Temer e Macri destroem economia com políticas que privilegiam mercado

“Ao contrário da Argentina, que escolheu votar no projeto neoliberal, no Brasil deram um golpe. Nessas eleições, brasileiros não podem errar. Golpe será derrubado nas urnas”, defendeu o secretário-adjunto de Relações Internacionais, Ariovaldo Camargo, em artigo publicado no Portal CUT.  
O dirigente avaliou o atual momento enfrentado pela Argentina, país vizinho que viveu nesta terça-feira (25) uma greve geral que paralisou todas as atividades econômicas, e concluiu que políticas implementadas pelo ilegítimo e golpista Michel Temer e pelo presidente argentino Mauricio Macri são semelhantes e ambas estão destruindo empregos e os sonhos dos trabalhadores.
Nos dois países, diz Ariovaldo, “a economia patina, as taxas de desemprego não param de crescer e uma série de programas sociais vem sendo extintos ou drasticamente reduzidos”.
Confira o artigo na íntegra:
Os trabalhadores e trabalhadoras argentinos pararam o país nesta terça-feira (25) para protestar contra o desemprego, os ajustes fiscais, a volta do debate da reforma trabalhista e o Orçamento que propõe déficit zero e, portanto, mais cortes nos programas sociais, como exigiu o FMI a quem o presidente Mauricio Macri pediu um empréstimo para tentar resolver a profunda crise econômica que atinge o país.
É inevitável comparar a situação do país vizinho com a do Brasil neste momento. Ambos estão sendo governados por políticos de direita, reacionários e ligados aos interesses do mercado, depois de vários mandatos de governos democráticos e popular.
A diferença é que no Brasil temos um governo usurpador, que deu um golpe para assumir o lugar da presidenta Dilma Rousseff por mais de 54 milhões de eleitores que aprovaram seu projeto de governo democrático e popular. O sem votos Michel Temer já assumiu com umas quatro propostas de retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Já na Argentina, foram os próprios eleitores que decidiram trocar um governo progressista de unidade popular e comprometido com os interesses da classe trabalhadora por um presidente alinhado exclusivamente aos interesses mercado.
O resultado é que em ambos os países a economia patina, as taxas de desemprego não param de crescer e uma série de programas sociais vem sendo extintos ou drasticamente reduzidos.
Na Argentina, a taxa de inflação anual está acima de 40%, o desemprego subiu de 8,7% para 9,6% entre 2017 e junho deste ano; e o país recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI), depois que o arrocho na classe trabalhadora, como era previsível, não tirou o país da crise.
A população brasileira, que convive com taxas de inflação baixa, mas preços de conta de luz e gasolina em disparada, taxa de desemprego de 12,9% e economia estagnada desde o golpe, nova lei trabalhista que precarizou as condições de trabalho, congelamento dos gastos, cortes em programas sociais e a ameaça de reforma Previdência, já anunciada pelo ilegítimo, precisa ficar atenta. Para completar a tragédia, só falta o ilegítimo e golpista Michel Temer pedir empréstimo ao FMI, como seu colega argentino.
As políticas de Temer e Macri são semelhantes e ambas estão destruindo empregos e os sonhos dos trabalhadores. O Brasil não pode errar como o país vizinho e, nas eleições, quando pode enterrar o golpe, trocar um projeto de governo voltado para os interesses do povo por um preocupado com o rentismo e o capital.
Precisamos, efetivamente, voltar a construir nossos sonhos, voltar a construir nossas possibilidades de crescimento e isso, certamente, passa pelo processo eleitoral onde precisamos abrir todos os espaços de diálogos possíveis para atrair para o campo democrático e popular. Nas urnas, podemos colocar o Brasil de volta no caminho da distribuição de renda, da geração do emprego, do desenvolvimento, da volta dos investimentos públicos para que possamos sair do atoleiro político e econômico que o golpe colocou o país e os brasileiros.
Fonte: CUT Nacional 

Temer tenta leiloar lotes da Eletrobras com valor inferior ao investido

O leilão de 18 lotes de empreendimentos do sistema Eletrobras, de norte a sul do país, realizado nesta quinta-feira (27), na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), rendeu menos da metade do que o governo do golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) previa.
Foram arrecadados apenas R$ 1,3 bilhão, que representa apenas 42% dos R$ 3,1 bilhões de reais pretendidos pelo governo. E sete lotes não receberem ofertas.
Para os trabalhadores e trabalhadoras do sistema Eletrobras, quem mais perde com o leilão é o povo brasileiro, primeiro porque os milhões investidos pelo governo estão sendo jogados no ralo, depois com as contas de luz mais altas cobradas pelas empresas privadas.
Somente um dos três lotes da Eletrosul – o Hermenegildo, de geração eólica – recebeu investimentos de R$ 500 milhões de dinheiro público e o governo golpista quer vender os todos os lotes por apenas R$ 118 milhões, denuncia Fabiola Latino, secretária de Energia da Confederação dos Urbanitários.
“É a entrega do patrimônio público. Ainda bem que não teve comprador. Mas não sabemos ainda se os lotes não foram vendidos porque os compradores não tiveram tempo de organizar a documentação (o leilão foi marcado com prazo de apenas um mês entre o anúncio e sua efetivação), ou eles estão preocupados com as ações que os trabalhadores entraram junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que ainda aguardam posicionamento dos ministros”, diz Fabiola, que também é diretora-executiva dos Urbanitários do Distrito Federal.
Segundo ela, está marcada para esta sexta-feira (28), a partir das 9h da manhã, a audiência pública marcada pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski para que sejam ouvidos os representantes dos trabalhadores sobre a venda da Eletrobras e de todas as empresas públicas, como a Petrobras. O ministro chegou a dar uma liminar para impedir os leilões da Eletrobras dizendo que a decisão da venda deve passar pelo Congresso Nacional.
Apesar da liminar de Lewandowski, dois lotes colocados para leilão são de empreendimentos em que a Eletrobras é majoritária, detendo 99% das ações que dão lucro para a estatal.
“Isto nos causou certo espanto, já que esses lotes foram objeto de questionamento junto ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo. O leilão deveria ser suspenso até o julgamento das matérias”, diz Fabiola Latino.
Para ela, o governo ilegítimo tenta quebrar a estatal. “Eles pegam empreendimentos rentáveis e entregam ao setor privado. A grande maioria dos lotes colocados à venda é de empreendimentos já praticamente pagos, e se forem vendidos quem comprar vai ter somente lucros que deveriam ser revertidos para o povo brasileiro”, lamenta a dirigente.
O leilão da Eletrobras
A elétrica Taesa, controlada pela Cemig e pela colombiana Isa , arrematou três lotes e a Alupar, dois.
As empresas Equatorial, Copel, J. Malucelli e Brennand Energia também levaram lotes, assim como o consórcio Olympus VI e a Serra das Vacas Participações.
Dentre os empreendimentos negociados, apenas dois registraram ágio – o lote J, que ficou com a Copel por um preço 20,35 % superior ao mínimo, e o comprado pelo consórcio Olympus VI, com ágio de 10 por cento.
Fonte: CUT NACIONAL 

560 juristas lançam manifesto contra o fascismo de Bolsonaro

Mais de 560 juristas de todo o país divulgaram, nesta quarrta-feira (26), o manifesto “Frente Juristas contra o Fascismo”, representada pela candidatura de Jair Bolsonaro, do PSL, segundo o Brasil247. O objetivo, segundo os juristas, é alertar a sociedade para o perigo de  naturalização de valores de extrema-direita e protofascistas assumidos por uma das coligações que disputa as eleições em nome da “ordem” como caminho velado para a violência, a censura e a instauração de um governo autoritário e antipopular.
“Além de defender posições e projetos de lei abertamente racistas, misóginos, homofóbicos e sexistas – frontalmente inconstitucionais – o candidato adota comportamento criminoso quando expressa opinião a favor dos assassinatos e execuções havidos na ditadura civil-militar, elogia torturadores e estupradores e incita violência física contra adversários políticos e ideológicos”, diz trecho do manifesto.
O movimento dos juristas é solidário e se une ao iniciado pelas mulheres, que conta com mais de dois milhões de membros, e está espalhando a hashtag #EleNão em todo o mundo. No próximo dia 29, o movimento de mulheres #EleNão irá às ruas em cidades de todo o País e fora do Brasil, em uma mega mobilização contra Jair Bolsonaro e o fascismo.
Confira a íntegra do manifesto e os nomes dos signatários:
FRENTE – JURISTAS CONTRA O FASCISMO
Neste ano de 2018, quando a comunidade internacional comemora o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Brasil celebra o 30º aniversário da Constituição Federal de 1988, um dos projetos de candidatura às eleições gerais de outubro revela-se explicitamente antidemocrático e hostil aos direitos humanos. O candidato Jair Bolsonaro (PSL), da coligação “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, mesmo convalescendo no hospital após sofrer grave agressão contra a vida, segue incitando a violência inspirada em valores fascistas exortados ao longo da carreira política.
Além de defender posições e projetos de lei abertamente racistas, misóginos, homofóbicos e sexistas – frontalmente inconstitucionais – o candidato adota comportamento criminoso quando expressa opinião a favor dos assassinatos e execuções havidos na ditadura civil-militar, elogia torturadores e estupradores e incita violência física contra adversários políticos e ideológicos, estímulo que já produz vítimas de crime de ódio contra homossexuais, mulheres, negros, migrantes e militantes identificados com a esquerda.
O candidato da coligação à Vice-Presidência, General Hamilton Mourão, vai pelo mesmo caminho quando faz apologia da ditadura, homenageia notórios torturadores e defende uma nova Constituição sem o respaldo de uma Constituinte eleita pelo voto popular. Juristas democráticos alertam para o perigo que corre a sociedade brasileira frente à naturalização de valores de extrema direita e protofascistas assumidos pela coligação que disputa as eleições em nome da “ordem” como caminho velado para a violência, a censura e a instauração de um governo autoritário e antipopular.
1. Abrão Moreira Blumberg
2. Adalberto Pacheco Domingues
3. Adamo Dias Alves
4. Adéli Casagrande do Canto
5. Aderson Bussinger Carvalho
6. Adilene Ramos Sousa
7. Adriana Ancona de Faria
8. Adriana Aparecida de Mendonça
9. Adriana Cecilio Marco dos Santos
10. Adriana de França
11. Adriana Maria Neumann
12. Adroaldo Mesquita da Costa
13. Alceni de Fátima Moretti Basso
14. Alcione Malheiros dos Santos
15. Aldenir Gomes da Silva
16. Aldimar de Assis
17. Aldo Arantes
18. Alessandra Farias
19. Alessandro da Silva
20. Alexandre Bernardino Costa
21. Alexandre Guedes
22. Alexandre Pacheco Martins
23. Aline Moreira
24. Aline Tortelli
25. Almir Carvalho
26. Álvaro Klein
27. Álvaro Quintão
28. Amarildo Maciel Martins
29. Ana Amélia Camargos
30. Ana Carla Machado Leite
31. Ana Carolina Lima
32. Ana Cláudia Reis Aragao
33. Ana Evangelista
34. Ana Lucia Marchiori
35. Ana Luísa Fitz
36. Ana Maria Lima de Oliveira
37. Ana Maria Nery Paesuyu
38. Ana Paula do Couto Alves
39. Ana Paula Gnap
40. Ana Paula Ramaldes
41. Anderson Bezerra Lopes
42. Anderson Cardoso Duque
43. André Costa
44. André Falcão de Melo
45. André Luiz Barreto Azevedo
46. André Luiz Proner
47. André Melges Martins
48. André Nascimento da Rocha
49. André Passos
50. André Ricardo Lopes da Silva
51. Andrea Carvalho Alfama
52. Angélica Vieira Nery
53. Angelita da Rosa
54. Anne Cabral
55. Anne D. Alves
56. Anne Karole Silva Fontenelle de Britto
57. Antonia Mara Loguercio
58. Antonio Aureliano de Oliveira
59. Antônio Carlos de Almeida Castro – Kakay
60. Antonio Carlos Porto Júnior
61. Antonio Emerson Sátiro Bezerra
62. Antonio Escosteguy Castro
63. Antônio Fernando Souza Oliveira
64. Antônio Guilherme Rodrigues de Oliveira
65. Antonio José de Sousa Gomes
66. Antonio Maués
67. Antônio Raimundo de Castro Queiroz Júnior
68. Apoena Oliveira Vieira
69. Arnaldo Vieira Sousa
70. Augusto Solano Lopes Costa
71. Beatriz Nascimento Lins de Oliveira
72. Beatriz Vargas
73. Benedito Bizerril
74. Benialdo Donizetti Moreira
75. Berenice Araújo Portela
76. Bertoldo Klinger Barros Rêgo Neto
77. Bethania Assy
78. Breno Tardelli
79. Brunello Stancioli
80. Brunello Stancioliju
81. Caio Santana
82. Camila Silva Nicacio
83. Cândido Antônio de Souza Filho
84. Carina Pescarolo
85. Carlos Alberto Alves Marques
86. Carlos Alberto Duarte
87. Carlos André Barbosa de Carvalho
88. Carlos Augusto Vasconcelos
89. Carlos César D’Elia
90. Carlos Eduardo Romanholi Brasil
91. Carlos Eduardo Soares de Freitas
92. Carlos Gomes de Sá Araújo
93. Carlos Henrique Kaipper
94. Carlos Sérgio de Carvalho Barros
95. Carol Proner
96. Carolina Gomes Luzardo
97. Cassandra Maria Arcoverde e Assunção
98. Cauê Corona
99. Célia Regina Fonseca
100. Celso Antônio Bandeira de Mello
101. Celso de Paula Rodrigues
102. Cenira Ceroni Guerra
103. César Pimentel
104. Charles Brasil
105. Charlotth Back
106. Clarice Mello Guimarães Mautone
107. Cláudia Meire Cunha de Salles
108. Cláudio Marcelo Gomes Leite
109. Cleber Rezende
110. Cleide de Oliveira Lemos
111. Cleiton Leite Coutinho
112. Cristian de Castro Moura
113. Cristiane Carvalho Andrade Araujo
114. Cristiane Pereira
115. Cristiano Maronna
116. Cristina de Oliveira Souza
117. Cristina Kaway Stamato
118. Cristina Lemos Fonini
119. Cynara Monteiro Mariano
120. Damiane Nachtigal
121. Daniel Berger Duarte
122. Daniel Dias de Moura
123. Daniel Severo Chiites
124. Danilo Miranda
125. David Oliveira
126. Débora de Souza Brito
127. Debora Perin
128. Deborah da Silva Machado
129. Delze dos Santos Laureano
130. Demitri Cruz
131. Demóstenes Ramos de Melo
132. Denise Agostini
133. Denise da Veiga Alves
134. Denise Filippetto
135. Denise Moreira Schwantes Zavarize
136. Diego David Braga Ribeiro
137. Dionisio Arza Neto
138. Ecila Moreira de Meneses
139. Eder Bomfim Rodrigues
140. Edna Maria Teixeira
141. Edna Raquel Hogemann
142. Edson Luís Kossmann
143. Eduardo Baldissera Carvalho Salles
144. Eduardo Corrêa
145. Eduardo de Castro Campos
146. Eduardo Guterres Felin
147. Eduardo Maciel Saraiva
148. Eduardo Manuel Val
149. Egmar José de Oliveira
150. Elaine Rissi
151. Elisangela do Amaral Andrade Landim
152. Eliz Vargas
153. Ellen Mara Ferraz Hazan
154. Elna Fidellis de Souza Wirz Leite
155. Emerson Castelo Branco Mendes
156. Emiliano Maldonado
157. Eneá de Stutz e Almeida
158. Eneas Matos
159. Érica Meireles
160. Érika Lula de Medeiros
161. Ernani Rossetto Juriatti
162. Espedito Manso da Fonseca Júnior
163. Estela Aranha
164. Estevão José Saraiva Mustafa
165. Estevão Rodrigo da Silva Stertz
166. Eufrásia Maria Souza das Virgens
167. Eugenio Aragão
168. Eurico Bitencourt
169. Euzamara de Carvalho
170. Evelyn Melo Silva
171. Fabiana Baptista de Oliveira
172. Fabiana Marques
173. Fabiana Veríssimo Freitas
174. Fabiano Silva dos Santos
175. Fábio Balestro Floriano
176. Fabio de Carvalho Leite
177. Fábio Roberto D’Ávila
178. Fenando José Hirsch
179. Fernanda Barata Silva Brasil
180. Fernanda Campos Belfort de Pinho
181. Fernanda Frizzo Bragato
182. Fernanda Quirino Pereira
183. Fernando Amaro da Silveira Grassi
184. Fernando Antônio Castelo Branco Sales Júnior
185. Fernando Augusto Ramalho Forni
186. Fernando Gallardo Vieira Prioste
187. Fernando Hideo Lacerda
188. Fernando Mundim Veloso
189. Flávio Crocce Caetano
190. Francisca Jane Eire Calixto De Almeida Morais
191. Francisco Alano
192. Francisco das Chagas Magalhães Lôbo
193. Francisco de Albuquerque Nogueira Júnior
194. Francisco de Assis Machado Alves
195. Francisco Scipião da Costa
196. Frederico Horta
197. Gabriel Braz Guimarães Feliciano
198. Gabriela Piardi dos Santos
199. Geyson Gonçalves
200. Giovana Pelágio Melo
201. Giovani Clark
202. Gisa Nara Machado da Silva
203. Gisele Cittadino
204. Gisele Filipetto
205. Gisele Marques
206. Gisele Ricobom
207. Gisélia Morais Costa
208. Giselle Flügel Mathias
209. Gládis Ribeiro Marques
210. Glaucia Stela Neves Tavares
211. Glaydson Rodrigues
212. Guido Vinicius Vieira da Costa
213. Guilherme da Hora Pereira
214. Guilherme Zagallo
215. Gustavo Bernardes
216. Gustavo Bezerra de Alencar
217. Gustavo de Carvalho Rocha
218. Gustavo Ferreira Santos
219. Gustavo Fontana Pedrollo
220. Gustavo Gouvêa Villar
221. Gustavo Noronha de Ávila
222. Gustavo Roberto Costa
223. Heitor Cornacchioni
224. Helberth Ávila
225. Helder Santos Verçosa
226. Henrique Rabello de Carvalho
227. Herlon Teixeira
228. Hugo Leonardo Cunha Roxo
229. Hugo Souza Silva
230. Humberto Bayma Augusto
231. Humberto Marcial Fonseca
232. Iana Paula Silva de Sousa
233. Iara Carolina Lima Gonçalves
234. Iara Castiel
235. Ícaro Binoni Bandeira
236. Igor Mendes Bueno
237. Igor Santelli
238. Imar Eduardo Rodrigues
239. Ingrid Viana
240. Inocêncio Uchôa
241. Isabel Cecilia de Oliveira Bezerra
242. Isabela de Andrade Pena Miranda Corby
243. Ítalo Guerreiro
244. Ithamar Sousa Ferreira
245. Jaciara Carneiro
246. Jackson Chaves de Azevedo
247. Jacqueline Romero
248. Jacques Tavora Alfonsin
249. Jader Kahwage David
250. Jair Acosta
251. Jane Salvador de Bueno Gizzi
252. Jânia Saldanha
253. Janice Muniz Melo
254. Jânio Pereira da Cunha
255. Jéferson Braga
256. Jeferson Pereira
257. Jefferson Valença de Abreu e Lima
258. Jessica Ailanda Dias da Silva
259. Jesús Sabariego
260. Joana D’arc de Sales Fernandes Jordão
261. João Bosco Euclides da Silva
262. João Cyrno
263. João Guilherme Carvalho Zagallo
264. João Guilherme Walski de Almeida
265. João Maurício Martins de Abreu
266. João Paulo Allain Teixeira
267. João Ricardo Dornelles
268. João Sebastião Silva de Almeida
269. João Victor Domingues
270. João Vitor Passuello Smaniotto
271. Joisiane Gamba
272. Jonnas Vasconcelos
273. Jorge Bheron Rocha
274. Jorge Luiz Garcia de Souza
275. Jorge Santos Buchabqui
276. Jorge Tadeu Conceição de Souza
277. José António Nunes Aguiar
278. José Augusto Amorim
279. José Boaventura Filho
280. José Carlos Moreira da Silva Filho
281. José de Ribamar Viana
282. José do Carmo Alves Siqueira
283. José Edilson Carvalho da Rocha
284. Jose Eymard Loguercio
285. José Francisco Siqueira Neto
286. José Luís Quadro de Magalhães
287. José Maria de Araújo Costa
288. José Maria dos Santos Vieira Junior
289. José Messias de Souza
290. José Renato de Oliveira Barcello
291. José Vagner de Farias
292. José Valente Neto
293. Juarez Tavares
294. Jucemara Beltrame
295. Julia Lafayette Pereira
296. Júlia Zavarize
297. Juliana Botelho Foernges
298. Juliana Loyola
299. Juliana Neuenschwander Magalhães
300. Juliana Romeiro Viana
301. Julio Francisco Caetano Ramos
302. Juvelino Strozake
303. Karine de Souza Silva
304. Kássio Fernando Bastos dos Santos
305. Kátia Silene de Souza Matias
306. Katianne Wirna Rodrigues Cruz Aragão
307. Katya Kozick
308. Kazia Fernandes Palanowski
309. Kleber Alves Carvalho
310. Kleber dos Santos Silva
311. Larissa Ramina
312. Laura Maeda Nunes
313. Leidiane de Lacerda
314. Leocir Costa Rosa
315. Leonardo Ferreira Pillon
316. Leonardo Isaac Yarochewsky
317. Leonardo Saboya
318. Leonora Waihrich
319. Letícia Aguiar Cardoso Naves
320. Lígia Melo de Casimiro
321. Lilian Monks Duarte de Vargas
322. Lissandra Leite
323. Lorena Paula José Duarte
324. Lucas Ferreira Costa
325. Lúcia Maria Ribeiro de Lima
326. Luciana Boiteux
327. Luciana Grassano Melo
328. Luciana Oliveira Agustinho Allan
329. Luciana Zaffalon
330. Luciane Borges
331. Luciano Miranda
332. Luciano Rollo Duarte
333. Luciano Tolla
334. Lucila Volnya Barbosa de Assis
335. Lucílio Casas Bastos
336. Lúcio Flávio de Castro Dias
337. Ludmila Coelho de Souza Barros
338. Luís Carlos Moro
339. Luís Cláudio Martins Teixeira
340. Luisa Stern
341. Luiz Fernando Azevedo
342. Luiz Fernando Pacheco
343. Luiz Guilherme Vieira dos Santos
344. Luiz José Bueno de Aguiar
345. Luiz Lopes Burmeister
346. Luiz Nivardo Melo Filho
347. Luiz Ramme
348. Lyanna Magalhães Castelo Branco
349. Magda Biavaschi
350. Magnus Henrique de Medeiros Farkatt
351. Maíra Guimarães de Alencar Vieira
352. Manoel Frederico Vieira
353. Manoel Severino Moraes de Almeida
354. Marcella Furtado de Magalhães Gomes
355. Marcelo Almansa da Silva
356. Marcelo Cabral de Menezes
357. Marcelo Cattoni
358. Marcelo de Pauda
359. Marcelo Eibs Cafrune
360. Marcelo Mariano Nogueira
361. Marcelo Neves
362. Marcelo Nogueira
363. Marcelo Oliveira Fagundes
364. Marcelo Regius Gomes Bastos
365. Marcelo Ribeiro Uchôa
366. Marcelo Zardo Brettas
367. Marcia Cadore
368. Márcia Dias Cardoso Carvalho
369. Márcia Maria Barreta Fernandes Semer
370. Márcia Misi
371. Márcio Aguiar
372. Márcio Augusto Paixão
373. Márcio José de Souza Aguiar
374. Márcio Ralfe Alves Bezerra
375. Marcio Sotelo Felippe
376. Marcio Tenenbaum
377. Marco Antonio Feitosa Moreira
378. Marco Antônio Sousa Alves
379. Marco Aurélio de Carvalho
380. Marcos Antônio de Castro
381. Marcus Giraldes
382. Marcus Vinicius Thomaz Seixas
383. Margarida Pressburger
384. Maria das Graças Serafim Costa
385. Maria de Jesus Cavalcante da Rocha
386. Maria Dinair Acosta Gonçalves
387. Maria Ester Marques César
388. Maria Fernanda Salcedo Repolês
389. Maria Helena Villachan
390. Maria Inês Pereira Pinheiro
391. Maria José Olegário
392. Maria Luiza Neves Nunes Moreira
393. Maria Rosaria Barbato
394. Maria Valéria Zaina Batista
395. Mariana de Almeida Mesquita
396. Mariana de Assis Brasil e Weigert
397. Mariana Dutra e Silva
398. Marília Benevenuto Chidichimo
399. Marília de Nardin Budó
400. Marília Lomanto Veloso
401. Marina da Silva Steinbruch
402. Marina Funez
403. Marina Maria de Ávila Callegaro
404. Marinete Silva
405. Mário Madureira
406. Mari-Silva Maia
407. Marleide Ferreira Rocha
408. Marta Skinner
409. Marthius Sávio Cavalcante Lobato
410. Martír Silva
411. Martonio Mont’Alverne Barreto Lima
412. Mateus Tiago Fuhr Muller
413. Matheus Santos Kafruni
414. Maurides de Melo Ribeiro
415. Mauro de Almeida Noleto
416. Michele Milanez Schneider Arcieri
417. Michelle Barcelos Boni
418. Mirian Gonçalves
419. Monica Anselmi
420. Murilo José F Martins
421. Naiara Andreoli Bittencourt
422. Naime Tavares Machado Mustafa
423. Nasser Ahmad Allan
424. Natália das Chagas Moura
425. Natalina Rosane Gué
426. Nathália Esthefanie Florêncio Freire
427. Nathalie Ferreira de Andrade
428. Nathaly Munarini
429. Nayara Ayres
430. Nayara Brito
431. Neilianny Oliveira
432. Neiva Martins
433. Newton de Menezes Albuquerque
434. Nilo da Cunha Jamardo Beiro
435. Nuredin Ahmad Allan
436. Olbe Martins Filho
437. Orlando Venâncio dos Santos Filho
438. Otavio Pinto e Silva
439. Paiva Dantas
440. Patricia Carvalho
441. Patrícia Chaves
442. Patrícia Mello
443. Paulo André Nassar
444. Paulo Augusto Fernandes Coimbra
445. Paulo César Ferreira
446. Paulo Freire
447. Paulo Humberto Freire Castelo Branco
448. Paulo Nunes
449. Paulo Otto von Sperling
450. Paulo Ricardo Schier
451. Paulo Roberto de Freitas Jesus
452. Paulo Roberto Koehler Santos
453. Paulo Roberto Mariano Pires
454. Paulo Romão Meireles Neto
455. Paulo Tavares Mariante
456. Paulo Teixeira
457. Paulo Weyl
458. Pedro Bigolin Neto
459. Pedro Otávio Magadan
460. Pedro Paulo Carriello
461. Pedro Pita Machado
462. Pedro Serrano
463. Priscila Caneparo
464. Prudente José Silveira Melo
465. Ramiro Crochemore Castro
466. Ramiro Nodari Goulart
467. Ranulpho Rego Muraro
468. Raquel Andrade dos Santos
469. Régis Rafael Ribeiro Lisboa
470. Reinaldo Santos de Almeida
471. Renan Aguiar
472. Renan Castro
473. Renata Deiró
474. Renata Portella Dornelles
475. Renata Tavares da Costa
476. Renê Garcez Moreira
477. Rholdennes Melo Serra
478. Ricardo Franco Pinto
479. Ricardo Jacobsen Gloeckner
480. Ricardo Lodi
481. Ricardo Nunes de Mendonça
482. Ricardo Silveira Castro
483. Rildian da Silva Pires Filho
484. Rivadavio Guassú
485. Roberta Baggio
486. Roberto A. R. de Aguiar
487. Roberto Chateaubriand Domingues
488. Roberto Podval
489. Roberto Tardelli
490. Rodrigo Frateschi
491. Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo
492. Rodrigo Gonçalves dos Santos
493. Rodrigo Lentz
494. Rodrigo Thomazinho Comar
495. Rogério Marques de Almeida
496. Romualdo José de Lima
497. Rosana Maria Lucca da Cunha
498. Roselaine Frigeri
499. Rosendo de Fátima Vieira Júnior
500. Rossana da Costa Barth
501. Ruggiero Silveira Gonçalves
502. Sabrina Teixeira de Menezes
503. Salo de Carvalho
504. Samara Mariana de Castro
505. Sara Alacoque Guerra Zaghlout
506. Saulo Bueno Marimon
507. Sávio Delano
508. Sérgio Luiz Pinheiro Sant’Anna
509. Sheila Christina Neder Cerezetti
510. Sheila de Carvalho
511. Sheila Martins Lima
512. Silvia Burmeister
513. Sócrates José Niclevisk
514. Sônia Maria Alves da Costa
515. Suely Teixeira
516. Susan Lucena Rodrigues
517. Tania Antunes
518. Tânia Oliveira
519. Tarso Cabral Violin
520. Tarso Genro
521. Tatiana Antunes Carpter
522. Tatiana Rossini
523. Thais Lissia Gonçalves dos Santos
524. Thaisa Held
525. Thiago Decat
526. Thiago Duarte
527. Thiago Fabres de Carvalho
528. Thiago Oliveira Agustinho
529. Thomas Bustamante
530. Thyenes Corrêa
531. Tiago Castilho Orengo
532. Tiago Resende Botelho
533. Uirá Menezes de Azevêdo
534. Urithiane Brum de Barros
535. Valeir Ertle
536. Valéria Jaime Pelá
537. Valnor Prochinski Henriques
538. Vanda Davi Fernandes de Oliveira
539. Vanessa Batista Oliveira
540. Vanessa Chiari Gonçalves
541. Vera Corrêa Chterpensque
542. Vera Lúcia Santana Araújo
543. Verena Fadul dos S. Arruda
544. Veronica Salustiano
545. Vinicius Cascone
546. Vinicius Gozdecki Quirino Barbosa
547. Vinícius Marcus Nonato da Silva
548. Vinícius Neves Bomfim
549. Virginius José Lianza da Franca
550. Vitor Santos de Godoi
551. Vitória Soares da Cunha
552. Volmir Maurer
553. Wadih Damous
554. Walter Freitas de Moraes Júnior
555. Wanja Carvalho
556. Weida Zancaner
557. Wilson Ramos Filho
558. Wladimir Barreto Lisboa
559. Wremyr Scliar
560. Wyllerson Matias Alves de Lima
561. Yanne Teles
562. Zaneir Gonçalves Teixeira

A três meses de devolver o governo, Temer quer acabar com a aposentadoria

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O ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) quer aprovar a reforma da Previdência ainda este ano, logo após a eleição. A proposta, que significa praticamente o fim da aposentadoria, é mais um ataque aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras de um governo responsável pelas taxas recordes de desemprego que derrubaram a arrecadação da Previdência Social.
Durante discurso aos empresários na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (24), Temer anunciou que irá procurar o presidente eleito para convencê-lo de que é preciso aprovar a reforma da Previdência. Ele deixa oficialmente o governo em janeiro de 2019 e não abre mão deste presente ao mercado.

Nesta terça-feira (25), Temer voltou a reafirmar, em entrevista exclusiva à NBR, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que a reforma da Previdência está pronta para ser votada no Congresso e que buscará o apoio do novo presidente eleito para que a apreciação ocorra em novembro deste ano.

Assim que assumiu o cargo de presidente, depois do golpe, Temer apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para reformar a Previdência. O projeto foi arquivado depois da maior greve geral da história do país, convocada pela CUT e demais centrais contra o fim da aposentadoria. No Congresso Nacional, as bancadas do PT, PC do B, Psol e parlamentares progressistas ajudaram a derrubar o projeto.
Agora, com as pesquisas indicando a possibilidade do deputado de extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL), disputar o segundo turno da eleição presidencial, Temer voltou à carga.
Uma reforma da Previdência nos moldes da proposta apresentada pelo ilegítimo só tem chance de ser aprovada se um candidato com o perfil e a história de Bolsonaro ou Geraldo Alckmin (PSDB) vencerem as eleições.
Tanto Bolsonaro quanto Alckmin defendem em seus programas de governo e, também, em entrevistas à imprensa a reforma da Previdência e a adoção do modelo previdenciário de capitalização, o que significa colocar uma parte ou a totalidade das contribuições de cada trabalhador ou trabalhadora no sistema financeiro.
Ambos estão entre os quatro primeiros colocados nas pesquisas de intenção de votos, segundo a nova rodada da pesquisa Ibope realizada entre os dias 22 e 23 e divulgada nesta segunda-feira (24). Alckmin, com apenas 8% das intenções de voto, é o que tem menos chance de avançar ao segundo turno.
A aposta de Temer é Bolsonaro, que está quase confirmado no segundo turno das eleições presidenciais. E tanto o candidato quanto sua equipe já deram sinais de que farão a reforma. O candidato a vice da chapa, general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), chegou a defender, durante sabatina do Banco BTG Pactual, que a reforma da Previdência deve ocorrer ainda este ano, antes da posse do novo presidente.
O economista do candidato do PSL, Paulo Guedes, também já deixou claro o que significaria para a população mais pobre do país um eventual governo de extrema-direita ao revelar um programa econômico voltado para agradar o mercado financeiro, com propostas como o aumento do Imposto de Renda dos mais pobres e o fim da aposentadoria pública e universal.
Com Alckmin não é diferente. Candidato do PSDB, partido que questionou a legitimidade das urnas, foi protagonista do golpe de 2016 e deu sustentação ao governo do ilegítimo Temer, Alckmin quer manter a PEC do Teto dos Gastos, que congela os investimentos públicos por 20 anos, e promete executar todas as reformas antissociais, como a da Previdência, que ainda não foram aprovadas pelo governo golpista.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, nas eleições deste ano, a classe trabalhadora terá a oportunidade de colocar um fim neste debate em torno da aposentadoria e ainda revogar a reforma trabalhista.
“Para derrotar o golpe e barrar definitivamente qualquer debate de reforma da Previdência que acabe com a aposentadoria dos trabalhadores, precisamos eleger candidatos comprometidos com o povo e sabemos que o Haddad, o candidato do Lula, é o que irá corresponder a esse compromisso”.
Segundo Vagner, “o que o Brasil precisa é da retomada do crescimento da economia com a geração de empregos formais, com carteira assinada, pois um trabalhador registrado, com condições de pagar mensalmente as contribuições do INSS, é o que vai ajudar ampliar a capacidade de arrecadação previdenciária”.
O presidente da CUT lembra que é possível garantir a sustentabilidade das contas da Previdência Social sem qualquer reforma que prejudique o direito à aposentadoria dos mais pobres, como fez o ex-presidente Lula nos seus dois mandatos.
“Lula gerou mais de 15 milhões de postos de trabalho com carteira assinada e garantiu o crescimento da renda dos trabalhadores, o que fez com que aumentasse a arrecadação do Regime Geral de Previdência Social sem precisar fazer uma reforma desastrosa como a proposta por Temer e seus aliados”.
A fala de Vagner dialoga com o programa de governo apresentado pelo candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, escolhido por Lula para substituí-lo, após a Justiça negar o seu direito de concorrer nas eleições deste ano.
De acordo com o plano de governo, o objetivo é assegurar a sustentabilidade econômica do sistema previdenciário mantendo a sua integração, como prevê a Constituição Federal, ao Sistema de Seguridade Social.
“Rejeitamos os postulados das reformas neoliberais da Previdência Social, em que a garantia dos direitos das futuras gerações é apresentada como um interesse oposto aos direitos da classe trabalhadora e do povo mais pobre no momento presente”, diz trecho do documento.
“Já mostramos que é possível o equilíbrio das contas da Previdência a partir da retomada da criação de empregos, da formalização de todas as atividades econômicas e da ampliação da capacidade de arrecadação, assim como o combate à sonegação”, continua o documento, que encerra: “esse caminho será novamente buscado, ao mesmo tempo em que serão adotadas medidas para combater, na ponta dos gastos, privilégios previdenciários incompatíveis com a realidade da classe trabalhadora brasileira”.
Com informações da CUT

Temer entrega serviço público federal a empresas de terceirização

A terceirização desastrosa, que aumenta a jornada, reduz salários, causa ainda mais vítimas de acidentes de trabalho e reduz a qualidade das atividades, agora também atingirá bruscamente o serviço público federal. Nessa segunda-feira (24), o governo ilegítimo Michel Temer publicou no Diário Oficial o Decreto nº 9.507, que regulamenta a contratação de terceirizados no setor público. A regra passará a valer a partir do dia 22 de janeiro, 120 dias após sua publicação.
Até então, a terceirização no serviço público era permitida apenas em atividades secundárias, como conservação, limpeza, segurança, vigilância e transportes. Com o decreto, a terceirização será ampliada para praticamente todas as atividades dos serviços da administração pública federal direta, autárquica e fundacional e das empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.
O texto de Temer tenta disfarçar a terceirização ilimitada do serviço público federal ao elencar algumas hipóteses que impedem a contratação de serviço indireto, como quando os serviços forem “considerados estratégicos para o órgão ou a entidade, cuja terceirização possa colocar em risco o controle de processos e de conhecimentos e tecnologias”. Entretanto, essas vedações não estão impostas aos serviços auxiliares, instrumentais ou acessórios. A única exceção clara contida no decreto são os serviços auxiliares relacionados ao exercício do poder de polícia.
“A quem competirá definir quais serviços são auxiliares, instrumentais ou acessórios? Essa regra retoma a renegada distinção entre atividade-meio e atividade-fim?”, questionam os advogados Antônio Fernando Megale Lopes e Fernanda Caldas Giorgi, em artigo sobre o tema.
O decreto também traz uma falsa ideia de proteção aos servidores das empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União. Isso porque ele afirma que não se poderá terceirizar atividades já desempenhadas por servidores de carreira. Mas, também há exceções para isso. São elas o incremento temporário do volume de serviços; o caráter temporário de serviço; a impossibilidade de competir no mercado concorrencial; e a atualização de tecnologia ou especialização de serviço, que reduzem o custo ou for menos prejudicial ao meio ambiente. E é aí que está a armadilha.
“Em resumo, a regulamentação abre as portas para a terceirização nas empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União, já que as hipóteses ‘excepcionais’ são mais do que corriqueiras e poderão ser alegadas como justificadoras pelos Conselhos de Administração”, avaliam Antônio Lopes e Fernanda Giorgi.
Para o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF – Sindsep, Oton Pereira Neves, “o Decreto 9.507 vai ao encontro do projeto dos golpistas de desmonte do serviço público e retirada de direitos da classe trabalhadora”. “Essa medida representa mais um passo para a extinção dos concursos públicos, com o objetivo de reduzir a capacidade do Estado em responder às necessidades do povo brasileiro e, ao mesmo tempo, abre caminho para a superexploração do trabalhador, visto que a terceirização aprofunda ainda mais a precarização das relações de trabalho”, afirma. Segundo ele, o decreto está sob análise da assessoria jurídica do Sindicato, para eventual questionamento administrativo ou judicial.
A Condsef – confederação que representa mais de 80% do Executivo Federal, também afirma que o decreto tem “potencial para fragilizar ainda mais o setor público que já vem sendo fortemente atacado”. “Todos os movimentos feitos por esse governo vão na direção de promover o desmonte completo dos serviços públicos. Tal objetivo foi traçado desde a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 95/16, que congela investimentos do setor por 20 anos”, afirma nota publicada pela Condsef.
Trabalhador a ver navios
O decreto de Temer ainda chama atenção para a fragilidade da garantia dos direitos trabalhistas básicos – como o pagamento do salário – ao trabalhador terceirizado. No texto, está expresso que os contratos deverão desenvolver mecanismos para aferir a qualidade da prestação dos serviços, com adequação do valor do pagamento do contrato dependendo desse resultado.
A responsabilidade da Administração Pública quanto à garantia dos direitos trabalhistas também é anulada pelo decreto. O texto dispõe de cláusulas que deixam exclusivamente sob responsabilidade da empresa contratada o pagamento das obrigações trabalhistas, previdenciárias e contribuições com o FGTS.
“Na história da terceirização, o que mais existe é empresa de terceirização que dá calote nos trabalhadores. E se o trabalhador não tem a garantia da quitação dos direitos trabalhistas pela Administração Pública, vai sair com uma mão na frente e a outra atrás. E ninguém vai pagar por isso”, avalia o presidente interino da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.
Para fechar o pacote de maldades contra o trabalhador terceirizado, o decreto de Temer gera dúvidas sobre qual será o sindicato representativo desses trabalhadores e como serão firmados os acordos de trabalho da categoria.
Fonte: CUT Brasília

Desemprego e reforma Trabalhista derrubam arrecadação da Previdência

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A prolongada crise econômica, o desemprego recorde e a reforma Trabalhista do ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) estão derrubando a arrecadação líquida do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). O Relatório de Receitas e Despesas do governo federal mostra que a arrecadação caiu R$ 1,95 bilhão no 3º bimestre encerrado em agosto. No acumulado do ano, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, a queda de receitas para o setor foi cerca de R$ 15 bilhões.
“Houve mais uma queda de receita. Isso aconteceu em todos os bimestres do ano”, afirmou Mansueto. A previsão inicial de arrecadação da Previdência era de R$ 405 bilhões, mas as atuais projeções do governo indicam receitas na faixa de R$ 390 bilhões, o que significa R$ 15 bilhões a menos.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a recessão econômica, as altas taxas de desemprego e os retrocessos no mercado de trabalho com a reforma Trabalhista do ilegítimo Temer estão derrubando as contas da Previdência dos trabalhadores e trabalhadoras, como a Central alertou durante a tramitação do Projeto de Lei que acabou com a CLT e legalizou o bico.
“O mercado de trabalho está estagnado, a economia não cresce, o desemprego atinge 12,9 milhões de pessoas e a reforma trabalhista rebaixou salários e jogou milhares de trabalhadores no ‘bico’, o que prejudica as contas da Previdência, pois esses trabalhadores não conseguem contribuir mais”, explica Vagner.

“Nós alertamos desde o início que isso poderia ocorrer”

– Vagner Freitas

Segundo o presidente da CUT, com o aumento da informalidade e a legalização das formas precárias de contratação, com contratos de trabalho que pagam por hora e acabam com a renda fixa mensal, os trabalhadores têm dificuldade para pagar as contas no final do mês e deixam de contribuir com a Previdência por causa da queda na renda.
“O ilegítimo Temer deixou o trabalhador sem saída, sem esperança, sem conseguir pagar as contas. Nem mesmo as compras a prazo, com pagamentos em diversas prestações, são possíveis, pois o emprego com carteira assinada, que era a principal garantia para fazer crediário, está cada vez mais escasso”, diz Vagner, que completa: “imagina então se esse trabalhador vai conseguir pagar a Previdência nessa crise”.
Rotatividade e salário rebaixado
O presidente da CUT explica, ainda, que a alta taxa de rotatividade impulsionada pela reforma Trabalhista é outro aspecto que contribui para a queda da arrecadação da Previdência. Segundo ele, os patrões demitem e contratam trabalhadores com salários rebaixados, o que impacta necessariamente na alíquota de contribuição previdenciária. Além disso, ganham muito menos e a tendência é o trabalhador ficar pouco tempo no emprego. E quando é demitido, fica um tempo sem trabalhar e, portanto, sem contribuir.
“Se o salário não cresce e o desemprego aumenta, a arrecadação cai. Além da rotatividade, que rebaixa salário e faz o trabalhador mudar toda hora de emprego, é necessário destacar também que o salário não cresce como crescia nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma, quando vivíamos uma situação de pleno emprego, com taxa de desemprego em torno de 4,3% contra os atuais 12,9%”.
Eleições 2018
O dia 7 de outubro, primeiro turno das eleições de 2018, é a oportunidade que a classe trabalhadora tem de mudar o rumo da política econômica, com combate às desigualdades e a volta do emprego, do aumento da renda, diz o presidente da CUT.
“A eleição deste ano é a oportunidade que teremos de recuperar a esperança de um Brasil com pleno emprego. Eleger Haddad, o candidato de Lula, o melhor presidente que este país já teve, segundo o povo brasileiro, é um dos caminhos para os trabalhadores e trabalhadoras, pois sabemos o que foi feito e como era a vida do povo pobre e sofrido quando o país era governado por Lula”.
Com informações da CUT

MP 844 é nefasta para o saneamento básico do país, diz especialista

“A Medida Provisória (MP) 844/2018 é extremamente nefasta ao país e vai atrasar a tão sonhada universalização dos serviços de saneamento básico, dificultando a garantia do acesso a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros, principalmente as populações mais carentes e as que não têm acesso aos serviços de saneamento básico”.
A afirmação é do especialista em saneamento e ex-secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Abelardo de Oliveira Filho. Ele fez um estudo sobre os impactos e as consequências para o setor do saneamento básico e para a própria população brasileira da medida, também conhecida como MP da Sede e da Conta Alta.
De acordo com o especialista, a MP 844/2018, editada pelo ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP), que está tramitando no Congresso Nacional, é um retrocesso para o setor de saneamento básico no país, onde metade dos municípios não tem sequer uma política para resolver o problema.
Em 2017, segundo dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), do Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE), divulgada em agosto deste ano, apenas 41,5% dos 5.570 municípios tinham um Plano Nacional de Saneamento Básico (traz informações como diagnóstico, objetivos e metas de universalização). Somente 32,2% tinham uma Política Municipal de Saneamento Básico (traça diretrizes gerais para os serviços) e 28,2% disseram que estão elaborando.
O resultado é que 34,7% dos municípios afirmaram ter conhecimento sobre a ocorrência de endemias ou epidemias de doenças ligadas a falta de saneamento básico. A dengue foi a doença mais citada entre os municípios, com 26,9%, o que prova que este é um serviço público essencial e urgente para o país.
“Entre todos os serviços públicos essenciais, esse é um dos mais importantes do ponto de vista do resgate da dignidade e da cidadania das pessoas, da garantia da saúde, da salubridade ambiental e da qualidade de vida da população”, diz Abelardo.
No estudo que fez sobre o tema ele aponta que, “na realidade, a MP 844/2018 desestrutura completamente a política nacional de saneamento básico, mutila os princípios da gestão associada de serviços públicos apenas para o setor de saneamento básico e mais especificamente para os serviços de água e esgoto que são prestados pelas companhias estaduais de saneamento básico com o intuito de favorecer as empresas privadas”.
Em trecho da pesquisa, o especialista afirma que “a sociedade brasileira não pode aceitar qualquer proposta de alteração na Lei Nacional de Saneamento Básico que possa comprometer o gradativo avanço no acesso da população aos serviços de saneamento básico e ignore tudo o que foi conquistado ao longo dos últimos quinze anos, provocando um profundo retrocesso e desestruturação do setor de saneamento básico”.
Leia o estudo na íntegra: Estudo do impacto da mudança do Marco Legal do Saneamento Básico 

Oficina de Comunicação da CUT discute estratégias linguísticas da mídia para manipular informações

Nesta quarta-feira (26), o Coletivo de Comunicação da CUT se reunirá para debater sobre como a mídia manipula informações – e garante seus interesses – em manchetes e textos. A atividade terá como debatedora a jornalista Letícia Sallorenzo, autora do livro “Gramática da Manipulação: como os jornais trabalham as manchetes em tempos de eleições (e em outros tempos também)”. A oficina começa às 9h, no auditório da Adelino Cassis da CUT Brasília.
O livro que dará base ao debate é resultado da dissertação de mestrado defendida pela autora, pelo Programa de Pós Graduação em Linguística (PPGL) da Universidade de Brasília (UnB). A análise cognitivo-funcional foi feita durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2014. Foram estudadas 340 manchetes internas e de capa, publicadas pelos jornais O Globo e Folha de São Paulo.
Na obra, a autora ainda explica as diferenças entre sintaxe, semântica e pragmática, e como as informações linguísticas são organizadas no cérebro, no que ela identifica como processo de categorização. Ela também comprova que um título tendencioso pode levar o leitor a apreender o conteúdo da reportagem de forma tendenciosa.
“As manchetes começaram a me incomodar já no segundo governo Lula, quando teve aquele boom de notícias positivas, com a economia explodindo, com o PIB em alta, porém acompanhada de ‘vírgula’, de ‘mas’, seguidos de uma notícia negativa. Se naquela época a manipulação era grande, atualmente o cenário está bem pior”, explica Letícia Sallorenzo.
De acordo com a jornalista e escritora, a população precisa fortalecer o senso crítico e entender que tudo que é divulgado pela imprensa tem um objetivo. “É fundamental analisar a intenção do emissor e questionar quem está falando, por que está falando, para quem e o que o emissor quer que o leitor conclua. Respondendo essas questões, a população deixa de se enganar tão facilmente e virar massa de manobra.”
A oficina do Coletivo de Comunicação tem como público principal dirigentes sindicais da pasta de comunicação e trabalhadores desses setores. Entretanto, o espaço é aberto a quem se interessar pelo tema.
Lançamento

O lançamento oficial do livro “Gramática da Manipulação: como os jornais trabalham as manchetes em tempos de eleições (e em outros tempos também)” será realizado no dia 25 de setembro, terça-feira, no restaurante Carpe Diem da 104 Sul, às 19h.
Fonte: CUT Brasília

Trabalhador autônomo tem renda menor que o CLT, aponta Dieese

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O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, contestou pesquisa do Datafolha que concluiu que os trabalhadores preferem ser autônomos em vez de ter um emprego com carteira assinada, se o salário for mais alto os descontos de impostos menores.
Em sua coluna na Rádio Brasil Atual, Clemente disse que o cenário descrito pelo jornal é ilusório, já que a renda do autônomo é, em média, menor que a do trabalhador regularmente empregado.
O analista explica que a carteira assinada garante direitos como 13º salário e férias remuneradas – além dos específicos da convenção coletiva de sua categoria, como vale-refeição, vale-transporte e convênio médico.
Por outro lado, há também as deduções, como a contribuição mensal ao INSS, de 8% a 11%, imposto de renda descontado na fonte, contribuição sindical e outros.
O diretor do Dieese afirma que é normal a preferência por uma relação laboral mais livre e a expectativa por uma melhor remuneração, mas que a pesquisa Datafolha é contraditória.
“A situação do trabalho autônomo é diferente, porque são trabalhadores que não têm proteção social, nem participação contributiva na Previdência. As pessoas com salário baixo têm a expectativa, no trabalho autônomo, de terem maior renda, mas, no geral, a renda do autônomo é menor do que a do assalariado, porque esse trabalhador vive fora de uma proteção em termos de renda.”
Com informações da CUT

Ex-capitão é ameaça para o Brasil e América Latina, afirma 'The Economist'

Matéria de capa da revista britânica The Economist, considerada legítima representante do liberalismo econômico, afirma que uma eventual eleição de Bolsonaro no Brasil “poderia colocar em risco a própria sobrevivência da democracia no maior país da América Latina”. Mais do que isso, a publicação, lançada nessa quinta-feira (20), afirma que o candidato “é uma ameaça para o Brasil”.
No artigo, intitulado “Jair Bolsonaro, a mais recente ameaça da América Latina”, a publicação semanal The Economist, lida no mundo todo, pondera que as eleições nacionais de outubro “dão ao Brasil a chance de começar de novo”. Porém, destaca também a “autoflagelação e corrupção da elite” que tomam conta do país.
A publicação se refere ao candidato do PSL como um político que tem longa história de ser “grosseiramente agressivo” e ilustra a afirmação lembrando situações como o deputado ter dito “que não iria violentar uma congressista (a deputada Maria do Rosário, do PT gaúcho) porque ela era ‘feia’”.
Outros exemplos citados são as declarações do candidato de extrema-direita (que o semanário prefere caracterizar como de direita) de que preferiria um filho morto a um que fosse gay e ter sugerido que quilombolas “são gordos e preguiçosos”.
The Economist lembra, ainda, que Bolsonaro “dedicou seu voto para destituir Dilma Rousseff [da Presidência da República] ao comandante [coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra] de uma unidade responsável por 500 casos de tortura e 40 assassinatos sob o regime militar, que governou o Brasil de 1964 a 1985”.
A revista também faz um trocadilho sobre a célebre sentença brasileira sobre corrupção (“rouba, mas faz”), para dizer que, no caso do candidato que lidera as pesquisas eleitorais, a frase poderia ser “eles torturaram, mas agiram”.
“Bolsonaro pode não ser capaz de converter seu populismo em ditadura ao estilo de Pinochet, mesmo que quisesse. Mas a democracia do Brasil ainda é jovem. Até mesmo um flerte com o autoritarismo é preocupante. Todos os presidentes brasileiros precisam de uma coalizão no Congresso. O senhor Bolsonaro tem poucos amigos políticos. Para governar, ele poderia ser levado a degradar ainda mais a política, potencialmente pavimentando o caminho para algo ainda pior”, finaliza a revista britânica.
 

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