Maia engana Centrais e Michel Temer acelera reformas para detonar Lava Jato
Jornalista: Luis Ricardo
Segundo informações recebidas de dentro do Congresso Nacional, na noite desta segunda (6), em jantar promovido pelo golpista e ilegítimo Temer, ficou acertado com os parlamentares a urgência em aprovar as temerosas medidas para encobrir os escândalos da Lava Jato. A intenção dos golpistas é aprovar as subcontratações ilimitadas, precarização dos direitos trabalhistas, desmonte das convenções coletivas e fim dos concursos públicos já na próxima semana.
Frente a mais esse covarde ataque à classe trabalhadora, engendrado em jantares na calada da noite, o presidente da Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasília, Rodrigo Britto, alerta que é preciso mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras para a greve do dia 15 de março. “É fundamental que o movimento sindical e social, em todas as suas instâncias, intensifiquem a mobilização de suas bases para enfrentar o golpe que tramita no Legislativo, a mando do Executivo, contra a classe trabalhadora”.
Mais informação em breve!
#ResistirSempre,TemerJamais!
Terça (7), não vamos deixar que nossos direitos sejam jogados no lixo
Jornalista: Leticia
Desenterrado pelo governo golpista de Michel Temer, o PL 4302/98, de autoria de FHC, volta ao topo das preocupações dos trabalhadores e trabalhadoras, pois abre a torneira das subcontratações desenfreadas, precariza as relações de trabalho, fere ‘de morte’ os concursos públicos e anistia as empresas de todos os “débitos, penalidades e multas” relacionados às questões trabalhistas.
Para combatê-lo, estaremos concentrados no Espaço do Servidor, na Esplanada Sul, a partir das 14h, desta terça (7). Venha e junte-se a nós! Vamos cobrar dos deputados e deputadas federais que votem CONTRA esse famigerado PL que atinge brutalmente a classe trabalhadora e retrocede séculos em direitos adquiridos. #NãoPL4302
Nossos direitos não são lixo!
No 8 de março, mulheres vão às ruas contra retrocessos
Jornalista: Leticia
Na próxima quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, trabalhadoras de todo o país irão para às ruas para barrar a reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo Michel Temer. Com o lema “Aposentadoria fica, Reforma sai”, as CUTistas em parceria com movimentos sociais e populares irão denunciar os prejuízos que as mulheres sofrerão se esta reforma for aprovada.
O projeto de Temer atende a dois grandes propósitos: prolongar ao máximo o acesso e reduzir o valor do benefício.
As mulheres serão as principais afetadas com a proposta que desvincula o salário mínimo do benefício, equipara a a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Se quiser receber o beneficio integral, a trabalhadora ou o trabalhador terá que contribuir durante 49 anos pelo teto do INSS.
A desigualdade de gênero na sociedade e no mundo do trabalho impacta diretamente na aposentadoria, mas foi ignorada quando as novas regras foram pensadas. As mulheres têm salários menores, trabalham mais, não tem oportunidades de promoção iguais aos dos homens. Além disso, elas estão nos empregos mais precários e ainda são elas, na grande maioria das vezes, as responsáveis pelos cuidados com a família e as tarefas domésticas.
O Presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas lembra que além do desmonte da Previdência, outras ameaças vindas de Brasília prejudicarão especialmente as mulheres, como os projetos da reforma trabalhista e a da terceirização sem limites, prestes a serem votados e aprovados no Congresso Nacional.
“A ideia é acabar com suas férias de 30 dias, aumentar sua jornada, ampliar indefinidamente os contratos de trabalho temporário, tirando até os direitos ao FGTS e ao seguro desemprego da classe trabalhadora e regular a terceirização para todas as atividades”, diz Vagner.
Para o dirigente, “o único jeito de barrarmos esses retrocessos é ir para as ruas e praças do país e denunciar o que este governo ilegítimo quer impor para a classe trabalhadora, especialmente às mulheres”, explica.
Para a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora, Junéia Martins Batista, o dia 8 de março é a principal data de mobilização do calendário feminista e, este ano, em especial. “As CUTistas, dos movimentos sociais e sindicais estão unificadas e vão para rua dizer que são contra as reformas da Previdência e Trabalhista e não vão aceitar a terceirização sem limites, na qual as mulheres serão as mais prejudicadas”, argumenta.
A vice-Presidenta da CUT, Carmen Foro lembra que “as mulheres negras, rurais e as professoras sofrerão ainda mais os impactos dos desmontes que acontecerão se não houver mobilização para retirada destas pautas no Congresso Nacional”. Carmen também convoca todas as mulheres à reagirem contra a Reforma se não quiserem morrer trabalhando. “Nossa luta é histórica, sempre estivemos nas ruas para reivindicar mais direitos e agora nós mulheres temos a tarefa de nos mantermos mobilizadas para não perder direitos duramente conquistados. Temos que barrar o retrocesso que este governo e o Congresso querem nos impor, não podemos deixar que a vida das mulheres seja ainda mais prejudicada. Nenhum direto a menos”, finaliza. Assembleias das trabalhadoras nos Estados
Junéia também conta que as CUTs farão assembleias das trabalhadoras antes dos atos principais, em conjunto com os movimentos feministas e sociais que acontecerão nos estados. “A ideia é que as mulheres sejam informadas sobre as Reformas que estão sendo apresentadas por este governo ilegítimo e chamar a mulherada para somar-se na luta contra a retirada de direitos”, conta.
As professoras e professores também estarão nas ruas no próximo 8 de março para aprovar em assembleias por todo país uma greve geral por tempo indeterminada da educação para iniciar no próximo dia 15. A reforma da previdência vai atingir diretamente os professores e, especialmente, as professoras, que representam 84% da nossa categoria. A categoria, que exerce uma profissão considerada penosa, perderá a aposentadoria especial e terá que trabalhar por muito mais tempo. “Com as regras da proposta as professoras e professores vão se aposentar depois dos 70 anos, pois os jovens concluem a licenciatura aos 21 ou 22 anos de idade”, complementa a Presidenta da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha.
Mobilização Nacional nos Estados
Alagoas
Horário: 15 horas – Local: Calçadão do Comércio até a sede da Superintendência do INSS
Amazonas
Horário: 9 às 17 horas – Local: Praça da Saudade
Bahia
Horário: Concentração a partir das 14h – Local: na Praça do Fórum Ruy Barbosa
Ceará
Horário 8h – Local: Praça da Imprensa
Distrito Federal OFICINA DE MULHERES –Horário: das 9h às 13h – Local: CUT Brasília PLENARIA UNIFICADA DAS MULHERES –Horário DAS 14:30h as 17h – Local: CUT Brasília Espírito Santo Caminhada até a sede do INSS em Vitória – Horário: 8h – Local: Concentração na Praça 8
Goiás Mulheres do Campo e da Cidade contra a Reforma da Previdência, concentrações em Goiãnia e mais Caiapônia, São Luís do Araguaia, Jataí, Crixás, Jaraguá, Posse, Silvânia, Catalão, Formosa, Santa Helena de Goiás e Goianésia
Maranhão Concentração de 70 mil mulheres da zona rural de diversas regiões do Maranhão – Horário: a partir de 4h – Local: Ponte dos Mosquitos Manifestação das mulheres do campo e da cidade, com os movimentos sindicais, sociais e partidos – Horário: a partir de 14h – Local: Praça Deodoro,
Minas Gerais Oficina e audiência pública preparatórias do Dia Internacional de Luta das mulheres – Horário: dia 07 às 8h – Local: Assembleia Legislativa Ato Unificado do dia 8 de Março –Horário: às 16h – Local: Praça da Assembleia Legislativa
Paraíba Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, realizada pelo Polo da Borborema, com apoio da CUT e dos movimentos de mulheres e sociais. Em 2017, a oitava edição da mostra ocorre em Alagoa Nova (PB). Saída: às 10h, pela Rua João Pessoa, com destino à Praça João Pessoa, próximo à Igreja Matriz de Santa Ana, no Centro.
Pará Mulheres contra a Reforma da Previdência – Horário: 8h – Local: Largo do Redondo, Belém
Paraná Manifestações das mulheres do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) contra a Reforma da Previdência (PEC 287) vão ocorrer em Curitiba, Cascavel e Maringa, a partir das 8h, em frente às agências do INSS nessas cidades.
Pernambuco Debate sobre a reforma da previdência e os impactos na vida das mulheres. Realização CNTE/CUT – 9h – Teatro Boa Vista, Rua Dom Bosco Rodas de diálogo, feirinha de artesanato e batucada feminista – 14h30 – Parque 13 de Maio Marcha das Mulheres pela Avenida Conde da Boa Vista/Recife – Saída às 16h20 Chegada da marcha à Praça da D+emocracia/Derby 18h30
Piauí Ato publico contra a Reforma da Previdência “Nem um direito a menos” – Horário: 8h – Local: Praça do Fripisa, com caminhada até o INSS. Rio Grande do Sul
5h30: concentração na ponte do Guaíba.
10hs: Seminário sobre a Reforma da Previdência na Assembleia Legislativa
17:30:Caminhada pelo centro dá cidade com a população que não tem pode participar devido ao seu trabalho.
Santa Catarina Jaraguá do Sul Seminário “Reforma da Previdência – Sua Aposentadoria Acaba Aqui” – Horário: 9 às 13h – Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário (Rua Francisco Fischer, 60).
São Paulo Assembleia das trabalhadoras – Horário: das 14 às 15h30 horas, com concentração a partir das 13h30 – Local: Viaduto Santa Ifigênia, em frente ao INSS. Ato do dia 8 de Março: Aposentadoria fica, Temer sai! Paramos pela vida das mulheres – Horário: 15 horas – Local: Praça da Sé
Rio de Janeiro Manifestação das Mulheres da CUT Contra a Reforma da Previdência – Horário 16h – Local: Candelária
Rio Grande do Sul Porto Alegre
5h30:Concentração na Ponte do Guaíba e marcha até o Centro Histórico
8h30: Ato público na agência do INSS – Travessa Mário Cinco de Paus, 20, Centro Histórico
10h: Seminário “O Impacto da Reforma da Previdência na Vida das Mulheres”, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa
12h: Ato em apoio à Ocupação Mirabal – Rua Duque de Caxias, 380 – Centro Histórico
13h30: Ato Cultural no Largo Glênio Peres – Atividades Culturais durante a tarde na Praça da Matriz
17h: Concentração para Marcha das Mulheres, na Esquina Democrática
Confira a programação do 8 de Março em outras cidades do RS no link https://goo.gl/vh47nB
Sob pressão, Maia recua de votar PL que libera terceirização
Jornalista: Leticia
Na tarde desta segunda-feira (6), em reunião em seu gabinete com a CUT e as demais centrais sindicais, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), se comprometeu em não colocar o PL 4302 em votação nesta terça-feira, como foi ameaçado na semana passada por deputados da base aliada de Temer.
“Queríamos um tempo para amadurecer nosso diálogo interno. O Rodrigo Maia se comprometeu com esse tempo maior, inclusive ele ficou de fazer uma conversa com representantes do Senado para debater o projeto”, afirmou Ari Aloraldo do Nascimento, secretário nacional de Organização e Política Sindical da CUT.
Segundo o dirigente CUTista, haverá um novo encontro das centrais sindicais e parlamentares para debater as alternativas e garantias em relação à terceirização. A Central tem manifestado que uma liberação plena da terceirização, inclusive para as atividades-fim, poderá significar na prática a destruição de grande parte dos direitos trabalhistas.
“Não haverá votação até acontecer esta reunião com as centrais e os representantes do legislativo e executivo. Em conversa com Michael Temer e Romero Jucá neste sábado, achamos melhor abrir um canal para o diálogo”, declarou o deputado Rodrigo Maia.
Adiado lançamento do Congresso Extraordinário da CUT Brasília
Jornalista: Leticia
Devido a movimentações na Câmara dos Deputados que indicam que o famigerado projeto de lei da precarização, subcontratações e roubo de direitos possa ser votado na próxima terça (7), a Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasília – decide adiar o lançamento de seu Congresso Extraordinário marcado para a mesma data.
O PL 4.302/98, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, prevê o sucateamento da mão de obra e muitas outras formas de esfacelamento das relações de trabalho. Portanto, no dia 7, deveremos voltar todas as atenções ao Congresso Nacional e apresentar a resistência da classe trabalhadora a mais essa tentativa de retirada de direitos.
Em breve, a CUT Brasília divulgará a nova data de lançamento do Congresso Extraordinário 2017.
CUT convoca dirigentes para barrar golpe da terceirização
Jornalista: Leticia
A direção nacional da Central Única dos Trabalhadores convocou sindicalistas de todo o Brasil a participarem de uma grande mobilização em Brasília na próxima terça-feira (7) para barrar a tentativa de golpe contra a CLT contida no PL 4.302/1998. Segundo nota assinada pelo presidente e pelo secretário-geral da CUT, Vagner Freitas e Sérgio Nobre, esse PL libera os empresários para adotarem a terceirização de forma ilimitada, inclusive em suas atividades-fim, “provocando uma verdadeira violência contra os trabalhadores e trabalhadoras já registrados e rebaixando os salários e os benefícios para os que serão contratados”. Outra proposta que faz parte do projeto é a anistia para as empresas de multas por desrespeito à CLT.
A concentração dos sindicalistas em Brasília, na terça-feira, começa às 14 horas e terá como base a Tenda do Sindsef-DF, instalada entre os Blocos C e D da Esplanada dos Ministérios.O secretário-geral da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, está atuando como referência da organização dos CUTistas para realizar uma grande manifestação no Congresso Nacional.
Foram convocados todos os sindicatos, federações, confederações, ramos e CUTs estaduais para enviar dirigentes e militantes para Brasília, acompanhando a direção da Central. Ao mesmo tempo que atua em Brasília, a liderança CUTista não vai permitir que a iniciativa diversionista dos golpistas afete a mobilização nacional das mulheres, no 8 de março. Por isso, a CUT vai atuar em duas ações. Enquanto uma parte dos sindicalistas vai a Brasília, a outra vai fortalecer as manifestação das mulheres nas capitais, nas quais deverá ser denunciada mais este retrocesso tentado pelos golpistas.
Golpistas ressuscitam PL que precariza as relações de trabalho
Jornalista: Leticia
Deputados poderão jogar no lixo todos os direitos trabalhistas, sem chance de reciclagem e de uma só vez. Trata-se do PL 4.302/98, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que deve ser votado na próxima terça (7). Para virar lei, o famigerado projeto, que já tramitou na Câmara e no Senado, só depende dessa única aprovação para ir direto à sanção presidencial.
Desengavetado pelo golpista Michel Temer, a proposta promove a precarização das relações de trabalho, estimula as subcontratações, rouba direitos e garante a anistia dos débitos e penalidades trabalhistas aplicadas às empresas. Trocando em miúdos, representa o fim do vínculo empregatício, que poderá até existir no papel, mas que os patrões não serão obrigados a respeitar.
O PL 4.302/98, herança maldita da Era FHC, quando a legislação trabalhista foi brutalmente desrespeitada, volta a atormentar os trabalhadores e trabalhadoras. Isso porque ele não se limita a “legalizar” a subcontratação, mas corrompe os conceitos de empresa e de empregado, a partir dos quais a relação de trabalho se define.
Para Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília, sua aprovação constituiu um ato de irresponsabilidade e má fé. “Com o falso argumento de querer regulamentar a terceirização, o PL prejudica ainda mais os trabalhadores terceirizados, que somam quase 13 milhões de pessoas no Brasil”, conta o dirigente. “Na verdade, a intenção desse projeto que promove a subcontratação desenfreada é usar os trabalhadores terceirizados para reduzir salários, aumentar a jornada de trabalho, fragilizar a organização sindical e impedir a conquista de mais direitos”, explica. Segundo Britto, a aprovação de mais essa atrocidade contra a classe trabalhadora joga no lixo, literalmente, a Consolidação das Leis do Trabalho e a Constituição Federal. “É mais um projeto golpista que rouba direitos e beneficia apenas os patrões”, conclui.
Com a aprovação do PL 4.302/98, o que muda:
– As empresas poderão subcontratar, em caráter permanente e para qualquer atividade, seja urbana ou rural, até 100% dos seus funcionários, por terceirização ou até mesmo quarteirização;
– Não haverá mais vínculo empregatício entre os trabalhadores, ou sócios das empresas prestadoras de serviços, com a empresa contratante. Essa modalidade legaliza aquela situação em que a empresa induz seu empregado à abertura de uma segunda empresa ou a adesão a uma pseudocooperativa. Desta forma, os patrões ficam livres dos gastos contratuais, promovendo, de brinde, uma reforma tributária;
– Com a possibilidade de contratar “serviços” e não mais pessoas, a empresa estará livre de cumprir as regras estabelecidas por Convenções Coletivas dos empregados agora substituídos por subcontratados;
– A proposta ainda retroage no tempo e declara “anistiadas dos débitos, das penalidades e das multas” às empresas que vinham contratando irregularmente os trabalhadores, antes da eventual mudança;
– Como agravante, a nova modalidade instituída pelo projeto não vale para as empresas que já vinham contratando irregularmente (as mesmas que serão anistiadas). Para essas, os contratos “poderão adequar-se à nova lei”, mediante contrato entre as partes;
>- O projeto ainda exime a empresa tomadora dos serviços da responsabilidade pelo não-pagamento das contribuições previdenciárias e trabalhista. Embora seja ela a maior beneficiária, sua responsabilidade é apenas subsidiária em relação aos danos causados ao trabalhador ou aos cofres públicos;
– O PL 4.302 também altera as regras de contratação temporária, também por empresa interposta. Entre outras medidas, um trabalhador poderá permanecer em uma empresa como “temporário” por até 270 dias ou prazo ainda maior, se constar de acordo ou convenção coletiva. Ao final do contrato, sai da empresa com uma mão na frente e outra atrás;
– A proposta também cuida de assegurar que não existe vínculo empregatício entre o empregado temporário e a empresa contratante. Portanto, mais do que flexibilizar, o PL 4.302/98 rasga e joga na lata do lixo os modestos direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras com a CLT, como também aniquila concursos e o serviço público.
A direção da Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasília – e suas entidades filiadas têm a honra de convidar para o lançamento de seu Congresso Extraordinário 2017.
O evento, que ocorrerá no dia 07 de março, no auditório Paulo Freire na sede do Sindicato dos Professores do Distrito Federal, às 18h, marca o início de uma agenda de atos, debates, seminários e muita luta que ocorrerão contra as Temerosas Reformas da Previdência e Trabalhista, os calotes e mentiras do Governo do Distrito Federal, o retrocesso nos municípios de Goiás e o Golpismo em curso em nosso país e no mundo.
Aguardamos sua presença no lançamento do nosso Congresso Extraordinário e agradecemos pelo apoio e participação na luta contra a retirada de direitos trabalhistas e sociais, em defesa da democracia e por uma sociedade justa e igualitária para todos!
Direção da CUT Brasília
Auxiliares em Administração Escolar marcam assembleia
Jornalista: Leticia
Mais uma agenda para o dia 8 de março. Dessa vez trata-se da assembleia geral com paralisação dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal, representados pelo SAE-DF.
O encontro acontece em frente ao Palácio do Buriti, a partir das 9h30, e dentre as pautas está o debate sobre o Plano Distrital de Educação.
O SAE-DF informa que é fundamental a participação de toda categoria para garantir avanços e combater retrocessos.
Serviço:
Data: 8 de março
Local: em frente ao Palácio do Buriti
Horário: a partir das 9h30
A ocupação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), na Avenida Paulista, por mais recursos para a habitação popular completou 10 dias nesta sexta-feira (24) e recebeu, além de solidariedade, uma aula pública ministrada por dirigentes da CUT sobre as reformas da Previdência e trabalhista.
Presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, falou sobre o desmonte dos direitos sociais que tem sido vendido sob o verniz de modernização, mas que representa um grave ataque à democracia e a quem mais precisa de políticas públicas.
Vagner, que fez também uma doação de colchonetes para os acampados, apontou que organizações como a Central e o MTST têm obrigação de não deixar a elite passar por cima da classe trabalhadora.
“Nem a ditadura de 1964 teve coragem de fazer o que esse impostor do Michel Temer está fazendo. Querem sociedade para homem branco e de elite e acabar com política pública de saúde, educação, transporte, segurança. O mesmo vale para a Previdência, para os banqueiros, financiadores do golpe, possam ganhar dinheiro com Previdência privada”, apontou.
Segundo Vagner, a CUT priorizará o diálogo nos municípios, onde a vida acontece e que serão os maiores prejudicados com a recessão imposta pelos cortes nas aposentadorias. Ele destacou, porém, que o movimento sindical, sozinho, não conseguirá reverter o retrocesso.
“Tem que conversar nas escolas, com a família, nas igrejas porque essa mídia sem vergonha não mostra o que está acontecendo. Vamos às cidades, bairros, aeroportos, padarias, lugares onde os parlamentares frequentam para cobrar quem quer votar a favor da reforma da Previdência. Só que sindicalista não faz isso sozinho, precisada ajuda do poder popular, o poder que vem de todos vocês, o poder das ruas”, disse.
No contato com o povo, ressaltou, a prioridade deve ser escancarar os traços de crueldade da reforma. A definição da regra de 65 anos para homens e mulheres como critério obrigatório para a aposentadoria vai impedir a muito o acesso a esse direito.
“Não se vive até essa idade num país onde se passa fome, tem baixo acesso à saúde, educação. E não precisa ir longe, 80% da população de São Paulo morre antes dos 65 anos. Além disso, precisa contribuir por 49 anos sem parar e ninguém fica empregado direto durante esse tempo.”
De acordo com Vagner, o momento é de levar a reflexão especialmente aos mais atingidos. “Só um jeito de impedir que isso avance: o povo na rua. O 8 de março é dia de mostrar como o ataque à Previdência afeta principalmente as mulheres quem têm de trabalhar fora e em casa, cuidando dos filhos e da família. E no dia 15 é vamos promover o Dia Nacional de Paralisação contra a reforma proposta pelo Temer.” Rolo compressor avança
Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, apontou que a reforma da Previdência é um novo passo num plano que já têm prejuízos em vigor para a classe trabalhadora.
“A proposta de reforma é resultado direto da aprovação da PEC 55 (proposta de emenda à Constituição), que congela investimentos públicos pelos próximos 20 anos. A população nos próximos 20 anos vai crescer, mas os recursos não vão aumentar. Isso vai colocar o Brasil num colapso. Não vai ter recurso para saúde educação e há um estudo que aponta que se já estivesse em vigor, já teríamos 40% a menos de investimento em saúde e 50% em educação. Essa foi a primeira fase, a próxima é a retirada de direitos trabalhistas”, disse.
A aula pública da CUT foi uma das inúmeras que o acampamento recebeu. O ex-ministro Renato Janine Ribeiro, o rapper Emicida e a cartunista Laerte Coutinho já passaram pelo coração financeiro de São Paulo e, segundo o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, o objetivo é promover a formação em paralelo à luta.
“Nossa pauta essencial é liberar recursos para a moradia, mas não é só por isso que estamos aqui, queremos discutir o momento que o país enfrenta. Não é normal, para boa parte das pessoas que frequentam a Avenida Paulista, o pobre sair da invisibilidade e tomar a calçada. Normal é ver no elevador de serviço ou se humilhando no semáforo, agora ver as pessoas tomando o espaço, se mobilizando e fazendo aula pública incomoda”, definiu.
Homens e mulheres como Maria Lúcia Guimarães, 67, que acompanhou atenta as intervenções dos dirigentes cutistas. Ao lado da família, ocupou a calçada onde a Paulista cruza com a Rua Augusta para dar continuidade a uma luta que já dura sete anos.
“Eu moro em Campo Limpo e ainda não tenho minha casa. Meus cinco filhos, graças a Deus, moram em favela, mas têm onde morar. Eu estou lutando para ter uma casa antes de morrer e ia ser beneficiada pelo Minha Casa Minha Vida, mas a construção parou porque o Temer cortou a verba e, para piorar, ele ainda veio com essa história da aposentadoria. Temos família, netos, a aposentadoria não vai existir para eles. Tenho filho que já deveria parar de trabalhar, mas está com medo. E isso para ganhar o salário de um mês que não chega aos pés do café da manhã dele. Ele deveria pensar melhor quando vai dormir”, recomendou.
Para a também acampada Tereza Barbosa, 51, o que falta não é dinheiro, mas dignidade de quem comanda o país para fazer a distribuição de renda. Moradora do assentamento Hugo Chavez, em Guarulhos, este foi seu primeiro dia de acampamento e para ela, a reforma da Previdência é simplesmente “roubo de direitos”.
“Nosso país não é de miseráveis, nossa cidade não é pobre, mas o povo é. Estou na luta por moradia desde que nasci e o que estão fazendo é roubo. Se a gente rouba uma lixeira dá cadeia, então, por que eles não pagam pelo que estão fazendo conosco, roubando nossos direitos? No nosso mundo tem tanta gente passando fome e o mínimo que essas pessoas querem antes de morrer é um pedacinho de terra para construir um barraquinho e morar nele. Todos aqui estão pela mesma causa.”