Sinpro promove seminário “A vida é a melhor escolha”

O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos da Saúde, promove no dia 29 de setembro, das 14h às 17h, no Auditório Paulo Freire (SIG), o seminário Setembro Amarelo – A vida é a melhor escolha. O evento, que conta com a parceria com o Instituto Olhos da Alma Sã, tem o objetivo de abrir um espaço público para refletir sobre questões de saúde mental e buscar descolonizar ocorrências pré-estabelecidas, promover o pensamento crítico sobre experiências e sentimentos, por meio de reflexão, desnaturalização dos discursos totalitários e normativos. O evento é aberto para toda a categoria e os(as) participantes ganharão certificado. Os(as) interessados(as) podem fazer a sua inscrição até o dia 29 de setembro. 

 

Dentre os temas presentes na programação estão O eu x o nós: máquinas fortes e corpos frágeis, com o professor do Departamento da Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Emílio Peres Facas; LGBTQIAN+ pensando a sexualidade na escola, com a também psicóloga Maria Isabel de Queiroz; Crise na esperança: reinventando inícios, com Ezequiel Nogueira Braga; Estratégias em Saúde Mental, com Luciane Kozicz Reis Araújo, além da participação da Doutora em Biologia pela Universidade de Brasília (UnB), Daniele Scandiucci de Freitas.

Luciane Kozicz reflete que hoje, pela linguagem supostamente humana, máquinas conversam com humanos e, por meio de humanos, conversam até com outras máquinas. “Não são mais humanos que se valem das máquinas para se comunicar, mas o inverso. No mundo da vida, da dor, do desespero, da falência racional a mídia digital não é capaz de acolher. Reunir pessoas, com falas singulares busca autorizar narrativas individuais de pertencimento a um coletivo”.

A coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Élbia Pires, afirma que “este seminário quer ampliar o debate com a categoria sobre os processos que causam adoecimento no espaço de trabalho, ampliar os debates sobre a prevenção dos adoecimentos e, principalmente, construir coletivamente propostas de políticas públicas que garantam o exercício da nossa profissão com a dignidade, a saúde e o bem-estar que a nossa categoria merece”.

Confira abaixo a programação:

O eu x o nós: máquinas fortes e corpos frágeis

Emílio Peres Facas

Professor do Departamento da Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Coordena o Núcleo de Trabalho, Psicanálise e Crítica Social no Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília, Doutor em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações (PSTO/UnB), com sandwich na Université Catholique de Louvain, Bélgica.

 

LGBTQIAN+ pensando a sexualidade na escola

Maria Isabel Amora de Queiroz

Psicóloga clínica na Coordenação de Atenção Psicossocial (CoaP) da Universidade de Brasília, onde promove o grupo Vozes LGBTQIA+; Co-criadora do Ambulatório Trans do HuB; Ex-mentora do Programa Transformação da ONU

 

Crise na esperança: reinventando inícios

Ezequiel Nogueira Braga

Psicólogo clínico e psicoterapeuta, mestre em psicologia clínica pela PUC – SP e candidato a analista junguiano pela Associação Junguiana do Brasil – AJB associada a International Association for Analytical Psychology – IAAP.

 

Estratégias em Saúde Mental

Luciane Kozicz Reis Araujo

Coordena a Clínica do Trabalho no Sinpro/DF. Mestre em Saúde Pública na ENSP/Fiocruz Brasília (2017). Especialista em “Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupos” pelo Instituto de Pesquisa em Psicanálise e Psicopatologia de Brasília – IPePP-DF. Graduada em Psicologia pela Universidade de Brasília. Pesquisadora do Cnpq e pesquisadora convidada do Núcleo de Trabalho, Psicanálise e Crítica Social no Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília

Daniele Scandiucci de Freitas

Doutora em Biologia (UnB) especialização em Psicologia Analítica, imaginário e prática clínica; extensão em psicossomática, saúde mental em base analítica, terapia familiar e de casal. Atualmente trabalha como psicóloga clínica, professora e supervisora junto ao Instituto Olhos da Alma Sã.

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Mulheres Indígenas do Tocantins pedem ajuda para Marcha

As mulheres indígenas do Tocantins pedem ajuda para participar da III Marcha das Mulheres Indígenas do Brasil, com o tema “Mulheres Biomas em Defesa da Biodiversidade pelas Raízes Ancestrais”.

O evento acontece na próxima semana, aqui em Brasília, entre os dias 11 e 13 de setembro.

Durante a III Marcha das Mulheres Indígenas, em Brasília (DF), será realizada a audiência pública “A Condição Social e Econômica das Mulheres Indígenas do Tocantins”. A audiência vai ocorrer no dia 12 de setembro, às 9h30, e os senadores e deputados federais do Tocantins foram convidados a participar dela.

As contribuições para as mulheres indígenas do Tocantins podem ser enviadas para o pix comunicaindtins@gmail.com

CEM 02 de Ceilândia: 50 anos

No dia 6 de setembro (quarta-feira), o CEM02 chega aos 50 anos de dedicação à educação e ao desenvolvimento da comunidade de Ceilândia, no Distrito Federal. Fundada em 1973, a escola tem sido um farol de conhecimento e oportunidades para gerações de estudantes. Seu compromisso com a excelência educacional, aliado à paixão de seus educadores e à determinação de seus alunos, tornou-se uma parte essencial do tecido da comunidade de Ceilândia.

O CEM 02 tem se destacado não apenas por sua longa e distinta trajetória, mas também por sua contribuição significativa para o crescimento acadêmico e cultural da região. A escola sempre buscou promover a educação de qualidade, preparando seus alunos para os desafios do mundo moderno.

Os 50 anos do CEM 02 estão sendo celebrados com uma série de eventos ao longo do ano letivo de 2023, incluindo atividades culturais e esportivas, bem como a inauguração de novas instalações que garantirão um ambiente de aprendizado ainda mais propício.

A celebração do 50º aniversário do CEM 02 é um lembrete do impacto duradouro da educação e do papel fundamental que as escolas desempenham na formação de futuras gerações. É uma ocasião para refletir sobre as conquistas passadas e, ao mesmo tempo, olhar com entusiasmo para o futuro, para os próximos 50 anos de excelência educacional no CEM 02 de Ceilândia.

Alerta: nova Lei da Mordaça pode ir a votação nesta terça (05)

A diretoria colegiada do Sinpro alerta a categoria de que o projeto de lei 558/2023, de autoria do deputado distrital Roosevelt, pode ser levado à votação em plenário nesta terça-feira, 5 de setembro, na Câmara Legislativa. O PL diz que “institui política distrital para a primeira infância”, mas, na realidade, trata-se da Lei da Mordaça reeditada.

O projeto apresenta o mesmo conteúdo do “escola sem partido”, a Lei da Mordaça, que visa a censurar professores(as) e escola, afetando o pensamento crítico e a liberdade de cátedra. Ele traz de volta, por exemplo, conceitos como a da “doutrinação”, classificando todo professor ou professora como um potencial manipulador.

Nós, da categoria do magistério público, sabemos bem dos efeitos nefastos que a simples tramitação de um projeto como esse nos causa! Por isso, o Sinpro sugere a todos e todas que se mobilizem nas escolas e redes sociais contra o PL 558! Converse com os colegas e manifeste sua opinião nas redes, para que os parlamentares percebam que com educação não se brinca!

Fique atento ou atenta o site e às redes sociais do sindicato para ter informações atualizadas sobre o tema!

>>> Leia mais: DISTRITAIS APRESENTAM PL CONTRA LINGUAGEM NEUTRA E USAM CLDF PARA FATIAREM A LEI DA MORDAÇA

 

Oficinas no CEF 08 do Gama promovem visibilidade da comunidade surda

O CEF 08 do Gama aproveitou o último fim de semana para dar início às comemorações do Setembro azul, em prol da visibilidade da comunidade surda. Foi um fim de semana repleto de oficinas de expressão corporal. As oficinas foram promovidas pelo MID – Movimento Internacional de Dança.

A comunidade escolar surda da escola do Gama participou da oficina “Dança e expressividade em Libras” realizada pela professora surda, atriz, performer e professora Renata Rezende, no espaço Companhia Lábios da Lua.

À noite, foi a vez de João Lima oferecer a oficina Mobilidade Isolada e Integrada e seus usos na Criação de Movimento (Dança Contemporânea), um estudo da natureza da mobilidade Articular e seus aspectos integrados e isolados, como ponto de partida para a produção de movimento, percebendo suas diferentes qualidades expressivas e aplicando em uma breve composição.

No sábado, foi a vez de Luiz Gusmão ministrar as Práticas de Dança Contemporânea e Improvisação, para aproximar estudantes do ensino médio da Dança. Nesse mesmo dia, à tarde, a oficina Práticas Corporais: Improvisação, ministrada por Bruno Ricardo, a partir do Hip Hop, tem como mote de desenvolvimento a improvisação que será estimulada através de vocabulário de movimento, uso de musical e identificação de timbres em relação ao movimento, dinâmica de exploração de espaço.

Setembro azul e a comunidade surda

O setembro azul é o mês de visibilidade para a comunidade surda. A escolha dessa cor é uma homenagem aos surdos que enfrentaram o nazismo da Segunda Guerra Mundial. Eles eram identificados com uma faixa de cor azul no braço.
O mês de setembro marca a luta pela visibilidade da comunidade surda brasileira, em especial, o povo surdo pela busca de garantia de direitos, lutas e conquistas.

Professora da SEE-DF faz Vakinha para pagar tratamento da filha

 

Kali, filha de Aurielly Xavier, professora de Língua Portuguesa da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF), nasceu com a raríssima Síndrome de Potocki-Shaffer, que, dentre outros sintomas, afeta o desenvolvimento motor e cognitivo da criança. A família luta para pagar o tratamento muito caro e que irá propiciar à bebê habilidades básicas, como, por exemplo, a de sentar, engatinhar, ficar em pé, dentre outras. Por isso, pede sua ajuda por meio de uma Vakinha on-line.

Para ajudá-la, basta clicar no link a seguir e depositar sua solidariedade. Ao fazer sua doação, você também concorre a R$ 15 mil. Confira essa e todas as demais informações no link da Vakinha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/tratamento-da-pequena-kali

Atualmente, a bebê tem 2 anos de idade e, mesmo sendo assistida pela Educação Precoce e fisioterapia desde os 6 meses de vida, ela não consegue se sentar sozinha, não engatinha, não consegue firmar as pernas e, portanto, não consegue andar. Também não consegue, ainda, realizar outras habilidades que já devia dominar.

Por causa desse atraso significativo, Kali está com indicação para realizar um tratamento muito caro denominado Protocolo Pediasuit. O tratamento completo contempla 80 horas e, a hora, custa R$ 200. Trata-se de um intensivo de fisioterapia em um aparelho específico para ajuda-la a adquirir tônus muscular e a alcançar os marcos do desenvolvimento: a indicação são 4 horas por dia, 5 dias na semana até completar as 80h.

“Infelizmente, os dias estão difíceis e não conseguimos arcar com o tratamento. Por isso, mais uma vez, a Kali precisa da sua ajuda. A doação de qualquer valor, ou até mesmo a divulgação da Vakinha será bem-vinda e estarei eternamente grata. Desde já, rogo a Deus que abençoe a todos e que possamos juntos proporcionar à Kali uma vida mais confortável e de autonomia. Faça parte da nossa história, ajude Kali a andar”, escreve Aurielly na mensagem do site Vakinha.

Há 12 anos Aurielly leciona nas escolas da Coordenação Regional do Paranoá (CRE Paranoá). Conhecida como Professora Xavier, atualmente, ela atua no CEF 03 do Paranoá, mas já lecionou no CED PADF, CEF 01, CEF 02, CEF 04. “Adoro e tenho prazer em lecionar aqui nesta comunidade. Graças a Deus sou muito amada por aqui”, declara.

Confira o vídeo:

Governo Federal cria grupo de trabalho para regulamentação da convenção 151 da OIT

O presidente Lula assinou, nesta segunda-feira (28), o Decreto nº 11.669, que institui o Grupo de Trabalho Interministerial para elaboração de proposta de regulamentação da negociação das relações trabalhistas no âmbito da administração pública federal.

O decreto, que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), desta terça-feira (29), visa debater a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dispõe sobre o direito de sindicalização e relações de trabalho na Administração Pública.

O GTI que irá propor formas de regulamentar a convenção será composto por vinte e quatro membros, sendo doze representantes da bancada governamental, e os outros doze representantes da bancada sindical.

O colegiado vigerá pelo prazo de cento e vinte dias, contado da data de sua instalação, prorrogável uma vez por igual período, por meio de ato do Ministro de Estado da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Com informações da Consillium Soluções Institucionais e Governamentais.

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Pioneiro no DF, Cemi do Gama alia educação inclusiva à educação profissional

Com insuficiente atenção e restrita disponibilização de recursos por parte do GDF na educação especial e na educação inclusiva, as escolas da rede pública do DF, muitas vezes, “se viram” praticamente sozinhas para atender adequadamente crianças e adolescentes com deficiência, TEA (transtorno do espectro autista) ou altas habilidades. A dedicação dos profissionais de educação tem feito toda a diferença na trajetória de muitos estudantes rumo ao seu desenvolvimento, superação de limites e realização de potencialidades.

Na última matéria sobre o tema, falamos sobre a bem-sucedida experiência da sala de recursos do CEF 05 do Gama, que alcança bons resultados valorizando a perspectiva da inclusão nos anos finais do ensino fundamental.

>> Saiba mais: POR UMA INCLUSÃO VERDADEIRA: CONHEÇA O TRABALHO DA SALA DE RECURSOS DO CEF 5 DO GAMA

No caso de adolescentes do ensino médio e/ou profissionalizante, há nuances diferenciadas em relação aos estudantes do ensino básico. Na maior parte das vezes, os adolescentes já chegam à escola com o diagnóstico e o laudo que atestam sua condição, e já iniciaram um trabalho específico a partir deles. “Também acontece de termos alunos no ensino médio cujas famílias não identificaram sua condição, e somos nós, os profissionais do magistério, que, pela experiência, indicamos à família o encaminhamento adequado para aquele caso”, revela a professora Maria das Graças Veras, a Gracinha, da sala de recursos do Cemi (Centro de Ensino Médio Integrado) do Gama.

Ao identificar que um estudante possa ter um diagnóstico de TEA ou de altas habilidades, por exemplo, o professor ou professora o encaminha para a orientação educacional. “A qualificação e a experiência contam muito para que esse adolescente seja bem acolhido, supere suas dificuldades e construa seu caminho com autonomia”, aponta Gracinha, destacando a importância do trabalho do orientador ou orientadora educacional.

Equipe da sala de recursos do Cemi Gama: Márcio Alves (monitor), professora Gracinha, professor Lafaiete Formiga (diretor da escola), Amanda Gonçalves (monitora), professora Maria Chaves e Marco Lucca Rodrigues (educador social voluntário, ex-aluno da escola).

 

Segundo a professora, a construção da autonomia dos estudantes é um objetivo central. “A escola mantém relação direta com as famílias, e essa parceria permite que nosso trabalho se desenvolva em conjunto com o dos profissionais de saúde”, diz a professora.

Para a diretoria do Sinpro, o bom atendimento na sala de recursos pressupõe profissionais bem remunerados, com condições adequadas de trabalho e sem sobrecarga de atividades. “A sala de recursos, a educação inclusiva e a educação especial são muito importantes e precisam da atenção adequada para serem bem realizadas”, aponta a diretora do Sinpro Ritinha Olly. “Isso só vai acontecer se o GDF olhar com o carinho necessário para a educação especial”.

 

Ensino integrado e educação inclusiva

O Cemi tem uma realidade diferenciada por oferecer ensino integrado e integral, o que impacta na convivência entre os estudantes; entre profissionais do magistério e estudantes; e entre os estudantes e os conteúdos. No horário de almoço, são oferecidas disciplinas eletivas que são parte do projeto EMTI (Ensino Médio em Tempo Integral).

Nesses momentos, estímulos são oferecidos aos estudantes, e eles respondem: “Nós já produzimos um curta-metragem em cinema mudo, temos times de futebol e agora está nascendo uma banda”, conta Gracinha. “Nosso papel é disponibilizar os recursos para que eles realizem suas habilidades”.

O Cemi tem muitas histórias para contar sobre isso. Referência no Distrito Federal, a escola é procurada por estudantes que desejam se aprofundar nas áreas de tecnologia e informática. “Todos os anos, abrimos as portas de nossa escola num intercâmbio para que os estudantes que vão ingressar no ensino médio possam nos conhecer”, explica o diretor da escola, Lafaiete Formiga. “O desempenho de nossos alunos no Enem é altamente satisfatório, e muitos seguem seus estudos em grandes universidades, como a UnB”. O Cemi disponibiliza anualmente 80 vagas para serem preenchidas mediante sorteio. Destas 80 vagas, 64 são destinadas à ampla concorrência e as 16 restantes são oferecidas para pessoas com deficiência ou com transtorno de espectro autista.

A escola é pioneira em dar o devido recorte da educação inclusiva à educação profissional. As ferramentas pedagógicas referentes ao currículo são disponíveis para os estudantes. O “Espaço Maker” oferece recursos através dos quais os adolescentes com deficiência, TEA ou altas habilidades podem aprofundar suas potencialidades e descobrir novas afinidades, sempre com o acompanhamento da sala de recursos.

Espaço Maker

 

Lá foi desenvolvido o projeto Diger-Bio, lixeira automatizada que produz biogás e biofertilizante a partir das sobras de alimentos, reduzindo o descarte de lixo inorgânico e reutilizando na própria cozinha da escola. Esse projeto rendeu a um estudante do Cemi, que usufruía de bolsa CNPQ quando na escola, uma bolsa de ensino superior ao chegar à UnB para seguir com o projeto.

>> Saiba mais: DA INICIAÇÃO CIENTÍFICA À PESQUISA: PROJETO DO CEMI TORNA-SE BOLSISTA NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

 

Porto seguro

O Cemi do Gama é uma escola inteiramente acessível, e o ambiente é construído para que os adolescentes da educação inclusiva se sintam confortáveis. “A sala de recursos, muitas vezes, é o porto seguro desses adolescentes, é onde eles sentem pertencimento e ficam à vontade, inclusive, para trazer suas ideias”, pontua o professor Lafaiete.

Muitos dos estímulos oferecidos pela sala de recursos, inclusive, são propostos pelos próprios estudantes. “Eles desenvolvem amizades e frequentam juntos a sala, é um ambiente leve para todos”, conta a professora Maria Chaves, da sala de recursos do Cemi. “A sala é aberta aos alunos regulares e muitas atividades são praticadas conjuntamente”, diz ela.

Estudantes na sala de recursos do Cemi.

 

Uma parte fundamental da educação inclusiva é contar com a parceria dos estudantes regulares, tanto para evitar processos de “bullying” e de constrangimento de qualquer natureza quanto para contar com a colaboração dos estudantes no processo de aprendizagem e de socialização dos adolescentes com deficiência, TEA ou altas habilidades.

Criação de vínculo é uma premissa da educação inclusiva. Por isso, o trabalho dos monitores e monitoras é de fundamental importância, e os demais profissionais de educação do Cemi chamam a atenção para uma questão relevante: “Os monitores são redistribuídos todo ano, o que causa prejuízo ao nosso trabalho e ao desenvolvimento dos estudantes com deficiência”, registra o professor Lafaiete. “É a única carreira que tem essa dinâmica, e nós precisaríamos que eles ficassem lotados permanentemente, como os demais, para dar sequência ao trabalho e à relação com alunos e famílias”, ressalta.

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Sinpro presente em sessão solene do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica na Câmara

Por iniciativa da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS), a Câmara Federal realizou na manhã desta terça-feira (29/8), dia da visibilidade Lésbica, pela primeira vez na história da Casa Legislativa, sessão solene em homenagem à data. Várias autoridades femininas compareceram ao evento, como a ministra da igualdade racial, Anielle Franco e as deputadas Duda Salabert e Erika Kokay. A diretora de Assuntos de Saúde do trabalhador do Sinpro, Elbia Pires, também esteve presente à solenidade.

Em sua fala, a deputada Duda Salabert anunciou haver protocolado, além do projeto de lei criando o dia nacional da visibilidade lésbica, outro PL que criminaliza qualquer tentativa de cura gay no Brasil.

No pronunciamento, a ministra Anielle Franco declarou que “o dia da visibilidade lésbica serve como instrumento para impulsionar gestores públicos nos âmbitos federal, estadual e municipal a propor, implementar e colocar nas ruas ações que auxiliem na inclusão real e efetiva para cada 1 de nós. Pela perspectiva da interseccionalidade, sabemos o quanto mulheres lésbicas e negras podem ser duplamente violentadas. Por isso a potência dessa agenda e a importância de ver mulheres negras no poder em todos os lugares. (…) por isso que a gente trabalha: para que nossas meninas negras, lésbicas, pobres, quilombolas, ciganas, indígenas, consigam ser o que elas quiserem. Para que elas consigam cotas para entrar nas universidades, financiamentos para suas campanhas eleitorais, proteção para viver seus afetos de forma livre e saudável.”

A deputada Daiana Santos encerrou o evento concluindo que “estamos falando do direito a amar e do direito a existir como nós somos. É justamente esse o movimento e o sentimento que faz com que eu construa a política e siga todos os dias resistindo.”

Também participaram da solenidade Denise mota, Secretária nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres; Janaína Oliveira, presidenta do conselho nacional dos direitos das pessoas LGBTQIA+; Symmy Larrat, Secretária nacional de promoção e defesa dos direitos das pessoas LGBTQIA+ e Lélia Castro, integrante da Mirada Coletiva, voteLGBT e Coletivo Ação lésbica.

Ao final do evento, a diretora do Sinpro Élbia Pires lembrou que “todas essas participações e pronunciamentos na solenidade de hoje dão o tom da importância da solenidade e de um governo que tem a noção da importância da pauta do bem-estar de pessoas LGBTQIA+ para a sociedade”.

Vida longa à CUT

Artigo do presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, reconduzido ao cargo no último Cecut (Congresso da CUT-DF), sobre os 40 anos da CUT. Rodrigo é professor e foi diretor do Sinpro. No texto, ele fala do período de resistência vivido pela classe trabalhadora nos últimos anos, das perspectivas que se abriram com a vitória eleitoral de Lula em 2022 e a necessidade latente de reconstruir o Brasil.

 

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Vida longa à CUT

por Rodrigo Rodrigues

 

Lembro como se fosse hoje daquele 8 de novembro de 2019. O primeiro dia do CECUT – Lula Livre marcaria o início de uma nova gestão onde eu assumiria a presidência da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal. Se parássemos por aí, esse já seria um marco na minha vida. Mas também foi naquele 8 de novembro que, depois de 580 dias preso, Lula ficou novamente livre. A esperança estava de volta. E nos enchia de coragem para enfrentarmos a conjuntura construída com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff , a chegada de Bolsonaro à presidência da República e, para nós do DF, com Ibaneis governador.

De 2019 para cá, vivemos um trágico ciclo de desregulamentação das relações de trabalho, amordaçamento da justiça trabalhista, asfixiamento financeiro dos sindicatos; sucateamento dos serviços e das políticas públicas. Voltamos a viver o Brasil da miséria avassaladora, habitado por uma multidão de desempregados, famintos, subempregados e desalentados; um Brasil dos sobreviventes que foram obrigados a ver com os próprios olhos e de barriga vazia a ampliação da concentração da renda dos muitíssimos poucos.

Enfrentamos a pandemia e o oportunismo cruel de quem a utilizou para gerar ainda mais lucro – e desespero. Superamos tristezas insuperáveis. A classe trabalhadora foi o alvo principal da morte gerada pela ausência completa de políticas públicas e pelo chorume do fascismo. Teimamos. Percorremos bairros, colocamos carros de som para conversar com a população, exigimos Equipamento de Proteção Individual para quem não pôde deixar o trabalho presencial. Reinventamo-nos nas redes sociais e na organização das categorias de trabalhadores. Gritamos em defesa da vacina e do SUS, e a nossa pauta principal unificou-se em defesa da vida.

Entramos em 2022 determinados a vencer. Mudamos nosso lema de “Lula Livre” para “Lula Presidente” e assim fizemos uma reviravolta na história do Brasil, sem jamais termos a ilusão de que isso seria fácil. Fomos às ruas com vontade, conscientes de que deveria ser radicalizada a unidade da classe trabalhadora, dos movimentos sociais, dos sindicatos, da periferia, dos partidos políticos que ainda prezavam pela democracia; a unidade de tudo mais que se insurgisse contra o que estava dado em um tom verde-oliva de ditadura e morte.

Vencemos! No dia 1º de janeiro de 2022, Lula recebeu a faixa presidencial “das mãos do povo brasileiro”, e chorou ao lembrar que nas ruas do Brasil, “trabalhadoras e trabalhadores desempregados exibem, nos semáforos, cartazes de papelão com frases de pedidos de ajuda que nos envergonham”. Não tenho dúvidas de que a reviravolta que começou a ser dada com a saída de Lula da prisão naquele 8 de novembro de 2019 nos motivou a chegar até aqui. Mas é certo que foram a nossa luta e a nossa unidade que nos fizeram resistir.

Estamos agora diante do desafio de reconstruir o Brasil, onde o bolsonarismo ainda esperneia e grita estridente. Pela frente, muitas tarefas que exigem o respeito aos princípios da CUT: autonomia, liberdade sindical e solidariedade de classe. Para sair da rota da precarização, é urgente uma reforma estrutural dos sindicatos, que passe a dar conta das transformações do mundo do trabalho.

Precisamos lutar para que tenhamos sindicatos mais amplos, representativos, unificados e fortes. É urgente entender quem é a classe trabalhadora hoje. Independente das mudanças geradas pelos mais diversos fatores, é preciso insistir no trabalho de base, com diálogo sempre. Os trabalhadores e as trabalhadoras querem ser ouvidos e também querem ter instrumentos de fala.

É preciso lembrar que todas as conquistas são importantes quando se é trabalhador em um sistema socioeconômico letal. É preciso resgatar e celebrar a nossa história. A CUT é herdeira da resistência ao escravagismo; da organização dos primeiros sindicatos, da primeira greve geral de 1917. Nossa Central nasceu da luta pela redemocratização pós golpe e contra a ditadura militar.

A CUT é resultado da insistência da classe trabalhadora brasileira em ter direitos, democracia e justiça social. Chegamos aos 40 anos querendo muitos outros. As lutas que travamos nesses anos nos lembram que tudo que veio antes, faz com que estejamos aqui hoje, e dão a certeza de que somos parte de um processo – e de um projeto – que segue em expansão.

Vida longa à CUT.

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