Temer ignora realidade da mulher na reforma da Previdência

Roberto Parizotti/CUT

As mulheres são as que mais sofrem com as políticas de desmonte do Estado promovidas pelo ilegítimo e golpista de Michel Temer (PMDB-SP), em especial as negras, as rurais e as professoras. Como um rolo compressor, o governo já devastou direitos sociais e trabalhistas e agora ameaça acabar com a aposentadoria.
Atualmente, dois terços das mulheres só conseguem se aposentar por idade aos 60 anos  e muitas não conseguem atingir o tempo mínimo necessário de contribuição de 15 anos. Na nova proposta de reforma da Previdência, além de aumentar a idade mínima para 62 anos e reduzir o valor dos benefícios, para ter direito a aposentadoria integral, as mulheres terão de contribuir por 40 anos.
“Este é um governo completamente desfocado do mundo real, que prejudicará em cheio as mulheres se elevar para 62 anos a idade mínima para aposentadoria”, diz a economista e pesquisadora do Cesit/Unicamp, Marilane Teixeira.
A pesquisadora da Unicamp explica que as mulheres têm dupla jornada, estão mais sujeitas a trabalhos precários, intermitentes, são forçadas a abandonar o emprego por conta da maternidade, passam mais tempo desempregadas em tempos de crise e demoram mais a retornar ao mercado de trabalho. “E quando isso acontece, os salários são reduzidos, ou seja, elas voltam a trabalhar ganhando menos”, diz Marilane
Os dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), de 2014, confirmam a afirmação da pesquisadora: a soma das jornadas de trabalho das mulheres é de 56,3 horas, enquanto o dos homens é de 51,3. Elas gastam com afazeres domésticos, 21,2 horas semanais, enquanto os homens gastam somente 10 horas semanais.
Para o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, “conferir valor ao trabalho reprodutivo não pago significa reconhecer importância econômica para a dinâmica produtiva da vida social”. Ou seja, ao tratar de forma diferente homens e mulheres, o Estado reconhece que há desigualdade social no que diz respeito ao valor do trabalho. E, nesse caso, a Previdência Social compensa a mulher pelo sobretrabalho feminino ao longo de sua vida.
Além disso, os dados da PNAD apontam que as mulheres também estão, majoritariamente, na informalidade. Em 2015, das mulheres ocupadas, 35,5% tinham trabalho sem carteira assinada. Entre os homens, o percentual é de 18,3%.  E o desemprego também atinge mais o sexo feminino: 11,6% contra 7,7% dos homens. E quando estão empregadas, o salário é, em média, 24% menor do que o salário dos homens.
“O governo acha que elas já conquistaram seu lugar no mercado de trabalho, o que não é verdade”, afirma Marilane.
Mulheres negras
As mulheres negras serão ainda mais prejudicadas, porque grande parte delas se encontra em trabalhos precários e sem registro. É o caso das trabalhadoras domésticas, em que cerca de 70% são negras. Apesar de todos os esforços dos governos Lula e Dilma para que as trabalhadoras domésticas tivessem acesso a direitos, um percentual mínimo é de mensalistas. A maior parte ainda é de diaristas, o que dificulta o acesso à Previdência.
A economista Marilane Teixeira ainda cita ainda outro agravante: com a crise, houve uma queda no número de trabalhadoras mensalistas. Em São Paulo, no período de 2015 a 2016, a redução foi de 4%. Significa que mais trabalhadoras passaram à condição de trabalho informal, portanto, sem contribuir à Previdência.
Professoras 
No caso das professoras do setor público, a economista avalia que a aposentadoria será “quase impossível”. A categoria terá de cumprir os 25 anos de tempo mínimo de contribuição e a idade mínima das professoras subirá de 50 para 60 anos.
Para Marilane, é quase impossível imaginar tal situação, dadas as condições de trabalho oferecidas. “Elas entram no mercado de trabalho, em média, aos 23 anos e, para se aposentarem com benefício integral, terão de dar aula até 73 anos”, exemplifica.
É o caso da professora de Ciências Biológicas, Marta Cristina dos Santos, que hoje tem 41 anos e lamenta a insegurança sobre o futuro. “Estou há 20 anos em sala de aula. Se eu tiver de ir até os 60, terei de trabalhar mais 19, para contribuir os 40 anos. Com as condições atuais, é quase impossível”, diz.
“As professoras se aposentam mais cedo. E isso foi uma conquista da nossa categoria, que sofre com cansaço mental e tem a profissão reconhecida como penosa”, explica Marta Cristina, que completa: “dar aula mexe muito com a saúde e não acredito que com 60 anos, esgotada, vou conseguir dar conta”.
Trabalhadoras rurais
Outro caso é o das trabalhadoras rurais, que sofrerão consequências drásticas. A nova proposta iguala as regras das trabalhadoras assalariadas rurais às urbanas e ainda exige das agricultoras familiares (pequenas produtoras) uma contribuição mensal e individual, o que praticamente acaba com o sistema de proteção diferenciado dos rurais.
A vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, explica que, no caso das agricultoras familiares, a regra inviabilizará a contribuição porque não há regularidade na renda dessas trabalhadoras – elas não ganham “por mês”. Além disso, se a família fizer uma opção por quem será o contribuinte, provavelmente será o homem, o que causará um impacto na autonomia econômica dessas mulheres.
“Foi graças a esse empoderamento que muitas mulheres conseguiram se livrar de condições de violência doméstica”, destaca.
A expectativa, segundo ela, caso a reforma seja aprovada, é de que, neste caso, elas voltem a depender completamente de seus maridos e continuem acumulando suas funções, em casa e no campo.
Com informações da CUT

Reforma da Previdência pode agravar economia dos municípios

Além da proteção social do aposentado e o sustento de sua família, a Previdência garante a movimentação econômica e o incremento do PIB dos municípios, sobretudo dos pequenos, sustentando o consumo, gerando emprego e renda.
Aliadas a crise econômica, que jogou 13 milhões de brasileiros no desemprego e derrubou a arrecadação dos municípios, a proposta de reforma da Previdência e a nova lei Trabalhista, que legalizou o bico e as condições precárias de contratação, vão jogar milhões de brasileiros na linha da pobreza e levar a falência pequenos municípios.
A maior fonte de renda de 70% (3.875) dos 5.566 municípios brasileiros são os benefícios pagos pela Previdência Social, que superam, inclusive, os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma espécie de mesada transferida pelo Executivo, como previsto na Constituição. Em muitos casos, o valor dos benefícios previdenciários recebidos pelos aposentados supera até mesmo a arrecadação total do município, como ocorreu em 2010, quando 82,4% das cidades tiveram arrecadação inferior ao valor das aposentadorias pagas pelo INSS.
Os dados fazem parte do livro A Previdência Social e a Economia dos Municípios, de 2010. Segundo o autor, Álvaro Solón de França, atualmente, a tendência é a mesma, com um agravante: “hoje, é ainda maior a dependência dos pequenos municípios em relação aos benefícios previdenciários devido a queda da arrecadação por parte do Estado e ao aumento do desemprego”.
Álvaro Solón, que também é ex-presidente do Conselho Executivo e do Conselho Curador de Estudos da Seguridade Social da Anfip, diz que essa tendência se explica porque os tributos em que o FPM se baseia – 23,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – caíram devido à queda de arrecadação e à política recessiva do atual governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB-SP).
“Estão fazendo um ajuste fiscal brutal em cima das camadas mais pobres da população brasileira, então é natural o impacto disso nos municípios e o aumento da dependência em relação aos benefícios previdenciários. Isso já está sinalizado no estudo que estamos atualizando”, explica.
Para Álvaro, se a nova proposta de reforma da Previdência for aprovada pelo Congresso Nacional, a situação econômica debilitada dos pequenos municípios se agravará. “Mexer dessa forma na Previdência, ainda mais depois da reforma Trabalhista, que criou um mercado de trabalho intermitente, sem direitos e sem acesso ao sistema previdenciário, é jogar novamente milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza”, alerta.
“Sem os benefícios previdenciários, haveria mais 23 milhões de brasileiros vivendo na miséria”, afirma Álvaro, ao destacar, sobretudo, as políticas públicas do período de junho de 2003 a dezembro de 2010, no governo do presidente Lula, quando a pobreza foi reduzida em 50,6%. Álvaro se referiu aos benefícios pagos pelo INSS, aos aumentos reais do salário mínimo e à expansão das políticas de transferência de renda.
“A cobertura quase integral dos idosos por meio da Previdência com o piso atrelado ao salário mínimo valorizado se tornou um seguro contra a pobreza e a miséria, tanto para o aposentado quanto para a sua família”, completa, ao destacar que tem cidades em que a economia se baseia na data do recebimento da aposentadoria.
O município de Macururé, na Bahia, é um importante exemplo do impacto que pode acarretar a reforma da Previdência na economia das pequenas cidades. Nesse município, segundo estudo citado no livro “A Previdência Social e a Economia dos Municípios”, 79,2% da população possuem renda inferior a três salários mínimos e, desse total, 36,5% correspondem a benefícios previdenciários, superando até mesmo a renda do emprego público, que representa 24,2% do total.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o fato de a maioria dos municípios brasileiros dependerem da renda que vem das aposentadorias e esse valor superar o repasse do FPM e da Arrecadação apenas confirma a importância da Previdência Social como promotora de cidadania e justiça social.
“O Brasil não precisa de uma reforma que acaba com a aposentadoria, precisa de crescimento econômico com distribuição de renda, ampliação do crédito, dinamismo às economias locais”, defende Vagner, que completa: “quem faz ajuste fiscal nas costas da classe trabalhadora e propõe renúncias fiscais bilionárias a setores privilegiados, como a isenção de R$ 1 trilhão às petrolíferas estrangeiras, não está preocupado com o Brasil, está preocupado apenas com o poder.”
A pesquisadora do Cesit/Unicamp, Marilane Teixeira, concorda com o presidente da CUT e destaca que a reforma da Previdência terá um impacto maior nas famílias mais pobres, em que a aposentadoria se tornou a principal fonte de renda.
Para ela, se a reforma passar, além de restringir o acesso de milhões de brasileiros e brasileiras à Previdência, os comércios locais das pequenas cidades não vão conseguir se dinamizar e, como consequência, diversos empreendimentos vão sumir. “Isso vai empurrar as pessoas para o trabalho informal e precário, além das consequências como o êxodo rural”, alerta Marilane, lembrando que a maioria dos benefícios previdenciários (68,3%) é de até um salário mínimo e que esses recursos são injetados diretamente na economia local.
Previdência rural
Com a nova proposta de desmonte da Previdência, a aposentadoria dos assalariados rurais e agricultores familiares corre o rico de acabar, o que terá um impacto brutal na economia dos municípios mais pobres.
É o que explica a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro. “Se não fosse a aposentadoria, principalmente no meio rural nos pequenos municípios, já teria se instalado uma situação de miséria e caos em diversas cidades brasileiras”.
Ela explica que a nova proposta iguala as regras dos trabalhadores e trabalhadoras assalariadas rurais aos urbanos e ainda exige dos agricultores familiares uma contribuição mensal e individual, o que pode significar o fim da aposentadoria rural.
“Nós temos condições de alimentar o país e queremos estar dentro da Previdência Social numa perspectiva da função econômica e social desempenhado pelo trabalho rural e não na condição de miseráveis”, afirma Carmen, em referência ao fato de os agricultores familiares responderem por cerca de 70% dos alimentos consumidos no país.
Segundo a pesquisadora da Unicamp, Marilane Teixeira, o campo já sente os impactos do desmonte do Estado brasileiro promovido pelo golpista Temer. Ela alerta para o risco de os trabalhadores rurais migrarem para a cidade por falta de políticas públicas.
“O governo desestruturou a maior parte dos programas junto à agricultura familiar, à política de reforma agrária e as consequências começam a aparecer, como o êxodo rural e o aumento da violência no campo”, destaca.
Para a vice-presidenta da CUT, se tiver políticas públicas para o campo, as pessoas melhoram de vida e conseguem assim pagar a Previdência. “Mas, como os rurais vão conseguir pagar se não têm mais crédito e nem um conjunto de políticas públicas?”, questiona Carmen, que completa: “esse é o grande desafio para o Brasil”.
A solução, diz a vice-presidenta da CUT, é manter a Previdência dos rurais do jeito que está, e não fazer o campo voltar para o mapa da fome e quebrar a economia de pequenos municípios.
Com informações da CUT

Centrais mantêm estado de greve mesmo com recuo do governo

Mesmo com a confusão entre os auxiliares do golpista e ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) sobre se vota ainda este ano ou não a nova proposta de reforma da Previdência, a CUT e demais centrais vão intensificar a pressão nos deputados e deputadas para impedir a aprovação do que o presidente da CUT, Vagner Freitas, chama de “famigerada proposta de Temer”.
O principal consenso da reunião das centrais sindicais (CUT, CTB, CSB, Força Sindical, NCST, UGT, CSP Conlutas, Intersindical, CGTB), realizada nesta quinta-feira (14) na sede da CUT, em São Paulo, foi: se botar para votar, o Brasil vai parar!
E não adianta tentar confundir os trabalhadores e trabalhadoras mudando e negando ao mesmo tempo a data de votação, alerta Vagner, que lembra: “mesmo internado no hospital, Temer não perdeu a maldade e continua pressionando os parlamentares em defesa da proposta”.
Vagner destacou ainda o desespero do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que foi à televisão dizer que os deputados têm que votar ainda esse ano, contrariando a fala do senador Romero Jucá (PMDB-RO) que, minutos antes, havia dito que só eles (governo) só votariam em 2018. Segundo Vagner, só com muita mobilização da classe trabalhadora “é que podemos engavetar de vez a proposta que eles chamam de reforma e é, na verdade, uma medida que vai acabar com a aposentadoria”.
“Estamos em estado de greve permanente! A jornada de lutas vai ser maior e a pressão nos deputados também. Temos que ir para os aeroportos, nas zonas eleitorais, nos bairros, na Câmara dos Deputados, estampar as carinhas deles nos postes, nas redes sociais e em cartazes dizendo que não vão se eleger se votarem a favor dessa proposta famigerada”, destacou Vagner.
Além de continuarem com as mobilizações contra a reforma da Previdência, a CUT e as demais centrais irão orientar os sindicatos de todo o país a ampliar o diálogo com a classe trabalhadora. Isso porque, todos têm de saber que o governo não abriu mão de votar a proposta que acaba com a aposentadoria ainda esse ano e é preciso ficar mobilizado e atento.
É o que alertou o secretário-geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre. Segundo ele, “governo está ameaçando governadores e prefeitos com a retirada de recursos casos seus deputados não votem a favor da proposta”.
Sérgio também lembrou que até os empresários, os maiores interessados nas reformas de Temer, estão ameaçando com a retirada de financiamento nas  campanhas  eleitorais de 2018, se os parlamentares não votarem ainda esse ano a reforma da Previdência.
“Isso prova que o governo não desistiu da votação e a gente não pode subestimar a capacidade dos golpistas de fazer maldade”, diz Sérgio, que completa: “Ninguém esperava que eles fossem destruir a legislação trabalhista e eles destruíram. Eles são capazes de destruir também o sistema da previdência”.
Ainda nesta quarta (14), o relator da proposta, que acaba com a aposentadoria, Arthur Maia (PPS-BA) irá ler o texto no plenário da Câmara dos Deputados e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai abrir as discussões e, possivelmente, votar na próxima semana. Caso não consigam os votos, a pauta poderá ficar para o começo de 2018.
“A classe trabalhadora tem que intensificar a pressão, porque o governo não tem hoje os 308 votos necessários porque estamos pressionando em todos os lugares. A pressão é de fundamental importância”, alertou Sergio.
“Se colocar em votação a Reforma da Previdência ainda esse ano ou no ano que vem o Brasil vai parar, este é um compromisso de todas as centrais sindicais”, frisou Nobre.
A reunião contou com a participação de diversas categorias, entre elas, o Sindicato dos Condutores e do Sindicato dos Metroviários. Ambas reafirmaram o compromisso de parar caso a Reforma da Previdência entre em votação.
Com informações da CUT

Dia Internacional dos Direitos Humanos e as chagas abertas da via autoritária

Diante dos crimes inenarráveis cometidos pelas forças nazifascistas durante a Segunda Guerra Mundial, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 10 de dezembro de 1948, um marco pioneiro entre variadas iniciativas de organismos internacionais destinadas a fomentar condutas de Estado pela defesa e a promoção dos direitos humanos.

Desde então, foram obtidos muitos avanços e conquistas históricas, o que nos dá motivos para celebrar. Mas as violações aos direitos humanos persistem. Mais que isso: o capitalismo busca se recuperar de sua crise sistêmica intensificando a exploração das classes trabalhadoras, a espoliação dos povos e os ataques às liberdades democráticas, o que torna cada vez mais distante a efetivação da Declaração.
O golpismo no Brasil é parte deste processo, como fica evidente, por exemplo, com os desmandos da Emenda Constitucional (EC) 95, de 17 de dezembro de 2016, que impõe restrição de gastos no orçamento da União, o que reduz gravemente os recursos públicos para áreas sociais. Isto fere frontalmente o artigo 22 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, no qual se afirma que todo ser humano tem direito à segurança social e à realização “dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.” Portanto, na medida em que a EC 95 torna deliberadamente insuficiente os recursos públicos para educação, cultura, saúde e seguridade social, então, a dignidade da pessoa humana é veementemente desrespeitada, reforçando as mazelas da desigualdade e a mercantilização dos direitos sociais.
Nesta mesma direção, a aprovação da terceirização irrestrita (Lei 13.429, de 31 de março de 2017) e da antirreforma trabalhista (Lei 13.467, de 13 de julho de 2017) fere diretamente o artigo 23 da Declaração, sobretudo em seu inciso primeiro: “Todo ser humano tem direito ao trabalho”, bem como “a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.” Se já era difícil antes, com essa legislação torna-se inviável cumprir com o artigo 25 da Declaração: “todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde, bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança”.
Além de generalizar a precarização do trabalho, a antirreforma trabalhista institui uma conduta de Estado que condena a própria luta em defesa de direitos fundamentais, na medida em que desmontam e restringem o acesso à justiça do trabalho e visam destruir o cerne do direito à organização sindical e à luta dos movimentos sindicais. Portanto, a ofensiva contra os direitos fundamentais também atinge o direito à livre manifestação.
No dia 24 de maio de 2017, quando cerca de 200 mil manifestantes ocuparam as ruas de Brasília para barrar as antirreformas trabalhista e da previdência, o ilegítimo e golpista Michel Temer, não satisfeito com a repressão policial, promulgou decreto convocando o Exército para agir contra a população civil. Este dia será lembrado não apenas pelas bombas, pelo uso de armas de fogo, pelos ferimentos graves e as posteriores cicatrizes, mas também está marcado na história como uma chaga aberta do autoritarismo.
Outro componente deste cenário de retrocessos é o conluio jurídico-midiático que promove a espetacularização perniciosa dos tribunais e banaliza de modo vexatório as garantias e liberdades democráticas, cerceando repetidamente o direito a um julgamento justo e imparcial mediante ilegalidades que ferem tanto a legislação brasileira quanto o artigo nono da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado”. Como fica evidente nos recentes ataques à universidade pública, o golpismo não apenas reforça como estende para os demais setores da população um Estado de exceção que sempre imperou para a grande maioria do povo no meio rural e nas periferias urbanas.
O aumento da violência contra povos indígenas, trabalhadores rurais, a juventude negra, a população LGBT e as mulheres expõe de modo dramático a situação alarmante em que se encontra o Brasil quando se trata do direito elementar à vida.
Assim, sob os impactos do confronto diário com o atual aprofundamento do Estado de exceção, a Central Única dos Trabalhadores reitera seu irrestrito combate aos golpes desferidos contra os direitos sociais, a soberania nacional e as liberdades democráticas. Portanto, na data em que é celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos, reforçamos nosso compromisso com a luta cotidiana não apenas em defesa dos direitos previstos no documento de 10 de dezembro de 1948, não apenas com o enfrentamento a todas as iniciativas que ambicionam transformar em letra morta a Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas também, e principalmente, com a construção de uma sociedade igualitária na qual o conjunto da humanidade se liberte de toda forma de opressão e exploração, uma sociedade socialista.
NENHUM DIREITO A MENOS!
FORA TEMER!
 
Sérgio Nobre                                                   Jandyra Uehara Alves
Secretário Geral                                    Secretária Nacional de Políticas Sociais
e Direitos Humanos


 

Temer quer acabar com aposentadoria específica dos professores

Mesmo com o alto nível de adoecimento de professoras e professores em sala de aula e do reconhecimento internacional de que a profissão é desgastante e penosa, o ilegítimo e golpista Michel Temer (PMDB-SP) jogou no lixo a aposentadoria específica dos educadores na nova proposta de reforma da Previdência encaminhada à Câmara dos Deputados, que aumenta a idade mínima e o tempo de contribuição.
A nova proposta pode acarretar graves consequências para a educação pública brasileira, com a falta de jovens interessados em seguir a carreira docente, e acabar com a aposentadoria de centenas de educadores que têm adoecido cada vez mais em função do trabalho.
As avaliações são de Heleno Manoel Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e Hermes Silva Leão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (App-Sindicato).
“Já temos debatido nacionalmente a questão do apagão de professores, pois os jovens não se interessam por essa carreira”, diz Hermes. Segundo o dirigente, levantamentos feitos pelo Conselho Nacional de Educação já sinalizam que faltarão professores no futuro.  “Se a reforma da Previdência passar, essa tendência se agravará ainda mais”, completa.
Heleno diz que as mudanças propostas, como a elevação da idade mínima de aposentadoria para 60 anos, tanto para homens quanto para mulheres, e a exigência de, no mínimo, 25 anos de contribuição, vão inviabilizar a aposentadoria das professoras e dos professores. “Para obter 100% do benefício, eles terão de trabalhar durante 40 anos. Ninguém vai conseguir isso”, diz.
As regras atuais, considerando o artigo 201 da Constituição Federal, garantem aposentadoria diferenciada às professoras que atingem 25 anos de contribuição e 50 anos de idade; e aos professores que alcançarem os 30 anos de contribuição e 55 de idade.
Segundo Heleno, “o governo demonstra com esta proposta que não reconhece a importância do papel do educador no desenvolvimento do país e despreza completamente o histórico que levou à conquista do direito à aposentadoria específica”.
“Nenhum docente consegue ficar mais de 25 anos
em sala de aula em condições emocionais saudáveis”

O dirigente alerta que será praticamente impossível os trabalhadores e trabalhadoras do magistério aguentarem mais 10 ou 15 anos em um trabalho cujo desgaste é crescente. Heleno citou pesquisa da CNTE que constatou que 33% da categoria sofrem com doenças decorrentes do trabalho.
“As professoras e professores lidam diariamente com centenas de crianças e adolescentes, o que naturalmente gera um desgaste emocional”, explica o dirigente.
A história da professora Roberta de Araújo Guerra confirma a análise do presidente da CNTE. Há 25 anos no magistério, Roberta acumula dois cargos no estado para conseguir renda suficiente para sustentar a família. Ela relata as duras e exaustivas condições diárias de trabalho do professor que justificam a aposentadoria especial.
“Em uma manhã, o docente muitas vezes tem contato com até 250 crianças e adolescentes. É difícil e desgastante ficar responsável por cinco turmas ou até mais com 35 ou 40 alunos cada”, explica Roberta, em referência ao preparo emocional que os professores precisam ter para lidar com muitas crianças e jovens ao mesmo tempo, justamente em um período importante da formação desses alunos.
“Além disso, os professores precisam desenvolver muitas de suas tarefas fora do período de trabalho, como o planejamento de aulas e a correção de avaliações, portanto, a jornada do professor nunca acaba na escola”, afirma Roberta, que completa: “por esses motivos, nas atuais condições, nenhum docente consegue ficar mais do que 25 anos em sala de aula em condições emocionais saudáveis.”
Mulheres mais penalizadas
Segundo o presidente da CNTE, Heleno Araújo, a categoria é formada por 80% de mulheres, que são as que mais sofrerão com os impactos das novas mudanças propostas para a Previdência pelo governo ilegítimo de Temer. “Sair da idade mínima de 50 para 60 anos e ainda ter de contribuir por 40 anos para conseguir receber o valor integral é de uma crueldade muito grande”, lamenta.
A professora Roberta Guerra concorda. Mãe de dois filhos, ela destaca o fato de “vivermos em uma sociedade machista”, onde as mulheres, além de trabalhar fora de casa, em muitos casos, são também as únicas responsáveis pela educação e cuidado com os filhos. “Há famílias em que esses cuidados são divididos, mas ainda são casos excepcionais”.
Tanto Hermes quanto Heleno destacam a necessidade de as professoras e professores não aceitarem mais este ataque do governo e se somarem à luta em defesa da aposentadoria e contra a retirada de direitos.
“Devemos manter a pressão sobre os parlamentares, esclarecer a população sobre este desmonte e derrotar este governo golpista na luta”.

CUT repudia má-fé da Folha de S. Paulo

A CUT repudia a má-fé da Folha de S. Paulo que distorce e manipula informações com o claro objetivo de enfraquecer a luta do movimento sindical contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Uma nota do Painel da Folha insinua que o governo irá liberar recursos em troca de apoio a nova proposta de reforma da Previdência que praticamente acaba com a aposentadoria.
Em minutos a nota virou manchete do UOL, como se fosse uma verdade incontestável.
É mais uma mentira da Folha de S. Paulo!
O governo não está liberando nada. Esse dinheiro pertence a CUT e demais centrais e foi bloqueado indevidamente pela Caixa Econômica Federal.
Temer não faz mais do que a obrigação ao liberar um dinheiro que pertence à classe trabalhadora e vai ser usado na luta contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas patrocinado por esse governo usurpador e corrupto, como afirmou o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.
A Folha de S. Paulo repete o que já se tornou tradição no jornal, manipula as informações para induzir o leitor a acreditar que a CUT e demais centrais estão negociando recursos em troca de apoio ao desmonte da Previdência.
A CUT, a maior e mais combativa central sindical do país, reafirma que não negocia direitos dos trabalhadores.
A CUT reafirma também que não negocia nada com o governo ilegítimo e golpista de Temer.
A CUT denuncia a manipulação e a má-fé deste jornal golpista que tem interesse em defender o fim das aposentadorias.
Um aviso a Folha e ao governo: se botar para votar, o Brasil vai parar!
Vagner Freitas
Presidente Nacional da CUT

“Estamos em estado de greve”, alerta Vagner Freitas

A pressão dos trabalhadores e trabalhadoras impediu que a Reforma da Previdência fosse colocada em votação na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (6) como previsto inicialmente pelo governo e sua base golpista.
O governo recuou porque não conseguiu os 308 votos necessários para aprovar a nova proposta de desmonte da aposentadoria, que exclui milhões de brasileiros e brasileiras da Previdência Social, mas ameaça votar ainda este ano.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, comemora, mas alerta: “ganhamos a primeira batalha, a luta ainda não acabou”.
“Temos a informação de que os golpistas vão tentar votar a reforma na semana que vem”, avisa Vagner, que convocou a base da Central para permanecer em estado de greve e cruzar os braços “no dia em que ousarem colocar a Reforma da Previdência na pauta de votação.”
“Pode ser dia 11, 13 ou 14. Qualquer um dos dias, nós estaremos prontos para parar o Brasil e cumprir o nosso papel histórico de enfrentar os golpistas e não permitir que os nossos direitos sejam retirados, principalmente o direito da maioria dos trabalhadores e trabalhadoras de se aposentar”, completa o presidente da CUT.
Para ele, os deputados e as deputadas não votaram a reforma esta semana porque a sociedade rejeita a medida e eles têm medo de não se reelegerem em 2018. Isso, diz Vagner, é resultado da luta iniciada desde que a primeira proposta de reforma foi encaminhada pelo golpista e ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) ao Congresso Nacional.
“Os nossos sindicatos no Brasil inteiro ganharam a disputa de opinião pública”, avalia o dirigente, ao apontar a necessidade de as entidades CUTistas começarem a preparar a possível paralisação que pode ocorrer na semana que vem, caso a Reforma da Previdência seja colocada na pauta de votação.
“Estamos em estado de greve”, ressalta Vagner.
Como parte da permanente da mobilização da classe trabalhadora contra a Reforma da Previdência, o presidente da CUT orienta as estaduais a continuarem organizando plenárias regionais com os sindicatos e demais centrais, além de construir com o setor de transportes a adesão destes trabalhadores e trabalhadoras à paralisação em defesa do direito de se aposentar.
Vagner Freitas destaca também a importância das estaduais da CUT e seus sindicatos realizarem as já conhecidas visitas aos deputados nos aeroportos, fazerem panfletagens em seus redutos eleitorais e colocarem as caras dos deputados nos materiais como traidores da classe trabalhadora. “Vamos dizer que eles não voltarão em 2018”.
Outra forma de pressão aos deputados apontada pelo dirigente cutista é o site Na Pressão, uma ferramenta da CUT lançada em junho deste ano e que permite contatar os parlamentares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais.
“Nós não sabemos o dia em que vai votar”, disse Vagner, referindo-se a data em que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai pautar a reforma.
“É possível que na semana que vem eles também não tenham os votos e não coloquem para votação”, disse o dirigente, que completou: o “fundamental neste momento é manter a pressão”.

Trabalhadores do campo entram em greve de fome contra reforma da Previdência

Dirigentes nacionais do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) anunciaram greve de fome contra a reforma da Previdência. A ação começou nesta terça-feira (5/12), após a reunião da Frente Parlamentar em defesa da Previdência Social Rural, na Câmara dos Deputados.
Frei Sérgio Gorgen, Josineide Costa e Leila Meurer afirmam que o protesto tem como objetivo engrossar o coro contra a nefasta reforma idealizada pelo presidente ilegítimo Michel Temer. Para eles, a reforma da Previdência não é somente o fim da aposentadoria, mas o aprofundamento da fome e da miséria para grande parte do povo brasileiro. “É preciso que algumas pessoas passem fome por alguns dias para que a sociedade não passe fome no futuro próximo”, destacam.
A ideia dos manifestantes é de permanecer na Câmara dos Deputados durante todo o protesto.
Mentira descarada

Mais uma vez o presidente ilegítimo Michel Temer mentiu para a população brasileira ao afirmar que, com as alterações recentes, a reforma da Previdência não vai atingir os trabalhadores rurais.
Pela lei atual, os trabalhadores do campo estão inseridos na categoria “segurados especiais” da Previdência Social. Nesta categoria, a contribuição à Previdência Social é feita a partir da comercialização do que é produzido pelo trabalhador. Entretanto, o governo golpista abre brecha para que seja estabelecida uma taxa fixa de contribuição, o que impossibilitará a aposentadoria de praticamente todos os trabalhadores do campo.
É o que explica Bruno Pilon, do MPA. Segundo ele, a realidade do trabalhador do campo não permite que ele tenha uma reserva mensal para contribuir com a Previdência.  “Um trabalhador que planta, por exemplo, colhe apenas duas vezes por ano. Ou seja, tem apenas duas rendas. Como ele vai conseguir contribuir mensalmente”, exemplifica.
Além de terem um motivo específico para lutar contra a reforma da Previdência, os trabalhadores do campo estão na trincheira contra o projeto pelo conteúdo total da proposta temerária. Eles afirmam que a falácia criada pelo governo de que os trabalhadores rurais estão fora do novo texto da reforma da Previdência, tem como objetivo “desmobilizar e dividir a luta e resistência”.
Fonte: CUT Brasília

CUT adere à Campanha do Laço Branco

Neste dia 6 de dezembro é celebrado o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Para promover o engajamento dos trabalhadores nesta causa, a CUT Brasília convoca todos os sindicatos filiados  a usarem o laço branco, distribuindo entre a sua direção e base como forma de apoio à causa.
A data instituída no Brasil pela Lei nº 11.489/2007, remete ao massacre ocorrido em 1989, em Montreal, no Canadá. Na ocasião, um homem chamado Marc Lepine invadiu a sala de aula de uma escola, ordenou que os demais homens se retirassem e assassinou 14 mulheres. O rapaz suicidou-se em seguida, porém, deixou uma carta afirmando que praticou o crime porque odiava as mulheres e as feministas.
Aqui no Brasil, a Campanha é coordenada pela Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG) e constituída por um conjunto de organizações e núcleos que promovem diversos eventos e atividades com o objetivo de sensibilizar e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher.
Para a CUT Brasília este é um tema que deve ser debatido com toda a sociedade, visto que os índices de violência de gênero no Brasil são alarmantes. Estima-se que aproximadamente 500 mulheres sofrem algum tipo de agressão a cada hora. O dado é de pesquisa realizada pelo instituto Datafolha encomendada pelo Fórum de Segurança Pública.
Já em relação aos números mundiais a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que 35% das mulheres em todo o mundo já tenham sofrido violência física e/ou sexual praticada por parceiro ou violência sexual por um não-parceiro em algum momento de suas vidas.
Para a Secretária de Mulheres da CUT Brasília, Sônia de Queiroz, esta é uma luta que deve ser constante, não apenas no dia 6. “A campanha do laço branco inicia-se em um momento oportuno, pois estamos no meio da campanha de 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, que termina no dia dez de dezembro, dia Mundial dos Direitos Humanos. Neste momento de constantes retiradas de direitos, em que nós, mulheres, somos duplamente atingidas, é fundamental a unidade de todos. Homens mulheres, negros, LGBT`s. Somente quando houver solidariedade, consciência e respeito entre os seres humanos, poderemos acabar com a violência”, explica a dirigente.
Fonte: CUT Brasília

Redes sociais engrossam campanha contra reforma da Previdência

A ação da CUT Brasília para enterrar de uma vez por todas a reforma da Previdência está sendo realizada também nas redes sociais. Neste mês de dezembro, o trabalhador e a trabalhadora podem participar da campanha que é simples, mas pode dar uma tremenda dor de cabeça nos golpistas que apoiam a ideia do presidente ilegítimo Michel Temer. Isso porque 2018 é ano eleitoral e o recado já foi dado pela população: “quem votar, não volta”.
É fácil participar. Tire uma foto sozinho ou com outras pessoas, segurando um cartaz com a frase “Eu quero me aposentar”. Poste com a hashtag #NãoàReformadaPrevidência no Facebook, no Twitter, no Instagram, e não esqueça de marcar a CUT Brasília (@CUTBrasilia) para que o material possa aparecer nas redes da Central. Lembre-se que, para marcar a Central, você tem que ter curtido a página no Facebook e/ou seguir a CUT Brasília nas outras redes.
A reforma da Previdência está na Câmara dos Deputados com o nome de PEC 287. Para ser aprovada, ela precisa de 308 votos. Em depoimento recente, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), afirmou que o governo ainda não tem os votos necessários para votar a reforma da Previdência. Segundo ele, a base governista trabalha com o cenário de colocar a PEC 287 em votação no dia 12 de dezembro. A intenção é votar a proposta em dois turnos até dia 20 deste mês.

Fonte: CUT Brasília
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