Mobilização social pode mudar voto dos senadores

Reforma Trabalhista deverá ser votada em comissão na próxima terça-feira


A previsão de que o PLC 38/2017, que trata da Reforma Trabalhista, seja votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) já na próxima semana motivou as centrais sindicais a intensificar, entre quinta-feira (1º) e segunda-feira (05) os esforços para impedir esse que é o maior retrocesso na área dos direitos da classe trabalhadora desde a redemocratização.
Essa foi a avaliação dos senadores de oposição e dirigentes sindicais em reunião na tarde da quarta-feira (31) com o líder do PMDB no Senado Renan Calheiros (PMDB/AL). A estratégia é mostrar aos parlamentares o descontentamento com as reformas e intensificar a mobilização social, com o povo na rua, para barrar a iniciativa do governo ilegítimo de Michel Temer.
O secretário nacional de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle, reforçou que a maioria da população é absolutamente contra as reformas propostas de Temer e afirmou que a Central seguirá com as ações regionais para constranger os parlamentares a não votarem a matéria. “A CUT seguirá nas ruas e nos aeroportos para lembrar que quem vota nas reformas não volta ao Congresso Nacional”. Ele também defendeu que o presidente do Senado libere a entrada dos representantes de todas as centrais e movimentos nos dias de votação. “Tivemos que entrar com pedido de habeas corpus para que os dirigentes CUTistas pudessem ter acesso às comissões e aos parlamentares”, destacou o dirigente.
Para o senador Paulo Paim (PT/RS), a estratégia de cerco aos senadores e senadoras está funcionando, pois os parlamentares governistas “não estão tranquilos com a atual situação do país”. Ele disse que a pressão não pode parar pois a previsão de votar a matéria na CAE é no mesmo dia em que o TSE retomará o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dima-Temer. “Com esse adiamento de uma semana, a reforma deverá ser votada no plenário do Senado em meados de junho e até lá muita coisa ainda pode acontecer”, destacou o senador. Ele lembrou, ainda, que os senadores que aspiram uma candidatura aos governos estaduais e Presidência da República são os mais sensíveis a mudar de voto a favor da classe trabalhadora.
Renan Calheiros se comprometeu a encaminhar a demanda das centrais sindicais para que as regras de acesso a Casa sejam alteradas. Ele também falou que o caminho que está sendo desenhado pela maioria da bancada do PMDB poderá levar o Brasil a um colapso. “Nenhum país do mundo sai de uma crise agravando a recessão e sem fazer a economia crescer e reduzindo o poder de compra da população. Assim fica difícil sair dessa situação”. Participaram, ainda, os senadores Roberto Requião (PMDB/PR) e Hélio José (PMDB/DF).
Fonte: CUT Nacional

“Temos uma semana para reverter o desastre trabalhista”

Acordo adia votação da reforma trabalhista no CAE do Senado e presidente da CUT diz que Central vai pressionar ainda mais parlamentares para mudarem voto

Com receio de não conseguir o número de votos necessários para aprovar a Reforma Trabalhista, os senadores da base do ilegítimo Michel Temer (PMDB) aceitaram fazer um acordo com a oposição para adiar a votação do PLC 38/2017 (Projeto de Lei da Câmara) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A leitura do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), favorável ao projeto, ficou para a próxima terça-feira (6).
Nas contas do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), com a mudança de três votos a classe trabalhadora conseguirá enterrar o desmonte de Temer.
O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, afirmou que a Central já orientou suas bases para que mapeie todos os senadores presentes na CAE e pressione ainda mais os parlamentares nos estados, nos aeroportos e em todos os espaços por onde eles circulam para fazê-los mudar os votos.
“Nossa pressão tem de ser constante e ainda maior porque temos de barrar esse projeto do ilegítimo e corrupto Temer, que deu um golpe para destruir as conquistas da classe trabalhadora”, apontou.
Para o dirigente, a reconquista da democracia se torna ainda mais importante porque qualquer governo eleito por vias indiretas prosseguirá com o ataque a direitos – o debate sobre votação indireta começou no inicio deste mês quando o empresário Joesly Batista, do grupo JBS/Friboi delatou o presidente e seu preposto, o deputado Rocha Loures, e ambos passaram a ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal.
“A agenda de reformas não é de governo, é de mercado, e qualquer governo indireto vai prosseguir com ela. Por isso, além de Fora Temer e suas reformas, agora reforçaremos nas ruas a luta pelas Diretas Já”, falou.
Em quem mirar
Na avaliação do analista político e assessor legislativo do Diap Neuriberg Dias, as centrais devem focar a pressão em parlamentares do PSB, PSD e PMDB, que serão o fiel da balança, a partir dos votos já mapeados entre governo e oposição. 
“A reversão é possível, porque se o governo garantisse a aprovação já teria acelerado a votação. Tanto na comissão quanto no plenário, se passar, esses partidos é que vão dar a tendência de rejeição ou aprovação”, avaliou.
Na votação do parecer do relatório, semana passada, o resultado foi de 11 favoráveis e nove contra. Caso ocorra empate, quem decide é o presidente da CAE, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), favorável ao texto. Por isso a necessidade de mais três votos.
Jereissati foi responsável por uma decisão polêmica na semana passada, quando considerou lido o texto do projeto, sem que isso tivesse realmente acontecido, aproveitando-se de um momento de tensão e discussão entre os senadores.
Mais uma semana de luta
Na visão do membro suplente da CAE o senador Paulo Paim (PT-RS), a mobilização das centrais tem sido e será fundamental para fragilizar Temer e sua base.
“Hoje estamos taco a taco com os governistas por conta da crise. Amanhã teremos uma reunião às 15h com o Renan Calheiros (PMDB-AL) e pedimos a presença de um representante das centrais para nos ajudar a mapear votos e convencer outros parlamentares a votarem conosco. Acreditamos que há grandes chances de reverter”, falou.
Ainda segundo Neuriberg Dias, outro termômetro que demonstra a tendência de alteração do projeto é número de emendas. Atualmente são 242.
“Há divisão no Senado em relação ao assunto e o clima é de redução da amplitude da reforma, em todos os aspectos, desde a tentativa de minimizar o papel da Justiça do Trabalho, até o desejo de enfraquecer a organização sindical. É justamente o contrário da Câmara, onde atuaram para ampliar a reforma, porque os senadores entendem que os deputados foram longe demais e agora é necessário enxugar.”

Nova Greve Geral contra as reformas deve acontecer em junho

A CUT e as demais centrais sindicais decidiram, em reunião nesta segunda-feira (29), realizar uma nova Greve Geral, contra as reformas e o governo Temer, no final de junho, em data a ser definida. Como referência, foi indicado o período de 26 e 30 do mês que vem. Embora alguns defendam 48 horas, a maioria aparentemente prefere realizar o movimento somente em um dia. A decisão final deve sair na próxima segunda-feira (5), quando os dirigentes voltarão a se reunir, em São Paulo. Eles prometem um movimento mais amplo que o registrado em 28 de abril.
Na tarde de hoje, representantes de nove centrais se reuniram na sede da CTB, na região central de São Paulo, para avaliar a marcha a Brasília na semana passada e definir as próximas ações contra as reformas. Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, foi “o movimento mais forte e solidário da última década”, mesmo com ações de possíveis infiltrados durante o ato na capital federal. “Não podemos perder esse foco”, afirmou, ainda antes do final da reunião, referindo-se à tramitação das reformas da Previdência, na Câmara, e trabalhista, no Senado.
“Para nós, tudo começa e termina nas reformas, que têm rejeição de 90% da população”, reforçou o diretor executivo da CUT Julio Turra. Além da manutenção do “Fora Temer”, a preocupação é impedir a tramitação das propostas no Congresso, mesmo com uma possível saída do presidente, que poderia ser substituído em uma eleição indireta. “Aos olhos do mercado, Temer perdeu credibilidade”, avalia Turra. Por isso, as centrais, ainda que não de forma unânime, defendem eleições diretas.
A data exata da greve deve acompanhar o calendário das reformas no Congresso. “O consenso é que será maior que a de 28 de abril”, disse o dirigente cutista.
Para o presidente da CSB, Antonio Neto, o ato de Brasília mostrou que as centrais estão articuladas e unidas. “Foi uma das maiores manifestações que Brasília já viu”, afirmou. Segundo ele, este é o momento de mostrar quem tem “compromisso com a história do Brasil”.
O secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, disse que os sindicalistas repudiam “a atitude da polícia e de pessoas infiltradas naquele movimento (de Brasília), que originou aquela praça de guerra”. Segundo ele, as centrais estudam acionar a Polícia Militar do Distrito Federal por causa do tumulto.
Além da nova greve, os sindicalistas mantêm as manifestações nas bases eleitorais de deputados e senadores. Algumas centrais deverão fazer ato diante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima terça (6), data prevista para o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.
projeto da reforma trabalhista (PLC 38) é o primeiro item da pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira (30), a partir das 10h. Na semana passada, a sessão terminou com briga entre parlamentares. O presidente do colegiado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), deu como lido o relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e concedeu vista coletiva, o que permite a votação do projeto. A oposição contesta. Duas senadoras, Gleisi Hoffman (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), apresentaram questões de ordem contra a tramitação.

Comunicadores do 3ENDC lançam Carta de Brasília

De 26 a 28 de maio, aconteceu o 3° Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (3ENDC). Realizado no campus Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília (UnB), cerca de 500 profissionais, de diversas organizações, participaram do evento que reuniu instituições, grupos, movimentos sociais e indivíduos envolvidos na busca da efetivação do direito à comunicação e à liberdade de expressão no país.
Este ano, os integrantes do evento tiraram a Carta de Brasília, uma carta aberta à sociedade em defesa da restituição da democracia e de um Estado social e democrático de direito.
Confira, na íntegra, o recado dos comunicadores:
Carta de Brasília
Os participantes do 3° Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (3ENDC), reunidos em Brasília de 26 a 28 de maio, reafirmam o princípio da liberdade de expressão e de imprensa e o direito à comunicação como direitos fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade verdadeiramente democrática.  E reconhecem que para que esses direitos fundamentais sejam exercidos em sua plenitude, é necessário um ambiente de respeito à pluralidade e à diversidade.
Historicamente, o Brasil segue sendo um dos países com maior concentração nas comunicações do mundo. Mas, com o golpe político, jurídico e midiático em curso no país e a instalação de um governo que usurpou o poder após o impedimento da Presidenta Dilma Rousseff em 2016, à ausência de pluralidade e diversidade no debate público, se somaram novos e crescentes ataques à liberdade de expressão e de manifestação.
Os ataques têm acontecido não somente com agressões físicas nos protestos, mas também com a demissão de jornalistas e radialistas comprometidos com a ética e a verdade dos fatos. Com a manipulação e seletividade informativa. Com a condenação e detenção de blogueiros e comunicadores comunitários e populares. Com o desmonte do sistema público de radiodifusão. Com a remoção de conteúdos na Internet e a adoção de práticas de vigilância em massa nas redes. Com a restrição à liberdade de expressão nas universidades e escolas. Com a censura à expressão artística e cultural. Com o desrespeito à ética jornalística.
Com o apoio dos grandes meios de comunicação – além do Congresso, do capital financeiro nacional e internacional e do Judiciário, o governo golpista tem imposto um brutal ataque aos direitos da população, com impactos na vida das pessoas que continuarão pelas próximas décadas. A toque de caixa, as reformas trabalhista e da previdência estão sendo votadas no Legislativo. E mudanças significativas no campo da radiodifusão, das telecomunicações e da internet têm sido aprovadas sem que a população em geral sequer seja informada.
Diante de tamanho retrocesso, os movimentos social e sindical, unidos e organizados, tem dado sua resposta nas ruas. Na mesma medida que a repressão do Estado aumenta, também têm crescido as manifestações. Uma nova greve geral se organiza para marcar o repúdio de amplos setores da sociedade ao golpe, aos golpistas, seus vassalos e apoiadores.
Assim, também, o movimento pela democratização da comunicação tem resistido. A Campanha Calar Jamais, lançada pelo FNDC em outubro passado, tem recebido, coletado e sistematicamente denunciado violações à liberdade de expressão no Brasil. No Congresso, o FNDC luta, em parceria com outras redes e articulações da sociedade civil, contra os ataques à internet livre e o desmonte das telecomunicações e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – denunciando, inclusive, deputados e senadores que controlam ilegalmente emissoras de rádio e televisão.
Como defensores de direitos humanos, combatemos as violações à dignidade humana praticada pelos meios de comunicação, em especial o racismo e a violência de gênero nas programações. Acreditamos que o combate ao racismo estruturante e a percepção crítica sobre a branquitude na sociedade brasileira, como impedimento à democratização da comunicação, devem ser pontos focais na promoção de uma comunicação democrática emancipadora.
Reunidos em Brasília com mais de 250 ativistas e militantes, reafirmamos, assim, nosso compromisso com a democracia, com a diversidade e a pluralidade, com a liberdade de expressão e de imprensa, com a luta pela democratização e o direito à comunicação. (INCLUR importância da agenda de comunicação estar na agenda das frentes, partidos e debate no processo eleitoral).
Reafirmamos também nossa disposição permanente em construir ações de denúncia, de resistência e de mobilização; de produção de conteúdos contra-hegemônicos; de fortalecimento da comunicação alternativa, pública e comunitária; e de seguir nossa luta histórica por um novo marco regulatório dos meios de comunicação no Brasil que garanta o exercício de todos esses direitos.
Por fim, ao lado de todos e todas aquelas que estão nas ruas para dizer “nenhum direito a menos”, marcharemos contra o arbítrio, o autoritarismo e as desigualdades. Reafirmamos, mais do que nunca, nossa defesa incondicional da democracia, das liberdades, da justiça social e da participação popular, que só serão possíveis se a soberania popular for restabelecida no Brasil.
Por isso, Fora Temer e suas reformas!
Nenhum direito a menos!
Diretas Já!
Calar Jamais!

Secretaria de Meio Ambiente realiza plenária preparatória

Dando continuidade ao calendário preparatório para o Congresso Extraordinário da CUT Brasília, no próximo dia 6 de junho, acontece a Plenária da Secretaria de Meio ambiente.
O encontro é a oportunidade para discutir as pautas da pasta para o próximo período além de organizar e unificar ainda mais os trabalhadores.
“É preciso discutir acerca deste tema tão importante para toda a sociedade, ainda mais com o tamanho entreguismo dos nossos recursos naturais que vem sendo praticado por esse governo golpista. Somente com diálogo poderemos definir e melhorar políticas voltadas para a defesa e preservação do nosso meio ambiente”, explica a Secretária de Meio Ambiente, Vanessa Sobreira.
A Plenária acontece de 8h às 18h, no auditório Adelino Cassis, da CUT Brasília.
Confira a programação:
9h – Abertura
09h30 – Conjuntura Política e a Luta Ambiental
1ª mesa – Água: Um direito fundamental
Palestrante – Edson Aparecido da Silva –  assessor de Saneamento Federação Nacional dos Urbanitários,
2ª mesa – Combate ao uso de agrotóxicos
Palestrante – Carla Bueno  – Coordenadora da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela vida
3ª mesa – Resíduos sólidos, catadores e o fechamento do lixão
Palestrante – Aline Souza da Silva – Presidenta da Central de Cooperativas do DF (Centcoop)
Mediadora: Vanessa Sobreira Pereira
13h  Almoço
14h –
4ª mesa – Agenda Ambiental da CUT
Daniel Machado Gaio – Secretário Nacional de Meio Ambiente da CUT
Discussão do Plano de lutas, calendário e formação do Coletivo de meio ambiente da CUT Brasília.

Diretas Já: Frente Brasil lança Plano Popular de Emergência

No ato em defesa das Diretas Já, na próxima segunda (29), no Teatro Tuca em São Paulo, a Frente Brasil Popular, que reúne movimentos sociais, sindicais, partidos políticos e parlamentares, lançará sua proposta de ‘Plano Popular de Emergência’. No evento, a CUT, uma das maiores entidades da Frente, estará representada por seu presidente Vagner Freitas.
Além da defesa das Diretas, a Frente Brasil Popular propõe que as forças progressistas apresentem para sociedade um programa alternativo que aponte medidas concretas para sairmos desta crise.  O Plano contém uma agenda para enfrentar a crise gestada pela agenda antipatriótica, antipopular, antinacional e autoritária dos golpistas.
O “Plano Popular de Emergência” é resultado de um trabalho de elaboração dos movimentos populares e intelectuais orgânicos que sintetizaram propostas em 10 eixos para a reconstrução das bases sociais, econômicas e políticas do Brasil.
“As proposições aqui contidas têm como objetivo inverter, no mais curto espaço de tempo, os indicadores econômicos, sociais e políticos que resultaram do interregno golpista. E fazem conexão com as reformas estruturais necessárias para romper com o modelo de capitalismo dependente que tem produzido, entre outras chagas, o empobrecimento dos trabalhadores, especialmente das trabalhadoras e da população negra, injustiça social extrema, perda de in-dependência e recessão econômica, ao mesmo tempo em que concentra renda, riqueza e pro-priedade nas mãos de um punhado de barões do capital”, diz trecho da introdução do Plano.
Acesse o conteúdo do Plano aqui
Serviço
Ato em Defesa das Diretas Já e lançamento do Plano Popular de Emergência
Data: 29 de maio
Horário: 19 horas
Local: TUCA – Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Endereço Rua Monte Alegre,1024 – Perdizes, 05014-001 São Paulo
 
O Plano de Emergência para o Brasil é organizado em dez eixos:
1) Democratização do Estado;
2)Política de Desenvolvimento, emprego e renda;
3)Reforma Agrária e agricultura familiar;
4)Reforma Tributária;
5) Direitos sociais e Trabalhistas;
6) Direito à saúde, à educação, à cultura, à moradia
7) Segurança pública;
8) Direitos humanos e cidadania;
9) Defesa do meio ambiente;
10) Política externa soberana.

Temer (oso) revoga decreto e recolhe Exército das ruas

Após te sido duramente criticado por todos os veículos de comunicação, até mesmo pela mídia golpista, o ilegítimo Temer resolve revogar o decreto, assinado na tarde desta quarta (24), no qual colocava o Exército nas ruas para, segundo ele, ‘garantir a paz e a ordem’.
Inúmeras foram as manchetes, no Brasil e no mundo, comentando o ato covarde do golpista. Um fechamento trágico para os absurdos já cometidos durante o Ocupa Brasília, onde manifestantes foram duramente atacados por policiais a seu mando, com bombas, spray de pimenta, balas de borracha e até armas letais. Um verdadeiro Estado de sítio instituído pelo pavor de perder o poder e sair do Palácio do Planalto com as mãos algemadas.
Mas, num lapso de sanidade, Temer recuou e os soldados fortemente armados foram retirados da Esplanada dos Ministérios. Porém, quem os viu, enfileirados com seus fuzis, teve a impressão de estar na Faixa de Gaza ou ali mesmo, só que em 1964.
No final das contas, Michel Temer teve que engolir a maior manifestação popular que Brasília já viu, onde 200 mil pessoas gritavam e exigiam a sua retirada da presidência da república num dia histórico. O povo ganhou as ruas e não recuará enquanto não for restituída a democracia e cessado todo ataque aos direitos.
“O poder emana do povo” e os golpistas começaram a entender isso.

Ocupa Brasília reafirma a unidade dos trabalhadores contra reformas do governo golpista

Em grande demonstração de unidade de classe, mobilização e indignação com tamanhos retrocessos, milhares de trabalhadores vindos de diversas partes do país, lotaram a capital federal, para o #OcupaBrasília. O ato deixou claro que governo golpista não tem vez e que as nefastas reformas não passarão.
Logo no início da manhã, já era possível notar a dimensão do que seria a manifestação. O estacionamento do Estádio Mané Garrincha estava completamente repleto de barracas. A cada minuto, mais pessoas se juntavam ao grupo, fortalecendo ainda mais esse que foi um dos maiores protestos já realizado contra o golpista.
Por volta do meio-dia, trabalhadores do campo, da cidade e das florestas, movimentos sociais, estudantis e o conjunto da sociedade iniciaram uma grande marcha rumo ao Congresso Nacional. Brasília estava colorida. O vermelho, cor da luta, estampava as camisetas dos manifestantes. O verde, cor da esperança, renovava as forças dos presentes, que não se esmoreceram nem debaixo do sol escaldante. Centenas de bandeiras, cartazes e faixas expressavam a revolta da sociedade com o governo golpista, que trabalha com viés entreguista e em prol do empresariado.
O paranaense Caio Rezende, 19, viajou horas para repudiar os projetos do presidente ilegítimo. Para ele, é fundamental que, além de muita mobilização, haja unidade nos protestos. “Acredito que somente com a união de todos os segmentos da sociedade poderemos barrar este regime militar que está sendo instaurado no país. É inadmissível que em um país que se diz democrático, cenas de tamanha violência contra uma manifestação pacífica ainda aconteçam. Não aceitaremos que retirem nossos direitos”, afirmou.
Já o professor, Miguel Reis, 37, veio de São Paulo para intensificar a luta por direitos e pela volta da democracia. “Precisamos que a população acorde e veja os perigos que rondam, não apenas a classe trabalhadora, mas toda a população brasileira. É emocionante estar aqui, no centro do poder, lutando pelo que acreditamos e contra o fascismo e neoliberalismo. Estamos vivenciando um momento histórico e não devemos parar por aqui. A luta deve ser intensificada ainda mais”, concluiu.
Na avaliação do secretário geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, a mobilização foi extremamente positiva. “Fizemos o maior ato dos últimos tempos. Mais de 200 mil pessoas, vindas dos quatro cantos do país, ocuparam Brasília contra os retrocessos do governo golpista. Demos o nosso recado aos golpistas e mostramos a força da classe trabalhadora. Exigimos a saída imediata’ deste governo usurpador e a paralisação dessas reformas que representam retrocessos incalculáveis para toda população brasileira”, destacou.
Como era de se esperar de um governo ilegítimo e ditador, a força policial opressora atacou manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, spray de pimenta, balas de borracha e munição letal. O protesto, que seguia de forma pacífica se tornou um verdadeiro cenário de guerra.
“É lamentável tamanha censura. A violência por parte da polícia reflete a intransigência e falta de diálogo do atual governo. Mais que nunca, precisamos reagir. Diante dessa brutalidade e dos ataques propositais, devemos intensificar ainda mais nossa luta. Nem o golpe, a PM ou o exército tirará o povo das ruas”, concluiu Rodrigues.

Sindicato de Jornalistas do DF repudia agressões a jornalistas na cobertura do ato #OcupaBrasília

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF repudia diversos atos de violência contra jornalistas que estavam na cobertura do ato #OcupaBrasilia, na Esplanada dos Ministérios. Segundo informações recebidas, pelo menos quatro profissionais de imprensa sofreram algum tipo de agressão.
Da mesma forma, também repudia as agressões sofridas por dezenas de pessoas que protestavam contra as reformas da Previdência e Trabalhista e a crise instalada no governo de Michel Temer.
O Sindicato recebeu denúncias de violações contra jornalistas realizadas tanto por policiais quanto por manifestantes. Entre eles trabalhadores da TV Brasil, da Globonews e da Bloomberg. Giselle Garcia, repórter da TV Brasil, foi atingida por uma bomba lançada a distância e teve que ser encaminhada ao hospital para retirar os estilhaços da perna. O jornalista da Globo News Nilson Klava foi agredido por um soldado quando realizava uma entrevista. Segundo informações de colegas, um profissional da Bloomberg também foi agredido. Ivan Brandão, da Rádio Bandnews. foi coagido e expulso da área de cobertura por homens da Força Nacional durante uma transmissão ao vivo.
Outros jornalistas relataram ter sofrido com a repressão da polícia, especialmente o uso indiscriminado de gás lacrimogênio. A diretoria da entidade pede que os jornalistas agredidos entrem em contato com a entidade para relatar seus casos.
Com informações que há manifestantes hospitalizados devido aos graves ferimentos provocados por bombas de efeito moral e balas de borracha, o sindicato vê com preocupação a truculência das forças de segurança do estado, que busca impor o medo a quem tenta mostrar a sua indignação com a política que vem sendo implementada no país. Não podemos aceitar que as pessoas tenham usurpado o seu direito de protestar.
Repúdio e providências
O SJPDF, como em todos os grandes atos nos últimos anos, enviou ofício o Governo do Distrito Federal cobrando respeito ao trabalho dos profissionais de imprensa. Mas, lamentavelmente, mais uma vez o que se viu foi o contrário. O Sindicato reforça, mais uma vez, suas críticas às agressões aos jornalistas no exercício de suas funções, tanto aquelas praticadas pelas Forças de Segurança como as realizadas pelos manifestantes.
Independentemente de posições, o trabalho dos jornalistas merece ser respeitado, uma vez que essa categoria tem a missão de atender ao direito à informação dos cidadãos e é, ela própria, também formada por trabalhadores no exercício desta função. Na avaliação da direção da entidade, a preservação da liberdade de imprensa e a garantia da liberdade de expressão, inclusive dos manifestantes, são fundamentais para que a sociedade obtenha informações qualificadas sobre os fatos, em especial sobre as manifestações. A diretoria do Sindicato coloca o seu departamento jurídico à disposição dos colegas e irá cobrar o Governo do Distrito Federal pelos abusos.
A entidade também repudia veementemente a ação autoritária do governo de designação das Forças Armadas para conter protestos por parte do Governo Federal. Esta é uma medida que confirma o estado de exceção em diversos âmbitos do Estado brasileiro. Vale lembrar que em 2013 os atos foram maiores e com inclusive maior violência e nenhuma iniciativa neste sentido foi tomada. A contenção dos excessos deve ser feita pela polícia.
Assim, nos solidarizamos com os manifestantes vítimas da repressão desse governo ilegítimo, que cada vez mais não tem sustentação para seguir no comando do país.
#OcupaBrasília
O #OcupaBrasília teve início na manhã desta quarta-feira, 24/5. Convocado por todas as centrais sindicais do país e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem medo, o movimento exigiu a renúncia do presidente ilegítimo Michel Temer, bem como a realização das eleições diretas para a Presidência da República. Barrar as reformas da Previdência e Trabalhista, em tramitação no Congresso Nacional, também esteve entre as pautas de reivindicações dos trabalhadores que participaram do #OcupaBrasília.
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF 

Servidores exigem retirada de projeto que permite a demissão de servidores distritais

Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (22), na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputados e sindicalistas concordaram que o PLC 106/2017 é uma grande perseguição contra o servidor público e exigiram sua retirada imediata. O deputado Wasny de Roure irá avaliar a possibilidade de retirada do projeto de tramitação até a próxima semana.
O projeto continuará sendo discutido na Câmara Legislativa. Na próxima sexta-feira (26), às 13h, haverá uma reunião no auditório da CLDF para debater pontos do projeto e estratégias de atuação conjunta com os sindicatos.
Para o secretário geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, é importante que os trabalhadores estejam unidos e preparados para o que vier. “Esse governo escolheu o servidor público como inimigo, que precisa ser vigiado e punido”, declarou.
O projeto, encaminhado por Rodrigo Rollemberg em caráter de urgência, mostra quanto o governador, apoiador do golpe, faz coro às ideias neoliberais, fascistas e retrógradas do Congresso Nacional. O projeto institui a Avaliação Periódica de Desempenho (APD) para os servidores distritais, na qual será quantificada a qualidade dos trabalhados executados, além de sua produtividade, iniciativa, pontualidade, assiduidade e conduta ética no ambiente profissional.
O texto prevê que a qualificação será feita pela chefia e, caso o servidor seja considerado inapto por duas vezes seguidas ou cinco vezes intermitentes, perderá o direito de exercer sua função, sendo levado à demissão.
Além de acabar com a estabilidade na carreira dos servidores públicos do DF, o PLC fracionará as categorias, colocando servidor contra servidor.

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