Multidão vai às ruas e grita “Fora Temer”

As falas do presidente golpista Michel Temer quanto a uma suposta inexpressividade das manifestações em repúdio ao seu governo foram totalmente desmentidas nesse domingo (4/9) pela realidade dos fatos. Convocados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, os atos pelo “Fora Temer” e em defesa de novas eleições reuniram multidões em diversas capitais do País. “Dispostos a lutar, o povo mostrou que não vai aceitar a volta de um Brasil que trabalhe apenas para a elite econômica”, avalia Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.
Em entrevista na China, em ocasião da reunião do G20, Temer adjetivou as manifestações contra seu governo como “mínimas”, além de declarar que o caráter desses movimentos eram antidemocráticos. “As 40 pessoas que estão quebrando carro? Precisa perguntar para os 204 milhões de brasileiros e para os membros do Congresso Nacional que resolveram decretar o impeachment”, disse ele durante a entrevista realizada no último sábado (3/8), desconsiderando que o verdadeiro placar do julgamento sem comprovação de qualquer crime de Dilma foi de 61 senadores contra 54,5 milhões de brasileiros que votaram nela para presidenta.
Ainda no sábado, o ministro golpista das Relações Exteriores, José Serra, classificou os atos como “mini mini mini mini mini mini”, em um exercício de miopia em favor do golpe.
As falas do presidente golpista e de seu ministro Serra foram motivo de chacota nas manifestações desse domingo. Na Paulista, em São Paulo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), durante manifestação, também ironizou e chegou a “agradecer” Temer por ajudar a aumentar o público graças à fala. E foi na capital paulista que se registrou o maior número de manifestantes nesse domingo: cerca de 100 mil.
As manifestações também marcaram o dia 4 de agosto em outros estados. No Rio de Janeiro, cerca de cinco mil pessoas realizaram passeata desde Copacabana até o Canecão. Em Curitiba, no Paraná, aproximadamente quatro mil pessoas protestaram contra o golpe parlamentar e pediram o “Fora Temer”. A manifestação começou na Praça 19 de dezembro e seguiu para a Praça da Espanha, no Batel, um dos bairros nobres da cidade. O encerramento foi realizado na Boca Maldita, no centro de Curitiba. De acordo com a CUT Paraná, na próxima terça-feira (6) e quarta-feira (7) novas marchas serão realizadas na capital paranaense contra o golpismo. Em Salvador, Bahia, cerca de oito mil pessoas realizaram protesto nesse domingo. Eles saíram do Campo Grande, centro da capital baiana, em direção ao Farol da Barra.
Em Brasília, o Palácio da Alvorada também foi palco para protestos contra o golpista Michel Temer. Na manhã desse domingo, centenas de manifestantes realizaram café da manhã em frente à residência oficial da presidência da República, que ainda é habitada por Dilma. Os manifestantes levaram para o lanche cartazes de “Fora Temer”, “canalhas” e outras frases de ordem.
A sede pela democracia no Brasil também pode ser vista em outros países. Na última sexta-feira (2/9), o cantor Caetano Veloso realizou show nos arredores da igreja de Madeleine, em Paris, onde milhares de manifestantes se reuniram contra o presidente golpista e gritaram “Fora Temer”, inclusive Caetano. O vídeo do ato foi viralizado após o ator francês Vincent Cassel publicá-lo em sua conta no Instagram, nesse domingo (4).  (Veja aqui)
Repressão policial
Pelos episódios de violência, a ordem dos golpistas é de que os gritos de “Fora Temer” sejam duramente reprimidos pela Polícia Militar, que não vem economizando balas de borracha, bombas, cassetadas e outros tipos de agressões gratuitas contra aqueles que se posicionam em defesa da democracia.
Em São Paulo, já no fim do ato desse domingo, a PM de Geraldo Alckmin (PSDB) jogou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o fluxo dentro e fora da estação Faria Lima, em frente ao Largo da Batata. Pessoas que não integravam o ato também passaram mal dentro de ônibus e outros espaços que se tornaram alvo da truculência da polícia. Um jornalista da BBC Brasil recebeu golpes de cassetete mesmo estando identificado como jornalista.
Na capital paulista, no último dia 31 de agosto, uma jovem foi atingida no olho esquerdo por estilhaços de bomba atirada pela polícia durante manifestação contra o impeachment, e ficou cega.
O ataque da Polícia Militar, que em tese deveria atuar pela segurança da população, vem sendo realizado em diversos estados para tentar reprimir o “Fora Temer”. “Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”, respondem os manifestantes.

Domingo teve “Fora Temer” em todo o Brasil

“Fora Temer – Fora Temer – Fora Temer”: esta foi a frase mais repetida no dia de ontem, domingo (4), por todos os cantos do Brasil, quando milhares de pessoas foram às ruas expressar sua indignação ao golpe de Estado consolidado no País no último dia 31, com a conclusão do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente por 54 milhões de brasileiros, e a posse do golpista Michel Temer (PMDB/SP) à presidência da República.
Em vários estados, os atos foram organizados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, formadas por entidades dos movimentos sociais, entre elas, a CUT. Em São Paulo, na capital, onde ocorreu um dos maiores atos, mais de 100 mil manifestantes lotaram a AV. Paulista e seguiram em caminhada até o Largo da Batata, em Pinheiros, zona Oeste da cidade.
 
Repressão
Em São Paulo, já ao final do ato, quando grande parte das pessoas começava a se dispersar do Largo da Batata, a Polícia Militar entrou em confronto com manifestantes.
Antes da manifestação  começar, 27 pessoas foram detidas em dois pontos distintos da cidade e conduzidas ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Segundo advogados que acompanham o caso, a Polícia ainda não apresentou as razões pelas quais as detenções foram realizadas, mas afirma que eles se dirigiram ao ato realizado na Paulista.
Nesta segunda-feira (5) às 11h, o senador Lindbergh Farias, o deputado federal Paulo Teixeira e representantes de movimentos participam de uma coletiva de imprensa, em São Paulo, no sindicato dos Jornalistas, para denunciar a violência da PM Paulista de Geraldo Alckmin.
Atos pelo Brasil
As manifestações em todo o País foram marcadas pela forte repressão da Polícia Militar. Além de São Paulo, há informações de que em Belém a Polícia armou uma verdadeira praça de guerra. Também temos informações de ações violentas da polícia em Florianópolis e em Vitória.
Grandes atos aconteceram no Rio de Janeiro, Curitiba, além de Belém, Florianópolis e Mato Grosso:
Rio de Janeiro/RJ – mais de 5 mil pessoas participaram do ato em Copacabana
http://www.cutrj.org.br/noticias/domingo-e-dia-de-lutar-e-resistir-nas-ruas-f3a4/
Curitiba/PR – mais de 4 mil pessoas, lotaram a Praça 19 de dezembro e seguiram em caminhada para a Praça da Espanha, no Batel, encerrando a marcha na Boca Maldita, no centro de Curitiba.
http://www.cutpr.org.br/destaques/2029/fora-temer-em-curitiba-leva-quatro-mil-pessoas-as-ruas-neste-domingo
Florianópolis/SC – 7 mil pessoas participaram do ato no centro
Cuiabá/MT – caminhada com centenas de pessoas, na Av. Prainha
 
É golpe sim!
Dois dias após impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o Senado Federal, responsável pelo julgamento do processo, aprovou lei que permite “pedaladas fiscais”. Os senadores votaram a favor da flexibilização de créditos suplementares sem autorização do Congresso Nacional, ou seja, o argumento que serviu como base para julgar e afastar a presidenta por “crime”, tornou-se uma medida legal algumas horas depois.
A sanção da Lei 13.332/2016, publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (2), fez aumentar a indignação de grande parte da população diante do golpe e estimulou milhares de pessoas a saírem às ruas no último domingo.
A alegação do governo é que a mudança torna a gestão orçamentária mais flexível, permitindo, inclusive, o remanejamento de despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A lei aprovada também permite a possibilidade de o governo cancelar recursos incluídos por emendas coletivas do Congresso Nacional, exceto as de execução obrigatória previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e direcionar os recursos para outras áreas de seu interesse.
 
* com informações Brasil de Fato e Agência Senado

Professores fazem paralisação e assembleia no dia 22 no Buriti

A categoria docente tem um encontro marcado no dia 22 de setembro, quinta-feira, às 9h30, na Praça do Buriti.
Nesta data, trabalhadores de vários segmentos se organizarão e paralisarão as atividades em todas as cidades do país para combater a pauta imposta pelo governo à classe trabalhadora.
Será uma paralisação nacional organizada pela CUT e CNTE – e demais entidades sindicais – com vistas a organizar uma greve geral nos próximos dias.
No DF, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais se reunirão em assembleia geral para discutir e deliberar sobre os próximos passos da luta.
O quadro colocado para a educação e educadores, tanto em nível local quanto nacional, é extremamente grave e desfavorável, exigindo da categoria uma postura corajosa para que direitos não sejam retirados e que avanços não sejam impedidos.
Confira a pauta:
. Pelo pagamento das pecúnias dos aposentados;
. Pelo reajuste imediato do vale-alimentação;
. Gestão Democrática / Eleições 2016;
. Contra a Lei da Mordaça;
. Contra a PEC 241;
. Contra o PLP 257/PLC 54;
. Contra o PL 4567;
. Contra a Reforma da Previdência;
. Em defesa da Lei do Piso.

Servidores marcam marcha e podem deflagrar greve geral

Na semana do dia 12 de setembro, servidores públicos de todo Brasil realizarão em Brasília a Jornada Nacional de Lutas em Defesa do Serviço Público. A atividade, que se estenderá por três dias, tem como foco central combater o desmantelamento iminente do funcionalismo e o desmonte do serviço público, impostos pelo governo golpista Michel Temer.
Durante a Jornada, os servidores avaliarão a deflagração de greve geral. A ação contará com a presença da CUT e demais centrais e entidades sindicais que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe).
Está na mira dos servidores a derrubada de projetos como o PLP 257/16, que coloca na conta dos servidores públicos das três esferas o ônus da renegociação das dívidas dos estados e do DF com a União; a PEC 241/16, que prevê congelamento de investimentos públicos por pelo menos duas décadas; e o PLP 4567/16, que acaba com a garantia legal de a Petrobras ser a operadora exclusiva do pré-sal, entregando para as multinacionais a exploração das nossas reservas, e retirando recursos do petróleo para Saúde e Educação.
Também é alvo dos servidores públicos a Lei da Mordaça, ou Lei da Escola Sem Partido, uma investida da direita reacionária para dar fim à liberdade de expressão e à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento e ao pluralismo de idéias nas escolas, amordaçando professores e estudantes.
“Esses são apenas alguns dos temas repudiados pelos servidores, que também se mobilizam contra outras investidas do governo que golpeou o país para quitar suas dívidas com o empresariado e implementar uma política neoliberal de retrocesso. Não vamos aceitar o golpe de cabeça baixa”, afirma o dirigente nacional da CUT, Pedro Armengol.
Calendário
No dia 12 de setembro, segunda-feira, será instalado acampamento dos servidores públicos na Esplanada dos Ministérios.
A categoria realizará no dia seguinte, 13 de setembro, terça-feira, marcha unificada no centro da capital federal. Horário e local da concentração serão acertados em reunião do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais, agendada para a próxima terça-feira, dia 6.
Já no dia 14, último dia da Jornada Nacional de Lutas em Defesa do Serviço Público, o Fonasefe realizará plenária unificada dos servidores federais para avaliar perspectivas de deflagração de greve geral no funcionalismo, com indicativo para a segunda quinzena deste mês.

Golpe desmonta caráter público da EBC e coloca empresa à disposição da Casa Civil

O presidente em exercício, Rodrigo Maia, exonerou nesta sexta-feira (2/9) o diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Melo, e destituiu o Conselho Curador da empresa. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União como desdobramento imediato da Medida Provisória 744/2016, do golpista Michel Temer, que altera as regras e objetivos da EBC. Em repúdio ao golpe, a Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública realizarão ato, às 14h, na entrada norte da empresa, em Brasília.
De acordo com a MP, a empresa passa a ser vinculada à Casa Civil e não mais à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O presidente em exercício também nomeou Laerte de Lima Rimoli – ligado ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – para o posto de diretor-presidente.
Com a exclusão do Conselho Curador, a publicação determina que a EBC seja administrada por um Conselho de Administração e por uma Diretoria-Executiva e, em sua composição, contará apenas com um Conselho Fiscal.
“Sob o discurso de ‘atacar o partidarismo e o aparelhamento pelo governo’, o governo ilegítimo de Temer retira os dois principais mecanismos que protegiam a empresa (com todos os seus defeitos e limites) deste mesmo partidarismo e aparelhamento pelo governo. A MP escancara o que o governo Temer queria: extirpar o diretor-presidente indicado na época de Dilma Rousseff, acabar com a participação social na empresa e atacar os instrumentos concretos que configuravam o seu caráter público. Mesmo que os objetivos da Lei não tenham sido alterados, e que bom que não foram, na prática a MP abre a porteira para a EBC voltar a fazer comunicação governamental”, afirma o dirigente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, Jonas Valente.
A medida do governo golpista afronta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em junho deste ano, barrou a exoneração de Ricardo Melo do cargo. Na época, o ministro Dias Toffoli afirmou, em sua decisão, que o STF tomaria a decisão final sobre a demissão de Melo. Pela lei que criou a EBC, em 2007, inclusive com voto favorável do então deputado Michel Temer, o presidente da empresa é detentor de mandato de quatro anos, justamente para que o seu caráter público e de controle social não esteja exposto a mudanças de governos.
Em nota, a assessoria de Melo afirma que “a exoneração do jornalista Ricardo Melo da presidência da Empresa Brasil de Comunicação, é um flagrante desrespeito à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)”. E garante que “Melo tomará todas as medidas legais cabíveis, junto ao Supremo para manter mandato legítimo de presidente da EBC, já assegurado em decisão do ministro Dias Toffoli”.

PM reprime nova manifestação contra Temer no centro de São Paulo

Bombas e gás de pimenta lançados pela Polícia Militar dispersaram novamente ontem (1º) manifestação na capital paulista que pedia a saída do presidente da República, Michel Temer, e protestava contra a perda de direitos sociais. Desde o início da semana, em São Paulo, ao menos três manifestações contra o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer como presidente terminaram com ação truculenta e intolerante da polícia paulista.
A passeata partiu por volta das 18h40 do Museu de Arte de São Paulo (Masp) cercada por forte policiamento. Diferentemente do previsto, a manifestação se dirigiu à praça do Ciclista, em vez do Largo da Batata. Logo em seguida, os manifestantes decidiram ir até o diretório estadual do PMDB em São Paulo, na região do Ibirapuera. No entanto, a polícia impediu que a passeata seguisse para lá, e autorizou somente que a manifestação se dirigisse a praça da República, no centro.
Por vezes, os ativistas gritaram “Deborah presente”, nome da estudante da Universidade Federal do ABC, Deborah Fabri, que perdeu a visão do olho esquerdo no protesto de ontem, após ser atingida por estilhaços ou por uma bala de borracha.
No trajeto para o centro da cidade, os ativistas também entoaram o bordão dos anos 1980, “Diretas Já”, e palavras de ordem como “nenhum direito a menos”, e “fora, Temer”. No final do percurso, os manifestantes desviaram da praça da República, e se dirigiram para a região do vale do Anhangabaú.
Na esquina da avenida Nove de Julho com a rua João Adolfo, rojões foram disparados e, logo em seguida, a polícia começou a repressão da manifestação com bombas e gás de pimenta. Houve dispersão dos manifestantes.
Segundo o Grupo de Apoio ao Protesto Popular (Gapp), uma mulher asmática teve de ser atendida após passar mal em razão do gás lançado pela polícia na região da avenida Nove de Julho.

Grito dos Excluídos no dia 7 unifica movimentos Fora Temer

No próximo dia 7 de setembro, quarta-feira, data da comemoração da proclamação da independência do Brasil,  será realizado o primeiro grande ato nacional contra o governo golpista de  Michel Temer.  A CUT Brasilia, a Frente Brasil Popular (FBP), a Frente Povo Sem Medo e centenas de movimentos sindicais e sociais participarão do tradicional Grito dos Excluídos em todo o país. A concentração para o ato em Brasília acontecerá em frente à Catedral de Brasília a partir das 8h30 de quarta-feira.
Para o secretário-geral da CUT Brasília e integrante da Frente Brasil Popular, Rodrigo Rodrigues, é fundamental a participação de todos os sindicatos de trabalhadores e a população em geral neste ato. “Nós da CUT apoiamos esta grande mobilização. Com a consolidação do golpe parlamentar, faz-se ainda mais necessário mobilizar a luta contra este governo golpista. O governo ilegítimo veio para retirar direitos da classe trabalhadora. Lutaremos até o fim, sem trégua, contra todo tipo de retrocesso”, afirma.
Para a coordenação da Frente Brasil Popular, “Michel Temer subiu ao poder de forma ilegítima e governa apenas para os ricos e poderosos”. Por isso, “quer acabar com os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores do campo e da cidade, das florestas e das águas; das mulheres, das negras e dos negros, dos indígenas, das/os LGBTs, da juventude e das moradoras e dos moradores das periferias”.
Na convocatório para o ato, a CUT e as frentes avaliam que o povo brasileiro sofre cada vez mais com a crise.  “E se 14183750Temer continuar realizando suas medidas, isso só tende a piorar. Não podemos esperar nada de bom de um governo que não foi escolhido pelo povo. Por isso, os movimentos sociais do campo e da cidade realizam mais um Grito dos/as Excluídos/as. Chamamos aquelas e aqueles que não aceitam os ataques deste governo para participarem.”
Vida em primeiro lugar
Em sua 22° edição, o Grito dos Excluídos deste ano traz como tema “Vida em primeiro lugar – Este Sistema é Insuportável: exclui, degrada, mata!”.
A manifestação reúne, anualmente, diferentes movimentos para discutir, questionar e denunciar as várias formas de desigualdades do país, apontando qual o real papel do Estado diante das exclusões. O Grito dos Excluídos nasceu da necessidade de dar voz ao povo, às minorias e à população historicamente excluída pelo Estado, que somente obedece aos interesses dos ricos, das empresas, dos bancos.
Desde 1995, o Grito é um espaço para que Pastorais e movimentos sociais se manifestem, discutam suas pautas e cobrem direitos já assegurados na  Constituição Federal, como saúde, moradia, transporte, trabalho, informação e vida digna e a luta contra a desigualdades social.

Temer confessa na TV que é contra a classe trabalhadora

Confirmado o golpe contra a presidenta eleita Dilma, Temer fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para afirmar que suas prioridades são as reformas trabalhista e previdenciária.
Preparem-se, trabalhadores e trabalhadoras. Ele e o Congresso Nacional estão decididos a retirar seus direitos, como já alertávamos desde o início deste ano.
A CUT e seus sindicatos filiados defendem desde a sua criação a ampliação de direitos, jamais a retirada. E tudo faremos para impedir que essas propostas sejam aprovadas.
No mesmo pronunciamento, Temer diz que comanda um “governo parlamentar”, anunciando assim que agirá conforme o perfil da maioria dos deputados e senadores.
E esse perfil é um desastre para os trabalhadores e trabalhadoras A maioria, , como ficou provado nos tristes espetáculos que foram as votações do impeachment, é financiada por empresários e especuladores. Na Câmara, são 246 empresários ou deputados eleitos por empresários. No Senado, 28 são empresários e 33 executivos ou profissionais liberais. Esses dados foram levantados pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar).
Com esse compromisso que têm com seus financiadores de campanha, é evidente que esses parlamentares, ao discutir reformas trabalhista e previdenciária, vão votar pela retirada de direitos, redução do valor das aposentadorias de até 40% e aumento no tempo de contribuição para até 70 anos.
Os efeitos desse desprezo pelo povo, tanto de Temer quanto da maioria do Congresso, já estão aí. Dilma foi impedida de governar. Seus projetos eram barrados pela turma do Eduardo Cunha e adjacências. Entre maio e junho, depois que a Dilma foi afastada provisoriamente, o desemprego cresceu 3,8%. Os jovens até 24 anos são os mais prejudicados, representam 42% dos desempregados.
Enquanto isso, a taxa Selic continua nas alturas: 14,25% e, em sete meses, o lucro de quem especula com títulos da dívida pública e com câmbio chegou a 52%.
A indústria brasileira tem hoje 23% de sua capacidade ociosa, o que representa máquinas paradas e mais demissões. Afinal, quem investiria em produção se em apenas sete meses é possível ter um retorno de 52% na especulação? Tudo isso na curta era Temer.
Isso sem falar em projetos como a PEC 241, que pretende congelar por 20 anos os investimentos em políticas públicas e sociais, o que deixará milhões de brasileiros à mercê da miséria e do desamparo. Se essa regra estivesse valendo, em dez anos o Brasil deixaria de ter investido R$ 500 bilhões.
Só a pressão popular e a mobilização dos trabalhadores e das trabalhadoras vão impedir que os direitos sejam varridos do mapa brasileiro. A CUT, a maior e mais combativa central sindical do Brasil, coloca-se na linha de frente para fazer essa luta.
Mas é preciso que todos participem. Procure seu sindicato, busque informações com seus companheiros de trabalho e prepare-se para fazer parte das mobilizações que vão culminar na Greve Geral, absolutamente necessária se os golpistas insistirem nessa aventura louca de desprezo pelo povo e pelo futuro do Brasil.
 
Vagner Freitas, presidente nacional da CUT

Trabalhadores na educação escracham senador golpista do DF em audiência pública

Um dia após a consolidação do golpe parlamentar no país, os trabalhadores em educação mostraram que não se deixaram abater com a ruptura democrática e que lutarão em defesa dos direitos e conquistas sociais. Na manhã desta quinta-feira (1º), durante audiência pública na Comissão de Educação no Senado Federal, dezenas de educadores, movimentos sindicais e estudantis protestaram contra o nefasto projeto de Lei Escola sem Partido, popularmente conhecido como PL da Mordaça. Com gritos de “golpista”, “devolva meu voto”, cartazes e faixas, os manifestantes escracharam o senador Cristovam Buarque (PPS-DF). O parlamentar que votou a favor do impeachment, coordenava a audiência e, contrariado, cancelou a continuidade da sessão e do debate.
A sessão discutia sobre a “liberdade de expressão na sala de aula”, com representantes favoráveis e contrários ao projeto. Para os trabalhadores na educação, que são contrários ao Escola sem Partido, o PL tenta fincar a qualquer custo o fim à liberdade de expressão e à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento e o pluralismo de ideias.
14233036_1240208719364927_8908367586492957577_n (1)O PL foi apresentado alegando a necessidade de uma suposta “neutralidade do ensino”. Para tanto, propõe a proibição de possível “doutrinação ideológica” nas escolas. Os educadores, contudo, entendem que o projeto apenas retira os direitos dos professores, instalando a censura e impedindo o desenvolvimento de ensino crítico.
Para a diretora estadual da CUT e dirigente do sindicato dos professores no Distrito Federal (Sinpro), Rosilene Corrêa, a luta está apenas começando. “Vamos intensificar ainda mais a nossa luta contra esse PL que retira direitos dos professores e dos alunos. Não permitiremos que esse e outros projetos de golpistas retirem ainda mais nossos direitos”, afirma a dirigente.
“O que se pretende, de fato, é implementar uma ideologia conservadora nas salas de aula, uma educação acrítica, impedir o debate e a troca de conhecimentos, perseguir os grêmios e entidades estudantis e burlar o direito à liberdade de expressão”, explica  Rodrigo Rodrigues, secretário-Geral da CUT Brasília.

Bancários aprovam greve a partir do dia 6

Os bancários de Brasília deram o recado em alto e bom tom. Rejeitaram a vergonhosa proposta de abono e de reajuste de apenas 6,5% oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e vão à greve por tempo indeterminado a partir da terça-feira (6).
Seguindo orientação do Sindicato, a decisão foi tomada em assembleia que lotou a Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul, na noite desta quinta-feira (1º), data-base da categoria, e reuniu bancários de bancos públicos e privados insatisfeitos com a forma como os bancos vêm tratando a pauta dos trabalhadores.
Haverá nova assembleia na segunda (5), às 19h, na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul, para ratificar a decisão e organizar o movimento, caso até lá os bancos não apresentem uma nova contraproposta que atenda aos anseios dos trabalhadores.

“A greve é uma resposta dos bancários, que rechaçaram principalmente a postura dos bancos de apresentar abono. Além disso, mesmo registrando lucros exorbitantes, mais de R$ 30 bilhões só no primeiro semestre deste ano, os bancos têm demitido trabalhadores e não apresentaram nenhuma proposta de contratações e nem de melhoria das condições de trabalho”, critica o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo. “Por isso os bancários de Brasília conclamam os bancários do país a participarem dessa greve e fortalecerem a nossa luta para que sejamos vitoriosos nessa Campanha, a exemplo das anteriores”.
A pauta está com a Fenaban desde o dia 9 de agosto e desde então foram três rodadas de negociações marcadas pelo descaso por parte dos representantes do patronato. Aprovada na 18ª Conferência Nacional dos Bancários, no final de julho, a minuta contém demandas relacionadas a melhoria das condições de trabalho em geral, aumento real de salário e do piso, defesa do emprego e mais contratações, fim do assédio moral e igualdade de oportunidades, entre outras dezenas de cláusulas.
Mas a Fenaban apresentou uma proposta rebaixada: índice de 6,5% (para uma inflação de 9,57%) e abono de R$ 3 mil, que rebaixa na realidade os salários e não incide sobre os salários nem sobre FGTS, férias, 13º ou aposentadoria, nem em futuros reajustes, tentando levar os trabalhadores a acreditarem que isso é uma grande conquista.
A proposta rebaixada da Fenaban
•    Reajuste de 6,5%
•    Abono de R$ 3 mil em parcela única, não incidente sobre os salários nem nas demais verbas de natureza salarial
•    PLR e antecipação de PLR: manter o modelo convencionado em 2015, com valores reajustados
•    Auxílio refeição de R$ 694,54 mensal
•    Auxílio cesta alimentação de R$ 523,48
•    13ª cesta alimentação de R$ 523,48
O que os bancários reivindicam
•    Reajuste salarial de 14,78%, o que significa 5% de aumento real
•    Piso salarial de R$ 3.940,24
•    Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880,00
•    Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários
•    Defesa do Emprego, com fim das demissões e mais contratações
•    Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos
•    Auxílio educação
•    Prevenção contra assaltos e sequestros
•    Igualdade de oportunidades
Leia também: BRB não apresenta nenhuma proposta de reajuste. Nem se compromete a seguir a Fenaban
Federação orienta rejeição à proposta dos bancos e deflagração de greve no dia 6

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