxílio emergencial como um dos eixos da campanha em defesa da vida e dos serviços públicos. A educação apoia a classe trabalhadora que, atingida pelas medidas de distanciamento social para reduzir o avanço da pandemia da Covid-19, necessita de apoio para se alimentar e sobreviver neste período.

>> Leia a seguir o Manifesto em defesa do auxílio emergencial e de um programa de renda mínima que garanta a dignidade para todos:

Passados quase doze meses do primeiro caso confirmado de Covid-19 no Brasil, voltamos à triste marca de mais de 1.000 óbitos e 50 mil infectados por dia. No passado, o Congresso Nacional, em conjunto com a sociedade civil organizada, realizou uma escolha corajosa que garantiu dignidade a 68 milhões de brasileiros que se encontravam em situação de vulnerabilidade: o auxílio emergencial. Com a aprovação de uma renda mensal emergencial, diferenças políticas foram colocadas de lado para dar aos brasileiros condições reais para viverem com um mínimo de cidadania em tempos tão difíceis.

A segunda onda da Covid-19 é uma realidade em todo o país, como é o caso de Manaus, e tem causado estragos irreparáveis. Diante do iminente colapso do sistema de saúde, os
estados não encontraram outra opção senão a retomada das restrições mais severas ao funcionamento dos comércios e serviços. Sem auxílio emergencial e diante do aumento do
desemprego, a população brasileira está sofrendo com a penúria da fome e com medo de uma doença que já causou tantas mortes. Por isso, mais uma vez, é hora de nos unirmos e termos coragem para dar um passo adiante na construção de um caminho sólido que garanta dignidade ao nosso povo.

É urgente aprovarmos a prorrogação do auxílio emergencial e expandirmos o Bolsa Família, adaptando-o à situação econômica crítica em que nos encontramos e construindo um programa robusto de transferência de renda que não deixe a população brasileira à própria sorte. Com o fim do auxílio, 12,8% dos brasileiros passaram a viver com menos de R$
246 por mês, de acordo com a PNAD Contínua e a PNAD Covid 19. Ou seja, são quase 27 milhões de pessoas em situação de pobreza. Retrocedemos aos níveis de 2011.

Nomes, vidas e sonhos são invisibilizados por trás de números. Não podemos normalizar o fato de que milhões de brasileiros hoje, neste exato momento, lutam contra a fome e tentam sobreviver em meio a tanta miséria. É dever do Estado, é dever do Legislativo e é dever da sociedade, como um todo, lutar para que essa realidade tão dura seja transformada. Estamos cientes de que será um grande desafio e de que precisamos enfrentá-lo com responsabilidade social e fiscal, para garantir sua sustentabilidade ao longo das gerações. Mas também estamos cientes de que não será possível construir um país desenvolvido deixando uma geração inteira para trás. Nenhum cidadão pode ficar desassistido no meio de uma crise sanitária, econômica e social como essa.

O Congresso Nacional reuniu deputados e senadores sensíveis à pauta e instituiu a Frente Mista em Defesa da Renda Básica, formada por 214 parlamentares de 23 partidos. Em conjunto com os nossos conselheiros, prefeitos e governadores abaixo assinados, pedimos pela prorrogação do auxílio emergencial e, em seguida, a aprovação de um projeto robusto de renda mínima ou ampliação do Bolsa Família, que permita que o Brasil saia da pandemia  preparado para almejar a proteção social necessária no século XXI, com uma necessidade de crescente cobertura. São estes os desafios colocados pela perspectiva cada vez mais debatida da Renda Básica.

É preciso trabalharmos por ações concretas que devolvam às nossas crianças e jovens o direito de sonhar com um país que faça cumprir os objetivos fundamentais expressos na
Constituição Federal de 1988 de erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais e regionais

FRENTE PARLAMENTAR MISTA DE RENDA BÁSICA

(Com informações da Agência Câmara de Notícias e foto de André Oliveira)

Fonte: CNTE

Nota técnica: os novos vínculos de contratação no serviço público propostos na PEC 32

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) publicou, no dia 5 de fevereiro, a nota técnica sobre os impactos da PEC 32/2020 caso seja aprovada. A proposta de reforma administrativa contida na PEC 32/2020 prevê, entre outras alterações, a extinção do chamado Regime Jurídico Único no serviço público, com a instituição de uma série de novas formas de contratação pela administração pública. Esta nota tem por objetivo explicitar, de maneira sintética, quais serão essas novas formas de contratação e os possíveis impactos decorrentes dessas mudanças, caso a PEC seja aprovada nos atuais termos.

>> Acesse aqui a nota técnica na íntegra

Na avaliação do Dieese, os novos vínculos propostos pela reforma administrativa nos levam a uma analogia direta com a Lei 13.467/2017, a chamada reforma trabalhista. Naquela, foram institucionalizados diversos vínculos de trabalho precários, muitos dos quais anteriormente constituíam a malfadada estrutura essencialmente informal de nosso mercado de trabalho privado. Ao propor a criação de vínculos sem estabilidade, com acesso feito sem a realização de concurso público e com possibilidade de aumento do peso das indicações políticas, a PEC 32/2020 traz para a administração pública problemas que hoje são típicos do setor privado, notadamente a rotatividade. E ainda pior: maximiza a possibilidade de que os interesses privados e de corporações se coloquem acima do interesse coletivo, ao ampliar a figura do contrato por prazo determinado e o leque de destinação dos cargos de liderança e assessoramento, em relação ao que hoje cabe aos cargos em comissão e funções de confiança.

Dessa forma, a PEC 32/2020, apresentada pelo governo Bolsonaro como uma modernização na forma de contratação do setor público, nada mais é que a institucionalização da precarização na administração pública e dos serviços públicos e a institucionalização de práticas patrimonialistas, que desde os anos 1930 toda sociedade tenta combater.

Fonte: CNTE

CNTE participa dos atos do Dia Nacional de Solidariedade e pela Manutenção do Auxílio Emergencial

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O Brasil atravessa momentos difíceis da pandemia da Covid-19: o número de mortes registradas somente nas três primeiras semanas de 2021 é superior ao que foi observado em todo o mês de dezembro de 2020. A segunda onda de casos é agravada pela ausência de medidas do governo federal para combater a disseminação do vírus.

Diante deste cenário catastrófico, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da economia Paulo Guedes cortaram o auxílio emergencial, deixando milhares de brasileiros desempregados e às margens da miséria e da fome.

Em defesa de uma sociedade socialmente mais justa e da educação pública cidadã, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se soma à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e aos movimentos populares no Dia Nacional de Solidariedade e pela Manutenção do Auxílio Emergencial – 6 de fevereiro. A campanha da CNTE reforça: “A educação apoia o auxílio emergencial – a fome não deixa ninguém aprender” e convoca todos e todas para as carreatas e atos simbólicos nas ruas e nas redes sociais que vão ocorrer em todo país, respeitando os protocolos de prevenção à Covid-19. Em breve a programação será disponibilizada nos sites dos sindicatos.  

Auxílio Emergencial

Em 2020 a luta de movimentos populares, sindicais e progressistas pressionou o governo federal e conquistou a aprovação do auxílio emergencial até dezembro de 2020. Foi essa vitória frente ao (des)governo que amenizou os impactos da crise, tirando 15 milhões de brasileiros da extrema pobreza, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A última parcela do auxílio foi paga em 26 de dezembro de 2020 e chegou a 60% da população brasileira, segundo o Ministério da Cidadania. De acordo com o Instituto Datafolha, este apoio concedido pelo governo em 2020 foi utilizado para compra de alimentos (53%), pagamentos de contas (25%), pagamentos de despesas de casa (16%) e compra de remédios (1%), comprovando ser essencial para o Brasil.

Pressão nas redes sociais

É possível pressionar desde já pela internet – basta entrar no site www.auxilioateofimdapandemia.org e aderir ao abaixo-assinado. Além disso, nesta sexta-feira (05), haverá tuitaço às 14h com a tag #VoltaAuxílioEmergencial para estimular a participação nas ações do dia 6 de fevereiro. Use essa hastag para divulgar as atividades da sua região e defender a manutenção do auxílio emergencial.

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Fonte: CUT

 

Seminário pedagógico da CNTE debate ensino híbrido e enfrentamento à precarização do trabalho docente

Na manhã desta terça-feira (2), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) promoveu o seminário pedagógico para debater o ensino híbrido e o enfrentamento à precarização do trabalho docente. O encontro reuniu mais de 500 participantes de todas as regiões do país, incluindo representantes dos sindicatos, diretores e diretoras da CNTE e a participação especial da professora de didática da Unirio, Maria Luiza Süssekind, primeira secretária da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).

 

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O presidente da CNTE, Heleno Araújo, explica que o encontro se propõe a pensar novas práticas pedagógicas para o momento de pandemia de Covid-19 que estamos enfrentando: “Vamos elaborar propostas para o enfrentamento necessário. Estão impondo medidas e ações que nos preocupam na ordem do emprego e da entrada do setor privado dentro da educação pública. Por isso é importante ouvir o que os estados estão trazendo para que possamos juntos encontrar formas e fazer o enfrentamento necessário”, ressaltou.

Panorama internacional

O secretário de Relações Internacionais da CNTE, Roberto Franklin de Leão, compartilhou um breve relato sobre a situação mundial: “A Internacional da Educação (IE) tem discutido o retorno às aulas. A grande preocupação dos trabalhadores é como se dá esse retorno às aulas presenciais, como fica a vida dos trabalhadores a partir do que vier a acontecer com o fim da pandemia e do que já está acontecendo, o ensino híbrido e como fica a jornada de trabalho”. Ele também mencionou preocupação com a privacidade: “O país inicia o retorno às aulas e os trabalhadores da educação já tiveram sua privacidade violada a partir do momento que começaram o ensino a distância. O celular do profissional já está na mão de todo mundo, horário de trabalho não existe, e isso é uma coisa que precisamos debater, precisamos regrar essas questões, para que possamos viver a nossa vida com o mínimo de privacidade”.

A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, que também é vice-presidente da Internacional da Educação para América Latina (IEAL), falou sobre a experiência de países vizinhos: “Em todo continente estamos em um grande debate. O Uruguai se destaca por ser o país que menos tempo fechou as escolas, mas isso ocorreu por conta de um sistema de saúde bem consolidado, e que controlou a pandemia. A Argentina colocou professores na prioridade da vacina”, destacou.

Na avaliação de Fátima Silva, o setor da educação é o que mais sofreu profundas transformações, os negócios educacionais se incrementaram nas compras de plataformas virtuais e compras de equipamentos eletrônicos: “Isso traz mudança do nosso modelo de trabalho – todas as análises mostram que esse modelo mesclado com o virtual, híbrido, veio para ficar. Como dirigentes sindicais vamos fazer negociação no setor público e no setor privado. Então esse seminário é para dar unidade na nossa ação e conhecimento para aquilo que está acontecendo em nosso país, pra ter como parâmetro, e não como cópia”.

Desafios no Brasil

Os participantes do seminário relataram diversas situações de sobrecarga de trabalho, ausência de acessibilidade e de apoio para desenvolver o ensino híbrido. Em alguns estados os governos cortaram auxílios, verbas indenizatórias e horas extras, sendo que trabalhadores e trabalhadoras tiveram que investir do próprio bolso em equipamentos e internet.

A professora Maria Luiza Süssekind, da Anped, começou sua intervenção abordando a desvalorização da categoria: “Nós somos uma categoria vítima de demonização, de um tipo de ataque que é um processo de demonização porque o professor está sempre aquém do que a sociedade exige. Mas nós temos toda a qualificação necessária para estar na sala de aula, abrimos nossas casas, estamos trabalhando muito mais do que nossas cargas horárias”. Na avaliação dela, a pandemia é atravessada por questões globais e esgarçou questões que já existiam: “As infraestruturas escolares, o excesso de trabalho, os problemas de acessibilidade, de insatisfação dos docentes, tudo isso mostra o número de trabalhadores que já eram insatisfeitos com o que faziam. E sobretudo há a exposição, profissionais estão expostos e controlados. Estamos assistindo um barateamento em todos os níveis, um crescimento da aceitação do homeschooling, se valendo de uma aliança nefasta da pandemia com o ensino remoto, abrindo portas para a vaucherização”.

A secretária da Anped, Maria Luiza Süssekind, trouxe também o debate de gênero e do trabalho infantil que atravessa a educação pública: “O cenário que temos hoje a enfrentar é complicado do ponto de vista educacional, da saúde e econômico. Mas é preciso fazer um corte de gênero, raça e classe. Os índices de violência e feminicídio cresceram assustadoramente e as vítimas são as mulheres pobres e negras. O índice de trabalho doméstico aumentou, são os filhos jovens das empregadas domésticas que não estão indo às aulas porque estão cuidando dos irmãos menores. É preciso contar que está crescendo o trabalho infantil nas ruas e dentro das casas”.

Na avaliação de Maria Luiza Süssekind, para enfrentar essa situação é preciso trabalhar com o conceito de ensino remoto emergencial: “É preciso criar modelos híbridos, é preciso ter tempo, planejamento, para criar esse modelo. Não é possível operar desse modo sem gestão democrática. Não podemos continuar entendendo que currículos podem ser espalhados e o professor que se vire – não é possível reduzir ensino a currículo”. Para a professora, é preciso confiar na autonomia e competência dos professores e comunidades escolares: “Nós precisamos inventar os currículos, mudar a seriação, parar o isolamento do professor. Nós existimos em rede, não podemos colocar a política pra gente competir entre nós mesmos. Precisamos enfrentar a disciplinarização, o paradigma da aula expositiva, precisamos de currículos que falem de vida, de morte. As mortes estão silenciadas, os sinos das igrejas não tocam. Que sociedade é essa que é majoritariamente católica mas que não cobra dos padres que os sinos dobrem?”.

Reprodução: CNTE

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