Denúncia de corrupção reforça superpedido de impeachment e atos contra Bolsonaro

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Portal CUT. Escrito por: Marize Muniz

A acusação dos irmãos Miranda, confirmada em depoimento à CPI da Covid do Senado na sexta-feira (25), de que Jair Bolsonaro (ex-PSL) foi avisado antes da assinatura do contrato e nada fez para impedir a compra superfaturada em 1000% da vacina indiana Covaxin e, para complicar, ligou o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR) às supostas irregularidades, aumentou a pressão contra a permanência do presidente no cargo, deve reforçar o superpedido de impeachment e a realização de atos nacionais pelo “Fora, Bolsonaro”, como o que já foi marcado para o sábado, dia 3.

A nova denúncia deve constar no texto do “superpedido” de impeachment que partidos, como PT, PSOL, PC do B, parlamentares de esquerda, centro, direita, entidades sindicais como a CUT, movimentos populares como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central dos Movimentos Populares (CPM) e União Nacional dos Estudantes (UNEvão  entregar nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados.

O momento da entrega do pedido, previsto para às 14h, será marcado por um ato com participação das lideranças políticas e sociais.

Para a deputada Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, os depoimentos mostraram que Bolsonaro não mandou apurar o caso por interesses políticos. Gleisi se refere a informação arrancada do deputado Luís Miranda (DEM-DF) depois de 7 horas de depoimento de que Bolsonaro teria citado o deputado Ricardo Barros como responsável pela irregularidade.  

No depoimento, Luis Miranda contou que ele e o irmão, o servidor público do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, se reuniram, no Palácio da Alvorada, com o presidente, em 20 de março, ocasião em que relataram haver indícios de irregularidades na compra do imunizante indiano, além de pressão política para liberar a vacina. Miranda também disse que o presidente prometeu mandar investigar e afirmou que aquilo era “coisa” de Ricardo Barros.

Além de não mandar investigar, Bolsonaro indicou a esposa de Ricardo Barros,  a ex-governadora do Paraná Cida Borghetti, para cargo no conselho de Itaipu, com salário de R$ 27 mil.

“Isso é prevaricação [crime previsto no artigo 319 do Código Penal]. Estamos defendendo que esse caso integre o superpedido de impeachment”, disse Gleisi Hoffman que defende a inclusão da denúncia no texto do superpedido de impeachment.

O advogado Mauro Menezes, ex-presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, que faz parte do grupo que prepara o superpedido, acrescenta que a postura de Bolsonaro também configura crime de responsabilidade e pode ser enquadrado como base para impeachment. Isso está previsto no artigo 9º da Lei do Impeachment (Lei 1.079, de 1950).

#ForaBolsonaro

Além de um ato já marcado para o dia 24 de julho, os movimentos populares, estudantis e  sindical e partidos políticos marcaram um dia nacional de mobilização pelo “Fora, Bolsonaro” para sábado, dia 3 de julho em função dagravidade das denuncias dos irmãos Miranda à CPI da Covid do Senado.

A Campanha #ForaBolsonaro é formada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pela Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Movimentos Populares (CMP) e a Uneafro Brasil.

Entenda a denúncia de corrupção no governo Bolsonaro

Única compra com ação de intermidiários

A compra da Covaxin foi a única que teve intermediários entre o laboratório e o Ministério da Saúde. Um representante da Precisa Medicamentos intermediou a negociação superfaturada.

Empresa Precisa Empresa Precisa já teve negociações questionadas com testes e preservativos. Confira aqui na matéria de Tiago Pereira, da RBA.

Valor mais alto do que todas as outras vacinas compradas pelo Brasil

O governo se comprometeu a pagar pela Covaxin um valor 1000% superior ao estimado por executivos da empresa em agosto do ano passado: US$ 15 (R$ 80) por dose.

Quanto custaram as outras doses de vacinas

Sputnik V: R$ 69,36

Coronavac: R$ 58,20

Pfizer: US$ 10 (R$ 56,30)

Janssen: US$ 10 (R$ 56,30)

AstraZeneca/Oxford: US$ 3,16 (R$ 19,87)

Valor total empenhado

O contrato prevê a enrtrega de 20 milhões de doses, no valor total de R$ 1,614 bilhão.

Prejuízo já houve, diz procuradora que investiga denúncia

O governo de Jair Bolsonaro reservou R$ 1,61 bilhão para uma vacina sem perspectiva de entrega, com quebras de cláusulas contratuais e isso já configura prejuízo à saúde pública, disse à Folha de S. Paulo a procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Luciana Loureiro, responsável pelo inquérito civil público que investiga o contrato entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos.

O valor empenhado seria suficiente para a compra, por exemplo, de 28 milhões de doses da Pfizer ou da Janssen (ambas a US$ 10 a dose).

Detalhe importante: A nota foi emitida em 22 de fevereiro. O contrato foi assinado no dia 25. Quatro meses depois, o dinheiro segue reservado, e o país não recebeu uma única dose do imunizante.

“Enquanto houver a nota de empenho, enquanto ela estiver válida, o recurso está reservado para isso”, afirmou a procuradora ao jornal. “Certamente o prejuízo à saúde pública já está havendo. As doses já eram para ter chegado, os 20 milhões de doses já deveriam estar sendo aplicados. Prejuízo já houve.”

Vacina não era aprovada pela Anvisa

Segundo depoimento do servidor Luís Ricardo Miranda ao MPF, em  31 de março, autoridades do Ministério da Saúde o pressioanram para que ele liberasse a importação da Covaxin que nem era aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Miranda disse ainda que seus superiores também pediram para que ele obtivesse a “exceção da exceção” junto à Anvisa para a liberação da imunização.

Bolsonaro puxa Pazuello para o caso

Depois que a denúncia passou o ocupar as manchetes dos jornais deputados da base aliada tentam jogar caso nas costas do ex-ministro general Eduardo Pazuello.

Após uma reunião com o presidente, o senador Jorginho Mello (PL-SC) disse que Bolsonaro teria acionado Pazuello após a reunião em que o deputado Luís Miranda fez a denúncia de superfaturamento.

“Quando soube, entre diversos assuntos que esse deputado [Luís Miranda] foi tratar, o presidente falou com o ministro Pazuello para verificar. Como não tinha nada de errado, a coisa continuou”, afirmou Jorginho Mello.

Presidente manda investigar denunciante

Neta quinta-feira (24), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, ameaçou o deputado federal, irmão do servidor, que denunciou a corrupção.

 “Deputado Luis Miranda, Deus tá vendo, mas o senhor não vai só se entender com Deus, não, vai se entender com a gente também. O senhor vai explicar e pagar pela irresponsabilidade, pela má-fé, pela denunciação caluniosa e pela produção de provas falsas”, disse Onyx.

De acordo com o ministro, o presidente determinou que a Polícia Federal investigue o deputado e seu irmão. E mais, ele vai pedir a abertura de um procedimento administrativo disciplinar junto à Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar a conduta do servidor.

Reação da CPI da Covid

Além de marcar depoimentos dos irmãos Miranda e do do tenente-coronal Alex Lial Marinho, que teve o sigilo quebrado, a CPI reagiu a fala de Onyx.

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que vai convocar o ministro Onyx para depor na comissão.  De acordo com ele, o secretário agiu na tentativa de interferir na apuração da CPI e coagir uma testemunha.

Renan Calheiros  falou até em um pedido de prisão contra o ministro. “Vamos pedir a convocação dele e, se ele continuar a coagir a testemunhas, vamos requisitar a prisão dele”, disse o senador. As declarações foram dadas em entrevista à GloboNews.

Renan e o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), relataram preocupação com a segurança dos depoentes. Aziz solicitou à Polícia Federal proteção para os irmãos.

Quem é Ricardo Barros

Ricardo Barros é um político do Paraná, estado onde foi condenado por fraude quando foi prefeito de Maringá. Teve o mandato de deputado cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos, mas a decisão foi anulada por recurso.

Atualmente, ele responde a ação por improbidade administrativa em caso de fraude na aquisição de medicamentos quando era ministro da Saúde no governo de Michel Temer (MDB-SP). Barros teria favorecido a empresa Global Gestão em Saúde, do mesmo grupo da Precisa Medicamentos, que intermediou a compra da Covaxin. 

Fonte: CUT

Superpedido de impeachment de Bolsonaro será protocolado dia 30 de junho

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Portal CUT. Escrita por: Redação CUT

Partidos, parlamentares de esquerda, centro, direita, entidades sindicais como a CUT, movimentos sociais e pessoas físicas decidiram apresentar o superpedido de impeachment de Jair Bolsonaro à Câmara dos Deputados no próximo dia 30 de junho, às 14h.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (24), em reunião virtual ampliada. A peça inclui o conjunto de crimes cometidos pelo atual presidente da República desde que tomou posse em 2019, a maioria deles durante a pandemia do novo coroanvírus, que resultaram na morte de mais de 500 mil brasileiros.

O pedido conjunto agrupa mais de uma centena de iniciativas apresentadas junto à Câmara dos Deputados por partidos, parlamentares, associações profissionais, entidades de classe e pessoas físicas, por diversos motivos, desde a posse de Bolsonaro.

O protocolo do pedido será acompanhado de ato político com participação das lideranças políticas e sociais e aberto à participação popular. Os responsáveis pela apresentação do pedido concederão entrevista coletiva após protocolar o documento. 

Em paralelo a mais esta ação para o impeachment do presidente, está sendo organizada mais uma grande manifestação no Brasil e no exterior, no dia 24 de julho, da jornada Fora Bolsonaro, pela aceleração da vacinação em massa, auxílio emergencial de 600 reais até o fim da pandemia, em defesa da vida do povo negro, contra a violência de gênero, contra os cortes da educação e habitação, por emprego e renda.

Com informações Agência PT e Assessoria da CMP.

Fonte: CUT

Cerco a Bolsonaro se fecha com denúncias de corrupção na compra da vacina

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Portal CUT. Escrito por: Andre Accarini

O cerco se fechou e o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) ficou totalmente acuado com as denúncias de superfaturamento na compra da vacina indiana Covaxin, que estão sendo investigadas pelo Ministério Público e pela Comissão Parlamentar de Inquéirto (CPI da Covid) do Senado. A CPI, que apurava a negligência do governo no combate a pandemia do novo coronavírus, especialmente o fato de que o governo ignorou mais de 100 ofertas da vacina da Pfizer, e agora segue a rota do dinheiro.

Quem conta aos apoiadores sobre o mito? 

“Ninguém, com exceção aos apoiadores de Bolsonaro, tinha a ilusão de que esse governo viria vinha para combater a corrupção. E tem fatos que comprovam isso, entre ele o escândalo das rachadinhas envolvendo ele e o filho, o senador Flavio Bolsonaro”, diz o secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo,  se referindo ao esquema montado pelo então deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para confiscar os salários de assessores de gabinete, muitos deles fantasmas. O filho do presidente, que diz não ter corrupção em seu governo nem na sua família, foi acusado pelo Ministério Público do Rio de montar um esquema criminoso em seu gabinete.

Desde que foi eleito, Bolsonaro dá sinais de que, ao invés de combater a corrupção, iria ‘combater o combate’ à corrupção. E assim vem fazendo

– Ariovaldo de Camargo

O secretário cita as declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Onix Lonrenzoni, que em coletiva nesta quarta-feira (23), em tom de ameaça, afirmou que será aberta uma investigação contra o servidor que denunciou as irregularidades e o caso do delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva, que perdeu o cargo de superintendende da PF no Amazonas  ao acusar o ex-ministro do meio Ambiente Ricardo Salles de corrupção ao facilitar remessas ilegais de madeira para o exterior.

“A mesma conduta de sempre”, diz Ari sobre os casos que confirmam a tese de que Bolsonaro nunca quis combater a corrupção.

O fio condutor de Bolsonaro é o de desmontar o sistema de combate à corrupção que foi fortalecido durantes os governos de Lula e Dilma Rousseff, que valorizaram servidores e investiram pesado em condições para as instituições agirem, diz o secretário.

De acordo com o dirigente, o povo já percebeu que Bolsonaro é mais perigoso que o próprio vírus em todos os sentidos e decidiu enfrentar os riscos da pandemia para se manifestar contra o governo. E o movimento popular, ele diz, é mais um elemento que se soma ao trabalho da CPI da Covid, para que um dos mais de cem pedidos de impeachment engavetados até agora na Câmara dos Deputados, seja aberto pelo presidente da casa, deputado Artur Lira (PP-AL).

Sobre a denúncia de superfaturamento na compra da Covaxin

O servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda, disse em depoimento ao MP que foi pressionado para acelerar a compra da vacina superfatura e entregou documentos a seu irmão, o deputado Luís Miranda (DEM-DF), que afirma ter avisado Bolsonaro de que a dose do imunizante indiano custava cinco vezes mais do que a vacina mais barata já adquirida pelo Brasil. O aviso, diz ele, foi feito antes do contrato ser assinado em 25 de fevereiro deste ano, com a Bharat Biotech, que produz a vacina. A transação, 1000% superfatrurada, foi intermediação pela empresa Precisa Medicamentos, representante do laboratório no Brasil.

A vacina indiana foi negociada a R$ 80,70, valor quatro vezes maior que a vacina Astrazeneca, comprada por R$ 19,87. E essa foi a´única negociação intermediada por uma empresa.

Leia mais: Servidor denunciou que foi pressionado para compra da Covaxin

Para o secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo, os fatos rementem à hipótese de que houve um retardamento proposital na vacinação dos brasileiros para poder privilegiar a vacina da índia. “As investigações da CPI vão indicar o porquê dessa possível preferência”, diz o dirigente.

Ele afirma que é lamentável isso acontecer em um país que tem o segundo maior número de mortes do planeta, que vacina pouco a população. “Estamos atrasados na vacinação em pelo menos seis meses por causa da negligência de Bolsonaro”, diz o dirigente.

Negócio suspeito

Um dos proprietários da Precisa Medicamentos é Francisco Emerson Maximiano, envolvido em irregularidades em contratos com o Ministério da Saúde.  Sua outra empresa, a Global Gestão em Saúde já foi denunciada por vender medicamentos ao Ministério da Saúde, quando Ricardo Barros (Progressistas-PR) era titular da pasta, no governo de Michel Temer, e não ter entregue, causando um prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres públicos.

Na negociação intermediada pela Precisa, 20 milhões de doses da Covaxin foram compradas por R$ 1,6 bilhão. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nega a compra, mas documentos comprovam que o valor já está empenhando desde 22 de fevereiro. Isso mesmo, três dias antes da assinatura do contrato com a Precisa. Quando há o empenho significa que o dinheiro já foi reservado para pagamento, que no caso, seria feito após a entrega das doses.

Mias trabalho para a CPI da Covid-19

Agora, além de apurar a negligência do governo, como a falta de ação para salvar vidas de pacientes que morreram asfixiados em Manaus, no começo do ano, atrasar a compra de vacinas e estimular aglomerações sem o uso de máscara e protocolos de segurança, como faz Bolsonaro, a CPI investigará as denúncias de corrupção em um governo que se elegeu tendo com uma das principais bandeiras o combate á corrupção.

 

  • Edição: Marize Muniz
  • Fonte: CUT

Campanha #ForaBolsonaro marca novos atos para o dia 24 de julho

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Portal CUT. Escrito por: Marize Muniz

A Campanha #ForaBolsonaro, organizada por movimentos sociais, centrais sindicais e as frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (FPSM), se reuniram nesta terça-feira (22) e anunciaram o 24 de julho como o novo dia nacional de luta.

Além da luta pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), vacinas para todos e todas, auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia, contra a privatização e contra a reforma Administrativa (PEC 32), a pauta inclui a luta em defesa da vida do povo negro, da educação e por uma política de geração de empregos.

Na reunião que discutiu o terceiro ato contra Bolsonaro e seu governo, a CUT e as frentes apontaram a necessidade de unidade das bandeiras e entre as entidades que organizaram os atos de 29 de maio e 19 de junho para que o 24 de julho seja ainda mais relevante e deixe claro que a maioria do povo brasileiro quer a saída de Bolsonaro e sua equipe.

“Vamos construir a unidade das frentes e das centrais sindicais para que o 24 de julho seja o melhor possível, sempre tomando todos os cuidados possível para evitar a disseminação da Covid-19, como orientar as pessoas que forem aos atos para que usem máscaras, álcool em gel e, sempre que possível, mantenham o máximo de distancimento social”, pontuou o Secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo, que participou da reunião. 

“O crescimento das forças que se opõem a Bolsoanro indica que não é mais possível tantos desmandos e crimes contra o Brasil e contra os brasileiros”, completou o secretário, que citou os crimes contra o meio ambiente, contra a saúde pública ao demorar para comprar vacina contra Covid-19 e não ter até agora uma coordenação nacional efetiva para combaneter a pandemia, o desrespeito às instituições e à independência entre os Poderes e os ataques à imprensa, como os insutos contra a jornalista da TV Vanguarda nesta segunda-feira (21), em Guaratinguetá, em São Paulo.

Tudo isso, segundo o secretário, que lembrou também das 500 mil mortes em decorrência de complicações causadas pela Covid-19 alcançadas no sábado, levou mais pessoas às ruas no segundo ato #ForaBolsonaro.

No dia 19 de junho, 750 mil pessoas participaram de atos em  427 cidades do Brasil, incluindo as 27 capitais. Foram realizados atos também em 42 cidades do exterior em 17 países. No primeiro ato, em 29 de maio, 420 mil pessoas participaram de atos em 210 cidades do país. Foram realizados também atos em 14 cidades no exterior.

“A população não suporta mais o que Bolsonaro e sua equipe estão fazendo com o país e o Lira não pode fazer de conta que o povo não está nas ruas exigindo a destuituição do presidente”, afirma Ariovaldo de Camargo, se referindo ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), que já engavetou mais de 110 pedidos de impeachment de Bolsonaro.

A escolha do dia 24 de julho se deve à ampliação do processo de mobilização cujas outras atividades como paralisações de categorias do mundo do trabalho, ações nas periferias e grandes centros, além de iniciativas para aumentar a capilaridade em um número maior de cidades organizadas, dizem os organizadores da Campanha #ForaBolsonaro.

A próxima reunião dos organizadores da campanha será na 5ª Plenária Nacional das Lutas Populares, que será realizada no ambiente virtual, no dia 1º de julho, às 18 horas.´

“É nessa plenária que nós vamos construir a unidade”, conclui Ariovaldo de Camargo.

A Campanha #ForaBolsonaro é formada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pela Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Movimentos Populares (CMP) e a Uneafro Brasil.

Dia 19 tem atos ‘fora, Bolsonaro’ nas capitais e em centenas de cidades. Confira

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Escrito por: Redação CUT

Nesta sexta-feira (18), sindicalistas vão aos locais de trabalho discutir a pauta da classe trabalhadora.

O sábado, dia 19, é dia de mobilizações ‘fora, Bolsonaro’, pelo auxílio de R$ 600contra a miséria, por vacina já para todos e todas, mais investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e por geração de empregos está mobilizando todo o Brasil e também grupos de brasileiros no exterior. Já tem atos marcados em todas as capitais e em centenas de cidades.

A CUT está orientando que devem ir aos atos apenas quem se sentir seguro para ir às ruas e, ainda, que não faça parte de riscos.  Nesses casos, todos devem usar máscaras, álcool em gel e manter o máximo possível o distanciamento social. Confira aqui o guia de segurança sanitária da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMMP).

Confira onde vai ter atos no dia 19

 

Região Norte

 

Acre

Rio Branco – Caminhada Gameleira até o Palácio Rio Branco | 15h

Amazonas

Manaus – Passeata Praça da Saudade | 15h

Amapá

Macapá – Praça da Bandeira | 16h

Pará

Belém – Caminhada Mercado de São Brás até Praça da República | 8h
– Santarém – Praça São Sebastião | 16h

Rondônia

Porto Velho– Passeata Praça das 3 caixas d’água | 8h e carreata 7 de setembro com a Farquar | 8h
– Cacoal – Parte de Baixo da Praça da Prefeitura | 9h
– Guajará- Mirim -arque Circuito | 9h
– Ji-Paraná – Casa do Papai Noel | 9h

Roraíma

Boa Vista:– Carreata e ato Centro Cívico até Jaime Brasil | 9h

Tocantins

Palmas – JK Entrada Leste do Palácio Araguaia (Lado da Serra) | 8h30

 

Região Nordeste

 

Alagoas

Maceió – Carro, moto ou a pé Praça Centenário | 9h
– Arapiraca – Praça Luiz Pereira | 9h
– Delmiro Gouveia – Praça do Coreto | 9h
– Palmeira dos Índios – Praça São Cristovão | 9h

Bahia

Salvador – Largo do Campo Grande até Farol da Barra | 14h 
– Jacobina – Praça do Garimpeiro | 8h30
– Jequié – Praça Ruy Barbosa | 9h
– Feira de Santana – Em frente à prefeitura | 9h
– Paulo Afonso – Carreata | 9h (Aguardando Infos)
– Santa Cruz Cabrália – Caminhada e carro de som Praça do Coração | 9h
– São Luís do Curu – Saída de ônibus rumo à Fortaleza (Aguardando Infos)
– Serrinha – Carreata | 14h (Aguardando Infos)
– Vitória da Conquista – Praça 09 de Novembro | 8h30

Ceará

Fortaleza –  Av. Leste Oeste Santa Edwiges | 15h e Praça da Gentilândia | 15h30
– Sobral – Praça de Cuba | 8h
– Tianguá (Região da Ibiapaba) – Em frente ao Mix Atacarejo | 7h

Maranhão

São Luís  – Praça Deodoro até a Maria Aragão | 8h

Paraíba

João Pessoa – Caminhada e carreata Lyceu Paraíbano, rumo ao ponto de Cem Réis | 9h
– Campina Grande – Praça da Bandeira | 9h
– Cajazeiras – Praça das Oiticicas | 9h
– Monteiro – Carreata saindo do Portal | 9h

Pernambuco

Recife – Praça do Derby indo pela Conde da Boa Vista até Guararapes | 9h
– Salgueiro – Av. Agamenon Magalhães (entrada da feira livre) | 08h

Piauí

Teresina – Praça Rio Branco | 8h
– Parnaíba – Semáforo da Av. Pinheiro Machado com Samuel Santos | 16h
– Picos – Praça Félix Pacheco | 8h
– Piripiri – Praça da Bandeira | 10h

Rio Grande do Norte

Natal – Midway Mall até Natal Shopping Center | 15h
– Mossoró – Praça Cícero Dias em frente ao Teatro Municipal |  16h
– Pureza – Ato na Feira Livre | 6h

Sergipe

Aracaju – concentração na Praça da Bandeira, 9h
– Capela – Praça da Matriz |  08h
– Itabaiana – Carreata, Calçadão Airton Teles (Anfiteatro) | 16h

 

Região Centro-Oeste

 

Distrito Federal

Brasília – Carreata Praça do Buriti (até a Esplanada) | 8h e 
caminhada Biblioteca Nacional em direção ao Congresso Nacional | 9h

Goiânia 

– Caminhada e Carreata Praça Cívica | 9h
– Catalão – Praça do Eldorado (Castelo Branco) | 8h
– Jataí – Carreata e Bicicletada Lago Diacuy | 9h
– Pirenópolis – Carreata concentração Residencial Luciano Peixoto | 9h30

CUT-GO – Movimento antibolsonaro volta às ruas no dia 19 de junho

Mato Grosso

Cuiabá  – Prainha – Ato Simbólico | 6h
e carreata  SESC Arsenal – Sentido Santa Isabel | 8h e também ato na Praça – Alencastro | 10h
– Cáceres – Caminhada e Carreata Praça da Cavalhada | 8h
– Juína – Carreata Ginásio de Esportes | 16h
– Tangará da Serra – Carreata Corpo de Bombeiros | 14h30

Mato Grosso do Sul

Campo Grande – Praça do Rádio | 9h
– Bonito – Praça da Liberdade | 16h
– Corumbá – Concentração na Frei Mariano com a Dom Aquino | 8h30
– Dourados – Ato simbólico | 9h30
– Três Lagoas – Praça do Relógio | 9h

 

Região Sudeste

 

Espírito Santo

Vitória – Carro, Bike e a pé UFES até Assembléia Legislativa | 15h
– Aracruz – Praça São João Batista | 9h
– Cachoeiro – Antiga estação ferroviária | 11h
– Marataízes – Rotatória da Barra | 15h

Minas Gerais

Belo Horizonte – Praça da Liberdade até Praça da Estação | 13h
– Alfenas – Praça da Rodoviária Antiga | 15h30
– Araguari – em frente ao Bosque John Kennedy |10h
– Barbacena – em frente à Policlínica | 10h
– Betim – Viaduto do Jacintão | 9h
– Brumadinho- Concentração no Letreiro e caminhada até a Praça da Rodoviária | 10h
– Campo Belo – Praça dos Expedicionários | 9h30
– Caratinga – Praça da Estação | 15h
– Conselheiro Lafaiete – Praça Barão de Queluz | 13h
– Divinópolis – Rua São Paulo | 9h e Praça Santuário | 10h
– Formiga – Praça da Rodoviária | 7h
– Gonçalves – Portal da Cidade | 11h
– Governador Valadares – Praça da Estação | 10h
– Ipatinga Praça Primeiro de Maio | 9h
– Itabira – Rodoviária | 9h
– Itabirito – em frente a Prefeitura | 9h
– Itaúna – Praça da Matriz | 9h
– Ituiutaba – Praça da Prefeitura | 8h30
– João Monlevade – Câmara Municipal | 09h
– Juiz de Fora – Parque Halfeld | 10h
– Lafaiete – Praça Barão de Queluz | 13h
– Lavras – Praça Dr. Augusto Silva | 10h
– Montes Claros – Praça do automóvel clube | 9h
– Muriaé – Parque de Exposições | 10h
– Ouro Preto – Praça Tiradentes | 10h
– Patos de Minas – Praça do Coreto | 9h30
– Passos – Estação Cultura | 10h
– Poços de Caldas – Parque Affonso Junqueira | 15h
– Pouso Alegre – Catedral | 9h30
– Ribeirão das Neves – Praça de Justinópolis | 9h
– São Sebastião do Paraíso – Carreata – CAIC Rua José Braz Neves n° 100 | 15h
– São João Del Rei – Em frente ao Dom Bosco | 10h
– São Lourenço – Calçadão II | 14h30
– Sete Lagoas – Praça Tiradentes | 9h
– Ubá – Av. Comendador Jacinto Soares de Souza Lima | 15h30
– Uberaba – Praça Rui Barbosa | 9h
– Uberlândia – Praça Ismene Mendes | 9h30
– Varginha – Praça do ET | 10h
– Viçosa – 4 Pilastras | 9h30

São Paulo

São Paulo – Bicicletada Praça do Ciclista | 13h30; MASP, na Avenida Paulista, às 16h
– Araçatuba – Praça Rui Barbosa, Centro | 10h
– Barretos – Praça da Igreja de Sant’Ana e São Joaquim, Bairro Nadir Kenan | 15h
– Bauru – Praça Rui Barbosa | 14h
– Campinas – Caminhada Largo do Rosário até Centro | 10h
– Caraguatatuba – Carreata Quiosque 32 Indaiá | 9h
– Carapicuíba – Ato Simbólico na Vila Dirce e ida à Av. Paulista | 10h
– Diadema – Terminal Diadema | 14h
– Garça – Carreata em frente a Praça da Prefeitura | 14h
– Ilhabela – Praça da Mangueira | 15h
– Ilhéus – Praça Cairú | 9h
– Indaiatuba – Av. Francisco de Paula Leite esquina do SESI em frente ao posto BR | 14h
– Itanhaém – Boca da Barra | 15h
– Itapetininga – Concentração Carreata SESI sentido Paróquia N.S.das Estrelas |h
– Jacareí – Pátio dos Trilhos – 9h30
– Jaú – Em frente ao Cemitério | 9h
– Laranjal Paulista – Carreata Cemitério da Saudade | 13h30 e Ato Simbólico Largo São João | 14h30
– Lorena – Praça Arnolfo Azevedo | (*Aguardando Infos)
– Mairiporã – Praça do Rosário (Antiga Rodoviária) | 9h30
– Marília – Praça Saturnino de Brito (em frente à Prefeitura) | 10h
– Peruíbe – Rua Colombo Americano dos Santos, entre o MC Donald’s e a Praça Flórida | 10h
– Piracicaba – Praça José Bonifácio | 10h  
– Piracaia – Praça do Rosário | 15h
– Praia Grande – Av. Pau Brasil em frente ao Krill no Samambaia | 10h
– Presidente Prudente – Rua Júlio Tiezzi (em frente ao antigo Procon) | 9h30
– Ribeirão Preto – Caminhada Esplanada do Teatro Pedro II | 9h
– Rio Preto – Em frente à Câmara Municipal | 16h
– Santo André – Praça do Carmo | 10h e Paço Municipal | 13h
– São Bernardo – Carreata Rua Odeon (Colégio Vereda atrás do Terminal Ferrazópolis) | 10h
– São Roque – Carreata Brasital, Av. Aracaí 250 com arrecadação de alimentos | 10h30
– Santos – Estação da Cidadania | 16h
– São José dos Campos – Praça Afonso Pena | 9h
– São Luiz do Paraitinga – Carreata – Bairro do Orris | 15h
– São Sebastião – Costa Sul – Praça Pôr do Sol – Boiçucanga | 16h
– Sorocaba – Praça Coronel Fernando Prestes (Catedral) | 10h
– Taubaté – Bolsão Avenida do Povo | 9h
– Tupã – Praça da Imigração Japonesa | 13h
– Ubatuba – Rotatória do Pescador | 16h
– Osasco – Caminhada Rua Antônio Agu/Estação de Osasco |

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Monumento Zumbi dos Palmares até Candelária | 10h
– Angra dos Reis – Praça do Papão | 9h
– Barra do Piraí – Carreata Rua Angélica (Light) | 8h30
– Barra Mansa | (*Aguardando Infos)
– Bom Jesus de Itabapoana | Praça Governador Portela | (*Aguardando Infos)
– Campos – Praça São Salvador | 9h
– Itaperuna | Concha Acústica | 16h
– Macaé – Praça Veríssimo de Melo | 9h30
– Nova Friburgo – Praça Demerval Barbosa | 14h
– Nova Iguaçu – Praça Direitos Humanos Via Light | 9h
– Petrópolis | Praça da Inconfidência | 11h
– Resende – Mercado Popular | 10h
– Rio das Ostras – Posto de saúde da Família  ncora | 9h
– Santo Antônio de Pádua | (*Aguardando Infos)
– Teresópolis | Praça do Sakura | 9h
– Valença – Jardim de Cima | 10h
– Volta Redonda – Vila UFF | 9h

 

Região Sul

 

Paraná

Curitiba – Praça Santos Andrade | 15h
– Antonina – Carreata e Bicicletada Praça Coronel Macedo | 9h
– Campo Mourão – Carreata Escola CAIC | 9h30
– Cascavel – Carreata em frente ao Tuiutí sentido à Prefeitura | 9h
-Irati – Rua da Cidadania | 10h
– Laranjeiras do Sul – Av. Santos Dumont (Super creche 2) | 9h
– Londrina – Em frente ao Teatro Ouro Verde | 16h
– Maringá – Praça Raposo Tavares | 14h
– Morretes – Carreata concentração na Copel | 15h
– Paranaguá – Praça dos Leões | 9h
– Ponta Grossa – Praça Barão de Guaraúna | 15h
– Umuarama – Praça Arthur Thomas | 11h
– União da Vitória – Praça Coronel Amazonas | 15h

Rio Grande do Sul

Porto Alegre – Concentração no Largo Glênio Peres, às 15h, seguida de marcha                       até o Largo Zumbi dos Palmares.
– Alvorada – Corsan | 10h
– Caxias do Sul – Praça Dante Alighieri | 15h
– Erechim – Esquina Democrática | 13h30
– Esteio – Praça do Soldado | 10h
– Novo Hamburgo – Praça Punta Del Este | 10h
– Pelotas – Largo do Mercado | 10h
– Rio Grande – Largo Dr. Pio | 11h
– Sapiranga – Praça da Bandeira | 9h
– Santa Cruz do Sul – Praça da Bandeira | 15h
– Santa Maria – Praça Saldanha Marinho | 10h
– Santana do Livramento – Parque Internacional | 10h

CUT-RS – Gaúchos organizam volta às ruas pelo “fora Bolsonaro” no próximo sábado

Santa Catarina

Florianópolis: Ato às 9h, na Praça Tancredo Neves (em frente à ALESC)
– Araranguá: Ato às 9h, no Relógio do Sol
– Balneário Camboriú: ato na Praça Tamandaré, às 15h
– Blumenau – ato às 10h, na Praça do Teatro Carlos Gomes
– Brusque: Ato na Praça Gilberto Colzani, às 10h
– Caçador: Carreata com concentração em frente ao IFSC, às 9h30, e em seguida fazem duas paradas para atos simbólicos: na Praça do Berger, às 10h30, e no centro do bairro Martello, às 11h30
– Chapecó: Carreata com concentração às 9h na Avenida Getúlio Vargas (shopping Criciúma), paralelamente com caminhada, faixaço e bandeiraço nos canteiros da Avenida Getúlio Vargas com dois pontos de concentração: em frente à Catedral e em frente ao Banco do Brasil, às 9h30
– Criciúma: Ato com concentração às 9h, na Praça da Chaminé
– Garopaba: Carreata e bicicletada, concentração às 15h na rua Álvaro E. Nascimento
– Herval d’Oeste: ato na Praça Daniel Olímpio da Rocha, às 14h (mobilização unificada de Joaçaba e região)
– Itajaí: Ato às 10h, no Calçadão da Hercílio Luz
– Joinville: Ato às 10h, na Praça da Bandeira
– Jaraguá do Sul: Ato na Praça Angelo Piazera, às 9h
– Porto União – ato na Praça Amazonas, às 15h
– Rio do Sul –  Ato na Praça Ermembergo Pellizzetti –  9h30
– Lages: Ato às 15h, na Praça João Costa (Calçadão)
– Laguna: ato com concentração às 9h30, no cais do Centro
– São Bento do Sul: ato simbólico com informações a confirmar
– São Cristóvão do Sul: Ato nas margens da BR 116, às 10h
– São Lourenço do Oeste – carreata com concentração no Centro de Eventos, às 10h
– São Miguel do Oeste: ato no Trevo, às 10h
– Tubarão: Carreata e Caminhada com concentração na Praça da Arena Multiuso, às 13h30
– Xanxerê: Ato na Praça Tiradentes, às 9h30         

              

Atos no Exterior

19/06
Inglaterra – Londres – Embaixada do Brasil | 14h (horário local0
Inglaterra – Oxford – Fernando’s Cafe City Center | 13h (horário local)
Portugal – Porto – Centro Português de Fotografia, Largo Amor de Perdição

20/06
Itália – Roma – Piazzale Del Verano 20h (horário local)

*Com informações da Central de Mídia das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo 

Fonte: CUT

CUT saúda o povo peruano pela vitória de Pedro Castilho

notice

 

Portal CUT. Por: CUT Nacional O presidente da CUT, Sérgio Nobre, e o secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, divulgaram nota nesta quinta-feira (10) parabenizando os trabalhadores e as trabalhadoras do Peru pela eleição do professor e sindicalista Pedro Castilho à presidência do país.

A vitória de Castilho representa uma vitória do chamado “Peru Profundo”, dos camponeses, indígenas, das trabalhadoras e dos trabalhadores – em suma, de todas e todos aqueles esquecidos e desprezados pelas classes dominantes peruanas”, diz trecho da nota.

A nota ressalta ainda a derrota da candidata Keijo Fujimori, herdeira de uma ditadura corrupta e assassina, que promoveu a morte e a perseguição, ataques aos direitos da classe trabalhadora e concentração das riquezas nacionais.

Confira a íntegra da nota

CUT saúda o povo peruano pela vitória de Pedro Castilho

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) parabeniza a classe trabalhadora peruana pela vitória do professor e sindicalista Pedro Castilho nas eleições presidenciais do último dia 06 de junho. A eleição de Pedro Castilho, do partido “Peru Livre”, representa uma vitória do chamado “Peru Profundo”, dos camponeses, indígenas, das trabalhadoras e dos trabalhadores – em suma, de todas e todos aqueles esquecidos e desprezados pelas classes dominantes peruanas.

Também ressaltamos a derrota da candidata fascista, Keijo Fujimori. Herdeira política de seu pai, o ex-ditador Alberto Fujimori, uma vitória de Keijo, significaria revitalizar, mesmo que historicamente, uma ditadura corrupta e assassina, que promoveu a morte e a perseguição de opositores, a esterilização forçada de mais de 300 mil mulheres e de cerca de 22 mil homens e que promoveu um regime econômico baseado no ataque aos direitos da classe trabalhadora e na concentração das riquezas nacionais. Keijo Fujimori pretendia, inclusive, anistiar o pai – que atualmente encontra-se preso por corrupção e crimes contra a humanidade.

Não podemos deixar de destacar que, assim como as elites brasileiras fizeram em 2018, a burguesia peruana não titubeou em abraçar o fascismo representado pelo fujimorismo – colocando, como já é de costume na América Latina, a exploração da classe trabalhadora acima da democracia e dos direitos humanos.

Desejamos que o presidente eleito estabeleça um diálogo efetivo com nossas companheiras e companheiros da CGTP e da CUT Peru, em torno das reinvindicações das trabalhadoras e dos trabalhadores peruanos e dos seus compromissos de campanha – como, por exemplo, a imediata convocação de uma Assembleia Constituinte que enterre a Constituição de 1993, forjada ainda na ditadura de Fujimori, de maneira autoritária e submissa aos interesses do capital e do imperialismo.

Saudamos os militantes que estão nas ruas de todo o país comemorando e lutando para que o resultado das urnas seja respeitado – diante das infundadas denúncias de fraude por parte da candidata derrotada. Seguiremos atentos e vigilantes para que Pedro Castilho tome posse e para que faça um governo de todo o povo peruano, que promova os direitos das minorias e que possa contribuir para a necessária e urgente integração latino-americana.

São Paulo, 10 de novembro de 2021

Sergio Nobre

Presidente

Antonio Lisboa                                            

Secretário de Relações Internacionais

Pelo Brasil e pelo povo, CUT, centrais e frentes farão atos ‘fora, Bolsonaro’

notice

Portal CUT. Por: Andre Accarini A mobilização popular pela recuperação do Brasil, que está sendo devastado pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) será reforçada na próxima semana. Com todos os cuidados necessários, como o distanciamento social, uso de álcool em gel e máscaras, os trabalhadores e trabalhadoras estarão mobilizados nos locais de trabalho e, outra vez, vão ocupar as ruas para levantar a voz exigindo o ’fora, Bolsonaro’, única maneira de o país voltar a crescer, salvar vidas, distribuir renda e gerar empregos. Os atos do dia 29 de maio demonstraram a insatisfação e a necessidade urgente de mudança no país.

No próximo dia 18, A CUT e demais centrais sindicais farão as mobilizações nos locais de trabalho para dialogar com trabalhadores sobre a realidade do país. E, no dia 19, com os movimentos sociais, vai às ruas pelo ‘fora, Bolsonaro’.

Na sexta-feira da semana que vem (18), os sindicalistas irão aos locais de trabalho dialogar com trabalhadores e trabalhadoras sobre a atual situação do país – de recessão, desemprego, pobreza, fome, inflação e, claro, de uma tragédia social jamais vista, provocada pela má atuação de Bolsonaro frente à pandemia, que levou o país a quase 500 mil mortos por Covid-19.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, explica que a mobilização deste dia tem foco na pauta trabalhista. “Vamos conversar com os trabalhadores, mostrar a eles o que está errado nesse país, o que este governo vem fazendo, e que provoca o desemprego e empobrecimento da população”.

De acordo com Sérgio Nobre, estão organizadas atividades em todo o país já nas primeiras horas do dia, em portas de fábricas e locais de trabalho, todas respeitando protocolos de segurança para evitar a disseminação do novo coronavírus.

“Vamos fazer panfletagens, assembleias, colocar faixas com as nossas lutas mais urgentes como o auxílio emergencial de R$ 600, a luta contra a fome que já atinge quase 20 milhões de pessoas, a carestia, a luta contra as privatizações que vão prejudicar ainda mais os brasileiros, além de exigir vacina já para todos, para salvar vidas”, diz o presidente da CUT.

Dia 18 faremos um diálogo direto com nossa base – os trabalhadores – sobre essa situação de tragédia que vivemos e o dia 19 será o dia do Fora Bolsonaro nas ruas

– Sérgio Nobre

Leia mais: Inflação dispara e registra a maior alta para o mês de maio desde 1996

“Se queremos um país com mais empregos, com desenvolvimento, sem privatizações, um país em que os trabalhadores tenham direitos, tenham acesso à vacina e ao auxílio emergencial digno, temos que tirar Bolsonaro do poder”, completa o presidente da CUT.

E para reforçar o ‘Fora Bolsonaro’, a CUT apoia as manifestações que estão sendo organizadas pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo para o dia 19 de junho, sábado da semana que vem. A CUT é uma das impulsionadoras da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, por fazer parte das Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e do Fórum das centrais sindicais.

Neste dia, movimentos sociais pretendem levar às ruas todas as bandeiras de luta mais urgentes, mas o foco, a bandeira principal, é impeachment do presidente – o “fora, Bolsonaro” -, exigindo que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), paute um dos mais de cem pedidos de afastamento, que estão engavetados no Congresso.

Para este dia, a orientação da CUT é que todos que se sentirem seguros para ir às ruas, que não façam parte de grupos de riscos nem tenham comorbidades, devem se cercar de todos os cuidados necessários, a exemplo do que aconteceu no dia 29 de maio, em que mais de 420 mil trabalhadores em mais de 210 cidades deram um exemplo de proteção à vida nas manifestações, todos usando máscaras, álcool gel e mantendo o máximo possível de distanciamento social.

Ao contrário das manifestações antidemocráticas de apoio a Bolsonaro, convocadas por ele próprio, em que seus seguidores ignoram qualquer medida de segurança – máscara principalmente – e demonstram um enorme desprezo à vida e à dor das cerca de 500 mil famílias que perderam entes queridos na pandemia.

Sérgio Nobre orienta aos trabalhadores que não se sentirem seguros para ir às ruas, que organizem outros tipos de manifestações mais isoladas como panelaços e carreatas. “O povo pode dizer o ‘fora, Bolsonaro’ de várias maneiras, como ir para as redes sociais e se manifestar intensamente, pendurar bandeiras na janela, fazer panelaços, participar de carreatas.”

Mas uma coisa é certa, ele diz. “Se queremos que tenha emprego, que tenha auxílio emergencial, que tenha vacina, que tenha direitos, se queremos que o Brasil seja um pais decente, tem que ser com ‘fora, Bolsonaro’”.

Por isso, o dia 19, Dia Nacional de Mobilização por ‘Fora Bolsonaro’, será uma data igualmente histórica para o Brasil –  mais um dia em que a maioria dos brasileiros mostrará que o país, “com Bolsonaro, não tem futuro”, completa o presidente da CUT.

Recomendações essenciais da CUT para as manifestações:

  • Participação nas atividades de rua, somente de quem se sentir seguro;
  • Quem não for para as ruas, poderá participar de forma virtual, colocando bandeiras nas fachadas, fazendo panelaços e outras ações;
  • Nas ruas, manter o distanciamento mínimo necessário, utilizar máscara adequada, álcool em gel;

Cuidados necessários:

– Quem não deve participar dos atos:

Pessoas que apresentam sintomas de covid-19 ou que tiveram contato recente com infectados o novo coronavírus, que possuam comorbidades ou que residam com alguém que as possua.

– Antes do ato:

Tomar cuidado redobrado com o transporte público. Evitar meios de transporte sem janela e que tenham muitas pessoas. É imprescindível sair de casa já utilizando máscara, preferencialmente do tipo PFF2 ou N95.

– O que fazer durante o ato:

Manter-se sempre ao ar livre e preferencialmente a uma distância de 1 a 2 metros de outras pessoas.

Retire a máscara apenas para trocá-la caso esteja úmida e neste caso, afastar-se das demais pessoas.

Limpar as mãos frequentemente com álcool em gel 70% e evite tocar mucosas dos olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam devidamente higienizadas.

Não compartilhar objetos de uso pessoal e, se for possível, leve mais de uma máscara PFF2 ou N95 para distribuir para quem não as tem.

– Depois do ato:

Não confraternizar com amigos em bares, nem em casa, após a manifestação. No caminho de volta, são necessários os mesmos cuidados com o transporte público. Retire a máscara ao somente ao chegar em casa.

 

  • Edição: Marize Muniz

CUT lança campanha de solidariedade para socorrer Venezuela na produção de oxigênio

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Portal CUT. Por: Andre Accarini Em janeiro de 2021, quando o sistema de saúde em Manaus entrou em colapso e pacientes de Covid-19 agonizavam e morriam asfixiadas por falta de oxigênio, a solidariedade dos vizinhos venezuelanos foi essencial para aliviar o sofrimento dos brasileiros.  Foi deles a primeira iniciativa de enviar oxigênio para a capital do Amazonas para salvar vidas, enquanto o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) negligenciava a crise. O então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, soube dias antes que o estoque estava acabando e nada fez. O governo brasileiro nunca agradeceu a ajuda, mas a classe trabalhadora e o povo, sim.  

E agora é a hora de retribuir a solidariedade. O país vizinho enfrenta dificuldades para produzir e transportar o oxigênio. Faltam peças e manutenção de máquinas, usinas e caminhões utilizados para esta finalidade.

Por ajudar os companheiros venezuelanos, a CUT, que sempre teve uma relação solidária com os sindicatos daquele país, lançou uma campanha de arrecadação tanto de peças quanto de recursos.  

“A solidariedade entre os sindicatos brasileiros e venezuelanos sempre existiu e agora se mostra mais do que necessária. É uma questão de salvar vidas”, diz o Secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa.

O dirigente explica que, por causa das sanções econômicas impostas por potências econômicas como os Estados Unidos, a Venezuela não consegue importar muitos desses insumos para manter sua produção.

“É nosso papel fornecer essas peças de reposição ou ajudar financeiramente para que eles possam se manter, possam continuar com esse trabalho sério que salva vidas”, reforça Lisboa.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, convocou todos os companheiros e as companheiras de entidades filiadas a Central a se engajarem na campanha.

“Quero convocar os nossos sindicatos de base, nossas federações, confederações, estaduais a se engajarem na campanha de solidariedade ao povo da Venezuela. Vamos criar as condições para que continuem a produzir o oxigênio e garantindo transporte para que possam salvar vidas do povo trabalhador da Venezuela e a solidariedade que tiveram com o povo brasileiro”, disse o presidente da CUT.

A fala de Sérgio Nobre faz parte de um vídeo que fala que os problemas da classe trabalhadora são parecidos em todo o mundo e, portanto, a luta tem de ser globalizada, lembra do apoio que os venezuelanos deram aos brasileiros e conta o que está acontecendo hoje na Venezuela.

Assista o vídeo da campanha

 

Para ajudar

De acordo com Antônio Lisboa, entidades sindicais da Venezuela se mobilizaram e fizeram um levantamento dos materiais necessários e enviaram aos sindicatos brasileiros. Outra – e importante – forma de contribuição é financeira. E todos podem ajudar.

Via PIX:

A chave é o e-mail campanhas@cut.org.br

Via depósito ou transferência bancária:

Banco do Brasil
Conta corrente: 8024-1 / Agência 3344-8
CNPJ: 60.563.731/0001-77

Descaso do governo brasileiro

A Venezuela enviou 130 mil litros de oxigênio ao Brasil, transportados por oito caminhões. Também reuniu um grupo de 107 médicos venezuelanos e brasileiros, formados pela Escola Latino-Americana de Medicina Salvador Allende, em Caracas, para auxiliar na linha de frente do combate à pandemia na região amazônica. O assunto inclusive, foi pauta da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado, a CPI da Pandemia, que investiga as responsabilidades sobre a tragédia que se abate no país.

Pazuello foi questionado sobre as razões de não ter agido em conjunto com a Venezuela ao menos enviando transporte aéreo para traz o oxigênio para o país. Já o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, confirmou na CPI que sequer agradeceu o país vizinho.

“O que aconteceu demonstra claramente quem está ao lado de trabalhador. São os próprios trabalhadores que se unem para ajudar, para salvar vidas. E foi o que a Venezuela fez, ao contrário do governo brasileiro”, diz o secretário de Relações Internacionais da CUT.

Sanções econômicas

A Venezuela enfrenta, desde 2014, bloqueios econômicos capitaneados pelos Estados Unidos, que tentam intervir no regime político de esquerda do país vizinho, governado por Nicolás Maduro, classificando-o como “ameaça inusual para segurança interna dos Estados Unidos”.

Ao todo são mais de 150 sanções, sendo 62 duas EUA, nove da União Europeia, cindo do Canadá e mais cindo do Reino Unido.

De acordo com reportagem do Brasil de Fato (BdF), um levantamento da ONG Sures, estima que metade do planeta sofra com sanções econômicas.  No caso da Venezuela, esses bloqueios consistem em o país ficar impedido de realizar transações internacionais com o dólar estadunidense. E isso aumenta os gastos cambiários do país.

Outro impacto, diz o BdF, justamente causado pela falta de peças, se dá na produção e petróleo, já que o país sul americano depende de tecnologia importada (peças e componentes) para manter sua produção.

Por conta da dificuldade de compra de peças para a manutenção da infraestrutura e de químicos usados no refino do petróleo, a indústria petrolífera, carro-chefe do país, diminuiu sua produção em aproximadamente 60% desde 2014.

 

  • Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT

Contribuir com a previdência pública ainda é melhor do que com a privada. Entenda

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Portal CUT. Por: Rosely Rocha Desanimados com a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que tirou de milhões de trabalhadores o direito de se aposentar, o alto índice de desemprego e a informalidade, entre outros motivos, alguns brasileiros acabaram atraídos pelo “canto da sereia’ entoado pelos banqueiros e, sem fazer as contas, optaram pela previdência privada e pararam de contribuir com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Não fizeram a melhor opção, apesar da reforma e das outras razões.

O economista Fabio Giambiagi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fez as contas e mostrou que a opção pela previdência privada não é essa maravilha toda que os bancos afirmam nas propagandas.

Ele analisou quanto os trabalhadores teriam poupar mês a mês para conseguir viver durante 20 anos, no futuro, com o equivalente a um salário mínimo (o atual é de R$ 1.100). A conclusão é que o trabalhador teria de acumular R$ 259 mil durante toda a vida, o que é impossível para a maioria dos brasileiros, para garantir a aposentadoria.

Além do alto valor de poupança necessário, a previdência privada tem um período de validade, ou seja, a aposentadoria pode acabar depois do prazo fixado pelos bancos. Um trabalhador que se “aposente”, por exemplo, aos 65 anos vai receber R$ 1.100 até os 85 anos. Se ele viver até os 86 anos, ou mais, dependerá da caridade da família para o resto da sua vida, caso não tenha outra fonte de renda.

Aposentadoria pública X privada no Brasil e no mundo

A professora de economia da UFRJ, Denise Gentil, uma das mais duras críticas da reforma da Previdência no Brasil, lembra que os protestos no Chile, em 2019, começaram após os aposentados daquele país se derem conta de que a aposentadoria privada não cobria o resto de suas vidas.

“O sistema de capitalização que Paulo Guedes [ministro da Economia] quer ainda implantar, mesmo após a reforma da Previdência, aqui é igual ao do Chile. Lá os 80% dos aposentados recebem menos do que o salário mínimo local e 44% recebiam valores equivalentes abaixo da linha da pobreza”, conta a economista.

Denise ressalta ainda que os aposentados dos Estados Unidos, um país liberal, também tiveram amargos prejuízos com o sistema de capitalização da previdência local.

“Em 2008 houve uma crise financeira mundial e os bancos diminuíram muito o valor pago aos aposentados, outros faliram deixando os idosos sem nada. Essa crise destruiu os fundos de previdência nos EUA“, diz.

O problema, segundo ela, é que os bancos aplicam o dinheiro da previdência privada em ativos altamente vulneráveis, de risco, e como o dinheiro não é dos bancos, eles aplicam onde pode dar lucro, independente da segurança para reservas futuras. Além disso, as taxas de administração cobradas por essas instituições financeiras para gerir a aplicação são exorbitantes.  O mesmo ocorre no Brasil que vai na contramão do mundo.

“Dos 30 países que têm o sistema de capitalização, 18 decidiram retomar a previdência pública pelos baixos pagamentos que os aposentados recebiam”, conta a economista.

O retorno desses fundos de capitalização é muito baixo. Todo mundo sabe que é a pior aplicação que alguém pode fazer. A previdência privada reduz a cobertura, tem valor baixo e os impactos sociais são negativos porque podem deixar os idosos na miséria

– Denise Gentil

As reformas da Previdência e Trabalhista no Brasil trouxeram, na verdade, segundo a economista, mais prejuízos ao Caixa do INSS. Denise explica que sem carteira assinada, o trabalhador e a trabalhadora não contribuem e sem tempo de contribuição eles não se aposentam ficando ainda mais dependentes de benefícios sociais como o do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos a partir de 65 anos.

“Os tecnocratas do governo não reconhecem que vão falir com o sistema de previdência pública porque os benefícios sociais não têm fonte de renda, não cobrem os gastos, ao contrário do INSS que arrecada dos trabalhadores e das empresas. Com a precarização dos empregos, os trabalhadores vão se aposentar por idade e a maioria não vai preencher os requisitos necessários e vai todo mundo pro BPC”, afirma Denise Gentil.

“Cai a contribuição, mas como tem quem gente se aposentando, gera um passivo, um déficit da previdência maior do que antes, e o governo vai ter de fazer  medidas compensatórias para cobrir o baixo nível de aposentadorias dos sistemas privado e público”, diz a professora de economia.

Governo da morte

Para Denise Gentil, o cenário explosivo de mortes de idosos por Covid-19, que sustentavam famílias, a falta de vacinas, as aglomerações causadas pelo presidente da República, e a dificuldade dos novos trabalhadores terem acesso aos benefícios previdenciários, mostram que a solução para os déficits públicos do governo Bolsonaro é a morte imediata.

O ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, chegou a dizer durante uma reunião de saúde complementar, no dia 27 de abril deste ano, que o Estado “quebrou” e, diante da escassez de recursos do sistema de saúde , o setor público não terá capacidade de atender à demanda crescente por atendimento da população.

Guedes disse ainda que “todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130. Não há capacidade de investimento para que o Estado consiga acompanhar” a busca por atendimento médico crescente.

Segundo a economista, a Covid é mais eficiente na reforma da Previdência do que qualquer outra medida em termos de parâmetros. É uma politica de morte e extermínio. Essa população idosa não é mais útil para o capital, já não tem capacidade de produzir e  fazer a gestão demográfica dessa população é o objetivo das politicas neoliberais.

Isto não está explícito nos manuais liberais, mas  a morte é um projeto pensado , racionalizado, não é um acidente sanitário, o vírus existe, estava lá, mas o número de pessoas que vai morrer será maior dependendo da politica sanitária e econômica posta em prática por este governo

– Denise Gentil

*Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT

CUT e demais centrais entregam agenda de prioridades dos trabalhadores no Congresso

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Presidente da CUT e dirigentes das demais centrais entregam Agenda Legislativa, na Câmara Federal

Portal CUT. Por: Rosely Rocha A Agenda Legislativa das Centrais Sindicais no Congresso Nacional com as prioridades para este ano em defesa da Vida, do Emprego e da Democracia foi entregue nesta quarta-feira (26) ao vice-presidente da Câmara Federal, deputado Marcelo Ramos (AM-PL), como parte do ato #600ContraFome , realizada pela manhã em frente ao Congresso Nacional.

O documento assinado pelas CUT, CSB, NCST, Força Sindical, UGT, CTB , Publica Central do Servidor, CGTB, Intersindical e CSP Conlutas , contem os 23 projetos e medidas que tramitam no Congresso Nacional e tem relação com os 12 pontos defendidos pelas centrais sindicais. (Veja abaixo).

As reivindicações principais são a volta do auxílio emergencial de R$ 600, políticas de geração de emprego e renda, vacinação em massa da população brasileira, contra as privatizações e contra a proposta reforma Administrativa, cuja tramitação vem sendo acelerada no Congresso.

A primeira prioridade, destacada na Agenda, é a proteção econômica por meio do Auxílio Emergencial com as mesmas regras de 2020 e idêntica cobertura para os quase 70 milhões de beneficiados.

 “É urgente a aprovação dos R$ 600 de auxílio emergencial. As pessoas estão passando fome, em especial na periferia das grandes cidades. É um crime o que está  sendo feito com o povo brasileiro, reduzindo o valor do auxílio pela metade, ou menos a metade,  e também reduzindo pela metade o número de pessoas que têm acesso ao benefício”, ressalta o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre.

As pessoas estão se amontoando nas calçadas, pedindo ajuda no farol, na porta dos restaurantes, e a falta do auxílio emergencial pode levar o país a uma crise social sem precedentes. Este foi o alerta que a gente fez ao Congresso Nacional

– Sérgio Nobre

A segunda prioridade é a proteção dos empregos e salários, assim como o posicionamento contrário em relação às medidas de flexibilização e precarização laboral. Reformas Tributária, Administrativas e as privatizações estão entre as proposições destacadas.

“É preciso impedir as privatizações da Eletrobras, do  Banco do Brasil (BB), da Caixa Econômica Federal (CEF), dos Correios e o fatiamento da Petrobras, para posterior venda da estatal, como vem ocorrendo. São empresas indutoras do desenvolvimento que não podemos perder”, diz Sérgio Nobre.

Agenda Legislativa das Centrais Sindicais

A Agenda Legislativa unitária foi elaborada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) e será permanentemente atualizada com o posicionamento das centrais em relação aos projetos e medidas em tramitação, assim como com as propostas elaboradas. A atualização dessa Agenda e de um mapeamento completo com mais de 120 propostas que tramitam no Congresso Nacional está disponível no site do DIAP

A Agenda completa pode baixada, clicando aqui.

Confira os 12 pontos prioritários para 2021: Vida, Emprego e Democracia

  1. Aprovar o Auxílio Emergencial com o valor de R$ 600,00/R$ 1.200,00, com as mesmas regras de acesso anteriores e duração garantida enquanto durarem os efeitos econômicos da pandemia, para proteger os trabalhadores não assalariados e sustentar o consumo das famílias.
  2. Implementar medidas de proteção dos empregos e salários, para proteger os assalariados, evitar o desemprego e sustentar a demanda das famílias.
  3. Aprovar medidas de apoio econômico às micro, pequenas, médias e grandes empresas para enfrentarem as adversidades da crise econômica decorrentes da crise sanitária.
  4. Fortalecer as iniciativas de lockdown dos entes federados – Estados, Distrito Federal e Municípios –, contribuindo com os esforços de articulação e de coordenação, com o objetivo de inverter rapidamente a curva de contágios e de mortes.
  5. Criar no âmbito do Congresso Nacional uma Comissão Nacional de Enfrentamento da Crise Sanitária e Econômica, com participação dos Poderes, dos entes federados e da sociedade civil organizada.
  6. Contribuir com as iniciativas dos entes subnacionais no investimento para a compra de vacinas.
  7. Exigir que o Brasil, por seus representantes, posicione-se oficialmente perante a Organização Mundial do Comércio em favor da proposta encaminhada pela Índia e África do Sul para suspender as patentes de vacinas, medicamentos e insumos hospitalares para combater a Covid-19 enquanto durar a pandemia e que o Congresso Nacional assim se manifeste.
  8. Exigir que se adotem as medidas jurídicas cabíveis, no âmbito e competência de cada um dos Poderes, para a suspensão de patente e licença compulsória das vacinas, medicamentos e insumos hospitalares para combater a Covid-19, tendo em vista o interesse público e a gravidade da crise sanitária decorrente do Coronavírus, adotando as ações necessárias para a imediata fabricação da vacina no Brasil.
  9. Aportar os recursos necessários para o orçamento da saúde, permitindo o enfrentamento adequado da crise sanitária, assim como a célere liberação dos recursos para a sustentabilidade da rede hospitalar e preventiva de saúde no Brasil.
  10. Criar um Comitê Científico de Crise para colaborar nas prospecções e na elaboração de medidas de combate à crise sanitária, com a participação da representação dos trabalhadores.
  11. Investir na elaboração de um Projeto Nacional de Desenvolvimento que reoriente as estratégicas nacionais, regionais, setoriais de crescimento econômico com justiça social; a reindustrialização do país, a inovação, a geração de emprego de qualidade e o crescimento dos salários com proteção social e laboral. (Implementar o Grupo de Trabalho no Congresso Nacional sobre Reindustrialização e Emprego).
  12. Adotar medidas para combater o racismo, o desmatamento, a ocupação de terras indígenas e o trabalho infantil. A igualdade salarial entre homens e mulheres, além de ampliar políticas de combate à violência de gênero, doméstica, familiar e a LGBTfobia também devem ser priorizadas no Parlamento.

PT presente na entrega da Agenda

No ato que contou com a presença do líder do PT no Senado, senador Paulo Rocha (PT-PA) e do deputado Carlos Veras (PT-PE), também foi entregue um documento dos eletricitários, em defesa da Eletrobras pública.

Antes da entrega da Agenda Legislativa, o deputado Carlos Veras (PT-PE), parabenizou na Câmara Federal, as centrais sindicais e os movimentos sociais pela iniciativa em defesa do auxílio emergencial, contra a fome.

‘O dia de hoje vou dar um voto de aplausos à Confederação Nacional da Agricultura (Contag) ao Movimento dos Sem Terra (MST) e a todas as centrais sindicais que realizaram aqui em frente ao Congresso, um grande ato em defesa da vacina, da alimentação, do auxílio emergencial de R$ 600. Esta luta tem de ser de cada parlamentar neste Congresso”, disse Veras.

É preciso urgente  votar a Medida Provisória do auxílio emergencial garantindo o retorno ao r$ 600. Esse é o momento que o povo brasileiro pede  vacina no braço e comida no prato

– Carlos Veras

Colaboração: Vanilda de Oliveira

Fonte: CUT

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