Coletivo debate políticas que assegurem a saúde dos trabalhadores em educação

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Saúde mental e o papel das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e de Assédio (Cipa) foram alguns destaques debatidos na Reunião do Coletivo Nacional de Saúde dos/as Trabalhadores/as em Educação da CNTE.

No dia 3 de dezembro, dirigentes de sindicatos filiados à confederação de todas as regiões do país estiveram reunidos em São Paulo para discutir e articular estratégias voltadas para a garantia da saúde dos profissionais da educação das redes públicas do país.

“Foi um dia de intensos debates”, disse a Secretária de Saúde dos(as) Trabalhadores(as) em Educação da CNTE, Francisca Seixas. “Acompanhamos a análise da secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Corrêa, sobre a conjuntura nacional da educação no país e o Plano Nacional de Educação (PNE), e do ex-deputado estadual de São Paulo Nivaldo Santana (PCdoB), sobre o que vem acontecendo na política internacional atualmente”, compartilhou.

 

CNTE

 

Uma das mesas da reunião dedicou-se a explicar o papel e a necessidade das Cipas, comissões criadas com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho.

De composição paritária (mesma quantidade de membros) entre representantes do empregador e dos trabalhadores empregados, a organização tem por finalidade elaborar mapas de risco, avaliar metas de segurança, realizar inspeções no ambiente de trabalho, zelar pelo cumprimento de normas de segurança do Ministério do Trabalho, entre outras atividades.

“É uma necessidade a constituição de Cipas em todas as unidades escolares do Brasil”, avaliou Francisca.

A saúde mental dos trabalhadores em educação também foi enfatizada nas mesas de debates. Segundo a dirigente da CNTE, esse tem sido um tema “bastante pertinente nesse momento histórico e que nossa categoria atravessa, dada as mudanças no mundo do trabalho, com o aumento do assédio moral e fatores como a privatização e precarização do trabalho”, considerou.

As representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Josivânia Souza, e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Elgiane Lago, estiveram presentes na reunião do coletivo e apresentaram o trabalho que tem sido desempenhado por suas secretarias de Saúde dos Trabalhadores. Elas também enfatizaram a importância da mobilização e participação coletiva dos trabalhadores nas etapas estaduais, municipais, regionais e nacional da  5ª Conferência Nacional de Saúde dos Trabalhadores, que acontece entre abril e agosto de 2025.

 

Escrito por: Redação CNTE | Fotografias: CNTE

Inscrições prorrogadas: participe do Concurso Juventude que Muda a Educação Pública

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Ainda dá tempo de participar da 2ª edição do concurso “Juventude que Muda a Educação Pública” da CNTE. Até o dia 15 de dezembro, educadores de até 35 anos de idade, autores de projetos com impacto social para a sua comunidade escolar e melhoria do ensino-aprendizagem, poderão submeter suas iniciativas para a avaliação. Os cinco vencedores, um de cada região do país, serão premiados com uma viagem para Recife–PE.

Os ganhadores também irão participar do Encontro Pré-Congressual da Juventude da CNTE, que acontece nos dias 17 e 18 de julho de 2025. Lá, terão a oportunidade de apresentar os resultados dos seus trabalhos para educadores de todo o país.

Promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e seus sindicatos filiados, a iniciativa propõe dar visibilidade ao trabalho que tem sido desenvolvido pela juventude educadora do país, com impacto para o aprendizado dos estudantes e para o relacionamento com a comunidade escolar.

“Esse concurso é uma oportunidade para jogar luz sobre as iniciativas que jovens de todo o Brasil desenvolvem para mudar a realidade de suas comunidades. Queremos saber o que a juventude está fazendo e como podemos estar mais próximas dela”, avalia Bruno Vital, que coordena o coletivo de Juventude da CNTE.

Luiz Felipe Krehan, que também coordena o Coletivo da Juventude da CNTE, relembra o sucesso da primeira edição. “Foi muito importante para nós a primeira edição do concurso. Foi maravilhoso para nós ter contato com eles na Conae 2024, uma experiência muito gratificante, tanto para nós que organizamos, como para os ganhadores”, diz.

 

Como participar?

Estarão aptos a participar os/as educadores/as ativos de escolas municipais e estaduais, com até 35 anos de idade.

Acesse o formulário de inscrição e submeta seu projeto.

Confira também o edital na íntegra.

Apresente o seu projeto em um documento de até três páginas, incluindo as seguintes informações:

  • Nome do(a) educador(a).
  • Nome do projeto.
  • Cidade/Estado:
  • Nome da escola.
  • Telefone/WhatsApp e e-mail do(a) educador(a).
  • Justificativa.
  • Objetivos.
  • Metodologia.
  • Resultados ou conclusões.

O arquivo deve ser enviado em PDF com tamanho de até 10 MB. Será permitido o envio de até cinco arquivos no processo de inscrição: o documento que apresenta o projeto + vídeo e/ou fotos.

 

Escrito por: Redação CNTE – Imagem: Divulgação

Jovens trabalhadores das Américas discutem trabalho digno e sindicalismo em Honduras

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A juventude trabalhadora das Américas unida frente aos desafios globais do trabalho. Nos dias 25, 26 e 27 de novembro, jovens representantes de diversas organizações sindicais de todo o continente americano estiveram reunidos na cidade de San Pedro Sula, em Honduras, para o Segundo Encontro Continental da Juventude Trabalhadora das Américas.

Promovido pela Confederação Sindical de Trabalhadores das Américas (CSA-TUCA), pelo Comitê de Juventude Trabalhadora das Américas (CJTA), pela Confederação Unitária de Trabalhadores de Honduras (CUTH), entre outros, o evento buscou enfatizar a importância da juventude no fortalecimento das lutas sindicais, dialogando questões como trabalho digno, justiça social e democracia.

 

reprodução

 

O coordenador do Coletivo de Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Luiz Felipe Krehan, esteve no evento representando os jovens educadores do Brasil e o trabalho realizado pela CNTE de engajamento e fortalecimento desses trabalhadores.

“Tivemos muitas atividades de discussão sobre o que nos une, o contexto do jovem trabalhador na América Latina e no mundo, e a compreensão de que nossas realidades são muito parecidas… como tudo acontece de modo semelhante em todos os países”, compartilhou o dirigente.

Segundo reforçou o CJTA, o encontro foi um modo de consolidar o movimento da juventude trabalhadora do continente, dando voz aos jovens que compõem de forma articulada outras organizações aliadas em debates e na ação sobre temas de sensibilidade política, feminismo, práticas políticas, crise climática e ambiental, bem como outros assuntos voltados para o mundo do trabalho digno e justo.

 

Reprodução

 

Além da CNTE, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), representada pela secretária Nacional de Juventude e presidenta da Juventude da CSA, Cristiana Paiva Gomes, e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Amapá (Sintraf AP) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), marcaram a participação dos jovens trabalhadores brasileiros no evento.

Três blocos conduziram os debates do encontro. Foram eles:

I- A organização e centralidade das juventudes no processo de fortalecimento e transformação do sindicalismo sociopolítico;

II – A defesa da justiça social, trabalho docente e liberdade sindical dos jovens trabalhadores; e

III- As juventudes trabalhadores como protagonistas no papel dos sindicatos, como atores da democracia e dos direitos humanos.

“Todos os sindicatos e centrais sindicais dos países presentes também tiveram a oportunidade de compartilhar as suas campanhas e trabalhos. Nós da CNTE apresentamos um vídeo bonito, em espanhol, sobre a nossa pesquisa sobre a juventude educadora, o curso de formação e o concurso ‘Juventude que Muda a Educação Brasileira’”, destacou Luiz.

 

Reprodução

 

Ao final, foi construída uma carta compromisso que elucida a necessidade da inclusão dos jovens no sindicato e a importância de estratégias para atrair e dar mais espaço aos jovens trabalhadores, para que esses tenham os seus sindicatos como uma ferramenta de luta social e de promoção à igualdade.

“Esse documento vai ser enviado para aprovação da comissão executiva da CSA, em Buenos Aires, e será encaminhado, mais tarde, para o Congresso da CSA que será realizado em 2026”, explicou Luiz.

 

Escrito por: Redação CNTE – Fotografias: Reprodução

Últimos dias para se inscrever no “Concurso Juventude que Muda a Educação Pública”

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Encerra nesta quinta-feira, 5 de dezembro, o prazo para participar da 2ª edição do “Concurso Juventude que Muda a Educação Pública”.Promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e seus sindicatos filiados, a iniciativa busca dar visibilidade para projetos de grande impacto social e melhoria do ensino nas escolas públicas produzido pela juventude educadora.

Os cinco projetos, um de cada região do país, que se destacarem pelas propostas de transformação do ensino público para os estudantes e comunidades escolares serão premiados. Os/as vencedores/as também terão a oportunidade de apresentarem suas iniciativas presencialmente no Encontro Pré-Congressual da Juventude da CNTE, em Recife (PE) nos dias 17 e 18 de julho de 2025.

“Esse concurso é uma oportunidade para jogar luz sobre as iniciativas que jovens de todo Brasil desenvolvem para mudar a realidade de suas comunidades. Queremos saber o que a juventude está fazendo e como podemos estar mais próximas dela”, avalia Bruno Vital, que coordena o coletivo de Juventude da CNTE junto com Luiz Felipe Krehan.

 

Inscreva-se!

Estarão aptos a participar os/as educadores/as ativos de escolas municipais e estaduais, de até 35 anos.

Acesse oformulário de inscriçãoe submeta seu projeto.

 

Como se inscrever

I- Descreva o projeto em um documento de até três páginas, incluindo as seguintes informações:

  • Nome do(a) educador(a)
  • Nome do projeto
  • Cidade/Estado
  • Nome da escola
  • Telefone/WhatsApp e e-mail do(a) educador(a)
  • Justificativa
  • Objetivos
  • Metodologia
  • Resultados ou conclusões

II- O arquivo deve ser enviado em PDF, com no máximo três páginas e até 10 MB.

III- Poderão ser anexados até cinco arquivos no formulário de inscrição: o documento escrito sobre o projeto + vídeo  + e/ou fotos.

Leia o edital completo aqui.

 

Escrito por: Redação CNTE – Arte: Reprodução

Confederação Nacional dos Trabalhadores Educação apoia Série de TV “Operação Condor”

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) anuncia o apoio à série de TV latino-americana “Operação Condor”. Com 7 (sete) episódios, as gravações iniciarão no ano de 2025, em Montevidéu, Uruguai, e percorrerão todos os países que integraram o pacto criminal Condor: Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru e Bolívia.

A CNTE se junta às demais entidades: Instituto de Políticas Públicas em Direitos do Mercosul, com sede em Montevidéu; do Museu de Memória e Direitos Humanos do governo do Chile, da OEA – Corte Interamericana de Direitos Humanos; da Associação Brasileira de Imprensa, da Associação Brasileira de Economistas e o Clube de Engenharia do Brasil, no apoio à série de TV Operação Condor.

Para Heleno Araújo, “É de fundamental importância o apoio do Conselho Nacional da Educação (CNE) no resgate histórico da destruição da nossa democracia na América-Latina, que precisa ser contada nesta importante série de TV ‘Operação Condor’. Nós sabemos que as primeiras vítimas das ditaduras foram os profissionais da educação, alvos de controle, cerceamento do livre pensar, perseguição, prisão, tortura, morte e desaparecimentos. Parabenizamos Cleonildo e Belluzzo pela importante iniciativa de resgatar a verdade histórica da luta pela democracia e defesa do Estado Democrático de Direito na América Latina.

Os países de Língua Portuguesa precisam conhecer: golpe e ditadura militar nunca mais em nossos países. Abordar os crimes contra os profissionais da educação pelas ditaduras na América Latina é afirmar que nunca mais devemos ter regimes ditatoriais. Ainda hoje lutamos por justiça, para que os agentes do estado que agiram criminalmente sejam responsabilizados e paguem pelos seus crimes. Trabalhos cinematográficos dessa magnitude contribuem para a pesquisa e a educação sobre essas questões históricas, os impactos das ditaduras na sociedade e nos direitos humanos na região”, conclui Heleno Araújo.

A série televisiva “Operação Condor” é um projeto relevante, especialmente no contexto das ditaduras na América Latina. A direção de Cleonildo Cruz, juntamente com a codireção de Luiz Gonzaga Belluzzo, sugere uma abordagem que examina não apenas os aspectos políticos, mas também os econômicos por trás desses regimes autoritários.

 

Cronograma das filmagens nos países

– 11/03/2025 a 27/03/2025 – Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul)

– 15/04/2025 a 30/04/2025 – Uruguai (Montevidéu) Chile (Santiago do Chile)

– 13/05/2025 a 30/05/2025 – Paraguai (Assunção)

– 10/06/2025 a 27/06/2025 – Argentina

– 15/07/2025 a 31/07/2025 – Chile (Santiago do Chile)

– 12/08/2025 a 30/08/2025 – Peru (Lima)

– 02/09/2025 a 20/09/2025 – Bolívia (La Paz e Santa Cruz de La Sierra)

 

https://www.serietvoperacaocondor.rec.br/

 

Escrito por: CNTE – Fotografia: Reprodução

Comitê executivo da IE organiza plano de fortalecimento mundial da educação pública

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Entre os dias 18 e 21 de novembro, membros do comitê executivo da Internacional da Educação (IE) estiveram reunidos em Bruxelas, na Bélgica, para debater aspectos da sua organização, mobilização internacional e o fortalecimento da educação pública em todo o mundo. O presidente da CNTE e vice-presidente Mundial para a América Latina, Heleno Araújo, esteve presente nas sessões, representando trabalhadores da educação brasileiros.

Entre os encaminhamentos, a 69ª Reunião do Conselho Executivo da Internacional da Educação aprovou o plano estratégico 2025-2029 “A Internacional da Educação: A Voz e a Força Mundial do Setor Educativo”. Segundo Heleno, a intenção é “organizar para ampliar e avançar com o movimento sindical inclusivo, representativo e preparado para defender e promover melhorias na profissão, na educação pública, para as pessoas e para o planeta”, destaca.

 

Divulgação

 

Conforme estabelecido na reunião, o plano norteia a atuação dos sindicatos de defesa dos educadores e trabalhadores da educação para fortalecimento, renovação, crescimento e ação em:

I- Na situação e bem-estar da profissão;

II- Para uma educação pública de qualidade para todas e todos;

III- Nos direitos humanos e sindicais, a equidade e igualdade de gênero e a justiça social para todas as pessoas; e

IV- para a paz, a democracia e a justiça climática no planeta.

Organização

O Conselho Executivo deliberou sobre a composição de quatro comitês na Internacional da Educação. O presidente da CNTE, Heleno Araújo, integra o Comitê de Finanças. Confira os membros:

Composição do comitê sobre as condições das Mulheres:

Marième Sakho Dansokho (SYPROS/Senegal);

Maike Finnern (GEW/Alemanha);

Becky Pringle (NEA/Estados Unidos);

Hélène Nekarmbaye (SET/Chade);

Correna Haythorpe (AEU/Austrália);

Gilda Montero Sánchez (ANDE/Costa Rica);

Shelley Morse (CTF-FCE/Canadá);

Jalila Al-Salman (BTA/Bahrein);

Evelyn De Jesus (AFT/Estados Unidos);

Olha Chabaniuk (TUESWU/Ucrânia);

Manal Hdaife (PPSTLL/Líbano);

Manuela Mendonça (FENPROF/Portugal);

Nadine A. Molloy (JTA/Jamaica);

Marjolaine Perreault (CSQ/Canadá);

Ann Mari Milo Lorentzen (UEN/Noruega);

Unifah Rosyidi (PGRI/Indonésia); e

Anna Olskog (STU/Suécia).

 

Composição do Comitê de Constituição e Regulamento:

Marième Sakho Dansokho (SYPROS/Senegal, Presidenta);

Manuela Mendonça (FENPROF/Portugal);

Nadine Molloy (JTA/Jamaica);

Roberto Baradel (CTERA/Argentina);

Domingo José Ayala Espitia (FECODE/Colômbia);

Kamala Kanta Tripathy (AIPTF/Índia); e

Yohannes Benti (ETA/Etiópia).

 

Composição do Comitê de Finanças:

Mugwena Maluleke (SADTU/África do Sul);

Becky Pringle (NEA/Estados Unidos);

Marième Sakho Dansokho (SYPROS/Senegal);

Heleno Araújo (CNTE/Brasil);

Takashi Kajiwara (JTU/Japão);

Maike Finnern (GEW/Alemanha);

David Edwards (NEA/Estados Unidos);

Jalila Al-Salman (BTA/Bahrein); e

Manal Hdaife (PPSTLL/Líbano).

 

Comitê de Especialistas de Filiações:

Adelle Sock (África);

Susan Hopgood (Asia-Pacífico;

Philip Jennings (Europa);

Juçara Dutra Vieira (América Latina); e

Dennis Van Roekel (América do Norte e Caribe).

 

Entre outros assuntos, foram discutidas a situação dos Estados Unidos e as perspectivas dos trabalhadores, das escolas públicas e a ameaça às pautas democráticas no país após a reeleição de Donald Trump. Outro destaque das reuniões foi a evolução da campanha “Por La Pública” em países como o Congo, Sudão e Mongólia. A iniciativa da IE visa o enfrentamento ao avanço da privatização da escola e do comércio educacional, e na defesa de mais investimentos dos governos na educação pública.

Além disso, foi apresentada a carta “Justiça Climática, Educação Climática e Sistemas Educativos Resilientes para todo o Mundo sem Demora” da Internacional da Educação para a COP 29, que justifica a prioridade no cuidado com o clima.

> LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA

 

Próximas reuniões

Os próximos encontros do Conselho Executivo da IE estão marcados para acontecer remotamente entre os dias 1º e 3 de abril de 2025, e presencialmente em Bruxelas entre os dias 1º e 4 de dezembro de 2025.

 

Escrito por: Redação CNTE – Fotografias: Divulgação

Comissão aprova proposta de formação específica para educadores de alunos autistas

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Uma proposta voltada para a garantia do acesso, permanência e sucesso escolar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi aprovada na terça-feira, 26, pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados. De autoria do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), o Projeto de Lei 3125/24 prevê a formação específica para educadores/as que lidam com esses alunos diariamente nas escolas.

O texto altera a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e prevê que planos de educação individualizados (PEI) também sejam criados especialmente para esses grupos de estudantes. Os planos deverão ser elaborados com base nas orientações dos conselhos de educação e outros órgãos educacionais, contemplando práticas individualizadas para o desenvolvimento acadêmico e social de estudantes com TEA.

Segundo o relator do projeto, deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), a previsão de formação e políticas voltadas para estudantes com TEA são um reforço necessário dentro de uma lógica que já existe no ordenamento jurídico brasileiro.

Outra lei já vigente no país desempenha um papel semelhante ao da proposta em tramitação. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência tem garantido que projetos pedagógicos assegurem o atendimento educacional especializado e adaptações para atender as necessidades dos estudantes com deficiência, promovendo sua autonomia.

“Nenhum aluno é igual ao outro dentro do espaço da escola, os seres humanos estão cada vez mais individuais. Somos singulares. Dentro do Transtorno do Espectro Autista também temos outras diversidades que a escola precisa estar preparada para lidar”, avalia a secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda Andrade.

A dirigente elogiou a proposta e reforçou a necessidade de planejamentos pedagógicos e orçamentários que permitam a atuação do professor junto às necessidades e demandas de seus estudantes com TEA.

“É sempre bom lembrar que a escola tem uma escassez muito grande de profissionais. Portanto, precisamos de financiamento para tudo isso. Temos que entender que não adianta apresentar uma demanda para a escola executar sem que haja estrutura adequada e um planejamento orçamentário que sustente a efetivação do projeto.

 

Números

Dados reunidos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) revelaram um aumento expressivo nos diagnósticos de TEA. De 1 em cada 166 crianças em 2004, o número saltou para 1 em cada 54 em 2020. Estima-se que, somente no Brasil, cerca de 5,95 milhões de pessoas tenham autismo, segundo dados do Censo Escolar de 2024.

“A escola deve estar preparada para receber e introduzir essa criança socialmente no espaço da escola com o cuidado e olhar especial do professor. E para isso, precisamos de capacitação para que esse profissional saiba identificar os casos, quais movimentos desempenhar no espaço da escola para agregar a aprendizagem dessa criança, e lidar com o comportamento dela para que  não fique excluída do processo”, completa.

A proposta ainda segue em tramitação na Câmara e será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Divulgação

 

 

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Escrito por: Redação CNTE – Fotografia: Sandro Giron/Prefeitura Itaboraí

Estão abertas as inscrições para o curso sobre educação étnico-racial e quilombola

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Estão abertas as vagas para o curso de Extensão, Formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais (Erer) e Educação Escolar Quilombola (EEQ). Professores e gestores que trabalham em escolas da educação básica de todo o país já podem realizar a inscrição na capacitação por meio dos sites das instituições de ensino superior ofertantes.

Cerca de 40 instituições de todas as regiões do país aderiram ao curso. Do total, 20 delas já estão com o edital disponível e as inscrições abertas. Clique aqui para saber quais são. Cerca de 150 mil vagas são ofertadas. Cada instituição disponibilizará um mínimo de 3.750 vagas.

A iniciativa do Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).

A oportunidade tem o objetivo de incentivar o letramento racial de educadores, contribuindo com a formação de professores e gestores de acordo com os princípios da Erer e EEQ, além de promover o desenvolvimento de saberes, práticas e conhecimentos pedagógicos que valorizem as tradições, culturas e línguas ancestrais.

Segundo avalia o secretário de combate ao Racismo da CNTE, Carlos Furtado, a PNEERQ é uma política de governo necessária para superar as desigualdades educacionais, promover uma escola antirracista e uma educação escolar quilombola de qualidade referenciada e inclusiva.

“Esperamos que a PNEERQ seja uma ferramenta forte no combate ao racismo estrutural e ajude a desconstruir os preconceitos que estão enraizados na sociedade”, diz.

Outros fatores importantes para o dirigente são as contribuições da política para a valorização da educação escolar quilombola e as especificidades das comunidades e para o empoderamento e senso de pertencimento dos estudantes.

As aulas terão início em março de 2025, com carga horária de 120 horas ministradas a distância no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Capes.

Quatro módulos compõem a formação. São eles: Panorama Étnico-Racial e Quilombola Brasileiro; Culturas e Territorialidades; Educação Antirracista na Prática; e Gestão Democrática para a Diversidade.

Ao longo do curso, serão realizadas discussões sobre os sistemas de avaliação, a criação de projetos políticos pedagógicos e o desenvolvimento de uma proposta educacional antirracista que inclua atividades pedagógicas para transformar o ambiente escolar e as relações entre os professores, os alunos e a comunidade.

>LEIA MAIS: Infraestrutura e estabilidade são cruciais para a PNEERQ, diz secretária do MEC

Com informações do MEC e da CAPES

 

Escrito por: Redação CNTE – Imagem: Divulgação

CNTE debate Carta de Fortaleza e propostas para os temas do documento no G20 Social

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A educação pública nos debates do G20 Social. Na manhã desta quinta-feira, 14 de novembro, a CNTE apresentou os resultados do Seminário Internacional da Educação da Confederação Sindical da Educação dos Países de Língua Portuguesa (CPLP-SE), debatendo os encaminhamentos para os temas da Carta de Fortaleza, na atividade “Do local ao global: fortalecendo a educação pública”.

O evento acontece no Rio de Janeiro e segue com programação até sábado, 16 de novembro.

A Carta de Fortaleza é fruto do Seminário Internacional da Educação, ocorrido nos dias 29 e 30 de outubro de 2024, em Fortaleza. Mais de oitenta entidades membros da CPLP-SE e da Internacional da Educação (IE), que participaram do evento na capital cearense, assinam o documento que apresenta as principais reivindicações para a educação pública de qualidade e valorização dos trabalhadores/as da educação em todo o mundo.

 

CNTE

 

A programação do G20 Social aconteceu em conjunto com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes).

“A atividade fortaleceu a luta da CPLP-SE. Durante a atividade do G20 Social, a Carta de Fortaleza, discutida no Seminário Internacional de Educação, foi debatida e recebeu encaminhamentos para o desdobramento dos temas que ela apresenta. Esse trabalho visa que os assuntos dentro da carta alcancem todos os países que compõem a Organização das Nações Unidas,” explicou o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

“Vamos firmes nessa luta, mobilizar, debater e continuar defendendo a educação pública como um direito social e humano para todas as pessoas”, completou.

 

CNTE

 

>Leia a Carta de Fortaleza

 

Participação social

O G20 Social é uma iniciativa do governo federal para a inclusão da sociedade civil nos debates e processos de construção de políticas públicas. Proposta pelo presidente Lula durante a 18ª Cúpula dos Chefes de Governo e Estrado do G20, o objetivo é dar voz aos atores não-governamentais nas atividades e tomadas de decisão do G20.

Nesse processo, vários movimentos sociais com histórico de luta e contribuição nacional foram convidados a integrar o G20 social. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), à qual a CNTE é filiada, é um desses.

 

CNTE

Outras entidades, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), a Coalizão Negra por Direitos, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Central Única das Favelas (CUFA) e o Movimento de Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), integram o comitê organizador da Cúpula Social do G20. Ao fim, será construído um documento que reúne as pautas da classe trabalhadora a ser entregue aos chefes de Estado dos países do G20.

 

Escrito por: Redação CNTE – Fotografias: CNTE

Candidatos negros superam os brancos nas eleições municipais 2024

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Mais da metade das candidaturas (52,7%) a prefeito/a e vereador/a nas eleições municipais do país, em 2024, foram de pessoas negras, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No total, 240.587 candidatos/as negros/as e 215.763 brancos/as registraram candidaturas. Esta foi a segunda vez que a candidatura de pessoas negras superou a de pessoas brancas em uma eleição do Brasil.

De acordo com o IBGE (2022), 55,5% da população brasileira se identifica como preta ou parda. O censo mostra que os pardos são 45,3% da população e superaram a quantidade de brancos pela primeira vez desde 1872, quando teve o primeiro recenseamento do país. Já a proporção de pretos mais que dobrou entre 1991 e 2022, chegando a 10,2% da população. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, atualmente, a população brasileira sente mais orgulho em se reconhecer como negra ou parda.

Com informações da Agência Brasil 

 

Escrito por: Redação | Editado por: Redação – Fotografia: Paulo Pinto/Agência Brasil

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