CUT e centrais fecham acordo histórico com governo da Venezuela para salvar vidas

Matéria escrita por Vanilda de Oliveira, da CUT Nacional

A CUT e o Fórum das Centrais Sindicais (CUT, Força, UGT, CTB, CSB, NCST), que, juntas, representam dois terços dos trabalhadores brasileiros, acabam de firmar um acordo histórico com o governo da Venezuela para ampliar o fornecimento de oxigênio hospitalar a Manaus. A capital do Amazonas enfrenta um dos mais dramáticos quadros da pandemia no Brasil, por falta desse insumo essencial aos pacientes internados com COVID-19.

Sérgio Nobre em reunião virtual com centrais e ministro das Relações Exteriores , Jorge Arreaza

 

“Esse acordo é uma conquista do movimento sindical, da classe trabalhadora. Mostra, mais uma vez, que sabemos agir frente a um governo federal incompetente e criminoso, para salvar vidas dos trabalhadores, mostra também a solidariedade entre os países latino-americanos, entre o Brasil e a Venezuela, diante de uma crise sanitária que assola nosso país. Faremos tudo o que estiver ao alcance da CUT e do Fórum das Centrais para impedir que trabalhadores morram por falta de oxigênio. Toda gratidão ao povo venezuelano e ao presidente Nicolás Maduro”, disse Sérgio Nobre. Foi do dirigente cutista a iniciativa de procurar o governo da Venezuela.

Pelo acordo de “colaboração e solidariedade de classe”, a Venezuela fornecerá 80 mil m 3 por semana de oxigênio hospitalar à capital do Amazonas. As Centrais mobilizarão o trabalho de logística (transporte e distribuição do produto). “Estamos mostrando como se faz a diplomacia dos trabalhadores”, afirmam os presidentes das centrais.

Esse volume de oxigênio que será enviado a Manaus semanalmente, conforme o acordo entre o governo Venezuelano e o Fórum das Centrais, é equivalente à soma de três dias de produção das fábricas locais que fornecem o insumo à capital amazonense.

O primeiro comboio com oxigênio deve chegar ao Brasil na semana que vem. As Centrais Sindicais vão mobilizar todos os seus entes – estaduais, sindicatos, federações, confederações – e também a IndustriAll Brasil neste trabalho urgente para garantir o envio de caminhões à Venezuela para a retirada do oxigênio que será levado e distribuído em Manaus. “É uma troca baseada na cooperação e isso se chama solidariedade de classe”, afirmam os presidentes das Centrais.

Os dirigentes também já iniciaram nesta quarta-feira (20) o contato com os governos estadual e local para articular e encaminhar essa cooperação e também com a iniciativa privada, especialmente o setor de transporte e autopeças. O objetivo é conseguir peças e insumos para garantir a escala da produção da fábrica de oxigênio e de caminhões. A Venezuela enfrenta embargo dos Estados Unidos e falta de produtos e não é reconhecida pelo governo Bolsonaro.

“Lamento que o Brasil enfrente um boicote do seu próprio presidente da República. Nós sabemos bem o que é sofrer um boicote, mas aqui na Venezuela temos governo, temos um presidente que governa para o povo e pelo povo”, disse o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza.

Min.das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, em reunião virtual com Centrais

 

RESPOSTA RÁPIDA

O governo Maduro respondeu rapidamente ao chamado do Fórum das Centrais feito na semana passada. Foram duas reuniões seguidas: a primeira, política, realizada na noite desta terça-feira (19), com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza e a segunda, técnica, na manhã desta quarta, com o vice-ministro Carlos Ron e Pedro Maldonado, presidente da Corporacion Venezoelana de Guayana, que produz o oxigênio. A Venezuela já doou e entregou, com sua frota, mais de 130 mil metros cúbicos de oxigênio ao Brasil, apesar de o governo Maduro não ser reconhecido pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) , que apoia o boicote dos Estados Unidos imposto pelo país.

“Sabemos da dificuldade pela qual o Brasil está passando e sabemos da importância da solidariedade entre trabalhadores. Nosso presidente Nicolás Maduro vem da luta sindical, por isso quis dar uma resposta imediata ao chamado das centrais brasileiras”, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Carlos Ron.

Os dirigentes sindicais brasileiros agradeceram e destacaram a importância desse acordo, que salvará vidas ante “um governo brasileiro genocida, incompetente, negacionista e omisso”. “Toda gratidão ao povo e ao governo venezuelano”, disseram.

Na reunião com o ministro venezuelano, os dirigentes sindicais brasileiros detalharam a situação da crise sanitária no Brasil. O chanceler disse que a Venezuela empenhará toda ajuda possível “aos irmãos brasileiros e latino-americanos porque vocês [brasileiros] estão sofrendo um boicote do seu próprio governo”. “Nós, aqui, sofremos boicote dos Estados Unidos, vocês aí, do presidente, mas nós temos um governo para o povo, pelo povo”.

O vice-presidente da CUT nacional, Vagner Freitas, e o secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, além de participar das duas reuniões, compõem o grupo formado para conduzir os termos de colaboração estabelecidos no acordo.

“Nosso total agradecimento à solirdadriedade do povo venezuelano, do presidente Maduro. A Venezuela está dando uma lição de solidariedade ao Brasil e ao mundo. Ações como essa deixam claro que um outro mundo é possível, principalmente com solidariedade de classe”, disse Vagner Freitas.

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Brasil é um dos cinco países que registram explosão de casos de Covid-19, diz OMS

Somente na última semana o número de infectados no Brasil cresceu 21%. País é o segundo com o maior número de infectados, 8,5 milhões de casos e 211 mil vidas perdidas

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A situação do Brasil com o maior aumento de novos casos de Covid-19 deixou o país entre os cinco mais atingidos pela doença no mundo. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), houve um crescimento de 21% infectados no Brasil na última semana, o que mostra que a pandemia está em expansão.

No mundo, houve uma queda de 6%, tendência registrada por conta das medidas de confinamento adotadas em diferentes países, principalmente da Europa. Entre os dias 10 e 17 de janeiro, o mundo registrou 4,7 milhões de novos casos. Se o número de infecção é menor que na semana anterior, as mortes atingiram um pico inédito de 93 mil óbitos em sete dias. O que representa um aumento de 9% em relação à semana anterior.

Ao todo, no mundo, existem 93 milhões de casos e mais de 2 milhões de vidas perdidas pela doença desde o início da pandemia. Os EUA é o país mais atingido pela pandemia de Covid-19 no mundo, com mais de 24 milhões de novos casos e 401 mil mortes. Já o Brasil é o segundo país com o maior número de infectados, 8,5 milhões de casos e 211 mil vidas perdidas.

A situação levou o Brasil a superar uma vez mais o Reino Unido, que conseguiu registrar uma queda de 19% em seus novos casos na semana, diante de um lockdown estabelecido pelo governo.

O aumento de mortes no Brasil foi ainda de 12% em comparação à semana anterior, com 6,7 mil novos óbitos. A taxa de expansão é similar ao que foi registrado nos EUA, que somam 23 mil novas mortes na semana.

Brasil

Nas últimas 24 horas, o país registrou 1.183 mortes pela, chegando ao total de 211.511 óbitos desde o começo da pandemia. A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 969. A variação foi de +33% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.575.742 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 63.504 desses confirmados de segunda-feira (18) para terça-feira (19). A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.321 novos diagnósticos por dia.

SP chega a 50 mil mortes

A situação da pandemia no estado de São Paulo só piora cada vez mais. O estado chegou nesta terça-feira (19) a mais de 50 mil mortos em decorrência do novo coronavírus desde o início da pandemia.

São 50.318 mortes em todo o estado de São Paulo. No total, 1.644.225 pessoas já foram infectadas pela Covid. A taxa de ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) no estado é de 69,7%. Na região metropolitana, 70, %.

O governo do estado deve anunciar nesta sexta-feira (22) mais restrições para o estado, que não tem nenhuma região com índices bons que justifiquem uma flexibilização.

Oxigênio da Venezuela chega a Manaus

Na noite desta terça-feira (19), cinco caminhões com oxigênio doado pela Venezuela chegaram em Manaus (AM). A cidade enfrenta a falta de oxigênio o e insumos hospitalares em meio a explosão de casos da Covid-19.

Os caminhões, que carregam de oxigênio, percorreram mais de 1.500 quilômetros de estrada entre o estado venezuelano de Bolívar e a capital amazonense.

Profissionais da saúde tem relatado cenas de pavor em alas de hospitais lotados e medo dos pacientes em morrer longe da família. A situação está fazendo os doentes infectados com Covid-19 fugirem dos hospitais e unidades de saúde de Manaus e até pedem para “morrer em casa”.

Na semana passada, faltou oxigênio hospitalar em unidades de saúde e houve relatos de mortes de pacientes por asfixia. O pânico fez com que centenas de pessoas se aglomerassem nas portas de empresas que produzem oxigênio hospitalar de Manaus em busca de um cilindro do produto para os seus familiares.

O Amazonas vive o pior momento desde o início da epidemia de Covid-19, no ano passado.

 

Estados

Nove estados estão em estabilidade: Amapá, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Estão com queda na média de mortes o Distrito Federal e quatro estados: Acre, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Paraná.

As maiores quedas foram no Acre (43%) e no Paraná (28%). O Acre tem média de duas mortes por dia. No Paraná, apesar da queda, a média é de 36 vidas perdidas por dia.

Reprodução: CUT

Itamaraty mediou compra de cloroquina da Índia por empresa de apoiador de Bolsonaro

Conversas entre o Ministério das Relações Exteriores e empresa indiana revelam que embaixador do Brasil na Índia intercedeu para favorecer a compra da substância por empresa chefiada por apoiador de Bolsonaro

 
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O Ministério das Relações Exteriores intermediou a compra de cloroquina da Índia pela empresa Apsen Farmacêutica. O presidente da Apsen é Renato Spallicci, um fervoroso apoiador do presidente Jair Bolsonaro. As informações foram obtidas pela agência de dados Fiquem Sabendo, especializada em Lei de Acesso à Informação (LAI).

A troca de mensagens obtida pela agência revela um pedido de 100 quilos de sulfato de hidroxicloroquina por US$ 155 mil (cerca de R$ 821.500), matéria prima para a produção do medicamento Reuquinol. Nas mensagens entre autoridades indianas e o embaixador brasileiro em Nova Deli, Elias Luna Santos, aparece claramente como compradora e beneficiada da transação a Apsen Farmacêutica, do bolsonarista Spallicci.

Querendo mais

Luna ainda fala sobre pedidos maiores chegando a 1.330 quilos do composto. Ele cita diretamente o relacionamento da Apsen com o laboratório indiano IPCA Laboratories e busca exceções para o pedido, já que naquele momento, haviam barreiras para a exportação da cloroquina pelo país asiático. Por fim, o embaixador pede celeridade no processo.

“Seguindo nossa conversa por telefone, o governo do Brasil pede para o governo da Índia para que garanta ao nosso país uma exceção à proibição corrente na exportação de hidroxicloroquina da Índia. Existe a possibilidade de mudança nas regras que permitam uma exceção. Estamos cientes de que vocês têm uma importante relação de negócios com a empresa brasileira Apsen, que busca concluir o envio dos grandes pedidos negociados com a IPCA Laboratories e continuar a importar a substância de vocês. Entendemos que existia um pedido de 1,330 quilos que estava pronta para embarque além de outros pedidos totalizando 25,355 quilos”.

Reprodução: CUT

Governo Bolsonaro foi alertado sobre colapso em Manaus 10 dias antes, diz ‘Pública’

Reportagem da ‘Agência Pública’ publicada nesta segunda-feira (18) revela que um relatório do Ministério da Saúde de 4 de janeiro apontava “possibilidade iminente de colapso” do sistema de saúde em Manaus

 
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Uma reportagem publicada pela ‘Agência Pública’ revela que o governo Bolsonaro fora alertado sobre o risco de colapso do sistema de saúde em Manaus (AM) 10 dias antes da falta de oxigênio. O documento foi produzido pelo Ministério da Saúde e data de 4 de janeiro, antes, portanto da visita do ministro Eduardo Pazuello à capital amazonense.

“O diagnóstico foi a principal conclusão de uma comitiva do Ministério da Saúde que visitou a capital do Amazonas mais de uma semana antes do colapso no sistema de saúde local”, descreve a reportagem da ‘Pública’. “Exatos 10 dias depois, hospitais de Manaus esgotaram suas reservas de oxigênio com pacientes morrendo por asfixia”.

Ainda de acordo com a agência de jornalismo investigativo, a pasta também identificou dificuldades na compra de materiais para consumo hospitalar, como medicamentos e equipamentos, problemas na contratação de profissionais de saúde habilitados para trabalhar nas UTIs, além da urgência em providenciar novos leitos rapidamente para os pacientes em espera desde o inicio de janeiro.

“O governo também já sabia da possibilidade de transferência de pacientes para hospitais universitários federais de todo o Brasil e para a rede de saúde no Rio de Janeiro”, revela a agência de notícias. Ainda de acordo com a Pública, o relatório foi enviado pela Advocacia Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal no domingo (17).

A pasta, informa a agência, vinha alertando sobre os problemas em Manaus desde dezembro, quando identificou um aumento expressivo de casos e internações. O quadro levou Pazuello a reunir-se com técnicos da pasta para tratar do assunto. Foi quando decidiu-se pela viagem para Manaus.

“No dia 6 de janeiro, o Ministério da Saúde publicou o “Plano Manaus”, com decisões para o governo federal e também orientações às administrações estaduais e municipais para lidar com o colapso iminente”, observa a reportagem, para em seguida apontar o fracasso do governo na resolução da crise para evitar mortes.

“A atuação do Ministério da Saúde, contudo, ocorreu tarde demais para Manaus. Em documento do dia 17 de janeiro, o governo reconhece que “os casos de hospitalização seguiram subindo” nos dias seguintes à execução do ‘Plano Manaus’”, afirma a agência.

Reprodução: CUT

Brasil passa de 210 mil mortes e 8,5 milhões de casos de Covid-19

Em meio às trapalhadas com horários e logísticas das vacinas aos estados, país enfrenta uma explosão de casos e mortes de Covid-19

 
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No dia que começou a imunização contra a Covid-19, o Brasil ultrapassou a marca de 210 mil vidas perdidas e 8,5 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Foram 460 novas mortes e 29.133 novos casos da doença em todo o país registrados em 24 horas.

De acordo com a média móvel divulgada pelo consórcio de imprensa, 959 pessoas morreram em média em todo o país nos últimos sete dias, o que representa uma variação de 33% na comparação com 14 dias anteriores. O país  registra 11 dias com tendência de aceleração da doença.

O Brasil é o segundo país com maior número de mortes , atrás apenas dos Estados Unidos (398.142) , e o terceiro com o maior número de casos confirmados, também atrás dos EUA (23.992.252) e da Índia (10.571.773). Os números foram divulgados pela Universidade Johns Hopkins, centro de referência sobre a doença.

Em meio às trapalhadas com horários e logísticas de distribuição de vacinas aos estados, o Brasil enfrenta uma explosão de casos e mortes de Covid-19.

Explosão de casos em São Paulo

Em São Paulo, a propagação da covid-19 segue em ritmo acelerado. O estado teve a pior semana epidemiológica desde o início da pandemia, um aumento de 77% no número de novos casos ante a semana anterior, e de mais de 50% no total de mortes. Já as internações tiveram um aumento em torno de dos 30%.

O estado superou a taxa de 70,1% de lotação nos leitos de Unidades de Terapias Intensivas (UTIs). São 6.004 pessoas ocupando esses leitos – um patamar semelhante ao de agosto, com uma média de 1.747 internações por dia, frente às 1.733 registradas naquele período. Ao todo, foram 49,9 mil mortes e 1,6 milhão de infectados pela covid-19.

Na semana passada, São Paulo registrou uma média diária de 11,3 mil novos casos, superando a média de 10,8 mil casos por dia em agosto de 2020.

Nova cepa do coronavírus no AM é grave e letal entre jovens

Médicos e enfermeiros de Manaus têm relado a velocidade e a gravidade da evolução da covid-19 em pacientes que buscam os prontos-socorros. Segundo eles, o que tem chamado a atenção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente é que a “nova” Covid-19 mais transmissível tem gerado casos mais graves e letal entre os jovens.

Segundo registros de óbitos nos últimos 30 dias, quatro em cada dez vítimas fatais tinham menos de 60 anos no estado. A doença, inclusive, vem formando infecções mais graves e em menos tempo do que ocorreu na primeira onda.

Jornal Le Monde fala da crise em Manaus

Na edição desta terça-feira (19), o jornal francês Le Monde, um dos principais daquele país, destacou a crise sanitária em Manaus, no norte do Brasil. Manaus (AM) é a capital mais atingida por uma segunda onda de coronavírus e enfrenta falta de oxigênio, o que, segundo o texto do jornal, “põe em risco a vida de milhares de pacientes”. 

Ainda segundo o jornal, apenas no dia 14 de janeiro, 2.516 novos casos de Covid-19 foram diagnosticados na cidade, 800 a mais do que no pior momento da epidemia, em maio de 2020. 

Mais de 93% dos leitos de terapia intensiva estão ocupados, enquanto o número de mortes varia entre 50 a 60 por dia. O Le Monde destaca ainda que as enfermarias e os corredores dos hospitais estão cheios, enquanto novos doentes não param de chegar, a maioria com deficiência respiratória.

Estados

Com alta na média de mortes, aparecem nesta segunda 11 estados: Amazonas, Rondônia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. As maiores altas foram registradas no Amazonas e no Tocantins.

O Distrito Federal e dez estados aparecem com estabilidade: Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia, Mato Grosso, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Quatro estados têm queda na média de mortes: Acre, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Paraná. As maiores quedas foram no Acre e em Mato Grosso do Sul.

Reprodução: CUT

O que você precisa saber sobre a vacina e a importância da imunização no país

Com o início da vacinação contra a covid-19 junto aos profissionais de saúde, muita gente ainda tem dúvidas sobre a sua eficácia e como será a programação. Listamos o que se sabe até agora sobre a imunização.

 

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A imunização contra a Covid-19, enfim, começou no Brasil nesta segunda-feira (18) após a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar no último domingo (17) o uso emergencial das vacinas CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford , no Reino Unido, com a Fiocruz.

Os dois imunizantes são os primeiros aprovados no país para o combate da pandemia do novo coronavírus. Diante do negacionismo do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) em ver a doença como grave e contagiosa, e ainda propagar fake news como o uso da cloroquina como prevenção à Covid-19, listamos aqui as mais importantes informações verdadeiras que você precisa saber.

Para que serve a vacina?

Ainda sem uma campanha e um calendário de vacinação, as dúvidas recorrentes são: quem vai ser chamado primeiro?; quem já pode se vacinar; por que é importante a vacina; quem tomar pode virar jacaré?; quem não pode tomar?

Primeiro, ninguém vira jacaré por tomar vacina e se proteger do coronavírus. Essa foi mais uma informação falsa entre as dezenas de fake news divulgadas por Bolsonaro. Segundo, a vacina contra a Covid-19 é fundamental para frear a pandemia que já matou mais de 209 mil brasileiros e infectou mais 8 milhões de pessoas. Ela serve também para a reabertura das cidades e das atividades econômicas de forma segura.

O objetivo, no entanto, é: garantir que o sistema imunológico de boa parte da população esteja preparado para defender o organismo quando encontrar o vírus e, assim, evitar o desenvolvimento da doença.

Quando começa a vacinação?

Após pressão dos governadores, o Ministério da Saúde informou que a vacinação nacional contra a Covid-19 começaria nesta segunda-feira (18).  Porém, mais uma vez , a equipe do ministro da saúde, o general Eduardo Pazuello, fez trapalhadas com os horários e logística dos voos que levariam, nesta segunda-feira ,  as doses da CoronaVac de São Paulo para os demais estados brasileiros.

Apesar dos atrasos alguns estados, além de São Paulo,  começaram a vacinar seus profissionais de saúde Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Piauí, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Espírito Santo, Tocantins, Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Amazonas e Rio Grande do Sul. Todos os detalhes sobre a vacinação no Brasil ainda não estão claros, e há ainda incertezas devido a falta de insumos provenientes da China. O que se sabe até agora é que a Coronavac é a única vacina contra a doença no país que já está sendo distribuída.

A ideia do governo federal era começar a vacinação nesta quarta (20), porém os governadores pressionaram Pazuello a adiantar ainda mais o processo.

A imunização também começou nesta segunda-feira (18) em Campinas, interior de São Paulo. O governo paulista começa a distribuir doses, seringas e agulhas para imunizar funcionários de seis hospitais do estado: Hospital das Clínicas da USP em São Paulo; HC de Ribeirão Preto (USP); HC da Campinas (Unicamp); HC de Botucatu (Unesp); HC de Marília (Famema); Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

A Anvisa liberou o uso emergencial de 8 milhões de doses das vacinas sendo Coronavac (6 milhões) e Oxford/Astrazeneca (2 milhões). As doses da vacina de Oxford, que serão importadas da Índia, ainda não têm previsão de chegada ao país, após o fracasso de Bolsonaro em negociar com as autoridades daquele país, que se recusou a enviar o medicamento.

Quem vai tomar na 1ª fase?

A ideia é começar a imunização aos grupos prioritários que são: os profissionais de saúde da linha de frente no combate ao novo coronavírus, idosos que vivem em asilos com mais de 65 anos ou instituições psiquiátricas, indígenas e idosos a partir de 75 anos.

No entanto, após o recebimento das vacinas, caberá aos governos estaduais a data de início da vacinação e o agendamento dos grupos prioritários.

São Paulo, já começou a imunizar e distribuir as primeiras doses em profissionais da saúde e indígenas. O governo do estado pretende manter cerca de 1,4 milhão, um volume que não cobre a necessidades do número de pessoas prioritárias.

Cerca de 907,2 mil doses da vacina foram reservadas para os indígenas que vivem em aldeias, de acordo com o Ministério da Saúde. Ao todo, o país têm 6 milhões de doses da Coronavac.

Como saberei o lugar? O que precisa para eu me vacinar?

A aplicação deve obedecer uma ordem de grupos prioritários, a qual será divulgada pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde nesta quarta-feira (20).

De acordo com a Pasta, se o paciente ainda não for cadastrado nas bases de dados do órgão, o profissional de saúde poderá registrá-lo no momento do atendimento. No entanto, nem o Ministério da Saúde e nem o governo estadual sabem quais documentos serão necessários para se vacinar.

Eficácia da Coronavac e Oxford

A eficácia das vacinas também é outro ponto questionado por boa parte da população brasileira. Ao dizer que a Coronavac tem 50,38% de eficácia na imunização; 78% em casos leves e 100% para casos graves,é natural que as pessoas se confundam com esses números.

Os números significam que quem tomou a vacina tem 50% de chances do vírus não se instalar e outros 50% de se contaminar, mas o importante é que quem se contamina tem 78% de chances de não tem nenhum sintoma. Outros 22% pode ter sintomas.  Porém 100% das pessoas que tomarem a vacina terão sintomas leves, sem gravidade, não precisando de internação em hospitais.

Eficácia da vacina AstraZeneca.

A vacina do Reino Unido, produzida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e a Fiocruz, ainda não chegou ao Brasil, mas está sendo utilizada em diversos países, como a Inglaterra.

A AstraZeneca apresentou uma eficácia média de 70,4% na última etapa de testes. Um pequeno grupo que tomou meia dose da vacina chegou a ter 90% de imunização, mas para a maioria, que tomou a dose completa, primeira aplicação e o reforço, a eficácia ficou em 62%.

O governo diz que as carteiras de vacinação conterão o nome da vacina aplicada para que as duas doses necessárias não sejam de diferentes origens, já que não se sabe o efeito que isto resultaria.

Também não há informações sobre possíveis reações das vacinas em mulheres grávidas.

Veja a quantidade de vacinas que será distribuída para cada Estado, a partir de suas regiões:

Região Norte – 296.520 doses

– Rondônia – 33.040

– Acre – 13.840

– Amazonas – 69.880

– Roraima – 10.360

– Pará – 124.560

– Amapá – 15.000

– Tocantins – 29.840

Região Nordeste – 1.200.560 doses

– Maranhão – 123.040

– Piauí – 61.160

– Ceará – 186.720

– Rio Grande do Norte – 82.440

– Paraíba – 92.960

– Pernambuco – 215.280

– Alagoas – 71.080

– Sergipe – 48.360

– Bahia – 319.520

Região Sudeste – 2.493.280 doses

– Minas Gerais – 561.120

– Espírito Santo – 95.440

– Rio de Janeiro – 487.520

– São Paulo – 1.349.200

Região Sul – 681.120 doses

– Paraná – 242.880

– Santa Catarina – 126.560

– Rio Grande do Sul – 311.680

Região Centro-Oeste – 415.880 doses

– Mato Grosso do Sul – 61.760

– Mato Grosso – 65.760

– Goiás – 182.400

– Distrito Federal – 105.960

Demora e descrédito da eficácia da vacina é culpa de Bolsonaro

A falta de planejamento estratégico do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) na condução da crise há quase um ano deixou o país sem agulhas, sem seringas e com poucas doses de vacinas para imunizar os brasileiros.

Mesmo com os altos números de mortes e contaminações no Brasil, a guerra ideológica travada no país em torno da vacina é assustadora, fazendo com que boa parte da população brasileira rejeite a CoronaVac, por ser desenvolvida na China.

Há meses, Bolsonaro utiliza este discurso inflamado de que não compraria “vacinas chinesas”, mas a realidade o fez mudar o tom das suas declarações, já na segunda-feira, após a autorização da Anvisa na utilização das vacinas inglesa e chinesa no país. Pelas redes sociais, o presidente afirmou que a vacina “não de nenhum governador, é do Brasil”.

A CUT, junto com as demais centrais, tem defendido a “vacina para todos” entre os cinco eixos para ação e mobilização unitária no ano de 2021. 

Reprodução: CUT

Panelaços e carreatas por Fora Bolsonaro marcam fim de semana

O negacionismo e o descaso do presidente com vidas desde o início da pandemia foram os estopins para as mobilizações na ruas e redes por “Fora Bolsonaro”. Vacina já também fez parte das palavras de ordem.

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Entre a expectativa do início da vacinação contra o novo coronavírus (Covid-19)  no Brasil e o aumento dos casos e mortes pela doença em todos os cantos do país, brasileiros e brasileiras de diversas regiões do país fizeram panelaços e carreatas no fim de semana, antes do anúncio da aprovação das vacinas pela Anvisa,  pedindo Fora Bolsonaro.

Desde semana passada, quando o país assistiu comovido à falta de oxigênio para pacientes com covid-19 ,em Manaus (AM), onde parte  morreu por falta de ar, os pedidos de impeachment para Jair Bolsonaro (ex-PSL) têm crescido nas redes sociais, entre anônimos, artistas, intelectuais e uma parte da classe política. 

Nesta segunda-feira (18), o Fora Bolsonaro continua sendo assunto no Twitter. A deputada federal, Maria do Rosário (PT-RS), disse que mesmo com o início da vacinação, o Brasil ainda tem muitos problemas para enfrentar. “O primeiro deles se chama Bolsonaro, que é gênese da grande crise que estamos: política, econômica e social. A vacina para esta grande crise é o impeachment deste genocida. #ForaBolsonaro”, afirma.

O ex-presidente do STF, Ayres Britto também defendeu impeachment de Bolsonaro pela mídia e disse que só tirando o governante central do poder é que se conseguirá manter a ordem constitucional no país.

Veja abaixo como foram os protestos que tiveram início na noite de sexta-feira (16) com panelaços em todo o país. O negacionismo da doença e o descaso de Jair Bolsonaro com as vidas de milhões de brasileiros desde o começo da pandemia foram os estopins para as mobilizações que aconteceram nas ruas e nas redes, durante todo o fim de semana.

 

CUT MG

 

Veja como foram os protestos pelos país

Sexta e sábado

No bairro das Perdizes, capital de São Paulo , o panelaço começou na sexta antes do horário marcado, às 20h30. Os moradores chamaram o presidente de genocida e além do Fora Bolsonaro, a população do bairro pediu #vacinajá.

Em Porto Alegre (RS), o barulho das panelas ecoou pelas ruas da cidade. Em Goiânia (GO),  o grito de Fora Bolsonaro foi maior do que os barulhos das panelas em diversos condomínios. Em Juiz de Fora (MG), Fortaleza (CE), Botafogo (RJ), João Pessoa (PB), Caiçaras (MG) e Rio de Janeiro (RJ) e dezenas de outras cidades país afora,  o barulho das panelas e o grito Fora Bolsonaro também foram ouvidos.

No sábado (16) também teve panelaços em diversas cidades brasileiras.

Domingo

No domingo (17) o dia foi de carretas em defesa do impeachment de Bolsonaro. Nos vídeos publicados nas redes sociais, a população grita “Fora, Bolsonaro”.

Nos altos da Avenida Afonso Pena em Campo Grande, capital do estado, participantes de uma carreata pediam para derrubar o projeto genocida do presidente, que tem ceifado a vida de milhares de brasileiros.

O Presidente da CUT-MS, Vilson Gregório comentou sobre a importância desta ação, “é o governo da morte, da desigualdade social, que a todo momento faz falas contra as vacinas. Nós queremos vacinas para todos e todas, é a hora de nos organizar e pedir o fora Bolsonaro”.

“Ele está protelando a vacinação da população, o Brasil está sem comando. Estamos aqui para mostrar a nossa indignação pelos milhares de mortos. Não queremos mais esse governo para o Brasil”, disse Vilson Gimenes, Presidente da CUT-MS à imprensa local.

Palavras de ordem que também ecoaram pelas ruas do centro de Campo Grande:  “Fora Bolsonaro”, “Governo Genocida”, “Em defesa da vida e do emprego”, “Impeachment Já” “Fora Lixo” , marcaram a manifestação.

Segunda a organização do evento, aproximadamente 450 veículos participaram da carreata, que desviou de locais onde estavam sendo realizadas as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em Brasília, em um ato na Praça dos Três Poderes, manifestantes pediam o Fora Bolsonaro e o chamavam de genocida. Uma faixa da mobilização explicava o tom da indignação: “Bolsonaro é inviável, o Brasil precisa de um futuro”.

O buzinaço contra a permanência do presidente no Palácio do Planalto e a favor da vacinação tomou conta das ruas de Belo Horizonte (MG), também neste domingo.

“Bolsonaro está sendo muito irresponsável na condução da pandemia”, afirma um dos organizadores, o engenheiro Ricardo Oliveira.

Os motoristas saíram da Praça Floriano Peixoto, no bairro Santa Efigênia, na região centro-sul da capital, e cruzaram os bairros Santa Tereza e Sagrada Família, ambos na  região leste. Muitos levavam bandeiras com mensagem de “Fora, Bolsonaro” e usavam camisas vermelhas.

Segundo Oliveira, os manifestantes decidiram antecipar protestos que estavam marcados para o próximo sábado, 23 de janeiro, por causa da gravidade dos últimos acontecimentos em Manaus.

“Não nos contivemos em esperar mais uma semana. Imagina quanta gente pode morrer em uma semana”, diz.

Os organizadores estimam cerca de 100 veículos no protesto, que aconteceu pela manhã e fora do centro da cidade para não atrapalhar candidatos que fazem hoje do Enem.

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Venezuela oferece oxigênio para Manaus enfrentar alta demanda em UTIs

Crise sanitária leva caos aos hospitais de Manaus, que enfrentam falta de oxigênio em UTIs

 
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O governo da Venezuela afirmou nesta quinta-feira (14) que irá disponibilizar oxigênio para atender os hospitais do estado do Amazonas, que vive uma crise sem precedentes após aumento no número de casos de covid-19.

A informação foi publicada pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, nas redes sociais. “Por instruções do presidente Nicolás Maduro, conversamos com o governador do estado do Amazonas, Wilson Lima, para disponibilizar imediatamente o oxigênio necessário para atender o contingente de saúde em Manaus. Solidariedade latinoamericana acima de tudo!’, escreveu Arreaza.

Em resposta a uma mensagem de agradecimento do governador Wilson Lima (PSC), Arreaza afirmou que “é sempre uma honra poder dar uma mão ao povo do Brasil, principalmente em momentos tão complexos”. “Para o Bolivariano, a solidariedade é um dever”.

Com o novo grande surto de casos de coronavírus Sars-CoV-2, a demanda por oxigênio hospitalar em estabelecimentos públicos de saúde no estado superou na terça a média diária de consumo em mais de onze vezes, agravando a situação nos hospitais —principalmente naqueles onde são atendidos pacientes com a doença. As informações são do Uol.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as empresas aumentaram a produção ao limite e buscam soluções de importação do insumo. A White Martins, principal fornecedora de oxigênio para o governo do Amazonas, informou que atua para viabilizar a importação do oxigênio da Venezuela para suprir a demanda.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, admitiu que Manaus vive um colapso no atendimento de saúde e disse que seis aeronaves levarão oxigênio. “A procura por oxigênio na capital subiu seis vezes, então, já estamos aí em 75 mil metros cúbicos de demanda de ar na capital e 15 mil metros cúbicos no interior. Estamos já com a segunda aeronave entrando em circuito hoje, a C-130 Hércules, fazendo o deslocamento Guarulhos – Manaus, e a partir de amanhã entram mais duas e chegaremos a seis aeronaves, totalizando ai algo em torno de 30 mil metros cúbicos por dia, a partir de Guarulhos. Nessa ponte aérea, existem também os deslocamentos terrestres”, afirmou o ministro. 

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Prefeitura de São Paulo libera aulas presenciais a partir de 1º de fevereiro

Gestão Covas anuncia que escolas irão operar com esquema de rodízio e até 35% da capacidade máxima

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A Prefeitura de São Paulo autorizou, nesta quinta-feira (14), o retorno das aulas presenciais nas redes pública e privada a partir de 1° de fevereiro. Em coletiva, a gestão Bruno Covas (PSDB) disse que as escolas poderão operar em esquema de rodízio de estudantes, com 35% da capacidade. As aulas presenciais foram suspensas no município, em 16 de março de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus.

Para o retorno presencial, a prefeitura anunciou a implementação de um sistema de monitoramento de vigilância, por meio das unidades de vigilância em saúde nas escolas. Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, disse que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) farão o acompanhamento detalhado das crianças, educadores e dos pais.

Os professores com mais de 60 anos e do grupo de risco não retomarão as atividades. Fernando Padula, secretário municipal de Educação, que também esteve presente na coletiva, anunciou que serão entregues kits para cada aluno da rede pública, que incluem sabonete, uma caneca e três máscaras.

Nesta quarta-feira (13), estado de São Paulo registrou número total de 13.490 pacientes internados por covid-19 em toda rede hospitalar – número maior desde o dia 2 de agosto de 2020, quando foram contabilizadas 13.775 internações no total. A média móvel de mortes segue acima de 200 ocorrências há cinco dias.

O vereador Celso Giannazi (Psol-SP) criticou a ação da prefeitura e lembra da falta de estrutura para o retorno. “Sem nenhum diálogo com a comunidade escolar, a Prefeitura quer retomar aulas justo no momento em que o número de casos e mortes da covid-19 não para de crescer. Lembrando que as escolas não têm as condições para o retorno e há um déficit de professores, de profissionais do Quadro de Apoio e de profissionais de limpeza nas escolas públicas”, publicou no Twitter.

Professores são contrários

A medida segue o plano estabelecido pelo governador João Doria (PSDB) que, em dezembro do ano passado, classificou os estabelecimentos de ensino como serviços essenciais para que possam abrir em qualquer fase da pandemia. O Conselho Estadual de Educação definiu, nesta quarta-feira, as diretrizes do retorno e estabeleceu que as escolas ofereçam todo mês pelo menos um terço das aulas de forma presencial em 2021. A frequência dos alunos será obrigatória e vale para as escolas estaduais e particulares, da educação infantil ao ensino médio.

A ideia da gestão tucana é voltar às aulas presenciais, mesmo se o estado estiver na fase vermelha do Plano São Paulo, que corresponde aos piores índices da pandemia. Os professores são contra o retorno às aulas presenciais, e classificam essa iniciativa como “um absurdo”.

“A posição dos sindicatos sempre foi a de um retorno seguro, que possa cumprir todas as condições sanitárias e ao mesmo tempo também os conselhos das autoridades científicas e as advertências no sentido do não recrudescimento da pandemia”, afirma o presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, Celso Napolitano, ao repórter Jô Miyagui, da TVT.

A Apeoesp, o sindicato que representa os professores da rede pública, é contra e entrou na Justiça para impedir novas contratações, como pretende o governo do estado de São Paulo. “Você quer trabalhar na rede presencialmente, você tem que assumir o risco. Isso é um absurdo. É por isso que nós, da Apeoesp, estamos entrando com uma ação contra essa portaria de contratação, uma portaria que eu chamaria de, no mínimo, uma portaria mórbida, de mau agouro”, afirma o secretário de Comunicação da Apeoesp, Roberto Guido.

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Frente Brasil Popular convoca panelaço contra governo genocida de Bolsonaro

Para a Frente,  as mais de 200 mil mortes e a infecção de mais de 8 milhões de pessoas no país pela Covid -19, são inaceitáveis  e, é preciso retirar Jair Bolsonaro do cargo de presidente do Brasil 

 
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Com o slogan “Brasil Sufocado”, a Frente Brasil Popular está convocando a população brasileira a se unir num panelaço contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (ex-PSL), responsável direito pelas mais de 200 mil mortes, a partir das 20h30, nesta sexta-feira (15).

A Frente afirma que “o país está em um limite inaceitável. São mais de 8 milhões de infectados e mais de 200 mil pessoas mortas. Não dá para esperar o dia D e a Hora H, como disse o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, ao divagar sobre o início da vacinação no país.

O resultado é o caos em Manaus, capital do Amazonas, sem oxigênio, sem leitos de UTI, falta de cuidados com os trabalhadores da saúde, da sssistência social e de outros serviços essenciais. Comércios dos pequenos empreendedores fechando e o lucro das grandes empresas mantido.

Para a Frente Brasil Popular  “ não há parâmetros para justificar a vacinação em todo mundo todo e o Brasil na estaca zero entre a violência genocida que nos governa e o descaso com a saúde coletiva”

A convocação está sendo feita pelas redes sociais

Sexta, às 20:30, todos no panelaço.
#BrasilSufocado não tem dia D e hora H!

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