A tarifa dos ônibus e metrô voltou ao preço antigo nesta quarta (18).
O aumento abusivo, imposto pelo governador caloteiro Rodrigo Rollemberg, estava em vigor desde 2 de janeiro deste ano, mas, a intensa pressão popular junto aos parlamentares distritais e as várias manifestações por todo DF contribuíram para que Câmara Legislativa aprovasse um Decreto revogando a medida na ultima quinta (12).
A reação da população indignada foi peça fundamental para que a tarifa fosse reduzida. O reajuste provocou vários protestos pelo Distrito Federal, que uniram movimentos sociais, estudantis e usuários do transporte coletivo contrários à medida arbitrária.
Os brasilienses voltaram a pagar R$ 2,25 nas linhas circulares internas, R$ 3 linhas nas de ligação curta e R$ 4 nas viagens de longa distância, integração e metrô.
Temer está perdido e age com irresponsabilidade e improvisos
Jornalista: Leticia
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou hoje (18) o início de trabalho de inteligência e planejamento em instalações prisionais para encaminhar atividades de vistoria dos presídios pelas Forças Armadas. A autorização para as medidas está publicada no Diário Oficial da União (DOU). Jungmann argumentou que as Forças Armadas não poderão atuar junto à população carcerária e que o trabalho deverá respeitar limites estabelecidos pela Constituição. No momento da entrevista, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) contestou, em nota, as medidas de Temer para conter a crise carcerária.
O texto divulgado pela CDHM, que enviou representantes para uma diligência, na última semana, em presídios de Amazonas e Roraima, classificou de “improvisação e irresponsabilidade” as iniciativas adotadas até agora pelo governo de Michel Temer. E acrescentou que o Executivo demonstrou estar “perdido, acuado e sem projeto para responder à gravíssima crise penitenciária do país”.
“O governo Temer anuncia um mirabolante plano para utilizar as Forças Armadas em revistas de unidades prisionais sem especificar quando e como e, assim, envereda pelo caminho da improvisação e da irresponsabilidade”, diz o documento.
A CDHM considera irresponsabilidade o envolvimento de efetivos militares “que não têm atribuição constitucional ou competência técnica para atuar em unidades penais” e diz que esse tipo de iniciativa “exigirá adaptações em operações de assalto e ocupação de território concebidas para a guerra para atuar em missões eminentemente civis não correspondidas a contento pelo Estado”.
Assinala o documento da comissão: “O questionamento de toda a sociedade civil e acadêmica envolvida no debate sobre segurança pública ao mal ajambrado ‘Plano Nacional de Segurança Pública’ anunciado pelo Ministro da Justiça há uma semana mostra novamente a sua inconsistência, ao lançar mão de medida que ali não estava contida e com certeza não estudada a fundo, dada a fragilidade de sua apresentação em coletiva ontem sem maiores detalhes ou fundamentação”.
O ministro da Defesa minimizou críticas ao fato de essa atuação enfraquecer o papel do atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes – que tem sido responsabilizado por falhas no Plano Nacional de Segurança Pública, divulgado no último dia 5, e foi contestado ontem por secretários estaduais da área. “O Ministério da Justiça está cumprindo com o papel que lhe cabe. A responsabilidade constitucional dos presídios é dos estados e só nos cabe ajudar os governos estaduais neste momento”, afirmou.
Na entrevista, o ministro Jungmann não mencionou a CDHM, mas disse que dentro de dez dias as Forças Armadas, após a realização desse trabalho de inteligência e levantamento, estará pronta para dar início às vistorias. Afirmou ainda que o trabalho será realizado com a presença de representantes do Ministério Público Federal Militar “observando a questão de direitos humanos”.
Respeito à Constituição
O ministro afirmou que para que as vistorias aconteçam, entretanto, é preciso solicitação formal dos governos estaduais, o que se espera que seja feito a partir de hoje, sobretudo por estados da Região Norte. Segundo ele, o trabalho das Forças Armadas terá como objetivo detectar armas, celulares e outros equipamentos nos presídios, unidades prisionais e cadeias de sistemas aberto e semiaberto.
A princípio a estimativa é de utilização de mil homens das três Forças distribuídos em 30 equipes, mas esse contingente poderá ser ampliado a partir do aumento dos pedidos. “Quero assegurar aqui que o princípio federativo de Garantia da Lei e da Ordem (GLO, observado no artigo 142 da Constituição Federal) será totalmente respeitado nesse processo”, contou.
De acordo com Jungmann, o procedimento de vistoria nos presídios será observado da seguinte forma: caberá ao sistema penitenciário e força de segurança de cada estado a retirada dos detentos, para que as Forças Armadas entrem nestes locais e realizem os trabalhos, de forma a evitar qualquer contato das Forças Armadas com os detentos. “Os governos estaduais poderão até pedir o apoio de integrantes da Força Nacional de segurança para esta tarefa, as Forças Armadas não poderão ter contato com os presidiários”, acrescentou.
O ministro estimou um orçamento mínimo de R$ 10 milhões para execução desse trabalho, que deverá aumentar conforme as demandas a serem apresentadas. Ele lembrou que as Forças Armadas fizeram trabalho semelhante de varredura em todos os apartamentos da Vila Olímpica e nos locais de realização dos últimos jogos – na ocasião, como forma de prevenir ataques terroristas.
Mas admite que que o combate à crise penitenciária precisa ser integrado. “Não podemos e não vamos substituir os agentes penitenciários. Sabemos que existem hoje 244 mil presos provisórios no sistema carcerário brasileiro. Quanto mais atuarmos de modo integrado, melhor será para o país como um todo”, destacou.
Competência técnica
A nota da CDHM ainda afirmou não encontrar eficácia nas medidas propostas pelo governo Temer, e alguma possibilidade de o Estado brasileiro recuperar sua capacidade de gestão e, principalmente, “ter condições de fazer cumprir a Lei e os objetivos constitucionalmente definidos para a execução penal”.
“Abrir novas vagas ou invocar a Força Nacional de Segurança ou as Forças Armadas para impor a ‘pax romana’ nos presídios são medidas tão simplistas quanto de fôlego curto, o que exigirá novos factoides para novos desdobramentos da atual crise”, destacou o documento.
Os principais dirigentes da CDHM entregam esta semana ao Ministério da Justiça e ao Conselho Nacional de Justiça o relatório com as impressões obtidas durante a inspeção realizada na última semana. A nota com as críticas ao governo foi assinada pelo presidente da comissão, deputado João Carlos Siqueira, o Padre João (PT-MG).
Portuários marcham na abertura do Fórum Social das Resistências
Jornalista: Leticia
Ao lado de centenas de participantes, portuários marcharam na terça (17), na abertura do Fórum Social das Resistências, no centro de Porto Alegre (RS).
No trajeto do Largo Glênio Peres, onde ocorreu a concentração, até a esquina da Avenida Loureiro da Silva com a Rua José do Patrocínio, local em que aconteceu o ato de encerramento, ecoaram sobretudo os gritos de “Fora Temer” e “Fora Sartori”.
Com o mote “Por Democracia e Direitos dos Povos”, os manifestantes repudiavam o golpe e defenderam a democracia, denunciando as políticas neoliberais adotadas pelo presidente ilegítimo Michel Temer e pelo governador José Ivo Sartori, ambos do PMDB. Também condenaram a ascensão do conservadorismo em grande parte do mundo.
O vice-presidente da CNTTL e presidente Federação Nacional dos Portuários (FNP) esteve presente e avaliou o fórum como o momento de agregação e de planejamento dos próximos passos da luta da classe trabalhadora.
“Neste momento de ataque aos nossos direitos, quando situações semelhantes acontecem no Brasil todo, a unidade da classe trabalhadora deve ser a nossa estratégia. No caso dá Administração dos Portos Gaúchos, o Governo neoliberal do Sartori, está promovendo uma reforma que atinge direto os trabalhadores e deixa indefinido a gestão dos portos e seus recursos humanos”, destaca.
O Fórum Social das Resistências é realizado em Porto Alegre , no Parque da Redenção, e termina no sábado (21).
Confira a seguir a programação: 17/01 – Terça-feira 17h – Marcha de Abertura, concentração às 15h no Largo Glênio Peres
18/01 – Quarta-feira 9h – Abertura oficial do Espaço da CUT – Trabalho e Luta por Direitos
Banda Ecos – Centro Social Marista Irmão Antônio Bortolini – Loteamento Santa Terezinha
19/01 – Quinta-feira 10h às 12h – Mesa de Convergência: Formação e trabalho de base no atual contexto brasileiro
Convidados: Frei Sérgio (Via Campesina), Maria Flôr (Secretaria Nacional de Formação/CUT), Francisco Geovane Souza (Formação Comunitária – Lomba do Pinheiro), Jairo Carneiro (Federação dos Metalúrgicos do RS e Macrossetor da Indústria), Eliane Moura (Movimento de Luta por Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras), Nana Sanches (Ocupação Lanceiros Negros), representante da FETRAF/CUT e da Ocupação Mirabel.
Promoção: SNF/CUT
14h às 17h – Plenária Nacional dos Portuários
Promoção: Federação Nacional dos Portuários
17h30 às 20h – Austeridade pra quem?
Promoção: Semapi
20/01 – Sexta-feira 10h às 12h – Debate: Jornalismo de Resistência: profissional, ético e comprometido com a democracia
Celso Schröder – Democracia na comunicação
Milton Simas – Relatório da violência contra jornalistas
Márcia Fernanda Peçanha e Jeanice Dias Ramos – Violência contra as mulheres: da invisibilidade ao espetáculo
Promoção: Sindicato dos Jornalistas do RS, Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres e Secretaria de Comunicação da CUT-RS????
14h30 às 17h – Debate: Tirem as garras dos nossos direitos – A farsa do déficit da previdência
Convidados: Vilson Romero (Presidente da Associação Nacional dos Auditores da Receita Fiscal- Anfipe), Dão Real Pereira (Auditor Fiscal e Integrante do Instituto Justiça Fiscal) e um representante do Chile, para falar da experiência chilena de reforma da previdência.
Coordenação do debate: Claudir Nespolo (Presidente da CUT- RS)
18h30 – Defesa da Democracia e o Futuro da Esquerda
Convidados: Eugênio José Guilherme de Aragão (Ex- Ministro da Justiça -2016), Carlos Ominami (Ex-Senador – MIR/PS Chileno), Maria do Rosário (Deputada Federal do PT/RS) e Claudir Nespolo (Presidente da CUT).
Promoção: CUT e Fundação Friedrich Ebert *A programação está sujeita a alterações.
Professores da rede privada iniciam campanha salarial e cobram valorização da categoria
Jornalista: Leticia
Para aprovar a pauta de reivindicações da campanha salarial 2017/2018 e definir os próximos passos de mobilização da categoria, o Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF) realiza assembleia geral em 18 de fevereiro, às 9h, em sua sede.
A campanha deste ano, além de exigir melhores condições de trabalho, tem como principal objetivo conscientizar pais e população sobre as dificuldades dos professores da rede privada. Para tanto, o Sinproep-DF iniciou uma série de visitas às escolas e colagem de cartazes que retratam o dia a dia e as reais necessidades dos docentes.
Principais reivindicações dos professores da rede privada:
Hora Atividade
Aumento para 2 horas a Hora Atividade;
Licença Maternidade
Ampliação da Licença Maternidade de quatro para seis meses;
Licença paternidade
Aplicação da Licença Paternidade;
Estabilidade para gestante
Em muitos casos, após voltar da licença-maternidade, a professora é demitida. Para barrar essa medida autoritária, o sindicato exige estabilidade de 12 meses após a volta do afastamento;
Auxílio alimentação
Pagamento do Auxílio Alimentação que não é pago por todas as empresas;
Plano de Saúde
Devido os constantes afastamentos por estresses e desgastes, a categoria reivindica a implantação do Plano de Saúde do Professor;
Ganho real de salário
Reajuste acima da inflação, estimada em 7,3% para este ano, e reposição das perdas salariais.
Para o diretor de comunicação do Sinproep, Trajano Jardim, a campanha salarial deste ano não será fácil para a categoria. Ele aponta a suspensão da súmula 277 como ameaça aos benefícios dos docentes, pois garantia a proteção dos direitos conquistados em acordo coletivo entre o fim da data base e a assinatura de um novo acordo.
“Nossa meta é fechar o acordo até a nossa data base, em 1º de maio. Se não fecharmos nesse período, teremos que começar do zero. Isso significa a perda de inúmeros benefícios já conquistados em acordos anteriores”, afirmou.
Em relação ao reajuste salarial, Jardim destacou que o sindicato patronal, mesmo reajustando as mensalidades das escolas particulares em 15%, irá se opor à pauta proposta pela categoria. “Eles vão endurecer o discurso e não aceitarão nossas exigências facilmente. A mensalidade das escolas aumenta, mas o nosso salário não acompanha essa correção”, disse.
Outro obstáculo encontrado pelos docentes é a grande rotatividade do setor, que acarreta no medo de represálias e, consequentemente, dificulta a atuação do sindicato na mobilização da categoria.
“Apesar de termos estabilidade no período de 1º de abril a 30 de novembro, o rodízio de funcionários é muito grande. Assim que o professor passa do piso salarial, é demitido para que seja contratado outro com menos gastos. Por esse motivo, docente tem medo de protestar e perder o emprego. Mas, apesar desses empecilhos, é preciso que a categoria esteja unida e preparada para lutar pela ampliação de nossos direitos”, concluiu o diretor.
Com 86,85% dos votos, a Chapa 30, Resistência e Luta, foi declarada vitoriosa na eleição para a escolha da nova Direção Executiva e Conselho Fiscal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Composta por 31 integrantes, a nova diretoria contempla representantes de todos os estados brasileiros e reflete o perfil democrático e pluralista que sempre pautou a atuação da CNTE.
A chapa vitoriosa traz o pernambucano Heleno Manoel Gomes de Araújo Filho como presidente e entre os demais integrantes, estão quatro dirigentes do Distrito Federal: Rosilene Corrêa (dirigente do Sinpro-DF e diretora da CUT Brasília), Antônio de Lisboa Amâncio Vale (secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional), Berenice Darc (diretora do Sinpro-DF) e Gabriel Magno(diretor do Sinpro-DF) .
Para Rosilene, a unidade da categoria é tarefa prioritária para o próximo triênio: “O golpe é contra o povo. Os ataques aos nossos direitos e à soberania nacional tendem a se aprofundar, por isso, é necessário reagir à altura. A tarefa urgente é de mobilização e será a unidade da classe trabalhadora que vencerá tudo isso, com muita força e determinação. O centro da nossa caminhada é ‘nenhum direito a menos’”, define.
Três Chapas se inscreveram para disputar o pleito. Além da vencedora, a Chapa 10 – Independência e autonomia: colocar a CNTE na rua contra os ajustes de Temer e do Capital, com 9,7% dos votos e a Chapa 20 – Não ao golpe: unidade para lutar, com 3,3%.
O 33º Congresso Nacional da CNTE foi encerrado neste domingo (15), com a posse da nova diretoria da Confederação. O evento reuniu 2.500 trabalhadores em educação, de todo o país, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Confira abaixo a lista completa da diretoria.
A Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasília – manifesta irrestrito apoio ao companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, que acompanhava a reintegração de posse da ocupação Colonial, tentando garantir um desfecho favorável para as cerca de 700 famílias que ocupavam a área, quando foi preso arbitrariamente pela PM de São Paulo sob a acusação de desobediência civil.
A prisão de Boulos soma-se às inúmeras tentativas de criminalização dos movimentos sociais. Uma prática inquisitória deste Estado ditatorial em que encontra o Brasil.
A truculência da tropa de choque da Polícia Militar, que usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra homens, mulheres, idosos e crianças na manhã desta terça-feira (17), foi absurda e desnecessária.
Por isso, não aceitaremos que continuem massacrando o povo e prendendo nossas lideranças de forma injusta e covarde.
Desta forma, a CUT Brasília solidariza-se com o dirigente do MTST pelas violações sofridas. Ele que não poderia se omitir naquela ocasião e, segundo relatos, apenas tentou mediar à situação de forma pacífica.
Presidente da CUT chama a classe trabalhadora a parar o Brasil por nenhum direito a menos
Jornalista: Leticia
Na primeira agenda pública de 2017, o presidente da CUT, Vagner Freitas, convocou a classe trabalhadora a enfrentar as retiradas de direitos que o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) está tentando implementar com apoio do Congresso Nacional.
Em Brasília para participar da abertura do 33º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que aconteceu na tarde desta quinta-feira (12), Freitas afirmou que não será possível nenhum entendimento com os políticos que organizaram o golpe de estado no Brasil, “precisamos tirá-los do poder, restituir a democracia e fazer eleições diretas ainda em 2017 para o país voltar a crescer”.
Freitas elogiou a iniciativa da CNTE em realizar o congresso logo em janeiro, para impulsionar a luta pela resistência. Segundo ele, a educação é o ramo que mais se organizou ao longo de 2016 para combater este governo. “Temos que valorizar as conquistas adquiridas com muito esforço e não podemos permitir que elas sejam retiradas. Não podemos, ainda, permitir que eles enganem nossa base com campanhas de televisão para dizer que a reforma da previdência e a PEC 55 são boas.”
A bandeira “Fora Temer com Diretas Já e nenhum direito a menos, contra a reforma da previdência e trabalhista”, será a principal agenda da Central para este ano, enfatizou Freitas. Para ele, 2017 será pior que o ano passado, pois o golpe jurídico-parlamentar que contou com total apoio da mídia precisa ser concluído. “A direita neoliberal perdeu a paciência de conviver com a democracia e o direito dos trabalhadores. Por isso querem nos enfrentar, nos excluir e aniquilar. Esse governo não tem legitimidade para tratar da agenda do povo brasileiro e nós precisamos retirá-los do poder.”
Cerca de 2.500 representantes da Educação do Brasil e de diversos países permanecem reunidos até domingo (15), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no 33º Congresso Nacional da CNTE. Entre os principais assuntos do encontro estão as conjunturas internacional e nacional, as políticas educacional e sindical, o balanço político, as políticas permanentes e o plano de lutas da categoria.
Mais de 2.500 representantes da educação do Brasil elegeram a Chapa 30 – Resistência e Luta, para a próxima gestão, com 86,8% do total de votos. Com a vitória, Heleno Araújo assume a presidência da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Resultado da aliança de seis forças políticas dentro da Confederação, a nova diretoria avalia que 2017 será um ano crucial, com muita união e mobilizações. A agenda de lutas deve começar já em fevereiro, antes do carnaval, com a preparação para a greve geral da educação, prevista para 15 de março.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, parabeniza a nova direção e reforça a necessidade de manter a agenda de lutas focada na bandeira “Fora Temer com Diretas Já e nenhum direito a menos, contra a reforma da previdência e trabalhista.” Freitas elogiou, ainda na abertura do 33º Congresso, a iniciativa da CNTE em realizar a atividade em janeiro, para impulsionar a luta pela resistência.
Segundo ele, a educação é o ramo que mais se organizou ao longo de 2016 para combater o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), que está depositando a conta da crise no bolso da classe trabalhadora: “juntamente com os rurais, a educação pode contribuir de forma especial no processo de mobilização contra a retirada de direitos e as conseqüências do golpe de Estado que o país está sofrendo. É um dos setores que tem maior capilaridade no Brasil e essa capacidade de estar em todos os lugares, juntamente com a organização da categoria, que vem se aperfeiçoando nos últimos anos, é fundamental para o processo de retomada da democracia”, avaliou Freitas.
De acordo com o novo presidente da CNTE, as reflexões e questionamentos durante o 33º Congresso indicaram a disposição de um processo de unificação e de luta. Heleno Araújo destacou que é preciso buscar por outros espaços “para que possamos marchar enquanto classe trabalhadora juntos, reunidos e firmes para barrar este golpe e restabelecer a democracia no país.” Araújo reforçou, ainda, que a luta é para evitar que os direitos da classe trabalhadora sejam perdidos e para “avançar naquilo que ainda é preciso na área da educação e de outros direitos sociais pela população brasileira como um todo”, concluiu.
Três chapas se inscreveram para disputar o pleito. Além da vencedora, a Chapa 10 –Independência e autonomia: colocar a CNTE na rua contra os ajustes de Temer e do Capital, contou com 9,7% dos votos e a Chapa 20 – Não ao golpe: unidade para lutar, contabilizou 3,3%.
“Não há democracia sem direitos, nem direitos sem democracia”
Jornalista: Leticia
No segundo dia do 33º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Meg Guimarães, vice-presidente da CUT Brasília, fala do evento e das perspectivas de mobilização da classe trabalhadora, principalmente dos educadores, para 2017. “Trata-se de um fórum importante, de organização e unicidade dos trabalhadores para enfrentamento da conjuntura proposta, especialmente ao se tratar da reforma da Previdência, o mais devastador ataque ao povo brasileiro”. Para a dirigente, a unificação dos movimentos é o principal desafio. 2017: Um ano de muitas lutas
A CNTE já lançou uma data para o Dia Nacional de Lutas da Educação deste ano: 8 de março. Mais do que um dia de manifestações e protestos, a data será um ponto de apoio importante na construção de uma grande greve geral no Brasil. “Diante de todos os ataques, principalmente da contrarreforma trabalhista que retira direitos, onde o acordado prevalecerá sobre o legislado acertando em cheio as conquistas dos trabalhadores – principalmente do setor privado -, mais a contrarreforma da previdência e o PLV 34, que é a contrarreforma do ensino médio, nos mantemos sob a perspectiva de uma greve geral. Não tem outra saída para a classe trabalhadora”, declara a sindicalista que também é educadora.
O congresso da CNTE reúne um dos segmentos mais importantes dentro do contexto de mobilização e organização da luta popular – a Educação. São quatro dias de intensos debates, palestras e grupos de trabalho municiando os trabalhadores da Educação, os mais de 2.500 delegados eleitos e participantes, para que saiam do encontro com a clareza do seu papel na defesa da democracia e no enfrentamento da ofensiva golpista.
O evento, que reúne participantes de vários países, lança um desafio importante este ano: a adesão dos estudantes à luta da classe trabalhadora. Com a participação intensiva da UNE (União Nacional dos Estudantes) e da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), os debates ganham novos enfoques e as temáticas são ampliadas. “De maneira geral, a proposta é de organização e união”, explica a vice-presidenta da CUT Brasília. “Precisamos da unidade de todos os movimentos sociais, toda esquerda reunida para enfrentar o golpe e impedir mais retrocessos. Temos como obrigação avançar e impedir que os direitos sejam retirados. Não há democracia sem direitos, nem direitos sem democracia”, finaliza.
Na noite de sexta (13), durante o congresso que está sendo realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, acontecerá o ‘Ato Político em Defesa da Democracia’, com presenças confirmadas do sociólogo Emir Sader, do músico Tico Santa Cruz, do jurista Eugênio Aragão e da estudante Ana Júlia Ribeiro. A previsão de início é as 20h30 e os organizadores informam que haverá credenciamento especial para os movimentos que queiram participar.
Fonte: CUT Brasília com informações da CNTE
Terceirizados da limpeza e vigilantes seguem em greve por salários atrasados
Jornalista: Leticia
Os trabalhadores terceirizadosque atuam na limpeza e conservação dos hospitais públicos e na limpeza e preparo de merenda nas escolas do Distrito Federal persistem no terceiro dia de greve pelo pagamento dos salários e benefícios atrasados. Nesta manhã (11), trabalhadores do Hospital Universitário de Brasília (HUB) ameaçaram parar, mas recuaram quando a diretoria da instituição comprometeu-se em liberar o repasse até quinta (12).
A mesma situação acontece com os vigilantes da Saúde, em greve desde a última terça-feira (10). Os mais de 2.200 trabalhadores pararam suas atividades e só retornarão após o pagamento dos vencimentos atrasados de dezembro. Enquanto isso, os serviços de segurança nos hospitais, UPAs e Centros de Saúde do Distrito Federal continuam paralisados.