Brasil registra mais que o dobro de novos casos de Covid-19 em duas semanas

País tem 2.750.318 infecções e 94.665 vítimas e especialistas acreditam que o país ultrapassa a marca de 100 mil vidas perdidas ainda esta semana

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Nas duas semanas encerradas nesta segunda-feira (3), o Brasil registrou mais do que o dobro de novos casos confirmados do novo coronavírus: foram mais 635.288 pessoas contaminadas, alta de 123% em relação aos 283.755 novos casos registrados na quinzena que terminou em 3 de junho. O número de mortos por quinzena passou de 13.228 para 14.616 no mesmo período.

Nesta segunda, o Brasil alcançou a marca de 94.665 mortes por Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e 2.750.318 pessoas infectadas  desde o início da pandemia, e manteve a segunda colocação entre os países onde a pandemia continua descontrolada, perdendo apenas para os Estados Unidos, que contabilizam 4,7 milhões de pessoas infectadas e 155,1 mil mortas, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

De acordo com o Ministério da Saúde, a média diária de mortes por Covid-19 foi de 995 – foram registrados 16.641 novos casos 561 óbitos em 24h. É preciso lembrar que as segundas os números caem um pouco porque tem laboratório que não abre e outros que reduzem as equipes que fazem os exames.

Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Acre e Tocantins são os estados que estão com o número de mortes acelerado.

Onze estados e o Distrito Federal estão em estabilidade, ou seja, a média diária de mortes não teve uma alta ou queda expressivas nos últimos dias. São eles: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Já Espírito Santo, Amazonas, Amapá, Pará, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba e Pernambuco estão com redução na média diária de mortes.

No Rio Grande do Sul, que registra alta nas mortes, o número de vítimas  passou hoje de 2 mil e os casos confirmados para mais de 70 mil. A média diária de mortes no estado é 58 pela média móvel dos últimos sete dias.

Com alta nas mortes, o Tocantins, último estado a registrar óbito por Covid-19, passou de 400 óbitos e a média diária de mortes é de sete. O total de casos confirmados da doença no estado já chega a 26 mil.

O Distrito Federal enfrenta ainda o pico da pandemia. A capital federal registrou a maior média móvel de infecções pelo novo coronavírus 13 dias depois da retomada de bares e restaurantes. Projeção feita pelos especialistas mostra que cerca de 800 óbitos devem ser contabilizados até o fim de agosto. No total, 1.546 vidas foram perdidas no DF e casos confirmados da doença ultrapassam 112 mil.

São Paulo continua o estado mais afetado pela pandemia no Brasil, com 23.365 óbitos pelo novo coronavírus e 560,2 mil casos de coronavírus.

Rio de Janeiro é o segundo com mais fatalidades, com 13.604 vítimas da doença e 168.064 pessoas infectadas.

Estados com mais de mil mortes

Cerca de 20 estados e o Distrito Federal já ultrapassaram mil óbitos pelo novo coronavírus, são eles: Ceará (7.752), Pernambuco (6.669), Pará (5.784), Bahia (3.624), Amazonas (3.288), Maranhão (3.069), Minas Gerais (2.894), Espírito Santo (2.601), Paraná (2.050), Rio Grande do Sul (2.016), Mato Grosso (1.907), Rio Grande do Norte (1.894), Paraíba (1.870), Goiás (1.716), Alagoas (1.607), Distrito Federal (1.546), Sergipe (1.489), Piauí (1.385) e Santa Catarina (1.196).

Estados com menos de mil mortes

Somente seis estados registraram menos de mil vítimas fatais da Covid-19, são eles: Rondônia (888), Amapá (576), Acre (539), Roraima (513), Tocantins (402) e Mato Grosso do Sul (421).

 

Reprodução: CUT

Para 82% dos professores, trabalho remoto traz aumento da jornada de trabalho

Pesquisa intitulada “Trabalho docente em tempos de pandemia”, realizada com 15.654 professores da educação básica que atuam nas redes municipais, estaduais e federal, mostrou que o aumento da jornada de trabalho sem nenhum tipo de remuneração adicional é um dos principais pontos destacados pela categoria com a realização de trabalho remoto. Para 82% dos entrevistados, houve aumento das horas de trabalho em comparação ao tempo empregado na preparação das aulas presenciais. A pesquisa foi realizada pelo Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente da Universidade Federal de Minas Gerais (Gestrado/UFMG), em parceria com Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

O estudo, o maior em número de respondentes já realizado no país sobre a pandemia do novo coronavírus e os impactos nos sistemas educacionais, também mostrou que 89% dos professores não contavam com nenhuma experiência anterior em educação a distância e que menos de um terço dos respondentes considera fácil ou muito fácil o uso das tecnologias digitais. Além disso, no momento da pesquisa, 54% dos docentes das redes municipais de ensino alegaram não ter recebido nenhum tipo de formação para o ensino remoto; nas redes estaduais esse índice foi de 25%.

Segundo a pesquisa, o celular é o dispositivo tecnológico mais utilizado pelos docentes para ministrar as aulas a distância, seguido do notebook. Mas apenas 65% dos respondentes conta com internet banda larga, enquanto outros 24% dependem do plano de dados do telefone móvel.

“A expectativa agora é de que o levantamento realizado possa contribuir para a elaboração de políticas consequentes que promovam a melhoria das condições de trabalho desses profissionais e para a melhoria da oferta educativa de seus estudantes”, afirma o professor Heleno Araújo, presidente da CNTE.

>> ACESSE O RELATÓRIO TRABALHO DOCENTE EM TEMPOS DE PANDEMIA

Fonte: CNTE, com edição da CUT-DF

CUT e professores do CE temem genocídio na volta às aulas antes da hora

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Ainda com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) sem controle no interior do estado, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), já avalia reabrir as escolas, que estão fechadas desde o dia 20 de março, quando começou a vigorar o decreto estadual de isolamento social para conter a disseminação do vírus.

Camilo falou que deve reabrir as escolas em setembro, apesar do parecer contrário do Conselho Estadual de Educação (CEE). O CEE orientou as instituições a darem continuidade às atividades letivas por meio remoto, até 31 de dezembro de 2020, mesmo após autorização para a retomada das atividades presenciais nesse período por decreto estadual.

Em postagem no seu perfil o governador disse: “Informo que, após reuniões de avaliação de estudos e cenários p/Comitê formado por Saúde, TJ, MPE e MPF, ficou decidido que as escolas e universidades, públicas e privadas, não deverão retornar as aulas em agosto, com previsão de retorno no início de setembro”.

Com o Brasil se aproximando da triste marca de 100 mil vidas perdidas para a Covid-19 e com a doença ainda acelerada em várias regiões do País, inclusive no Ceará, o retorno às aulas é sinônimo de mais mortes, reagiu o presidente da CUT-CE, Wil Pereira.

O retorno das aulas presenciais pode causar um genocídio, pois expõe ainda mais pessoas ao risco de contaminação e morte pela Covid-19

– Wil Pereira

“Precisamos continuar preservando a vida dos trabalhadores e das nossas famílias”, reforçou o dirigente que lembrou a decisão do Comitê contrária à volta em setembro caso se mantenham todos os indicadores epidemiológicos.

TARCÍSIO DE AQUINO/CUT-CETarcísio de Aquino/CUT-CEO CEE orientou ainda que o retorno também seja opcional e que pais e alunos tenham garantida a continuidade do atendimento remoto  conta das unidades escolares ou universitárias.

“A situação de saúde pública no estado continua frágil e irregular, considerando as diversas regiões. Portanto, orientamos manter o ensino remoto até o final do ano. Isso porque há um reconhecimento geral de que os estudantes têm ainda um momento de fragilidade nas escolas, especialmente se eles vivem com pais idosos, avós, parentes com doenças crônicas e que podem levar o coronavírus para dentro de casa. Então, neste sentido, a orientação do Conselho é pela flexibilização, inclusão, equidade e, para que se evite, ao máximo, a evasão escolar”, reforçou o professor Custódio Almeida, presidente da Câmara de Educação Superior e Profissional (CESP), do Conselho Estadual de Educação (CEE) e um dos relatores do Parecer Nº 205/2020, que orienta sobre a continuidade do ano letivo.

De acordo com Wil Pereira, a CUT Ceará tem acompanhado este debate junto ao Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia do Coronavírus e defendido no colegiado todas as medidas necessárias que priorizam a preservação das vidas de trabalhadores e trabalhadoras.

Na opinião do dirigente, “enquanto todas as escolas não estiverem totalmente adaptadas para a nova realidade e enquanto não tiver vacina, defenderemos que elas continuem fechadas para salvar vidas”.

Wil também lembra que a Central Única está orientando suas entidades filiadas a reforçar as campanhas lançadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam) que defendem a o retorno às aulas apenas quando for seguro para professores, pais, alunos e comunidade escolar.

Fiocruz confirma risco de volta as aulas

Preocupados com esse cenário de epidemia no Brasil, pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz divulgaram estudo alertando que a volta às aulas presenciais pode representar um perigo para cerca de 9,3 milhões de brasileiros (4,4% da população total) idosos ou adultos com doenças crônicas que estão enquadradas no grupo de risco da Covid-19. O risco foi estimado pelo fato desse grupo morar no mesmo lar que o público em idade escolar.

De acordo com a pesquisa, mesmo que as instituições de ensino cumpram à risca todas as recomendações de segurança, o transporte público e a falta de controle sobre o comportamento de adolescentes e crianças os colocam em potenciais situações de contaminação pelo coronavírus. Uma vez doentes, eles podem levar o vírus para casa ou para o espaço educacional e transmitir a doença.

“Se apenas 10% dessa população vier a precisar de cuidados intensivos, isso representará cerca de 900 mil pessoas na fila das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Além disso, se aplicarmos a taxa de letalidade brasileira nesse cenário estaremos falando de algo como 35 mil novos óbitos, somente entre esses grupos de risco”, reforça o epidemiologista Diego Xavier, que participou do estudo.

Para a professora e secretária de finanças do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará, Gardênia Baima, a pesquisa da Fiocruz demonstra a gravidade de se discutir o retorno das aulas presenciais em momento que as escolas, principalmente as púbicas, ainda estão se adequando as novas regras sanitárias. A dirigente sindical afirma que só em Fortaleza, mais de três mil profissionais em educação declararam à Prefeitura, por meio de laudo médico, que possuem comorbidades e estão no grupo de risco da Covid-19.

“Temos uma posição nacional unificada pelo não retorno às aulas. O medo dos profissionais é muito grande de voltar sem o mínimo de segurança sanitária nas escolas. As crianças em sua maioria são assintomáticas, mas elas transmitem para as professoras, assistentes de educação infantil e para os pais, tios e avós que tenham doenças crônicas e outras condições de vulnerabilidade à doença, representando uma brecha perigosa no isolamento social que essas pessoas mantinham até agora”, reforça Gardênia ao informar que o Sindiute espera debater com a Prefeitura sobre a reabertura das escolas no começo de setembro, quando os trabalhadores em educação do município retornam das férias que iniciam nesta segunda-feira (3/8).

Em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a situação não é diferente, segundo Maria Santos, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Caucaia (Sindsep), professores ameaçam convocar uma greve caso a Prefeitura insista em decretar o retorno das aulas presencias sem adequar as cerca de 200 escolas no município.

“Muitos pais de alunos estão nos procurando para dizer que estão com medo e que não vão enviar suas crianças para as escolas enquanto não tiver vacina. Os trabalhadores também estão com a ideia de retornar sem uma estrutura mínina e sem equipamentos de proteção individual. Se o prefeito insistir em reabrir sem diálogo, não teremos outra alternativa se não chamar a categoria e iniciar uma greve”, afirmou Maria Santos.

Com informações da Fiocruz.

Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT

Teletrabalho se consolida em gangorra emocional trazida pela pandemia

A crise sanitária intensificou o uso de um recurso que já vinha crescendo no mundo do trabalho. Além da busca do equilíbrio, já se discutem medidas como o “direito à desconexão”

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 “De maneira geral estou trabalhando o mesmo número de horas, só que mais produtivo. O problema é que trabalho no meu quarto, então parece que nunca saio de fato do trabalho”, conta a engenheira ambiental V., de 27 anos, de Curitiba. “A ansiedade aumentou, com certeza. O trabalho tem muita pressão e a convivência com o time trazia mais leveza. O meu trabalho em si e desempenho não foram afetados, pelo contrário, estou mais produtiva. Porém sinto que minha saúde mental piorou.”

Para o professor universitário D., 42 anos, a duração do expediente não mudou tanto, mas a intensidade aumentou. No teletrabalho, além das aulas (virtuais), que não foram interrompidas, e das pesquisas para orientar, é preciso acompanhar o ritmo – acelerado – da filha de 4 anos. Ele se reveza com a mulher, também em home office, para cuidar da menina, da casa e trabalhar.

“A intensidade da minha jornada aumentou muito. Tem que ser uma jornada muito produtiva. Eu me sinto como um piloto de Fórmula Indy. Me sinto trabalhando mais porque eu nunca paro.” O depoimento do professor, que atua em uma instituição privada em São Paulo, foi interrompido por um chamado da filha.

 

O desafio do equilíbrio

Há mais de 8 milhões de pessoas, segundo o IBGE, trabalhando no sistema de home office ou teletrabalho. Uma tendência que já era crescente e irá se consolidar mesmo depois da pandemia. Neste momento, o desafio é se equilibrar – profissional, física e emocionalmente – entre o trabalho, questões domésticas e familiares, o impedimento de sair, a vida fora do lugar.

Mais que o modo de trabalho em si, a médica Maria Maeno aponta justamente a intensidade da jornada e as obrigações impostas em quantidade cada vez maior. “O mais importante é que as pessoas vão continuar tendo de atingir metas e entregar produtos em tempos muitos exíguos”, afirma.

Assim, todo mundo irá trabalhar “no limite superior”, como diz a médica e pesquisadora em saúde do trabalho. É a busca do aumento da produtividade aliada à avaliação de desempenho. “Sabem que as metas não vão ser atingidas, mas todo mundo vai tentar. Saber que isso pode resultar em uma avaliação ruim é uma pressão constante. O ponto crucial é o sistema de metas e os prazos frequentemente exíguos para as entregas de serviços.”

 

Regulamentação e brechas

home office, ou teletrabalho, foi regulamentado pela “reforma” trabalhista aprovada em 2017. A Lei 13.467 define a modalidade como “a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo”.

O comparecimento eventual ao trabalho, para alguma tarefa específica, não descaracteriza o regime. “Pela CLT, não pode haver distinção do trabalho realizado fora ou dentro das dependências da empresa, ou seja, não pode haver distinção de remuneração ou recebimento de benefícios, como plano de saúde e vale-alimentação”, observa o advogado Vitor Monaquezi Fernandes.

Segundo ele, o teletrabalho exige um aditivo ao contrato. “Neste pacto, deverá constar quais serão as atividades que serão realizadas pelo trabalhador. Deverá também constar com serão feitos os reembolsos ao empregado, caso ele tenha alguma despesa com equipamentos. Pois, apesar de estar trabalhando de casa, cabe à empresa fornecer todo o equipamento necessário.”

De aproximadamente 2.600 denúncias relativas à pandemia, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 147 sobre teletrabalho. A maioria (139) refere-se a empresas que, mesmo podendo, não adotaram a modalidade. Em poucos casos, o empregador não quis ressarcir custos. A Procuradoria teve ainda um caso em que a empresa pressionou os funcionários para manter a câmera ligada durante todo o horário de expediente.

 

Carga horária cresce

O problema, para o advogado, são dois artigos da CLT. O primeiro (62) estabelece que empregados em regime de teletrabalho estão isentos de ter a sua jornada controlada e, consequentemente, não haverá recebimento de horas extras ou a fiscalização do intervalo para almoço. “Isso tem acarretado, na prática, um aumento significativo da carga horária de trabalho. Na minha opinião, isto não é nem um pouco razoável, pois com a facilidade de acesso à tecnologia é perfeitamente possível a empresa controlar os horários dos funcionários”, avalia.

A situação tem levado a atualizações no Direito do Trabalho, lembra Vitor Fernandes. Em alguns lugares, como na França, já existe o chamado “direito à desconexão”. A lei entrou em vigor em 2017. Recentemente, a Telefônica assinou acordo nesse sentido, após negociação com a UNI Global Union, entidade sindical que abrange 20 milhões de trabalhadores em 150 países.

O diretor regional da UNI Américas, André Rodrigues, lembra que a entidade assinou seu primeiro acordo, chamado marco global, justamente com a Telefônica, em 2001, formando uma rede sindical internacional. “A gente pressionou muito para que houvesse uma mesa permanente de negociação global. E utiliza esse marco global para facilitar o diálogo entre o sindicato local e a empresa. Quando é necessário e quando o sindicato solicita, a gente participa diretamente”, relata.

 

Lei e acordo sobre desconexão

No ano passado, o direito à desconexão entrou na pauta a ser discutida com a Telefônica. Segundo André, o problema “era bastante recorrente e grave”, em várias empresas. “Uma das coisas que eles (chefes) mais reclamam é as metas que eles têm e devem impor aos subordinados. Então, começamos a fazer uma campanha mundial. E a Telefônica aceitou fazer essa conversa. E assinar como um anexo a esse acordo marco global.” A discussão envolve aproximadamente 50 mil trabalhadores.

Em fevereiro de 2019, com o acordo assinado, os sindicatos locais iniciaram seus processos de negociação, já concluídos na Espanha, na Argentina e no Chile – e em andamento no Brasil e no Peru. Basicamente, a empresa reconhece o direito de o funcionário não responder nenhuma mensagem ou e-mail de trabalho se estiver fora de sua jornada, em horário de descanso. Caso haja necessidade, deve haver um acordo, com notificação prévia à representação sindical. Na Argentina conta André, o acordo incluiu cláusula pela qual a empresa não pode, sob nenhuma hipótese, punir o funcionário ou impedir seu crescimento profissional pelo fato de não responder mensagens.

 

Regras para o retorno

Para este ano, previa-se a assinatura de outro acordo, justamente relativo ao teletrabalho, mas a pandemia atrapalhou o andamento das negociações. Em maio, firmou-se outro anexo ao marco global, estabelecendo normas gerais para o retorno ao trabalho: disposição no espaço, regras de saúde, segurança, exames, testes.

Por falar em acordo, o outro artigo que o advogado Vitor Fernandes considera preocupante (75) determina que o empregador deve instruir os empregados, “de maneira expressa e ostensiva”, quanto às precauções a fim de evitar doenças e acidentes de trabalho.

“Veja que a lei diz deverá instruir, mas não fiscalizar”, observa. “Como a CLT trata do assunto de uma maneira muito genérica, o caminho tem sido os sindicatos buscarem a regulamentação mais específica em seus acordos e convenções coletivas.” Dessa forma, conseguem estabelecer normas que garantem mais proteção. “Estão sendo pactuadas regras como proibição de envio de mensagens em celular particular e de envio de e-mail/mensagens após determinado horário.”

 

Transformar facilidade em organização

A médica Maria Maeno também defende a pactuação. “Muitos bancários, por exemplo, estão bancando a banda larga, tiveram que providenciar um celular novo para o teletrabalho. Isso, no futuro, as empresas podem prover. Para a empresa, significa um gasto, mas não é algo crucial. O problema não está relacionado à informatização, mas ao sistema como um todo. Os avanços tecnológicos têm sido úteis nesta pandemia para diminuir o isolamento. Mas, ao mesmo tempo, são utilizadas para manter o trabalho o tempo todo na vida das pessoas, com intensificação do ritmo. A gente tem de usar essas inovações tecnológicas para a organização de pessoas e movimentos para alcançar condições de vida e trabalho melhores.”

O psicólogo Cristiano Nabuco fala em “reinvenção”. O desafio, segundo ele, é como exercitar o direito à desconexão em um mundo tão competitivo. “Do jeito que estávamos vivendo não será mais possível. Estamos hoje de frente para o espelho, olhando para a nossa realidade como nunca olhamos.”

Desde março em quarentena, a engenheira V. conta que o trabalho em si não mudou muito, mas todas as reuniões passaram a ser virtuais. Nessa nova situação, houve treinamento para melhorar a comunicação. “O mais difícil foi aprender a fazer tudo on-line, e não ter mais a possibilidade de ir na mesa de um colega pedir ajuda.”

 

Deslocamento e flexibilidade

Ela relata prós e contras da nova rotina. “Não perco mais duas horas em deslocamento, posso acordar mais tarde e tenho mais flexibilidade de horário. Hoje, sinto que o que importa é se você entrega o resultado no final, e não se você passa mais tempo na mesa.”

Ali perto, sua mãe, a autônoma R., 58 anos, conta que no seu caso o volume de trabalho diminuiu, mas a rotina da casa mudou bastante. “Tenho me dedicado a projetos pessoais que eu não conseguia encontrar brechas para desenvolver, como pesquisa e um livro. Porém, acho importante salientar que em minha rotina o que mais mudou é estar com a família toda em casa na maior parte do dia, uma filha em home e um filho estudando online, o marido também vem almoçar todos os dias, minha rotina ficou acelerada e de cabeça para baixo para dar conta de tudo.”

A ansiedade não vem do trabalho, mas das incertezas, que são coletivas. “Será que iremos sobreviver à doença? Quando teremos vacina? Como ficará a economia?”, questiona R.. Ela resume a nova situação com humor: “Estou conectada ao trabalho oficial e 24 horas conectada aos extras”.

 

Fator humano

Já o professor D. mantém sua rotina puxada no teletrabalho, que pode ir de 10 a até 15 horas por dia. Com os “extras” de cuidar da filha e da casa, sem folga. Por causa do vírus, o casal dispensou a presença da diarista, mas continuou pagando o salário. Assim como a engenheira, ele aponta o fator humano.

“A grande estranheza para mim, como professor, é dar aula para alunos que de modo geral preferem não ligar a câmera. Você dá aula no escuro, basicamente. Isso é um pouco solitário, tira do professor esse termômetro que são os olhares, as reações, a interatividade.”

 

Limites entre família, lazer e trabalho: zonas de conflito

Para o psicólogo Bruno Chapadeiro Ribeiro, professor adjunto da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), nunca foi tão necessário regulamentar o chamado “direito à desconexão”, a fim de se evitar outro o que já vem se batizando de “tecnoestresse”. É preciso buscar limites entre o período de trabalho e o de lazer, incluindo ainda a interação com a família. Tudo no mesmo ambiente, o que pode proporcionar “potenciais fontes de conflito”.

Mas ele acredita que do limão pode sair uma limonada, como diz o provérbio. O que tem se chamado de “novo normal” pode ser visto como uma nova modalidade de precarização. Um empecilho pode ser a conhecida desigualdade brasileira.

 

O teletrabalho já existia em menor escala antes da pandemia. O senhor acredita que se tornará uma tendência crescente no mundo do trabalho?

Tenho dito que muitos setores farão desse “limão uma limonada”. O que é esse tão falado “novo normal” se não somente a naturalização de velhos preconceitos e precarizações do trabalho que antes já aconteciam, mas de forma sutil? Segundo estudo da consultoria Marz, 86% das empresas brasileiras mandaram suas equipes inteiras, ou parte delas, trabalhar em casa. Os mais recentes dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da PnadC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE mostram que o potencial estimado de trabalho atualmente no Brasil passa dos 20 milhões. Outro estudo, coordenado pelo FMI, mediu o que chamaram de “índice de viabilidade do teletrabalho” e aponta que, sim, o teletrabalho será uma tendência crescente daqui pra frente. No entanto, há discrepâncias socioeconômicas enormes entre os países que fazem com que tal modalidade de trabalho nem sempre seja uma opção viável para os pobres sem acesso à internet, os jovens sem formação universitária e as mulheres com sobrecargas nas tarefas domésticas.

 

Ao falar sobre a “aceleração do tempo”, o senhor até usou o exemplo do coelho da história de Alice. Como lidar agora com esse tempo? Como controlar a jornada no home office? Como fazer essa divisão entre trabalho, família, lazer, garantir pausas?

Vivemos uma aceleração e compreensão do tempo que tem nos levado à uma “sociedade do cansaço” nos termos do filósofo sul-coreano Byun-Chul Han. As novas relações flexíveis de trabalho promovem mudanças significativas em nossa sociabilidade, nossa forma de lidar com o tempo e com a auto-referência pessoal, tendo em vista que alteram a relação tempo de vida/tempo de trabalho. O tempo de vida é colonizado pelo tempo de trabalho. A invasão da esfera da produção à da reprodução social tem demonstrado que, por exemplo, os limites entre os horários de trabalho ou lazer e as interrupções dos familiares sejam potenciais fontes de conflito, além da expectativa no/na teletrabalhador(a) de que assuma mais responsabilidades quanto às demandas domésticas, assim como, também, se acentuam as dificuldades no trato com as tecnologias. Uma recente pesquisa da Escola de Administração de Empresas da FGV (Fundação Getulio Vargas) mostrou 56% dos trabalhadores têm problemas para conciliar os dois universos. Tudo isso se intensifica ainda mais quando falamos de mulheres nesta condição do chamado home office.

 

O senhor vê algum risco de o trabalhador permanecer conectado por período excessivo? Existe uma sensação de estar permanentemente conectado ao trabalho? Quais as possíveis consequências? Já se fala em questões como “tecnoestresse” e “direito à desconexão”.

Há resultados preliminares de pesquisas sendo feitas nesse momento que têm apontado aumento nos relatos de sintomas de ansiedade, depressão, insônia e irritabilidade. Para citar algumas, o estudo da FGV, citado acima, relata que 45,8% das pessoas perceberam um aumento da carga de trabalho e encontraram mais dificuldade para manter o foco. Outro, da rede social de empregos, Linkedin, mostrou que 62% se dizem mais ansiosos e estressados com o trabalho do que antes. E 68% têm trabalhado pelo menos uma hora a mais por dia, com alguns (21%) chegando a trabalhar até quatro horas/dia a mais, e com enormes dificuldades em se desligar das atividades laborais. Nunca precisamos falar tanto e regulamentar o “direito à desconexão” a fim de se evitar o “tecnoestresse”. Esta preocupação, inclusive, está presente no PL 3.512/2020, que tramita atualmente no Senado e que objetiva detalhar as obrigações do empregador na realização do teletrabalho. 

 

No seu dia a dia, o senhor ouve muitos relatos sobre isso? Como as pessoas têm lidado com essa nova realidade no dia a dia, na relação com as famílias, por exemplo? Quem tem filhos enfrenta uma questão adicional…

Temos uma pesquisa intitulada “projeThos covid-19” em que nos propusemos dar visibilidade às vivências e sentimentos relativos ao trabalho nesse contexto da pandemia do novo coronavírus. E o que mais nos chegam de relatos, além dos medos e angústias que esse momento tem gerado, é sobre a dificuldade das pessoas em conciliar as rotinas com crianças/família e trabalho. O tal homeschooling, assim como a busca por atividades de entretenimento dos filhos, tem feito muitas mães adentrarem no ponto virtual de trabalho no período noturno ou mesmo de madrugada para conseguir dar conta de todas as demandas. Nos chamou muito à atenção o relato de uma jornalista em que ela diz: “Me sinto cansada. Estou trabalhando três turnos, sendo que sou contratada para atuar 40 horas. Muito difícil estabelecer limites quando trabalhamos de forma on-line, com WhatsApp o tempo todo. Minha casa não é mais um lugar de descanso”.

 

A socialização é também uma dimensão do trabalho, como o sr. observou. Apesar da tecnologia permitir aproximação rápida entre as pessoas, qual o impacto da falta de contato humano no cotidiano profissional?

Sim, o trabalho é a transformação de algo, como também faz parte dele a socialização entre os seres humanos. O afeto físico reduz o estresse ao acalmar nosso sistema nervoso simpático, que durante momentos de preocupação libera hormônios de estresse prejudiciais ao nosso corpo. Estudos da área da psiconeurologia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, demonstram que temos caminhos cerebrais que são especialmente dedicados a detectar o toque afetuoso, sendo este o modo como nossos sistemas biológicos comunicam um ao outro que estamos seguros, que somos amados e não estamos sozinhos. Por esse prisma, não há mediação por telas que seja suficiente para desenvolvermos nossa humanidade. Por outro lado, não é de hoje que temos também assistido à destruição dos coletivos de trabalho com as reestruturações e enxugamento dos ambientes de trabalho. Assim como, uma ode ao trabalho individualizado, algo que tem nos levado, inclusive, a se discutir as chamadas patologias da solidão/isolamento.

 

Como retomar o controle em uma situação sem controle?

Em maio, o diretor-geral da da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse considerar “extremamente preocupante” o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas. “O isolamento social, o medo de contágio e a perda de membros da família são agravados pelo sofrimento causado pela perda de renda e, muitas vezes, de emprego”, afirmou.

Documento das Nações Unidas aponta a necessidade de aumentar com urgência o investimento em serviços de saúde mental. E relatórios indicam surgimento mais constante de sintomas de depressão e ansiedade em vários países.

 

Alarme no cérebro

Ao participar recentemente de debate virtual promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu remeteu às origens da humanidade, que, vivendo em ambientes inóspitos, viu surgir a necessidade de planejamento e controle. “Essa sensação de controle traz uma sensação de aquietação.”

Assim, em um momento, como o atual, que não se consegue responder nem mesmo as perguntas mais rotineiras, várias regiões do cérebro processam o “alarme”, o que pode levar à exaustão e ao estresse. “Quem tem pré-disposições para desenvolver fobias, depressões, pânicos, esse ambiente puxa o gatilho”, observa.

O que fazer, então, diante de tanta falta de previsibilidade? Ele dá algumas sugestões para o teletrabalho. “Antes de mais nada, tentar realizar uma rotina o máximo possível parecida com aquela que nós tínhamos antes da pandemia”, diz. “O mesmo horário de acordar, de tomar o café, tomar banho, jantar, dormir.”

Reprodução: CUT

Senado aprova o fim do PIS/PASEP. Entenda como fica seu direito

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O Senado aprovou em sessão virtual a Medida Provisória (MP) nº 946 do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) que extingue o Fundo do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e transfere os recursos para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Como houve mudanças no texto da MP, que havia sido aprovado pela Câmara no mesmo dia, quinta-feira (30), a proposta precisa voltar para ser votada pelos deputados até o próximo dia 4 de agosto (terça-feira), para não perder a validade.

Com a extinção do fundo do abono salarial do PIS/PASEP o trabalhador inscrito nos programas terá direito ao saque do valor total do seu saldo até 1º de junho de 2025. Após este período o dinheiro irá para os cofres da União, que decidirá qual o destino do recurso.

O valor total do PIS/PASEP na conta de 12 milhões de trabalhadores era de R$ 21 bilhões até 2019, ano em que o saque passou a ser feito a qualquer momento, seja pelo titular ou pelos herdeiros (no caso de falecimento). Ainda assim, milhões de trabalhadores não buscaram o dinheiro. Por isso, o governo decidiu dar um prazo de mais cinco anos para o saque. Depois de 2025, o valor será considerado como abandono de patrimônio.

Agora com a transferência do dinheiro do fundo do abono para o FGTS, o trabalhador que pedir o saque do Fundo de Garantia também poderá resgatar o valor da sua conta individual do PIS/PASEP. Para sacar o dinheiro do PIS basta ir até uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) e o do PASEP no  Banco do Brasil (BB), em ambos tem de levar documento oficial com foto.

Tem direito ao saque o trabalhador que teve carteira assinada de 1971 a 1988, já que em 1989 acabaram as contas individuais, e o dinheiro passou a financiar o seguro-desemprego, o abono anual e outros investimentos sociais.

Abono salarial do PIS/PASEP continua a ser pago

A extinção do fundo do PIS/PASEP não alterou o pagamento do abono salarial.  O calendário de pagamento teve início no dia 16 deste mês para quem nasceu em agosto e vai até julho do ano que vem quando será pago para quem nasceu em maio.

Continua a ter direito ao abono o trabalhador cadastrado há pelo menos cinco anos no programa, e que tenha recebido até dois salários mínimos (R$ 2.090,00), num empego formal no mínimo 30 dias do ano anterior ao saque.

O valor de até um salário mínimo (R$ 1.045,00) será proporcional aos meses do ano que ele tenha trabalhado.

Fonte: CUT

Professores lutam contra projeto que propõe congelamento de salários

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A pressão da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e sindicatos filiados fez com que a votação do Projeto de Lei (PL) 3776/2008, que institui o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como índice de reajuste do Piso Nacional do Magistério, fosse retirado da pauta de votação desta quarta-feira (30). O PL estava ‘engavetado’ desde que foi apresentado e voltou à discussão após a aprovação do novo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) na Câmara dos Deputados.

O secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo, afirma que o projeto, na verdade, propõe um congelamento de salários de professores e educadores, indo na contramão do que estabeleceu o Fundeb quando foi criado.

“Ainda no governo Lula, aprovamos uma legislação com uma perspectiva de valorização profissional e para que o financiamento da educação fosse fixado na Constituição. E construímos com isso uma política de valorização profissional do magistério, por meio da Lei do Piso, que foi contestada por vários estados e municípios”, explica Ariovaldo, que também é professor ligado à Apeoesp, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo.

Na avaliação de Ariovaldo, o novo Fundeb vai permitir avanços na luta pela valorização do piso nacional porque, “entre outras coisas, o projeto aumenta de 10% para 23% a participação do Governo Federal nos investimentos”. Assim, os novos patamares de investimento servirão como complementação para estados e municípios que não têm recursos e condições de atender o valor nominal do piso salarial.

Mas, por outro lado, Ariovaldo afirma que “a visão dos estados e municípios é de sempre estabelecer aquilo que é mínimo como se fosse máximo”.  

Ele avalia que se o PL for aprovado, em boa parte dos estados e municípios haveria um padrão salarial praticamente congelado sendo reajustado somente pelo INPC. “Certamente será um prejuízo muito grande na política de valorização que estamos desenvolvendo”, diz Ariovaldo.

 

Lei do Piso X PL 3776

A Lei 11.738/2008 tem a função de fixar a correção do valor do piso salarial nacional da categoria e efetivar a jornada de trabalho do professor, fixando em 2/3 da carga horária para atividades em sala de aula, com alunos, e 1/3 da jornada usada para formação e capacitação.

A Lei do Piso também estabelece que o reajuste dos salários dos docentes acompanhe os cálculos do custo aluno/qualidade que orienta a distribuição dos recursos do Fundeb.

Um dos propósitos do custo aluno/qualidade é acabar com disparidades entre as regiões brasileiras e fazer com que sejam garantidos por lei os custos mínimos para garantir a educação de qualidade para qualquer aluno matriculado no Brasil.

A distribuição do valor do Fundeb para o número de matrículas da educação básica, conforme explica Ariovaldo de Camargo, faz com que o valor do piso salarial profissional nacional sempre seja superior a inflação do ano. No entanto, ao mesmo tempo em que foi criada a lei, foi também apresentado o projeto para reajuste pelo INPC.

A proposta estava parada desde que foi apresentada. Na semana passada, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) tentou ‘empurrar’ uma emenda ao relatório do novo Fundeb, que determinava o reajuste pela inflação, aos moldes desse projeto. “Tentaram enfiar essa matéria como sendo um indexador do valor do piso salarial, mas como não conseguiram, eles recuperam esse debate para fazer confusão novamente com o tema”, diz Ariovaldo, explicando a razão de o PL ter voltado à pauta.

“O projeto estava ‘dormindo’ há 12 anos e agora, depois da aprovação do novo Fundeb, com a pressão de prefeitos e governadores, o projeto volta à discussão”, ele conclui.

 

Pressão dos dois lados 

Segundo Ariovaldo de Camargo, há uma pressão muito grande de estados e municípios para destruir a política do piso salarial nacional. Ele conta que, por outro lado, a luta da CUT, CNTE e sindicatos filiados conseguiu, na terça-feira (29), fazer com que a Câmara retirasse a votação da pauta desta quarta. Assim, o projeto só voltará a ser analisado na próxima semana.

“Os prefeitos e governadores certamente vão continuar fazendo pressão para que o PL seja votado, mas nós faremos pressão para que ele não seja aprovado e nem votado no Congresso”.

Ariovaldo alerta que os educadores têm que estar atentos à mobilização por este tema porque é “crucial para uma política de valorização profissional nos próximos anos”.

Paralelamente, a pressão para que o novo Fundeb seja aprovado também no Senado continua. “Conseguimos aprovar na Câmara e agora estamos pressionando para que o Senado vote também nos mesmos moldes em que foi votado na semana passada.”

 

Brasil e os piores salários para professores

A última pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), intitulada Education at a Glance, coloca o Brasil na última posição no ranking salarial do magistério entre as 40 nações e blocos regionais analisados.

Em 2019, a média salarial do magistério na OCDE, em início de carreira, foi de US$ 34.943,00, enquanto na Europa foi de US$ 33.871,00, na Alemanha US$ 63.866,00 e em Luxemburgo US$ 79.551,00. No Brasil, nesse mesmo período, a média salarial anual de nossos professores foi de US$ 13.971,00.

“Nós ocupamos a vergonhosa posição de último lugar em remuneração média dos professores e profissionais da educação, portanto temos muita coisa ainda para avançar na valorização profissional”, diz Ariovaldo.

O secretário de Administração e Finanças da CUT lamenta que até agora ainda não se tenha conseguido avançar muito no Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas, como a Meta 17, que prevê a completa aplicação da Lei do Piso até o fim dos primeiros seis anos da vigência do plano, que começou em 2014 e vai até 2024, por tanto, o prazo é 2020.

“Para este ano estava previsto que o piso salarial dos professores não seria inferior à média das remunerações de trabalhadores com formação superior, portanto estamos falando de uma lei nacional – um piso – que deveria atingir esses patamares, mas estamos muito distantes ainda desse referencial”, ele afirma.

De acordo com ele, um dos obstáculos é a Emenda Constitucional (EC) 95, que congelou os gastos públicos por 20 anos. “É um impeditivo para podermos atingir a Meta 17 do PNE, que vem dos burocratas e do governo federal que não têm compromisso com a educação”.

Fonte: CUT

Professores e professoras ocupam as redes pedindo a valorização do magistério

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A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (29) um novo índice de correção do piso salarial dos professores e professoras da educação básica, que é totalmente contrário à política de valorização dos profissionais do magistério.

Os parlamentares vão votar o requerimento nº 108, de 2011, (PL 3.776/2008), que pretende alterar o parágrafo único do art. 5º da Lei 11.738 (Piso Nacional do Magistério), que estabelece o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como único critério de correção do piso salarial nacional dos educadores.

A Confederação Nacional dos trabalhadores em Educação (CNTE) está fazendo uma mobilização virtual contra a alteração da Lei do Piso Nacional, com a hashtag #ValorizeOPisoDoMagistério. A mobilização reivindica que os que deputados e deputadas retirem da pauta o requerimento nº 108 e que conversem com a categoria sobre como valorizar profissionais da educação.

Segundo a CNTE, a forma atual de atualização do piso do magistério está vinculada ao crescimento percentual do valor aluno ano do FUNDEB, sistemática essa que garantiu ganho real ao piso desde a sua implementação.

Ainda assim, diz a direção da entidade, estudos revelam que a remuneração média dos docentes da educação básica, detentores de diploma de curso superior, representa pouco mais da metade da de outros profissionais brasileiros (não professores) com mesmo nível de escolaridade. Em nível internacional a situação é ainda mais vexatória e preocupante.

A última pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), intitulada Education at a Glance, posicionou o Brasil na última posição no ranking salarial do magistério entre as 40 nações e blocos regionais analisados. Em 2019, a média salarial do magistério na OCDE, em início de carreira, foi de US$ 34.943,00, enquanto na Europa foi de US$ 33.871,00, na Alemanha US$ 63.866,00 e em Luxemburgo US$ 79.551,00. No Brasil, nesse mesmo período, a média salarial anual de nossos professores foi de US$ 13.971,00.

A mesma pesquisa, entre outras, revela que a qualidade da educação está diretamente relacionada à valorização dos profissionais da educação. Os países mais bem posicionados no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) são os mesmos que mais investem no custo per capita estudantil e nos salários do magistério.

O novo FUNDEB, aprovado no último dia 21, na Câmara dos Deputados, elevou a atual complementação da União destinada ao Fundo de 10% para 23%. A emenda constitucional também reservou percentuais de subvinculação para a remuneração dos profissionais da educação e aprovou a instituição do Custo Aluno Qualidade como indicador de investimento no nível básico escolar. Trata-se de medidas bastante coerentes frente à necessidade de se elevar o padrão de qualidade com equidade nos diferentes sistemas de ensino do país.

O novo FUNDEB também está em consonância com diversas metas da Lei 13.005, que aprovou o Plano Nacional de Educação 2014-2024, especialmente as que preveem a inclusão e a qualidade estudantil, a valorização dos profissionais da educação e maior investimento nas redes de ensino.

“Se o parlamento, os governadores e prefeitos entendem ser necessário rever o critério de reajuste do piso salarial do magistério, a CNTE espera, ao menos, que os profissionais da educação sejam ouvidos nesse processo de tramitação do PL 3.776/2008”, diz a direção da CNTE, que complementa: “E isso se faz necessário por dois motivos. Primeiro, para garantir o debate democrático sobre um tema de enorme repercussão social (além de financeira). Segundo, porque o referido projeto de lei precede a aprovação do Plano Nacional de Educação e do novo FUNDEB. Em relação ao PNE, a meta 17 prevê equiparar o rendimento médio do magistério de nível básico com o de outros profissionais com escolaridade equivalente. E a política remuneratória do piso do magistério está em consonância com essa e outras metas do PNE”.

A CNTE ressalta que o reajuste do piso do magistério já foi sido divulgado para esse ano de 2020, portanto nada justifica a pressa excessiva em aprovar um projeto extemporâneo e que não atende as necessidades atuais da escola pública brasileira e de seus profissionais.

Fonte: CUT

Economistas propõem reforma Tributária com isenções a pobres e pequenas empresas

Enquanto o ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, apresenta uma reforma Tributária que só piora a desigualdade social, economistas progressistas concluíram no último domingo (26) oito propostas de leis tributárias que consideram justas, urgentes e necessárias para conter o agravamento da crise econômica provocado pela pandemia do coronavírus (Covid 19).

Para sair dessa crise que parece não ter fim, os economistas propõem no documento “Tributar os super-ricos para reconstruir o país”, isenções aos mais pobres e as pequenas empresas, incidência maior sobre as altas rendas e o grande patrimônio, que oneraria apenas 0,3% da população mais rica e fortaleceria também estados e municípios, gerando um acréscimo na arrecadação estimado em R$ 292 bilhões.

“Devido à urgência imposta pela pandemia nós incluímos na nossa apresentação todos os projetos de lei sobre o tema, que não são mudanças constitucionais para que possam ser aprovados ainda este ano e começar a valer em 2021”, explica o coordenador do estudo, o economista Eduardo Fagnani.

Segundo ele, as oito propostas estão em sintonia com a Emenda Substitutiva Global (EMC 178/2019) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/2019 que tramita no Congresso Nacional. A EMC, inspirada em dois estudos técnicos que constituem a formulação do projeto de Reforma Tributária Solidária, Justa e Sustentável, contou com mais de 200 assinaturas de parlamentares progressistas do PT, PC do B, PDT, PSB, Psol e Rede e recebeu apoio do Consórcio dos governadores do Nordeste. 

Para Fagnani, por causa da pandemia é preciso inverter a urgência das propostas apresentadas pela EMC 178/2019. “Com o agravamento da crise é preciso mudar os planos, invertendo a ordem do texto da emenda global tributando primeiro a renda e o patrimônio e depois faríamos a reforma sobre o consumo, mas de uma forma diferente da apresentada pelo governo que pune mais os pobres do que os ricos”, diz o economista.

A Emenda Substitutiva Global proposta pela oposição aponta que, para a queda da desigualdade, é preciso um sistema tributário progressivo e maiores gastos públicos no campo social.

As reformas do governo e as que tramitam no Congresso Nacional só tributam o consumo e não geram um centavo de real a mais aos cofres públicos. E para sair da crise é preciso reforçar o papel do Estado, sua capacidade de financiamento, para utilizar, por exemplo, nos programas de transferência de renda

– Eduardo Fagnani

Patrimônio dos bilionários cresce US$ 34 bi na pandemia

Com apenas 1% da população detendo 30% da riqueza de todo o país, o Brasil é o campeão do mundo em desigualdade social. É um abismo social que só aumenta, como demonstrou a ONG Oxfam Brasil com base em dados do ranking da revista “Forbes. De acordo com a pesquisa, 42 bilionários brasileiros tiveram um aumento de US$ 34 bilhões em suas fortunas durante a pandemia do coronavírus (Covid 19).

Juntos, o patrimônio líquido dos mais ricos subiu de US$ 123,1 bilhões em março para US$ 157,1 bilhões em julho deste ano. Já quase metade da população brasileira sobrevive com o auxílio emergencial de apenas R$ 600,00. 

“A elite brasileira não percebe que o capitalismo precisa de consumidor. Ela não percebe que se reduzir a desigualdade, principalmente a da renda, as pessoas vão ter mais dinheiro e, com isso vão querer comprar mais, e se elas comprarem mais vai ter demanda, as empresas poderão investir e faturar mais”, defende Fagnani.

Para ele, o ministro da Economia representa a elite brasileira retrógada e ignorante que não percebe que se o país crescer ela vai ser a maior beneficiada.

“O 1% mais rico tem poder econômico e o poder econômico tem impacto sobre o parlamento, financiando campanhas, pauta a grande imprensa e tem poder sobre o Judiciário”, afirma o economista, ao explicar porque as propostas apresentadas pelos progressistas são difíceis de serem aprovadas.

Fagnani lembra que os bilionários dos países mais desenvolvidos lançaram um manifesto pedindo aos seus governos que os taxem mais, para que possam pagar mais impostos que revertam em favor da população.

“Os bilionários do mundo estão percebendo a gravidade da crise, semelhante a do século passado, que a desigualdade coloca em risco a própria sobrevivência do capitalismo e que com esta pandemia, a desigualdade no mundo que já é extrema se amplia muito mais”, afirma.

Nossa classe dominante não está atenta ao que acontece no mundo. Nossa elite é espoliadora, nunca pensou em construir uma Nação

– Eduardo Fagnani

O documento “Tributar os super-ricos para reconstruir o país” é uma iniciativa dos Auditores Fiscais pela Democracia (AFD); da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil ( ANFIP); da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco); do Instituto Justiça Fiscal (IJF); das delegacias sindicais do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil ( Sindifisco Nacional) de Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Curitiba, Florianópolis, Paraíba, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Salvador.

Fonte: CUT

‘A epidemia em São Paulo não permite volta às aulas’, avalia médico do Albert Einste

Hélio Bacha, consultor da Sociedade de Infectologia, vê na volta às aulas em São Paulo um risco para toda a população

 

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“A epidemia em São Paulo não permite pensar em volta às aulas.” A afirmação é do doutor em infectologia Hélio Bacha, médico do Hospital Albert Einstein e consultor técnico da Sociedade Brasileira de Infectologia. Segundo Bacha, sem vacina e nem medicamento eficaz, o isolamento social é a única medida efetiva de controle da pandemia. E a suspensão das aulas presenciais “é fundamental para manter a condição de isolamento eficaz”.

“Eu não sei quando vai reabrir (as escolas). Mas sei que agora não deve. Nessa condição de agora, até acenar com a possibilidade de reabertura em setembro é uma sinalização equivocada para a sociedade. Certamente as UTIs estão em níveis melhores, mas a epidemia ainda está ativa”, defende.

Segundo dados do governo João Doria (PSDB), a educação em São Paulo envolve 13,3 milhões de pessoas, entre estudantes, professores e outros trabalhadores. Esse total corresponde a 32% da população do estado. Destes, 2,3 milhões estão na educação infantil, 7,6 milhões nos ensinos fundamental e médio, 2 milhões no ensino superior, 1 milhão na educação complementar e 428 mil no ensino profissional. Bacha ressalta que é preciso considerar que todas essas pessoas vão circular também no transporte coletivo, nas ruas e, depois, voltar para casa.

“Poleiros”

“Temos que saber como aquela população chega à escola, qual o impacto no transporte coletivo. O transporte é uma grande dificuldade dessa condição atual, com a volta às aulas em São Paulo. A presença de professores e alunos não diz respeito apenas ao prédio da escola, é uma ameaça a todos”, afirmou Bacha, em audiência pública virtual, realizada nesta terça-feira (28) pela Assembleia Legislativa, por iniciativa dos deputados petistas Professora Bebel e Emídio de Souza.

O doutor em infectologia lembrou que a Itália ainda não teve volta às aulas. O país europeu teve uma situação bastante grave no início da pandemia e está cerca de dois meses na frente do Brasil em relação à evolução dela. Atualmente, registra significativa redução do número de casos, internações e mortes. “E nós aqui, no meio da pandemia, querendo que os professores voltem. Nós vamos colocar a volta às aulas com um bando de crianças como ameaça ao professor? Qual é a garantia que esse professor tem de que a saúde dele vai ser preservada?”, questionou.

Bacha explicou que, embora o potencial de transmissão do coronavírus em crianças menores de 10 anos seja baixo, colocar crianças pequenas para conviver, em salas pequenas, com pouca ventilação, é reiniciar a pandemia.

“Educação infantil, crianças até pré-escola, eu não vejo como voltar às aulas. Pelo comportamento. A arquitetura de hoje, salas de aula ‘poleiro’, nunca mais. Vão voltar às aulas, mas não com essas condições de higiene, de ventilação. O ensino, dependendo da faixa etária, tem condições diferentes de resolver. Mas não se pode impingir isso dessa forma: dia tal vai voltar”, disse.

“Vacina e educação”

O consultor ponderou, no entanto, que não se pode condicionar a volta às aulas em São Paulo a uma vacina, já que a produção de um imunizante é incerta. “Esse não pode ser o critério, se não houver vacina não há mais aula. E se não houver vacina? Nós não sabemos nem sequer o quanto a infecção natural tem de resposta imunológica, imagine a vacina. Nós temos esperança que ela vá funcionar, mas não necessariamente vai funcionar em um ano, dois anos, três anos. Se não funcionar não vai mais haver educação no mundo?”

A deputada Professora Bebel, também presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), defendeu a necessidade de os prédios estarem adaptados para receber os alunos. Segundo ela, não se trata de um embate com o governo e sim da preocupação com a vida das pessoas que ali vão circular. “Não é questão de briga com o governo. É uma questão de condições. Não basta diminuir o número de alunos. A escola também precisa ser um espaço mais aberto, mais arejado”, afirmou.

Emidio de Souza ressaltou que o governo Doria precisa ouvir os professores, estudantes e as famílias. “A decisão de um governante nessa pandemia pode definir a vida ou a morte de milhões de pessoas. Não podemos aceitar que as decisões que envolvem a vida de milhões de pessoas sejam tomadas sem o mínimo de debate. Nós não podemos arriscar. Estamos tratando de vidas humanas e ninguém pode brincar com isso”, disse.

Reprodução: CUT

 

640 mil beneficiários do auxílio de R$ 600 podem desbloquear o dinheiro no WhatsApp

Pelo menos 640 mil beneficiários de auxílio emergencial, que tiveram as contas bloqueadas no aplicativo Caixa Tem, poderão desbloquear pelo WhatsApp.

A Caixa bloqueou 1,3 milhão de contas de poupança social digital por suspeita de fraude ou falta de documentos. Os 640 mil que têm pendência em relação á documentação não precisam ir às agências, podem desbloquear mandando a documentação por meio de uma mensagem de texto e recuperar o acesso ao benefício de R$ 600 (R$ 1.200 no caso das mães chefes de família).

Já no caso das contas bloqueadas por suspeita de fraude nos cadastros de solicitação do auxílio, o desbloqueio tem de ser feito pessoalmente nas  agências, conforme calendário que leva em conta o mês de aniversário do beneficiário.

Calendário de desbloqueio:

Nascidos em: Período para desbloqueio
​Janeiro / Fevereiro / Março ​até 24/07/2020
​Abril / Maio ​27 a 31/07/2020
​Junho / Julho ​03 a 07/08/2020
​Agosto / Setembro / Outubro ​10 a 14/08/2020
​Novembro / Dezembro ​17 a 21/08/2020

 

O Caixa Tem informa o motivo do bloqueio. Se for por falta de documentos, surgirá na tela a frase: Para finalizar a validação do seu cadastro, vamos precisar que envie seus documentos pelo WhatsApp.

Se for por suspeita de fraude, a frase será: É necessário regularizar seu Acesso. Procure uma agência, de acordo com seu calendário de recebimento.

Como fazer o desbloqueio pelo WhatsApp

Basta acessar o aplicativo Caixa Tem, clicar em “liberar acesso”. Aparece na tela o link para que o cidadão acesse o WhatsApp da Caixa e envie os documentos necessários.

Basta enviar um documento de identificação e uma selfie – tirar fotos nos formatos JPEG ou PDF.

O documento de identificação pode ser o RG ou a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Nos dois casos, a foto a ser enviada deve ser feita em um local iluminado e todos os dados devem estar legíveis, sem borrões.

Como enviar a documentação que falta

Entrar no aplicativo Caixa Tem. Primeiro vem uma mensagem de que o beneficiário precisa enviar os documentos pelo WhatsApp, depois a mensagem: “Para iniciar a conversa, clique no link abaixo e mande a palavra CADASTRO”

Surge na tela o número do WhatsApp para o beneficiários enviar os  documentos: 0800-7260104

O programa informa ainda que precisa de um documento de identificação e de uma selfie; clique em “Iniciar”

Na tela seguinte, virão as informações sobre como deve ser o cadastro dos documentos; vá em “Continuar”

Escolha o documento que vai enviar, se é o RG ou a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e clique sobre o nome que estiver na tela RG ou CNH

Primeiro, tire a foto de frente do documento e clique em “OK, entendi”

Depois, acesse “Clique aqui para enviar a foto” e vá em “Continuar”

Na próxima tela, haverá a informação sobre a necessidade de enviar o verso; clique em “Ok, entendi”

Tire a foto do verso do documento e vá em “Clique aqui para enviar a foto”; depois, vá em “Continuar”

Aparecerá uma mensagem informando que os documentos foram recebidos; agora, é necessário mandar uma selfie; clique em “Continuar” e, na próxima tela, em “Continuar” novamente

Faça a selfie e vá em “Clique aqui para enviar a foto”; depois, clique em “Continuar”

Pronto; aparecerá a mensagem de agradecimento pelo envio e com informações sobre o desbloqueio do benefício

Orientações para enviar as fotos de documentos

Tire a foto em um local bem iluminado

O documento precisa aparecer inteiro

Verifique se os dados estão legíveis

A foto deve estar em um dos seguintes formatos: png, jpeg, pdf ou tiff

Orientações para tirar a selfie

Tire a selfie em um local bem iluminado

Não use chapéu

Não use óculos

Segure o celular na altura dos olhos

Fonte: Caixa Econômica Federal

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