Governo Temer acaba com a aposentadoria do assalariado rural

A nova proposta de Reforma da Previdência exclui completamente os trabalhadores e trabalhadoras assalariados rurais e os agricultores familiares da cobertura previdenciária. É praticamente o fim do sistema de proteção diferenciado aos rurais até então assegurado na Constituição Federal. O governo do ilegítimo e golpista Michel Temer (PMDB-SP) engana a população ao dizer que não alterou as regras da aposentadoria rural.
Se a nova proposta for aprovada, os trabalhadores e as trabalhadoras rurais assalariados, que ingressam mais cedo no mercado de trabalho, enfrentam condições adversas no campo, muitas vezes insalubres e penosas, e convivem com o drama da alta informalidade, terão de contribuir, no mínimo, durante 15 anos e se aposentar aos 65 anos no caso dos homens e 62 anos, das mulheres, para receber 60% da média de todas as suas contribuições. As regras são iguais aos trabalhadores da iniciativa privada.
“Temer rouba dos pobres para dar aos ricos” afirma Antonio Lucas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar).
Segundo ele, essa nova proposta não dificulta o acesso dos rurais, exclui o assalariado rural do direito à aposentadoria. “É bom lembrar que, no Brasil, os assalariados rurais são os trabalhadores que convivem com a realidade do trabalho análogo à escravidão, com a alta informalidade e ingressam mais cedo no mercado de trabalho”, explica o dirigente.
Estudo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Dieese e da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Anfip), confirmam as afirmações do dirigente: o trabalhador rural assalariado ingressa no mercado de trabalho antes dos 14 anos. Entre os homens, esse percentual é de 78%, e entre as mulheres, 70%. No meio urbano esses dados são de 46% e 34%, respectivamente.
E mesmo tendo hoje um regime diferenciado de aposentadoria, esses trabalhadores e trabalhadoras têm dificuldades enormes para conseguir se aposentar, devido a alta informalidade no campo, como explica o assessor técnico da Contar, Carlos Eduardo.
Ele revela um dado alarmante sobre as condições de trabalho no campo: 54% dos contratos de trabalho duram menos do que seis meses. “Se já é difícil o assalariado rural comprovar tempo de trabalho por causa da alta informalidade, imagina este mesmo trabalhador ter de se aposentar com 65 anos. Tem estado em que a expectativa de vida do trabalhador rural não chega a 60 anos”, comenta
Segundo estudo do Dieese com base nos dados do IBGE, a informalidade entre os trabalhadores rurais assalariados chega a 60%. Como a maior parte deles está na condição de informal, sem nenhuma proteção trabalhista, a média de contribuintes para a Previdência na categoria é de apenas 43,6%. Isso significa que, a cada 10 trabalhadores rurais, somente quatro contribuem. Se considerar apenas os informais, o número despenca: apenas 5,1% recolhem à Previdência.
Assalariado rural e agricultor familiar
O presidente da Contar, Antonio Lucas, explica a propaganda enganosa do governo ao esclarecer que, ao manter inalterado apenas o artigo 195 da Constituição, só os agricultores familiares poderão se aposentar antes – aos 60 anos os homens e aos 55, as mulheres. Em contrapartida, o governo alterou a forma de contribuição dos agricultores, “o que também inviabilizará a aposentadorias dessa parcela de trabalhadores rurais”, afirma.
– Temer mente sobre aposentadoria dos agricultores familiares 
Segundo Antonio Lucas, o governo erra ao tratar de forma diferenciada os rurais – assalariados e agricultores familiares – e não aponta em nenhum momento uma estratégia que supere a alta informalidade no campo e aumente a arrecadação da Previdência.
“Pelo contrário, quando fomos apresentar um estudo técnico ao governo para explicar a realidade dos rurais, não quiseram receber. Simplesmente deram as costas para os rurais, nem sequer aceitaram receber o documento”, denuncia.

CUT reafirma greve se reforma da Previdência for à votação

No encerramento do ato da CUT contra a nova proposta de Reforma da Previdência nesta terça-feira (5), em São Paulo, o presidente da Central, Vagner Freitas, convocou os trabalhadores e trabalhadoras para uma greve nacional no dia em que a Câmara dos Deputados decidir votar o desmonte.
Ao ser informado que a proposta deve entrar na pauta da Câmara na próxima quarta-feira (13), Vagner avisou: “Se colocar para votar no dia 13, o Brasil vai parar”.
E aos que duvidam da capacidade do movimento sindical de mobilizar a classe trabalhadora contra o fim da aposentadoria, Vagner lembrou a greve geral de 28 de abril que parou o Brasil.
“Já colocamos 45 milhões de pessoas em greve no dia 28 de abril e temos condições de fazer uma greve maior, prova disso são os atos realizados em todo o país hoje”, concluiu o presidente da CUT.
Confira como foram os atos nos Estados:
As vozes das ruas e das redes com a hashtag #NãoMexaNaAposentadoria deixaram um recado bem claro aos deputados e deputadas: “Quem votar, não volta”, em referência às eleições de 2018, ano em que muitos deputados tentarão a reeleição.
Ainda na madrugada, sindicalistas e ativistas de movimentos sociais bloquearam a entrada de três garagens de ônibus em Aracaju. Ninguém entrava e ninguém saia.
Em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, centenas marcharam em defesa da aposentadoria e contra as reformas de Michel Temer. Movimentos populares do campo e da cidade participaram da mobilização.
No Maranhão, a BR 235 ficou parada e trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade interditaram a ponte do Bacanga, na entrada de São Luís.
BR no Maranhão paradaNo Rio Grande do Sul, a CUT e demais centrais sindicais não esperaram nem o dia clarear. O aeroporto Salgado Filho foi escolhido para mandar o recado aos parlamentares que viajaram rumo a Brasília logo pela manhã. Os sindicalistas denunciaram a farsa do déficit e o combate aos privilégios, referindo-se aos servidores públicos, como explicamos na matéria Temer ataca servidores e coloca em risco serviço público no País.
No final da manhã, após manifestações e assembleias em diversas fábricas, na Estação Rodoviária e trancaço no Pórtico de Rio Grande, o movimento seguiu para a frente do prédio do INSS, no centro de Porto Alegre, onde promoveram um abraço solidário.
No Rio de Janeiro, a defesa da aposentadoria começou cedo. Os petroleiros fizeram uma grande mobilização em Macaé, Angra e outros municípios. Os trabalhadores do Estaleiro Brasfels atrasaram a entrada no trabalho em uma hora e teve panfletagem na Transpetro.
“Se a Reforma da Previdência é boa, por que os políticos, militares e o judiciário estão fora”, questionavam os dizeres de uma faixa em frente ao Banco Santander, fechado pelos bancários, no centro do Rio de Janeiro, onde aconteceu um ato público. Outros bancos na capital carioca também foram fechados. Radialistas e jornalistas se manifestram em frente à EBC e professores foram às ruas denunciar o desmonte na Previdência.
Na capital de Santa Catarina, além de alguns trabalhadores e trabalhadoras terem aderido à greve no aeroporto Hercílio Luz, houve mobilização, panfletagem e diálogo com a população sobre os riscos que a aprovação da Reforma da Previdência representa para toda a sociedade. Também teve greve dos trabalhadores e das trabalhadoras químicas de Criciúma e região.
O dia de luta terminou com ato em frente ao Ticen, em Florianópolis.
Em Fortaleza, a manifestação da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, das quais a CUT faz parte, reuniu cinco mil pessoas contra a Reforma da Previdência, no cruzamento das avenidas 13 de Maio x Universidade, no bairro Benfica. “Quem vota contra o trabalhador, não volta pro Congresso. O povo tá de olho”, dizia uma das faixas erguida pela população.
Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, o ato contra a Reforma da Previdência foi na Praça do Vuco Vuco.
Em Goiás, quase acabou mal, durante manifestação pacífica na Praça do Bandeirante, no Centro de Goiânia. Enquanto trabalhadores e trabalhadoras protestavam contra o fim da aposentadoria, um ônibus avançou para cima dos manifestantes, ferindo dois militantes no local. A atitude imprudente do motorista, no entanto, não desanimou os militantes, que seguiram em caminhada.
Bancários de Curitiba e região realizaram um ato no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, contra a Reforma da Previdência. O local foi escolhido para abordagem dos deputados federais que embarcam todas às terças para Brasília.
Na Paraíba, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade promoveram um protesto em frente ao INSS, em João Pessoa, contra o fim da aposentadoria.
Em Itabuna, na Bahia, dirigentes do Sinergia, Sintese, Sindalimentação e do PT realizaram ato contra a Reforma da Previdência em frente ao INSS.
A CUT Bahia também esteve presente em Capim Grosso, orientando professores e agentes comunitários de saúde sobre a mobilização contra a Reforma da Previdência. Os petroleiros realizaram assembleia em suas bases para alertar os trabalhadores e trabalhadoras sobre o desmonte nas aposentadorias. #NãoMexaNaAposentadoria
No Pará, trabalhadores e trabalhadoras das mais diversas categorias saíram às ruas de Belém contra a reforma da Previdência de Temer. A concentração foi na Praça da República, no centro. Depois os manifestantes saíram em caminhada pela avenida Presidente Vargas até o prédio da Gerência Executiva do INSS, na avenida Nazaré.
Em Minas Gerais, a luta contra a reforma da Previdência começou de madrugada, com fechamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além de panfletagem nas estações, assembleias nos locais de trabalho, ato dos servidores em frente à Prefeitura, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram na Praça Afonso Arinos, no Centro de Belo Horizonte para mandar o recado aos parlamentares: “a aposentadoria fica”. As diversas categorias que participaram dos movimentos estão mobilizadas para paralisar as atividades, caso entre na pauta da Câmara dos Deputados a votação da Reforma Previdenciária.
Na Zona da Mata também teve ato. Os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram na Praça da Estação, no centro de Juiz de Fora, para o ato em defesa da aposentadoria. Em outras regiões do estado também ocorreram manifestações e paralisações.
No Piauí, a luta unificada fortaleceu a unidade no ato público com caminhada pelas principais ruas do centro da capital, encerrando a manifestação em uma das principais avenidas, a Frei Serafim.
Em São Paulo, além do ato na capital, em São Carlos, no interior paulista, manifestantes também fizeram ato nas ruas da cidade. Pela manhã, os participantes se concentraram na Praça do Mercado Municipal.
No início da tarde, Bauru também registrou ações de panfletagens e diálogo com a população, em frente à Câmara Municipal. Em Jundiaí, a CUT-SP e sindicatos colheram assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma.
Já em Campinas, a subsede da CUT e os movimentos realizam ato no final da tarde, no Largo do Rosário, na região central.

Em Brasília, tem até chantagem política para aprovar Reforma da Previdência

Em uma das muitas reuniões e jantares que o golpista e ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) vem fazendo para aprovar de qualquer jeito a impopular e perversa nova proposta da Reforma da Previdência, foi discutido um “pacto” para obrigar deputados a votar a favor das mudanças das regras para obtenção da aposentadoria.
O “pacto” consiste em restringir a distribuição do fundo eleitoral e colocar uma trava na janela partidária – período em que os parlamentares podem trocar de partido sem o risco de perder o mandato -, para punir deputados que votarem contra a reforma. Além disso, o governo acena com a liberação de R$ 3 bilhões para o Fundo de Participação dos Municípios para que os prefeitos pressionem os deputados a votarem a favor da reforma. Metade desse recurso deve ser aplicado em saúde e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, ameaça: “se a reforma não for aprovada, esse dinheiro não existe.”
O tal ‘pacto’ a favor da reforma foi feito pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que sugeriu repassar mais recursos do fundo eleitoral para deputados que votarem a favor da nova proposta de Reforma da Previdência. Ele sugeriu também fechar um acordo com os partidos da base aliada de Temer para impedir a mudança de legenda aos que eles chamam de infiéis, ou seja, os que votarem contra.
“Isso não é pacto, é coação”, diz o advogado Luiz Eduardo Greenhalg, que define as sugestões de Jefferson para conseguir os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência como “chantagem política e coação partidária retórica”.
Greenhalg explica que, apesar de as sugestões não constituírem crimes, os deputados prejudicados podem recorrer à Justiça porque eles têm direito ao fundo partidário e à mudança de partido na abertura da janela partidária.
“O ‘pacto’ demonstra o desespero do governo e comprova que a campanha da CUT para pressionar os deputados a não traírem a classe trabalhadora está no caminho certo”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Segundo Vagner, “muitos deputados estão nos pedindo para tirar o nome deles da lista de parlamentares a favor da reforma no site NA PRESSÃO, da CUT, porque estão sendo muito cobrados pela base”.
“O fato é que temem não se reelegerem em 2018”, diz o dirigente, argumentando que, “na ânsia de aprovar uma medida reprovada por 85% dos brasileiros, como mostrou a última pesquisa CUT-Vox Populi, além de abrir os cofres do governo para distribuir recursos de emendas para os parlamentares, o jurista Temer não se constrange em discutir chantagens políticas, nem mesmo de usar os recursos do Fundo de Participação dos Municípios, que deveria ser direcionado para a saúde, para pressionar deputados”.
As mudanças propostas por Temer vão prejudicar especialmente os trabalhadores e as trabalhadoras mais pobres, como os rurais assalariados e os agricultores familiares, o pessoal da construção civil e serviços, entre outros, que vão sofrer mais porque são vítimas da alta rotatividade e do contrato intermitente de trabalho, aprovado na Reforma Trabalhista.
A nova proposta de Reforma da Previdência prevê que as idades mínimas para aposentadoria serão de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens, com exceção dos professores e professoras (60 anos para ambos os sexos) e policiais (55 anos também para ambos os sexos).
O tempo mínimo de contribuição previsto no texto é de 15 anos para os trabalhadores do regime geral (INSS) e 25 anos para os servidores públicos.
O trabalhador da iniciativa privada que contribuir durante 15 anos terá direito a 60% do valor do benefício, que é a média da soma de todos os salários, desde o primeiro, em geral mais baixo. Se estiver vivo e contribuir durante 25 anos, receberá somente 65% do valor do benefício.
No caso dos servidores públicos, eles receberão 70% do benefício se contribuírem por 25 anos. Quem contribuir por 30 anos receberá 77,5% do benefício. Nos dois regimes, os trabalhadores que quiserem receber 100% do benefício terão de contribuir por 40 anos. Além disso, terão de ter a idade mínima 65 anos (homens) e 62 (mulheres).
No caso dos trabalhadores rurais, a proposta é ainda mais cruel. A nova reforma Previdenciária iguala as regras dos trabalhadores assalariados rurais aos urbanos e ainda exige dos agricultores familiares (pequenos produtores) uma contribuição mensal e individual, o que praticamente acaba com o sistema de proteção diferenciado dos rurais.
Leia mais:
– Governo Temer acaba com a aposentadoria do assalariado rural
– Temer mente sobre aposentadoria dos agricultores familiares
– Temer ataca servidores e coloca em risco serviço público

#NãoMexaNaAposentadoria foi o grito das ruas e das redes

Enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anuncia que vai votar a Reforma da Previdência na próxima semana, a CUT, o movimento sindical e popular mobilizam o país, reafirmando: “se botar para votar, o país vai parar”.
Na manhã desta terça (5/12), foram realizados atos, paralisações, fechamento de rodovias e muitas manifestações em várias capitais e cidades de todo o Brasil contra a PEC 287, que trata de mudanças de regras que vão restringir a concessão do benefício e até acabar com o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras.
As vozes das ruas e das redes com a hashtag #NãoMexaNaAposentadoria deixaram um recado bem claro aos deputados e deputadas: “Quem votar, não volta”, se referindo as eleições de 2018 ano em que muitos deputados tentarão a reeleição.
Ainda na madrugada, sindicalistas e ativistas de movimentos sociais bloquearam a entrada de três garagens de ônibus em Aracaju. Ninguém entrava e ninguém saia.  No Maranhão, a BR 235 ficou parada e trabalhadores e trabalhadoras do campo e cidade interditaram a ponte do Bacanga, na entrada de São Luís.
BR no Maranhão paradaBR no Maranhão paradaNo Rio Grande do Sul, a CUT e demais centrais sindicais não esperaram nem o dia clarear. O aeroporto foi escolhido para mandar o recado aos parlamentares que estão viajando rumo à Brasília. Os sindicalistas denunciaram a farsa do déficit e o combate a privilégios, se referindo aos servidores públicos, como explicamos na matéria Temer ataca servidores e coloca em risco serviço público no País.
Depois o movimento seguiu e fizeram um ato na Praça da Matriz, diante do Palácio Piratini.
“Se a Reforma da Previdência é boa por que os políticos, militares e o judiciário estão fora”, questionavam os dizeres de uma faixa em frente ao Banco Santander que estava fechado pelos bancários, no centro do Rio de Janeiro, onde aconteceu um ato público, que contou com a participação dos bancários de Campos, metalúrgicos e servidores da rede estadual Faetec. Outros bancos na capital carioca também foram fechados.
Ainda no Rio, os petroleiros fizeram uma grande mobilização em Macaé, Angra e outros municípios. Os trabalhadores do Estaleiro Brasfels atrasaram a entrada no trabalho em uma hora. Nas redes sociais, os banqueiros foram denunciados.  “Não conseguirão enganar a todos o tempo todo”, se referindo as dívidas dos banqueiros com a Previdência Social e também ao interesse dos banqueiros em aprovar a reforma para vender previdência privada aos mais pobres e continuar lucrando milhões no nosso país.
Na capital de Santa Catarina, além de algumas trabalhadores e trabalhadoras  terem aderido à greve, no aeroporto Hercílio Luz houve mobilização, panfletagem e diálogo com a população sobre os riscos que a aprovação da Reforma da Previdência representa para toda a sociedade. Também teve greve dos trabalhadores e das trabalhadoras químicas de Criciúma e região.
Em Fortaleza, a manifestação da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, das quais a CUT faz parte, reuniu cinco mil pessoas contra a Reforma da Previdência. “Quem vota contra o trabalhador, não volta pro Congresso. O povo tá de olho”, dizia uma das faixas erguida pela população.
Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, o ato contra a Reforma da Previdência foi na Praça do Vuco vuco.
Em Goiás, quase acabou mal. Enquanto trabalhadores e trabalhadoras protestavam contra o fim da aposentadoria, um ônibus quase atropelou quem estava na frente.
 
Bancários de Curitiba e região realizaram um ato no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, contra a Reforma da Previdência. O local foi escolhido para abordagem dos deputados federais que embarcam todas as terças para expediente em Brasília.
As mobilizações e paralisações continuam na parte da tarde.
Veja como foi a manhã desta terça (5) em outros estados e cidades
 
Paraíba
Trabalhadores do Campo e da Cidade promoveram um protesto em frente ao INSS, em João Pessoa, contra o fim da aposentadoria.

 
Bahia
Em Itabuna, dirigentes do Sinergia, Sintese, Sindalimentação e do PT no ato contra a Reforma da Previdência em frente ao INSS.

A CUT Bahia também está em Capim Grosso orientando professores e agentes comunitários de saúde sobre a Mobilização Contra a Reforma da Previdência!
#NãoMexaNaAposentadoria

 
Pará
#NãoMexaNaAposentadoria
Na Praça da República, centro de Belém, prossegue o ato unificado das centrais sindicais e movimentos populares contra a deforma da Previdência.

 
Minas Gerais
Trabalhadores começam a chegar para na Praça da Estação, centro de Juiz de Fora-MG. Hoje é dia de greve contra a reforma da Previdência. A data é importante para a construção de uma ampla unidade para enfrentar os ataques do governo ilegítimo.

Com informações da CUT

Participe da campanha e diga não à reforma da Previdência

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou uma campanha nesta terça-feira (05) para que os(as) trabalhadores(as) mandem uma foto mostrando que são contra a reforma da Previdência. Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais também podem participar desta campanha publicando sua foto com uma plaquinha nas redes sociais, com a hashtag #naoareformadaprevidencia, #sinpronaluta e #cutnaluta.
A campanha continuará durante todo o mês de dezembro e é fácil participar:
1) Tire uma foto sozinho ou com outras pessoas segurando um cartaz com as hashtags acima
2) Publique no seu Facebook, Twitter e Instagram com as hashtag
3) Antes de publicar a foto na sua rede, marque a CUT Brasília e o Sinpro-DF.
Participe e vamos, juntos, lutar contra a retirada de direitos da classe trabalhadora.

CUT faz atos em 25 estados contra Reforma da Previdência

A CUT vai fazer atos e paralisações contra o fim da aposentadoria em 25 estados nesta terça (5/12).
A orientação da Central para os sindicatos, federações e confederações é fazer mais pressão nas bases dos parlamentares, nas ruas, nos aeroportos e nas redes sociais.
“Deputado que aprovar a nova proposta da Previdência de Temer não vai se reeleger em 2018”, diz o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas.
Segundo Vagner, o governo insiste em colocar a proposta em votação, apesar de já ter feito as contas e saber que não tem os 308 votos necessários para aprovar as mudanças.  Mas, a maioria dos deputados não pretende aprovar a proposta porque está com medo de não ser reeleito.
“A pressão que estamos fazendo em suas bases e nas redes sociais está surtindo efeito e precisa ser ampliada com a conscientização de toda a sociedade de que se a reforma for aprovada, milhões de brasileiros ficarão sem aposentadoria. E isso pode ser feito nos atos de amanhã”, conclui Vagner.
Confira os locais nas capitais e cidades do país:
 
 ACRE
Ato em Rio Branco contra a Reforma da Previdência
Local: No colégio Acreano, centro
Horário: A partir das 15h
 
ALAGOAS
Ato contra a Reforma da Previdência
Local: Concentração na Praça Sinimbu
Horário: a partir das 9h
 
AMAPÁ
Ato contra Reforma da Previdência
Local: Praça da Bandeira
Horário: a partir das 8h
Carreata
Local: a Praça Veiga Cabral
Horário: A partir das 15h
 
BAHIA
Caminhada Contra a Reforma da Previdência e em Defesa dos Direitos
Horário: 15h
Local: Campo Grande até a Praça Castro Alves
 
CEARÁ
Ato contra Reforma da Previdência
Horário: Concentração a partir das 8h
Local: No cruzamento das avenidas da Universidade x 13 de Maio, no bairro Benfica, na capital
Outras cidades confirmada no Ceará:
Barbalha: às 8h, na Avenida Costa Cavalcante
Brejo Santo: às 8h, na Praça Dionísio Rocha de Lucena
Caucaia: às 8h, na Agência da Previdência Social
Crateús: às 8h, na Agência da Previdência Social
Crato: às 9h, na Praça São Vicente
Ibaretama: às 9h, em frente à sede da Prefeitura
Iguatu: às 7h30, na Praça da Caixa Econômica
Quixadá: às 16h, debate sobre a reforma da previdência na sede do Sindicato dos Servidores Municipais (Rua Benjamin Constant, 1007)
Redenção: às 8h, na Agência da Previdência Social
Russas (Servidores de todo o Vale do Jaguaribe): às 8h, na Praça do Estudante
 
DISTRITO FEDERAL
Panfletagem e diálogo com a população a favor da aposentadoria
Local: Rodoviária do Plano Piloto
Horário: a partir das 16h
 
ESPÍRITO SANTO
Ato conjunto unificado contra o fim da aposentadoria
Horário: a partir das 9h30
Local: Praça de Jucutuquara, com caminhada até a Praça 8, no Centro de Vitória.
 
GOIÁS
Ato contra a Reforma da Previdência
Horário: às 9 horas
Local: na Praça do Bandeirante
 
MARANHÃO
Ato contra o fim da aposentadoria
Local: Bacanga
Horário: 5h
Local: BR 135, na entrada da cidade
Horário: a partir das 5h
 
MATO GROSSO
Ato Público contra a Reforma da Previdência
Horário: a partir das 16h
Local: Praça Alencastro
 
MATO GROSSO DO SUL
Ato contra a Reforma da Previdência
Local: Em frente ao INSS, Rua 26 de Agosto, 347, Centro, Campo Grande
Horário: A partir das 9h
 
MINAS GERAIS
Luta contra a Reforma da Previdência em articulação com movimentos sociais em BH
Local: Praça Sete
Horário: 9h
Horário: a partir das 17h
Local: Praça Afonso Arinos – Belo Horizonte
Juiz de Fora
9h30 – Praça da Estação
Muriaé
15 horas – Praça João Pinheiro
Ipatinga
15 horas – Praça 1° de Maio
Montes Claros
9 horas – Praça do Automóvel
Uberlândia
16 horas – Praça Ismene Mendes
Uberaba
9 horas – Praça Rui Barbosa
Sete Lagoas
9 horas – Terminal Rodoviário
Varginha
9 horas – Calçadão
Governador Valadares
17 horas – União Operária
 
PARÁ
Ato público contra Reforma da Previdência
Horário: a partir das 8h30
Local: Praça da República, em Belém
Aula Pública sobre a Reforma da Previdência
Local: Nova Marabá
Horário: a partir das 8h30
 
PARAÍBA
Ato contra a Reforma da Previdência
Local: Em frente ao INSS, Av. Dom Pedro I 215 Centro
Horário: a partir das 8h
 
PARANÁ
Ato contra o fim da aposentadoria
Local: Na esquina da Rua Monsenhor Celso com a Rua XV de Novembro
Horário: 17h
 
PERNAMBUCO
Mobilização em defesa da aposentadoria
Local: Praça da Democracia (Derby)
Horário: a partir das 15h
 
PIAUÍ
Ato Público contra a Reforma da Previdência e em Defesa dos Direitos
Local: Praça Rio Branco/ Teresina
Horário: a partir das 8h
 
RIO DE JANEIRO
Caminhada a favor da aposentadoria
Local: Concentração na Candelária
Horário: a partir das 16h
 
RIO GRANDE DO NORTE
Ato contra a Reforma da Previdência
Local: Em frente ao INSS da Apodi/ Centro
Horário: A partir das 15h
 
RIO GRANDE DO SUL
Dia de lutas contra a reforma da Previdência da CUT e demais centrais sindicais
Local: Aeroporto Internacional Salgado Filho
Horário: 5h
Local: Concentração em frente à Rodoviária
Horário: 8h
Local: Ato em frente ao prédio do INSS no centro
Horário: 10h
Local: Ato na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini
Horário: 12h
 
RONDÔNIA
Ato em Porto Velho contra Reforma da Previdência
Local: Mercado Cultura, na Praça Getúlio Vargas
Horário: A partir das 9h
 
SANTA CATARINA
Ato contra a Reforma da Previdência
Local: No Largo da Alfândega, Florianópolis
Horário: a partir das 16h
 
SÃO PAULO
Ato da CUT e das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo
Local: Paulista
Horário: a partir das 16h
 
SERGIPE
Ato Público contra Reforma da Previdência
Local: concentração na Praça General Valadão
Horário: 7h
Ato Público dos Servidores Estaduais contra os desmontes do Governo Jackson na Educação, na Saúde e na Segurança
Local: Concentração no Palácio dos Despachos
Horário: 14h
 
TOCANTINS
Ato contra a Reforma da Previdência
Local: Avenida Tocantins, Taquaralto (ao lado da passarela)
Horário: a partir das 17h

Temer mente sobre aposentadoria dos agricultores familiares

O governo do ilegítimo e golpista Michel Temer (PMDB-SP), no desespero de aprovar a Reforma da Previdência, vende para a população a ideia de que a nova proposta é melhor do que a anterior e que não vai alterar as regras dos trabalhadores assalariados rurais e dos agricultores familiares.
“É mentira! O governo está, sim, mexendo na previdência dos rurais e milhares não conseguirão se aposentar, se as novas regras forem aprovadas”, alerta o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos.
“A nova reforma Previdenciária, ao contrário da propaganda enganosa de Temer, iguala as regras dos trabalhadores assalariados rurais aos urbanos e ainda exige dos agricultores familiares (pequenos produtores) uma contribuição mensal e individual, o que praticamente acaba com o sistema de proteção diferenciado dos rurais”, explica Aristides.
Segundo ele, o governo recuou em alguns pontos com relação à primeira proposta e manteve inalterado apenas o artigo 195 da Constituição, que trata da aposentadoria dos rurais. Mas, em compensação, explica Aristides, a nova proposta muda as regras de concessão do benefício tanto para o assalariado rural quanto para o agricultor familiar.
No caso do agricultor familiar, a proposta de Temer é alterar o modelo de contribuição sobre produção e comprovação de tempo no meio rural para exigir dos pequenos produtores pagamento mensal por, no mínimo, 15 anos e por pessoa.
Atualmente, o agricultor familiar contribui somente quando vende o excedente da produção e, mesmo assim, 65% não conseguem ter renda suficiente para pagar 2,1% sobre a venda da produção e garantir a cobertura previdenciária a toda família.
Segundo o presidente da Contag, “é uma mudança drástica que vai deixar a grande maioria dos trabalhadores e das trabalhadoras do campo sem acesso à Previdência.”
“Cerca de 70% da base ficará sem aposentadoria”, disse Aristides, referindo-se à base da Contag, que é de 20 milhões de agricultores familiares.
Na regra atual, lembra o dirigente, os agricultores familiares, que respondem por cerca de 70% dos alimentos do país, enfrentam diversos problemas para conseguir acessar a aposentadoria “mesmo com a cobrança justa de uma alíquota sobre a produção”.
“O agricultor muda de propriedade, enfrenta problemas climáticos, tem dificuldade com a documentação das terras, não é simples comprovar os 15 anos de atividade no campo com as regras atuais”, explica.
O assessor jurídico da Contag, Evandro Morelli, alerta ainda para a questão da renda mensal desses trabalhadores e da dificuldade ainda maior que terão, caso a contribuição seja feita por cada membro da família.
Segundo o Censo Agropecuário 2006, 60% dos agricultores familiares possuem uma renda média líquida de R$ 1.500 e outros 49% de apenas R$ 300. “Imagina essas famílias terem de contribuir por pessoa para a Previdência”, questiona. “Ou a família sobrevive ou paga a Previdência”.
Luta contra a reforma
A pressão aos parlamentares vai se intensificar no Congresso Nacional a partir de amanhã (5), quando os trabalhadores e trabalhadoras rurais passarão a fazer plantão para cobrar os deputados. “Nossa luta é para que a reforma seja retirada por completo. Não é justo o que estão propondo aos trabalhadores rurais e urbanos. O governo precisa gerir a Seguridade Social com responsabilidade.”
Confira a nota da Contag na íntegra sobre a nova proposta de reforma da Previdência.
*Amanhã matéria sobre a situação do assalariado rural e os impactos da reforma da Previdênica

Em propaganda milionária, Temer mente aos trabalhadores sobre a aposentadoria

O golpe contra os trabalhadores e as trabalhadoras só vai terminar quando a população tirar do governo a turma que usurpou a Presidência da República. Todos os dias a sociedade fica sabendo de um novo saque aos cofres públicos e um novo ataque aos direitos da classe trabalhadora. A notícia negativa desta quinta-feira (30) é que, aprovar a nova proposta de Reforma da Previdência, o governo do ilegítimo e golpista Temer decidiu liberar mais R$ 72 milhões de reais em propaganda para convencer a população a concordar com a proposta que, entre outras maldades, vai reduzir o valor do beneficio, especialmente dos trabalhadores e das trabalhadoras que ganham menos e passam mais tempo desempregadas, sem carteira assinada e sem direitos, portanto, sem contribuir com o INSS. Ele já havia gasto R$ 92 milhões com o mesmo objetivo quando tentou aprovar a primeira proposta e não conseguiu por causa da rejeição da população ao desmonte da Previdência, como apontou pesquisa CUT-Vox Populi.
“É uma farra publicitária”, diz o secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, sobre os R$ 171 milhões de dinheiro do povo que Temer está torrando em publicidade enganosa.
As peças publicitárias dizem que o objetivo da reforma é combater os “privilégios” porque “tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”, acrescenta o presidente da CUT, Vagner Freitas, que critica mais essa mentira do governo.
“É um verdadeiro 7 x 1 diário. As propagandas nada mais são do que outro engodo de Temer, mais uma mentira deslavada de um governo ilegítimo e corrupto, que só apresentou propostas de retirada de direitos sociais e trabalhistas desde que assumiu no ano passado”, reage Vagner.
“Se o governo quisesse mesmo cortar privilégios, começaria cortando benefícios como o de Temer, que se aposentou aos 55 anos e ganha mais de R$ 30 mil por mês”, argumenta Vagner, lembrando que, com a reforma Trabalhista já em vigor, muitos brasileiros não conseguirão se aposentar porque terão subempregos, serão contratados sem carteira assinada, como terceirizados ou trabalhadores intermitentes.
Para o diretor do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, a “Reforma da Previdência não é assunto de propaganda. É algo para ser discutido democraticamente e com profundidade, incluindo toda a sociedade, e, sobretudo, por um governo eleito democraticamente pelo voto popular e não por um golpista, como bem disse Vagner ontem em Brasília”.
“O governo Federal está fazendo propaganda enganosa. Os grandes absurdos da Previdência Social brasileira, como, por exemplo, a aposentadoria dos juízes, que se aposentam com privilégios estratosféricos, não estão sendo alterados nessa reforma”, diz Coimbra.
O diretor Executivo da CUT, Júlio Turra, também reagiu de forma indignada. Para ele, o governo fazer propagandas que escondem que os trabalhadores e as trabalhadoras terão perdas enormes como vimos na matéria “Temer quer aprovar novas e perversas regras na aposentadoria” -, publicada no site da CUT esta semana “é um escândalo. Um absurdo”.
“O governo está gastando dinheiro público para atacar o direito dos trabalhadores à aposentadoria, além de mentir descaradamente nessa propaganda enganosa”.
É por isso essa e outras que as CUT e demais centrais convocaram uma greve nacional para o dia 5 de dezembro, diz Vagner.
“Só a mobilização popular, a ocupação das ruas e uma ampla mobilização vai fazer os deputados recuarem e não aprovarem mais essa perversidade contra a classe trabalhadora”, alerta o dirigente que conclama a sociedade para aderir a luta que é pela aposentadoria de quem está no mercado de trabalho e de quem vai entrar no futuro.
Leia mais sobre o tema em:
https://cut.org.br/noticias/greve-nacional-dia-5-12-sera-para-defender-aposentadoria-0d50/
https://cut.org.br/noticias/vagner-freitas-convoca-classe-trabalhadora-para-greve-nacional-cf82/
https://cut.org.br/noticias/na-pressao-pressione-deputados-contra-fim-da-aposentadoria-5e6f/

Vitória dos trabalhadores: pressão faz Temer recuar e adiar votação da Previdência

A pressão do movimento sindical contra a aprovação da Reforma da Previdência obrigou o governo a recuar e retirar da pauta da Câmara dos Deputados a nova proposta de desmonte da aposentadoria, que deveria ser colocada em votação no próximo dia 6.
Esta é, sem dúvida, uma importante vitória da CUT e das demais centrais sindicais. Mas ainda não é definitiva. E, por isso, a greve do dia 5 foi adiada, mas mobilização continua. A  orientação da direção da CUT para os sindicatos, federações, confederações e toda a base permanece a mesma: manter a mobilização e o estado de vigilância, fazer pressão nos aeroportos, em todos os eventos onde um deputado ou senador estiver presente, além de pressionar nas bases de cada parlamentar.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, lembra ainda que precisamos continuar usando o site NA PRESSÃO para mandar recados por WhatsApp e e-mail, além de preparar os trabalhadores e as trabalhadoras para a greve que será marcada assim que a Câmara dos Deputados colocar a reforma na pauta.
“A nossa palavra de ordem continua a mesma: se botar pra votar, o Brasil vai parar”, diz o dirigente.
A mobilização é fundamental para pressionar os deputados, a maioria, de olho na reeleição de 2018, acrescenta Vagner, que alerta: “O governo Temer continua trabalhando para conseguir os 308 votos necessários para aprovar a  Reforma da Previdência, medida rejeitada por 85% dos brasileiros, como apontou a última pesquisa CUT-Vox Populi, o que é inaceitável”.
Para o secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, “o adiamento da votação é  uma vitória, mas parcial. Eles podem colocar a proposta em votação já na semana de 11 a 15 de dezembro e temos de estar preparados para isso”.
“Vamos continuar mobilizados, pressionando os parlamentares e preparando os trabalhadores e as trabalhadoras para a greve. A luta continua”, conclui Vagner.
Mesmo gastando mais de R$ 171 milhões em propaganda, fora os custos com os jantares para convencer deputados, o golpista e ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) não conseguiu a quantidade de votos favoráveis necessários para aprovar  o fim da aposentaria, lembra Vagner. “As milhares de mobilizações que fizemos nos municipios, estados e aeroportos impediu que ele conseguisse os votos necessários para aprovar o fim da Previdência.”
Vagner alerta que é fundamental fortalecer as mobilizações em todo o país, em especial as que estvam previstas e forem possíveis no dia 5 para que possamos enterrar de vez essa reforma.

Temer ataca servidores e coloca em risco serviço público no País

Os servidores públicos entraram na mira do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (PMDB-SP) na nova proposta de Reforma da Previdência, encaminhada para a Câmara dos Deputados. A votação estava marcada para o dia 6, mas foi retirada da pauta porque o governo não tem os 308 votos necessários para a aprovação das mudanças.
Pela nova proposta apresentada, para ter direito à aposentadoria, os servidores públicos, que hoje fazem parte do Regime Próprio de Previdência (RPPS), terão de contribuir no mínimo 25 anos para receber uma aposentadoria correspondente a 70% da média salarial. Há ainda exigência da idade mínima de 65 anos homem e 62 anos mulher para terem direito ao benefício.
“Vamos morrer trabalhando. É isso o que Temer quer”, critica José Carlos de Oliveira, coordenador Geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado de Pernambuco (Sindsep).
Além disso, os servidores, que são tratados com desprezo e taxados de privilegiados pelo governo, inclusive sendo alvos das propagandas oficiais enganosas sobre a reforma, terão de contribuir durante 40 anos para atingir o valor integral da aposentadoria, que passará a ser o teto do INSS, de R$ 5.531,31.
“A propaganda do governo tenta fazer a população acreditar que os problemas da Previdência são, única e exclusivamente, culpa do servidor público”, contesta José Carlos. “Querem jogar a opinião pública contra os servidores e utilizam os meios de comunicação para atacar o seu próprio corpo técnico. É um desestímulo e uma provocação sem tamanho”, completa.
A opinião do dirigente dialoga com a recente decisão da juíza da 14ª Vara Federal de Brasília, Rosimayre Gonçalves de Carvalho, que, ao perceber a manipulação nas propagandas do governo que atacavam diretamente os servidores, decidiu pela imediata suspensão dos anúncios publicitários.
Em sua decisão, ela afirmou que “a despeito de nada informar, propaga ideia que compromete parcela significativa da população com pecha de pouco trabalhar e ter privilégios, como se fosse essa a única razão da reforma”.
José Carlos questiona a provocação do governo de que servidor público tem privilégio com a realidade salarial dos servidores no Brasil, perguntando se receber, em média, R$ 3 mil por mês é ser privilegiado. “Quero saber qual é o privilégio disso”, diz ele, que destaca: “a maioria desses servidores prestam serviços nas escolas, hospitais, universidades, segurança, administração pública, entre outros serviços essenciais à população”.
“Privilégio, na realidade, é o que o Temer conseguiu. Se aposentou aos 55 anos e ganha 30 mil reais,” devolve a provocação o dirigente CUTista.
É importante toda a classe trabalhadora saber que quase metade do salário de muitos servidores públicos é gratificação por produção, ou seja, não faz parte do salário. Isso significa que o servidor perde cerca de 33% do valor da sua remuneração ao se aposentar, pois gratificação não conta nos cálculos da aposentadoria.
“O ataque é brutal”, diz o coordenador-geral do Sindsep, que lembra ainda que o servidor público não tem direito ao FGTS, nem à negociação coletiva.
Segundo ele, o governo ilegítimo de Temer está esfacelando completamente o conceito de Seguridade Social para dar espaço ao mercado com os pacotes de previdência privada e complementar. “Para governos como este, com uma política neoliberal, servidor público é despesa. Só esquecem que, em países com maior IDH, o serviço público de qualidade é uma premissa.”
Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, a proporção de servidores públicos em relação ao total de trabalhadores em países como os Estados Unidos, por exemplo, é de 23%. Tem países desenvolvidos que essa relação ultrapassa os 30%.
“Aqui no Brasil a relação é de 12% e ainda temos muito para investir e, não, cortar, como quer este governo corrupto e ilegítimo que não teve voto para estar onde está”, diz Vagner. “Parlamentar que votar essa proposta não volta em 2018”, finaliza o dirigente.
Votação adiada
Prevista inicialmente para ser votada no dia 6 de dezembro, a reforma Previdenciária, que acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e trata os servidores públicos com desprezo, teve a data da votação adiada, após a pressão dos trabalhadores e trabalhadoras.

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