Contra a destruição do Brasil e pelo clima, trabalhadores ocupam as ruas do país

Em atos contra a reforma da Previdência, a privatização e a destruição do país, por empregos e pelo clima, trabalhadores ocuparam as ruas nesta sexta

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Milhares de pessoas foram às ruas em todo o mundo nesta sexta-feira (20) pelo clima. No Brasil, teve luta contra a reforma da Previdência, que deve ser votada em primeiro turno no Senado na próxima terça-feira (24), em defesa do emprego, dos direitos sociais e trabalhistas, do clima e contra a destruição do país.

A Greve Global pelo Clima foi realizada em mais de 150 países e os atos chamaram a atenção para a necessidade de redução da emissão de gases do efeito estufa, que provocam mudanças climáticas. A data antecede a Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que será realizada na segunda-feira (23), em Nova York.

Em São Paulo, o ato teve início à tarde no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista, com aula aberta e atividades lúdicas. Muitas crianças e adolescentes diziam “Fora Bolsonaro” e pediam por “Lula Livre”.

Roberto Parizotti

Entre os presentes também estavam representantes do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), indígenas que denunciaram os ataques que essa população vem sofrendo,não só na Amazônia, mas em todo o Brasil, e ‘catadores de lixo’, que falaram sobre a importância da reciclagem e da necessidade da população respeitar o trabalho que desenvolvem.

Roberto Parizotti

Durante a manifestação, o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, lembrou que a pessoa que está destruindo a Previdência Social no Brasil é a mesma pessoa que está destruindo o meio ambiente, a Amazônia, as empresas públicas e a educação, numa referência a Jair Bolsonaro (PSL).

“É por isso que hoje, no país inteiro, os trabalhadores e as trabalhadoras estão fazendo manifestações para denunciar o que está acontecendo no Brasil. É um ato em defesa do país e da soberania. É um ato histórico porque todas as centrais sindicais estão unidas, junto com os movimentos sociais e a juventude brasileira, numa grande coalização em defesa dos nossos direitos”, disse o dirigente.

Nobre reforçou que a luta em defesa das estatais e contra a privatização é necessária porque nenhum país do mundo consegue um alto grau de desenvolvimento sem um setor público forte e pujante.

“O governo Bolsonaro quer desmontar as políticas públicas e os programas sociais e o que se vê são famílias e crianças jogadas na rua”, lamentou.

Já o presidente da CUT-São Paulo, Douglas Rizzo destacou que a indignação com a situação que o país vive foi o fator primordial que levou às pessoas às ruas.

“A miséria, o desemprego recorde, as reformas que atacam os direitos dos trabalhadores e as questões climáticas, como as queimadas e o uso excessivo de agrotóxicos afetam a todos. É uma somatória de questões que trouxe aqui vários setores da sociedade. Cada um com a sua bandeira de luta, mas que unem ambientalistas e trabalhadores”, definiu o dirigente.

Para a secretária de comunicação da CUT São Paulo, Adriana Magalhães, o projeto político e econômico de Bolsonaro é o de entregar para poucos empresários brasileiros e estrangeiros, a aposentadoria dos trabalhadores, o pré-sal e as empresas estatais e, por isso é importante a classe trabalhadora ir pras ruas defender seus direitos, o meio ambiente e a soberania do Brasil.

“Nos governos do PT nós tínhamos uma política de preservação da soberania, um governo que tinha o respeito da ONU, que tinha um plano de proteção às comunidades quilombolas, aos índios. Tanto que demarcou mais reservas e criou parques e florestas protegidas. Mas, infelizmente, o que vemos hoje é só destruição e por isso estamos nas ruas para defender nossos direitos”, disse a dirigente.

E é essa participação dos trabalhadores em defesa do clima que é fundamental para o futuro do planeta, acredita a secretária de meio ambiente da CUT São Paulo, Solange Ribeiro.

“A gente precisa discutir seriamente com nossas categorias qual vai ser o futuro do planeta. Com essas crises ambientais que já estão chegando e virão com frequência cada vez maior precisamos defender o planeta e entender o papel que cabe aos trabalhadores, sem que haja perda de direitos”, analisou a dirigente.

Aos 20 anos, Pedro Henrique, da etnia Pankararé, lembrou a importância do meio ambiente para os povos indígenas que, mais do que nunca, lutam pela demarcação de suas terras.

“Estamos falando de vidas humanas, de floresta, de animais. Mantemos tudo isso porque está em nossa ancestralidade. A mãe terra nos cobra isso. O planeta já passou por inúmeras mudanças climáticas, mas isso é consequência da ação humana, de um capitalismo desenfreado, do descuido e do descaso de governos, como vimos no caso recente da Amazônia. É urgente que façamos algo para barrar essa avalanche de destruição”, afirmou.

Convocação para o dia 24 de setembro, em Brasília

Na próxima terça-feira (24), o Senado deverá votar o primeiro turno da reforma da Previdência e, para evitar esse desastre para a vida do trabalhador, Sérgio Nobre convoca a militância e os dirigentes sindicais para que compareçam em Brasília, para pressionar os senadores e mostrar a eles que a reforma prejudica somente os trabalhadores e não combate privilégios como anunciou o governo Bolsonaro.

“Vamos recepcionar os senadores no aeroporto, nas galerias do Congresso e quem não puder ir, mande sua mensagem pela ferramenta online da CUT [ www.napressao.org.br]  e diga que você está ‘de olho’ na atuação do seu senador e , que se ele votou, não volta. Participe dessa mobilização”, enfatizou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

Na capital Fortaleza, os trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas pela manhã, para protestar contra as privatizações em defesa da soberania nacional, da educação e da aposentadoria.

Tarcísio Aquino

O ato convocado pela CUT/CE, demais centrais, as frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e movimentos sociais, reuniu milhares de pessoas em frente ao prédio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), no Bairro São João do Tauape.

A manifestação reuniu servidores públicos, professores, estudantes e aposentados, entre outras categorias. Do local da concentração, eles saíram em passeata pela Avenida Pontes Vieira até a Assembleia Legislativa do Ceará.

Durante a caminhada, os mais de 4 mil professores e trabalhadores em educação da rede municipal de Fortaleza, que participaram da mobilização usando bandanas nas cores do Brasil e camisetas com a frase “Fora Bolsonaro”,  cantavam “ Se o povo se unir, Bolsonaro vai cair!”

Além da defesa das estatais, os manifestantes reforçaram a campanha contra Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 006/2019, da reforma da Previdência, que está tramitando no Senado.

Pernambuco 

A mobilização na capital, Recife, começou no início da tarde, na Praça do Derby, próximo do centro da cidade. Os manifestantes saíram em defesa da Previdência, da Amazônia e do Meio Ambiente e contra a ação de despejo do Centro de Formação Paulo Freire, no Assentamento Normandia, na cidade de Caruaru. O Centro está com a existência ameaçada por uma decisão judicial da 24ª Vara Federal da Cidade que desarquivou um processo de 11 anos e determinou a reintegração de posse da área que ocupa.

Rani Mendonça

Piauí 

A vice – presidenta da CUT-PI e também diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (Sinte PI), Odeni de Jesus, deu a largada para o ato contra a reforma da Previdência, pelo clima e contra toda a destruição que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) vem provocando no país. Os manifestantes se reuniram na Praça Rio Branco, em Teresina.

Fonte: CUT Brasil Com apoio das jornalistas Érica Aragão, Vanessa Ramos e Tarcísio Aquino

Amanhã é dia de ir pra rua defender direitos e lutar contra destruição do país

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Nesta sexta-feira (20) a CUT e demais centrais sindicais, junto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, voltarão às ruas do país no Dia Nacional de Luta Contra Reforma da Previdência, em defesa do emprego, dos direitos sociais e trabalhistas, do clima e contra a destruição do país, que vem sendo atacado pelas políticas do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Até agora, Bolsonaro e seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, só apresentaram propostas para beneficiar empresários. Para a classe trabalhadora e os mais pobres, sobram ataques aos direitos e o extermínio de políticas públicas.

O governo já anunciou um corte brutal no Minha Casa, Minha Vida, avisou que vai privatizar 17 estatais, destruindo empregos e a economia das cidades onde as empresas estão instaladas, e encaminhou a proposta de reforma da Previdência que restringe o acesso à aposentadoria e outros benefícios.

Na luta em defesa da aposentadoria, a CUT e centrais têm uma agenda de mobilização. E o dia 20, além de ser próximo da data da votação da reforma no Senado, marcada para a próxima terça-feira (24), também foi escolhido para convergir com o dia de mobilização internacional pelo Clima, organizado por uma articulação composta por diversos coletivos que debatem e promovem ações e combate às mudanças climáticas.

“A orientação para os sindicatos é de fazer assembleias, reuniões, plenárias, reuniões, encontros na parte da manhã com as categorias para debater a reforma da Previdência, os direitos trabalhistas no Brasil e também sobre o clima, o desmatamento e as questões ambientais”, afirmou o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo.

Segundo ele, a ideia é colocar as pautas trabalhistas e relacioná-las com questões do meio ambiente e com os problemas sociais, como o desemprego e a retirada de direitos porque os “mesmos que exploram os trabalhadores e retiram direitos, são os que agridem o meio ambiente, que utilizam os agrotóxicos e que promovem as queimadas nas nossas florestas”.

Para Douglas, “a gente não pode desassociar uma coisa com a outra”. Segundo ele, o meio ambiente acaba impactando em todas as áreas.

“A gente teve um período de estiagem aqui em São Paulo, por exemplo, e a escassez de água impactou a produção industrial e consequentemente o trabalho e a renda”.

A mobilização contra reforma da Previdência e em defesa do clima também acontecerá em várias cidades do interior de São Paulo e em outros estados, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, Paraíba e Pernambuco e no Distrito Federal. [veja os locais abaixo]

Para a secretária do Meio Ambiente da CUT Brasília, Vanessa Sobreira, todos serão impactados com as ações necessárias neste processo de adaptação para um modelo de baixas emissões de carbono, principalmente a classe trabalhadora e é neste sentindo também que a CUT irá para rua neste dia 20.

“É fundamental que seja garantido um conjunto de políticas desenhadas para assegurar uma transição justa com trabalho decente que ofereça oportunidades às trabalhadoras e aos trabalhadores e às comunidades impactadas, com a finalidade de que não sejam elas e eles quem paguem os maiores custos das consequências negativas ocasionadas pelas mudanças climáticas”, afirmou.

Vanessa falou também que outra pauta importante para a classe trabalhadora é a questão da luta pela soberania nacional e contra as privatizações, anunciadas pelo governo de Bolsonaro.

A dirigente disse que na plataforma da rodoviária, onde acontecerá o ato a partir das 17 horas no Distrito Federal, também terá diálogo com a sociedade sobre a reforma da Previdência e panfletagens para explicar porque somos contra as privatizações.

“As estatais são estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do país. Quando recebem o reconhecimento devido, com investimento e valorização dos seus servidores, elas apresentam índices elevados de rendimento e contribuem para fazer o país crescer. Com a privatização, esses recursos irão para o bolso das empresas privadas. Por isso, ao privatizar as empresas estatais, ganham os empresários; perdem o Brasil e o povo brasileiro”, diz trecho do documento que será distribuído em Brasília.

Os atos em defesa do meio ambiente e pelo Clima também acontecerão em outros países, além dos estados brasileiros.

Saiba onde já tem atos marcados

Bahia

– Caminhada da Praça do Campo Grande até Praça Castro Alves em Salvador, a partir das 9h.

Brasília

– Ato na Plataforma inferior da Rodoviária de Brasília, a partir das 17h.

Minas Gerais

– A partir das 9h, manifestações dos servidores públicos municipais e estaduais, pressão nos escritórios regionais dos senadores e depois marcha pelo centro da cidade com concentração na frente da prefeitura.

Paraíba

– A partir das 5h, uma caminhada e limpeza na praia. A concentração será no Busto de Tamandaré, seguindo até o final da praia do Cabo Branco.

Pernambuco

– Ato na Praça do Derby, em Recife – concentração a partir das 14h.

Santa Catarina

– Ato com concentração às 15 horas, na Câmara de Vereadores em Guaramirim (Rua Vinte e Oito de Agosto, 2042- Centro) – para protestar e pedir uma audiência pública sobre o fechamento do terminal da Petrobras na cidade, pois esse abastece toda região e com o fechamento o município pode perder até 30% da arrecadação.

– Em Florianópolis, o ato está sendo chamado para às 17h, no largo da Catedral.

São Paulo

Na capital paulista, as atividades estão programadas a partir das 13h, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), com aula pública sobre aquecimento global e oficinas de cartazes. O ato terá concentração às 16h.

Fonte: CUT

No Brics, CUT defende utilização de novas tecnologias em favor do trabalhador

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As 4º Revolução Industrial ou Indústria 4.0, que combina maquinas e processos digitais, desencadeou um processo de intensificação da precarização das relações de trabalho. Garantir direitos trabalhistas e humanos diante deste cenário se tornou um dos principais desafios das entidades sindicais. Foi o que apontaram sindicalistas durante o Brics Sindical, que teve início nesta terça-feira (17), no Ministério da Economia.

Sob o tema “O futuro do trabalho com direitos e emprego. Meio ambiente-Multilateralismo e os Brics no contexto global”, o evento reuniu ministros do trabalho e sindicalistas dos cinco países que compõem o Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Para o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, que representou a Central no evento, a precarização das relações de trabalho diante das inovações tecnológicas é considerada um fenômeno mundial. Entretanto, ele destacou que, no Brasil, a situação é mais grave. Isso porque desde 2016, com o golpe de Estado, os trabalhadores têm sentido na pele a desvalorização da mão-de-obra, a retirada de direitos, redução salarial e outros retrocessos promovidos pela reforma trabalhista, implementada no governo ilegítimo de Michel Temer.

A representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Andreia Bolzon destacou que vivemos um momento bastante desafiador, em que o avanço tecnológico tem sido priorizado em detrimento da pessoa humana e seus direitos. Paralelo a essas modificações, ela aponta um crescente avanço da desigualdade social, entre outros aspectos, pelas mudanças no mundo do trabalho. “As pessoas e suas necessidades precisam estar no centro das discussões. Tudo deve ser construído em torno das pessoas. E esse progresso não é automático. Só vai acontecer se a gente participar e fizer diferença”.

Com a eleição do presidente ultraliberal, Jair Bolsonaro (PSL), direitos trabalhistas básicos sofrem ataques diários. Baseado em uma agenda extremamente liberal, Bolsonaro não tem medido esforços para dar continuidade ao projeto iniciado por Temer. Chegou a dizer, inclusive, que o trabalhador terá que optar pelo emprego ou por mais direitos.

“Emprego sem direito é trabalho escravo. Por mais de 300 anos tivemos trabalho escravo formal. Ao dizer isso, o chefe máximo da república propõe o trabalho análogo ao trabalho escravo”, rebateu Antônio Lisboa, dirigente da CUT.

Com a eleição do presidente ultraliberal, Jair Bolsonaro (PSL), direitos trabalhistas básicos sofrem ataques diários. Baseado em uma agenda extremamente liberal, Bolsonaro não tem medido esforços para dar continuidade ao projeto iniciado por Temer. Chegou a dizer, inclusive, que o trabalhador terá que optar pelo emprego ou por mais direitos.

“Emprego sem direito é trabalho escravo. Por mais de 300 anos tivemos trabalho escravo formal. Ao dizer isso, o chefe máximo da república propõe o trabalho análogo ao trabalho escravo”, rebateu Antônio Lisboa, dirigente da CUT.

Outra questão assinalada por Lisboa é quanto aos benefícios dessas inovações tecnológicas para a sociedade. Em sua avaliação, apenas um segmento minoritário está sendo favorecido com as mudanças. “Quem se beneficia são os ricos e a produção capitalista. As transformações que acontecem no mundo são colocadas em favor dos ricos e não trazem benefícios para a maioria da população. Além disso, tem considerável impacto no crescimento da desigualdade social, já que não há uma governança global para transferir os benefícios desses recursos para a sociedade”, avaliou.

Ele analisa que “mais perigosa que as mudanças no mundo do trabalho, é a velocidade em que elas acontecem”. “Muitas vezes, essas mudanças nos colocam em xeque, porque nós também precisamos dar respostas velozes e nem sempre conseguimos”, disse. “Precisamos de informação e conhecimento para garantir que essas tecnologias sejam colocadas à disposição de todos. Paralelo a isso, é preciso defender os direitos da minoria e também a democracia. E é preciso destacar que não há democracia nesse país sem a liberdade do presidente Lula”, finalizou.

 

O Brics Sindical

O Brics Sindical teve início nesta terça (16) e será realizado até a sexta (20). Durante o evento, serão discutidos assuntos diversos sobre as mudanças no mundo do trabalho e como é possível garantir emprego com direitos em meio às intensas e crescentes transformações tecnológicas.

Fonte: CUT

Trabalhadores estarão nas ruas no dia 20 por direitos e por aposentadoria

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Diversas categorias de vários estados estão mobilizados para os atos e paralisações na próxima sexta-feira (20), chamados pela CUT e demais centrais, pela Coalização pelo Clima e pelos movimentos sociais das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Todos juntos em defesa do clima, dos direitos sociais, trabalhistas e pela educação que vêm sendo atacados pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Além de queimar as florestas brasileiras e abrir caminhos para o desmatamento desenfreado, Bolsonaro está “queimando” direitos sociais e trabalhistas e destruindo o Brasil, diz o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, ao convocar todos os trabalhadores e trabalhadoras a participarem do Dia Nacional de Luta Contra a Rerforma da Previdência nesta sexta-feira. Também fazer nos somar aos atos da Coalização pelo Clima em defesa do meio ambiente que ocorre no mesmo dia em todo o mundo.

Todo dia é anunciado um retrocesso, um ataque aos trabalhadores e a toda a sociedade, prossegue o dirigente.

“Esta semana ficamos sabendo que o governo estuda congelar o Salário Mínimo e que liberou mais de 63 tipos de agrotóxicos. Nos primeiros dias da gestão, Bolsonaro encaminhou ao Congresso a reforma da Previdência que acaba com o sonho da aposentadoria de milhões de trabalhadores. A lista de ataques é enorme e não para de cresce. Motivos não faltam para ir ás ruas,” diz Sérgio.

“Os grupos econômicos que destroem a Amazônia são os mesmos que apoiam o fim da aposentadoria, da educação pública, dos serviços públicos e que buscam lucrar em cima da privatização dos nossos direitos”, acrescenta o secretário do Meio Ambiente da CUT, Daniel Gaio.

“As lutas não estão separadas umas das outras porque os interesses do capital se encontram muito bem alinhados quando se trata se apropriar de direitos conquistados, por isso a importância de estarmos juntos nessa sexta contra essa agenda de destruição”, ressalta Gaio.

Atos no Brasil

São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Brasília, Bahia e Ceará já têm locais e horários confirmados [veja no fim da matéria]. No Rio Grande do Sul o ato da classe trabalhadora será no dia 24.

Categorias organizadas

Metalúrgicos, trabalhadores e trabalhadoras da educação e servidores públicos estão mobilizados para o Dia Nacional de Paralisações e Manifestações em Defesa do Meio Ambiente, Direitos, Educação, Emprego e Contra a Reforma da Previdência. Os petroleiros e os bancários irão se somar nos atos das capitais.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tem uma agenda de assembleias para consultar os trabalhadores sobre a paralisação. As empresas Fledlaz, de Ribeirão Pires, e a Delga, em Diadema, aprovaram cruzar os braços na manhã do dia 20, como orientou a CUT.

Os trabalhadores e as trabalhadoras da educação, tanto da básica, ligados a CNTE, quanto das universidades ligados a APUB e a FASUBRA, estão mobilizados para a paralisação nas escolas de manhã e vão se somar a tarde aos atos de ruas das capitais com a Greve Global Pelo Clima.

Os servidores públicos ligados à CUT, tanto federais, municipais e estaduais, também vão aderir a paralisação e estarão nas ruas no dia 20.

Saiba onde já tem atos marcados

Bahia

– Caminhada da Praça do Campo Grande até Praça Castro Alves em Salvador, a partir das 9h.

Brasília

– Ato na Plataforma inferior da Rodoviária de Brasília, a partir das 17h.

Minas Gerais

– A partir das 9h, manifestações dos servidores públicos municipais e estaduais, pressão nos escritórios regionais dos senadores e depois marcha pelo centro da cidade com concentração na frente da prefeitura.

Pernambuco

– Ato na Praça do Derby, em Recife – concentração a partir das 14h.

Santa Catarina

– Ato com concentração às 15 horas, na Câmara de Vereadores em Guaramirim (Rua Vinte e Oito de Agosto, 2042- Centro) – para protestar e pedir uma audiência pública sobre o fechamento do terminal da Petrobras na cidade, pois esse abastece toda região e com o fechamento o município pode perder até 30% da arrecadação.

– Em Florianópolis, o ato está sendo chamado para às 17h, no largo da Catedral.

São Paulo

Na capital paulista, as atividades estão programadas a partir das 13h, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), com aula pública sobre aquecimento global e oficinas de cartazes. O ato terá concentração às 16h.

Fonte: CUT

No Brasil, a cada 8 horas uma mulher é morta só por ser mulher, aponta estudo

O feminicídio, assassinato de mulheres por violência doméstica ou por discriminação de gênero, acontece em todas as faixas etárias, mas é muito maior entre mulheres com 30 anos, negras e com pouco estudo

Conteúdo reproduzido na íntegra da página da CUT Brasil.
Escrito por: Érica Aragão

A taxa total de homicídios no Brasil caiu 10% em 2018, mas o número de mulheres assassinadas pelo simples fato de serem mulheres ou por violência doméstica, o chamado “feminicídio”  cresceu 4% no mesmo período. Isto significa que uma mulher é morta a cada 8 horas, segundo a 13ª. Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que compilou os dados de 2018 e os divulgou na última terça-feira (10).

Foram 1.151 mulheres mortas em 2017 e este número cresceu para 1.206 em 2018. E, mesmo sem as informações da Bahia, que não enviou os dados para a pesquisa, quando compilada a violência em alguns estados o crescimento é muito maior do que a média nacional, com números assustadores. Em Sergipe, por exemplo, o feminicídio cresceu 163,9% e no Amapá 145,2%.

O levantamento foi baseado nos dados dos boletins de ocorrência enviados pelos estados ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mas segundo a pesquisa “Raio X do Feminicídio”, coordenada pela Promotora Valéria Scarance, do Ministério Público de São Paulo, apenas 4% das vítimas tinham registrado um boletim de ocorrência contra o agressor e 3% tinham medida protetiva. Estes dados mostram que os números do feminicídio podem ser ainda piores.

Para a co-fundadora da Rede Feminista de Juristas, Isabela Guimarães Del Monde, o que houve foi um aumento da violência contra mulher e do feminicídio, e não apenas o aumento no número de denúncias feitas pelas mulheres. Para ela, este crescimento é refletivo pela queda no orçamento federal para políticas públicas de proteção à mulher e combate ao feminicídio.

“Na medida em que houve, desde 2016, pós-golpe, uma drástica redução do orçamento federal destinado a políticas públicas para mulheres e o resultado, com certeza, é o aumento da vulnerabilidade que tal grupo enfrenta”, afirma.

Segundo Isabela, para ter os números reais é preciso que a sociedade pare de responsabilizar a mulher pela violência que ela sofre, de modo que seja criada uma cultura da denúncia e do acolhimento à vítima e à sobrevivente. Mas, para isso é preciso que haja investimento em polícia científica e investigativa que faça apurações corretas de acordo com as melhores práticas internacionais de investigação de crimes baseados em violência de gênero.

“É preciso que investigações sejam feitas sem base em mitos e sensos comuns e também que todos os aparatos envolvidos em casos de crimes como as delegacias, hospitais, IML [Instituto Médico Legal ] , Ministério Público, Judiciário, advocacia, etc., sejam reorganizados para a compreensão sobre violência baseada em gênero”, diz Isabela, que complementa: “Mas, será difícil com um presidente que declaradamente é contra os direitos humanos e o conhecimento. Logo, é uma gestão que ignora que é a partir de educação, dados e pesquisa e investimento em políticas públicas que se altera o cenário de violências”.

A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, concorda com Isabela e está bem pessimista também com os rumos do combate à violência contra a mulher. Para ela, estes números podem ser piores neste ano de 2019 com o governo de Jair Bolsonaro (PSL) e outros governantes ultraliberais e fundamentalistas espalhados pelo país que vêm criminalizando a palavra “gênero” e, ainda, não tem nenhum espaço do governo que pense políticas especificas para o enfrentamento à violência contra mulher.

Segundo Juneia, só em São Paulo, nos primeiros três meses deste ano, 37 mulheres foram vítimas de feminicídio. Em 2018, foram 21.

“Tanto a Lei da Maria da Penha quanto a do Feminicídio foram criadas em governos progressistas e que entendiam a importância de combater qualquer forma de violência contra mulher. Com Bolsonaro isso será impossível, porque é um governo que promove a violência e tem característica machista, fascista e misógina .Com ele, com certeza esses números serão maiores. E este contexto é o mesmo em São Paulo. Com um governador como João Dória [PSDB],que manda recolher cartilhas sobre diversidade sexual como será diferente?”, questiona a dirigente .

“Mas, a CUT continuará denunciando esta e outras tragédias brasileiras em todos os cantos do país, e nós continuaremos firmes e fortes no ativismo nas ruas com as mulheres, com os movimentos sociais e feministas. Só a luta garantirá nossa sobrevivência”, finaliza Juneia.

Perfil do feminicídio

O feminicídio acontece em todas as faixas etárias, mas é significativamente maior entre mulheres em idade reprodutiva, sendo 29,8% de vítimas com idade entre 30 e 39 anos, 28,2% de entre 20 e 29 anos e 18,5% tinham entre 40 e 49 anos quando foram mortas, e na grande maioria dos casos (88%), pelos próprios companheiros ou ex-companheiros.

O crime não tem idade para acontecer, como vimos nos números acima, mas tem cor e classe social. As mulheres negras são as que mais morrem, são 61% das vítimas, contra 38,5% de brancas, 0,3% indígenas e 0,2% amarelas. E 70,7% dos casos, tinham no máximo ensino fundamental.

“Isto se dá porque a mulher negra nunca conquistou a cidadania plena e muitas ainda são tratadas como objetos. Porém, são essas mesmas mulheres que seguram a base da sociedade, estão nas posições mais precárias, seja ao acesso ao mercado do trabalho, a saúde, moradia, direitos sexuais e reprodutivos. Somos reconhecidas como objetos eróticos e não como seres humanos”, destacou a Secretária-Adjunta de Combate ao Racismo da CUT, Rosana Sousa Fernandes.

Segundo a dirigente, para fugir de relações violentas, quando podem, as mulheres fogem com os filhos ou fogem dos seus agressores, mas na maioria das vezes elas continuam com esses homens porque não possuem uma rede de apoio porque já são frutos desse processo de lares desestruturados.

“Só vamos mudar esses números quando o combate ao racismo for realmente uma pauta de luta na sociedade. Quando a violência e o genocídio da população negra forem realmente tratados como problemas que impedem o crescimento e desenvolvimento da sociedade, conseguiremos mudar essa triste realidade”, afirmou Rosana.

Conteúdo reproduzido na íntegra da página da CUT Brasil.
Escrito por: Érica Aragão
Fonte: CUT Brasil

CUT irá realizar debate sobre a relação entre mídia e reforma da Previdência nesta segunda (16)

CUT Brasília, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Comitê Lula Livre DF realizarão no próximo dia 16, segunda-feira, atividade de lançamento do estudo Vozes Silenciadas – Reforma da Previdência e Mídia: o posicionamento de especialistas sobre a proposta do governo Bolsonaro. A atividade será às 14h, na Praça Chico Mendes da UnB.

 

Conteúdo reproduzido na íntegra da página da CUT Brasília.
Fonte: CUT Brasília

 

Realizado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, o estudo analisa as matérias referentes à reforma da Previdência publicadas nos três principais jornais impressos do Brasil (Folha de S.Paulo, O Globo e o Estado de São Paulo) e nos três principais telejornais (Jornal Nacional, Jornal da Record e SBT Brasil), em termos de audiência e circulação. Duas perguntas foram balizadoras para a análise: quais foram os posicionamentos dos/as especialistas sobre a Reforma da Previdência apresentados por parcela da grande mídia nacional? Quais vozes foram ouvidas e quais foram silenciadas? No caso da pesquisa feita nos jornais impressos, o período analisado vai de 1º de janeiro a 30 de junho de 2019. Já a análise feita junto aos telejornais compreende quatro semanas de exibição dos referidos telejornais, tomando como marco datas importantes da tramitação do projeto de reforma da Previdência no primeiro semestre de 2019.

Os resultados da pesquisa apresentam grande diferença numérica entre as vozes favoráveis à proposta da reforma da Previdência e aquelas contrárias ao projeto apresentado: no meio impresso, 64% foram favoráveis e 19% contrárias. Na cobertura televisiva, das 10 participações de especialistas, somente uma delas apresentou posicionamento contrário.

Outro dado importante destacado pela pesquisa foi a disparidade de gênero entre os especialistas. Nos jornais impressos, 88% dos especialistas ouvidos são do gênero masculino, enquanto nos telejornais a participação dos homens foi de 89%. Esse dado se agrava quando se leva em conta que as mulheres são as mais afetadas com as mudanças propostas pela reforma da Previdência, atualmente em discussão no Senado Federal. Mulheres ganham menos que homens, são a maioria dos desempregados, trabalham mais e sem carteira assinada. Segundo o relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de 2019, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho deve ser aprofundada com a reforma da Previdência de Bolsonaro.

Outro estudo, este produzido pelo MDA/CNT, divulgado em agosto deste ano, mostrou que mais de 47% da sociedade é a favor ou não sabe o que responder quando questionada quanto ao apoio ou rejeição à proposta de reforma da Previdência (36,6% a favor e 10,7% não souberam responder). Esse alto índice é assustador frente aos prejuízos flagrandes contidos na reforma da Previdência.

“Diante dos dados, é possível afirmar que a mídia continua sendo uma grande influenciadora da opinião pública, utilizando desarranjos comunicacionais, como manipulação e ausência de fontes, para impedir a construção do pensamento crítico e o exercício da liberdade de expressão, fraturando o sistema democrático. Por isso, precisamos levar análises como essa aos dirigentes sindicais, representantes de movimentos sociais e a sociedade em geral, como ferramenta de formação, pois só assim conseguiremos ter consistência para enfrentar os ataques crescentes por parte do governo federal”, afirma o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.

A reforma da Previdência é apenas um dos temas que a mídia tem influência direta na opinião pública. Outros processos, como o golpe de 1964 e de 2016, além da prisão do presidente Lula, também são alguns dos temas que têm atuação determinante dos meios de comunicação junto à sociedade. Os mesmos temas dialogam diretamente com os processos de transformação social, que desembocam no rompimento com a democracia.

Serviço
Lançamento do estudo Vozes Silenciadas – Reforma da Previdência e Mídia: o posicionamento de especialistas sobre a proposta do governo Bolsonaro
DATA: 16 de setembro, segunda-feira
HORÁRIO: das 14h às 17h
LOCAL: Praça Chico Mendes, UnB

Conteúdo reproduzido na íntegra da página da CUT Brasília.
Fonte: CUT Brasília

MP 881: CUT e senadores do PT garantem direito ao descanso nos fins de semana

Após um alerta da CUT, o Senado revisou, nesta terça-feira (3), a redação final do texto da Medida Provisória (MP) nº 881 e corrigiu pontos prejudiciais a categorias que têm direito ao descanso semanal remunerado nos fins de semana garantido por lei, como bancários, professores, empregados de telefonia e comerciários.

Sem a revisão do texto, bancários trabalhariam aos sábados e professores poderiam ser chamados a dar aulas ou provas até nos domingos.

A revisão na MP (alterada para PLV 17/2019 após a aprovação na Câmara dos Deputados) aconteceu depois que, alertado pela CUT, o senador Jaques Wagner (PT/BA), em nome da bancada do PT, apontou erro material no texto. Já havia sido acolhido o requerimento de supressão sobre os dispositivos que tratavam do trabalho aos domingos e feriados dessas categorias, mas, na hora da votação, por uma falha, foram mantidos no texto final aprovado pelo senadores.

Jaques Wagner pediu urgência à mesa do Senado para não haver o risco de Jair Bolsonaro (PSL) sancionar o Projeto de Lei de Conversão (PLV 17/2019) antes do esclarecimento do erro e sua consequente correção. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), acatou a questão de ordem apresentada pelo senador petista.

Assim, não serão mais revogadas leis e artigos que garantem o direito de trabalhadores e trabalhadoras das instituições financeiras, escolas, telefonia e comércio ao descanso aos sábados, domingos e feriados.

Confira leis e artigos mantidos:  

-parágrafos 1º e 2º dos artigos 227 e 319 da CLT (que se refere a professores e empregados de empresas de telefonia);

-artigos 6º, 6ºA e 6ºB da Lei 10.101/00 (de comerciários);

-artigo 1º da Lei 4.178/62 (dos bancários);

-artigos 8º, 9º e 10º da Lei 605/49 (repouso semanal remunerado e o pagamento de salário nos dias feriados civis e religiosos).

No caso dos bancários, os bancos somente podem abrir agências de segunda a sexta-feira, conforme determina a Lei 4.178/1962. Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvândia Moreira, “é por isso que é importante saber em quem a gente vota. São nestas horas que conseguimos perceber quem está ao lado e atento para defender os direitos do trabalhador”.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou que o Senado, como casa revisora, corrigiu uma das maiores atrocidades da MP 881.

A ação da nossa bancada no Senado repõe a justiça aos trabalhadores e trabalhadoras, que têm o direito ao descanso semanal remunerado nos fins de semana garantido por lei. E se não fosse a bancada do Partido dos Trabalhadores, atenta a todo processo, esse direito seria perdido

– Vagner Freitas

Nota da decisão

O SR. PRESIDENTE (Davi Alcolumbre. Bloco Parlamentar Vanguarda/DEM – AP) – Eu quero informar o plenário, aproveitando esta oportunidade levantada pelo Senador Jaques Wagner em uma questão de ordem formulada à Mesa, que nós já havíamos detectado esse, digamos assim, equívoco no apontamento feito nos autógrafos encaminhados em relação a essa matéria.

Eu quero aproveitar e informar ao Plenário que três líderes partidários, e dar ciência à Casa, o líder do MDB, o líder do Democratas e o líder do Progressistas na Câmara dos Deputados, entraram com uma ação judicial contra esta Presidência e o Senado Federal em relação à decisão de nós expurgarmos do texto na votação da Medida Provisória da Liberdade Econômica a questão que tratava dos domingos.


A Presidência do Senado foi notificada ontem, temos um prazo para a nossa manifestação, a Advocacia-Geral do Senado já está fazendo a manifestação, nós temos a convicção de que a nossa manifestação será acolhida pelo Supremo Tribunal Federal, porque não foi uma decisão única do Presidente em retirar matéria estranha daquela medida provisória, ao contrário, eu submeti ao Plenário do Senado Federal, portanto foi uma deliberação do colegiado, do Senado da República, mas três parlamentares, três líderes, se acharam no direito de questionar a nossa decisão da retirada daquela medida estranha, daquela redação estranha que tratava da CLT, e a Câmara dos Deputados, só para informe, das 304 emendas apresentadas, o próprio Presidente da Câmara, Deputado Rodrigo Maia retirou, de maneira monocrática, como manda o Supremo Tribunal Federal em outra ação que disse que matéria estranha poderia o Presidente, de forma monocrática, retirar do texto, e eu poderia ter retirado do texto… Não, eu preferi submeter ao plenário para a gente ter uma decisão do colegiado. Nós já fizemos a nossa manifestação e temos convicção de que vamos ter um parecer favorável do Supremo, porque assim é a independência e a harmonia entre os poderes.


O Senado da República, o plenário tomou uma decisão, retirou os domingos daquela medida provisória e agora, logicamente, teremos aí dez, quinze dias para a manifestação do Supremo.


Em relação à questão de ordem formulada pelo Senador Jaques Wagner, feitas essas observações que por ocasião da apreciação da Medida Provisória nº 881 foram entendidos como matéria estranha ao texto do projeto e considerados como não escritos determinados artigos que faziam alterações na CLT, mas faltou excluir alguns dispositivos da cláusula revogatória totalmente conexos. Assiste razão ao Senador Jaques Wagner quando levanta a questão de ordem e, em respeito à decisão do plenário do Senado Federal defiro a questão de ordem de V. Exa. e determino o envio de novos autógrafos para a Casa Civil, para o Palácio do Planalto, para o Governo Federal.

ARTE: LINTON PUBLIO/SP BANCÁRIOSarte: Linton Publio/SP Bancários

Bancários não trabalham aos sábados

A presidenta da Contraf-CUT lembrou ainda que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos Bancários e, principalmente, o artigo 224 da CLT garantem o repouso da categoria, além dos domingo, também aos sábados.

Juvandia Moreira disse que a categoria não concorda com a abertura dos bancos aos sábados e que vai lutar para que os mesmos não sejam abertos. “Não é apenas uma questão trabalhista. Não basta os bancos pagarem horas extras. Permitir a abertura dos bancos aos sábados é aumentar a pressão sobre os trabalhadores e o risco de adoecimento da categoria, que já é uma das que possui os maiores índices de afastamentos para tratamento de depressão e outros transtornos mentais e de lesões por esforços repetitivos (LER)”, disse Juvandia, que, além de presidenta da Contraf-CUT, é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

“Esta é uma luta histórica do movimento sindical. Defendemos a manutenção e a ampliação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras duramente conquistados. Por isso, precisamos avançar no diálogo com as nossas bases e com a sociedade em geral para compreendermos a importância da correlação de forças dentro do Congresso Nacional”, destacou o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Pinheiro Meira, o Jefão.

Fonte: CUT

A luta pela soberania não é só da esquerda e da classe trabalhadora

Para ampliar a luta por um Brasil soberano, foi lançada, nesta quarta-feira (4), a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, do Emprego e Contra as Privatizações. O ato foi realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília.

À mesa, Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), Guilherme Boulos (Psol) e Fernando Haddad (PT), ambos candidatos à Presidência em 2018, além de parlamentares da Câmara e do Senado e representantes dos movimentos sociais participaram do ato que se estenderá até amanhã (05), em formato de seminário. Ao final, a plateia que lotava o Auditório Nereu Ramos gritou, em uníssono, “Lula Livre”.

Em sua fala, Vagner Freitas enfatizou a importância de ampliar a luta em defesa da soberania a todo o País. “Soberania é emprego, é educação, é sociedade vibrante”. Essa luta, segundo o presidente nacional CUT, não é somente dos trabalhadores e da esquerda. “A soberania é uma pauta de todos os brasileiros e brasileiras, que não nasceram para ser cidadãos de segunda classe”, disse Vagner a um auditório lotado.

Para o presidente da CUT, “todos aqueles que são pela democracia, pela soberania nacional não obrigatoriamente têm que comungar com as nossas ideias socialistas, com as ideias de quem está aqui hoje neste ato”.

“Tem muita gente no País que pode não concordar com o que nós defendemos, mas que entende que o Brasil não pode ser uma colônia nas mãos dos Estados Unidos”, afirmou.

A defesa da soberania da nacional é  uma pauta de todos os  brasileiros e brasileiras, que não nasceram para ser cidadãos de segunda classe

– Vagner Freitas

O presidente da CUT fez questão de reforçar que a pauta da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania deve se estender a todo o povo brasileiro, a todos que querem emprego, desenvolvimento, salário, renda.

“Esse chamamento é também para o industrial brasileiro, que quer a volta do crescimento da indústria. É para o agronegócio que anseia por reconhecimento e financiamento. É para aqueles e aquelas que entendem que o Brasil não pode ser dos banqueiros, porque temos de valorizar o Banco Central, que querem a Caixa e Banco do Brasil públicos, que a Petrobras a Eletrobras, são empresas públicas.  Para todos que defendem a que o Brasil seja soberano”

E concluiu: “Juntem-se a nós, pelo Brasil, pela democracia contra o retrocesso e contra a tirania”.

HADDAD, DILMA, LULA

A ex-presidente Dilma, além de discursar contra as privatizações de estatais como Petrobras, saiu em defesa da floresta amazônica, essencial à manutenção da soberania nacional. “Quem nunca viu aquilo não entende a grandeza do nosso país”, afirmou a petista.

Antes de inicial sua fala, Fernando Haddad leu uma carta do ex-presidente Lula na qual o ex-presidente critica o fato de o governo Bolsonaro estar entregando as riquezas brasileiras a outros países. “Bolsonaro entregou a política externa para os Estados Unidos, “Quem vai ocupar o espaço dos bancos públicos, da previdência? Quem vai fornecer ciência e tecnologia que o Brasil pode criar? Serão empresas de outros países que já estão tomando nosso mercado”, diz trecho da mensagem de Lula destacada por Haddad.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional surgiu da iniciativa do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), que será o coordenador da instância. A presidência ficará a cargo da senadora Zenaide Maia (Pros-RN).

MAIORIA É CONTRA PRIVATIZAR

Na semana passada, o governo Bolsonaro anunciou a inclusão de mais nove empresas estatais que serão abrangidas pelo “programa de desestatização”, ou seja, que serão estatizadas. O pacote do governo, porém, não informa quando nem como pretende privatizar tais empresas.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada em janeiro deste ano, 61%, ou seja, seis em cada dez brasileiros, são contra privatizações e 57% contra redução das leis trabalhistas, duas das agendas que contribuíram à eleição de Bolsonaro.

Ao responder a pergunta “o governo deve privatizar o maior número possível de estatais?”, a maioria dos entrevistados se mostrou contrária à agenda proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes: 44% discordam totalmente da medida e outros 17% discordam parcialmente

Informe: Nesta quinta-feira a CUT realiza Plenária Sindical contra as privatizações, em Brasília.

Fonte: CUT

Jereissati engana trabalhadores com propostas de mudanças na reforma

O relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), tenta enganar a classe trabalhadora ao sugerir mudanças que, em tese, favoreceriam trabalhadores, viúvas e órfãos.

A maioria das propostas que ele fez diminuindo o prejuízo dos brasileiros não está no texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados, estão em uma PEC Paralela, que precisa de 27 assinaturas para começar a tramitar no Senado. O governo, portanto, pode simplesmente ignorar as sugestões do Senado e nunca enviar uma nova PEC com alterações nas regras de concessão de benefícios previdenciários. Ou, ainda, a própria Câmara engavetar as sugestões.

Para Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), o tucano Tasso Jereissati deu com uma mão e tirou com a outra, por medo do texto ter muitas alterações e ser necessária uma nova aprovação na Câmara.

“Temos duas casas legislativas, e o Senado é a Casa revisora. Qual o problema em revisar o que está errado, ilegal e inconstitucional?”, questiona Adriane, que complementa : “É a pressa em aprovar a reforma da Previdência do jeito que está porque até o governo apresentar uma nova PEC, e isso a gente nem tem certeza se vai acontecer, vai valer o texto da reforma, se for aprovada em dois turnos pelo Senado”, critica.

Entenda as propostas do relator que precisam de uma PEC Paralela

Pensão por morte

A reforma da Previdência aprovada pela Câmara reduz o valor da pensão para 50% mais 10% por dependente. Com isso, uma viúva ou viúvo, dependentes, receberiam apenas 60% do valor da pensão e não mais os 100% como é hoje. A cada dependente menor de 18 anos seriam acrescidos 10%.

Pela nova proposta do relator no Senado, a cota dos dependentes menores de 18 anos subiria de 10 para 20%. Assim, uma viúva com dois filhos menores receberia 100% do valor do benefício ao qual o segurado tinha direito, e não mais quatro filhos como propõe a Câmara.

Aposentadoria por incapacidade permanente

Pelo texto da Câmara, o benefício deixaria de ser 100% da média salarial como é hoje, e passaria a ser 60% mais 2% a cada ano de contribuição que ultrapassar 20 anos. O trabalhador só terá direito a 100% sobre sua média salarial em casos de acidente de trabalho, doenças profissionais e doenças do trabalho.

Pela nova proposta do relator serão acrescidos 10% à média salarial na aposentadoria por incapacidade em caso de acidente fora do trabalho.

Tempo de contribuição dos homens

Hoje, mulheres e homens têm de contribuir no mínimo 15 anos para se aposentar por idade, de 60 anos para elas e 65 anos para eles.

Pelo texto aprovado na Câmara os homens continuam se aposentando por idade com 15 anos de tempo de contribuição. Mas só vão receber 2% a mais por cada ano contribuído, a partir do 21º ano de contribuição, enquanto as mulheres receberão o acréscimo a partir do 16º ano.

Já os homens que ainda não entraram no mercado de trabalho só teriam direito à aposentadoria por idade, a partir dos 20 anos de contribuição.

A nova proposta mantém os 15 anos de contribuição para homens que ainda não entraram no mercado de trabalho.

Inclusão de estados e municípios na reforma

Estados e municípios foram retirados na tramitação da PEC na Câmara dos Deputados.

Pela nova proposta ,uma PEC Paralela garante a adoção das regras aprovadas para a União também para os estados e municípios, desde que as Assembleias Legislativas aprovem propostas nesse sentido.

O estado que aprovar a adoção das regras terá os municípios com regimes próprios de previdência automaticamente incluídos, a não ser que as Câmaras de Vereadores aprovem projetos pedindo sua exclusão, em até um ano após a vigência das regras.

O que não precisa de uma PEC Paralela

As únicas propostas feita pelo relator no Senado que não precisarão de uma PEC Paralela para passar a valer, caso o texto seja aprovado, são o BPC e a aposentadoria especial, cuja transição será mais fácil do que a aprovada pela Câmara.

Benefício de Proteção Continuada Benefício (BPC)

Segundo o texto aprovado na Câmara, o BPC no valor de um salário mínimo (R$ 998,00) que hoje é pago a idosos e deficientes físicos de baixa renda só poderá ser pago para famílias com renda de até 1/4 do salário mínimo ( R$ 249,50), por pessoa.

Na nova proposta, o relator retirou por completo da Constituição o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Segundo Jereissati, a inserção do critério na Constituição impediria decisões judiciais favoráveis a famílias carentes, mas com renda levemente superior, que ganham entre R$ 300 e R$ 400 por mês.

Aposentadoria Especial

Já a concessão de aposentadoria especial terá uma transição será mais fácil do que a aprovada pela Câmara.

Hoje o trabalhador em ambientes que trazem risco à saúde pode se aposentar com 15, 20 ou 25 anos de contribuição, conforme a gravidade da exposição.

Na Câmara, foi instituído tempo mínimo de contribuição, idade mínima e uma pontuação para ter a aposentadoria especial.

Fonte: CUT Nacional

Em defesa da Educação e da Amazônia, estudantes voltam às ruas no dia 7 de  setembro

Há tempos, os estudantes têm sido protagonistas de grandes mobilizações no Brasil. Com a intensificação dos ataques do governo Bolsonaro à Educação, apenas neste ano, três grandes manifestações foram realizadas. E neste 7 de setembro, o grupo volta às ruas novamente. Desta vez, além das pautas voltadas à Educação, a defesa da Amazônia integra a luta.

Organizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), os atos devem ocorrer em, pelo menos, 12 Estados, e no Distrito Federal. Em Brasília, a manifestação se somará ao Grito dos Excluídos, que acontece no mesmo dia. A concentração para a manifestação acontece a partir das 8h, no gramado atrás da Rodoviária do Plano Piloto.

Em artigo divulgado no site da UNE, o presidente da entidade, Iago Montalvão, destacou que ” é indispensável que continuemos ativos, levando em conta que nossos principais objetivos devem estar em torno de aglutinar mais pessoas, especialmente, pessoas que por ventura estejam participando pela primeira vez de algum movimento político-social”.

Sete motivos para ir às ruas

A entidade pontuou ainda sete motivos para ir às ruas neste 7 de setembro:

1-AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA É COISA SÉRIA

Bolsonaro tem tomado decisões contrárias aos Conselhos Universitários. A escolha de reitores que não foram eleitos pela comunidade acadêmica, composta de representantes discentes e docentes, fere a democracia e coloca em xeque o futuro da educação pública.

2 – FUTURE-SE OU VIRE-SE?

O projeto lançado pelo MEC ignora o problema imediato das universidades que permanecem sem recursos e podem ter suas gestões terceirizadas para Organizações Sociais. É a universidade pública nas mãos do mercado!

3 – FANTASMA DA PRIVATIZAÇÃO

Sucatear as universidades é um dos passos para privatizar a educação pública. Ao passo que recursos são retirados, empresas aparecem como solução para o financiamento.  A educação deve ser de todos.

4 – ATAQUES À CIÊNCIA

O presidente Jair Bolsonaro segue questionando dados científicos produzidos por institutos de pesquisa federal. “Tenho a convicção que os dados são mentirosos” foi uma das inúmeras das frases usadas por ele para desmerecer as informações fornecidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento da Amazônia.

5 – DEVOLVAM NOSSAS BOLSAS

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) suspendeu no último mês de julho a divulgação dos selecionados para a segunda fase de um edital de concessão de bolsas de pesquisa científica. A entidade afirmou que está sem recursos financeiros e que a suspensão vai até o dia 30 de setembro.

6 – PROTEGER A AMAZÔNIA

Embora incêndios possam ser habituais em épocas de seca, a flexibilização dos controles ambientais no atual Governo vem acelerando a perda de vegetação na Amazônia. Segundo a revista científica Nature Sustainability a Amazônia brasileira perdeu mais de uma Alemanha em área de floresta entre 2000 e 2017 se o projeto de Bolsonaro continuar, até quando a floresta irá sobreviver?

7 – DEFENDER A DEMOCRACIA

Em 11 de junho, o presidente Jair Bolsonaro decidiu exonerar 11 peritos que integravam o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT). No final de julho, Bolsonaro direcionou um de seus ataques ao presidente da OAB Felipe Santa Cruz, ao falar com desdém sobre o desaparecimento de seu pai, Fernando Santa Cruz, na ditadura. “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade”, disse Bolsonaro.

“O dia 7 de setembro será mais amplo para que consiga contemplar o conjunto dos setores que estão sendo atacados. Será uma data muito oportuna para, além de comemorar a Independência do Brasil, ir às ruas para falar da importância de defender a educação, a soberania nacional, a floresta amazônica − que vem sendo colocada à venda, e outros temas”, destacou a diretora LGBT da UNE, Denise Soares.

Fonte: CUT Brasília com informações da UNE

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