BA: Greve da Educação em Camaçari atinge um mês, sem solução

Completa um mês nesta quinta-feira (31/08) a greve das professoras e professores da rede municipal de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. A greve foi decidida após o governo municipal interromper as negociações, que se arrastavam desde o início do ano, anunciando que não concederia reajuste salarial em 2017.
Como a data-base da categoria é em janeiro, o Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec) apresentou no dia 3/01 sua pauta de reivindicações e tentou negociar com o novo prefeito, Elinaldo Araújo (DEM), desde sua posse. As principais demandas são a reposição salarial, o cumprimento da Lei do Piso Nacional e melhorias nas precárias condições de trabalho e na infraestrutura das escolas.
Entre janeiro e o final de julho, as professoras e professores realizaram 20 assembleias e 7 paralisações, para tentar mostrar à administração municipal que não aceita ficar até 2018 sem nenhuma reposição salarial.
No dia 10 de agosto, uma assembleia decidiu a continuidade da greve e aprovou o boicote aos desfiles cívicos de 2017 e moções de repúdio à direção da Escola Municipal Eliza Dias de Azevedo, por conta da posição intransigente com os docentes, e ao radialista Roque Santos, por usar seu espaço na Rádio Sucesso FM para promover uma campanha deliberada e declarada contra o movimento dos educadores, de forma parcial, jogando no lixo princípios básicos do jornalismo, como o direito de resposta.
As negociações foram retomadas em 17 de agosto, após uma manifestação que reuniu as professoras e professores da rede pública municipal e pais e estudantes. No dia seguinte, porém o prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (DEM), trocou o diálogo pela ameaça, reafirmou que não vai conceder reajuste salarial e mandou cortar o ponto dos grevistas.
esta quarta (30), a TV Bahia, afiliada da Rede Globo, fez uma matéria sobre tendenciosa sobre a greve, com a repórter organizando um pequeno grupo de pais, diante da câmera, gritando “queremos aula”, tentando com isso indispor a população contra as professoras e professores.
A categoria, entretanto, está organizada e convicta de seus direitos. Apesar das ameaças e distorções da  mídia empresarial, a greve continua e somente a categoria, organizada pelo Sispec, será responsável por decidir, em assembleia, os próximos passos e os rumos do movimento.
Com informações da CUT

CUT lança calendário de mobilizações contra reformas e privatizações

Na quarta-feira (30), terceiro dia de Congresso Extraordinário, a CUT definiu um calendário de lutas contra as reformas Trabalhista e Previdenciária e contra a entrega das empresas públicas.
A próxima ação será o lançamento, no dia 7 de setembro, de uma campanha que terá a missão de colher mais de 1,3 milhão de assinaturas para enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular que revogue a nefasta reforma trabalhista de Temer.
A partir da data – que marca também o Grito dos Excluídos – a CUT irá disponibilizar kits para coletas de assinaturas, com a organização de comitês e ações de mobilização pelos sindicatos de base, em parceria com os parceiros da central nos movimento sociais. As outras centrais sindicais também serão chamadas a engrossar a campanha.
No dia de 14 de setembro, a CUT também ajuda a organizar um dia nacional de lutas, ao lado do movimento Brasil Metalúrgico em defesa dos empregos na indústria e das estatais. A manifestação já recebeu a adesão da Federação Nacional dos Urbanitários, que destacam,em sua ação contra as privatizações, a defesa da Eletrobrás como patrimônio nacional.
No dia 3 de outubro, aniversário da Petrobrás, será a vez de o Rio de Janeiro promover uma grande manifestação contra a entrega da empresa e de outros patrimônios públicos. Outras manifestações nos estados nessa data poderão ampliar sua visibilidade.
Para se contrapor à entrada em vigor da Reforma Trabalhista em 11 de novembro, os movimentos sindical e sociais preparam uma caravana a Brasília na primeira quinzena do mês.
Além desses pontos, a Central vai manter o enfrentamento ao golpe, apoiando ações em defesa de democracia e do direito de Lula disputar as eleições.
“Temos um tempo bastante curto para definir qual Brasil desejamos. Ao combate às reformas incorporamos o repúdio ao pacote de privatizações proposto pelo golpista Michel Temer, que quer entregar de bandeja o patrimônio brasileiro a quem financiou o golpe. Além disso, estaremos nas ruas para dizer que eleição sem Lula é fraude e representa o segundo tempo do golpe”, apontou o diretor executivo da CUT Júlio Turra.
Estratégia 
Pela manhã, os delegados e delegadas da CUT discutiram a estratégia de lutas em torno do mote “se a Reforma for colocada para votar o Brasil vai parar”. Para a secretária de Formação da CUT, Rosane Bertotti, a Central precisa fortalecer a discussão sobre o papel do Estado como indutor do desenvolvimento.
“É importante debater  o papel do estado, do serviço e políticas públicas, como educação, seguridade social, agricultura familiar, a Reforma Agrária, entre outras”, disse.
Outras discussões importantes foram às resoluções que constroem a organização da luta da CUT, como a questão de fortalecimento da juventude ampliando a organização da classe trabalhadora com a presença de mais jovens dentro da CUT.
Combate ao racismo
Ao final deste terceiro dia de Congresso, a Secretaria de Combate ao Racismo da CUT relançou a campanha contra discriminação no mundo do trabalho. Durante a apresentação que contou com uma mística cultural, a secretária Maria Júlia Nogueira alertou para a discriminação racial nesses espaços e na desigualdade salarial entre brancos e negros.
“A chamada liberdade da abolição não assegurou ao povo negro condições de inclusão na sociedade brasileira de forma digna, muito pelo contrário, foi relegado às periferias das cidades, das relações formais de trabalho, ou seja, jogado à margem da sociedade que estava sendo construída”, destaca.
O ato também pediu a liberdade de Rafael Braga, condenado a 11 anos e três meses de prisão. Ele teria sido flagrado durante uma manifestação com 0,6g de maconha, 9,3g de cocaína e um rojão, itens sobre os quais nega a posse.​
Com informações da CUT

Servidores se reúnem nesta sexta (1º) e traçam rumos da luta contra reforma da Previdência

Nesta sexta-feira (1º/9), a partir das 9h30, sindicatos filiados à CUT Brasília e outros que representam os servidores públicos do DF, se reunião para traçar novas estratégias de luta contra o novo modelo de Previdência (PLC 122/2017) imposto pelo governador Rodrigo Rollemebrg. O encontro será na sede da CUT Brasília.
As 32 categorias de servidores públicos que atuam em Brasília vem sofrendo constantes ataques do GDF. Por isso, diversas ações de resistência estão sendo planejadas. Uma delas aconteceu na última segunda (28), quando centenas de servidores participaram da audiência pública na Câmara Legislativa que debateu o PLC 122.
Mesmo em meio à intensa mobilização de diversas categorias contra o PLC 122, nessa terça-feira (29) o projeto foi aprovado nas três comissões responsáveis pela análise (Assuntos Sociais (CAS); de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), e de Constituição e Justiça (CCJ)). Agora, a proposta está pronta para ir a plenário e a discussão está prevista para acontecer na próxima semana.
Entenda
O governador Rodrigo Rollemebrg apresentou nessa quarta-feira (23) à Câmara Legislativa do DF projeto de lei que reestrutura o Regime Próprio de Previdência do DF e institui o Regime de Previdência Complementar do DF (Previcom-DF). A proposta, que tem o apelo do governador para ser aprovada a toque de caixa pela Câmara Legislativa, sem qualquer debate com os interessados, traz sérios problemas ao conjunto do funcionalismo, em curto e longo prazo.
Com um texto raso e cheio de lacunas interpretativas, Rollemberg, que sempre jogou no colo dos servidores públicos a culpa do rombo no caixa do GDF, agora vê no setor a salvação pra terminar seu mandato com a imagem recuperada. Ele pretende rearranjar o atual sistema previdenciário de forma a pagar os débitos com os servidores com o dinheiro dos próprios servidores. Leia mais aqui
Fonte: CUT Brasília

CUT debate o futuro do trabalho na defesa dos direitos

Depois da aprovação do regimento interno, os convidados da primeira mesa do segundo dia do 15º Congresso Extraordinário, que vai até a próxima quinta (31), trouxeram para o debate os temas “Financeirização, Automoção e o Futuro do Trabalho” que estão mudando as relações de trabalho no Brasil e no mundo, gerando trabalhos precários, desempregos e até extinção de algumas categorias no futuro do trabalho.

Momento da aprovação do regimento do 15º Congresso Extraordinário e Exclusivo da CUT/ Foto: Dino Santos
“Com a aprovação da Reforma Trabalhista, a Terceirizaçao e as transformações do mundo, com as novas tecnologias, a CUT precisa discutir e traçar estratégias para continuar lutando pelos direitos da classe trabalhadora”, explicou o secretário Geral da CUT, Sérgio Nobre.
A financeirização [a possibilidade da acumulação da riqueza abstrata, desvencilhada dos incômodos da produção material – o famoso rentismo] é um fenômeno mundial, segundo o diplomata brasileiro e ex-ministro da defesa, Celso Amorim. “Muitos empresários ganham muito mais dinheiro com o mercado financeiro que com a produtividade do trabalho”, explicou.
Este modelo de comprar papel e não investir em produção vem acompanhado da desindustrialização e desnacionalização, privatizando as empresas estatais, diminuindo postos de trabalho, destruindo o Estado e aumentando a desigualdade, segundo o diplomata.
Amorim ainda destaca que nem na ditadura houve uma violenta e rápida destruição dos direitos do trabalho e do Estado. “A soberania está sendo ameaçada e sabemos que a liberdade é indissociável. Não há desenvolvimento nacional sem o forte apoio do Estado e não igualdade sem democracia”, destacou.
O professor Ladislau Dawbor reafirmou que o dinheiro está indo para mercado financeiro paralisa a economia. Além dos mais de 14 milhões de desempregos no país, segundo Ladislau, 61 milhões de adultos estão enforcados com o pagamento dos juros do que já compraram. “Os empresários não irão investir em produção se não tiver pra quem vender”, completou.
Mesa "Financeirização, Automoção e o Futuro do Trabalho", da esquerda pra direita: professor Ladislau Dawbor, diplomata brasileiro e ex-ministro da defesa, Celso Amorim e secretário Geral da CUT, Sérgio Nobre. e professor Lucas Tasquetto
Ladislau também destacou os milhões em impostos que são “investidos” em banco ao invés de desenvolver estrutura e políticas sociais, cortando o salário indireto, como creche, saúde e educação universal e gratuitos, entre outras.
O professor afirmou que os desafios são grandes com as novas tecnologias, mas também vê oportunidades. “No Quênia pequenos agricultores conseguem fazer contatos direitos com quem vai comprar seus produtos via celular, tirando o intermediador do processo”, contou. Ele acredita que a produção baseada no conhecimento está em alta. “Qualquer agricultor hoje tá usando analise de sol, hídrica, entre outros e mais da metade do valor dos produtos, não é trabalho físico é conhecimento”, frizou.
O professor Lucas Tasquetto disse que os riscos das novas tecnologias e a automoção esbarram na substituição de empregos permanentes. Segundo ele, no contexto norte americano, 47% da mão de obra total se caracteriza com auto risco de ser automatizados em uma década ou duas e podem ser extintos. “A proporção do risco dos empregos quando traz para os países em desenvolvimento chega a 70%”, contou.
Tasquetto destacou que os futuros postos de trabalho precisarão de menos pessoas, mas com conhecimento técnico e que a “uberização” da economia pode degradar a relação do trabalho diminuindo salários e reduzindo as chances de negociação com os sindicatos.
“Os trabalhadores e as trabalhadoras terão que assumir todos os riscos do trabalho individual e com a lapidação dos direitos trabalhistas isto se aprofunda”, explicou. Para o professor, “os sindicatos precisam se atentar ao assunto e cobrar do Estado políticas que moldem a governança da internet para garantir segurança dos trabalhadores neste novo mundo do trabalho, que não há mais volta”.
Com informações da CUT

Justiça reconhece abuso e arquiva processo contra liberdade sindical

O Segundo Juizado Especial Criminal de Brasília mandou arquivar o processo contra o secretário geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindsep-DF), Oton Pereira Neves. Alvo de perseguição ao movimento sindical, o sindicalista respondia injustamente por “desobedecer a ordem legal de funcionário público”, ao realizar assembleia na Esplanada dos Ministérios no mês de junho.
Na decisão, o juiz Francisco Antônio Alves de Oliveira diz que “os fatos noticiados (pelos policiais militares) não traduzem qualquer tipo penal”. “Há dúvidas sobre a razoabilidade da fundamentação legal a motivar a ordem e do dolo do autor do fato diante de tal ordem, tendo ele entendido que exercia seu regular direito de manifestação”, afirma o magistrado.
De acordo com Oton Neves, a assessoria jurídica do Sindsep-DF entrará com ação por danos morais contra os policiais que, desproporcionalmente, acionaram a Justiça, já que o dirigente sindical foi submetido a flagrante constrangimento ilegal.
“Junto com a CUT, a Condsef e demais entidades sindicais, daremos início a uma campanha para revogação do Decreto 26.903/2006, evocado pelo policial que me deu voz de prisão”, noticia o secretário geral do Sindsep. O Decreto que o sindicalista se refere “restringe a utilização de aparelhos ou carros de som a menos de 100 metros de estabelecimentos públicos”, quando se tratar de manifestação programada por entidades de âmbito nacional.
Segundo o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, “o juiz Francisco Antônio Alves de Oliveira mostrou maturidade e razoabilidade ao arquivar o processo contra o companheiro Oton e, mais que isso, mostrou respeito ao direito constitucional de organização e manifestação”. “Temos que lembrar que essa posição favorável foi dada em uma conjuntura onde as organizações populares e sindicais estão sendo criminalizadas cotidianamente”, refletiu.
Entenda o caso
No dia 17 de junho, Oton discursava em uma assembleia dos servidores públicos federais no DF, no Espaço do Servidor, na Esplanada dos Ministérios, local que há mais de uma década realiza este tipo de atividade. No decorrer da fala, o dirigente sindical foi abordado por dois policiais militares que deram a ordem de suspender a atividade, alegando ilegalidade por ser proibida a utilização de carro de som em frente a prédios públicos.
Diante da abusividade da ordem, Oton deu seguimento à assembleia e, por isso, recebeu injustamente um mandado de prisão. Após prestar depoimento, o sindicalista foi liberado, porém foi autuado por desobedecer a uma ordem policial e estava sendo processado por isso. A pena para o caso é de detenção, de quinze a seis meses, e multa.
No dia 17 de agosto, durante audiência que tratou do processo impetrado injustamente, o sindicalista recusou a proposta de conciliação e alegou que a acusação não tinha respaldo legal e nem político. Concomitante à audiência, um grupo de sindicalistas realizou ato do lado de fora do ao Fórum Desembargador José Julio Leal em defesa da liberdade sindical e em solidariedade a Oton Neves.
A CUT Brasília também lançou uma nota de solidariedade ao dirigente do Sindsep e contra o ataque à liberdade sindical. No documento, a Central alerta para o assustador aumento do número de ataques aos movimentos que atuam contra os projetos do presidente ilegítimo Michel Temer. “O companheiro Oton é uma das milhares de vítimas da criminalização dos movimentos social e sindical. Militantes e líderes desses segmentos sempre estiveram na mira dos reacionários de plantão, mas agora, com o aval do governo, o número de detidos, baleados, espancados e mortos cresceu em grande escala. A morte de trabalhadores rurais sem terra, de moradores da periferia, de indígenas e quilombolas é cotidiana em nosso país e quase nunca divulgada pela mídia comercial”, diz trecho da nota. Leia aqui a nota na íntegra.

Congresso da CUT reforça luta contra o golpe

Ocorreu, na noite desta terça-feira (28), a cerimônia de abertura do Congresso Extraordinário e Exclusivo. O ritual emocionou 800 delegadas e delegados de todo o Brasil e de 27 países, que vieram à São Paulo para o evento.
Comandada pela Companhia de Teatro Ouro Velho, a cerimônia celebrou os 100 anos da primeira greve geral no Brasil e narrou todas as lutas e conquistas da classe trabalhadora neste século.
“Eu participei de todos os Congressos da CUT e posso dizer que essa é a cerimônia mais bonita e emocionante que vi. Eu sempre quis que a CUT conseguisse conciliar arte e política, hoje conseguiram”, elogiou o ex-presidente da Central, João Felício.
Em seguida, cada um dos 27 estados homenageou diversas pessoas que lutaram pela classe trabalhadora. Entre os citados estavam o seringueiro Chico Mendes, a psiquiatra Nise de Oliveira, o trabalhador rural Nativo da Natividade, o antropólogo Darcy Ribeiro, Margarida Alves, entre outros.
Lula e a CUT
O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, abriu oficialmente o Congresso da entidade celebrando os 34 anos da Central e lembrando “o líder que é a cara do povo brasileiro.”
“O ódio que as elites têm do Lula é que o Lula mostrou que a classe trabalhadora não nasceu para ser capacho da burguesia. É por isso que ele é perseguido. Eles querem fazer uma eleição sem o Lula. Eleição sem o Lula é fraude”, afirmou Freitas.
Em seguida, o presidente CUTista falou sobre o encontro nacional da Central. “Esse Congresso é para que vocês saiam daqui energizado para a luta diária nas ruas. A imprensa e as elites já noticiaram que tudo está perdido, mas nós achamos que um outro mundo é possível. Esse Congresso vai levantar a moral da nossa tropa.”
Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT agradeceu a presença dos delegados. “Nossa militância foi maravilhosa, organizando encontros excelentes nos estados. Essa semana vai marcar a classe trabalhadora brasileira que vai colocar a CUT no caminho da luta contra o golpe.”
A luta de classes
No palco, grande parte da Direção Nacional da CUT, representantes dos movimentos sociais e das demais centrais sindicais. Entre os discursos, um fator comum: o reconhecimento do acirramento da luta de classes.
A vice-presidenta nacional da CUT, Carmen Foro, celebrou os 34 anos da CUT. “Viva a maior central sindical da América Latina”. Em sua fala, a dirigente analisou o atual cenário político do país.
“Nós fomos chamados para um momento de profunda reflexão sobre o futuro de nossa organização e da nossa luta. Eu tenho certeza que de tudo que vamos aprovar nesse Congresso, tem questões que serão grandes desafios. Um deles é melhorar nossa compreensão da luta de classes”, afirmou Carmen, que fez um recorte racial em sua fala.
“Nós não podemos em um ambiente de profunda desigualdade, achar absolutamente natural que os jovens negros sejam exterminados nas periferias de nossas cidades. Não podemos achar natural que nos nossos espaços de debate, não se fale da morte da juventude negra, sendo que esta é a maioria da população brasileira”, encerrou Carmen.
A presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, lembrou que “durante os 34 anos de sua existência, a CUT se caracterizou pela defesa da classe trabalhadora” e também chamou a atenção para a defesa da das camadas mais pobres da população.
“Nunca tivemos um acirramento da luta de classes como agora. Há um acirramento da retirada de direitos. Em menos de um ano e meio desde que eles deram o golpe, destruíram a CLT e agora estão vendendo o Brasil em um saldão”, encerrou Gleisi.

Encontro inicia debatendo a captura da democracia

Com 800 delegadas e delegados sindicais do Brasil e de diversas partes do mundo, foi inaugurado o Congresso Extraordinário e Exclusivo da CUT, em São Paulo. A mesa “A captura as democracias pelo capital” deu início ao ciclo de debates previstos para ocorrer a partir desta segunda-feira (28) até a próxima quinta-feira (31).
Compuseram a mesa neste primeiro encontro, o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, a secretária nacional de Política Social e Direitos Humanos da Central, Jandira Uehara, o jornalista Luis Nassif, o presidente da Confederação Sindical Internacional, João Felício, além do embaixador Samuel Pinheiro.
João Felício abriu o debate falando sobre o cerceamento da atividade sindical no momento em que a direita avança no mundo. “Na democracia, se não há sindicato livre, a democracia está capturada. Hoje, nós temos um governo que tem um profundo desprezo pela organização sindical, o que está se tornando comum no mundo. Hoje, raramente você vê um governo que estabeleça parcerias com as organizações sindicais, são subordinados ao capital”, lamentou o presidente da CSI.
O jornalista e economista Luis Nassif criticou a atuação da Operação Lava Jato no Brasil e lembrou que uma das formas de captura da democracia brasileira foi a parceria entre os agentes da Justiça de Brasil e EUA.
“A partir dos atentados de 2011, diversos setores de combate ao terror se uniram nos EUA. Porém, o que saiu desse grupo foi um conjunto de leis internacionais de combate à corrupção. Toda corrupção, se tem um componente em dólar, eles dizem: ‘a jurisdição é nossa’. Portanto, eles passam a impor a lei americana sobre a lei local. Isso explica o que acontece na Lava Jato”, argumenta Nassif.
Ainda de acordo com o jornalista, a cumplicidade entre o Departamento de Justiça americano e a equipe da Lava Jato se deu desde o princípio das investigações. “O Rodrigo Janot [Procurador-Geral da República] foi para os EUA para debater a operação com o governo americano”, lembra Nassif, que encerrou sua fala pedindo atenção com os objetivos finais de Sérgio Moro e sua equipe. “Uma coisa é combater a corrupção, outra é destruir um setor inteiro e entregá-lo ao capital estrangeiro.”
O embaixador Samuel Pinheiro encerrou a mesa lembrando a Revolução Russa. O diplomata brasileiro criticou o processo célere de retirada dos direitos da classe trabalhadora, sem qualquer diálogo com a sociedade.
“Todas essas reformas que estão aí, começaram a ser articuladas antes, por Fernando Henrique Cardoso, Lula que havia estancado esse processo. Caminhamos para um modelo de sociedade pré-1917, antes da revolução russa, quando não havia qualquer fiscalização ou regra para o mercado de trabalho”, encerrou.
A abertura oficial do Congresso Extraordinário e Exclusivo da CUT será às 20h. Às 11h30 começa a mesa “Experiências de resistências sindicais”, onde será lançada a Jornada Continental.

Em defesa dos Rodoviários e do transporte coletivo do DF


Os milhares de trabalhadores rodoviários do DF foram obrigados a paralisar as atividades nesta segunda-feira (28). A ação, que teve início ainda de madrugada, tem como objetivo cobrar que o Governo do Distrito Federal e empresários do setor de transporte cumpram com a promessa feita há mais de 30 dias, que visa à valorização do trabalho prestado pela categoria.
As paradas lotadas e garagens cheias são o reflexo do descompromisso e do desrespeito com os trabalhadores que são responsáveis por transportar cerca de 850 mil pessoas por dia. O descaso é também com a população, que só poderá ter um serviço de transporte coletivo de qualidade quando os trabalhadores do setor forem valorizados.
Alertamos à população que a paralisação, que atinge diretamente a vida do cidadão e da cidadã do DF, não se pauta apenas em interesses dos trabalhadores rodoviários, mas, principalmente, na obtenção de um transporte coletivo de qualidade, que atenda cada um e cada uma com dignidade.
É inadmissível que os trabalhadores rodoviários sejam tratados com tamanho descaso e, ainda por cima, tenham suas manifestações e reivindicações criminalizadas por um governo caloteiro e por uma mídia golpista.
Por isso, a CUT Brasília e seus sindicatos filiados se solidarizam com a categoria que, bravamente, luta por seus direitos e pela obtenção de dias melhores.
Todo poder aos sindicatos!
Somos Fortes, Somos CUT

Começa nesta segunda (28) o Congresso Extraordinário da CUT

Na data em que completa 34 anos, nesta segunda-feira (28/08), a CUT começa a discutir seus rumos como maior central sindical da América Latina em sua “15º Plenária/Congresso Extraordinário e Exclusivo: 100 anos depois…A luta continua! Nenhum Direito a Menos”. O evento lembra o centenário da primeira greve geral no Brasil e os 100 anos da Revolução Russa.  O Congresso vai abrigar uma exposição sobre a greve geral de 1917organizada pelo Centro de Documentação e Memória Sindical (Cedoc/CUT) e pela Secretaria de Cultura da CUT, em parceria com o Arquivo Edgard Leuenroth, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Em São Paulo, os debates começam pela manhã, com análises sobre a conjuntura internacional pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, João Felícia (presidente da Confederação Sinsical Internacional) e ojornalista Luís Nassif.  Em seguida, o debate prossegue com Fausto Durante, da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL); Hugo Yasky, da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA); e Victor Baez, secretário-geral da Confederação Sindical dos Trabalhadores e das Trabalhadoras das Américas (CSA).
A conjuntura nacional é tema de um debate à tarde que vai reunir Guilherme Boulos (MTST), João Pedro Stédile (MST), Gleisi Hoffmann (PT) e Vagner Freitas (CUT).
À noite, às 20h, ocorre a cerimônia oficial de abertura do Congresso, que vai até quinta-feira (31). Quase 100 convidados internacionais se juntarão no evento aos mais de 720 delegados e delegadas de todo país e representantes de movimentos sociais do campo e da cidade, da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo.
É uma Plenária Estatutária que se transformou em um Congresso Extraordinário devido à gravidade do momento em que Brasil passa e relembra no nome da atividade, os 100 anos da primeira Greve Geral do país e a luta continua. “Muita coisa mudou desde o 12º Congresso da CUT, que aconteceu em 2015. A presidenta Dilma Rousseff estava no começo de sua segunda gestão em que o cenário era outro. Agora temos um presidente não eleito para executar um projeto derrotado nas últimas três eleições e que tira direito do povo todos os dias”, enfatiza a secretária-geral adjunta, Maria Faria.
“Precisamos atualizar coletivamente a nossa análise de conjuntura, as estratégias e o plano de lutas contruindo a unidade com os movimentos sociais para enfrentarmos e lutarmos contra os retrocessos para a classe trabalhadora, em defesa da democracia e por um país mais justo”, completa Maria.
O Congresso extraordinário da CUT já teve etapas preparatórias em todas as regiões do país, indicando sugestões e proposições de trabalhadores e de trabalhadoras para contribuir com as resoluções da Nacional para o próximo período.
A programação está disponível também no aplicativo da CUT.
“Este Congresso tem como um de seus principais objetivos trazer para o centro dos debates, com os delegados e as delegadas, a verdadeira face da luta de classes que estamos vivendo, no qual a financeirização do campital faz o papel de “governar” o país”, ressalta Maria.
“Também teremos um grande desafio para 2018. Temos que debater qual será o projeto que vai defender ou não a classe trabalhadora e a democracia no país. Nós como atores sociais, que somos, temos que discutir, sim, que país é este e que estado é esse que nós defendemos”, conclui ela.
Serviço
Local: Espaço Immensità: Av. Luiz Dumont Villares, 392 – Junto ao Complexo Hoteleiro Wyndham Garden Convention Nortel – F. 11 5070-9000
Datas: Dias 28,29,30 e 31 de agosto de 2017
Horário: a partir das 9h

Servidores públicos de Planaltina-GO mantêm greve e acampamento

A nova proposta apresentada pela prefeitura de Planaltina de Goiás mostra mais uma vez o descaso e desrespeito com os servidores públicos municipais. A oferta apresenta recomposição salarial de 1,6% (apenas 0,02% a mais que a última proposta), pagos em dezembro. A proposta foi amplamente rejeitada pela categoria, que decidiu em assembleia nessa quinta (24) manter a greve iniciada no dia 4 de agosto. Como pressão, os trabalhadores realizam acampamento permanente em frente à prefeitura.
Para o diretor do Sindiplag – sindicato da categoria -, Rubens Alves, o prefeito está tentando de todas as formas vencer os trabalhadores pelo cansaço. “Não vamos ceder a propostas tão irrisórias como essas apresentadas. Nossa categoria permanecerá na luta reivindicando apenas o que é de direito deles”, afirmou.
Os servidores reivindicam 5,68% de recomposição salarial, cumprimento do pagamento dos 10% restantes dos planos de carreiras (progressão), pagamento do 13° salário do mês de junho e cumprimento do Piso Salarial do Magistério.

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