CUT discute ampliação da participação dos jovens no movimento sindical

Jovens sindicalistas e educadores sindicais de 23 estados  e de quatro ramos de atividades da CUT estão em São Paulo participando do “1º Encontro do Projeto Educação Sindical e Organização de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras no Brasil”.
A atividade, que começou nesta segunda-feira (2) e vai até a próxima quarta-feira (4), no Instituto Cajamar, tem como principal objetivo aproximar o sindicalismo CUTista da juventude trabalhadora e ampliar a participação dos jovens nas estruturas sindicais.
Um acordo de cooperação entre a CUT e a Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB), viabilizou este projeto que termina em 2020 e prevê atividades de formação de novas lideranças sindicais em todo o país. Primeiro, tem esse encontro nacional em Cajamar, depois serão realizadas atividades regionais e, para encerrar, outra atividade nacional.
“Os jovens que sairão desta atividade terão a responsabilidade de levar esse projeto de organização e formação para os quatros cantos do Brasil”, disse a nova secretária nacional da Juventude da CUT, Cristiana Paiva.
Segundo ela, a participação efetiva dos jovens CUTistas será fundamental para o sucesso do projeto, pois “até 2020 esses jovens sindicalistas estarão ocupando funções importantes e de responsabilidades dentro da maior central sindical do País”, disse Cristiana, trabalhadora rural de Roraima.
De olho na população jovem trabalhadora
Segundo dados da PNAD-IBGE 2016, o Brasil tem 51,6 milhões de pessoas na faixa etária considerada jovem (18 a 29 anos) e o auge será em 2020.
Esse é o público alvo do projeto. Segundo o diretor para a América Latina da DGB, Niklaas Hofmann, os jovens serão cruciais para o futuro dos sindicatos e da organização dos trabalhadores brasileiros, especialmente depois do golpe de 2016 que vem atacando os direitos sociais e trabalhistas.
Ele disse que a DGB escolheu o projeto CUTista porque considera o trabalho da CUT com os jovens  fundamental para o futuro do sindicalismo brasileiro.
“Sabemos do desafio que o Brasil e os trabalhadores brasileiros terão no próximo período com os retrocessos no mundo do trabalho e também político. Os jovens serão cruciais para o futuro dos sindicatos e da organização dos trabalhadores”, afirmou Niklaas.
Para ele, a juventude precisa conhecer a história do movimento sindical para transformar o atual momento e a formação tem papel fundamental.
“O futuro do trabalho e a escravidão moderna são temas que precisam ser discutidos pelos jovens trabalhadores. E eles [os jovens] precisam rediscutir a organização dos trabalhadores baseado na história do movimento sindical e, para isso, os educadores tem papeis fundamentais”.
Para o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, a cooperação internacional é fundamental para o renascimento do movimento sindical. O dirigente comparou a atual participação da DGB na formação de jovens sindicalistas com a parceria dos trabalhadores alemães e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC na ditadura militar.
“Naquela época, vivíamos a terceira revolução industrial e aprendemos muito com a experiência dos alemães. E agora, com a quarta revolução avançando, o movimento sindical brasileiro tem muito que aprender com a Alemanha, que já está passando por essa transformação”, disse Sérgio Nobre.
“Para o projeto de formação e organização dos jovens ter um resultado ainda melhor, é preciso ter outro trabalhador comandando os rumos do País”, disse o secretário-Geral se referindo à importância das eleições deste ano.
Segundo Sérgio, na ditadura fizeram de tudo para destruir a CUT antes mesmo da Central nascer porque a elite não queria que a classe trabalhadora se organizasse.
“Esse governo golpista, aliado a parte do empresariado e das universidades, está discutindo o futuro do trabalho sem a participação dos trabalhadores. É muito importante vencermos a eleição para participar da discussão deste processo que está mudando as relações de trabalho”.
A secretária Cristiana Paiva também reforça a importância entre a luta contra os retrocessos e a formação de jovens sindicalistas.
“Temos que resistir aos retrocessos deste governo golpista e disseminar o envolvimento da juventude trabalhadora nos sindicatos”.
Cristiana explica que a ideia principal deste projeto “é que a juventude trabalhadora possa contribuir com uma sociedade mais igualitária e justa, em que os jovens tenham suas demandas atendidas, direitos garantidos e ampliados para toda a classe trabalhadora”.

Programação

Além da secretaria da Juventude da CUT e a parceria com a DGB, outras secretarias CUTistas contribuíram para a construção e execução deste projeto: a secretaria de Formação e de Relações Internacionais.
Segundo o secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, a juventude da CUT terá três grandes principais desafios: a responsabilidade de levar para toda base CUTista esse projeto de organizar e formar os jovens para o movimento sindical; debater e deliberar sobre o futuro do trabalho e as novas tecnologias; e, por último, assumir a ousadia dos fundadores da central para dar continuidade na luta da CUT.
”A juventude trabalhadora precisa se reorganizar com as imensas mudanças no mundo do trabalho, com a inserção de robôs e a digitalização das coisas, no qual muitos trabalhadores perderão postos de trabalho e surgirão outros”.
“Além disso, os jovens precisam se preparar para a transição de dirigentes CUTistas, com ousadia e coragem que outros jovens, como Lula, tiveram na década de 80 para fundar a maior central sindical brasileira”, destacou Lisboa.
A secretária-adjunta de Cultura da CUT, Annyeli Damião Nascimento, destacou que além da transformação do movimento sindical, a juventude também terá uma enorme responsabilidade nas próximas eleições.
“Além da responsabilidade de reencantar os jovens trabalhadores para o movimento sindical e fortalecer a luta por direitos, temos o desafio de politizar nossos pares, que criminalizam a política e que, em sua grande maioria, tem a pretensão de votar em pessoas que defendem a retirada de direitos e não se importam com os jovens, nem com as mulheres e muito menos com os negros”.
“Temos que contar uns com os outros para garantir a volta da democracia e a liberdade do Lula, que sofre na pele a perseguição política e a injustiça”, diz Annyeli.

Lula é a esperança da classe trabalhadora

– Annyeli Damião Nascimento

Nos próximos dias, os jovens sindicalistas vão discutir o diagnóstico da participação dos jovens nos estados, analisar os dados sobre mercado de trabalho, debater a transição escolar, o futuro do trabalho e juventude e ideologia.
Dia 10 de agosto
O secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, destacou a importância da mobilização da juventude para o dia do Basta, 10 de agosto.
“Estamos fazendo plenárias interestaduais para organizar o dia 10 e queremos que seja a maior greve que o país já fez para mostrarmos que não aceitaremos mais retrocessos e que precisamos de um presidente que mude os rumos da política brasileira”.
Nova secretária de Juventude da CUT
Edjane Rodrigues deixou a direção da CUT para assumir a  secretaria de Políticas Sociais da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Contag) desde o ano passado.
Cristiana Paiva, a nova secretária, tem 26 anos e foi criada pelos avós agricultores familiares na cidade de Caroebe, localizada há mais de 300 km da capital Boa Vista. No movimento sindical desde 2012, Cristiana é presidenta do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Caroebe e secretária de Juventude da CUT de Roraima. Além disso, ela é estudante do curso de Educação do Campo e demandas dos Movimentos Nacionais de Camponeses da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
A DGB
A DGB, Confederação dos Sindicatos Alemães, fundada em 1949, representa mais de 8 milhões trabalhadores em 16 ramos sindicais  A DGB BW é a escola de formação da Confederação, que, no Brasil, atua para  ajudar na formação de sindicalistas brasileiros, no fortalecimento das redes intersindicais e no estreitamento da relação sindical entre Brasil e Alemanha.
Transmissão ao vivo pelo Facebook
Os três dias de atividades serão transmitidos ao vivo pela página do Facebook da CUT Brasil. No link abaixo, você pode assistir a abertura do “1º Encontro do Projeto Educação Sindical e Organização de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras no Brasil” que aconteceu na manhã desta segunda-feira (02).

CUT orienta dirigentes a intensificar a conscientização da base para as próximas mobilizações

Compromisso dos sindicatos CUTistcutas na conscientização de suas bases e atuação nas mobilizações do próximo período, foram as diretrizes firmadas na Plenária Interestadual que reuniu dirigentes sindicais do Distrito Federal e do Goiás, nesta quinta (28). Esse foi o primeiro encontro de uma série de plenárias que será realizada em diversas regiões do país para discussão das pautas nacionais.
Entre as atividades propostas está o “Dia do Basta”, agendado para 10 de agosto. A ação, ainda em construção, sugere que seja de paralisação em protesto contra todos os prejuízos do golpismo ao conjunto social. A orientação é que os sindicatos realizem assembleia com as categorias para deliberação de suas participações. Outro evento importante, será um ato no dia 15 de agosto, data em que o presidente Lula registrará sua candidatura. As duas atividades têm como eixo a participação de Lula nas eleições e a consequente reversão dos inúmeros retrocessos impostos pelo golpe.
Na avaliação do presidente interino da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, o país vivencia uma conjuntura de ataques jamais enfrentada em outros períodos. Para o dirigente, todas as instituições estão envolvidas e, por isso, a necessidade da eleição de representantes que sejam comprometidos com os interesses da classe trabalhadora.  “Nenhum direito será retomado se não tivermos no Congresso representantes eleitos por nós e, sobretudo, Lula presidente. O golpe passa pelo processo da institucionalidade. Dessa forma, devemos fazer a disputa das instituições para fortalecermos a luta e retomar nossos direitos”, disse.
Já a presidenta da CUT Goiás, Iêda Leal, destacou a importância da formação e da informação da militância na disputa de classes.  “Precisamos estar cientes do que, de fato, está acontecendo para entrarmos em sintonia de luta. Nossa união é fundamental para enfrentarmos com mais garra o próximo período. Não descansaremos enquanto não devolvermos a democracia ao país”, afirmou.

Esperança para lutar

Em meio aos tempos difíceis vividos pela classe trabalhadora, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, trouxe uma mensagem de otimismo à militância. O dirigente que, neste mês, esteve com Lula em Curitiba, destacou o ânimo do presidente em trazer de volta a igualdade ao país e devolver aos trabalhadores os direitos usurpados pela cúpula golpista.
“Precisamos ter a mesma esperança de Lula. Nós, enquanto povo aguerrido de luta, temos condições de vencer. O golpe foi duro, mas não se consolidou. Essa é a nossa oportunidade de eleger a esquerda de novo, de colocar no poder pessoas que se identificam com o nosso projeto. Temos espaço na sociedade para que isso aconteça. Temos grande potencial de reversão desse quadro”, avaliou.
Por fim, Freitas ressaltou ainda o papel da CUT nas grandes mobilizações pelo país e sua importância enquanto entidade representativa dos trabalhadores. “A Central tem papel histórico nos grandes enfrentamentos realizados no país. Estivemos presentes em muitas lutas contra o golpismo. Por isso, é importante que, para essas duas importantes atividades, os sindicatos CUTistas mobilizem suas bases para, assim, mostrarmos nossa força”, disse.
Fonte: CUT Brasília

Com Temer, 64 mil empresas fecharam as portas e demitiram 2,1 mi trabalhadores

Depois do golpe que destituiu a presidenta legitimamente eleita, Dilma Rousseff, 64.368 empresas brasileiras fecharam as portas e 2,13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras foram demitidos.
Os setores mais prejudicados pela recessão da era do ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) foram construção e indústria. Entre 2015 e 2016, o número de empresas registradas no Brasil caiu 1,3%, de 5.114.983 para 5.050.615. No mesmo período, o total de trabalhadores e trabalhadoras caiu 4% – de 53.541.695 para 51.411.199.
O total de salários e remunerações pagas no país também teve queda (3%) – de R$ 1,66 trilhão para R$ 1,61 trilhão. Já o salário médio mensal, registrou alta de 0,7% – de R$ 2.643,56 para R$ 2.661,18.
Os dados são do Cempre (Cadastro Central de Empresas) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), banco de dados que tem informações sobre todas as empresas formais constituídas no país, e foram divulgados nesta quarta-feira (27).
Segundo o IBGE, “houve redução em quase todas as variáveis analisadas, em decorrência da crise econômica, com exceção apenas do salário médio mensal”.
Comércio emprega mais, mas paga mal
O setor de construção demitiu 20,5% dos trabalhadores e trabalhadoras entre 2015 e 2016, serviços (-15,6%), indústrias extrativas (-8,1%) e indústria de transformação (-5,1%).
Apenas cinco dos 20 setores analisados pelo IBGE registraram aumento no número de trabalhadores assalariados naquele ano: eletricidade e gás (+6,9%); entidades e organismos internacionais (+6,1%); o segmento de artes, cultura, esporte e recreação (+0,9%); educação (+0,3%) e as atividades financeiras, que incluem bancos, investimentos e seguros (+0,1).
Entre os setores que registram os maiores rendimentos médios estão eletricidade e gás (R$ 7.263,19), atividades financeiras (R$ 5.916,33). Já os piores salários foram encontrados nos setores de serviços de alojamento e alimentação (R$ 1.363,30); atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.652,44) e comércio (R$ 1.753,80).
Escolaridade
Por escolaridade, o pessoal ocupado assalariado com nível superior cresceu 1,6% entre 2015 e 2016, enquanto o pessoal sem nível superior recuou 5,9%. A participação relativa do pessoal ocupado assalariado com nível superior passou de 20,4% para 21,7%, enquanto o pessoal sem nível superior recuo de 79,6% para 78,3%.
Houve aumento do pessoal com nível superior em 14 das 20 seções, com destaque para indústrias de transformação (14,0%), eletricidade e gás (11,4%), atividades administrativas e serviços complementares (10,9%), organismos internacionais e instituições extraterritoriais (7,2%) e atividades imobiliárias (6,4%).
O pessoal assalariado com nível superior (R$ 5.507,82) recebeu quase o triplo do pessoal sem nível superior (R$ 1.866,89), o equivalente a 195,0% a mais.
A administração pública e as entidades empresariais apresentaram a maior proporção de assalariados com nível superior, 44,7% e 45,6%, respectivamente. Já o pessoal sem nível superior predominou nas entidades empresariais, com participação de 79,3%, enquanto eram 14,3% na administração pública e 6,5% nas entidades sem fins lucrativos.
Fonte: CUT Nacional

Petroleiros alertam: vai faltar gás de cozinha no Brasil

A política de desinvestimento para preparar a Petrobras para a privatização já começou a provocar desabastecimento de GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha, em Estados do Nordeste e do Sul
A nova política de desinvestimento para preparar a Petrobras para a privatização já começou a provocar desabastecimento de GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha, em várias Regiões do Brasil.
O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (INEEP) denunciou, na última quinta-feira (21), que, apesar da demanda do GLP na Região Nordeste ter aumentado, a produção nas refinarias vem diminuindo e pode faltar gás de cozinha no próximo trimestre em vários estados nordestinos e também em Santa Catarina, no Sul do Brasil.
A atual situação de desabastecimento observada em estados como Rio Grande do Norte, onde 95% das revendedoras estão sem gás de cozinha, Pernambuco, Paraíba e Santa Catarina tendem a se agravar no curto prazo, caso a Petrobras não retome a sua produção nessas localidades.
Segundo o Ineep, excluindo-se a região Centro-Oeste, onde não há estrutura própria de produção de GLP, as regiões Nordeste e Sul contam com um conjunto de refinarias capazes de atender o mercado consumidor local. Mas, diz o Instituto, considerando o mercado consumidor e as quatro maiores refinarias de ambas as regiões (Sul e Nordeste), a REFAP, a REPAR, a RNEST e a RLAM, nota-se uma progressiva queda da produção de GLP, por um lado, e um crescimento do consumo no terceiro trimestre de cada ano.
Enquanto o consumo de GLP cresce no terceiro trimestre de cada ano entre 5% e 10% em relação ao trimestre anterior, a produção vem caindo ano a ano: no primeiro trimestre de 2016, a produção que era 1,1 milhão; chegou a 945 mil no terceiro trimestre de 2017 e, agora, no primeiro trimestre de 2018, caiu para 862 mil barris equivalentes de petróleo (bep) por mês.
De acordo com os especialistas do Instituto, se for mantida a curva de produção atual, cuja trajetória é declinante, a diferença entre a demanda e a produção de GLP nessas regiões deve aumentar no próximo trimestre.
Segundo a Federação única dos Petroleiros (FUP), um dos itens do programa de desinvestimento da Petrobras é justamente a redução das cargas nas refinarias, o que influencia diretamente o abastecimento do gás de cozinha.
Em 2014, a produção nas refinarias do país bateu recorde. As unidades chegaram a refinar uma carga de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia de acordo com o portal da Petrobras. O que, consequentemente, gerou um aumento no processamento do GLP.
Ao contrário desta política do governo Dilma, em 2014, que visava a redução das importações de derivados por meio da gestão integrada do sistema de abastecimento, na gestão do entreguista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP), a partir de 2016, a lógica foi invertida. Agora, a ordem é reduzir o processamento das cargas das refinarias para comprar do mercado estrangeiro o que o país tem tecnologia e capacidade para produzir nacionalmente.
Os petroleiros estão organizando uma greve nacional para abastecer o país porque entendem que o Brasil passa por um período de golpe contra os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e da população mais pobre do país.
De acordo com o coordenador geral da FUP, Simão Zanardi, a intenção é fazer com que as refinarias, que estão operando com menos da metade da capacidade, voltem a operar com carga máxima.
“Nossa greve não é para desabastecer o país, como está fazendo o governo Temer com essa política de desmonte que reduziu a carga das refinarias e elevou os preços dos combustíveis e do gás de cozinha, obrigando milhões de brasileiros a voltarem a cozinhar com lenha e carvão”.
“Nossa greve é para que as refinarias voltem a operar com carga máxima e a Petrobras possa voltar a cumprir a sua missão, que é abastecer o povo brasileiro, de norte a sul do país”, afirma Simão.
Fonte: CUT com informações da FUP

PONTO DE VISTA | Entrevista com Antonio Lisboa


O secretário das Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, explica o que significa para o país o fato de ter entrado na “lista suja” da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Fonte: CUT Brasília

Muda o presidente, segue a luta classista da CUT Brasília. Central se mobiliza para o Dia do Basta à reforma trabalhista


Dirigente sindical oriundo da categoria dos professores, Rodrigo Rodrigues assumiu no dia 7 de junho a presidência da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal – comumente designada CUT Brasília – em substituição ao bancário Rodrigo Brito, que se afasta do cargo para concorrer ao mandato de deputado distrital nas eleições de outubro deste ano.
Rodrigues logo adianta que está interinamente na presidência da CUT Brasília. Sua observação diz mais de sua admiração pela pessoa e pela trajetória de Rodrigo Brito como presidente da Central já em segundo mandato e com grande legado para a organização e a luta dos trabalhadores do Distrito Federal do que da possibilidade de retorno do titular.
“Por sua entrega ao movimento sindical em todos esses anos, por sua liderança e por sua capacidade de somar forças com os movimentos sociais, seja como diretor e depois presidente do Sindicato dos Bancários e, nesse último período, como presidente da CUT Brasília, estou certo de que o companheiro Rodrigo Brito terá êxito nesse novo desafio como candidato a deputado distrital, mas a minha condição não deixa de ser a de presidente interino”, explica o dirigente.
O mandato no qual Rodrigo Rodrigues assume como presidente interino se encerra em meados de 2019, o que significa que ele deverá conduzir a Central nessa condição por praticamente um ano. Aos 40 anos de idade, ele é professor de história da rede pública e exerceu atividade em sala de aula no Paranoá e no Itapuã. Lecionou também na rede privada. Nascido em Goiânia (GO), morou em Araguari (MG) e chegou a Brasília em 1990. Foi diretor do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro) entre 2010 e 2013. Sua categoria tem cerca de 46 mil trabalhadores na base.
O novo presidente da CUT Brasília, décimo primeiro a ocupar o cargo desde 1984, se propõe a dedicar toda a sua energia ao desafio de conduzir a Central à altura de seu histórico de lutas, com atuação classista e vinculada às causas do conjunto dos trabalhadores do Distrito Federal e Entorno, em estreita relação e parceria com os movimentos populares.

Dia do Basta

Na agenda de mobilizações da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues destaca a preparação do Dia do Basta, em 10 de agosto, contra a implementação dos dispositivos da reforma trabalhista nos acordos coletivos de trabalho. A organização desse dia nacional de mobilização envolve todas as demais centrais sindicais.
No dia 30 de junho, a direção da CUT Brasília se reúne com dirigentes dos sindicatos de sua base para definir ações de preparação e de mobilização dos trabalhadores do Distrito Federal para o ato de 10 de agosto na Esplanada dos Ministérios.

Congresso do Povo

A Frente Brasil Popular integrada pela CUT – em âmbito nacional e regional – realizará ainda este ano o Congresso do Povo, com indicativo para o mês de novembro. O congresso definirá ações de enfrentamento ao golpe em curso no país contra as conquistas sociais do povo brasileiro, contra os direitos dos trabalhadores e contra a soberania da Nação.
O Congresso do Povo de âmbito nacional será precedido de congressos regionais. No dia 8 de setembro, a Frente Brasil Popular realizará o Congresso do Povo do Distrito Federal e Entorno. As deliberações desses congressos regionais serão apresentadas aos candidatos do campo popular que disputarão às eleições de outubro, para que sejam incorporadas às suas plataformas.
Fonte: CUT Brasília

Vítimas dos agrotóxicos são 25% de crianças e adolescentes

As crianças e os adolescentes brasileiros estão entre as principais vítimas dos agrotóxicos no Brasil. Segundo dados oficiais, entre 2007 e 2014 foram registradas 25 mil intoxicações relacionadas a esses produtos, um dado que pode ser dezenas de vezes maior, dada à subnotificação das ocorrências. Desse total, 20% – 2.181 casos –  têm idades entre 0 e 14 anos. Em estados como Minas Gerais e Mato Grosso, 30% das vítimas têm entre 0 e 4 anos.
“Os dados são chocantes quando a gente olha para o conjunto das intoxicações no Brasil e vê os dados por faixa etária. A gente tem no Brasil uma lei muito importante, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). E quando vê dados de agrotóxicos fica pasmo porque, em alguns estados, até 25% da população intoxicada é de crianças e adolescentes”, afirma a professora e pesquisadora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Mies Bombardi, autora do Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia.
Em entrevista aos jornalistas Glauco Faria e Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, Larissa traz dados ainda mais estarrecedores. “Em estados como Minas Gerais e Mato Grosso, 30% do total de crianças e adolescentes intoxicados (343) tinha entre 0 e 4 anos, ou seja, ainda na primeira infância”, afirma.
Outro dado alarmante é que na faixa dos 10 aos 14 anos, a segunda maior causa de intoxicação por agrotóxicos no período foi a tentativa de suicídio. “São mais de 300 crianças e adolescentes no Brasil que tentaram se matar com agrotóxicos”.
Larissa também relata que pesquisas mostram que a exposição frequente a uma classe específica desses produtos – os organofosforados, que são tóxicos ao sistema nervoso central – provoca depressão que se aprofunda a ponto de a pessoa doente tentar tirar a própria vida. “O suicídio é a ponta da cadeia de um quadro tóxico encadeado pela exposição frequente”, diz.
De acordo com a professora, há 54 casos registrados de intoxicação por alimentos nesse período e 343 de bebês intoxicados. Entre as hipóteses para explicar a contaminação dos bebês estão o contato com os pais trabalhadores na agricultura e diretamente expostos a esses produtos, além da ingestão de alimentos com resíduos e também a exposição aos agrotóxicos durante pulverizações, principalmente aéreas.
“Nunca é demais lembrar que permitimos no Brasil limites de glifosato na soja duzentas vezes maior que o limite aceito na União Europeia. O glifosato é cancerígeno e a soja é usada em qualquer alimento industrializado. E no feijão, clássico alimento de norte a sul do país, temos índices do inseticida malationa quatrocentas vezes maior que o permitido na União Europeia. Se uma criança pesando dez quilos consumir em um dia 125 gramas de feijão e 125 gramas de arroz, dentro dos limites máximos permitidos, ela terá extrapolado em 12% o que o seu peso corpóreo poderia tolerar desse veneno, o malationa. Essa permissividade explica porque essas crianças teriam se contaminado”, diz.
Fonte: CUT Nacional

Lançada Frente Parlamentar em Defesa das Refinarias da Petrobras

Para enfrentar os retrocessos da política de privatizações do governo, parlamentares e lideranças do movimento social e sindical se mobilizaram nessa quarta (20), em Brasília, para o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Refinarias da Petrobras e Contra a sua Privatização (FPDR). Composta por deputados dos partidos de esquerda, entre eles PT, PCdoB e PSB, a FPDR foi criada para unir forças com as Frentes Parlamentares Mistas em Defesa da Petrobras e em Defesa da Soberania Nacional.
“Nós temos um belo campo de trigo. Temos um moinho, uma padaria e toda a estrutura para fazer o nosso pão. Só que nós decidimos vender o trigo, sucatear nosso moinho, derrubar a padaria e começar a comprar o pão vindo de fora”, iniciou o deputado Bohn Gass (PT/RS) na abertura do ato. Com esse exemplo simples, o parlamentar ilustrou o que o ilegítimo Michel Temer e os demais golpistas pretendem fazer com o patrimônio brasileiro: vender a Petrobras a preço de banana e comprar de volta o combustível em dólar.
Gass citou ainda o decreto 9.355/2018 que ‘legaliza’ o Plano de Desinvestimento da estatal. “Na prática, a norma possibilita a destruição da Petrobras, pois permite a venda de empresas importantes e campos de petróleo valiosíssimos por qualquer preço e sem licitação”, denunciou.
Além do debate político, o economista do Dieese e assessor da FUP, Cloviomar Cararine, fez uma apresentação para explicar a relação direta entre a proposta da Petrobras de venda das refinarias, dutos e terminais com a política do governo Temer de escancarar para as empresas estrangeiras o mercado brasileiro de combustíveis, que é um dos mais importantes no mundo.
Segundo Cararine, é uma incoerência o que está sendo feito com a Petrobras. “Pois o consumo interno de derivados do petróleo está aumentando e o que o governo deveria fazer era construir novas refinarias e não vender as que já existem”, garantiu.
O técnico do Dieese advertiu que o Brasil está andando na contramão dos países ‘ditos’ desenvolvidos. “As estatais têm a função essencial no desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária. Abdicar dessas empresas é abrir mão do desenvolvimento econômico e social do país”, alertou.
Em sua fala, o diretor da FUP e presidente do Sindipetro/Ba, Deyvid Bacelar, ressaltou a importância das ações políticas em defesa das estatais. “Com tudo isso que está acontecendo que é ruim para a Petrobras, para o povo, para o país, para os estados da nossa Federação e para os municípios, nós precisamos criar frentes em todo Brasil para que essa luta ganhe força. Não dá para esperar as eleições de 2018, porque a sanha desses entreguistas é tão grande que até lá, eles já terão esfacelado todo o patrimônio nacional”, disse o sindicalista.
Bacelar também enfatizou que o desmonte das refinarias é para beneficiar os  importadores de combustíveis e, como parte desse sucateamento, a gestão da Petrobras reduziu as cargas das refinarias, que estão produzindo com menos de 70% da capacidade. “Algumas unidades estão operando com metade de sua capacidade, como é o caso da RLAM, na Bahia. Enquanto isso, o país está sendo inundado por combustíveis importados, vindos principalmente dos Estados Unidos”, alertou.
O coordenador geral da FUP, Simão Zanardi Filho, convocou os parlamentares e os movimentos sociais e sindicais a somarem forças com os petroleiros nas mobilizações que a Federação e seus sindicatos farão ao longo do mês de julho, com atos em todas as quatro refinarias que estão em processo de venda.
Conforme a agenda de lutas da federação, na primeira semana do mês, a mobilização será na RLAM, na Bahia, com data ainda a ser confirmada entre os dias 2 e 4. Na semana seguinte, no dia 12, será a vez da REFAP, no Rio Grande do Sul. No Paraná, haverá atos na REPAR no dia 17, e na Abreu e Lima, em Pernambuco, a mobilização acontecerá no dia 26.
“Nossa greve não é para desabastecer o país, como está fazendo o governo Temer com essa política de desmonte que reduziu a carga das refinarias e elevou os preços dos combustíveis e do gás de cozinha, obrigando milhões de brasileiros a voltarem a cozinhar com lenha e carvão. Nossa greve é para que as refinarias voltem a operar com carga máxima e a Petrobras possa voltar a cumprir a sua missão, que é abastecer o povo brasileiro, de norte a sul do país”, declarou o coordenador da FUP.
Fonte: CUT Brasília

Trabalhadores e movimentos sociais repudiam ataques durante lançamento da campanha Brasil Forte

Uma pesquisa divulgada recentemente pela CUT/Vox Populi apontou que 60% dos brasileiros são contrários à privatização da Petrobrás, uma das maiores estatais brasileiras. Mas, na contramão da vontade da maioria da população, o governo sem voto, segue com uma ampla agenda entreguista. Esta foi apenas uma das dezenas de denúncias dos retrocessos instaurados no país, feita durante o lançamento da campanha da CUT Nacional, Brasil Forte: Serviço Público e Estatais de Qualidade.
A mobilização foi apresentada nesta quarta-feira (20), em debate na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal, que contou com a participação de trabalhadores, entidades sindicais, parlamentares e movimentos sociais.
Durante toda a campanha serão realizadas diversas plenárias regionais por todo país para discutir o tema. As ações estão previstas parar ocorrer em junho e julho, e culminarão em um grande protesto que será organizado em conjunto.
De acordo com a secretária de Relações de Trabalho da CUT Nacional, Graça Costa, a ação se estabelece em três importantes pontos de luta: o combate contra Emenda Constitucional 95, que congela os investimentos em saúde e educação por 20 anos; o enfrentamento à privatização e a resistência contínua em defesa de um serviço público de qualidade. “Para garantirmos avanços, precisamos unificar a luta em todos os segmentos da sociedade. A nossa ideia é sensibilizar e dialogar sobre esses ataques através da realização de debates da CUT com seus sindicatos e com a sociedade. Vamos pressionar, pois se continuarmos neste ritmo o Brasil passará pela maior vergonha dos últimos tempos com a intensificação da pobreza. Precisamos reagir”, explica.
Graça esclarece que o processo de golpe trouxe regressões em diversos direitos sociais. A chamada “Ponte Para o Futuro”, por exemplo, espécie de plano de governo do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), anunciado após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, previa diversas medidas. Entre elas, privatização das estatais, congelamento dos gastos com saúde e educação, terceirização indiscriminada e a nefasta reforma trabalhista. Em relação à entrega das empresas públicas ao capital privado, Graça explica que mais de 100 estatais estão em processo de privatização.  “O que está posto para nós é um absurdo, precisamos reagir”, conclama a dirigente.
“O governo golpista está aproveitando o tempo que lhe resta de mandato para entregar todas as nossas riquezas. Basicamente, o Brasil está exposto em liquidação, com aprovação apenas de projetos antipovo e anti-Brasil e, pior ainda, se esquecendo das políticas sociais. As medidas do atual governo prejudicam toda a classe trabalhadora em favorecimento do capital”, alertou Roni Anderson Barbosa, Secretário de Comunicação da CUT Nacional.
Já em relação aos cortes de recursos, a representante da Coalizão Anti-austeridade e pela revogação da Emenda Constitucional 95, Lizely Borges, explicou em seu discurso que, com a implementação da medida, estima-se que cerca de 1,5 milhão a mais de pessoas entrarão na linha da extrema pobreza, totalizando 15 milhões de indivíduos na miséria. Os dados apresentados por Lizely, são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). “A maioria dos que perecerão são crianças e adolescentes. Se hoje nós já estamos sentindo os impactos do congelamento dos gastos através dos cortes em programas sociais de alimentação, remédios e farmácias populares, programas de proteção às mulheres, creches e tantos outros, imaginem nos próximos anos. A reflexão que eu quero deixar em relação a este cenário é justamente sobre o futuro. Isto é uma maldade com o destino dessas crianças e adolescentes, pois não sabemos quais caminhos tomarão na vida e isso é preocupante. Precisamos reverter essa situação”, lamentou.
O analista político e assessor legislativo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Neuriberg Dias, explicou o que está em jogo. “Vivemos um Estado mínimo. Em relação a reforma trabalhista, se analisarmos a expectativa e a realidade, veremos que não houve aumento de trabalho e sim, precarização. A ordem desse governo é privatizar. Existem propostas de privatização da energia, gás, petróleo, mineração, aeroportos, portos, ferrovias e todos os bens que possuímos. Precisamos lutar, fortalecer a soberania popular e, principalmente, manter a  transparência em relação a essas iniciativas de privatização”.
O secretário adjunto de Relações de Trabalho da CUT, Pedro Armengol, relembrou que grande parte dos problemas enfrentados atualmente surgiu em decorrência do golpe. Para ele, o ataque foi contra a classe trabalhadora e toda a população brasileira que sofrem com seus direitos sendo usurpados diariamente. “Precisamos mostrar ao povo o que está acontecendo. Milhões de brasileiros estão vivendo em um mundo de fantasia, vendados, como se nada lhes dissesse respeito. Temo pelo nosso futuro enquanto sindicalista e, principalmente, enquanto cidadão. Se não houver um contra-ataque, toda a classe trabalhadora ficará à própria sorte, vendo o desmonte do país acontecer. A UnB, por exemplo, não tem mais recursos pra terminar o ano letivo. E este estado de calamidade é só no primeiro ano de vigência da EC 95, imaginem daqui 10, 15 e 20 anos”.
“Saímos dessa audiência com a certeza de que para além da Campanha Brasil Forte, precisamos realizar um trabalho mais amplo, com a participação de todas as centrais, movimentos sociais, populares e toda a classe trabalhadora. Ampliaremos nossa campanha e  vamos alavancar um grande movimento”, finalizou a secretária de Relações de Trabalho da CUT, Graça Costa.
Fonte: CUT Brasília 

Estudantes da UnB realizam ato conta EC 95


Os alunos da Universidade de Brasília (Unb) realizaram ato público nessa terça-feira (19) em defesa das universidades públicas e contra a Emenda Constitucional (EC) 95, que congela os investimentos em saúde e educação por 20 anos. A mobilização foi uma iniciativa do Comitê de Mobilização da Universidade de Brasília, uma frente mista composta por docentes, alunos, ex-alunos e trabalhadores terceirizados.
A ação aconteceu no Ceubinho, localizado no Instituto Central de Ciências (ICC Norte/UnB), e contou com a presença da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, da Comissão de Educação e Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, da reitoria da UnB, além de movimentos sociais, populares e organizações sindicais.
No encontro, os alunos alertaram aos demais discentes sobre o que de fato a paralisação dos investimentos em serviços primários significa, não apenas para a UnB, mas para toda sociedade.
De acordo com a integrante do Comitê de Mobilização da universidade, Maria Cerqueira, a crise vivenciada na instituição vem de um desmonte premeditado. “Entendemos que esse debate não pode ficar somente dentro na UnB, é preciso aprofundá-lo. A Emenda 95 é mais um dos reflexos do golpe instaurado no país e tem gerado centenas demissões. Somente este ano, mais de 500 terceirizados foram mandados embora, alguns com mais de 20 anos de casa. Além disso, constantes cortes no orçamento da instituição e, até mesmo, propostas de aumento no preço das refeições no restaurante universitário estão sendo colocados em pauta. O nosso objetivo é dialogar e lutar em conjunto com trabalhadores, movimentos sociais e quem mais estiver comprometido com essa importante causa, e juntos, reverteremos mais esse ataque. Queremos uma universidade pública, gratuita, laica, autônoma e de qualidade”, afirmou.
Emocionada, a ex-aluna Elizete Sampaio, falou da importância que a Universidade de Brasília representa para ela e para a sociedade. “Participei da primeira grande greve aqui no Campus, onde eu e tantos outros sofremos com perseguição e censura. Hoje, vendo os ataques que a UnB sofre, percebo ainda mais o que ela representa e a importância de defendê-la. Se não barrarmos a EC 95, a universidade vai definhar. A UnB é um dos maiores patrimônios de Brasília, por isso, esse momento exige unidade de todos e todas para derrotarmos os projetos de privatização e congelamentos dos gastos com educação”, ressaltou.

“O momento é de mobilizar todos os setores. A EC 95 é apenas uma parte do golpe que foi aplicado no país. Um golpe que ainda caminha a passos largos, na contramão dos interesses dos trabalhadores. Precisamos lutar por um Brasil soberano. A UnB também está sendo atacada justamente porque os precursores do golpe não suportam ver a diversidade na universidade. Sou filho da classe trabalhadora e entendo o que ela representa. Mais que nunca, precisamos unificar a luta. Não aceitaremos a padronização de quem entra na UnB, muito menos a privatização, pois a UnB é um dos pilares do conhecimento”, alertou o presidente interino da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.
Fonte: CUT Brasília 

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