Pais e alunos em São Sebastião apoiam a greve dos terceirizados

Na manhã desta quinta-feira (23), pais, alunos e os trabalhadores terceirizados da limpeza e merendeiras das escolas se reuniram para uma passeata denunciando o calote que as empresas e o governo estão dando nos trabalhadores.
Para o diretor do Sindiserviços, Antônio de Pádua Lemos, é muito bom receber o apoio da população. “É importante para a categoria saber que o apoio está vindo de todos os lados. Vamos continuar exigindo que os pagamentos sejam feitos, cobrando das empresas e também do governo. Enquanto isso, a greve continua”, afirmou.
Quase seis mil trabalhadores continuam sem o salário de janeiro e o 13º, sendo obrigados a permanecer em greve. Os terceirizados da empresa Servegel e da Real JG estão sem o salário, já os trabalhadores da Juiz de Fora e da G & E não receberam o 13º.
Em reunião com diretores do Sindserviços, sindicato que representa esses profissionais, a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE/DF) informou que repassaria a verba para que as firmas quitassem os débitos com seus empregados até o dia 22 deste mês. No entanto, mais uma vez, a promessa não se cumpriu.

Atacar as aposentadorias vai aumentar a crise econômica

Com a presença de lideranças da CUT e das demais centrais sindicais, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) lançou nesta quinta-feira (23), em São Paulo, a 13ª Jornada Nacional de Debates, que passará por todas as capitais brasileiras para discutir a Reforma da Previdência.
Durante o encontro que contou com a presença de mais de 80 organizações, o Dieese também lançou o “Aposentômetro”, um simulador de aposentadorias (disponível no site da CUT) que, conforme destacou Clemente Ganz Lúcio, coordenador de Pesquisas e Tecnologia do Dieese, “escancara a crueldade da proposta” do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).
“A calculadora ajudará a denunciar o impacto que esse projeto traz para a vida dos trabalhadores. Uma medida que retarda e limita o acesso à aposentadoria, porque nem todos conseguirão obter o benefício, e arrocha porque quem chegar recebe menos e exclui. Esse projeto fará com que tenhamos entre 12 e 15 milhões de trabalhadores que contribuirão e não se aposentarão”, falou.
O aplicativo disponível para celulares opera com sistema Android. Em breve, também poderá ser baixado por quem usa IOS (IPhone) e ainda irá incorporar os servidores públicos, excluídos do programa porque atendem a um conjunto mais complexo de regras para aposentadoria.
Escancarar o prejuízo
A senadora Gleise Hoffmann apontou que a calculadora facilitará a cobrança pelos trabalhadores aos parlamentares, mas depende de outros fatores.
Quero ver os deputados e senadores usando esse aplicativo, fazendo as contas e justificando nas bases e para a população que vai um trabalhar rural ou alguém que exerce trabalho braçal terá de se aposentar aos 72 anos. Nossa posição no Senado é de oposição sistemática, mas se não houver mobilização social, esqueçam. Entre as quatro paredes do Senado, é impossível reverter”, avaliou.
Demolição
Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, é preciso ter claro que não se trata de reforma, mas de destruição do direito à aposentadoria.
Lotado de trabalhadores, o lançamento da jornada do Dieese, em São Paulo, foi o pontapé inicial nos debates sobre a Previdência que percorrerão o país (Foto: Roberto Parizotti)Lotado de trabalhadores, o lançamento da jornada do Dieese, em São Paulo, foi o pontapé inicial nos debates sobre a Previdência que percorrerão o país (Foto: Roberto Parizotti)
“Reforma não é o termo certo, porque o trabalhador pode achar que é coisa boa. Não, é o fim da Previdência Social como instrumento público de transferência de renda. Se você não lutar hoje, verá a demolição do seu direito de aposentar e verá o maior assalto feito aos trabalhadores na história do Brasil. E não tem como remendar, não há remendo em tragédia, só dá para enfrentar”, defendeu.
Vagner apontou ainda o prejuízo que o projeto representará para os municípios. “Há uma crise econômica enorme, essencialmente nos municípios. Mais de 80% da população brasileira mora em cidades com menos de 100 mil habitantes que estão sofrendo com falta de recursos. E o que faz circular recursos nesses lugares é a valorização do salário mínimo e a Previdência valorizada e vinculada ao mínimo. Estão acabando com a economia, por isso, temos condições de montar comitês em cada cidade deste país para lutar contra o fim da aposentadoria.”
Parte desta luta já tem duas datas breves de luta: a primeira, dia 8 de março, em que as mobilizações mostrarão que as mulheres serão as mais impactadas pela reforma, e a segunda, em 15 de março, Dia Nacional de Paralisação.
Unidade entre as centrais
Entre discursos que apontam um país no caminho inverso de uma sociedade mais justa, igualitária e humana e outros ressaltavam a impossibilidade de remendar uma proposta tão ruim de ataque a direitos, o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, indicou o impacto na vida cotidiana dos brasileiros e das brasileiras.
“O Temer quer transformar a aposentadoria em produto bancário e temos de fazer um contraponto. Temos que ir para porta das igrejas pentecostais e dizer que o mordomo do Satanás está aqui para destruir nossos direitos. Dizer ao pastor que, se tiver reforma da Previdência, não vai ter dízimo dos idosos porque não vai ter recurso para a aposentadoria. Temos que dizer que o Temer e os parlamentares que o apoiam odeiam as mulheres, o trabalhador rural, o povo do Norte, principais afetados por essas medidas”, defendeu.
Ponto a ponto
Para a coordenadora de Pesquisas do Dieese, Patrícia Pelatieri, a reforma da Previdência exerce um papel totalmente contrário ao princípio que norteou sua criação. “Essa proposta trata os desiguais como iguais e isso não é Justiça, é crueldade.”.
Confira os principais pontos do ataque à aposentadoria proposto por Temer:
1. Pobres no alvo
“Salário mínimo no Brasil é insuficiente, estamos dizendo que, ao restringir benefícios assistenciais e pensões, as pessoas não precisam nem ter o mínimo do mínimo. A redução do valor entre em vigor imediatamente, aos que já estão aposentados e aos que ainda se aposentarão”, falou Patrícia.
O objetivo central parece ser reembolsar quem financiou o golpe. “Já aparece, no segundo semestre de 2016, um acréscimo muito fora do comum da venda de Previdência privada, em torno de 300 mil novos compradores desse modelo.”

2. Conta de mentiroso
“Quando Previdência foi para o Ministério da Fazenda, ela deixou de ser uma política social e passou a ser simplesmente uma conta”, defendeu ela.
Diante das justificativas de déficit, a economista apontou que a Previdência faz parte de um modelo de um sistema de Seguridade Social que inclui saúde, assistência social e Previdência. Os constituintes tiveram cuidado de definir as fontes de receita para Seguridade e apontaram que Previdência não seria bancada apenas por suas contribuições, justamente porque tem função social e as várias fontes teriam como princípio manter esse caráter.
O déficit apontado por governo é só mera conta de arrecadação menos o pagamento. Mas não é assim o modelo. A Previdência rural, por exemplo, apesar de ‘deficitária’, tem como função garantir a presença do homem e da mulher no campo, a produção de alimentos, na maior parte das vezes, em mãos de agricultores familiares.
A queda nas receitas tem a ver com a crise econômica, a queda na produção. Déficit apontado por governo é só mera conta de arrecadação menos o pagamento. Mas não é assim o modelo.


3. Necessidade de ajuste fiscal

A reforma é um complemento da emenda do limite de teto de gastos e a folha de pagamento de servidores, que está nesse limite, tem um crescimento vegetativo. A educação, se falarmos em inclusão, terá de ter gasto natural a mais. Não cabe tudo isso dentro do teto de gastos.
A Previdência Rural, por exemplo, apesar de ‘deficitária’, tem como função garantir a presença do homem e da mulher no campo, a produção de alimentos, na maior parte das vezes, em mãos de agricultores familiares.
Previdência é o que dá menor problema político em relação a saúde e à educação para caber dentro do teto.
O problema é que a Previdência não é o maior gasto, mas o pagamento de juros e amortização da dívida. Em 2015, o Brasil gastou mais de R$ 500 bilhões em pagamento de juros contra R$ 400 bilhões em benefícios previdenciários.

4. Envelhecimento e comparação estrangeira
A taxa de natalidade caiu, algo próprio de países em desenvolvimento nos quais mulheres optam por retardar o momento de ter filhos. Mas Brasil é país desigual, inclusive, entre suas regiões e quando fala de média de expectativa de vida não serve para todo mundo. Não dá para trabalhar com esse dado isolado.
Questões demográficas devem estar ligadas com outras questões, como desemprego. Há mais de 25 milhões de brasileiros fora da Previdência. Mercado de trabalho ainda é extremamente informal e ilegal, além da informalidade. Entre 2008 e 2013 a receita da Seguridade Social subiu porque houve inclusão no trabalho formal muito forte.
Outros países mais desenvolvidos que já têm taxas de envelhecimento muito maior possuem o gasto de envelhecimento com previ em 14% e no Brasil é 7% do PIB.
Esse argumento não cabe, porque muitos ainda estão fora da Previdência e os benefícios são baixíssimos.

5. Novas regras: desastre total
Mais de 90% dos trabalhadores rurais só se aposentam por idade. Mais de 50% dos trabalhadores urbanos só se aposentam por idade. Mais de 70% das mulheres só se aposentam por idade e não por tempo de contribuição.
A proposta de Temer acaba com possibilidade de aposentadoria só por tempo de contribuição. Só mantém por incapacidade permanente de trabalho e estabelece uma combinação quase inédita no mundo, que é idade mínima com tempo de contribuição muito grande. Passa a ser 65 anos de idade e 25 anos de contribuição, tem de reunir os dois requisitos.
Caso não reúna um dos dois, não recebe nada, não há proporcional.

6. Tempo de contribuição: mais crueldade
Hoje, a Previdência reúne todas as contribuições ao longo da vida, de 1994 para frente, tira 20% das menores, aquelas do começo da vida profissional, quando ganha menos, e depois tira a média.
Por idade, a aposentadoria representa 70% dessa média também feita assim mais 1% a cada ano de contribuição. Com tem de se aposentar no mínimo 15 anos, é 85% do valor do benefício.
A proposta é rebaixar os 70% para 51% e não tira os 20% menores ganhos. Rebaixa a média e ainda transforma 70% em 50%. Redução de 20% do que ganharia hoje e para isso não há regra de transição, passa a valer imediatamente.

 


7. Pensões
Podem atingir valor até abaixo do mínimo. No caso deste benefício por viuvez, as pessoas não poderão mais acumular pensão por morte e aposentadoria. Terá que escolher um dos dois. A pensão deve ser de 50% da aposentadoria do morto, mais 10% por dependente.




No 8 de março, mulheres vão às ruas de SP contra o fim da aposentadoria

As mulheres ganham salários menores, representam maioria entre os desempregados e trabalham até cinco horas a mais na semana do que os homens. Esta realidade explica porque hoje as trabalhadoras alcançaram o direito de se aposentar cinco anos antes dos homens, conquista que o governo Temer agora pretende tirar.
É por esta e outras violências que as mulheres cutistas irão às ruas no dia 8 de março. Na cidade de São Paulo, as atividades começam às 14h, em frente ao prédio do INSS, no Viaduto Santa Efigênia, 266, com assembleia das trabalhadoras cutistas contra a Reforma da Previdência, medida que tramita na Câmara dos Deputados como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287.
Nesta proposta, as mulheres vão ter que trabalhar mais e tanto quanto os homens. Ela acaba com critérios diferentes de gênero e adota idade mínima de 65 anos para trabalhadores e trabalhadoras como condição para requerer a aposentadoria.
<<Clique aqui para ter acesso ao “aposentômetro”. Você pode calcular como ficará seu tempo de trabalho e de contribuição caso a proposta dos golpistas seja aprovada>> 
Ato unificado
Depois da assembleia, as cutistas se somarão ao ato unificado na Praça da Sé, cujo mote é “Aposentadoria fica, Temer sai. Paramos pela vida das mulheres”, com concentração às 15h e caminhada às 17h. A mobilização também trata sobre a violência contra as mulheres, situação que leva inúmeras ao feminicídio.
Para a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, as mulheres rurais, professoras e servidoras serão as principais atingidas se a Previdência for modificada. “O mais cruel desta proposta, além dos segmentos que serão afetados, é que desconsidera a nossa dupla e tripla jornada. Esta proposta vem trazer maior castigo para nós mulheres e se não barrarmos esta reforma, os direitos serão enterrados para as próximas gerações. Depois do dia 8, vamos paralisar geral no dia 15 de março”, alerta.
É neste momento que os movimentos, centrais e sindicatos devem estar unidos para fazer o enfrentamento, acredita a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Ana Lucia Firmino. “Lutamos muito para chegar até aqui e os golpistas querem tirar tudo de uma vez. Querem dar fim aos direitos trabalhistas e sociais, sem considerar a nossa realidade”, afirma.
Com o golpe, chega um pacote de maldades, diz a secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães. “Sabemos que seremos as mais atingidas. Nossa ação no dia 8 será internacional e iremos às ruas porque não aguentamos mais tanta violência, retrocesso, um sistema que humilha e exclui os filhos e filhas do Brasil, num cenário machista e preconceituoso. Não será um dia de celebração, mas de luta”, fala.

Mulheres CUTistas definem agenda para março

O Coletivo de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília reuniu-se em Plenária na tarde de quarta (22) para definir as ações de mobilização para o mês da mulher. São elas as mais afetadas com as reformas que tramitam no Congresso Nacional, daí a necessidade de organização para o enfrentamento e a luta.
De 8 a 15 de março, estão previstas diversas atividades com um ato unificado no Dia Internacional da Mulher. O Coletivo realizará panfletagem em vários pontos do DF, além da montagem de stands em assembleias e eventos de debates sobre a Reforma da Previdência.
Na mesa de debate, representando a CUT Brasília estavam a secretária de Mulheres, Sônia de Queiroz, a vice-presidente, Mag Guimarães e a secretária de Relações de Trabalho, Juliana da Silva.
Para Mag, essa é uma luta de todos “Neste dia da mulher, todas as classes precisam se unir contra a reforma da Previdência. Esse será nosso foco, pois a medida destruirá a vida de todos os trabalhadores e trabalhadoras”, explicou.
Para a secretária de Mulheres da CUT Brasília, a palavra chave deste momento é a união. “Estamos preparando diversas atividades para alertar a mulher que não está por dentro dos planos maquiavélicos do governo golpista. Todas precisamos ficar atentas e lutar pelos nossos direitos. Esse Dia da Mulher vai mostrar que não aceitamos a retirada de direitos”, afirmou Sônia de Queiroz.
Nesta quinta (23), uma nova reunião do Coletivo acontece no Stiu DF, às 19h, para maior definição dos atos unificados.

CUT Brasília e DIEESE promovem seminário contra retrocesso

No propósito de capacitar os seus dirigentes para a resistência e enfrentamento aos ataques contra os direitos trabalhistas e sociais, a Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasília – e o Dieese promoverão o Seminário Reforma da Previdência e Ação Sindical. O objetivo é preparar a militância para o debate com a base, fortalecendo os embates contra as tentativas de reformas impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer.
O encontro acontecerá nos dias 9 e 10 de março, no Auditório Paulo Freire, no Sindicato dos Professores (SINPRO-DF). Ao todo, serão seis mesas dedicadas ao debate, com a participação de nomes de referência sobre o assunto que trarão à tona todos os aspectos que envolvem a proposta e a situação política atual.
Rodrigo Rodrigues, secretário geral da CUT Brasília, fala da necessidade do debate permanente e da organização para mais essa afronta à classe trabalhadora. “Precisamos explicar, mais e mais, aos trabalhadores e trabalhadoras as consequências nocivas dessa reforma e intensificar o processo de mobilização. O seminário é uma atividade que faz parte da campanha da CUT Brasília para barrar mais esse ataque do governo e das elites em nosso país”, afirmou.
Os dirigentes de entidades sindicais que queiram participar, poderão fazer suas inscrições até o dia 7 de março, através do email secretariageral@cutbrasilia.org.br ou nos números de WhatsApp (61) 99944 2858 ou 99944 2853.
Programação
Dia 9
9h – Abertura;
10h – A Seguridade Social e a Previdência: atribuições e fontes de financiamento;
14h – Contexto e motivação da Reforma da Previdência;
16h – A PEC 287, conteúdo, impacto geral e sua tramitação;
Dia 10
9h – A PEC e os impactos nos diversos segmentos populacionais: servidores, professores, mulheres e rurais;
14h – A proposta da PEC à luz da experiência internacional e latino-americana;
16h – Reforma da Previdência: a ação sindical e dos movimentos sociais.
Serviço
Local do Seminário: Auditório Paulo Freire, SINPRO-DF,
Data: 9 e 10 de março
Horário: a partir das 9h

Sem receber, terceirizados continuam paralisados

Como trabalhar sem receber? Essa é a pergunta que milhares de terceirizados da limpeza e merendeiras das escolas públicas do Distrito Federal fazem todos os dias. O constante descaso do GDF e das empresas patronais obrigam a categoria a permanecer paralisada e constante na luta por seus salários e benefícios desde o início de janeiro.
Em reunião com diretores do Sindserviços, sindicato que representa esses trabalhadores, a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE/DF) informou que repassaria a verba para que as firmas quitassem os débitos com seus empregados até o dia 22 deste mês. No entanto, mais uma vez, a promessa não foi cumprida e cerca de 1.500 empregados da empresa Servegel e quase 900 da Real JG estão sem o pagamento do mês de janeiro e o 13º salário de 2016. Também sem os vencimentos, encontram-se os três mil funcionários da empresa Juiz de Fora e os 800 da G & E Serviços.
Mas, a injustiça não para por aí. Como se não bastassem os mais de dois anos de negligência dos patrões, os terceirizados ainda precisam lidar com as inúmeras pressões em seus locais de trabalho. As direções das escolas não apoiam a greve e, constantemente, ameaçam transferir os trabalhadores para unidades escolares mais distantes. Todo esse maltrato tem provocado elevados níveis de estresse e adoecimento da categoria.
O diretor de comunicação e imprensa do Sindiserviços/DF, Antonio de Pádua Lemos, critica a ação do GDF e ressalta que a falta de compromisso atinge toda a população. “É um descaso sem limites que afeta a sociedade em geral. É ruim para os alunos, para os pais e, principalmente, para os trabalhadores. Esperamos uma solução para esta situação, pois do jeito que está, não pode continuar”, afirma.
A direção do Sindiserviços/DF já realizou diversas denúncias junto ao Ministério Publico do Trabalho (MPT) e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/DF). O sindicato participou também de inúmeras audiências públicas e de reuniões com representantes das empresas e do governo que prometem regularizar a situação, mas não fazem nada.
Além da paralisação das atividades, vários trabalhadores têm realizado piquetes nas regionais.

15 de março: Dia Nacional de Paralisação contra o fim da aposentadoria

O dia 15 de março será o Dia Nacional de Paralisação Contra a Reforma da Previdência e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) convoca a classe trabalhadora para ir às ruas contra o fim da aposentadoria. A convocação é feita pelo presidente da Central, Vagner Freitas, que pede protesto para barrar mais esse retrocesso do governo ilegítimo.
A proposta de Michel Temer feita sem discussão com a sociedade civil pretende igualar a idade mínima de 65 anos entre homens e mulheres e 49 anos de contribuição ininterruptas.
No vídeo, Vagner Freitas convoca os trabalhadores e trabalharas para cruzar os braços contra a Reforma da Previdência. “Temer, você não vai retirar nossos direitos, não vamos morrer trabalhando”, afirma o dirigente.
Nos estados, as CUTs já realizam audiências públicas, plenárias nos sindicatos, panfletagem e seminários para alertar toda a sociedade sobre o prejuízo que a Reforma da Previdência pode provocar.
Vídeo aqui.

Mulheres CUTistas realizam plenária e intensificam luta por direitos

Duas atividades marcam o coletivo de mulheres CUTistas nesta quarta (22).  No início da manhã, a partir das 9h, acontece a 3ª Oficina de Mulheres com o tema “Os prejuízos das Reformas Previdenciária e trabalhista na vida das mulheres” e a tarde, a Plenária Unificada de Mulheres, às 14h30.
A Secretaria de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília convoca trabalhadoras, dirigentes e demais companheiras de base para esse importante dia.  O encontro tem como principal objetivo organizar, unificar e mobilizar para o 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, quando diversas atividades serão realizadas no combate aos retrocessos impostos pelo governo ilegítimo de Michel Temer.
Essa mobilização é um preparatório para o calendário de lutas do mês de março e, segundo a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT, Sônia de Queiroz, na atual conjuntura faz-se ainda mais necessária essa discussão. “Com as medidas impostas pelo governo Temer, toda a classe trabalhadora será prejudicada. Entretanto, vale lembrar que, historicamente, as mulheres sempre foram discriminadas por uma sociedade patriarcal e machista. Se não agirmos, nós, mulheres, teremos mais uma vez nossos direitos retirados e violados. Durante séculos fomos reprimidas, desrespeitadas, sofremos com baixa remuneração em relação aos homens e muito mais. Apesar de um cenário um pouco mais favorável, o machismo ainda se faz presente nos dias atuais, por isso, não podemos permitir que este governo usurpador acabe de vez com nossas conquistas sociais. Participe, e ajude a defender e ampliar os nossos direitos. A Reforma da Previdência e Trabalhista precisa ser discutida. Diante disso, convidamos todas para estarem conosco, prestigiando a nossa Oficina e Plenária, debatendo esses temas que são de extrema importância para a luta das mulheres”, finaliza.

Assembleia do Sinproep aprova campanha salarial 2017/2018

O Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares do Distrito Federal (Sinproep-DF) aprovou em assembleia, na manhã deste sábado (18), a pauta da Campanha Salarial da Educação Básica 2017/2018. Dezenas de professores (as), coordenadores (as) e orientadores (as) educacionais participaram do encontro e, após sugerirem e comentarem as cláusulas para a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), aprovaram a pauta de negociação.
A presidente do Sinproep-DF, professora Karina Barbosa, abriu a mesa de discussões. “Apesar das dificuldades, seguimos unidos para conquistarmos melhores condições de trabalho e reconhecimento. Esse tempo de ‘recessão’ política que estamos vivendo deve ser tratado como um fator motivador”, comentou.
Ganho real de salário com reajuste acima da inflação; implantação do auxílio-saúde do professor; aumento para duas horas a hora atividade; ampliação da licença maternidade para seis meses e criação da licença paternidade; estabilidade de 12 meses para gestante e pagamento do auxílio-alimentação foram alguns dos itens prioritários aprovados.
Durante a assembleia, a discussão de temas como a inclusão da pessoa com deficiência – gratificação de Ensino Especial, criação de uma sala mais adequada para atendimento etc – também foi proposta pelos docentes.
Todas as sugestões encaminhadas pelo site do Sindicato também foram contempladas. Agora, o Sinproep-DF irá registrar o documento e encaminhá-lo ao Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF) na próxima semana.
REAJUSTE SALARIAL – Muito questionado pela categoria, o reajuste salarial com ganho real é um dos principais focos da negociação. Para se ter uma ideia, o Banco Central estima uma inflação de 5,5% para este ano, sendo que o reajuste médio das mensalidades das escolas particulares ficou em 12%, conforme divulgado na imprensa.
Apesar do aumento nas mensalidades, o salário dos professores não acompanha essa correção, e acaba sendo consumido pelo custo de vida. O Sinproep-DF irá lutar para que esse dano seja reparado. Na assembleia também foi amplamente debatida a antecipação da data base. Por fim, os docentes votaram em manter a data atual, com adiantamento do reajuste salarial.
CAMPANHA – O Sindicato lançou a Campanha Salarial da Educação Básica 2017/2018 com o intuito de valorizar a categoria e conscientizar a população sobre as dificuldades enfrentadas pelos professores de estabelecimentos particulares de ensino. A imagem da campanha, que está sendo divulgada nas instituições de ensino do Distrito Federal, representa o que temos pela frente: “um pepino em nossas mãos”.
“Entendemos a dificuldade de fazer uma paralisação na categoria. Mas, para irmos a dissídio coletivo e garantirmos nossos direitos, precisamos mobilizar a categoria. Se for necessário, voltaremos com o carro de som na porta das instituições para chamar ainda mais a atenção dos responsáveis pelos alunos”, comentou o advogado do Sinproep-DF, Ulisses Borges.
PACOTE DE MALDADES DO GOVERNO – O diretor do Sinproep-DF, Trajano Jardim, falou sobre os prejuízos do pacote de maldades proposto pelo Governo. “Se não começarmos a lutar contra estas propostas que estão no Congresso, como a reforma da Previdência e trabalhista, os professores vão acabar não se aposentando. Se vocês hoje são chamados de ‘titios e titias’, termo que consideramos inadequado, começarão a ser chamados de vovôs e vovós”, afirmou. Leia mais sobre a reforma da previdência clicando aqui.
Na oportunidade, os docentes também foram convocados a protestar contra o retrocesso na Greve Geral Nacional da Educação que acontecerá no dia 15 de março, proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e sindicatos filiados.
“Precisamos nos mobilizar, senão o pouco que temos, iremos perder. Infelizmente, é recorrente a demissão de professores que tenham mais de 50 anos. Logo, com a aprovação desta medida, o sistema entrará em colapso e a maioria dos docentes não conseguirá se aposentar. Precisamos lutar contra esta proposta injusta e absurda do governo”, comentou o diretor jurídico do Sinproep-DF e secretário de Assuntos Institucionais da Contee, Rodrigo de Paula.

Base do governo teme reação popular e pode atrasar Reforma da Previdência

A base do governo está receosa com a tramitação da Reforma da Previdência no Congresso. A previsão da equipe de Michel Temer era de que o projeto estivesse aprovado no máximo até junho deste ano ou mesmo antes disso. Porém, de acordo com matéria do jornal O Globo desta segunda-feira (20), os parlamentares estão com medo da reação popular, já que as medidas – caso aprovadas – seriam prejudiciais à classe trabalhadoras.
Ainda de acordo com o jornal, líderes de partidos que compõem a base do governo estão preocupados com a possibilidade de “apanhar sozinhos” no Congresso tentando defender a reforma proposta por Temer. Os parlamentares já admitem que a celeridade desejada pelo Planalto pode não ser possível.
A gota d’água que fez transbordarem as preocupações, na avaliação de deputados parlamentares, foi a participação do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em uma audiência pública que tratava da reforma na Câmara Federal na semana passada. Nessa audiência, o ministro do governo ilegítimo recusou-se a responder diversas perguntas apresentadas por deputados e parecia constrangido com o fato de propor aposentadoria aos 65 anos, tendo ele próprio se aposentado aos 52 anos.
“A ida do ministro Padilha foi uma ducha de água fria. Os parlamentares se sentiram desamparados na comissão. Passou a imagem de que o governo não está disposto a defender sua proposta e deixou essa tarefa nas mãos da base”, afirmou Efraim Filho (DEM-PB), líder de seu partido, ao jornal O Globo.
O pessimismo com a condução do governo se reflete na opinião de Arthur Lira (PP-AL), líder de seu partido, que chega a questionar se o projeto será aprovado como chegou ao Congresso. Em sua declaração, o deputado demonstra com quem Michel Temer e sua equipe se importam, “o mercado”. “Já é um avanço muito grande se conseguir um ponto ou dois. Dificilmente o texto que veio do governo será aprovado na íntegra. Acredito que precisamos fazer a reforma por etapas. Tem que estancar a sangria, tratar de um ponto por vez. Se conseguir estabelecer idade mínima, já dá um recado para o mercado. O cronograma é uma coisa muito subjetiva. Se tiver encaminhamento para fazer só um ponto, dá uma adiantada. Aí vem outro governo e faz outra coisa. Se quiser 100%, não vai conseguir”, encerrou o deputado.

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