Semana Freiriana: Confira as atividades dessa quinta (17)

A CNTE programou uma série de atividades para essa quinta-feira (17), em prosseguimento à Semana Freireana de Lutas pela Vida e pela Educação Pública. A partir das 10h, a Confederação convida toda a categoria a participar de um Twittaço contra os cortes no orçamento da Educação para 2021. Para participar, use a hashtag #OrçamentoJustoParaEducação e compartilhe.

Às 18h está programado um Ato Virtual em defesa de um orçamento justo para a Educação. A programação será transmitida no Facebook da CNTE (fb.com/cntebrasil). Entidades da educação e frentes parlamentares convidam a sociedade brasileira para discutir o futuro do nosso país.

A Semana faz parte da jornada em celebração aos 99 anos de nascimento de Paulo Freire e envolve as entidades do movimento educacional brasileiro, reunidas no Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), e está aberta à participação de todo o povo brasileiro para reivindicar, anunciar, denunciar, agitar, mobilizar e fortalecer as lutas por Justiça Social.

Ato virtual em defesa do orçamento justo para a educação está marcado para quinta (17)

2020 09 15 manifesto defesa educacao ato
A CNTE, em conjunto com 16 Frentes Parlamentares no Congresso Nacional e 54 entidades e movimentos ligados à Educação, vai exibir nas redes sociais o ato virtual na próxima quinta-feira (17), às 18h, em defesa de um orçamento justo para a área em 2021. A iniciativa tem como objetivo denunciar a perspectiva de cortes de R$ 1.882 bilhão nas chamadas despesas discricionárias para a educação – que envolvem custeio e investimentos – e reivindicar a imediata instalação da Comissão Mista de Orçamento e uma Comissão-Geral no Parlamento brasileiro para discutir os recursos para a Educação em 2021.

>> LEIA O MANIFESTO ASSINADO PELA CNTE E SAIBA MAIS DETALHES

O ato virtual terá a participação de representantes das entidades, das frentes, personalidades e lideranças políticas, como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que deverá marcar presença. Acesse o abaixo-assinado criado para angariar apoios na sociedade civil: http://bit.ly/defendaeducacao

Fonte: CNTE

Trabalhadores e estudantes se mobilizam pela vida, educação pública e ‘Fora Bolsonaro’

2020 09 16 rede brasil atual

São Paulo – A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) deu início nesta segunda-feira (14) à Semana Freireana de Lutas pela Vida e pela Educação Pública. Uma iniciativa para promover o mês das jornadas latino-americanas em defesa do ensino gratuito, laico e emancipatório. E que também homenageia o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, que completaria 100 anos em 2021.

O primeiro dia da agenda do evento foi marcado por uma intervenção artística em frente ao Ministério da Educação. Trabalhadores firmaram a letra “i” e levantaram placas com adjetivos ao MEC escritos com a inicial: incompetente, insensível, irresponsável e indiferente. Nas redes sociais, ocorreu, simultaneamente, tuítaço coma #MECincompetente.

A campanha levanta críticas à retomada das aulas presenciais no atual estágio da pandemia e sem qualquer articulação de um plano que prevenção ao contágio por parte do ministério. Assim como denuncia a redução dos investimentos na educação, apontando que a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em janeiro do ano que vem vai agravar ainda mais uma série de desigualdades na educação. A Semana Freiriana segue até sábado (19) com previsão de novas mobilizações e debates virtuais.

Dia Nacional de Mobilização pela Educação
Para hoje, às 18h, a CNTE realiza em suas redes sociais uma live sobre os “Pensamentos de Paulo Freire no enfrentamento educacional no contexto da pandemia”. Na quinta (17), às 18h, em ato virtual, os trabalhadores da educação se somam a frentes parlamentares e aos movimentos estudantis para lançar um manifesto conjunto em defesa de um orçamento justo para as universidades públicas e federais – muitas delas atualmente na linha de frente da pesquisa contra a covid-19.

Após a repercussão negativa de que o orçamento da Educação seria menor do que o da Defesa, o governo de Jair Bolsonaro recuou e agora prevê um repasse para 2021 de R$ 144,5 bilhões ao setor – R$ 2 bilhões a mais do que o orçamento deste ano. Mas, apesar do aumento, o MEC planeja cortar quase R$ 1 bilhão do total de recursos que seriam destinados às instituições de ensino superior.

“O que acreditamos ser o mais próximo do ideal para a educação, eles querem cortar. Mas também porque são anti-vacinas, anti-ciência, anti-pesquisa, por exemplo”, contesta a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Rozana Barroso, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT.

De acordo com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, o ato nesta quinta marcará também a oposição aos interventores que o governo Bolsonaro está nomeando em universidades e institutos de educação federais.

A UNE e a Ubes articulam ainda, para a próxima quarta-feira (23), o Dia Nacional de Mobilização pela Educação. Em atos virtuais e presenciais, os estudantes irão ampliar o movimento “Fora Bolsonaro” e denunciar a destruição que o atual governo promove em diferentes setores do ensino. 

(Rede Brasil Atual, 15/09/2020)

Fonte: CNTE

Semana Freireana: Confira a programação da CNTE para essa quarta (16)

A CNTE promove, nessa quarta-feira (16), algumas atividades em prosseguimento à Semana Freireana de lutas pela vida e pela educação pública. Às 11h a Confederação realizará uma Live para falar sobre a Jornada Latino Americana rumo ao centenário de nascimento de Paulo Freire.

Já às 14h a Confederação realizará outra uma Live com a Internacional da Educação, com a participação da Secretária Geral da CNTE, Fátima Aparecida da Silva, e convidados.

Participe!

Live da CNTE aborda pensamentos de Paulo Freire no enfrentamento educacional ao contexto da pandemia

Em prosseguimento à Semana Freireana de lutas pela vida e pela educação pública, a CNTE promove, nesta terça-feira (15), uma Live às 18h. Trazendo como tema Pensamentos de Paulo Freire no enfrentamento educacional ao contexto da pandemia, os professores José Batista Neto (UFPE) e Lúcia Alvarez (UFMG) falam sobre a situação da educação brasileira, e como professores(as) e estudantes vêm lidando com o distanciamento educacional e todos os riscos de uma possível volta às aulas presenciais. A mediação ficará por conta da secretária geral da CNTE, Fátima Silva.

A transmissão será feita pelo FB.COM/CNTEBRASIL e pelo YOUTUBE.COM/CNTEBRASIL.

 

É tempo de salvar vidas

Essa terça-feira (15) também será marcada como Dia Nacional de Mobilizações da Educação em Defesa da Vida. Durante todo o dia a CNTE vai reivindicar a aplicação de medidas necessárias para salvar vidas e garantir o direito a educação pública para todos e todas. Em muitos municípios e estados, governos estão marcando retorno às aulas presenciais sem oferecer condições de segurança.

A CNTE reforça que aulas podem ser repostas, vidas não – e cobra responsabilidade estatal.

CNTE assina manifesto em defesa da educação como direito público

2020 09 11 cnte manifesto educacao direito

16 Frentes Parlamentares do Congresso Nacional e 39 entidades e movimentos ligados à Educação vêm a público manifestar preocupação com todas as iniciativas que visem a desestabilizar o funcionamento das instituições de ensino, sejam elas de cunho orçamentário, ou em formato de ofensas à legislação.

>> Acesse o abaixo-assinado

A perspectiva de corte de R$ 1.882 bilhão no orçamento das chamadas despesas discricionárias para a educação, que envolvem o custeio e os investimentos, chama a atenção, sobretudo em um momento como o atual. As duas agências de fomento da pesquisa no Brasil, CNPq e Capes, estão com seus orçamentos dependentes de créditos suplementares, o que pode comprometer o pagamento das bolsas em 2021. Além disso, não há espaço para a abertura de novas bolsas e os recursos de fomento, fundamentais para a estruturação das pesquisas, seguem em vertiginosa queda.

Da mesma maneira que a educação liberta, o investimento em pesquisa, em ciência e tecnologia salva vidas. Tanto a produção de álcool líquido ou em gel e de máscaras de proteção- muitas delas já produzidas em impressoras 3D- quanto de respiradores, dependem de um comprometimento estatal muito grande. Assim é com o monitoramento do vírus e com os estudos que envolvem a tão aguardada vacina, para ficarmos apenas nesses exemplos.

Para o pós-pandemia, é inimaginável abrir mão de recursos que servirão para a reconstrução do país e para atender as demandas dos estudantes brasileiros já tão prejudicadas por esse ano letivo atípico. A vitória recente da histórica aprovação do Novo Fundeb no Congresso Nacional não nos permite descuidos na defesa da educação. No ano de 2019, estudantes das universidades, dos institutos federais e secundaristas foram às ruas de todo o Brasil insatisfeitos com a notícia dos cortes e contingenciamentos. Eles encabeçaram a luta pela permanência do orçamento e essa luta deve servir de inspiração para toda a sociedade.

Além de um orçamento justo para a pasta da educação, defendemos a autonomia universitária e a dos institutos federais, com a nomeação dos reitores eleitos em processo democrático e dos concursados. Faz-se necessária a imediata instalação da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional para discutir os recursos para a Educação para 2021 e de uma Comissão-Geral no Parlamento brasileiro para tratar o tema.

É imperioso investir, de maneira incisiva, na educação brasileira e garantir a valorização das universidades e institutos federais, de professores e técnicos e dos programas de permanência e assistência estudantil. É preciso, inclusive, ampliar esses investimentos para garantir conhecimento, ensino e desenvolvimento em favor da vida dos brasileiros e das brasileiras. Esse investimento é mais do que necessário também para a saúde pública, pois nas universidades estão 45 hospitais universitários que também fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Muitos deles são considerados os maiores e os melhores hospitais do sistema, onde- além do atendimento à populaçãodesenvolvem, através das pesquisas, novos procedimentos, novas tecnologias e inovações.

Um país que não fomenta a pesquisa e o ensino universal, não investe em ciência e tecnologia e não valoriza os profissionais de educação, é um país que não pensa em seu futuro. Conclamamos a sociedade brasileira, as instituições, os entes federados e os poderes constitucionais para que firmem um pacto e tenham na educação, e no compromisso com a garantia de recursos justos para a área, um valor inegociável. Quem ganhará é o Brasil.

As seguintes frentes parlamentares e as seguintes entidades assinam este manifesto e convidam todas e todos a participarem do Ato Virtual em Defesa de um Orçamento Justo para a Educação no dia 17/09/2020, às 18h.

Frentes:
– Frente Parlamentar de Apoio aos Conselhos Profissionais;
– Frente Parlamentar de Apoio aos Profissionais de Classe;
– Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura;
– Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação;
– Frente Parlamentar em Defesa do Plano Nacional de Educação;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais, Ciência e Tecnologia;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana;
– Frente Parlamentar Mista da Agricultura Familiar;
– Frente Parlamentar Mista da Educação;
– Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente;
– Frente Parlamentar Mista em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável da ONU;
– Frente Parlamentar Mista em Defesa das Organizações da Sociedade Civil;
– Frente Parlamentar Mista para Ampliação dos Cursos de Medicina;
– Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais;
Entidades e movimentos:
-ABALF – Associação Brasileira de Alfabetização;
– ABdC – Associação Brasileira de Currículo;
– ABEM- Associação Brasileira de Educação Musical;
-ABRAPEE – Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional;
– ABRAPEC- Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências;
– ANDIFES- Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior;
-ANPAE – Associação Nacional de Política e Administração da Educação;
-ANPEd – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação;
– ANPG – Associação Nacional dos Pós-Graduandos;
– APUBH- Sindicato de professores das universidades federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco;
– ATENS-SN- Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior das IFES;
– Campanha Nacional pelo Direito à Educação;
-CEDES – Centro de Estudos, Educação e Sociedade;
– CNTE- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação;
– CONTEE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino;
– CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras;
-CONIF- Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
-FASUBRA- Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil;
– FDE – Fórum Distrital de Educação;
– FEERJ – Fórum Estadual de Educação do Rio de Janeiro;
-FENET – Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico;
– FEPE SC – Fórum Estadual Popular de Educação de Santa Catarina;
– FINEDUCA- Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação;
-FNPE – Fórum Nacional Popular de Educação;
– FORPIBID RP – Fórum de Coordenação do Pibid e Programa Residência Pedagógica;
– Fórum Estadual de Educação do Pará ;
-Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Parfor/Forparfor;
– MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens;
– MIEIB – Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil;
-Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio;
– Núcleo de Educação e Cultura do PT no Congresso Nacional;
-Observatório do Conhecimento;
-Proifes- Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e Ensino Básico Técnico e Tecnológico;
– SBEnBio – Associação Brasileira de Ensino de Biologia;
-SBEM- Sociedade Brasileira de Educação Matemática
-SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência;
– Sinasefe – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica;
– UNE- União Nacional dos Estudantes;
– UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas;
Deputadas e Deputados que assinam o Manifesto:
Afonso Florence (PT/BA)
Afonso Motta (PDT/CE)
Airton Faleiro (PT/PA)
Alencar Santana Braga (PT/SP)
Alessandro Molon (PSB/RJ)
Alexandre Padilha (PT/SP)
Alice Portugal (PCdoB/BA)
Arlindo Chinaglia (PT/SP)
Áurea Carolina (PSOL/MG)
André Figueiredo (PDT/CE)
Bacelar (PODEMOS/BA)
Benedita da Silva (PT/RJ)
Beto Faro (PT/PA)
Bira do Pindaré (PSB/MA)
Camilo Capiberibe (PSB/AP)
Carlos Veras (PT/PE)
Carlos Zarattini (PT/SP)
Célio Moura (PT/TO)
Danilo Cabral (PSB/PE)
David Miranda (PSOL/RJ)
Dionisio Marcon (PT/RS)
Edmilson Rodrigues (PSOL/PA)
Elias Vaz (PSB/GO)
Elvino Bohn Gass (PT/RS)
Enio Verri (PT/PR), líder do PT na Câmara dos Deputados;
Erika Kokay (PT-DF), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos;
Fernanda Melchionna (PSOL/RS)- presidenta da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura;
Frei Anastácio (PT/PB)
Glauber Braga (PSOL/RJ)
Gleisi Hoffmann (PT/PR)
Helder Salomão (PT/ES)
Henrique Fontana (PT/RS)
Idilvan Alencar (PDT/CE)
Ivan Valente (PSOL /SP)
Jandira Feghali (PCdoB/RJ)
João Daniel (PT/SE)
João H. Campos (PSB/PE)
Jorge Solla (PT/ BA)
José Airton Cirilo (PT/CE)
José Guimarães (PT/ CE)
Joseildo Ramos (PT/BA)
José Ricardo (PT/AM)
Júlio Delgado (PSB/MG)
Leonardo Monteiro (PT/MG)
Luiza Erundina (PSOL/SP)
Luiziane Lins (PT/CE)
Marcelo Calero (Cidadania-RJ)
Marcelo Freixo (PSOL/RJ)
Márcio Jerry (PCdoB/MA)
Margarida Salomão (PT/MG)- coordenadora da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades
Federais;
Maria do Rosario (PT/ RS)- presidenta da Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da
Criança e Adolescente;
Marília Arraes (PT/PE)
Mauro Nazif (PSB/RO)
Merlong Solano (PT/PI)
Natália Bonavides (PT/RN)
Nilto Tatto (PT/SP)
Odair Cunha (PT/MG)
Padre João (PT/MG)
Patrus Ananias (PT/MG)
Paulão (PT/AL)
Paulo Guedes (PT/MG)
Paulo Pimenta (PT/RS)
Paulo Teixeira (PT/SP)
Pedro Cunha Lima (PSDB/PB)
Pedro Uczai (PT/SC), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Plano Nacional de Educação;
Professora Rosa Neide (PT/MT), presidenta da Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação;
Professor Israel (PV/DF), secretário-geral da Frente Parlamentar Mista da Educação;
Reginaldo Lopes (PT/MG)- presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais;
Rejane Dias (PT/PI)
Rogério Correia (PT/MG), presidente da Frente Parlamentar de apoio aos Conselhos Profissionais;
Rubens Otoni (PT/GO)
Rui Falcão (PT/SP)
Sâmia Bonfim (PSOL/SP), líder do PSOL na Câmara dos Deputados;
Tabata Amaral (PDT/SP)
Taliria Petrone (PSOL/RJ)
Túlio Gadelha (PDT/PE)
Valmir Assunção (PT/BA)
Vander Loubet (PT/MS)
Vicentinho (PT/SP)
Waldenor Pereira (PT/BA)
Wolney Queiroz (PDT/PE), líder do PDT na Câmara;
Zeca Dirceu (PT/PR), presidente da Frente Parlamentar Mista para Ampliação dos Cursos de Medicina;
Zé Carlos (PT/MA)
Zé Neto (PT/BA)

Senadoras e Senadores que assinam o Manifesto:
Cid Gomes (PDT/CE)
Eliziane Gama (Cidadania/MA)
Flávio Arns (PODEMOS/PR)
Humberto Costa (PT/PE)
Jaques Wagner (PT/BA)
Jean Paul Prates (PT/RN)
Leila Barros (PSB/DF)
Paulo Paim (PT/RS)
Paulo Rocha (PT/PA)
Plínio Valério (PSDB/AM)
Randolfe Rodrigues (REDE/AP), líder da oposição no Senado Federal;
Rogério Carvalho (PT/SE), líder do PT no Senado Federal;
Zenaide Maia (PROS/RN)

Fonte: CNTE

Governo Bolsonaro veta a subvinculação dos precatórios do FUNDEF para os profissionais da educação

2020 09 14 notapublica precatorio

Foi publicada no Diário Oficial da União, desta segunda-feira (14), a Lei 14.057, que “disciplina o acordo com credores para pagamento com desconto de precatórios federais e o acordo terminativo de litígio contra a Fazenda Pública”, entre outras questões. O projeto de lei nº 1.581/20, que deu origem à mencionada Lei, continha dispositivo que vinculava 60% dos recursos oriundos de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização dos Profissionais do Magistério (FUNDEF) para o pagamento aos profissionais do magistério ativos e aposentados, inclusive pensionistas, na forma de abono, sem que houvesse incorporação à remuneração dos referidos servidores. No entanto, o presidente Bolsonaro vetou essa parte da Lei.

Embora a Lei 14.057 não tivesse alcance sobre todos os precatórios do FUNDEF – pois se limitava aos acordos de Estados e Municípios com a União, não tendo efeito vinculante erga omnes –, sua aprovação sem vetos traria mais sustentação legal às decisões judiciais e aos acordos entre os entes públicos e os sindicatos que representam os trabalhadores em educação, a fim de que as destinações originais das verbas do FUNDEF, previstas na Emenda Constitucional nº 14/96 e na Lei 9.424/96, se mantivessem inalteradas.

No entanto, o veto presidencial se consubstancia no acórdão nº 2.866/18, do Tribunal de Contas da União, que tem sido questionado no Supremo Tribunal Federal através da ADPF 528. Trata-se de um diploma que a CNTE e suas afiliadas consideram inconstitucional, tanto pelo aspecto formal (pois não é competência do TCU fazer controle de constitucionalidade de leis) quanto material (uma vez que desconsidera a partilha conferida nos diplomas que instituíram o FUNDEF e o parágrafo único do art. 8º da Lei Complementar nº 101/2000, que mantém vinculados às suas finalidades específicas os recursos que ingressarem nas contas públicas, mesmo em períodos diversos da previsão original).

Outro agravante do veto presidencial refere-se ao fato de que os precatórios do FUNDEF poderão sofrer deságio de até 40% sobre o valor total em benefício da União, sem, contudo, destinar um centavo sequer para a valorização dos profissionais da educação. Trata-se de mais uma aberração legalizada que revela o descompromisso público com a categoria dos profissionais da educação e a total insegurança jurídica em tempos de incessantes ataques aos direitos da classe trabalhadora.

A CNTE denunciará amplamente mais essa agressão contra a destinação correta dos precatórios do FUNDEF e exigirá do Congresso Nacional a derrubada desse veto injusto e de grave afronta à valorização dos/as educadores/as das regiões Norte e Nordeste, contemplados pelos precatórios do FUNDEF, que tiveram suas remunerações rebaixadas durante toda a vigência do Fundo do Ensino Fundamental (1997-2006).

Brasília, 14 de setembro de 2020
Diretoria da CNTE

Em Defesa da Vida e da Educação

2020 09 11 site semana freireana heleno

 

“Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso. Amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade” (Paulo Freire).

A Lei n. 12.612, de 13 de abril de 2012, declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira. Paulo Reglus Neves Freire, nasceu no dia 19 de setembro de 1921, na cidade do Recife. Um dos pensadores mais notáveis da pedagogia mundial, defensor de uma prática dialética em busca da formação integral do ser humano. O seu livro “Pedagogia do Oprimido” é a terceira obra mais citada em trabalhos acadêmicos da área de humanas em todo o mundo. Recebeu 35 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades da Europa e América e contribuiu com as reformas educacionais nos países da África que falam a língua portuguesa, com mais intensidade na Guiné-Bissau e em Moçambique.

No sábado (19 de setembro) celebraremos os 99 anos de nascimento do Educador Paulo Freire. Neste sentido, as entidades do movimento educacional brasileiro, reunidas no Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), convocam todo o povo brasileiro a celebrar a Semana Freireana em Defesa da Vida e da Educação Pública, vamos juntos e juntas reivindicar, anunciar, denunciar, agitar, mobilizar e fortalecer as lutas por Justiça Social.

Dia 14 de setembro, vamos denunciar a incompetência do Ministério da Educação.

Dia 15 de setembro, vamos reivindicar a aplicação de medidas necessárias para salvar vidas e para garantir o direito a educação pública para todos e todas.

Dia 16 de setembro, vamos anunciar ao mundo os nossos preparativos para comemorar o Centenário de Nascimento do Paulo Freire.

Dia 17 de setembro, vamos agitar o Brasil em defesa do orçamento 2021 para a educação Pública.

Dia 18 de setembro, vamos anunciar e mobilizar pela realização da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE-2022).

Dia 19 de setembro, vamos fortalecer as lutas em defesa da Justiça Social. “Me movo como educador, porque, primeiro, me movo como gente” (Freire) e “gente é muito bom, gente deve ser o bom, tem de se cuidar, de se respeitar o bom… gente viva, brilhando estrelas na noite, gente quer comer, gente que ser feliz, gente quer respirar ar pelo nariz, gente lavando roupa, amassando pão, gente pobre arrancando a vida com a mão, no coração da mata gente quer prosseguir, quer durar, quer crescer, gente quer luzir, GENTE É PRA BRILHAR, NÃO PRA MORRER DE FOME”(Caetano Veloso).

Prof. Heleno Araújo
Presidente da CNTE
Diretor do SINTEPE

Fonte: CNTE

CNTE assina manifesto em defesa da educação como direito público

2020 09 11 cnte manifesto educacao direito

16 Frentes Parlamentares do Congresso Nacional e 39 entidades e movimentos ligados à Educação vêm a público manifestar preocupação com todas as iniciativas que visem a desestabilizar o funcionamento das instituições de ensino, sejam elas de cunho orçamentário, ou em formato de ofensas à legislação.

>> Acesse o abaixo-assinado

A perspectiva de corte de R$ 1.882 bilhão no orçamento das chamadas despesas discricionárias para a educação, que envolvem o custeio e os investimentos, chama a atenção, sobretudo em um momento como o atual. As duas agências de fomento da pesquisa no Brasil, CNPq e Capes, estão com seus orçamentos dependentes de créditos suplementares, o que pode comprometer o pagamento das bolsas em 2021. Além disso, não há espaço para a abertura de novas bolsas e os recursos de fomento, fundamentais para a estruturação das pesquisas, seguem em vertiginosa queda.

Da mesma maneira que a educação liberta, o investimento em pesquisa, em ciência e tecnologia salva vidas. Tanto a produção de álcool líquido ou em gel e de máscaras de proteção- muitas delas já produzidas em impressoras 3D- quanto de respiradores, dependem de um comprometimento estatal muito grande. Assim é com o monitoramento do vírus e com os estudos que envolvem a tão aguardada vacina, para ficarmos apenas nesses exemplos.

Para o pós-pandemia, é inimaginável abrir mão de recursos que servirão para a reconstrução do país e para atender as demandas dos estudantes brasileiros já tão prejudicadas por esse ano letivo atípico. A vitória recente da histórica aprovação do Novo Fundeb no Congresso Nacional não nos permite descuidos na defesa da educação. No ano de 2019, estudantes das universidades, dos institutos federais e secundaristas foram às ruas de todo o Brasil insatisfeitos com a notícia dos cortes e contingenciamentos. Eles encabeçaram a luta pela permanência do orçamento e essa luta deve servir de inspiração para toda a sociedade.

Além de um orçamento justo para a pasta da educação, defendemos a autonomia universitária e a dos institutos federais, com a nomeação dos reitores eleitos em processo democrático e dos concursados. Faz-se necessária a imediata instalação da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional para discutir os recursos para a Educação para 2021 e de uma Comissão-Geral no Parlamento brasileiro para tratar o tema.

É imperioso investir, de maneira incisiva, na educação brasileira e garantir a valorização das universidades e institutos federais, de professores e técnicos e dos programas de permanência e assistência estudantil. É preciso, inclusive, ampliar esses investimentos para garantir conhecimento, ensino e desenvolvimento em favor da vida dos brasileiros e das brasileiras. Esse investimento é mais do que necessário também para a saúde pública, pois nas universidades estão 45 hospitais universitários que também fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Muitos deles são considerados os maiores e os melhores hospitais do sistema, onde- além do atendimento à populaçãodesenvolvem, através das pesquisas, novos procedimentos, novas tecnologias e inovações.

Um país que não fomenta a pesquisa e o ensino universal, não investe em ciência e tecnologia e não valoriza os profissionais de educação, é um país que não pensa em seu futuro. Conclamamos a sociedade brasileira, as instituições, os entes federados e os poderes constitucionais para que firmem um pacto e tenham na educação, e no compromisso com a garantia de recursos justos para a área, um valor inegociável. Quem ganhará é o Brasil.

As seguintes frentes parlamentares e as seguintes entidades assinam este manifesto e convidam todas e todos a participarem do Ato Virtual em Defesa de um Orçamento Justo para a Educação no dia 17/09/2020, às 18h.

Frentes:
– Frente Parlamentar de Apoio aos Conselhos Profissionais;
– Frente Parlamentar de Apoio aos Profissionais de Classe;
– Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura;
– Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação;
– Frente Parlamentar em Defesa do Plano Nacional de Educação;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais, Ciência e Tecnologia;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana;
– Frente Parlamentar Mista da Agricultura Familiar;
– Frente Parlamentar Mista da Educação;
– Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente;
– Frente Parlamentar Mista em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável da ONU;
– Frente Parlamentar Mista em Defesa das Organizações da Sociedade Civil;
– Frente Parlamentar Mista para Ampliação dos Cursos de Medicina;
– Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais;
Entidades e movimentos:
-ABALF – Associação Brasileira de Alfabetização;
– ABdC – Associação Brasileira de Currículo;
– ABEM- Associação Brasileira de Educação Musical;
-ABRAPEE – Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional;
– ABRAPEC- Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências;
– ANDIFES- Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior;
-ANPAE – Associação Nacional de Política e Administração da Educação;
-ANPEd – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação;
– ANPG – Associação Nacional dos Pós-Graduandos;
– APUBH- Sindicato de professores das universidades federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco;
– ATENS-SN- Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior das IFES;
– Campanha Nacional pelo Direito à Educação;
-CEDES – Centro de Estudos, Educação e Sociedade;
– CNTE- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação;
– CONTEE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino;
– CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras;
-CONIF- Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
-FASUBRA- Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil;
– FDE – Fórum Distrital de Educação;
– FEERJ – Fórum Estadual de Educação do Rio de Janeiro;
-FENET – Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico;
– FEPE SC – Fórum Estadual Popular de Educação de Santa Catarina;
– FINEDUCA- Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação;
-FNPE – Fórum Nacional Popular de Educação;
– FORPIBID RP – Fórum de Coordenação do Pibid e Programa Residência Pedagógica;
– Fórum Estadual de Educação do Pará ;
-Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Parfor/Forparfor;
– MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens;
– MIEIB – Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil;
-Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio;
– Núcleo de Educação e Cultura do PT no Congresso Nacional;
-Observatório do Conhecimento;
-Proifes- Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e Ensino Básico Técnico e Tecnológico;
– SBEnBio – Associação Brasileira de Ensino de Biologia;
-SBEM- Sociedade Brasileira de Educação Matemática
-SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência;
– Sinasefe – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica;
– UNE- União Nacional dos Estudantes;
– UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas;
Deputadas e Deputados que assinam o Manifesto:
Afonso Florence (PT/BA)
Afonso Motta (PDT/CE)
Airton Faleiro (PT/PA)
Alencar Santana Braga (PT/SP)
Alessandro Molon (PSB/RJ)
Alexandre Padilha (PT/SP)
Alice Portugal (PCdoB/BA)
Arlindo Chinaglia (PT/SP)
Áurea Carolina (PSOL/MG)
André Figueiredo (PDT/CE)
Bacelar (PODEMOS/BA)
Benedita da Silva (PT/RJ)
Beto Faro (PT/PA)
Bira do Pindaré (PSB/MA)
Camilo Capiberibe (PSB/AP)
Carlos Veras (PT/PE)
Carlos Zarattini (PT/SP)
Célio Moura (PT/TO)
Danilo Cabral (PSB/PE)
David Miranda (PSOL/RJ)
Dionisio Marcon (PT/RS)
Edmilson Rodrigues (PSOL/PA)
Elias Vaz (PSB/GO)
Elvino Bohn Gass (PT/RS)
Enio Verri (PT/PR), líder do PT na Câmara dos Deputados;
Erika Kokay (PT-DF), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos;
Fernanda Melchionna (PSOL/RS)- presidenta da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura;
Frei Anastácio (PT/PB)
Glauber Braga (PSOL/RJ)
Gleisi Hoffmann (PT/PR)
Helder Salomão (PT/ES)
Henrique Fontana (PT/RS)
Idilvan Alencar (PDT/CE)
Ivan Valente (PSOL /SP)
Jandira Feghali (PCdoB/RJ)
João Daniel (PT/SE)
João H. Campos (PSB/PE)
Jorge Solla (PT/ BA)
José Airton Cirilo (PT/CE)
José Guimarães (PT/ CE)
Joseildo Ramos (PT/BA)
José Ricardo (PT/AM)
Júlio Delgado (PSB/MG)
Leonardo Monteiro (PT/MG)
Luiza Erundina (PSOL/SP)
Luiziane Lins (PT/CE)
Marcelo Calero (Cidadania-RJ)
Marcelo Freixo (PSOL/RJ)
Márcio Jerry (PCdoB/MA)
Margarida Salomão (PT/MG)- coordenadora da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades
Federais;
Maria do Rosario (PT/ RS)- presidenta da Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da
Criança e Adolescente;
Marília Arraes (PT/PE)
Mauro Nazif (PSB/RO)
Merlong Solano (PT/PI)
Natália Bonavides (PT/RN)
Nilto Tatto (PT/SP)
Odair Cunha (PT/MG)
Padre João (PT/MG)
Patrus Ananias (PT/MG)
Paulão (PT/AL)
Paulo Guedes (PT/MG)
Paulo Pimenta (PT/RS)
Paulo Teixeira (PT/SP)
Pedro Cunha Lima (PSDB/PB)
Pedro Uczai (PT/SC), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Plano Nacional de Educação;
Professora Rosa Neide (PT/MT), presidenta da Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação;
Professor Israel (PV/DF), secretário-geral da Frente Parlamentar Mista da Educação;
Reginaldo Lopes (PT/MG)- presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais;
Rejane Dias (PT/PI)
Rogério Correia (PT/MG), presidente da Frente Parlamentar de apoio aos Conselhos Profissionais;
Rubens Otoni (PT/GO)
Rui Falcão (PT/SP)
Sâmia Bonfim (PSOL/SP), líder do PSOL na Câmara dos Deputados;
Tabata Amaral (PDT/SP)
Taliria Petrone (PSOL/RJ)
Túlio Gadelha (PDT/PE)
Valmir Assunção (PT/BA)
Vander Loubet (PT/MS)
Vicentinho (PT/SP)
Waldenor Pereira (PT/BA)
Wolney Queiroz (PDT/PE), líder do PDT na Câmara;
Zeca Dirceu (PT/PR), presidente da Frente Parlamentar Mista para Ampliação dos Cursos de Medicina;
Zé Carlos (PT/MA)
Zé Neto (PT/BA)

Senadoras e Senadores que assinam o Manifesto:
Cid Gomes (PDT/CE)
Eliziane Gama (Cidadania/MA)
Flávio Arns (PODEMOS/PR)
Humberto Costa (PT/PE)
Jaques Wagner (PT/BA)
Jean Paul Prates (PT/RN)
Leila Barros (PSB/DF)
Paulo Paim (PT/RS)
Paulo Rocha (PT/PA)
Plínio Valério (PSDB/AM)
Randolfe Rodrigues (REDE/AP), líder da oposição no Senado Federal;
Rogério Carvalho (PT/SE), líder do PT no Senado Federal;
Zenaide Maia (PROS/RN)

Fonte: CNTE

Universidades particulares demitem professores em massa e lotam salas virtuais

 
Processo de sucateamento do ensino superior começou com o corte de repasses do governo federal para o Fies.
 

A professora Beatriz (nome fictício) dava aula em cinco turmas à noite e uma pela manhã quando foi informada de sua demissão da Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, por uma mensagem virtual, no dia 22 de junho, em meio a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Junto com ela, cerca de 600 professores foram demitidos da mesma maneira, o que levou a uma diminuição do corpo docente da instituição em aproximadamente 45%. No total, segundo um levantamento realizado pelo Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro SP), a demissão foi uma realidade para 1.674 profissionais de faculdades particulares paulistas desde abril.

“Eles escreveram que a gente não fazia mais parte do quadro, não precisava cumprir rescisão, que era para devolver as carteirinhas dos convênios no meio da pandemia, devolver crachá, cartão de estacionamento”, afirma Beatriz. Seu caso se tornou mais grave pelo fato de a professora ser PCD (pessoas com deficiência), cuja demissão sem justa causa está proibida durante a pandemia de covid-19 desde 1º de abril, por meio da Medida Provisória 936, e pela Lei 14.020, do dia 6 de julho.

“Fui até a universidade solicitar o processo de reintegração, previsto na lei, e simplesmente começaram a ironizar a minha lesão como se eu não a tivesse. Disseram que o Detran dava isenção PCD até para quem tinha torcicolo”, afirma Beatriz. Depois de resolver a questão diretamente com a Uninove por quatro vezes, a professora decidiu entrar com um processo no Poder Judiciário contra a faculdade.

No começo de abril, ocorreu o mesmo na Rede Internacional de Universidades Laureate, que controla faculdades como Anhembi Morumbi e Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), que demitiu 130 professores, também em São Paulo. Depois, outras universidades esperam chegar o fim do semestre para diminuir o quadro de funcionários. Foi quando, além da Uninove, a Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul) demitiu 40% do corpo docente.

Segundo Celso Napolitano, diretor do Sinpro SP, com a redução da quantidade de docentes, as salas virtuais alcançaram números de alunos expressivos. Os professores que davam aula para 50 estudantes, agora dão o mesmo curso para 200 alunos.

“É só assim que você consegue explicar que uma universidade demite 50% do corpo docente, porque sobrecarrega os outros professores que ficaram”, afirma Napolitano.

As justificativas para as demissões são crise econômica, inadimplência e evasão. Ao olhar para os números, no entanto, não se justifica, defende Napolitano. “É uma jogada de números, porque no ano passado, sem pandemia, houve uma evasão de 14%, agora a evasão é de 23%. Então, aumentou apenas 9 pontos percentuais.”

Outro fator é que as demissões em massa não são de agora, fazem parte de um processo anterior de sucateamento da educação no Brasil. De acordo com Gabriel Teixeira, integrante da Rede de Educadores do Ensino Superior em Luta, formada por professores demitidos nos mesmos termos da situação apresentada por Beatriz, o movimento de reestruturação do ensino superior coincide com o começo da crise dos repasses do Financiamento Estudantil (Fies) do governo federal, em 2015.

Nesse momento, começam as demissões em massa nos fins de semestre e a comercialização de títulos das universidades no mercado financeiro, como é o caso da Unicsul.

“Aí tem de garantir um dividendo para quem comprou uma ação da sua empresa. Então, a gente vê essa coisa meio maluca de transformar cursos inteiros em educação a distância, substituir professor por robô. Tudo isso é uma diminuição de custo para garantir uma lucratividade imensa”, afirma Teixeira. A rede de educadores recebe, então, nesse movimento, quinzenalmente relatos de demissão de docentes em substituição por robôs, em licença maternidade, em período de estabilidade antes da aposentadoria, de PCDs e afins.

É o caso do próprio Gabriel Teixeira. Ele foi demitido da Rede Internacional de Universidades Laureate já entre 2018 e 2019 durante a implementação de robôs, o que reforça sua narrativa de o processo de demissões ser anterior à pandemia.

Segundo Celso Napolitano, o governo federal “não só deixou de fazer, como fez”. O diretor do sindicato lembra que o artigo 205 da Constituição Federal estabelece que a educação é livre à iniciativa privada. No entanto, de acordo com esse mesmo artigo, o Estado tem a obrigação de verificar as condições de qualidade de ensino oferecidas pelas instituições particulares.

Mas o que ocorre vai na mão contrária: o Conselho Nacional de Educação, ligado à pasta, estabelece que na relação do ensino a distância, a interação pode ser feita por tutores que não se caracterizam necessariamente como professores. “Então, dá margem para que as instituições contrate tutores por preços irrisórios e que têm a obrigação de interagir com até quatro mil alunos”, lamenta Napolitano.

O Brasil de Fato entrou em contato com as universidades citadas e o Ministério da Educação. Mas até a publicação desta reportagem, no entanto, não houve um retorno de nenhum dos procurados.

Reprodução: CNTE

 
Acessar o conteúdo