Cartilha on-line traz conteúdo sobre direitos das mães trabalhadoras

notice

Produzida em uma parceria da CUT com o escritório LBS Advogadas e Advogados, que presta assessoria jurídica à Central, a Cartilha Direitos das Mães Trabalhadoras já está disponível e traz um vasto material sobre o tema. O objetivo é promover orientação sobre quais são os direitos dessas mulheres e como efetivá-los no dia a dia de maneira simples e prática, garantindo sua inclusão na vida civil para que tenham mais segurança em exercer seus direitos.

“É fundamental que as mães trabalhadoras estejam cientes de seus direitos para garantir uma maternidade digna e a manutenção de seus empregos. Esta cartilha surge como um instrumento para disseminar essa informação, auxiliando as mulheres a reivindicarem seus direitos. A proteção legal à maternidade não é apenas um benefício individual, mas um pilar para uma sociedade mais justa e igualitária”, afirma a advogada Luciana Barretto, sócia do LBS Advogadas e Advogados.

A publicação

“Para as mães que integram o mercado de trabalho, a maternidade é, muitas vezes, um desafio”. A abertura a publicação usa esse conceito para explicar que legislação brasileira garante uma série de proteções essenciais para conciliar a vida pro­fissional com os cuidados com os filhos.

“Desde a licença-maternidade, um período crucial para a recuperação pós-parto e o estabelecimento do vínculo mãe-bebê, até a estabilidade no emprego, que protege contra demissões arbitrárias durante a gravidez e após o parto, os direitos são pilares para uma maternidade segura e um desenvolvimento saudável da criança”, diz a cartilha.

A cartilha é mais uma das publicações produzidas pelo escritório LBS em conjunto com a CUT para levar a sindicalistas e trabalhadoras, informações essenciais para se conhecer e garantir os direitos. Trata-se de um guia para ajudar as trabalhadoras a exercer plenamente os direitos e auxiliar na construção de uma trajetória profissionais mais justa.

Destaques

Em seu conteúdo a cartilha traz, entre outros pontos, os direitos que toda mãe trabalhadora deveria saber que tem, como licença-maternidade, ausências para exames, direito à amamentação, mudança de função e acompanhamento do filho em exames e internações. Trata também de temas fundamentais como a violência doméstica. A cartilha explica quais são os direitos especiais nesses casos.

O material ainda tem informações sobre legislações e políticas públicas vigentes voltadas a essas trabalhadoras, condutas de empresas em relação às mulheres que merecem atenção como pressão para a trabalhadora não engravidar, questionamentos em processos seletivos, entre outros e, ainda, como essas trabalhadoras podem se proteger

A cartilha está disponível em formato digital e pode ser acessada, clicando aqui

 

Fonte: CUT

5º Congresso da CSA, começa nesta terça (13) com lideranças de mais de 20 países

notice

Começa nesta terça-feira, 13 de maio, o 5º Congresso da Confederação Sindical das Américas (CSA), que segue até o dia 17 no Centro de Convenções Hard Rock Punta Cana, na República Dominicana. O evento tem como tema “Sindicalismo Sociopolítico das Américas, para defender a classe trabalhadora e ampliar a democracia” e vai discutir desafios como precarização do trabalho, avanço da extrema direita, mudanças climáticas e impactos da automação no emprego.

O congresso ocorre em um contexto de pressão sobre sindicatos em vários países das Américas, com governos que adotam medidas contrárias aos direitos trabalhistas. Os temas são essenciais dentro da agenda do Congresso Sindical das Américas da CSA priorizam, portanto, da defesa da democracia à justiça social, passando pelos direitos trabalhistas, a transição energética justa, equidade de gêneros para promover justiça social, entre outros.

Programação:

A programação do 5º Congresso da CSA inclui debates estratégicos, eleições para a nova diretoria e discussões sobre conjuntura regional. A CUT estará presente ao congresso com dirigentes da CUT nacional e de entidades filiadas.

Já no primeiro dia de atividades, serão realizados seminários preparatórios e reuniões de comissões. No dia 14, a abertura oficial terá discursos de lideranças sindicais. O dia 15 será marcado pelo debate central sobre defesa da democracia e combate à extrema direita. No dia 16, acontecem as eleições e um painel sobre a crise no Haiti.

No encerramento, dia 17, o Congresso terá a participação do diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Gilbert Houngbo, o Secretário-Gera da Confederação Sindical Internacional (CSI), Luc Triangle, além do ministro do Trabalho da República Dominicana, Eddy Olivares Ortega.

Veja os detalhes da programação:

13 de maio (terça-feira)

  • Credenciamento durante todo o dia
  • 08:30 – 16:00 | Seminário prévio:
    “Democracia e Integração na América Latina e Caribe: desafios e prioridades do movimento sindical frente a mudanças demográficas, tecnológicas e climáticas”
  • 16:30 – 18:00 | Reuniões das Comissões do Congresso (Eleitoral, Credenciais, Estatutos e Regulamento, Programa e Resoluções)
  • 16:15 – 18:00 | Espaço Juventude
  • 18:15 – 20:15 | Espaço Mulheres

14 de maio (quarta-feira)

  • Credenciamento durante todo o dia
  • 09:00 – 12:00 | Reunião do Conselho Executivo
  • 12:15 – 13:30 | Reuniões subregionais para definir lista do Conselho Executivo (Cono Sul; Região Andina; América Central, Caribe e México; América do Norte)
  • 17:00 | Abertura solene do 5º Congresso
  • 20:00 | Coquetel de abertura

15 de maio (quinta-feira)

  • 08:30 – 09:00 | Boletim Sindical
  • 09:00 – 10:30 | Sessão de abertura oficial
    • Homenagem a falecidos (vídeo)
    • Apresentação da Comissão de Credenciais
    • Eleição da Mesa Diretiva do Congresso
    • Aprovação do Regulamento do Congresso
    • Eleição das Comissões (Estatuto e Regulamento, Resoluções, Eleitoral)
  • 10:30 – 11:30 | Apresentação e aprovação da reforma do Estatuto da CSA
  • 11:30 – 12:00 | Informe da Comissão Eleitoral sobre o processo de eleições
  • 12:00 – 12:15 | Vídeo: Relatório de Gestão 2021
  • 12:15 – 12:30 | Discurso da Diretora da ACTRAV-OIT, María Helena André
  • 12:30 – 13:00 | Apresentação do Relatório Financeiro
  • 13:00 – 14:30 | Intervalo para almoço
  • 14:30 – 15:00 | Discursos de convidados especiais
  • 15:00 – 16:30 | Debate principal | Apresentação do Documento Base (1ª sessão)
  • 16:30 – 16:50 | Vídeo: Relatório de Gestão 2022
  • 17:00 – 19:00 | Evento político central:
    “Defesa da democracia e combate à extrema direita: prioridades do movimento sindical nas Américas”

16 de maio (sexta-feira)

  • 09:00 – 09:30 | Apresentação das candidaturas:
    Secretariado Executivo, Conselho Executivo, Conselho Fiscal, Comitê de Mulheres Trabalhadoras das Américas, Comitê de Juventude Trabalhadora das Américas.
  • 09:30 – 10:00 | Informes das Comissões (Credenciais, Programa e Resoluções, Eleitoral)
  • 10:00 – 10:20 | Vídeo: Relatório de Gestão 2023
  • 10:20 – 10:30 | Informe sobre o processo eleitoral
  • 11:00 – 15:00 | Votação secreta para eleição da nova diretoria
  • 10:30 – 12:00 | 2ª sessão de debate do Documento Base
  • 12:00 – 12:30 | Discursos de convidados
  • 12:30 – 14:30 | Intervalo para almoço
  • 14:30 – 14:50 | Vídeo: Relatório de Gestão 2024-2025 (1ª parte)
  • 14:50 – 16:20 | Painel: “A situação no Haiti”
  • 16:20 – 17:20 | 3ª sessão de debate do Documento Base
  • 17:20 – 17:40 | Vídeo: Relatório de Gestão 2024-2025 (2ª parte)
  • 17:40 – 17:50 | Discurso do Presidente do Comitê Econômico e Social Europeu, Oliver Röpke
  • 17:50 – 18:10 | Anúncio dos resultados eleitorais e posse da nova diretoria
  • 18:10 – 18:40 | Lançamento da campanha “Pela Educação Pública” (Internacional da Educação)
  • 19:00 – 21:00 | Exibição do filme “Los sueños de Pepe. Movimiento 2052”
  • 21:00 | Atividade cultural

17 de maio (sábado)

  • 08:30 – 09:00 | Boletim Sindical
  • 09:00 – 09:20 | Relatórios finais das Comissões (Credenciais, Programa e Resoluções)
  • 09:20 – 09:40 | Aprovação do Documento Final do Congresso
  • 09:40 – 10:00 | Discurso do Ministro do Trabalho da República Dominicana, Eddy Olivares Ortega
  • 10:00 – 10:30 | Discurso do Diretor-Geral da OIT, Gilbert Houngbo
  • 10:30 – 10:50 | Discurso do Secretário-Geral da CSI, Luc Triangle
  • 10:50 – 11:20 | Discurso do(a) novo(a) Secretário(a)-Geral da CSA
  • 11:20 – 11:50 | Discurso do(a) novo(a) Presidente da CSA e encerramento oficial
  • 12:00 | Almoço de confraternização
  • 15:00 – 16:00 | Primeira reunião do novo Conselho Executivo

Fonte: CUT

CUT repudia nova alta da taxa de juros: ‘ameaça direitos e a reconstrução do país’

notice

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) manifesta veemente repúdio a mais uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros (Selic), desta vez para 14,75%, em clara contradição com as necessidades urgentes de reconstrução econômica e social do país. Enquanto o governo do presidente Luíz Inácio Lula da Silva avança na redução da inflação, no fortalecimento do real, na geração de empregos e na aprovação de reformas estruturais, o Banco Central insiste em uma política monetária asfixiante, privilegiando interesses financeiros em detrimento do desenvolvimento nacional e dos interesses do povo brasileiro.

Em um contexto de desaceleração inflacionária e da menor taxa de desemprego em oito anos, a decisão do Copom revela que a mudança do presidente do Banco Central para o comando de Gabriel Galípolo não mudou a visão predominante naquela instituição nos últimos anos. A medida não se justifica técnica ou economicamente, mas integra uma estratégia que se coloca na contramão do que tem priorizado o governo do presidente Lula e das demandas sindicais históricas: a retomada de investimentos públicos, a valorização do salário mínimo e a redução das desigualdades. A manutenção dos juros nas alturas, agora agravada pelo novo aumento, drena recursos vitais dos cofres públicos — que poderiam ser destinados à saúde, educação e infraestrutura — para remunerar a especulação com uma dívida pública que cresce substancialmente todas as vezes que a taxa Selic é elevada, beneficiando apenas os rentistas.

O aumento de 0,5% na taxa SELIC tem impactos significativos sobre a dívida pública brasileira, principalmente porque essa taxa é o principal ponto de referência para os títulos públicos indexados a ela. Estima-se que cada ponto percentual de aumento na Selic eleva o custo da dívida pública em aproximadamente R$ 50 bilhões por ano, segundo dados do próprio Banco Central. Considerando que a Selic subiu de 10,5% em setembro de 2024 para 14,75% em maio de 2025, um aumento de 4,25 pontos percentuais, o impacto adicional no custo anual da dívida pode ser estimado em cerca de R$ 212,5 bilhões. Um aumento na taxa eleva os juros pagos pelo governo para rolar a dívida existente, o que pressiona o deficit primário, já que o governo precisa arrecadar mais ou cortar gastos para cobrir o maior custo da dívida.

A taxa Selic elevada torna-se um mecanismo de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos e inviabiliza o crédito acessível para famílias e pequenas empresas, estrangula o consumo interno e freia a geração de empregos formais. Enquanto trabalhadores e trabalhadoras enfrentam o custo elevado do crédito ao consumidor, o sistema financeiro acumula lucros recordes. É urgente que o Senado Federal e a sociedade civil ampliem o debate sobre a composição do Conselho de Política Monetária, que não conta com representação dos trabalhadores e das trabalhadoras, de forma que banqueiros aproveitem da autonomia do Banco Central para tomadas de decisões desconectadas do interesse nacional. A política monetária precisa estar alinhada ao combate às desigualdades, com juros menores, crédito direcionado a setores estratégicos e controle social sobre as metas inflacionárias. Reconstruir o Brasil exige enfrentar o poder dos banqueiros, que recebem lucros bilionários em detrimento dos interesses da maioria da população brasileira e do desenvolvimento sustentável do país.

A CUT e suas entidades filiadas seguem em campanha permanente pela redução da taxa de juros e pelo fim da autonomia do Banco Central. O momento é unir esforços contra esse golpe silencioso contra o país e lutar para garantir que a economia sirva ao povo brasileiro e não à especulação. Seguiremos vigilantes e mobilizadas em defesa dos direitos da classe trabalhadora e por um projeto de desenvolvimento que garanta emprego, renda, comida e dignidade para todos e todas. 

 

Se é importante para o povo brasileiro, é uma luta da CUT.

São Paulo, 07 de maio de  2025.

Direção Executiva Nacional da CUT

Professores da rede estadual de SP fazem greve nesta sexta-feira (9)

notice

Professores e professoras da rede estadual de São Paulo decidiram realizar uma nova greve nesta sexta-feira (9) para cobrar do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a valorização salarial da categoria. Uma assembleia está marcada às 16h, na Praça da República, centro da capital paulista.

Durante a mobilização, os professores vão avaliar as negociações com a Secretaria da Educação e decidir sobre a continuidade da greve. O governo Tarcísio de Freitas enviou proposta de reajuste de 5% para a Assembleia Legislativa de São Paulo, mas a categoria de professores da rede quer, no mínimo, o valor de 6.27%, que é o reajuste do piso salarial nacional.

A decisão da greve já estava tomada deste o dia 25 de abril durante uma assembleia da categoria convocada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), realizada no vão livre do Masp, na capital paulista. Segundo o sindicato, a decisão pela nova paralisação acontece após o governo do estado recorrer à Justiça contra a greve.

Os professores também querem atribuição de aulas mais justa, a convocação de 44 mil professores concursados, aceleração e ampliação do número de escolas climatizadas, entre outras reivindicações.

Pautas de reivindicações

Entre as principais reivindicações dos professores da rede pública de São Paulo estão:

– Reajuste imediato de 6,27% no salário base, referente à atualização do Piso Salarial Profissional Nacional, para todos os professores, ativos e aposentados, com impacto na carreira;
– Descongelamento do reajuste de 10,15%, garantido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2017, mas ainda não concedido pelo governo estadual;
– Atribuição de aulas justa, presencial e transparente.
– Plano de reposição do poder de compra dos salários dos docentes;
– Climatização das salas de aula em toda a rede estadual, diante das sucessivas ondas de calor que afetam alunos e professores.
– Reabertura de classes fechadas (sobretudo no noturno)
– Máximo de 20 estudantes por classe
– Direito dos professores se alimentarem nas escolas
– Contratação direta pelo Estado dos professores e demais profissionais da educação especial, sem terceirização.
– Fim das privatizações e da militarização das escolas

De acordo com a Apeoesp, “é preciso que seja revisto o período de atribuição de aulas, com regras justas, transparentes, de acordo com a ordem de classificação por tempo de serviço, provas e títulos. E que a recondução seja feita por vontade dos professores, de acordo com a ordem de classificação, sem vetos”, diz o informativo da Apeoesp que completa: “continuamos na luta pela devolução dos valores descontados dos aposentados e pensionistas durante o confisco, que derrubamos em 2022 na Assembleia Legislativa.

Luta por instalação de CIPAs

Os professores da rede pública de São Paulo também reforçam a luta pela instalação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) em cada escola.

“Reiteramos nossa luta por uma CIPA em cada escola. Essa e outras questões, como estabilidade para o professor que participa da CIPA, condições para esta participação, dispensa de ponto para visitas às escolas, assessoria técnica e outras, estão sendo discutidas pela Apeoesp na Justiça”, informa o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

De acordo com a Apeosp, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que “que em função de instabilidade no sistema, o prazo de inscrição dos candidatos passou a ser 9 de maio e a a divulgação dos inscritos será feita em 12 de maio”.

O início da campanha eleitoral da CIPA será em 13 de maio.

Fonte: CUT

Unidade, alegria e disposição marcam o Dia do Trabalhador em Brasília

notice

O Dia do Trabalhador amanheceu nublado em Brasília, mas o clima pouco amistoso não foi suficiente para desanimar a militância da capital federal, que compareceu ao ato político-cultural convocado pela CUT e outras centrais sindicais. A atividade aconteceu no Eixão do Lazer, altura da 106 sul.

Reunidos em torno de pautas comuns, como a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, a promoção da justiça social e a luta pela dignidade da classe trabalhadora, dezenas de organizações realizaram falas, expuseram materiais, dialogaram entre si e com a população.

Estiveram presentes partidos políticos, sindicatos, movimentos estudantis e populares. O evento teve shows musicais, brinquedos infláveis, food trucks, feirinhas e outras atrações. 

Para o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, a atividade marca um momento de importante unidade no DF e no restante do país.

“Essa semana tivemos a belíssima Marcha da Classe Trabalhadora, onde entregamos a nossa pauta de reivindicações aos poderes. Essas demandas têm o objetivo de construir um país mais justo e igualitário, e as centrais sindicais assumem um importante papel ao estar juntas nessa construção. Vamos arrancar o Brasil que nós tanto desejamos”, afirmou Rodrigo.

O deputado distrital Gabriel Magno também lembrou as pautas da Marcha e falou sobre a atual situação do Distrito Federal. Segundo o parlamentar, temos “um governo que sequestrou a cidade, impedindo o acesso aos serviços públicos”. Gabriel lembrou as medidas implementadas pela extrema direita em nosso país, como a reforma da previdência e o teto de gastos para áreas essenciais e afirmou: “nas próximas eleições, vamos mostrar que Brasília não é uma cidade de direita, é uma cidade de direitos. E quem constrói os direitos é a classe trabalhadora”.

Novos desafios

Apesar do atual Governo Federal ser progressista, o Congresso Nacional possui uma maioria conservadora. Isso acaba dificultando a implementação de projetos pensados para melhorar a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores. Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-DF, Thaísa Magalhães, esse é um movimento muito complexo que culmina numa necessidade muito grande de organização e mobilização.

“Seja nos sindicatos, nas comunidades ou em outras organizações, é muito importante que as mulheres estejam organizadas, pois precisamos de mudanças não só na legislação, mas na lógica social. Isso também passa por uma necessidade das pessoas entenderem que precisam votar em homens e mulheres que não reproduzam a misoginia”, afirmou.

A secretária de Assuntos Jurídicos da CUT-DF e dirigente do Sindicato dos Rodoviários, Tatiane Santos Lopes, reforçou a importância dos movimentos sociais e sindicatos como espaços para lutar por direitos e criar políticas que incluam as mulheres. “Na categoria rodoviária, lutamos diariamente por respeito e igualdade, o que não é fácil em um ambiente ocupado majoritariamente por homens”, afirmou.

1° de maio e as lutas da classe trabalhadora

A deputada federal Erika Kokay lembrou a história do dia 1° de maio e a luta dos trabalhadores de Chicago pelo domínio de seu próprio tempo. Erika relacionou a grande mobilização de 1886 com a reivindicação atual da classe trabalhadora pelo fim da jornada 6×1.

Para Kikay, o trabalho não pode estar relacionado ao assédio e ao sofrimento, mas deve ser um local onde é possível “libertar o ser humano dentro de nós”.

A CUT Brasil lançou, neste 1° de maio, um vídeo sobre as origens do Dia Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, que pode ser visto integralmente aqui

>>>>>Veja mais fotos do Dia do Trabalhador em Brasília.

 

Fonte: CUTDF

Sergio Nobre: 1º de maio é dia de festa e de luta pela pauta da classe trabalhadora

notice
Presidente da CUT Sergio Nobre no centro da foto

 

O presidente da CUT Nacional Sergio Nobre participou do ato do 1º de maio dos sindicatos do ABC, em São Bernardo do Campo, região metropolitana do estado. Em sua mensagem aos trabalhadores, Nobre destacou que este 1º de maio, é especial porque é o centenário da data, e elogiou a organização da classe trabalhadora.

“Estamos reforçando a nossa pauta que nós entregamos essa semana ao presidente Lula e ao Congresso Nacional, com mais de 30 itens, mas dois são muito importantes, que são a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, o fim da escala de 6 por 1 e também a isenção do imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais”, declarou.

O presidente da CUT ressaltou que “não é justo alguém que ganha R$ 5 mil por mês ter 27,5% de desconto de imposto de renda e quem tem uma renda de um milhão, pague apenas 1,5% de contribuição.

“É preciso justiça tributária. O 1º de maio é dia de festa, mas também é dia de luta e o ABC está mostrando pro mundo que a classe trabalhadora está reunida no planeta inteiro pra relembrar as lutas e preparar as lutas no futuro”, disse.

Pela manhã no ato das demais centrais sindicais, no Campo de Bagatelle, na zona norte da capital paulista, Nobre ressaltou a necessidade de luta para que em 2026 seja um ano de recuperação de direitos dos trabalhadores, mas para isso é preciso derrotar a direita nas próximas eleições.

“Temos de consciência de classe e nós vamos lutar pelos nossos direitos em 2026, e enterrar definitivamente essa direita e reeleger nosso presidente Lula”, declarou.

Em seu discurso ele ainda defendeu a pauta da classe trabalhadora entregue na última terça-feira ao presidente Lula, após a marcha em Brasília.

 

Leia mais CUT e demais centrais entregam ao Presidente Lula a pauta da classe trabalhadora

 

O presidente da CUT também ressaltou a necessidade de proteção aos trabalhadores de aplicativo. “A prioridade das centrais sindicais é para que esses trabalhadores possam ter proteção previdenciária, trabalhista, que tenham direitos, isso está no centro da nossa pauta”, afirmou.

 

Presença de ministros (da Agênia Brasil) 

Os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, e do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, estiveram na manifestação do ABC. Eles também participaram mais cedo, no campo de Bagatelle, em São Paulo.

Macedo mencionou as pautas da valorização do salário mínimo, com ganhos acima da inflação do período, da isenção do IR até R$ 5 mil mensais e a igualdade salarial entre homens e mulheres.

“Hoje é um dia de celebração, de comemorar as lutas e conquistas históricas dos trabalhadores, principalmente as que vieram nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele veio do chão da fábrica e tem compromisso com toda a classe trabalhadora”, comentou o ministro.

O ministro Luiz Marinho, que já foi prefeito de São Bernardo, destacou a importância da pauta de reivindicações da classe trabalhadora e disse que recebeu a lista dos sindicatos nesta semana. 

“Algumas pautas do governo Lula já atendeu, como a valorização do salário mínimo”, completou. Marinho ressaltou ainda que o projeto de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil está no Legislativo. O ministro afirmou que é possível a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

“É uma jornada muito desgastante, principalmente para as mulheres que têm dupla jornada, como trabalhar e cuidar da casa”

 

Roberto Parizotti (Sapão)Roberto Parizotti (Sapão)
Ministro Luiz Marinho

 

Mais do ato no ABC

Em São Bernardo do Campo , além da presença de autoridades, teve atrações musicais por conta do canto Belo, MC Hariel, Pixote, Tiee, entre outros nomes do cenário musical. A festa deve terminar por volta das nove da noite.

Dino SantosDino Santos

Dino SantosDino Santos

Dino SantosDino Santos

Roberto Parizotti (Sapão)Roberto Parizotti (Sapão)

Dino SantosDino Santos

 

Para participar do evento, que atraiu dezenas de milhares de pessoas, os organizadores pediram a doação de dois quilos de alimentos. 

Os manifestantes também utilizaram faixas, cartazes, adesivos e até camisetas para defender a pauta dos trabalhadores.

 

Dino SantosDino Santos

Dino SantosDino Santos

Dino SantosDino Santos

 

Um ato internacional ocorreu em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, organizado pela CUT do Paraná. O evento reuniu delegações de diversas regiões do Paraná, do Brasil e dos países do Cone Sul numa demonstração de união e a integração dos povos latinos, que têm problemas comuns diante dos retrocessos de direito como das ameaças neofascistas.

Leia mais CUT e centrais do Brasil, Argentina e Paraguai fazem ato em Foz do Iguaçu

Veja aqui mais fotos do ato em SBC

 

Fonte: CUT

Sérgio Nobre: pauta da classe trabalhadora será conquistada com mobilização e luta

notice
Presidente da CUT Sérgio Nobre na Marcha em Brasília

 

O presidente da CUT Sérgio Nobre está nesta terça-feira (29), em Brasília para a Marcha da Classe Trabalhadora, que ao final do ato entregará ao presidente Lula e aos presidentes da Câmara dos Deputados Hugo Mota, do Senado Davi Alcolumbre, aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Aloysio Corrêa da Veiga, a pauta da Classe Trabalhadora. Baixe aqui a pauta.

Sérgio Nobre destacou hoje pela manhã, em coletiva de imprensa, a importância da participação dos trabalhadores e das trabalhadoras no ato, cuja concentração começou às oito da manhã. A Marcha se inicia por volta das 10h30.

O dirigente lembrou que todas as conquistas dos trabalhadores ao longo da história, nenhuma veio sem mobilização, sem muita luta, e que as reivindicações da redução de jornada sem redução salarial, o fim da escala 6 X 1 e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, que estão na pauta, para serem atendidas, vão depender da pressão popular.

“A carteira de trabalho com os direitos sociais, previdência, férias, tudo isso veio com muita luta. E agora nós temos uma pauta que para nós é fundamental no Congresso Nacional, que é a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários. Hoje o fim da escala 6×1 é um tema que está no Brasil inteiro. Porque a pessoa trabalha seis dias, só tem um dia para ficar em casa, com a família, com os filhos. Então a pauta do fim da escala 6×1 é extremamente importante para a gente”, disse Nobre.

O presidente da CUT reforçou que o mundo moderno exige isso e que vários países, inclusive os desenvolvidos, reduziram a jornada de trabalho, adotaram a semana de quatro dias e, ao contrário do que se acredita, melhorou a produtividade dos trabalhadores, reduziu o número de acidentes de trabalho, de doença, melhorou a convivência em família, a sociedade ficou melhor.

“Esse debate é pertinente no Brasil porque nós temos categoria que trabalha as 44 horas semanais, que é o limite legal, e ainda faz 20, 22 horas de hora extra. É o caso dos trabalhadores do comércio, porque enquanto tem gente na loja, não pode fechar a loja, enquanto tem gente no restaurante, não fecha o restaurante e ele tem que ficar e não recebe essas horas muitas vezes. Isso é uma coisa desumana que não pode continuar no nosso país”, reforçou.

Sobre o projeto que isenta de imposto de renda aos trabalhadores até cinco mil reais, Nobre falou sobre a diferença de alíquotas que o trabalhador com renda menor paga em relação a quem ganha mais

“Para você ter uma ideia, o trabalhador hoje, com a tabela atual, que ganha R$ 4.600 por mês, ele paga 27,5 % de imposto de renda. E uma pessoa que tem uma renda de R$ 1 milhão, R$ 1,5 milhão por ano, ele paga 1,5%. Então isso é injusto. Aquele que ganha mais tem que pagar mais. Então essa é uma pauta importante. Nós precisamos de justiça tributária. Para que esse recurso que hoje o trabalhador paga de imposto de renda possa virar consumo. Que ele possa comprar mais arroz, mais feijão, camisa e fazer a indústria produzir, gerar mais emprego, que é o que o nosso povo precisa”.

Isso não virá sem dúvida, sem luta. Então é muito importante o gesto que os trabalhadores estão fazendo, se deslocando do Brasil inteiro para a marcha. Vamos fazer uma marcha bonita para mostrar que quem quer essa pauta não são os presidentes das centrais sindicais, é o povo brasileiro que quer

– Sergio Nobre

Sobre a Marcha

A Marcha é organizada pela CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Publica e Intersindical Central.

A concentração teve início às 8h, no estacionamento do Teatro Nacional/Praça da Cidadania, seguida de uma Plenária. 

Às 10h30 está prevista a saída da Marcha rumo ao Congresso Nacional.

O presidente Lula deverá receber os presidentes das centrais sindicais.

 

Fonte: CUT

CUT e demais centrais entregam ao Presidente Lula a pauta da classe trabalhadora

notice

A CUT e demais centrais sindicais entregaram, na tarde desta terça-feira (29), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pauta da classe trabalhadora, documento que traz, entre outras reivindicações urgentes quatro que se destacam: a redução da jornada de trabalho sem redução salarial; o fim da escala 6 x 1; a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e a taxação dos super-ricos.

Leia a íntegra da pauta aqui.

Além dos presidentes das centrais sindicais, estiveram presentes o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da presidência da República, Gleisi Hoffman, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Marcio Macêdo e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

A entrega do documento foi parte da agenda de mobilização em Brasília nesta terça-feira. Milhares de trabalhadores e trabalhadoras de todo o país, organizados pela CUT, centrais e entidades filiadas (confederações, federações e sindicatos) participaram nas primeiras horas do dia da Plenária da Classe Trabalhadora e, logo após, da caminhada na Esplanada dos Ministérios.

Ricardo StuckertRicardo Stuckert

Leia também:

Sérgio Nobre: pauta da classe trabalhadora será conquistada com mobilização e luta

Ministros e parlamentares apoiam a pauta da classe trabalhadora

Trabalhadores autônomos, aposentados e servidores marcam presença na marcha

Marcha deixa sentimento de garra para enfrentar o futuro

Mais cedo, durante a marcha, dirigentes sindicais discursaram ao público sobre a necessidade de a classe trabalhadora estar sempre alerta e preparada para enfrentar os constantes ataques da extrema direita à democracia e, claro, aos direitos sociais e trabalhistas.

O presidente nacional da CUT, Sergio Nobre, além de defender o teor da pauta lembrou que os direitos dos trabalhadores passam pelas próximas eleições e que, por isso, a manifestação de hoje foi decisiva para enterrar a direita em 2026. “Precisamos reeleger o nosso presidente Lula, que é o grande pai da classe trabalhadora no Brasil, aquele que nos ensinou a todos nós o caminho da luta para chegarmos até aqui”, afirmou Sergio Nobre.

É preciso ressaltar que a direita e a extrema direita foram responsáveis pela reforma Trabalhista em 2017, que retirou mais de 100 direitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo a pejotização e a terceirização sem fim, e a reforma da Previdência de 2019 que aumentou o tempo de contribuição e diminuiu o valor de aposentadorias e pensões. Hoje é o movimento sindical que luta para não somente manter direitos como também para que eles sejam ampliados.

“A gente sabe que nenhum direito que a classe trabalhadora tem caiu do céu ou foi benefício dado por alguém, foi com muita mobilização e com muita luta”, reforçou Sergio Nobre ao incentivar os trabalhadores a se manterem firmes na luta por seus direitos.

A necessidade do reconhecimento de que o presidente Lula teve e tem um papel importante na defesa dos trabalhadores também foi enfatizada pelo secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo, mas que é preciso que a pauta da classe trabalhadora seja contemplada pelas decisões governamentais.

“Estamos vivendo um momento de muitas transformações e a Central Única dos Trabalhadores fazendo chegar ao presidente Lula a voz do povo, nossa pauta será entendida e, assim o conjunto dos trabalhadores terá orgulho de ter um operário na Presidência da República”, disse Camargo.

Para o secretário-Geral da CUT Nacional, Renato Zulato, a marcha cumpriu o com as expectativas e, que a presença dos trabalhadores e representantes dos seus sindicatos demonstrou unidade na defesa de direitos e da democracia.

Nós temos que ficar mobilizados, mas voltem aos seus estados com a cabeça erguida porque vocês estão aqui na rua, mais uma vez, e estão na luta pelo nosso direito à democracia que havia sido tirado de nós no governo do passado”, disse Zulato.

A defesa da pauta dos trabalhadores passa também pelo plebiscito popular, lembrou o secretário de Mobilização e Relação com os Movimentos Sociais da CUT, Milton dos Santos Rezende, o Miltinho. O plebiscito levará à população brasileira três importantes temas para que respondam sim ou não: a redução de jornada de trabalho sem a redução de salário, o fim da escala 6×1 e a justiça tributária, com a isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais e aumento da cobrança para quem ganha acima de 50 mil.

“Há uma identidade política nesse movimento, estamos aqui juntos, fortes, vamos construir esse processo, a nossa ideia de fazer um plebiscito nacional onde milhões de pessoas participem, não só os trabalhadores, não só os sindicalistas, mas o conjunto da cidade e do campo. A largada é agora, nesse dia 29, nessa marcha que as centrais e os movimentos sociais estão construindo”, disse Miltinho.

A presença feminina na luta pela redução da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6 X 1 foi elogiada pela secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT Nacional, Amanda Corcino.

“As longas jornadas são cruéis em especial às mulheres trabalhadoras, porque nós temos uma jornada de trabalho muito maior, mais exaustiva, nós temos a jornada do trabalho remunerado, mas também temos a jornada que é das atividades de cuidar, das atividades domésticas, então para nós mulheres vai ser um ganho muito grande, que a gente consiga reduzir essa jornada, para que possamos ter mais tempo para nos dedicar aos nossos cuidados, a nossa militância e a gente trazer mais mulheres para a política”, disse Amanda.

Veja a galeria de fotos da Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília 

 

Escrito por: Walber Pinto e Rosely Rocha | Editado por: André Accarini

Fonte: CUT

Trabalhadores da educação paralisam atividades em defesa do ensino público

 
notice

 

Professores, professoras e demais trabalhadores e trabalhadoras da educação de todo o país se mobilizam nesta quarta-feira (24) em defesa da escola pública de qualidade, democrática e que respeita os profissionais da educação. 

A paralisação nacional, engajada por sindicatos filiados à CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), integra as ações da 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública – uma campanha anual que reafirma a importância da valorização profissional, do investimento adequado e da gestão democrática nas escolas públicas.

A Semana Nacional chama a atenção da sociedade para os riscos da transferência de recursos públicos para o setor privado, fragilizando a gestão democrática e reduzindo direitos como piso salarial, planos de carreira e concursos públicos, levando a desvalorização profissional dos/as professores/as e  funcionários/as da educação.

Veja como foram as mobilizações em todo o Brasil: 

 

CEARÁ

Em Fortaleza, o SINDIUTE deu início ao movimento  ainda na terça-feira (23), reunindo educadores(as) em um ato que cobrou do prefeito Evandro Leitão mais respeito e compromisso com a educação. Alunos (as) também participaram, entregando cartas escritas por eles próprios, com relatos que revelam os impactos da precarização nas salas de aula.

 

 

 

 

MARANHÃO
Em São Luís, o ato público desta quarta-feira (23) aconteceu na Praça Deodoro Centro. Um VT produzido pelo Sindeducação foi veiculado na TV Mirante (Globo), para convocar professores (as), estudantes, entidades apoiadores e comunidade em geral para participação na Paralisação Nacional pela Educação Pública.

Sindeducaçao

Sindeducaçao

Sindeducaçao

Sindeducaçao

 

PARAÍBA

Em João Pessoa, o SINTEP-PB, em parceria com sindicatos municipais, realizou uma manifestação nesta quarta-feira (23) na Praça dos Três Poderes, em frente à Assembleia Legislativa, como parte da Paralisação Nacional pela Educação Pública convocada pela CNTE.

O ato reuniu dezenas de profissionais da educação para combater a privatização, militarização e desvalorização da categoria, além de reforçar pautas locais em defesa de um ensino público, democrático e de qualidade.

As escolas estaduais da 1ª Regional e dos municípios de João Pessoa, Bayeix e Cabedelo tiveram 100% de adesão à paralisação, demonstrando a força da mobilização.

SINTEP-PB

SINTEP-PB

 

PERNAMBUCO

Nesta quarta (23), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEPE) realizou uma das maiores paralisações dos últimos anos, com 900 escolas estaduais paradas – o equivalente a 90% da rede de ensino. Desse total, 67,2% fecharam totalmente, 27,2% fecharam parcialmente e 5,6% realizaram atividades alusivas ao dia. Este número representa cerca de 90% da rede que é composta por 1.051 escolas.

A mobilização contou com a participação de professores, demais trabalhadores em educação, estudantes e comunidades escolares, em um dia marcado pela defesa da escola pública, por investimentos em estrutura, climatização de salas de aula e valorização dos profissionais da educação.

A presidenta do Sintepe, Ivete Caetano, destacou dados preocupantes sobre o repasse do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e cobrou explicações do Governo do Estado sobre a devolução de recursos não utilizados no ano de 2023. “O Governo precisa explicar por que deixou os estudantes passando fome em 2023 e permitiu que mais de 30 milhões de reais do PNAE voltassem para a União”, questionou Ivete.

Nesta quinta-feira (24), o Sindicato realizará uma Assembleia Geral onde debaterá com a categoria a contraproposta do Governo à Pauta de Reivindicações entregue neste ano.

 

João Carlos Mazella/Sintepe

João Carlos Mazella/Sintepe

João Carlos Mazella/Sintepe

João Carlos Mazella/Sintepe

João Carlos Mazella/Sintepe

João Carlos Mazella/Sintepe

 

Também nesta quarta-feira (23), o SIMPERE e professores do Recife participaram de um ato público durante a paralisação nacional da educação, reunindo uma grande quantidade de trabalhadores em defesa da educação pública e da valorização profissional. A mobilização destacou reivindicações como o piso salarial, melhores condições de trabalho, estrutura escolar digna e respeito aos direitos da categoria.

Na quinta-feira (24), haverá uma mesa de negociação com a Prefeitura do Recife, e o SIMPERE convoca os professores para uma vigília a partir das 9h em frente à Prefeitura. Jaqueline Dornelas, coordenadora do sindicato, afirmou que a categoria rejeita o reajuste de apenas 1,5% e exige o pagamento dos 6,27% incorporados à carreira, além de reparação por perdas passadas, ameaçando greve caso as demandas não sejam atendidas.

SIMPERE

SIMPERE

 

Em Cabo de Santo Agostinho (PE), professores do e movimentos populares realizaram um ato histórico! Na manhã desta quarta-feira (23), a categoria aderiu ao Dia Nacional de Paralisação da Educação e denunciou os mais de 40% de defasagem salarial e as precárias condições das escolas do município.

Desde o início de fevereiro, o SINPC apresentou à Prefeitura a pauta de reivindicações da categoria. No entanto, até agora, nenhuma resposta concreta foi dada.

A mobilização de hoje é apenas o começo. É fundamental intensificar a luta, fortalecer a campanha salarial e mostrar que a categoria segue firme na defesa de seus direitos! Só com unidade, participação nas assembleias e presença nos atos conquistaremos mais investimentos na educação, valorização profissional e melhores condições de trabalho!

SINPC

SINPC

 

SINPC

SINPC

 

SINPC

SINPC

 

Jaboatão dos Guararapes – Em dia de intensa mobilização, o SINPROJA iniciou as atividades na terça-feira (22) com uma reunião estratégica para definir o calendário de lutas da Campanha Salarial 2025. Logo em seguida, centenas de educadores(as) lotaram o Clube Ferroviários de Jaboatão Centro para a Assembleia Geral que avaliou a proposta municipal – um reajuste de apenas 5,33% a partir de 1° de maio, considerada insuficiente pela categoria.

A direção do sindicato foi enfática em mesa de negociação: “O índice apresentado é insuficiente e não repõe as perdas salariais acumuladas”. Durante a segunda rodada de negociação, foram lidos os 15 itens da pauta de reivindicações principal que seguem sem resposta concreta da Prefeitura.

Em protesto, os(as) educadores(as) realizaram uma caminhada pelas ruas do centro de Jaboatão, chamando a atenção da comunidade escolar em prol da campanha salarial e em defesa da escola pública. O ato também teve como objetivo dar visibilidade à luta por valorização profissional e melhores condições de trabalho nas escolas.

“A categoria demonstrou mais uma vez que está mobilizada e disposta a lutar por seus direitos. A proposta do governo ainda é insuficiente, e seguiremos pressionando por respeito, valorização e dignidade. Estamos exigindo o que é justo para a nossa categoria”, afirmou a presidenta do SINPROJA, Séphora Freitas.

A próxima rodada de negociação já está marcada para o dia 30 de abril, às 9h, na Secretaria Municipal de Educação.

  Henrique Lima / SINPROJA

Henrique Lima / SINPROJA

 

  Henrique Lima / SINPROJA

Henrique Lima / SINPROJA

 

  Henrique Lima / SINPROJA

Henrique Lima / SINPROJA

 

 

PIAUÍ 

No Piauí, o SINTE-PI realiza uma série de atividades centradas no lema “Escola pública não é negócio. É direito!”. A programação denuncia os processos de privatização do ensino, a retirada de direitos e a precarização das condições de trabalho dos (as) profissionais da educação, além de paralisação.

GOIÁS

Em Goiânia, o SINTEGO realizou nesta quarta-feira (23) uma Assembleia com trabalhadores da Rede Municipal de Educação e um Ato com servidores da Rede Estadual, integrando a 26ª Semana Nacional em Defesa da Educação Pública.

Em frente à Câmara Municipal da cidade, profissionais da rede municipal aprovaram a proposta do sindicato, que inclui uma Assembleia no dia 8 de maio, com indicativo de greve. Além disso, decidiram participar da Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, no próximo dia 29, e levar as pautas da educação para o Ato do 1º de Maio.

O SINTEGO reforçou que continuará pressionando por respostas às reivindicações, sem abrir mão de nenhuma delas, tanto na rede municipal quanto na estadual.

 

MATO GROSSO DO SUL

A FETEMS participa na tarde desta quarta-feira (23) de audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), em parceria com deputados do PT. O foco do debate é o PL 2614/2024, que trata do novo Plano Nacional de Educação (2025-2035), com palestra da professora Andréia Militão (UEMS).

Pela manhã, a federação realizou ato na Praça do Rádio Clube, seguido de passeata pelas ruas centrais de Campo Grande. A mobilização marcou o início da 26ª Semana Nacional em Defesa da Educação Pública, com alerta contra a privatização e em defesa do concurso público, piso salarial, gestão democrática e valorização dos profissionais da educação.

FETEMS

FETEMS

FETEMS                                                  FETEMS 

 

TOCANTINS

Em Palmas, profissionais da educação das redes estadual e municipal de ensino participaram, na manhã desta quarta-feira (23), de um ato público na Avenida JK. A mobilização integra a 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública e marca a adesão da categoria à paralisação nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

SINTET

SINTET

 

 

SINTET

 

SINTET

 

MINAS GERAIS

Nesta quarta-feira (23), o Sind-UTE/MG aderiu à Paralisação Nacional da Educação com plenária estadual e marcha em Belo Horizonte, mobilizando trabalhadores da educação em defesa da escola pública.

As ações integram a 26ª Semana Nacional promovida pela CNTE e reforçam a luta por uma educação democrática e de qualidade diante dos ataques e retrocessos vividos no estado.

 

Maxwell Vilela/Sind-UTE

Maxwell Vilela/Sind-UTE

 

Maxwell Vilela/Sind-UTE 

Fonte: Site da CUT

Marcha a Brasília leva pauta da CUT e demais centrais pelo fim da escala 6 x 1

Escrito por: Rosely Rocha

 Reprodução
notice

Chamou atenção esta semana um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Femig), de que o fim da escala 6 X1 vai fazer o país perder cerca de 16% do seu Produto Interno Bruto (PIB) e o equivalente a R$ 2,9 trilhões no faturamento dos setores produtivos.

Esse estudo, no entanto, não levou em consideração que a proposta defendida pela CUT e as demais centrais, que está na pauta da classe trabalhadora, a ser levada na Marcha a Brasília no próximo dia 29, consta a manutenção dos salários mesmo com a jornada reduzida. A Marcha faz parte da jornada do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

Para a CUT a redução das jornadas de trabalho contribui sobretudo no sentido de apresentar uma saída para o problema estrutural de falta de trabalho e postos de trabalhos decentes a toda força de trabalho disponível. 

A diretora-técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Adriana Marcolino também defende a redução de jornada sem redução salarial como uma forma de gerar emprego e renda. De acordo com ela a análise da Femig não leva em consideração a não redução do salário.

“O pressuposto deles é a de que essas horas de redução não serão pagas, o que reduzirá a massa salarial com um impacto na economia, com redução de empregos, mas do nosso ponto de vista, ao pagar essas horas a massa salarial, no mínimo, vai se manter”, analisa

Se a gente mantém os salários, o consumo também se mantém. Então, será preciso contratar mais trabalhadores e, consequentemente, os empregos serão ampliados por conta da redução da jornada de trabalho

– Adriana Marcolino

Já em 2009 o Dieese apontava que a redução da jornada pode abrir vagas de emprego para cerca de 3 milhões de trabalhadores. 

Adriana Marcolino entende ainda que uma parte dessas horas acaba sendo absorvida pelo próprio trabalhador com um aumento de produtividade. Estudos mostram que a redução de jornada leva a um aumento de produtividade, beneficiando também as empresas.

Leia mais: Reduzir jornada de trabalho aumenta a produtividade e dá maior lucro a empresas

Esta não é a primeira vez, e com certeza, não será a última, que alguns setores empresários se colocam contra melhorias na vida do trabalhador. Uma nota técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de 2006, já fazia um histórico de como parte do empresariado brasileiro se comporta em relação aos ampliação dos direitos.

Diz trecho da nota: “os empresários colocaram-se contra a redução da jornada, entendendo as reivindicações dos trabalhadores e as leis discutidas no Congresso como uma limitação à sua autonomia para organizar a empresa segundo suas próprias determinações. Eram contrários também aos projetos de lei que dispunham sobre a jornada dos menores e as férias anuais de 15 dias (de 1926), argumentando que os custos da produção seriam altíssimos e que era necessária uma vida moralmente regrada, disciplinada e voltada para o trabalho.

Na nota, os técnicos do Dieese ponderam ainda que:

  1. a) a realização de hora extra atinge um longo período por semana;
  2. b) o tempo de deslocamento/transporte aumenta em função de mudanças como crescimento das cidades e a migração dos trabalhadores para as periferias;
  3. c) há necessidade de atividades de qualificação e são raros os casos em que este tempo é remunerado como tempo de trabalho;
  4. d) pode haver um segundo trabalho, seja emprego por tempo parcial ou como autônomo, devido à redução da remuneração;
  5. e) aumenta a execução de tarefas fora do local de trabalho, o que é facilitado pela utilização do fax, celular, notebooks e internet, possibilitando que os empregados sejam acionados a qualquer momento do dia e da noite e em qualquer local;
  6. f) há necessidade de soluções para o processo de trabalho, principalmente a partir da ênfase dada à participação dos trabalhadores, que os leva a permanecer “plugados” no trabalho mesmo estando distantes da empresa

E conclui que com todos estes elementos, o tempo gasto com atividades relacionadas ao trabalho é bem superior à jornada legal que, no caso do Brasil, é de 44 horas/semanais.

Muitas dessas necessidades extras ocorrem em função da reestruturação do trabalho e do baixo crescimento, que passa a exigir cada vez mais tempo e qualificação dos trabalhadores. O medo do desemprego tem feito com que estes se submetam a essas novas exigências. O contexto de crescente desemprego ameaça trabalhadores e seus representantes nas relações cotidianas e no processo de negociação, pressionando a favor da implementação de diversas mudanças, tais como o aumento da flexibilização, a redução dos salários, o aumento das horas extras, da jornada, o trabalho no final de semana, a redução do número de equipes, entre outros.

Um outro impacto negativo para a vida do trabalhador e de sua família tem sido a redução da incorporação da riqueza produzida socialmente, pois a relação entre produtividade, aumento salarial e redução da jornada, como ocorrida ao longo da história, passa por um grande retrocesso.

Assim, pode-se concluir que a luta pela redução da jornada de trabalho e pela limitação da realização de hora extra, no Brasil e no mundo, é de extrema importância neste momento, tanto pela necessidade das sociedades de aumento do tempo livre e de melhoria na renda como pela possibilidade de criação de novos postos de trabalho, o que contribuiria a conquista de uma reivindicação histórica dos trabalhadores, por melhores condições de vida.

Leia a integra da nota técnica do Dieese aqui.

Outras pautas da Marcha a Brasília

Além da redução do fim da escala 6 x1 e a jornada reduzida sem redução salarial, a CUT e as demais centrais defendem ainda a isenção do imposto para quem tem renda até R$ 5 mil; as pautas dos trabalhadores e trabalhadoras no Serviço Público das esferas municipal, estadual e federal com a valorização do serviço público, fim do confisco, pela manutenção do RJU (Regime Jurídico Único), pela regulamentação da negociação coletiva (Convenção 151);  a valorização da Agricultura Familiar, o cumprimento da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres, transição energética justa, combate ao racismo e à LGBTQIA+fobia, entre outras reivindicações.

Programação 

A concentração em Brasília no dia 29 de abril será às 8h da manhã, no estacionamento do Teatro Nacional/Praça da Cidadania, próximo à rodoviária. Às 9h será realizada a Plenária da Classe Trabalhadora para atualizar a pauta de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras. Às 10h30, está prevista a saída em Marcha/caminhada por Brasília.

A Jornada de Lutas da Classe Trabalhadora tem seu ápice no Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, que completa 100 anos de celebração no Brasil. Neste 1º maio, as Estaduais da CUT farão manifestações em suas regiões.

Fonte: CUT

Acessar o conteúdo