CUT e Frente Brasil Popular realizam Jornada de Mobilização de 16 a 22 de outubro

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Frente Brasil Popular realizarão, entre hoje (16/10) e o próximo domingo (22) de outubro, a semana de lutas e mobilizações contra as reformas e em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se une às entidades e organizações do campo unitário e apoia a organização da semana de mobilização contra a Reforma da Previdência e em defesa da agricultura familiar para garantir a manutenção de políticas públicas fundamentais para o setor.
Nos dias 17 e 18 de outubro, as entidades mobilizarão suas bases em Brasília para uma ação de luta para pressionar o governo e o Congresso Nacional a recompor o orçamento da agricultura familiar.
No dia 19 de outubro, a União Nacional dos Estudantes realizará também um dia de mobilização nas universidades de todo o país em defesa da educação pública e gratuita sobre o lema “Universidade não se vende, se defende”.
As atividades programadas serão um “esquenta” para o Dia Nacional de Mobilização, previsto para o dia 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da Reforma Trabalhista.

Após ataques a terreiros, aplicativo contra intolerância religiosa é lançado no RJ

Após uma série de ataques a terreiros, locais de cultos religiosos de matriz africana, um aplicativo foi lançado nesta sexta-feira (13/10) para mapear casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro. O Oro Orum – Axé Eu Respeito tem como fim registrar estes atos. Somente nos últimos dois meses, foram registrados 39 casos de intolerância religiosa no Estado, de acordo com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI).
Responsável pela iniciativa, o programador Leo Akin, 24 anos, explica que o Oro Orum foi desenvolvido para ser uma ferramenta de combate real à intolerâncias. Segundo ele, o aplicativo possui uma série de funcionalidades para dar segurança aos praticantes de religiões que possam ser ameaçados ou agredidos em função de sua fé. A Ponte cobriu recentemente um destes casos de intolerância religiosa, este ocorrido em Seropédica, também no Rio de Janeiro. Mais casos vêm acontecido regularmente no Rio de Janeiro e outras partes do país.
Para Ivanir dos Santos, diretor do CCIR (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa), o aplicativo é uma iniciativa necessária para a área, desde que seja atrelada o quanto antes “à mecanismos oficiais de segurança pública e investigação” dos casos. “Se isso não for conectado a quem tiver que dar respostas concretas, a ação, o registro de tudo vai virar estatística, número, e o efeito vai ser nenhum no sentido de responsabilizar os culpados”, alerta.
Além de programador, Akin é pesquisador e desenvolve projetos semelhantes desde os 14 anos de idade, quando criou o site Oro Orum (Força do Céu) para discutir aspectos da africanidade. De acordo com ele, o aplicativo foi criado a duros passos. “Desenvolvi o aplicativo praticamente sozinho em um computador velho e com uma internet emprestada da minha cunhada”, diz. Leo afirma que teve suporte técnico valoroso do colega pernambucano Alecsandro da Silva e da companheira, a escritora Thaís do Espírito Santo.
O aplicativo já está sendo desenvolvido para IOS, programa operacional da iPhone, mas por enquanto pode ser baixado para smartphones através do Google Play para qualquer celular android com versão superior à 4.0
Leia abaixo a entrevista com Leo Akin, desenvolvedor do Oro Orum – Axé Eu Respeito:
Como foi o processo de criação do Oro Orum – Axé Eu Respeito?
O aplicativo surge de uma proximidade com o Fórum de Juventude, do qual eu participo, e da minha proximidade com o aplicativo Nós por Nós, que denuncia violência policial. A ideia de criar o aplicativo nasce um pouco para lutar contra a normatização que criamos em ver os crimes de intolerância e racismo. Isso já acontece há mais de 500 anos, primeiro com a má educação católica que temos e agora com as denominações evangélicas em peso. Mas o que nossos adeptos hoje fazem a respeito? Fazem uma mobilização espalhada. Aconteceram 8 casos em Nova Iguaçu e a manifestação (contra a intolerância religiosa) aconteceu na Praia de Copacabana. Então, quem foi dar apoio às vítimas em Nova Iguaçu? Ninguém! Não gera uma organização pós-trauma. Estou cansado de ver essa burocratização. O prefeito em vigor diz que vai melhorar as leis e coisas do tipo, ano após ano. Mas não dá para ficar fazendo só passeata e ciranda. É melhor fazer algo que seja útil.
Como funciona o app?
A ideia do aplicativo é a de cadastro, mas ele foi pensado antes mesmo desses última onda de ataques. De forma resumida, no app existe o botão denúncia com opções de 1 – quem fez a agressão e 2 – o que aconteceu
Tem várias opções para pessoa escolher: desde agressão até invasão etc etc. Podem mandar arquivos de video, áudio ou imagens. Na tela inicial você tem a opção de mapear a sua denúncia. Os adicionais são as opções de cadastro. As casas, mesmo sem sofrer violência, podem se cadastrar para entrar no nosso mapeamento. E finalmente tem o botão estatística, no qual você pode compartilhar estatísticas do aplicativo. Isso gera um relatório só com o local que você quiser. O botão mais importante é o botão SOS, que serve para reduzir um dano real.
Um exemplo hipotético é, se estiver rolando uma festa numa casa de matriz africana. Se alguém tocar o botão ele manda um aviso para a rede inteira e para o meu banco de dados que eu criei para monitorar. Automaticamente, alguém vai ver e vai poder acionar um vizinho ou polícia para diminuir o dano ou algo pior. Nós estamos fazendo todos os testes possíveis porque não tem como uma ferramenta que quer reduzir danos reais não funcionar na hora da necessidade. Imagina se na hora H o botão SOS não funciona?
Haverá diálogo com outras instituições?
Já temos uma conversa iniciada com o Ministério Público e nós vamos fazer uma conversa com a Secretaria de Segurança. A Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) ainda não foi lançada, mas assim que for eu vou tentar levar esse serviço para lá e ver o que eles ou a Secretaria de Segurança podem fazer no que tange a suporte. E também temos uma conversa com a Defensoria Pública para apoio jurídico para essas vítimas. A ideia é fazer uma rede completa de apoio. Porque eu não quero que seja apenas mapeado, eu quero também apuração desses crimes.
Uma parte dos religiosos que sofre ataques é de pessoas mais idosas. Como aproximar essa tecnologia de pessoas menos adaptadas à esse tipo de linguagem?
Realmente existe essa questão porque uma boa parcela do praticantes do Candomblé é mais velha. Contudo eu dei aula para idosos em São Paulo para um projeto chamado “Idoso Conectado”. Lá, aprendi a lidar com como eles aprendem, e acabei percebendo que eles se adaptaram bem. Mas, para facilitar, o app tem uma tela de explicação simples, e haverá também referências em vídeos de como eles podem usar o aplicativo.
Esse aplicativo pode ser usado em âmbito nacional?
Sim. Ele está pronto para ser lançado a nível nacional. Resta criarmos pontes com cada local. A ideia é lançar o app na cidade de Salvador o quanto antes, pois a Bahia tem muito mais casos que o Rio de Janeiro de intolerância religiosa

CUT repudia fim da estabilidade dos servidores

Central diz em nota assinada pelo presidente Vagner Freitas que a proposta é inconstitucional e busca consolidar golpe no país.

CUT REPUDIA DECISÃO DA CCJ E DEFENDE ESTABILIDADE
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) manifesta seu repúdio à decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal de aprovar uma proposta inconstitucional esrtabelecendo o fim da estabilidade dos servidores públicos. Esta é mais um passo que busca da consolidação do golpe em desenvolvimento no país.
O Projeto de Lei do Senado nº 116/17, de autoria da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), dispõe sobre a avaliação periódica dos servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e sobre a perda do cargo público por insuficiência de desempenho do servidor estável.
A medida, se aprovada e sancionada pelo presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP), configurará mais um ataque à classe trabalhadora. A estabilidade no emprego público é uma contrapartida conquistada pela luta dos trabalhadores no serviço público, para compensar o não acesso a alguns benefícios garantidos na CLT aos trabalhadores da iniciativa privada, para evitar a perseguição política e para garantir a continuidade nas políticas e serviços públicos.
O PLS nº 116/17 coloca em cheque a estabilidade ao submeter os servidores estáveis à avaliação de ocupantes de cargos comissionados, muitas vezes incompetentes e politicamente subordinados a padrinhos políticos de caráter duvidoso.
O projeto é inconstitucional, pois este assunto é de competência exclusiva do poder Executivo. Entretanto, o desejo da maioria do Congresso Nacional em retirar direitos da classe trabalhadora atropela qualquer norma, lei e até mesmo a Constituição Federal, que diz na alínea “c” do parágrafo primeiro do Art. 61 que é exclusividade do presidente propor lei que trate sobre o Regime Jurídico Único dos servidores da União e sobre a estabilidade.
O significado do PLS nº 116/17 deve ser compreendido no âmbito das medidas de austeridade que estão sendo impostas ao país por uma coalizão política de corruptos, que age no sentido contrário ao que a maioria do povo decidiu nas urnas. O congelamento do orçamento para políticas sociais, a reforma trabalhista, a liberação da terceirização irrestrita, o fim da aposentadoria pelo sistema público e a demissão de servidores estáveis atendem a um único propósito: preservar o lucro dos empresários e garantir que os recursos dos impostos pagos pela população sejam abocanhados pelos banqueiros através dos títulos da dívida pública.
A CUT repudia o PLS nº 116/17 e orienta suas entidades a pressionarem as bancadas de parlamentares em todo o país para que rejeitem a mais este ataque contra os servidores e o serviço público.
Nenhum direito a Menos!”
Vagner Freitas
Presidente da  Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Fonte: CUT Brasil

Fechamento de agências de bancos públicos prejudica os mais pobres

Em audiência pública na Câmara dos Deputados nessa quinta-feira (5), o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, afirmou que o descontrolado fechamento de agências de bancos públicos nas diversas regiões do país tem reflexo imediato na população mais carente economicamente. Isso porque inviabiliza a distribuição de recursos, precariza o atendimento bancário e enfraquece os bancos.
A lógica de fechamento dessas agências faz parte de uma ofensiva privatista sobre os bancos públicos federais, estaduais e de fomento, segundo comprovaram os representantes dos bancários na audiência.
“Os bancos privados se concentram nas grandes cidades, não têm interesse em atuar nos rincões do país. Nesses lugares, o acesso aos serviços bancários só chega por meio do banco público. Não fosse o desmonte das instituições públicas, que já demonstraram capacidade de avançar ainda mais, tomariam o lugar dos bancos privados”, destaca Eduardo Araújo.
Só no Banco do Brasil, de janeiro a maio deste ano, foram fechadas 929 agências no país, com redução de quase 10 mil postos de trabalho. No dia em que se comemora o Dia do Bancário, em 28 de agosto, a Caixa divulgou que fecharia mais de 120 agências, afetando mais de 4 mil empregados e empregadas.
Para o presidente da Fetec-CUT/CN (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte) , Cleiton dos Santos, que também foi expositor na audiência, “à medida que os bancos reduzem o número de agências para atender à população, a qualidade do atendimento fica comprometida. A nova modalidade de privatização dos bancos públicos passa pelo sucateamento, abrindo espaço para que os bancos privados atuem onde as instituições públicas deveriam estar”.
O Sindicato dos Bancários de Brasília sugeriu, durante a audiência na Câmara, encaminhar o debate à Comissão de Direitos do Consumidor da Câmara. A entidade também propôs iniciar uma campanha pela democratização do Conselho Monetário Nacional (CMN), já que o órgão só tem representantes do mercado financeiro.
Fonte: CUT Brasília, com Sindicato dos Bancários de Brasília

Flexibilização de estabilidade do servidor público é “caminho para o caos”

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nessa quarta-feira (4) projeto que permite a demissão de servidor público estável por “insuficiência de desempenho”, aplicável em todos os Poderes e nos três níveis (municipal, estadual e federal). A regulamentação tem por base o substitutivo apresentado pelo relator, senador Lasier Martins (PSD-RS), ao projeto de lei (PLS 116/2017 – Complementar) da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE). A proposta é atacada pela CUT e entidades sindicais filiadas que representam os servidores públicos, já que se apresenta como um instrumento para viabilizar a agenda neoliberal do presidente ilegítimo Michel Temer.
Segundo a secretária de Relações de Trabalho da CUT, Graça Costa, o texto aprovado nessa quarta se soma a outras propostas que querem o desmonte completo do serviço público e a implantação do Estado mínimo. “É o caminho para o caos. Os servidores públicos já têm diversas formas de avaliação, inclusive anual. Então o que se quer, de fato, é realizar demissão política e, com isso, facilitar a implementação do Estado mínimo, com a privatização de tudo.”
A sindicalista analisa que o projeto de lei que flexibiliza a estabilidade dos servidores públicos é uma ponte para que a Emenda Constitucional 95, que limita por 20 anos os gastos públicos, possa ser exercida. “A EC 95 impede que haja recurso para pagar servidores, e não é só reajuste, é a folha salarial mesmo. Então, eles precisam enxugar, e enxugar de forma que, em alguns anos, não haja mais atuação do Estado.”
Já o assessor do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Neuriberg Dias, explica que o projeto que prevê a demissão do servidor público faz parte da segunda fase da agenda do golpista Temer. “A primeira fase foi implementar um teto para os gastos públicos, com a EC 95. Agora, na segunda fase, a estratégia é a retirada de direitos”, explica. De acordo com ele, essa retirada de direitos abarca outros anseios de Temer, como a aplicação da terceirização ilimitada, a reforma trabalhista e a reforma da Previdência.
Fôlego vigiado
Neuriberg Dias, do Diap, prevê que o texto aprovado na CCJ do Senado nessa quarta (4) deverá concluir tramitação na Casa apenas em fevereiro de 2018, já que ainda passará pelas Comissões de Assuntos Sociais, pela de Direitos Humanos, pela Comissão de Transparência e, em seguida, pelo plenário para, só então, seguir à Câmara dos Deputados. Lá, explica o assessor, o texto deverá ser apensado ao PLP 248/1998, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que já está no plenário.
O tempo pode representar um fôlego para as entidades que representam os servidores públicos articularem ações no intuito de barrar a aprovação da proposta. Mas, segundo Neuriberg Dias, a matéria conta com o apoio dos democratas e do grupo de Romero Jucá (PMDB-RR), aquele que foi gravado pela Polícia Federal afirmando que uma “mudança” no governo federal – o impeachment da presidenta Dilma Rousseff – resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, na qual é investigado, além de vários outros escândalos de corrupção.
Diante disso, há grandes chances de o projeto ser aprovado, mesmo que tenha como marca inconsistências diversas. Uma delas é o fato de se omitir a dizer que, no serviço público, já há formas de avaliação de desempenho além do estágio probatório. Além disso, há incoerência em criar um único critério de avaliação para os diversos segmentos do funcionalismo. Assim, um policial militar e um professor, por exemplo, seriam avaliados pelos mesmos critérios. Um outro ponto é que o texto não leva em consideração o contexto atual do funcionalismo público, que é de carência de pessoal e, em diversos casos, com condições de trabalho precárias.
Reação já!
A secretária de Relações de Trabalho da CUT, Graça Costa, informa que, ainda neste mês de outubro, será lançada uma campanha em defesa do serviço público e das empresas estatais. A ação será planejada em plenária desses segmentos, agendada para os próximos dias 19 e 20, em São Paulo.
“Precisamos disputar o projeto de Nação, pois o que está em curso é uma mudança de Estado”, reflete a sindicalista.
Segundo ela, a campanha prevê como ponto principal o diálogo com a população. “É preciso que se envolva neste processo de defesa do serviço público e das empresas estatais não só a classe trabalhadora, mas a sociedade em geral. O povo precisa entender que, com a venda da Eletronorte, por exemplo, a energia vai ficar mais cara e até a água passará a ser privatizada. É preciso que a população entenda que privatizar a Caixa Econômica é inviabilizar diversos projetos sociais, como o de moradia, por exemplo.”
Graça Costa apresenta com exemplo do prejuízo da privatização o caso da Embratel, que oferecia serviço de telefonia. Após a entrega da empresa ao capital privado, o serviço de telecomunicação oferecido à população brasileira se configura atualmente em um dos mais caros e precários do mundo.
Fonte: CUT Brasília

Plenária da CUT traça estratégias para combater desmonte no serviço público

Os servidores públicos nas três esferas (federal, estadual e municipal) e os trabalhadores das empresas estatais se reunirão na Plenária Nacional do Setor Público e das Estatais, organizada pela CUT, nos dias 19 e 20 de outubro, em São Paulo. O objetivo do encontro é traçar estratégias para combater o desmonte promovido pelo golpe de Michel Temer no serviço público e nas empresas estatais, com políticas de privatizações em curso.
No centro do debate está a Emenda Constitucional (EC) 95/16, que impõe o congelamento de investimentos públicos pelos próximos 20 anos. Os representantes dos trabalhadores definirão mecanismos para buscar a revogação da EC 95.
Numa velocidade alarmante, o governo ilegítimo de Michel Temer tem conduzido uma política neoliberal que retira direitos dos trabalhadores ao mesmo tempo em que entrega para a iniciativa privada bens fundamentais para a consolidação de país desenvolvido.
Com o menor índice de aprovação de um governo na história do país (3%), impondo uma nova era de privatizações mais impetuosa até mesmo do que a vista no então governo FHC, Michel Temer está rifando o Brasil e os brasileiros ao mercado especulativo internacional.
Por meio de nota, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), afirma que a única chance de frear uma conjuntura tão massacrante é organizar a classe trabalhadora que unifique setores do campo e da cidade, do setor público e da iniciativa privada.
“Só a força do povo junto será capaz de consolidar a retomada de nossa democracia e alterar a trajetória que está sendo imposta por esse governo ilegítimo sem qualquer projeto de País a não ser o plano de entregar ao mercado especulativo internacional nossas riquezas, nossos bens, nossos direitos, nossas chances de uma vida digna para todos. Devemos dar um basta a tudo isso nas ruas, empurrados pela força da luta que a classe trabalhadora sempre demonstrou nos momentos mais difíceis da história. E a Condsef/Fenadsef estará na linha de frente das batalhas em defesa de um projeto de País soberano e para todos”.
Fonte: CUT Brasília, com Condsef

Organizações populares definem dia de luta pela soberania nacional


As entidades que compõe a Frente Brasil Popular e a Plataforma Operária e Camponesa da Energia fixaram no calendário a data de 3 de outubro como o “Dia de Luta pela da Soberania Nacional”. Em meio ao pacote de privatizações anunciado pelo governo ilegítimo Temer, que inclui parte da Petrobras, todo o sistema Eletrobras e até mesmo a Casa da Moeda, as entidades populares pretendem mobilizar milhares de pessoas em todo o país.
No Rio de Janeiro, onde estão sediadas a Petrobras e Eletrobras, ocorrerá o ato nacional, com uma marcha prevista no centro da capital carioca. Em outros estados, além de manifestações de rua, estão sendo construídas aulas públicas de cidadania em universidades e escolas, com a temática do “pré-sal para a educação”. De acordo com Selene Michielin, da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), o pré-sal traz a possibilidade do Brasil superar o déficit histórico em educação. “Com a possibilidade de exploração do pré-sal, surge também uma esperança de pagar essa dívida histórica. Os trabalhadores estão se mobilizando para alertar a sociedade sobre a importância do uso desse recurso para melhorar a educação”.
No mesmo mês, do dia 2 ao dia 5, também será realizado o 8º Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que reunirá milhares de pessoas impactadas por barragens de todas as regiões do país. Com o lema “Água e energia com soberania, distribuição da riqueza e controle popular”, o evento que ocorre a cada quatro anos pretende avaliar a situação das populações atingidas, como também debater a situação política do país.
64 anos da Petrobras
A escolha da data do Dia de Luta pela da Soberania Nacional não foi feita sem critério. No dia 3 de outubro, a Petrobras completa 64 anos de vida. A maior estatal brasileira e uma das maiores de petróleo do mundo, está passando por um desmonte desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a ascensão de Pedro Parente à presidência da empresa. O último anúncio foi a venda de 90% da participação da Petrobras na Transportadora Associada de Gás (TAG), responsável pelo transporte de gás natural.
Para o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), o mais importante desse dia de mobilização é criar um canal de diálogo com a população sobre a importância da estatal. “Se cada cidadão soubesse o que representa o pré-sal e a Petrobras para o Brasil, todos estariam nas ruas. Precisamos criar uma grande corrente que una amplos setores sociais para lutar pela nossa soberania em relação ao petróleo, ao pré-sal e a Petrobras”.
Greve do setor elétrico
São 47 usinas hidrelétricas, 114 termelétricas a gás natural, óleo e carvão, duas termonucleares, 69 usinas eólicas e uma usina solar, além de participação na usina binacional de Itaipu (Brasil-Paraguai) e nas usinas hidrelétricas de Xingó, Belo Monte e Santo Antônio e Jirau, ambas em Rondônia. Esse é o patrimônio da Eletrobras que será vendido caso a privatização proposta por Temer se concretize. A líder do setor elétrico na América Latina emprega 17 mil funcionários.
Para tentar barrar essa entrega de patrimônio, que acarretará no aumento de pelo menos 16,7% na tarifa de energia elétrica imediatamente após a privatização, como anunciou a própria Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Federação Única dos Urbanitários (FNU) está preparando uma paralisação no dia 3 de outubro, que está sendo chamada de “Greve Nacional do Setor Energético”.
Fonte: Movimento dos Atingidos por Barragens

Em defesa do patrimônio do povo brasileiro e das aposentadorias

Por Rodrigo Britto*
A ganância neoliberal e visão entreguista que norteiam a atual conjuntura política e econômica do Brasil, mais uma vez, sinalizaram o caminho privatista e de destruição do patrimônio do povo brasileiro.
No 8° Fórum Liberdade e Democracia, evento realizado na noite dessa segunda (25), na cidade de Belo Horizonte, Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, defendeu a privatização do Banco do Brasil ao dizer: “o Banco do Brasil está pronto para ser privatizado, mas não pode ser comprado nem pelo Itaú nem pelo Bradesco para não gerar problema quando a transação passar pelo Cade.” Franco também defendeu no evento a abertura do capital da Caixa Econômica Federal para a iniciativa privada e a privatização do setor elétrico, Correios, entre outros, com o objetivo de “fazer caixa” e “tirar o maior proveito”.
Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda de Fernando Henrique Cardoso, no mesmo evento, além de reforça as propostas de Franco, defendeu a nefasta e temerosa reforma da Previdência, que deverá ser votada na segunda quinzena de outubro na Câmara Federal, com muita veemência ao afirmar que ela é “inevitável, imprescindível e inexorável.”
As manifestações dos paladinos do capitalismo somente mostram a estratégia voraz dos banqueiros e rentistas – que possuem a maioria das riquezas do Brasil e representam menos de 3% da população – de acabar com o patrimônio do povo brasileiro e reduzir nossa soberania nacional em favor do aumento de seus rendimentos e lucros. Assim, enquanto eles aumentam a sua capacidade de comprar champanhe e caviar, nossa população volta aos anos de fome, desemprego e miséria.
Para defender as empresas públicas, a soberania nacional e nossas aposentadorias, precisamos dialogar com nossos colegas de trabalho, amigos, familiares e todas as pessoas que tivermos oportunidade, sobre a importância de termos um Estado forte, soberano, que sirva ao povo e respeite a vontade do povo, sendo governado por um presidente eleito de forma legítima e não por um golpista e oportunista. E, desta forma, mobilizar nossa população para a próxima Greve Geral ou Ocupa Brasília, que ocorrerá na semana da votação da reforma da Previdência.
*Rodrigo Britto é bancário do Banco do Brasil, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e presidente da Central Única dos Trabalhadores de Brasília – CUT Brasília

Servidores realizam ato nesta terça (26) contra PLC do Espanto

A reforma da Previdência dos servidores públicos do DF poderá ser votada nesta terça-feira (26), pela Câmara Legislativa. Para barrar qualquer tipo de dano ao trabalhador e exigir uma reforma justa, professores e outros servidores distritais realizarão ato na Casa, às 14h.
Até agora, não se sabe se o que passará pelo crivo dos distritais: se o PLC 122/2017, de autoria do Executivo local, conhecido como PLC do Espanto, ou um substitutivo que está sendo costurado pelos parlamentares. De acordo com a dirigente do Sindicato dos Professores – Sinpro-DF, Rosilene Corrêa, em ambos os casos, a situação é danosa aos servidores públicos.
Segundo ela, a reforma da Previdência está sendo construída sem a participação dos servidores, o que é lamentável. “É preciso esquecer as ameaças do governo de parcelar os salários. Não se pode atropelar essa discussão: por uma questão de dias, pode-se colocar tudo a perder. É necessário tempo para esgotar o debate”, defendeu.
Ao texto encaminhado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PLC 122/2017) foram apresentados dois substitutivos. O primeiro mira, especificamente, no fechamento do exercício financeiro de 2017 sem o parcelamento de salários – argumento apresentado pelo governo ao pedir celeridade à aprovação da matéria. Já o segundo substitutivo busca um meio termo entre a proposta do GDF e a posição dos deputados contrários ao projeto, retirando, por exemplo, a previsão inicial de unificação dos fundos Financeiro e Capitalizado e separando o que diz respeito à Previdência complementar.
“Não se pode pegar um recurso que está destinado para a aposentadoria do servidor público para sanar um problema de caixa do governo. O GDF tem a obrigação de respeitar os direitos do trabalhador e a CLDF o de desempenhar seu papel, promovendo o debate sobre o que é melhor, ouvindo os envolvidos, ou seja, os servidores públicos”, avalia Rosilene Corrêa.
Fonte: CUT Brasília, com informações da CLDF

Vídeo explica como colaborar para anulação da reforma trabalhista


A CUT lançou no dia 7 de setembro a campanha de arrecadação de assinaturas para a apresentação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) que revoga a reforma trabalhista. O projeto, do presidente ilegítimo Michel Temer, já foi aprovado pelo Congresso e começa a valer a partir do dia 11 de novembro.
A CUT Brasília lançou um vídeo explicativo sobre como participar da campanha. Nele, você vai saber o que é preciso para assinar o Plip, como expandir a campanha e colaborar para que os direitos da classe trabalhadora não sejam aniquilados pelos golpistas de plantão. É super fácil e rápido. Assista ao vídeo.


Fonte: CUT Brasília

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