Plano Popular de Emergência: um roteiro para quem quer salvar o Brasil

Na noite de terça (6), aconteceu o lançamento do Plano Popular de Emergência no Distrito Federal, um texto coletivo, fruto da acumulação da luta social e das ações do movimento sindical brasileiro.
“Trata-se de um plano que aponta saídas políticas e econômicas para restituir a democracia e restabelecer o crescimento do nosso país de forma democrática e justa para todos”, explicou Rodrigo Rodrigues, secretário geral da Central Única dos Trabalhadores de Brasília. Para o dirigente, o texto é fruto da unidade. “A classe trabalhadora, consciente do que está sendo retirado através do golpe, se unificou em torno desse projeto para lutar pela manutenção dos seus direitos.”, ressaltou.
Dezenas de movimentos populares e organizações sindicais e políticas participaram do ato no Teatro do Sindicato dos Bancários, na W3 Sul. O lançamento reuniu representantes da CUT, MST, UNE, CNBB, PCdoB, CTB, CMP, Via Campesina, entre outros. Segundo Roberto Amaral, um dos formuladores do documento e ex-ministro de Ciência e Tecnologia, o programa é uma carta aberta que será construída com o diálogo. “É uma base, um texto coletivo que revela a maturidade e o avanço dos movimentos sociais progressistas”, disse.
Políticos, como os senadores Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, e deputados federais Patrus Ananias e Erika Kokay, presidenta do PT/DF também marcaram presença na atividade, além de trabalhadores, dirigentes sindicais e militantes.
“É muito importante o que está acontecendo, o lançamento de um roteiro para quem quer assumir o Brasil e fazer um governo progressista e popular”, ressaltou Gleisi. Para Lindbergh, esse momento consolida a união. “A unidade dos sindicatos e das entidades sociais serve de apoio para nossa resistência no Congresso Nacional e também como partido político”, destacou.
Com 77 reivindicações, o plano tem no ‘desenvolvimento com distribuição de renda’ seu objetivo principal e os seguintes eixos: democratização do Estado; política de desenvolvimento, emprego e renda; reforma tributária; direitos sociais e trabalhistas; direito à saúde, à educação, à cultura e à moradia; segurança pública; direitos humanos e cidadania; defesa do meio-ambiente; e, política externa soberana.
Clique e leia os pontos da proposta!

20 de junho: Dia Nacional de Mobilização rumo à Greve Geral

Já está marcada a próxima grande mobilização organizada pela CUT e demais centrais sindicais. 20 de junho, ‘Dia Nacional de Mobilização contra as reformas da Previdência e Trabalhista’. Segundo o secretário-geral nacional da CUT, Sérgio Nobre, a data será “um esquenta” rumo à Greve Geral do dia 30 contra os projetos de reforma que atacam os direitos de toda a classe trabalhadora.
Além da luta contra as reformas da Previdência e Trabalhista, Sérgio Nobre destacou a importância das mobilizações do dia 20 e 30 de junho para recolocar “o Brasil nos trilhos”: “A mobilização dos trabalhadores definirá o rumo do País. Se Temer fica ou não à frente desse governo ilegítimo ou, se ele caindo, teremos escolha democrática com participação do povo”.
“O clima nas bases é de transformar junho num mês de resistência. Faremos assembleias nas portas de fábrica e participaremos do ato unificado no dia 20, o nosso Esquenta, porque percebemos que o sistema político está tentando operar com ou sem Temer e, por isso, temos de fazer luta pelo Fora Temer, contra as reformas e por Diretas Já, que nos permitirão não só resistirmos às reformas, mas também colocarmos o Brasil nos trilhos”, disse Sérgio Nobre.
Como será o dia 20
O secretário-geral lembrou que a CUT e demais   centrais sindicais aprovaram o indicativo de 30 de junho como a data da próxima Greve Geral. A data será referendada por categorias em plenárias e assembleias estaduais.  A preparação começa imediatamente e o esquenta, com participação de todos os estados, está marcado para o próximo dia 20, com panfletagem e diálogo com a população pela manhã, e atos durante a tarde.
“Reina a expectativa diante do agravamento da crise no governo ilegítimo de Temer é de que o movimento supere a Greve Geral de 28 de abril”, afirma Sérgio Nobre

Senado avança em direção ao desmonte da CLT

Com 14 votos a favor – 11 foram contra – os senadores governistas que compõem a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovaram, no final da tarde desta terça-feira (06), o relatório da Reforma Trabalhista do relator Ricardo Ferraço (PSDB/ES), que não fez nenhuma alteração no texto aprovado por unanimidade pela bancada comandada pelo governo de Michael Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados.
A sessão ininterrupta, que teve início às 10h, foi marcada pela aguerrida defesa da bancada de oposição, que comprovou, com argumentos, dados e números, que se essa reforma passar será o fim do emprego formal em todo o Brasil.
Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, que acompanhou de Brasília toda a movimentação, o governo quer votar de qualquer jeito essa reforma, acelerando o fim da CLT e dos diretos da classe trabalhadora.
Freitas reforçou que a CUT está tentando convencer os senadores a não fazerem isso.
“Estamos falado com os parlamentares da base do governo, dizendo, inclusive, que temos uma greve marcada para o fim do mês para evitar que essa barbárie contra os direitos aconteça”, afirmou.
Para o dirigente, o mais importante a fazer agora é “ocupar as ruas, o chão de fábrica e iniciar imediatamente a preparação para a próxima greve”.
Para Vagner, “só isso pode fazer com que os trabalhadores não percam seus direitos”. E completou: “o que está acontecendo aqui é mais uma burla dos direitos. Se essa proposta passar vai ser o fim das férias, do 13º salário, do emprego formal e a institucionalização do bico. A executiva da CUT está aqui para garantir que isso não aconteça.
O PLC 38/2017 ainda vai passar pelas comissões de Constituição e Justiça e Assuntos Sociais antes de ir a plenário na votação final.

CUT condena na OIT violações aos direitos dos trabalhadores


O secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antonio Lisboa, denunciou na segunda-feira (5/6), em Bruxelas, à Comissão de Normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), os inúmeros ataques do governo golpista de Temer aos direitos sociais e trabalhistas.
Conforme Lisboa, “a Reforma Trabalhista atrasa as nossas relações de trabalho em mais de 100 anos” e a repressão desatada contra o movimento sindical, com perseguição e mortes, faz “o país retroceder aos períodos sombrios da ditadura”. Por isso, esclareceu, é injustificável o fato do Brasil estar fora da lista curta de casos da OIT.
De acordo com o dirigente cutista, “se há dez anos o Brasil servia de exemplo de políticas sociais e trabalhistas de inclusão, redução das desigualdades e melhoria dos salários, hoje a situação é contrária. As reformas neoliberais impostas no Brasil, a lei de subcontratação e terceirização, a reforma do sistema de pensões a aposentadorias, especialmente a reforma trabalhista atrasa as nossas relações de trabalho em mais de 100 anos”.
Lisboa destacou que, entre outros ataques aos direitos, tal reforma propõe a ampliação da jornada de trabalho que hoje é de 44 horas semanais para 60 horas semanais, impõe que o negociado prevaleça sobre o legislado – não para ampliar direitos, mas para retirar; cria um novo tipo de representação e negociação no local de trabalho, sem a presença do Sindicato; os trabalhadores rurais poderão ser pagos tão somente com moradia e alimentação, não mais com salário; propõe a negociação individual entre trabalhador e empregador; propõe o trabalho intermitente para todas as situações.
“Esta é uma estratégia do capital internacional que, uma vez consolidada no nosso país servirá de modelo para o mundo. Um golpe sem precedente nos trabalhadores e trabalhadoras para que também se golpeie aqui na Europa e também se golpeie esta organização, colocando em risco as relações de trabalho no mundo e na própria OIT”, frisou.
Mulheres – Titular da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins Batista é também presidenta do Comitê Mundial de Mulheres da Internacional de Serviços Públicos (ISP). Foi nessa condição que Juneia participou do Encontra da OIT em Genebra e acompanhou o secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, nos protestos contra o golpe no Brasil. Antes disso, Junéia falou sobre a deterioração das condições de trabalho no mundo, principalmente para as mulheres.
Para Junéia, a diferença salarial entre mulheres e homens é uma realidade persistente, resultado da divisão sexual do trabalho. Ela afeta mulheres de todas as idades, classes, culturas, nacionalidades e identidade sexual, que desempenham temporária ou permanentemente um papel desvalorizado pela sociedade.
Ela enfatizou que nos últimos anos, milhões de pessoas ao redor do mundo se uniram contra a austeridade, em favor de melhores salários e condições de trabalho, bem como contra os acordos comerciais secretos que estão destruindo a democracia e os direitos conquistados com tanto esforço.
“Eu sou do Brasil, país que vive dias de golpe de Estado por um Congresso corrupto e um presidente que impõem medidas que tiram direitos fundamentais da classe trabalhadora brasileira. O Congresso aprovou um pacote de ajustes que proíbe investimentos em políticas de saúde pública e educação para os próximos 20 anos, mesmo que a economia volte a crescer. Estão em curso projetos de reforma para que o povo brasileiro recue para o início do século XX, sem nenhum diálogo com as centrais sindicais. Queremos um outro futuro”, disse.
Com informações da CUT Nacional

Centrais indicam Greve Geral em 30 de junho

A CUT e as demais centrais sindicais se reuniram na manhã desta segunda-feira (5) e indicaram 30 de junho como a data da próxima Greve Geral. A data será referendada por categorias em plenárias e assembleias estaduais.
A preparação começa imediatamente e o esquenta, com participação de todos os estados, está marcado para o próximo dia 20, com panfletagem e diálogo com a população pela manhã, e atos durante a tarde.
A expectativa diante do agravamento da crise no governo do ilegítimo Michel Temer (PMDB) é de que o movimento supere a Greve Geral do dia 28 de abril, aponta o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.
“Primeiro as categorias devem referendar o dia 30. E o dia 20 será a preparação para o dia da Greve Geral, uma grande mobilização nacional com protestos, ações em todas as capitais, assembleia nas portas de fábrica, paralisação de lojas, bancos, comércios, enfim, uma grande manifestação criando condições para a Greve Geral do dia 30”, afirma.
Além da luta contra as reformas trabalhista e previdenciária, Nobre ressalta que as mobilizações ganham o ‘Fora Temer’ como ingrediente importante ao lado da bandeira por Diretas Já. O dirigente indica, contudo, que a agenda pode mudar de acordo com a conjuntura política.
“Se o Congresso Nacional, mesmo com tudo que temos feito, resolver antecipar a votação das reformas, vamos antecipar também as mobilizações. Não vamos permitir que votem contra a vontade do povo brasileiro. A classe trabalhadora irá reagir”, sinaliza.
Também presente no encontro, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, disse que a articulação da categoria para integrar os protestos já começa a ser planejada.
“A mobilização dos trabalhadores definirá o rumo do país, se Temer fica e se, caindo, teremos escolha democrática com participação do povo. O clima nas bases é de transformar esse mês de junho num período de resistência. Faremos assembleias nas portas de fábrica e participaremos do ato unificado no dia 20 porque percebemos que o sistema político está tentando operar com ou sem Temer e, por isso, temos de fazer luta pelo Fora Temer, contra as reformas e  por Diretas Já que nos permitirão não só resistirmos às reformas, mas também colocarmos o Brasil nos trilhos”, afirma.
Leia, abaixo, a nota na íntegra.
Unidade e luta em defesa dos direitos
As centrais sindicais, (CUT, UGT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB e A Pública- Central do Servidor), convocam todas as suas bases para o calendário de luta e indicam uma nova GREVE GERAL dia 30 de junho.
As centrais sindicais irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada e pelo #ForaTemer.
Dentro do calendário de luta, as centrais também convocam para o dia 20 de junho – O Esquenta Greve Geral, um dia de mobilização nacional pela convocação da greve geral.
Ficou definido também a produção de jornal unificado para a ampla mobilização da sociedade. E ficou agendada nova reunião para organização da greve geral para o dia 07 de junho de 2017, às 10h na sede do DIEESE.
Agenda
– 06 a 23 de junho: Convocação de plenárias, assembleias e reuniões, em todo o Brasil, para a construção da GREVE GERAL.
– Dia 20 de junho: Esquenta greve geral com atos e panfletagens das centrais sindicais;
– 30 de junho: GREVE GERAL.
CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
Pública – Central do Servidor
UGT – União Geral dos Trabalhadores

Entidades nacionais lançam Frente Ampla pelas Diretas Já

O agravamento da crise política e econômica deteriorou mais o quadro de crise institucional no Brasil. As delações de um influente empresário, revelando a promíscua relação entre os interesses do mercado e o golpe de Estado, motivou a criação de uma frente nacional de resistência, composta por centrais sindicais, frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, movimentos sociais, partidos e organizações da sociedade civil.
O principal objetivo desse encontro histórico é unificar uma agenda e organizar uma campanha para conclamar Diretas Já a partir da derrocada de Temer.
Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, um dos proponentes da frente ampla, a mobilização da sociedade civil brasileira é fundamental para forçar a retomada da democracia no país. “A alternativa de trocar Temer por eleições indiretas é mais ilegítima ainda e não podemos deixar essa anomalia acontecer”, destacou o dirigente. Para Freitas o alto índice de desemprego e a divulgação dos últimos números econômicos não deixam dúvidas que só a volta da democracia por eleições diretas, com o povo votando, pode fazer o país voltar a crescer, “não só a economia e o emprego precisam ser retomados, mas a esperança de todo o povo brasileiro”, avaliou.
Para o secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB, Carlos Moura, não se pode tentar mudar o estatuto jurídico de um país sem que a população seja ouvida, “Diretas Já significa combater o neoliberalismo em um só palanque onde todas as forças e instituições progressistas lutarão pela democracia e por garantias de mais direitos aos povos originários, superação ao racismo e preconceitos”, avaliou. E concluiu: “a CNBB comparece a esse plenário para se solidarizar e prestar apoio a essa reivindicação que é de todo o povo brasileiro e aqui estamos selando um compromisso que as ideias São compiladas que possamos derrubar o ilegítimo que comanda o Executivo Federal.”
Recém-eleita presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) lembrou que foi decidido no 6 congresso do partido que nenhum parlamentar deverá participar de um colégio eleitoral para votação indireta, caso seja dado esse desfecho no Congresso Nacional. “O que vier de eleição indireta com certeza será no sentido de ser a favor dessas reformas e contra a classe trabalhadora”. Ela reforçou, ainda, que a bancada de oposição no Senado fará o possível para não votar a reforma trabalhista prevista para acontecer na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (06). “Os governistas pretendem romper com o combinado e adiantar os trâmites dentro das comissões para levar a matéria a plenário antes do previsto”, criticou a senadora.
Guilherme Boulos, coordenador da Frente Povo sem Medo e líder do MTST avalia que a unificação de um campo democrático para além das esquerdas e das Frentes pode dar outro rumo ao atual cenário. “Dentro desse espírito chamamos essa ampla composição da sociedade civil no intuito de construir uma unidade para a saída da crise”.
Vagner Freitas encerrou a reunião apresentado a nova pesquisa CUT-Vox Populli, divulgada hoje (05), que aponta que 89% querem escolher um novo presidente e 85% dos brasileiros querem que o TSE casse Temer.
Veja a seguir a íntegra da nota divulgada pelas organizações:
NOTA
Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já
O Brasil atravessa uma grave crise política, econômica, social e institucional. Michel Temer não reúne as condições nem a legitimidade para seguir na presidência da República. A saída desta crise depende fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.
A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria, os direitos trabalhistas e as políticas públicas, além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional.
As diversas manifestações envolvendo movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.
Por isso, conclamamos toda a sociedade brasileira a se mobilizar, tomar as ruas e as praças para gritar bem alto e forte: Fora temer! Diretas já! E Nenhum direito a menos! O que está em jogo não é apenas o fim de um governo ilegítimo, mas sim a construção de um Brasil livre, soberano, justo e democrático.
Assinam:
Frente Brasil Popular – FBP
Frente Povo Sem Medo – FPSM
Centra Única dos Trabalhadores – CUT
Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG
Associação das Mulheres Brasileira – AMB
Associação Latino-americana de Juízes do Trabalho – ALTJ
Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG
Brigadas Populares
Central dos Movimentos Populares – CMP
Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Central Pública
Centro de Atendimento Multiprofissional – CAMP
Coletivo Quem Luta Educa/MG
Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB – CBJP
Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos – CNTM
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG
Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB
Conselho Federal de Economia – CONFECON
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC
FASE Nacional
Fora do Eixo / Mídia Ninja
Fórum de Lutas 29 de abril/PR
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
Frente de Juristas pela Democracia
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Central Intersindical – INTERSINDICAL
Juntos
Koinonia
Levante Popular da Juventude
Marcha Mundial das Mulheres – MMM
Movimento Camponês Popular – MCP
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST
Movimento Humanos Direitos – MHUD
Movimento Nacional contra a Corrupção e pela Democracia – MNCCD
Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM
Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista – MAIS
Partido Comunista do Brasil – PC do B
Partido dos Trabalhadores – PT
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
Partido Socialista Brasileiro – PSB
Pastoral Popular Luterana
Rede Ecumênica da Juventude – REJU
Rua Juventude Anticapitalista – RUA
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
União Brasileira de Mulheres – UBM
União da Juventude Socialista – UJS
União Geral dos Trabalhadores – UGT
União Nacional dos Estudantes – UNE

CUT/VOX: 85% querem cassação de Temer e 89% Diretas Já

Pesquisa CUT-Vox Populi mostra que a insatisfação com o ilegítimo presidente Michel Temer (PMDB) e sua agenda de retirada de direitos sociais, previdenciários e trabalhistas é enorme e se traduz nos números da rejeição ao peemedebista e também dos que querem a sua cassação e eleições diretas para eleger o novo presidente.
Aumentou para 85% o total de brasileiros que querem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) casse Temer por irregularidades cometidas durante a campanha presidencial dele e de Dilma Rousseff, mostra pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 2 e 4 de junho. Apenas 8% são contrários à cassação. O TSE inicia nesta terça-feira (6) o julgamento da chapa Dilma-Temer, que pode decidir pela cassação.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, os brasileiros querem eleger um novo presidente de forma democrática, via voto popular, com amplo debate sobre as propostas dos candidatos.
“Ninguém quer mais um golpe que coloque na presidência da República outro subordinado ao mercado”, falou. “Além da tragédia do desemprego que está batendo à porta de mais de 14,5 milhões e meio de brasileiros, com os golpistas, seja Temer ou outro que ocupe seu lugar pelo voto indireto, corremos o risco de perder a aposentadoria, a CLT e programas sociais de combate a fome e a miséria”, acrescenta Vagner.
Só 3% aprovam Temer
A avaliação negativa de Temer é unânime em todas as regiões do Brasil independentemente da classe social, idade e gênero, comprova pesquisa CUT/Vox realizada em 118 municípios do Brasil de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior.
Segundo a pesquisa, 75% dos brasileiros avaliam negativamente o desempenho de Temer como presidente. Para 20%, ele é regular e para apenas 3%, positivo. No Nordeste, o desempenho negativo atinge 83%, no Centro Oeste/Norte 74%, no Sudeste 73% e no Sul 68%.
Os mais críticos são os jovens: 77% consideram o desempenho de Temer negativo. Entre os adultos o percentual é de 76% e entre as pessoas com mais de 50 anos, 69%. Tanto homens (73%) quanto mulheres (77%) avaliam muito mal Temer. Entre as pessoas com renda de até 2 salários mínimos, a avaliação ruim sobe para 79%; entre os que ganham de 2 a 5 SM é de 75%, e mais de 5 SM 68%.
Com Temer, aumenta pessimismo e medo do futuro
Os brasileiros estão insatisfeitos com a vida que levam e mais pessimistas com relação ao futuro do País. 73% acreditam que o Brasil vai piorar com Temer (em abril o percentual era de 61%), 17% acham que vai ficar como está. Só 7% acham que o país vai melhorar.
Em relação à vida que levam hoje, 49% dos entrevistados estão insatisfeitos e 51% estão satisfeitos. Já com relação às perspectivas para 2017, apenas 33% acham que a vida vai melhorar; 34% acham que nem vai melhorar nem piorar; 23% acham que vai piorar; e, 10% não sabem ou não responderam.
Nem o bombardeio da grande mídia foi capaz de aumentar a esperança do povo com relação ao que pode acontecer de bom com Temer. Mesmo com todos os comentários e matérias falando da queda da inflação, 62% dos entrevistados acham que o custo de vida vai aumentar e 68% esperam mais aumento de desemprego nos próximos meses.

Mais de 100 mil em São Paulo pedem diretas já e enaltecem a importância das ruas

Mais de 100 mil pessoas compareceram ao ato SP pelas Diretas Já, no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista. O ato convocado por artistas, ativistas da mídia independente e apoiado por movimentos sociais reuniu em um mesmo palco debate político, cidadania, música e poesia. Foram cerca de 7 horas de shows com presenças de importantes nomes do cenário cultural brasileiro, como o músico Mano Brown, que encerrou a noite, os rappers Criolo e Rael, a atriz e poeta Elisa Lucinda, entre outros.
Os artistas que passaram pelo palco defenderam as pautas centrais: queda do presidente Michel Temer (PMDB) e convocação de eleições diretas. Também não faltaram críticas à agenda política de Temer, com suas propostas de reformas, como a trabalhista e da Previdência, que de acordo com os presentes “atacam direitos” e representam um retrocesso na cidadania brasileira.
“O que está acontecendo agora é algo extraordinariamente interessante em um sentido de consciência ampliada do que significa votar e o que significa neste momento pedir por diretas já. Estamos falando da verdadeira reforma política no Brasil”, disse o ator Osmar Prado. “O ato de hoje representa o quanto há uma insatisfação. Neste sentido os artistas podem colaborar falando, cantando e usando sua imagem à favor daquilo que eles acreditam”, ressaltou a atriz Mel Lisboa.
Mano Brown disse que a participação de artistas populares tem um peso importante no movimento pela democratização. “Os artistas têm acesso ao povo. Às vezes o artista comunica muito mais do que os políticos através da música. A classe artística tem muito tempo que está envolvida na política.”
“Muita juventude, muita gente bonita, muita gente acreditando que na ruas é possível mandar o governo Temer para onde ele deve ir: o arquivo morto da história”, disse a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP). Ela estava na praça, junto com os demais manifestantes que querem a volta da democracia e do direito de decidir. Ali no chão da praça também estavam outros políticos como os vereadores Eduardo Suplicy (PT) e Sâmia Bonfim (Psol), os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) e Ivan Valente (Psol-SP) e o deputado estadual Carlos Gianazzi (Psol).

CUT denunciará Temer em conferência da OIT

A CUT e as demais centrais sindicais brasileiras protestarão no próximo dia 12 durante a Conferência Internacional do Trabalho da OIT (Organização Internacional do Trabalho) contra os ataques do ilegítimo Michel Temer (PMDB) aos direitos trabalhistas e à organização sindical.
A manifestação acontece em Genebra, onde ocorre atividade, na Place des Nations, às 18h (horário local).
Além de participar dessa mobilização, a Central também divulgará um documento escrito em quatro línguas em que aponta a relação entre as reformas e a violação de 13 Convenções da OIT, como as normas 87, 98 e 154, atingidas por propostas como a prevalência do negociado sobre o legislado e o ataque à organização sindical (veja quadro ao lado).
Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, a mobilização internacional é uma forma de driblar a blindagem no Brasil.
“Qualquer veículo de comunicação sério, que tenha compromisso com a população, deveria tratar as reformas como ela são, um ataque frontal às condições dignas de trabalho e renda e é isso que iremos denunciar na OIT.  Qualquer reforma tem de ser debatida pela sociedade  e só pode ser proposta por um governo legitimamente eleito pelo voto direto. Discutir as reformas Trabalhista e da Previdência no Brasil hoje é a  falar do golpe de Estado contra o país, contra a democracia e contra a classe trabalhadora” falou Vagner.
Para o secretário de Relações Internacionais, Antônio Lisboa, a Central entende como fundamental pautar o debate sobre os direitos trabalhistas no Brasil em instâncias internacionais.
“A OIT é o principal instrumento de regulação internacional do trabalho e a CUT estará presente pela necessidade de fortalecer a OIT e denunciar as atrocidades que estão ocorrendo no Brasil contra a classe trabalhadora com a retirada de direitos trabalhistas e práticas antissindicais”, disse.
Além de Vagner e Lisboa, compõem a delegação da CUT a secretária-geral adjunta Maria Godói Faria, o secretário de relações internacionais adjunto, Ariovaldo Camargo, a secretária da Mulher Trabalhadora, Junéia Batista, também em nome da ISP (Internacional dos Serviços Públicos) e a secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos, Jandira Uehara. O ex-presidente da CUT, João Felício, representará a CSI (Confederação Sindical Internacional).

Secretaria de Relação de Trabalho definirá pautas para Congresso Extraordinário da CUT

Na próxima quinta-feira (8), a Secretaria de Relação de Trabalho da CUT Brasília realizará plenária preparatória para a 15ª Plenária Estatutária – Congresso Estadual Extraordinário e Exclusivo da CUT Brasília. O objetivo é informar e construir uma pauta específica da pasta que será levada para o debate ampliado em julho. Além disso, será feito um panorama do atual cenário político e do desmanche da legislação trabalhista iniciado com o golpe parlamentar sofrido há um ano.
Para a secretária de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores de Brasília, Juliana da Silva Ferreira, este é o momento de consolidar o diálogo e elaborar um plano de lutas centrado na unidade e no enfrentamento. “É essencial que todos participem e ajudem a construir o que será levado para este importante congresso CUTista. Com união e organização poderemos criar estratégias para combater o governo golpista e suas reformas”, explica.
A plenária preparatória da Secretaria de Relação de Trabalho acontece a partir das 9h, no auditório Adelino Cassis, na CUT Brasília.
Confira a programação:
9h – Mesa de abertura:
Secretária de Relação do Trabalho da CUT – Juliana da Silva Ferreira
Secretária de Meio Ambiente da CUT – Vanessa Sobreira Pereira
9h30 – Mesa temática:
Secretária Nacional de Relação do Trabalho da CUT – Graça Costa
Presidente da CUT Brasília – Rodrigo Britto
10h30 – Debate
11h30 – Levantamento das propostas para o Caderno de Texto do Congresso Estadual Extraordinário e Exclusivo da CUT Brasília.
13h – Encerramento

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