E o poder transformador da educação uniu o Brasil

“Ô, Bolsonaro, preste atenção: a juventude vai fazer revolução”, dizia um grito de guerra dos estudantes. E foi o que pareceu ontem. Em todo o Brasil, as ruas das capitais e de mais de 200 cidades, grandes e pequenas, se encheram de gente para protestar contra o governo Jair Bolsonaro e os cortes de recursos para a educação, sobretudo as universidades e institutos federais.

Em São Paulo, a Avenida Paulista foi tomada (assista vídeo abaixo). A multidão se estendia desde a Rua da Consolação por mais de um quilômetro e meio e ultrapassava as imediações da Fiesp, a federação das indústrias, sempre vaiada por sua participação no golpe de 2016.

Em São Paulo, a Avenida Paulista foi tomada (assista vídeo abaixo). A multidão se estendia desde a Rua da Consolação por mais de um quilômetro e meio e ultrapassava as imediações da Fiesp, a federação das indústrias, sempre vaiada por sua participação no golpe de 2016.

Era tanta gente que ficava difícil encontrar os amigos. Quando isso acontecia, o que se viam eram abraços apertados, olhares vibrantes, sorrisos largos. A alegria de encontrar “um dos seus” nas ruas, clamando por direitos, não tem preço.

Estudantes, professores, trabalhadores lotavam as estações de metrô que pareciam formigueiros e subiam as escadarias para se somar ao ato. “Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem não pode com formiga não atiça o formigueiro”, ilustrava um dos tantos gritos de guerra.

Havia movimentos organizados e cidadãos indignados. Bandeiras de sindicatos, movimentos sociais, partidos, compartilhavam espaço com cartazes feitos a mão no calor do dia. Alguns já respondiam à ofensa de Jair Bolsonaro, que dos Estados Unidos, num ambiente em que não era bem-vindo, chamou os brasileiros preocupados com educação de “idiotas úteis”.

Houve quem comparasse com as manifestações de 2013. Mas as diferenças eram claras, começando pelo fato de que nenhum “grande” veículo de comunicação usou sua programação para inchar as ruas ontem – muitos ignoraram por completo. A mídia comercial acabou capitulando, surpreendida pelo sucesso de uma manifestação em que diferentes setores da sociedade encontraram uma bandeira que os une.

O ato paulista, marcado para 14h, encorpava ao avançar das horas. Quem saia da labuta, se juntava à luta. Conforme o expediente acabava, o cordão humano que da Paulista desceu a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, rumo à Assembleia Legislativa de São Paulo, se agigantava.

Palavras de ordem das antigas se misturavam às mais atuais. “Ei, burguês, a culpa é de vocês” ou “Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu, aqui está presente o movimento estudantil”, eram entoadas ao mesmo tempo que “Não vou parar de perguntar: a Marielle, quem mandou matar?”.

Num caminhão de som, uma imagem, atacada por aqueles que tiram verbas do ensino público era reverenciada. Todos queriam uma foto tendo como fundo um painel do pedagogo Paulo Freire e seus dizeres sob o poder transformador da educação.

Os atos, que reuniram mais de 1 milhão de pessoas Brasil afora, segundo estimativa parcial divulgada ontem pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), não deixavam dúvida sobre esse poder. O saber transforma e não tem volta. Felizmente.

Em todos os gritos, nas longas caminhadas, nos atos que reuniram gente de todo tipo – de esquerda, de centro, politizados, apolíticos, jovens, velhos, crianças – o objetivo era um só: defender a educação pública e o futuro do Brasil.

Ficou mantida a promessa, ouvida em tantas outras oportunidades e que nunca falhou: não vai ter arrego. Pelo tamanho e capilaridade das centenas de atos pelo país, é bom o governo se acostumar com a ideia: ninguém vai sair da rua. Novos protestos já estão convocados para 30 de maio e a greve geral, de 14 de junho, foi aprovada em assembleia simbólica na região da Paulista.

“Tira a mão da nossa aposentadoria, tira a mão da educação”, gritava uma liderança do alto do carro de som quando a enorme passeata chegava ao Ibirapuera. Já passava das 18h30 e muita gente, mas muita gente mesmo, ainda descia a Brigadeiro. Era a São Paulo formigueiro, do chão, na defesa do futuro agora.

Com informações da CUT

Tsunami da educação para o Brasil leva o povo às ruas

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50 mil manifestantes lotaram a Esplanada, em Brasília, contra a reforma e o corte na educação

Neste dia 15 de maio, Dia Nacional de Greve da Educação, a mobilização contra a reforma da Previdência e contra os cortes de verbas na educação uniu o povo brasileiro na primeira grande manifestação contra os desmandos do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL).

A tag #TsunamiDaEducação ocupou o topo do Twitter Brasil desde o início da manhã e a segunda posição no ranking mundial. A tag dialoga com o tamanho da mobilização que tomou conta das escolas, institutos federais, universidades, praças, ruas e avenidas das capitais de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, além de 160 cidades do interior do país. Um balanço das entidades organizadoras aponta que a greve nacional mobilizou até o início da tarde mais de 2 milhões de pessoas, com previsão de 5 milhões até o final do dia.

 

Na manifestação que travou a Avenida Paulista, em São Paulo, no início da tarde desta quarta-feira (15), mais de 250 mil professores, estudantes, pais de alunos e trabalhadores de todas as categorias profissionais aprovaram a participação na greve geral do dia 14 de junho, convocada pela CUT e demais centrais sindicais brasileiras.

MÍDIA NINJAMídia Ninja

 

Sob chuva, no Rio de Janeiro, uma multidão se reuniu na Candelária e saiu em passeata pelas ruas da capital até a Central do Brasil.

Vídeo incorporado

Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, mais de 100 mil pessoas ocuparam a Praça da Estação nesta manhã pela aposentadoria e por uma educação pública e de qualidade. Em Fortaleza, no Ceará, outros 100 mil tomaram as ruas contra os cortes na educação e contra o fim da aposentadoria. Na capital paranaense, em Belém, 60 mil protestaram e mandaram um recado ao governo de Bolsonaro: não mexam na educação e na aposentadoria do povo.

 

A capital baiana também ficou lotada, com mais de 50 mil pessoas, entre professores, estudantes e trabalhadores de outras categorias, que saíram em caminhada pelas ruas de Salvador. Na Paraíba, além da capital, João Pessoa, que teve protestos com mais de 30 mil pessoas, outras 17 cidades, como Campina Grande, Sousa e Areia, participaram da greve nacional.

O apoio da população brasileira, que não quer a reforma da Previdência e acredita que o investimento na educação é o caminho para o desenvolvimento do país, fortaleceu ainda mais a mobilização, que é um esquenta para a greve geral do dia 14 de junho.

A Greve Nacional da Educação foi convocada em abril pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e teve início em escolas do ensino básico, fundamental e médio das redes pública estadual e municipal de todo o país. Após o anúncio dos cortes de recursos na educação, na semana passada, a paralisação foi ampliada com a adesão de profissionais do ensino superior, técnico e de escolas da rede privada. Todos pararam completamente as atividades nesta quinta-feira (15).

Confira como foi a mobilização nesta manhã:

ACRE

Em Rio Branco, no Acre, quase 2 mil estudantes e professores das redes municipal e estadual, sindicalistas e militantes dos movimentos sociais caminharam até o Palácio Rio Branco, onde fica o gabinete do governador Gladson Cameli (PP), para protestar contra os cortes na educação e a reforma da Previdência. #TsunamidaEducação.

 

ALAGOAS

Em Maceió, mais de 10 mil estudantes, professores, pais de alunos, trabalhadores e militantes do movimento sindical se concentraram às 7h, em frente ao Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (CEPA), de onde saíram em caminhada até o centro da capital alagoana.

AMAPÁ

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) amanheceu parada nesta manhã. Os alunos se concentraram para debater sobre o que está acontecendo no Brasil. No ato que teve início às 15h, milhares de manifestantes ocuparam a Praça da Bandeira contra o corte na educação e a reforma da Previdência.

 

AMAZONAS

Em Manaus, os servidores e alunos da Universidade Federal do Amazonas fizeram ato na Avenida Rodrigo Otávio, na Zona Sul da cidade. O ato público, com professores, estudantes e trabalhadores das demais categorias, mobilizou milhares na Praça do Congresso.

GIULIA VALENTE/ ESTUDANTES NINJAGiulia Valente/ Estudantes NINJA

BAHIA

Na Bahia, escolas públicas e particulares de Salvador amanheceram sem aula nesta quarta-feira. Em Salvador, as ruas da capital baiana ficaram lotadas, com mais de 50 mil pessoas, entre professores, estudantes e trabalhadores de outras categorias, protestando contra os cortes na educação.

Em Feira de Santana, também na Bahia, na porta do Instituto Gastão Guimarães, milhares de estudantes, professores, profissionais de várias áreas da instituição pararam. Estudantes protestaram também em Camaçari.

Praça Campo Grande

 

CEARÁ

Em Fortaleza, no Ceará, 100 mil tomaram as ruas contra os cortes na educação e contra o fim da aposentadoria. Estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) bloquearam o cruzamento das avenidas da Universidade e 13 de maio, no Benfica, no início da manhã. Eles realizaram um “cadeiraço” contra o corte de recursos na educação.

Em Quixadá, mais de 500 servidores e estudantes do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da UFC e da UECE paralisaram as atividade e seguiram em caminhada até a Praça José de Barros, no centro da cidade.

 

DISTRITO FEDERAL

A mobilização na capital federal, em Brasília, reuniu mais de 50 mil pessoas no ato que encerrou em frente ao Congresso Nacional. Logo no início da manhã, a Universidade Federal de Brasília (UNB) amanheceu parada. Estudantes, professores, trabalhadores da educação e demais categorias ocuparam o Museu da República para protestar contra o corte na educação e em defesa da aposentadoria.

RODRIGO PILHARodrigo Pilha

 

ESPÍRITO SANTO

Em vitória, capital do estado, milhares de estudantes e entidades da sociedade civil organizada saíram às ruas em defesa da educação, contra os cortes no setor promovido pelo governo de Jair Bolsonaro e em defesa da Previdência. Eles saíram da Praça do Papa em direção à Assembleia Legislativa do estado. À noite, uma multidão tomou conta das ruas da capital.

 

GOIÁS

Em Goiás, 40 municípios pararam para exigir respeito à educação e em defesa da aposentadoria. “Cerca de 80% das escolas, entre estaduais e municipais, aderiram ao chamamento do sindicato. Precisamos lutar contra os desmandos dos governantes que só acenam com cortes e desmontes”, pontuou a professora Bia de Lima, presidente do Sintego.

JAINER DIOGOJAINER DIOGO
Município de Catalão, em Goiás

 

MARANHÃO

No Maranhão, mais de 30 mil pessoas ocuparam as ruas em defesa da educação e contra a reforma da Previdência. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Zé Doca (Sindsep) participou do ato conjunto de professores, estudantes, sindicalistas e representantes dos movimentos sociais. Eles bloquearam o portão principal de acesso à Universidade Federal do Maranhão (UFMA). #MunicipaisNaGreveNacionalDaEducação

 

MATO GROSSO

No ato em Tangará da Serra, em Mato Grosso, os manifestantes protestaram contra os cortes na educação e sinalizaram ao governo que este é só o esquenta para a greve geral de 14 de junho. No início da tarde, mais de 15 mil pessoas foram às ruas na capital matogrossense, em Cuiabá. Manifestações ocorreram também nos municípios de Rondonópolis e Cáceres.

Cuiabá
IURI BARBOSAIuri Barbosa
Tangara da Serra
Rondonópolis

 

MATO GROSSO DO SUL

Em Mato Grosso do Sul, professores e alunos das escolas municipais e estaduais e instituições federais paralisaram as atividades e foram às ruas protestar contra o bloqueio de verbas da União para a educação e a reforma da Previdência.

 

MINAS GERAIS

A manifestação contra os cortes na educação e contra a reforma da Previdência começou cedo na capital, em Belo Horizonte. Mais de 100 mil pessoas ocuparam a Praça da Estação nesta manhã.

Estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet) carregavam faixas com dizeres “Luto pela educação” e “A aula hoje é na rua”. Também participaram dos atos contra os cortes na educação os estudantes do Colégio de Aplicação da UFG.

Outra manifestação ocorreu em frente ao prédio da Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com participação do SINDIFES – Técnico-Administrativos da UFMG.

Praça da Estação, Belo Horizonte

Diamantina

 

PARÁ

Na capital paranaense, em Belém, 60 mil protestaram e mandaram um recado ao governo de Bolsonaro: não mexam na educação e na aposentadoria do povo. Em Marabá, também no Pará, estudantes da Unifesspa participaram da paralisação. Em Capanema também teve mobilização de estudantes, professores e pais de alunos.

 

PARAÍBA

Na Paraíba, além da capital, João Pessoa, que teve protestos com mais de 30 mil pessoas, outras 17 cidades, como Campina Grande, Sousa e Areia, participaram da greve nacional. Em frente ao campus Liceu Paraibano, o estudante de história, Ciro Caleb, mandou um recado ao governo durante a concentração dos estudantes, que saíram na sequência em caminhada até o Ponto de Cem Réis, centro de João Pessoa, para se juntar aos demais manifestantes.

Vídeo incorporado

PARANÁ

No Paraná, teve ato de petroleiros da Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, e na Repar, de Araucária, em apoio à paralisação dos estudantes e professores em defesa das escolas e universidades federais, principais alvos do governo Bolsonaro.

E na Praça Santos Andrade, em Curitiba, trabalhadores da educação, movimentos sociais e estudantes se concentraram para fazer um grande ato público pela aposentadoria e por ensino público e de qualidade.

PERNAMBUCO

O ato público no Recife, em frente ao Ginásio Pernambucano, na rua da Aurora, reuniu mais de 100 mil pessoas no Dia Nacional de Greve na Educação. Na manhã desta quarta-feira (15), os estudantes também foram às ruas de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Teve ato também no Instituto Federal de Barreiros, cidade que fica a 100 km da capital pernambucana.

Em Goiana e no Sertão do Pajeú os manifestantes também protestaram contra o retrocesso na educação e contra o fim da aposentadoria.

No Terminal Aquaviário da Transpetro, em Suape, os petroleiros também pararam as atividades pela manhã em apoio à paralisação dos estudantes e professores.

ARTUR MARROCOSArtur Marrocos

Vídeo incorporado

PIAUÍ

No Piauí, mais de 20 mil estudantes universitários e secundaristas de escolas públicas e particulares, professores, pais de alunos, trabalhadores de diversas categorias e representantes dos movimentos sociais e sindical fizeram uma passeata pelas ruas do centro de Teresina. Teve atos também em cidades do interior como Parnaíba, Cocal, Picos, Floriano, Pedro II, Corrente e Angical do Piauí.

 

RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, a mobilização do ato unificado na região da Candelária levou uma multidão às ruas. A mobilização começou com panfletagem no Museu Nacional, em frente ao Horto Botânico. Na Praça XV, das 10h às 16h, manifestantes fizeram aulas, palestras, performances e oficinas. Também teve ato em frente a Fiocruz, na escadaria do Castelo Mourisco.

INTERIOR
Em Campos, estudantes da UENF e movimentos sociais da cidade pararam as ruas para avisarem que não vão aceitar os cortes de Bolsonaro na Educação. Em Soropédica, na região metropolitana, os estudantes saíram às ruas contra os cortes na educação e em defesa da Previdência Pública.

Em Macaé, também houve ato em defesa da educação, contra a privatização e a reforma da Previdência. Em Barra Mansa também houve ato com centenas de estudantes apoiando a greve contra os cortes na educação. Na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), pela manhã, os petroleiros realizaram um ato em apoio à greve nacional pela educação.

RIO GRANDE DO NORTE

No Rio Grande do Norte, uma multidão ocupou as ruas de Mossoró contra a reforma da Previdência e os cortes na educação.

Teve ato político na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a governadora do estado, Fátima Bezerra (PT), também participou do dia de paralisação no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

RIO GRANDE DO SUL

No Rio Grande do Sul, 90% das escolas estaduais pararam e universidades amanheceram com as portas fechadas nesta quarta-feira (15). Em outras, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a paralisação foi parcial. Pela manhã, os estudantes fizeram uma caminhada pelas ruas do centro da capital gaúcha. À tarde, mais de 20 mil ocuparam as ruas de Porto Alegre.

RONDÔNIA

Em Porto Velho, estudantes da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) fizeram um ato na Avenida Sete de Setembro, principal via da capital para protestar contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) e em defesa da aposentadoria.

RORAIMA

Em Boa Vista, professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR) fecharam os portões logo nas primeiras horas da manhã. Além da UFRR, participam do ato o Instituto Federal de Roraima (IFRR) e parte da Universidade Estadual (UERR). O Colégio de Aplicação da UFRR e a Escola Agrotécnica também paralisaram. Às 15h teve ato na Praça do Centro Cívico, em Boa Vista.

SANTA CATARINA

Em Florianópolis, o esquenta para o ato que aconteceu nesta tarde começou bem cedo e encerrou com mais de 20 mil pessoas nas ruas. Estudantes da UFSC e o movimento sindical cutista estiveram durante toda a manhã no largo da Catedral para dialogar sobre os cortes da educação e coletar assinaturas contra a Reforma da Previdência. Em Santa Catarina, houve manifestações de professores e estudantes em cidades como Florianópolis, Itajaí e Concórdia.

CUT-SCCUT-SC
Florianópolis
CUT-SCCUT-SC
Florianópolis
Concórdia

 

SÃO PAULO

Em São Paulo, as manifestações começaram logo pela manhã. Estudantes e professores da USP fecharam uma das entradas da instituição, com cartazes contra os cortes na educação e a reforma da Previdência. Ainda na capital, estudantes da escola estadual Oswald de Andrade protestaram contra o corte na educação em caminhada pela rua da Consolação, uma das vias mais importantes da cidade que liga a região central à Paulista, onde mais de 250 mil professores, estudantes, pais de alunos e trabalhadores de todas as categorias profissionais aprovaram a participação na greve geral do dia 14 de junho, convocada pela CUT e demais centrais sindicais brasileiras.

ROBERTO PARIZOTTIRoberto Parizotti

INTERIOR
Em Araraquara, os estudantes da Unesp participaram do dia de greve contra os cortes na educação. Em Bauru, o ato foi em frente à Câmara Municipal da cidade. Em São Bernardo do Campo, na região metropolitana, houve manifestação das trabalhadoras e trabalhadores da educação, na Rua Marechal Deodoro, centro da cidade.

Ato em Bauru

Centenas de pessoas também participaram do ato em Sorocaba contra os cortes na educação. Em Presidente Prudente, cerca de mil pessoas se concentraram em frente a Unesp. Em São Carlos, a manifestação foi em defesa das universidades estaduais UFSCar e USP. Em Piracicaba, também houve protestos de estudantes contra os cortes na educação promovidos pelo governo Bolsonaro.

Ribeirão Preto

Em Paulínia e Capuava, os petroleiros das duas refinarias pararam em apoio à greve nacional da educação, que lutam contra o corte de verbas e contra a reforma da Previdência.

SERGIPE

Em Aracaju, os manifestantes ocuparam as ruas da capital. Pela manhã, bloquearam um dos acessos ao campus da Universidade Federal de Sergipe. Estudantes também se concentraram na porta do Instituto Federal de Sergipe (IFS).

TOCANTIS

Em Palmas, no Tocantins, estudantes fecharam o portão de entrada da Universidade Federal e Estadual do Tocantins. Os manifestantes também ocuparam a frente da Assembleia Legislativa do estado contra a reforma e os cortes na educação.

Mídia Ninja

Com informações da CUT

Governo prepara armadilha para endividar idoso que tem casa própria

O governo estuda regulamentar a chamada “hipoteca reversa”. O idoso recebe uma renda mensal de empréstimo em troca da entrega do imóvel, que é vendido pelo banco após sua morte para quitar a dívida

O sonho de muitos brasileiros e brasileiras de deixar uma casa própria para a família após a morte pode se tornar um pesadelo, se a proposta que está sendo estudada pela equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (PSL/RJ), a chamada “hipoteca reversa”, for regulamentada.

A ideia é que os idosos, em troca de uma renda mensal vitalícia, possam penhorar a casa própria no banco como garantia. Após a morte do credor, a dívida é quitada com a venda do imóvel. Se sobrar dinheiro, fica para os herdeiros. Se não sobrar, os herdeiros podem optar por pagar a dívida, ou seja, quitar o valor do empréstimo para continuarem morando nela. Senão, é despejo.

O valor de quanto o tomador do empréstimo vai receber mensalmente será de responsabilidade do banco que vai analisar a expectativa de vida do idoso e o valor de mercado do imóvel. Em alguns países, como a Austrália, o valor do empréstimo costuma ser entre 35% e 60% do valor da casa.

A necessidade de uma regulamentação seria para definir, entre outras questões jurídicas, quem assume o risco em caso de desvalorização do imóvel e de longevidade do idoso: se o credor, o devedor, seus herdeiros, ou se o risco será terceirizado para alguma seguradora.

A proposta, que é vendida pelo governo como uma medida que vai ajudar um idoso a complementar a renda, é duramente criticada pela economista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), Denise Gentil.

Especialista em Previdência, a professora diz que o governo está simplesmente entregando o imóvel de uma família para o sistema financeiro ao invés de proteger o idoso com um sistema de Seguridade Social.

“O idoso tem de ter uma renda satisfatória que assegure sua proteção. A saída não é endividar sua família. Essa é a saída fácil para esse governo neoliberal, que deixa de arcar com suas responsabilidades de Estado, de ser o provedor de proteção social, para deixar as famílias brasileiras serem tragadas pelo sistema financeiro”, diz.

A aposentadoria deveria assegurar uma renda suficiente para que ninguém precisasse penhorar sua própria casa para sobreviver

– Denise Gentil

A mesma postura crítica em relação à regulamentação da hipoteca reversa tem a professora de planejamento urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Luciana Royer. Ela explica que já foi comprovado que essa proposta não deu certo nos países desenvolvidos em que é utilizado, como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Austrália e Reino Unido.

“A situação financeira desses idosos, pelo contrário, pirou”, conta a professora, que continua: “A mudança para um modelo neoliberal na economia desses países corroeu as pensões dos idosos, que vêm hipotecando cada vez mais suas casas para pagar suas contas e sobreviverem, correndo o risco de perderem seus lares”.

“Já temos exemplos de como os idosos ficam endividados com os empréstimos consignados. Ninguém garante que não poderá ocorrer com a hipoteca reversa”, alerta Luciana Royer.

A professora da USP lembra também que no Brasil há outros problemas, como a falta de escritura das casas de boa parte da população, o que impediria a utilização desse tipo de empréstimo. Segundo ela, esse não é o caminho para resolver o problema da falta de proteção social aos idosos.

Para a urbanista, o governo deveria investir na construção e ofertas de moradias e não pensar em hipotecar os imóveis de quem está numa situação financeira fragilizada.

Deveria haver um esforço para retomar o ‘Minha Casa, Minha Vida’ e promover a locação de imóvel social para idosos, no âmbito municipal e estadual, em vez de regulamentar produtos financeiros embutidos de riscos

– Luciana Royer

Já a economista Denise Gentil diz que a falta de compromisso do governo Bolsonaro com as políticas sociais, como o fim ou redução dos investimentos em áreas sensíveis, como moradia, educação e saúde, é o reflexo da opção política de desmontar o Estado para privilegiar ainda mais a elite do sistema financeiro.

“Hoje, com a política do atual governo, as famílias tem duas opções: ou têm renda ou fazem empréstimos. Tudo é empréstimo consignado. Até a compra de supermercado as pessoas estão parcelando. Isso deveria ser assegurado pela renda do trabalhador”, defende.

Fonte: CUT Brasil

Corte nas verbas da educação é ideológico, dizem especialistas

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A decisão do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL) de cortar 30% das verbas para educação universitária revoltou pais, alunos, professores e estudiosos da área. Para especialistas entrevistados pelo PortalCUT, a medida é mais um capítulo da guerra ideológica encampada por Bolsonaro e alguns de seus ministros desde a posse, em 1º de janeiro deste ano.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, indicado pelo guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, já deu quatro justificativas diferentes sobre a necessidade de cortes na Pasta desde o anúncio de ajuste fiscal feito no último dia 30. A última, dada nesta segunda-feira (7), na Comissão e Educação do Senado, terminou com uma espécie de ameaça. Não é corte e, sim, um contingenciamento porque não é definitivo, disse Weintraub, que concluiu dizendo que a medida pode ser revista caso a reforma da Previdência seja aprovada.

A primeira justificativa foi a de que o corte afetaria três instituições acusadas de serem bardeneiras e sem desempenho acadêmico como forma de punição. A segunda, foi a transferência do dinheiro da educação universitária para a básica. E a terceira, foi de que ia cortar, mas não disse para onde o dinheiro ia.

“Essas mudanças de justificativa mostram que a decisão é ideológica porque não tem base real, dados, nem projetos”, criticou o ex-ministro da Educação e professor universitário, Ricardo Janine Ribeiro.

“Não consigo ver lógica nisso. Parece que estão sem saber o que fazer com a educação. Estes discursos vêm da base de Olavo de Carvalho e são contrários a área de educação porque eles consideram a liberdade pessoal e de costumes como imoral, e culpam a educação por ela”, afirmou o professor.

A professora e presidenta da Apub-Sindicato, associação dos professores universitários da Bahia, Raquel Nery, acrescenta que nenhum argumento deste governo é verdadeiro. E mais, eles usam argumentos ideológicos, como dizer que universidade só faz bagunça e não serve para nada, para justificar o corte das verbas para educação para a população.

“O motivo real deste corte é a política econômica iniciada com Temer, com a reforma Trabalhista e a Emenda Constitucional 95, que congela os investimentos em políticas, como saúde e educação, por 20 anos, e continuada por Bolsonaro”, diz se referindo as medidas neoliberais do ilegítimo e golpista Michel Temer.

“Eles se sentem ameaçados pelas universidades, que são foco de resistência e de pensamento crítico porque têm uma base conceitual antiliberdade, antipovo e antidemocrática”, completou a presidenta da Apub Sindicato.

Governo vê educação como inimiga

Nunca na história deste país um governo como o de  Bolsonaro encarou a educação como inimiga ao invés de vê-la como um fator fundamental para o desenvolvimento do país.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, a maior universidade do país, identificou na quinta-feira (2) que o Governo Federal bloqueou 41% das verbas destinadas à manutenção da instituição.

A obstrução orçamentária, de R$ 114 milhões para manutenção e outras rubricas, impactará no funcionamento da UFRJ, atingindo diretamente despesas ordinárias de custeio, como consumo de água, energia elétrica, contratos de prestação de serviços de limpeza e segurança.

Segundo nota publicada pela UFRJ, o bloqueio de recursos para investimentos impede o desenvolvimento de obras e compra de equipamentos utilizados em instalações como laboratórios e hospitais.

O Rio é só um exemplo, o desmonte da educação universitária no país tem sido generalizado.

“É um retrocesso!”, afirmou a professora e presidenta da Apub Sindicato da Bahia, Raquel Nery.

Segundo ela, a educação está ameaçada depois de uma década em expansão, com um processo de democratização de acesso, na infraestrutura, no corpo docente e na equipe administrativas.

“O governo de Bolsonaro considera o campo da educação como ameaça. Para ele e sua equipe o risco é de que as universidades são celeiro do pensamento critico e liberdade de pensamento e a gente vê isso como um violento ataque ao desenvolvimento do país, ao futuro e a soberania”, disse Raquel.

Ameaça do governo e o levante da resistência

Sobre o argumento do ministro da Educação de que se a reforma de Bolsonaro for aprovada não há mais necessidade de corte porque as alterações na aposentadoria vão melhorar a economia e é boa para os brasileiros, Raquel Nery diz que isso é chantagem.

“Eles querem chantagear a gente e dizer que a reforma vai melhorar nossas vidas, mas eles mentem e as organizações de classe precisam fazer o enfrentamento e a resistência contra esta reforma da Previdência, que acaba com a aposentadoria de milhares de brasileiros e de brasileiras, ao mesmo tempo em que combate os corte na educação”.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, além de aumentar o tempo de contribuição mínimo de 15 par5a 20 anos e alterar as regras especiais de trabalhadores e trabalhadoras rurais e professores.

“Por isso estamos todos os dias indo nas escolas, nas ruas, nas praças dizer o quanto a reforma da Previdência é maléfica e falar para o povo sobre os ataques à educação pública no país para mobilizar a sociedade para a greve da educação no dia 15 de maio e para a greve geral de toda classe trabalhadora no dia 14 de junho”.

Com informações da CUT

Ato público na UnB marca resistência contra retrocessos na educação

O anúncio do corte orçamentário das universidades públicas e dos institutos federais tem gerado grandes mobilizações e atos contra o governo Bolsonaro em todo o país. Na capital federal, a última ação nesse sentido aconteceu nesta terça (7), na Biblioteca Pública da Universidade de Brasília (UnB). O ato, intitulado “Abrace a UnB”, contou com a intensa participação estudantil, popular e parlamentar.

Nem mesmo o sol escaldante do meio-dia foi capaz de dispersar as centenas de pessoas que ocuparam o espaço em defesa de uma educação pública e de qualidade. Com faixas, cartazes, e explanações, o grupo expressou sua indignação com a política de sucateamento das instituições proposta pelo presidente Bolsonaro (PSL). “Não vai ter corte. Vai ter luta”, bradavam.

Em seguida, todos, de mãos dadas, formaram um círculo em torno da biblioteca, dando um grande abraço simbólico na universidade. “Esse é um abraço na educação, objeto de ódio e desconstrução desse governo. Uma ação poucas vezes vista no país. Vivemos um momento de esfacelamento de tudo aquilo que construímos com muita luta. Por isso, devemos resistir”, destacou a deputada federal Gleisi Hoffman (PT-PR).

Para o estudante da UnB e integrante do Movimento Popular da Juventude em Disparada, Evaldo Ribeiro, o governo Bolsonaro tem um projeto retrogrado para a educação. “Além de desconstruir a educação pública, é parte do projeto dele destruir nossas ferramentas de resistência”, disse, se referindo às universidades.

Isso por que, segundo Ribeiro, assim como ocorreu no período da ditadura militar, as universidades, em especial a UnB, tornaram-se um berço resistência a qualquer retrocesso. “Balbúrdia é o governo Bolsonaro e o corte nas verbas da educação. Eles se incomodam com a diversidade nas universidades e querem as intuições públicas sejam ocupadas apenas pela elite. Iremos resistir”, afirmou.

Corte orçamentário chega a 40%

Apesar de o Ministério da Educação (MEC) ter afirmado que o corte nos orçamentos seria de 30% e apenas para o segundo semestre, técnicos apontam que a UnB já sentiu o impacto e o golpe chegou a 40%, representando um total de R$ 48,6 milhões. A princípio, apenas três instituições seriam prejudicadas. Em seguida, a medida foi estendida a todas as universidades e institutos federais.

Reunião com reitora

Após a ação na Biblioteca, o grupo marchou rumo à reitoria da UnB para reunião com a reitora, Márcia Abrahão. No encontro, foram discutidos a situação da Unb e os próximos passos de resistência.

“Como ex-aluna, fico orgulhosa em ver que a UnB está unida em prol da sua sobrevivência. É um momento complicado, mas precisamos ter a capacidade de superação, pois temos um compromisso com a nossa história. Passamos por momentos difíceis nos últimos anos, mas é importante que tenhamos em mente que a UnB e o povo são maiores que qualquer situação momentânea”, afirmou Márcia.

A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG), que também é presidenta da Frente Parlamentar em defesa das Universidades Federais na Câmara, destacou que a resistência ocorre também no Congresso Nacional.

De acordo com Margarida, os parlamentares que integram a Frente têm se articulado para impedir o sucateamento da educação. Uma das ações para tentar reverter a situação é a obstrução geral das votações na Casa, enquanto a situação não for revista. Além disso, o grupo dará sequência às iniciativas legislativas que impedem o retrocesso na educação. Uma delas é o Projeto de Lei da Câmara Complementar (PLP 8/2019), que determina que o orçamento destinado às universidades e institutos federais não seja objeto de limitação de empenho e movimentação financeira.

“Enquanto isso, atos como esses, com representação parlamentar e social, acontecerão por todo o país. Promoveremos grande caravana em defesa da educação pública”, garantiu.

Fonte: CUT Brasília

Greve geral do dia 14 será fundamental para decidir os rumos da reforma da Previdência na comissão especial

A etapa de análise da reforma da Previdência na comissão especial, ao que tudo indica, não será fácil, e o governo continuará enfrentando resistência. Segundo análise do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) é considerável o número de parlamentares que apresentam condicionantes para apoiar a proposta do presidente Jair Bolsonaro. Além disso, um acordo entre os parlamentares garantiu que até o dia 15 de junho, um dia após a greve geral da classe trabalhadora, a comissão só realizará debates sobre a reforma.

“Temos a greve geral do dia 14 de junho como o mais significativo instrumento de luta contra a reforma da Previdência”, destaca o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto. Segundo ele, os debates e até o posicionamento de grande parte dos parlamentares da comissão especial serão influenciados pelo resultado da greve geral.

De acordo com o analista político e diretor do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, a composição da comissão especial que pauta a reforma da previdência apresenta o possível cenário: 13 parlamentares contrários à proposta de Bolsonaro, 14 que exigem alterações para aprovar o texto e 20 favoráveis.

“O PSB, que está no grupo daqueles que provavelmente não aprovarão o texto, ainda não indicou os parlamentares para as 3 vagas que lhe competem. Mas, de qualquer forma, esse espaço (a comissão especial) é para briga”, afirma Antônio de Queiroz. Para que seja aprovado, o texto da reforma da Previdência precisa do apoio de pelo menos 25 dos 49 integrantes.

Em entrevista para imprensa no fim do mês de abril, o presidente da comissão especial, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), disse que não é a favor das mudanças nas regras de aposentadoria dos professores. O relator da PEC 006, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), também disse não estar 100% de acordo com o texto de Bolsonaro. Segundo ele, os benefícios previdenciários não devem ficar abaixo de um salário mínimo, como prevê a PEC 006.

“A proposta de reforma da Previdência é tão escabrosa que nem mesmo os aliados do governo têm questão fechada. Isso não quer dizer que a gente tenha que confiar nesses indícios. A gente sabe que tem muita gente de olho na aprovação da reforma da Previdência. Muita gente rica, vinculada a empresários, banqueiros. E por isso a gente tem que manter a luta para combater essa reforma nefasta. A gente tem que dialogar com a classe trabalhadora, com a população em geral e fazer uma grande greve geral no dia 14 de junho”, alerta o presidente da CUT Brasília. Para ele, “essa greve será decisiva para decidirmos os rumos da aposentadoria e dos direitos previdenciários no Brasil”.

A comissão especial tem o prazo de 40 sessões para analisar o texto da reforma. Até meados de junho, estão previstas mais de 10 audiências públicas para debater o tema. “A partir da 11ª sessão, quando acaba o prazo para apresentação de emendas, já se pode iniciar um processo para votação da matéria”, afirma Antônio Queiroz, do Diap. As emendas exigem a assinatura de pelo menos 171 parlamentares.

Pressão

O Distrito Federal é representado na comissão especial que analisa a reforma da Previdência pelo deputado professor Israel Batista (PV), que está entre os 49 titulares do grupo.

De acordo com o gabinete do parlamentar, Israel “não apoia a reforma do jeito que está”. Entretanto, o PV não manifestou orientação para o posicionamento de seus parlamentares quanto à reforma da Previdência.

“A gente tem que pressionar. Vamos manter o nosso trabalho de ligar, mandar mensagem para os parlamentares, principalmente do DF, falando que somos contra a reforma da Previdência e que exigimos que eles também não aprovem essa proposta”, orienta o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.

Veja abaixo os contatos do deputado professor Israel Batista
E-mail: dep.professorisraelbatista@camara.leg.br
Telefone: (61) 3215-5854
Endereço: Gabinete 854 – Anexo IV – Câmara dos Deputados

Confira a lista completa de membros da especial em http://bit.ly/306RmUT.

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Greve geral dia 14 contra a reforma da Previdência e todos os desgovernos de Bolsonaro

Fonte: CUT Brasília, por Vanessa Galassi

Comemorações do Dia do Trabalhador dão impulso à Greve Geral

Nem mesmo a chuva forte foi capaz de acalmar os ânimos dos presentes e interromper as comemorações do Dia do Trabalhador, nessa quarta (1º). Além de uma extensa programação ― que contou com shows, espaços para crianças e muita mobilização ― o evento serviu para revigorar as forças para a Greve Geral, chamada pela CUT e demais centrais para 14 de junho.

“Será um dia em que iremos parar o Brasil contra a reforma da Previdência, mas também contra todos os retrocessos impostos à classe trabalhadora. Trabalhador, esteja atento aos chamados dos seus sindicatos. Vamos mostrar nossa força”, destacou o secretário de Finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto.

Comemoração e mobilização

As comemorações da data tiveram início por volta das 13h, no Taguaparque, em Taguatinga. Organizada pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro), a atividade estendeu-se até o final da noite, com show de artistas renomados da música brasileira.

Porém, o evento teve objetivos que foram além das comemorações. Com a grande circulação de pessoas, movimentos sociais e sindical aproveitaram a oportunidade para dialogar com a população e esclarecer quanto aos malefícios da reforma da Previdência e de outros desmandos do governo Bolsonaro.

“Esse é um 1º de maio histórico. Primeiro, porque estamos vivendo no Brasil um momento muito grave. Um governo que retira direitos, que ataca a soberania nacional e que se submete a uma agenda internacional de submissão”, afirmou o dirigente do Sinpro, Gabriel Magno.

Na ocasião, a CUT Brasília montou uma tenda no local, onde distribui materiais explicativos e coletou assinaturas para o abaixo-assinado contra a reestruturação do sistema previdenciário. Além disso, deu continuidade às atividades do Aposentrômetro, uma ferramenta que permite o trabalhador saber com quantos anos irá se aposentar, caso a reforma seja aprovada.

“Foi uma ótima oportunidade para dialogar com a população. Foi um dia de muita comemoração, mas, diante da conjuntura imposta aos trabalhadores, fizemos também um dia de mobilização”, avaliou o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.

Fonte: CUT Brasília 

Dia do Trabalhador é tema de sessão solene na Câmara dos Deputados

Nesta quinta-feira (2), sessão solene na Câmara dos Deputados vai homenagear o Dia Internacional do Trabalhador, comemorado em 1º de maio. A atividade será às 9h, no plenário Ulisses Guimarães.

O Dia do Trabalhador, decretado no Brasil em 1924, é realizada em um momento em que a classe trabalhadora – não de forma exclusiva – sofre ataques acentuados. Depois da reforma trabalhista, ainda no governo de Michel Temer (MDB), agora trabalhadores e trabalhadoras se defrontam com a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) leva o adjetivo de cruel por representantes sindicais, pesquisadores do mundo do trabalho e juristas, já que inviabiliza a aposentadoria e desmantela o sistema previdenciário, acabando com vários direitos e atingindo principalmente os mais vulneráveis.

“Diante da conjuntura, é necessário que ocupemos todos os espaços e coloquemos nossa indignação aos ataques que estamos sofrendo, principalmente quanto à reforma da Previdência. Por isso, é essencial que lotemos esse plenário no dia da sessão solene sobre o Dia do Trabalhador e deixemos claro que a classe trabalhadora não vai permitir ser golpeada”, afirma o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.

Fonte: CUT Brasília

Reforma de Bolsonaro: mais pobres vão pagar o preço da crise econômica

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O governo de Jair Bolsonaro (PSL) anunciou oficialmente os números da economia que fará com a reforma da Previdência, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006) seja aprovada pelo Congresso Nacional. Pelos cálculos, em dez anos a “economia” será de R$ 1,237 trilhão, ou seja, R$ 165 bilhões (15,4%) acima dos de R$ 1,072 trilhão, do que vinha sendo divulgado.

Só há uma avaliação para a diferença nos cálculos anunciados, segundo o presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann: “o discurso do combate a privilégios do governo Bolsonaro é inócuo porque a pretensão dele é transferir para os mais pobres o ônus da crise econômica e salvar os setores já privilegiados, como os bancos”.

“Os números do governo mostram que mais de 80% da economia vem do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que é o INSS, cujo rendimento médio dos beneficiários é de R$ 1.300,00”, diz.

Já outros impactos da reforma da Previdência que atingem os mais pobres são a pífia economia de 2,8% com as mudanças de regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago a idosos pobres a partir de 65 anos e de 13,7%   do  abono salarial.

 

“Esses números [da economia que o governo pretende fazer com a reforma] mostram que o governo Bolsonaro não conseguiu demonstrar a importância de se economizar com a retirada de benefícios dos mais pobres”, avalia o economista.

Segundo Pochmann, a verdadeira intenção da equipe econômica é a transição para a capitalização, modelo previdenciário que prevê que o trabalhador faça uma poupança para se aposentar, dando aos bancos a oportunidade de lucros maiores do que ganham atualmente.

“Os bancos comandam o ritmo do Brasil, e eles serão os mais beneficiados com a reforma da Previdência”.

Governo não é transparente com dados apresentados

O economista acredita que o governo não está sendo transparente e democrático com a população ao esconder informações, pois não apresentou base técnica que permita aos estudiosos da Previdência, economistas e mesmo o Congresso Nacional, avaliarem se as informações sobre a “economia” anunciada estão corretas.

“Quando eu faço um estudo econômico eu apresento uma tese, uma dissertação em que informo a origem das informações e a base de dados. O governo meramente apresentou os dados, e não dá para ninguém avaliar se estão corretos. A relação de custos não tem essas informações”, afirma o economista da Unicamp.

Segundo ele, a falta de cálculo e informações quantitativas descaracteriza o debate sobre a reforma.

“Qual a base de cálculo, qual a maneira para chegar ao resultado. Como se chegou a essa fórmula e, se for correta, como apresentou  essa projeção de várias variáveis?”, questiona Pochmann.

Lula tem razão ao criticar a reforma da Previdência

Pochmann critica que diante da mais grave crise do capitalismo brasileiro, após seis anos sem geração de emprego e sem ampliação da produção, a resposta do atual governo seja cortar gastos, retirar do orçamento políticas públicas, como a seguridade social.

Ainda segundo ele, diante da ausência do atual governo e da gestão anterior, do golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP), em atuar para a retomada da economia a partir da geração de empregos, o ex-presidente Lula está certo ao apontar, durante entrevista realizada na última sexta-feira (26), que a saída para a Previdência é criar emprego com carteira assinada.

O economista lembra que de 1983 a 1988 um quadro recessivo comprimiu o número de vagas de emprego e naquela época houve um debate sobre a necessidade de reforma da Previdência. Mas, com o crescimento da economia, esse debate foi deixado de lado porque o desequilíbrio das contas desapareceu. O mesmo ocorreu na recessão de 1990 a 1992, no governo Collor de Mello.  Já durante os governos Lula e Dilma, a Previdência foi superavitária com a criação de 19,2 milhões de empregos até 2014, quase o dobro dos 10,4 milhões de postos gerados durante os governos Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco e José Sarney.

“Hoje são seis anos de recessão profunda que ainda foi piorada com a reforma Trabalhista que praticamente acabou com o emprego com carteira assinada”, afirma Pochmann, lembrando que “em todo lugar do mundo em que há crise econômica aumenta a procura por benefícios sociais”.

“A volta do crescimento econômico é o que equilibra as contas. Lula está certo, ao dizer que a saída para o suposto déficit da Previdência é criar mais emprego”, defende o economista Marcio Pochmann.

Com informações da CUT

Rumo à greve geral, centrais convocam os trabalhadores para 1º de maio histórico

Atos do 1º de maio ocorrerão em todo Brasil. Em São Paulo, será no Vale do Anhangabaú, a partir das 10h. E já no dia 15 de maio, início da greve geral dos professores, centrais convocam um Dia Nacional de Luta

Em resposta ao avanço da tramitação da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) no Congresso Nacional, a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT -, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, convocam os trabalhadores e trabalhadoras a ocuparem as ruas no 1º de maio em defesa da aposentadoria.

Nesta terça-feira (23), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por 48 votos a favor e 18 contra, o parecer do relator da reforma, deputado delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Os únicos que votam contra o fim do direito à aposentadoria foram os deputados do PT, PC do B, Psol, PSB, Pros, PDT, Avante e Rede.

E, pela primeira vez na história, as centrais sindicais brasileiras se uniram em um ato unificado de 1º de maio, especialmente para lutar contra a reforma da Previdência de Bolsonaro que acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

Durante o ato do Dia Internacional dos Trabalhadores, os sindicalistas vão anunciar os próximos passos da luta para impedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, que trata das profundas mudanças nas regras da aposentadoria.

“As centrais estão construindo a data da greve geral. Por isso, é importante a realização de grandes atos do 1º de maio no Brasil inteiro”, diz o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre.

É momento de ocupar as ruas com o maior número possível de pessoas para darmos o recado ao governo e aos parlamentares que querem acabar com a nossa aposentadoria

– Sérgio Nobre

15 de maio, Dia Nacional de Luta

Ainda como parte da agenda de luta, explica Sérgio, as centrais sindicais já aprovaram a convocação de um Dia Nacional de Luta no dia 15 de maio, quando terá início a greve geral dos professores e professoras.

“Vamos demonstrar o nosso total apoio a greve dos professores que está sendo convocada para ocorrer em todo o Brasil a partir do dia 15 de maio. Será uma paralisação de extrema importância para a construção da greve geral da classe trabalhadora brasileira”, afirma o Secretário-Geral da CUT, ressaltando que os dias 1º e 15 de maio são as prioridades da agenda do próximo mês.

1º de maio unificado em todo Brasil

O Secretário-Geral da CUT explica que, no 1º de maio, as centrais sindicais e os movimentos sociais irão denunciar o desmonte que o governo pretende fazer com a Previdência pública e solidária e dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre as consequências das privatizações, do aumento do desemprego, da falta de uma política econômica sólida para o país e dos ataques ao direito de organização sindical.

“Vamos esclarecer o que é a nefasta reforma da Previdência, mas também iremos conversar com os trabalhadores sobre as graves consequências das medidas adotadas pelo governo de Bolsonaro para economia, os direitos políticos e individuais e para a soberania do Brasil”, diz Sérgio.

Em São Paulo, o 1º de maio Unificado será no Vale do Anhangabaú, na região central da capital paulista, e terá início às 10h, com apresentações artísticas e culturais. A tarde será realizado o ato político.

Entre os artistas confirmados para se apresentarem estão Leci Brandão, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Toninho Geraes, Mistura Popular, Maiara e Maraísa, Kell Smith, e Júlia e Rafaela.

> Baixe aqui os materiais de divulgação do 1º de maio

Confira os atos nos demais estados do país (em atualização):

BAHIA

14h – 1º de maio unificado no Farol da Barra, em Salvador.

 

BRASÍLIA

13h – Ato do 1º de maio da classe trabalhadora no Taguaparque, com apresentações culturais de Vanessa da Mata, Odair José, Israel e Rodolffo, entre outras atrações locais.

No 1º de maio também será celebrado os 40 anos do Sindicato dos Professores de Brasília (Sinpro-DF).

 

CEARÁ

15h – Ato unificado na Praia de Iracema, em Fortaleza, com concentração na Avenida Beira Mar, próximo ao espigão da Rui Barbosa.

 

GOIÁS

14h – Concentração na Praça Cívica, em frente ao Coreto.

17h – Ato político e atividades culturais com shows e outras atrações na Praça Universitária.

 

MATO GROSSO

16h – Ato político e cultural, com artistas regionais, na Praça Cultural do Bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

 

MATO GROSSO DO SUL

9h às 12h – Ato unificado do 1º de maio na Rua Anacá com a Rua Barueri, bairro Moreninha II

 

PARAÍBA

14h – Caminhada com concentração em frente ao Centro de Zoonoses dos Bancários

17 – Ato cultural no Mercado Público de Mangabeira

 

PERNAMBUCO 

9h – Concentração na Praça do Derby, em Recife

 

PIAUÍ

8h – Ato do 1º de maio na Praça da Integração, em Teresina.

 

RIO DE JANEIRO

9h às 14h – Ato na Praça Mauá, com barraquinhas para coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, além de outras atividades organizadas pelos sindicatos e movimentos populares.

14h às 17h – Os trabalhadores e trabalhadoras sairão em bloco pelas ruas, intercalando bloco e fala política das centrais sindicais e movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

 

SERGIPE

8h – Concentração do ato na Praça da Juventude – Conjunto Augusto Franco. Em seguida, caminhada em direção aos Arcos da Orla de Atalaia, onde ocorrerá um ato político e cultural com coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência.

 

RIO GRANDE DO SUL

Porto Alegre 

15h – Ato na Orla do Guaíba – programação completa será definida nesta terça-feira (23)

Caxias do Sul 

14h – Ato nos Pavilhões da Festa da Uva

Bagé

14h – Concentração na Praça do Coreto, com aminhada pela Avenida 7 de Setembro;

Erechim

10h – Concentração no Bairro Atlântico

Passo Fundo

14h às 17h – Ato no Parque da Gare

Pelotas

14h às 18h – Ato com mateada e atividades artísticas na Praça Dom Antônio Zattera

Santa Maria

10h às 17h – Atividades com ato ecumênico, almoço coletivo, apresentações culturais, mateada, lançamento do Comitê Regional contra a Reforma da Previdência e ato público no Alto da Boa Vista, no bairro Santa Marta.

Ijuí 

14h – Concentração seguida de ato na Praça Central.

Rio Grande – (a definir)

 

SANTA CATARINA

Florianópolis
9h30 – Debates sobre a Reforma da Previdência e atividades culturais na comunidade do Mont Serrat.

Palhoça

Debates sobre a Reforma da Previdência e atividades na ocupação Nova Esperança.

Blumenau

15h – Ato público em defesa da Previdência na Praça da Prefeitura.

 

SÃO PAULO (região metropolitana e inteiror)

Campinas 

9h30 – Concentração no Largo do Pará com caminhada até o Largo da Catedral

10h30 – Ato no Largo da Catedral

11h – Ida ao 1º de maio em São Paulo, no Vale do Anhangabaú

*A Missa dos Trabalhadores na Catedral será das 9h às 10h30

Osasco

6h30 – 11º Desafio dos Trabalhadores, tradicional corrida e caminhada de rua do dia 1º de maio, com concentração a partir das 6h30.

São Bernardo do Campo

Ação Inter-religiosa

9h – Concentração na Rua João Basso, 231, com procissão até a Igreja da Matriz

9h30 – Missa

Sorocaba

14h às 22h – O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) organiza um ato político-cultural no Parque dos Espanhóis, com a presença de Ana Cañas, Detonautas, Francisco El Hombre, entre outros.

 

Fonte: CUT Brasil

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