Ato em defesa da UnB reúne sindicatos, alunos e trabalhadores

Por uma educação pública de qualidade, contra o corte de recursos e em oposição à demissão de centenas de trabalhadores, a Universidade de Brasília (UnB) será palco de um grande ato unificado nesta quarta (2). O protesto reunirá sindicatos, trabalhadores e alunos da instituição que se opõem aos nefastos projetos do governo ilegítimo de Michel Temer.
A redução de 45% dos recursos investidos nas universidades federais lançou as instituições em uma grave crise financeira, impondo a redução de programas, contratos e até dificultando o pagamento de contas. Em Brasília, a TEMERosa medida resultou em mais de 200 trabalhadores em aviso prévio, com o risco de ampliação desse número.
A Central Única dos Trabalhadores de Brasília engajou-se nessa luta e, junto aos seus sindicatos filiados, engrossa as fileiras de resistência na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados que estão sofrendo ameaça de demissão.
“Infelizmente, sempre que se fala em recessão, o trabalhador e a trabalhadora são os primeiros atingidos. É necessário buscar mecanismos para que a prestação do serviço não seja precarizado e os profissionais possam exercer suas funções sem o risco do desemprego. Esse foi mais um sério dano causado pelo golpismo e que precisa ser combatido”, defende Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.
Para Mauro Mendes, coordenador-geral do Sintfub, somente com a pressão popular poderemos barrar mais esse retrocesso. “Entendemos que o ato é extremamente importante, pois, por meio dele, mostraremos que não aceitamos a precarização da educação. O governo ilegítimo tem atuado com políticas que visam o fim do Ensino Superior e que afetam os trabalhadores. Precisamos estar juntos, lutando pelo nosso bem”, afirma.
O ato, que coincide simbolicamente com a votação em plenário das denúncias contra o presidente golpista, Michel Temer, está previsto para iniciar às 9h, no campus Universitário Darcy Ribeiro, em frente à reitoria.

Temer está destruindo o Brasil

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, faz um balanço dos resultados produzidos pelo governo Temer: recessão profunda, desemprego recorde, retorno do país ao Mapa da Fome. Para Vagner, o governo Temer está “destruindo o Brasil” e iludiu aqueles que acreditaram na propaganda da mídia golpista, de que bastava tirar Dilma Rousseff da presidência para o Brasil voltar a crescer.

Leia a seguir a íntegra do artigo:
Quem acreditou no discurso mentiroso dos golpistas de que bastava tirar a Dilma para o Brasil voltar a crescer, gerar emprego e renda, deve estar confuso com as últimas notícias sobre recessão prolongada, desemprego recorde, a volta do país ao Mapa da Fome, como diz Matéria do jornal The Guardian.
O golpe não era só tirar Dilma, era tirar direitos trabalhistas, reduzir programas sociais, voltar ao Brasil de antes de 2002, quando tudo era feito para beneficiar empresários e milionários. A gente cansou de avisar que o golpe era contra a classe trabalhadora e contra o Brasil. Muitos não acreditaram.
Agora estão caindo na real. Desde que o usurpador Temer assumiu a presidência da República, apoiado pelo PSDB de Aécio, Alckmin e Doria, a população não recebeu uma única notícia boa.
A recessão continua fechando postos de trabalho – a última pesquisa do IBGE disse que o país já tem mais de 13,5 milhões de brasileiros desempregados e que os poucos empregos criados são sem carteira assinada, ou seja, sem direitos trabalhistas.
Temer congelou gastos com saúde e educação por 20 anos; reduziu ou acabou com programas sociais; aprovou o fim da CLT e se prepara para acabar com a aposentadoria.
Além do desemprego, a era Temer sufocou os programas sociais e está matando de fome a população mais pobre. Mais de 143 mil famílias retornaram ao Bolsa Família este ano e a fila de espera para receber o benefício tem mais de  525 mil famílias.
A incompetência de Temer também não ajuda muito. Pela primeira vez na história do país, uma empresa opta pela devolução de uma concessão poucos anos depois de vencer a disputa. É isso mesmo.
A concessão do aeroporto de Viracopos está sendo devolvida porque, segundo os empresários há um “descolamento “chocante” entre as projeções de demanda de passageiros e de cargas versus a movimentação efetiva, esvaziada pela crise macroeconômica”.
Se o povo não tem dinheiro nem para comer, como vai andar de avião? Isso só foi possível no governo Lula, que gerou emprego e contribuiu para a melhora da renda. Para voltar a andar de avião, enterrar as reformas de Temer que só beneficiam os patrões que financiaram o golpe e ter nossos empregos de volta, temos de eleger um governo democrático e popular, comprometido com o povo e não com os empresários. Temos de dar um basta a esta farsa!
Com informações da CUT

Conferência aprova plano de lutas em defesa do emprego e dos direitos

A plenária final da 19ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada neste domingo 30 em São Paulo, aprovou a estratégia e a Campanha Nacional em Defesa do Emprego e dos Direitos, que prioriza a negociação nas mesas temáticas com a Fenaban (saúde no trabalho, assédio moral, igualdade de oportunidades e segurança bancária) e estabelece planos de lutas em defesa do emprego, dos bancos públicos, dos direitos conquistados pela categoria e da democracia.
Os 603 delegados presentes, dos quais 67 da base da Federação Centro Norte (Fetec-CUT/CN) também definiram que o Comando Nacional dos Bancários apresentará um termo de compromisso à Fenaban para que nenhum banco adote unilateralmente qualquer medida da reforma trabalhista do governo Temer que retira direito dos trabalhadores e praticamente acaba com a CLT.
O reajuste salarial da categoria em setembro será de 1% acima da inflação, como prevê o acordo de dois anos assinado após a campanha do ano passado.
“Aprovamos um plano de lutas e a estratégia da campanha deste ano para defender o emprego e nossos direitos ameaçados, mas isso de nada adiantará se não houver engajamento e mobilização da categoria para pressionar os bancos”, avalia Eduardo Araújo, presidente do Sindicato, que esteve na Conferência.
Nenhum direito a menos
Os bancários conquistaram com a greve de 2011 a constituição das quatro mesas bipartites, que vêm se reunindo desde então, mas com poucos avanços. A 19ª Conferência definiu como estratégia priorizar e acelerar as negociações, alternadamente, nessas quatro mesas temáticas em agosto e setembro.
Os delegados e delegadas da Conferência também definiram que a defesa do emprego e dos direitos conquistados pela categoria serão as prioridades da campanha deste ano. E delegaram ao Comando Nacional a entrega de um documento político à Fenaban para reivindicar que os bancos respeitem a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, o que implica em os bancos se absterem de implementar as medidas das reformas trabalhistas que se chocam com a CCT, como a terceirização sem limites, a prevalência do negociado sobre o legislado, o contrato de trabalho individual, almoço de 30 minutos, jornada de 12hx36h, parcelamento de férias em três períodos, negociação individual para quem ganha acima de R$ 11 mil, contrato intermitente de trabalho etc..
A 19ª Conferência também definiu plano de lutas em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da democracia, seriamente ameaçados pelas contrarreformas de Temer, e a participação dos bancários nas mobilizações e calendário de lutas das centrais sindicais, da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo.
Aprovou ainda um plano de luta em defesa dos bancos públicos, o que implica na construção de fóruns, eventos e articulações políticas no sentido de dar visibilidade e ampliar essa luta e fortalecer as atividades da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos.
Por fim, os 603 delegados que participaram da Conferência aprovaram outro plano de lutas, em defesa do movimento sindical, seriamente ameaçado pela contrarreforma trabalhista do governo Temer, e anteciparam o calendário de preparação da campanha nacional de 2018.

Coletivos convocam atos em defesa de Rafael Braga; habeas corpus pode sair na terça

Em junho, completaram-se quatro anos que Rafael Braga, jovem negro de 28 anos da periferia do Rio de Janeiro, que trabalhava como catador de materiais recicláveis, foi preso no contexto das jornadas de junho de 2013. Braga é o único ainda preso por fatos ligados às manifestações. Nesta terça-feira, 1º de agosto, pode ser que sua história ganhe um novo capítulo, a depender do sistema de justiça que julgará o seu pedido de habeas corpus, na 1º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, para que ele possa responder em liberdade.
Com o objetivo de pressionar o Judiciário, atos-vigília foram convocados para esta segunda-feira (31) em diferentes capitais. As manifestações, assim como toda a campanha que tem sido construída pelo movimento negro em torno da defesa de Braga, pautam que seu caso é um retrato do racismo e da seletividade penal das instituições brasileiras.
Em São Paulo, o ato acontece em frente ao Theatro Municipal a partir das 18h. No Rio de Janeiro, a manifestação começa às 17h no Tribunal de Justiça, no centro da cidade. Já na capital federal, Brasília, o ato acontece nesta terça (1), às 14h, na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal.
Em conversa com o Brasil de Fato, a defesa de Rafael Braga, que tem sido feita pelo Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), disse que as expectativas para o julgamento do habeas corpus são boas. Apesar da condenação a 11 anos de prisão em primeira instância, o advogado Lucas Sada defende que não existe nenhum motivo para que Braga seja mantido preso preventivamente.
“Rafael, embora tenha condenações anteriores, é acusado de portar pequena quantidade de drogas, foi preso sozinho, sem armas, sem oferecer resistência, então não tem nenhuma gravidade especial para a conduta que está sendo imputada a ele”, argumentou Sada.
A defesa também aponta que Braga ainda é presumidamente inocente, e por isso deve ter o direito de aguardar o resultado do recurso judicial à sua condenação em liberdade. “A gente argumenta que o fato de ele ser reincidente não pode servir como uma espécie de prisão automática para que ele fique durante todo o processo preso sem ter o direito de aguardar o julgamento do recurso em liberdade”, complementa o advogado.
Sada ainda explica que, apesar de provável, não há total certeza de que o julgamento aconteça de fato nesta terça-feira. Isso porque os advogados juntaram ao processo uma carta de emprego do escritório de advocacia onde Braga trabalhava. Essa nova informação demonstra que, caso seja colocado em liberdade, ele terá um trabalho assegurado.
Com a nova informação, pode ser que a relatora do caso decida por mandar o processo para o Ministério Público antes de julgá-lo. A defesa publicizará a decisão da data do julgamento ainda nesta segunda.

Solidariedade

Desde sua prisão em 2013, uma ampla rede de mobilização foi desenvolvida em defesa da liberdade de Braga. Por exemplo, a campanha “30 dias por Rafael Braga”, que aconteceu ao longo do mês de julho, com atividades culturais e rodas de conversa.
Diversos atos já foram realizados também. Foram denunciados o racismo estrutural, a seletividade penal, a guerra às drogas e a politização da Justiça. As manifestações são tidas, pela defesa, como muito positivas.
“Eu costumava falar que o clamor social que envolvia um caso criminal recomendava a prisão. Pode ter um fato grave, uma cobertura midiática intensa, e aí se entendia a necessidade de dar uma resposta a essa mobilização social determinando a prisão preventiva dessas pessoas. Nesse caso, o clamor social é inverso, é pela libertação do Rafael”, disse o advogado.

O caso

Rafael Braga foi detido na região do Centro do Rio de Janeiro  em junho de 2013 por portar garrafas plásticas de Pinho Sol e água sanitária. Por esses materiais, ele foi acusado de portar material explosivo, “coquetel molotov”. Após muitas penalidades, ele progrediu para o regime aberto em 1° de dezembro de 2015 e saiu da prisão, sendo monitorado por uma tornozeleira.
No entanto, em janeiro de 2016, Braga foi abordado por policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) de Cascatinha, Vila Cruzeiro, onde morava com sua família, e acusado de envolvimento com tráfico.
O movimento em defesa de sua liberdade argumenta que os PMs emputaram um “kit flagrante” com 0,6g de maconha, 9,3g de cocaína e um rojão em suas coisas. Assim, Rafael responde por tráfico de drogas, associação para o tráfico e colaboração com o tráfico.

Diva Guimarães: a mulher que escancarou o racismo na Flip

Alvo de manifestação ano passado pela falta de diversidade, a edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) deste ano fincou no debate sobre o racismo e levou intelectuais negros para o centro do festival. É que a Flip, que terminou ontem (30), homenageou o escritor Lima Barreto que em sua obra levou o tema racial para a literatura a partir da própria experiência.
No primeiro dia de evento, a falta de diversidade na programação oficial na edição passada foi bastante criticada pela ausência de negros. Mas neste ano a participação de escritores negros e da rede de ativistas do movimento negro deu dimensão ao espetáculo. A Flip estava como sempre deveria estar: diversa.
De dentro da Igreja Matriz de Paraty, por exemplo, várias mesas abriram espaço para o debate sobre questões homoafetivas e sobre religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé.
Entretanto, o momento mais emocionante da Flip 2017 veio de uma voz embargada da plateia, Dona Diva Guimarães, 77 anos, que contou suas dores, relato histórico fruto de várias experiências que levou o ator Lázaro Ramos às lágrimas.
Com fala forte e impactante, Diva cravou na discriminação racial, coisa com a qual ela convive desde os cinco anos de idade quando foi para um colégio interno. “Trabalhei duro desde os cinco anos, sou neta de negros que foram escravizados e aparentemente a gente teve uma libertação que não existe até hoje”, relatou emocionada sob aplausos.
“Diziam que nós, como negros, éramos preguiçosos, e não é verdade porque esse país vive hoje porque meus antepassados deram condição para todos”, continuou Diva.
“O racismo é para além da pele. O racismo nos adoece, porque é muito difícil a gente se manter emocionalmente, disse em certo momento a escritora mineira Conceição Evaristo, que também participou da Flip.
Neste ano, cerca de 30% dos escritores e escritoras no festival eram negros e negras que levaram a discussão sobre a questão racial e representatividade para toda a programação do evento.
Veja o vídeo aqui.

No dia da votação de denúncia contra Temer, movimentos vão às ruas pedir Fora Temer e eleições diretas

A Frente Brasil Popular, articulação que reúne os principais movimentos sociais do País, realizará atos nas Capitais no próximo dia 02 de agosto, dia da votação da denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados.
A denúncia contra Temer foi feita após o presidente ilegítimo ser gravado pelo dono da JBS. Joesley se encontrou com Temer para negociar casos de corrupção, em pleno Palácio do Jaburu. O assessor dele, deputado Rocha Loures, foi gravado carregando uma mala com 500 mil dólares que, segundo o dono do frigorífico, era destinado a Temer.
Em pesquisa divulgada hoje pelo Ibope/CNI, somente 5% da população brasileira aprovam a gestão de Temer. A má avaliação é a pior desde a redemocratização e a pesquisa foi feita antes do anúncio do aumento dos combustíveis.
Cada estado definirá o formato do ato ou atividade, mas a secretaria da Frente divulgou uma circular para que as organizações se empenhem para colocar telões para acompanhamento da votação. Além disso, a Frente orientou que as entidades façam pressão até o último momento para mudar o posicionamento dos deputados favoráveis ao presidente ilegítimo.
No Rio de Janeiro, será feita uma vigília no centro da cidade. Em Brasília, a manifestação será em frente ao Congresso Nacional. A concentração está sendo marcada para às 17 horas.
Agosto de lutas pela revogação da Reforma Trabalhista e contra o fim da aposentadoria
Durante a reunião do coletivo nacional, os movimentos ressaltaram os impactos da reforma trabalhista para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras e encaminharam a realização de uma campanha para revogar a lei recém aprovada que desmonta a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Outro ponto de pauta foi a retomada da campanha em defesa da aposentadoria. Para as lideranças que compõem a Frente, é fundamental que as atividades para conscientizar a sociedade sobre o impacto da reforma da previdência sejam retomadas.
Com essa finalidade será realizada uma jornada de lutas no mês de Agosto. As manifestações e atos serão construídas em diálogo com a Jornada das Juventudes Brasileiras, convocada por jovens de diferentes organizações e a União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Demissão em massa de Temer vai desgraçar serviço público no país, diz estudo do DIEESE/CUT

O DIEESE não tem dúvidas de que a MP 792/2017, que institui o PDV (Programa de Desligamento Voluntário), redução de jornada e licença sem vencimentos para o Serviço Público Federal, vai desgraçar a qualidade dos serviços prestados no país.
Trocando em miúdos, essa recente medida que os golpistas de plantão promovem visa acelerar o desmonte do Estado Social, que protege os direitos fundamentais da pessoa humana desde a Constituição Cidadã de 1988.
A CUT-Brasil e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos fizeram um detalhado estudo sobre a demissão em massa planejada pelo ilegítimo Michel Temer.
Segundo o DIEESE/CUT-Brasil, a base de argumentação para justificar a MP seria um suposto Estado “inchado”, que na prática é de tamanho reduzido frente à sua população ou proporcionalmente numa comparação internacional sendo ainda que, no caso federal, nunca se atingiu os limites estabelecidos pela LRF em relação aos seus gastos (o texto de discussão nº 2.287 do IPEA, de abril de 2017 discute estas questões).
Nesse cenário, uma política de redução do número de servidores, num quadro de crise fiscal como o atual e da Emenda Constitucional nº 95 (“teto dos gastos”), faz parte de uma estratégia mais ampla que tem como elemento principal a redução do papel do Estado enquanto gestor e executor de políticas públicas e, como consequência imediata, a piora na qualidade de seus serviços: trata-se de mais um capítulo do desmonte do Estado que vem sendo gestado pelas recentes medidas do governo federal.
Clique aqui para ler a íntegra do estudo do DIEESE/CUT-Brasil

Rollemberg prepara novo calote para os servidores públicos do DF

Mais uma vez, os trabalhadores e trabalhadoras do Distrito Federal são tratados com desrespeito e descaso pela gestão caloteira de Rodrigo Rollemberg. Sob o recorrente discurso de déficit, o governador afirmou que o salário de agosto dos trabalhadores poderá ser pago em duas parcelas.
Desde o início de seu governo, Rollemberg segue a mesma linha do golpista Michel Temer, adotando uma série de medidas neoliberais que prioriza os ajustes fiscais, retira direitos dos trabalhadores e, consequentemente, precariza os serviços prestados à população. Assim, setores essenciais como educação, saúde e transporte público estão às moscas e sem grandes perspectivas de melhora.
O Sindser, sindicato que representa os servidores públicos do DF, luta constantemente para impedir que a categoria seja prejudicada pelas ações do governo e, em relação ao risco desse novo calote, não foi diferente.
De acordo com o presidente da entidade, André Luis, o parcelamento dos salários representa o ápice da irresponsabilidade de Rollemberg para com os servidores públicos.
“Não aceitaremos mais um ataque. Estaremos atentos e mobilizados para agirmos a qualquer momento, caso seja implementado esse calendário de retrocessos”, disse.
A luta do Sindser é apoiada pela Central Única dos Trabalhadores de Brasília e seus sindicatos filiados, além de associações e parlamentares alinhados às reivindicações da categoria.

Mulheres do mundo vão se unir para fortalecer luta feminista

O Mundos de Mulheres acontece no Brasil pela primeira vez, a partir de domingo (30)

Algumas centenas de sindicalistas feministas brasileiras estarão entre as mais de oito mil mulheres de todos os continentes, que estarão reunidas a partir do próximo domingo (30), no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.
Pela primeira vez, o Congresso Mundos de Mulheres (MM) será realizado na América do Sul.
Depois de passar por Israel, Holanda, Irlanda, Estados Unidos, Costa Rica, Austrália, Noruega, Uganda, Coreia, Espanha, Canadá e Índia, é a vez do Brasil sediar o 13º Women’s Worlds Congress (MM), em um único evento, com o Seminário Internacional Fazendo Gênero (FG)até 4 de agosto.
“A grande diferença desta edição é que será, pela primeira vez na história do MM, uma junção entre a academia e a sociedade civil. Uma oportunidade, para as mulheres dos mais variados movimentos, como índias, trabalhadoras do campo, da cidade, negras, mulheres trans, travestis, bissexuais e lésbicas, de criar uma grande rede mundial de mulheres contra o machismo, racismo e o patriarcado”, explicou a trabalhadora rural e vice-presidenta da CUT, Carmen Foro.
Com a temática “Transformações, Conexões, Deslocamentos”, o evento une academia e ativismo com a proposta de ser um espaço de diálogo entre as mulheres de várias partes do mundo sobre questões de gênero, feminismo e suas relações com raça/etnia, classe, nacionalidade, religião, entre outros recortes.
“Mulheres trabalhadoras uni-vos”, finalizou a vice-presidenta fazendo uma analogia ao slogan político de Karl Marx.
Entre os temas de destaque estão o direito de viver sem violência, educação e gênero, descriminalização do aborto, sexualidades, masculinidades e transidentidades – marcando a inclusão de novos sujeitos à história dos feminismos.
“Para nós, militantes feministas do movimento sindical, será uma oportunidade de debater o mundo do trabalho com outras organizações do movimento social e de mulheres que fazem parte da academia para trocarmos experiências a partir do nosso lugar e de nossas miradas. Poder fazer esse intercâmbio, em minha opinião, só enriquecerá o mundo das mulheres em sua totalidade”, afirmou a secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins Batista.
“Priorizamos diferentes segmentos sociais, porque nós, como mulheres brancas, de certa forma hegemonizamos o campo acadêmico, precisamos abrir mão desse espaço para dizer ‘venham ocupar’. E o mais importante que as pessoas possam dizer como querem fazer seu protagonismo”, explica a acadêmica, educadora sindical e uma das coordenadoras do MM, Vera Gasparetto.
Na noite da última quarta-feira (26) a organização da atividade divulgou a programação da semana internacional feminista.
“Além dos auditórios onde acontecerão os debates e palestras, terão três grandes tendas: uma tenda da saúde, com representantes do conselho nacional da saúde, troca de ervas medicinais etc; outro espaço chamado de Tenda Feminista e solidário, com comércio feminista alternativo e venda de artesanatos; e a Tenda Mundo de Mulheres um espaço de troca de vivências e intercâmbio culturais”, contou a secretária de Mulheres da CUT Santa Catarina, Sueli Silvia Adriano.
Também terá uma tenda pra tratar de saúde da mulher.
“A CUT acertadamente participa das atividades do fazendo gênero pautando a saúde da mulher no momento de retirada de direitos como estamos passando”, explicou a secretária Nacional da Saúde do Trabalhador da entidade, Madalena Margarida.
“Não podemos deixar que a maior política pública em andamento no Brasil (SUS)e sustentada nas lutas populares seja esvaziada e extinta  como propõe os golpistas”, destacou Madalena.
Também está na programação a “Marcha Mundo de Mulheres por Direitos”, na próxima quarta (2), no mesmo dia que o Congresso Nacional vai votar a aceitação do processo de impeachment do presidente ilegítimo Michel Temer, denunciado por corrupção.
Segundo a diretora Executiva da CUT Nacional, Mara Feltes, que está participando da organização da Marcha, as mulheres do mundo são solidárias ao nosso momento político e aderiram as pautas do Fora Temer, pela revogação da Reforma Trabalhista e por Diretas Já.
A marcha, além de chamar atenção e fazer barulho pelas pautas gerais, também vai denunciar as múltiplas violências, opressões e assédios, físicos e psicológicos que matam e adoecem mulheres cotidianamente no Brasil.
“A cidade vai ter que parar! Nós iremos ocupar as ruas da cidade com as bandeiras e faixas da CUT para chamar atenção e sensibilizar a população entender as demandas das mulheres do mundo”, finalizou Mara.
Quer acompanhar a página da atividade no facebook, acesse aqui.

Em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras, UnB para dia 2

Durante assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (27), em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras da Universidade de Brasília (UnB), servidores aprovaram paralisação para o próximo dia 2 de agosto com ato na reitoria. A atividade contará com a adesão dos profissionais e também do corpo estudantil.
Na mobilização, os protestos serão contra os cortes anunciados recentemente pela entidade, em defesa da educação e contra a demissão dos terceirizados da UnB.
Além disso, a assembleia protocolou um documento à administração superior reivindicando a revogação dos avisos prévios que afligem os trabalhadores.
“A UnB tem uma realidade que difere um pouco das outras, temos trabalhadores terceirizados em aviso prévio. São servidores atingidos diretamente pelo corte orçamentário. Temos hoje, 170 trabalhadores da limpeza, 20 companheiros do transporte, 14 colegas do parque jardim, 8 trabalhadores da recepção, 15 da manutenção e 25 da portaria, todos em aviso prévio. Por isso, é fundamental  este  pedido de suspensão dos avisos enquanto dialogamos com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES). Estamos fazendo o possível para defender  nossos companheiros”, afirmou  o coordenador do Sintfub,  Mauro Mendes.
Mauro ainda afirma que o sindicato está em diálogo com os parlamentares distritais e federais buscando mais recursos para a UnB, já que esses cortes não são prejuízos apenas para a universidade, mas também para todo o Distrito Federal, explicou.
Já Fred Mourão, servidor da Universidade de Brasília e representante dos servidores técnico-administrativos em educação, repudiou a atual situação que o funcionalismo enfrenta.
“A Universidade é um patrimônio e sua integridade e de seus funcionários deve ser protegida. Cada fala e posicionamento ajudam a construir um argumento forte. O que falta na universidade é esse diálogo. Precisamos desenvolver alternativas que leve adiante outra política que não seja essa que está mandando os trabalhadores embora”, concluiu.
O Sintfub aguarda uma posição da reitoria acerca da reunião para buscar as melhores alternativas para defender os direitos dos terceirizados.
Fonte: CUT Brasília com informações Sintfub

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