Dia 29 de agosto é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica desde 1996, quando aconteceu o 1° Senale (Seminário Nacional de Lésbicas), realizado no Rio de Janeiro. Em 2014, o Senale passou a se chamar Senalesbi, para incluir as mulheres bissexuais. O evento foi um marco na organização das mulheres lésbicas, que militavam dentro dos movimentos feministas e LGBTQIA+.
A reivindicação de visibilidade não é à toa. As mulheres lésbicas constituem um segmento da sociedade que sofre uma opressão específica, para além de serem mulheres, que é pela sua sexualidade. A opressão se intensifica ainda mais quando são negras.
Essa opressão se verifica, por exemplo, em discriminação no mercado de trabalho e em situações de violência nos espaços público e privado. Por isso, as principais reivindicações das mulheres lésbicas são o combate à violência, à lesbofobia e ao lesbocídio; a busca por direitos e dignidade, pela livre expressão de sua orientação sexual e identidade de gênero.
“Os nossos passos vem de longe, mas os nossos desafios continuam imensos”, considera Ana Cristina Machado, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro. “Neste mês em que se celebra a Visibilidade Lésbica, seis parlamentares receberam ameaças de morte e de violência sexual, contra elas e suas famílias. No dia a dia, milhares de trabalhadoras lésbicas sofrem ataques lesbofóbicos, ameaças de estupro ‘corretivo’ e de morte, agressões psicológicas e físicas”, destaca ela.
A deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS); as deputadas estaduais Rosa Amorim (PT-PE) e Bella Gonçalves (PSOL-MG); e as vereadoras Mônica Benício (PSOL), do Rio de Janeiro, e Iza Lourença e Cida Falabella, ambas do PSOL em Belo Horizonte registraram denúncias das ameaças de morte e de violência sexual que receberam. A Polícia Federal e o Ministério Público estão investigando.
A escola, como sabemos, é um espaço privilegiado de questionamento das opressões, pois pode contribuir muito para a reflexão e o pensamento crítico, bem como para o respeito, o acolhimento e a valorização da diversidade. Educar para a igualdade é um compromisso importante para firmarmos em celebração ao Dia da Visibilidade Lésbica!
“Tempo de Leitura”: projeto do CED Casa Grande valoriza e estimula o hábito de leitura
Jornalista: Maria Carla
“Mais livros, menos armas”. Essa palavra de ordem que marcou quase todas as manifestações de rua, entre os anos 2016 e 2022, contra o contingenciamento de recursos públicos para a Educação, expandiu seu significado e, hoje, faz parte de várias ações pedagógicas nas escolas Brasil afora. Uma das escolas que adota o livro como arma de transformação é o Centro Educacional (CED) Casa Grande do Gama, que desenvolve, desde o início deste ano, o projeto “Tempo para leitura”, do professor de Atividades e vice-diretor da escola Marcelo Capucci.
“Trata-se de uma iniciativa inovadora e inspiradora que visa a incentivar a prática da leitura entre professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais, estudantes, funcionários e funcionárias do Centro Educacional Casa Grande da CRE do Gama. Esse trabalho reconhece a importância da leitura não apenas como ferramenta de aprendizado, mas também como uma fonte de prazer, informação e diversão”, explica.
Capucci diz que essa “é uma ação pedagógica que visa a criar um ambiente propício para a imersão na leitura livre e descompromissada”. Na quinta-feira (24/8), o CED Casa Grande realizou a atividade com a comunidade escolar e, na avaliação do professor, foi mais um momento de muito sucesso do projeto.
O projeto Tempo de Leitura tem o objetivo de promover o hábito de leitura, estimular a fruição literária, criar uma comunidade leitora e desenvolver a criatividade. Para isso, Capucci criou uma metodologia prática e acessível para assegurar a participação de educandos(as) e educadores(as) do Casa Grande dividida em cinco etapas: definição de horário; preparação do ambiente; escolha de leituras; momento de imersão; e discussão e compartilhamento.
O projeto traz uma série de benefícios aos(às) participantes e à comunidade escolar, tais como o desenvolvimento do hábito de leitura, ampliação do repertório cultural, fortalecimento da comunidade escolar, estímulo à criatividade. “Em suma, o projeto ‘Tempo de Leitura – Cultivando o prazer de ler em comunidade’ é uma iniciativa inovadora e suas turmas de Educação Infantil e Anos Iniciais, que valoriza o ato de ler como uma atividade prazerosa, enriquecedora e transformadora”, assegura o vice-diretor.
Ele informa que, “ao criar um ambiente acolhedor e estimulante, o projeto contribui para a formação de indivíduos mais críticos, criativos e conectados com o mundo das letras. Além disso, ao reunir professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais, estudantes, funcionários e funcionárias em torno da leitura, o projeto fortalece os laços da comunidade escolar e promove uma cultura de aprendizado contínuo e partilhado”, finaliza.
Com muita tristeza, o Sinpro-DF informa o falecimento da professora Tânia Cristina Braga Reis, aos 47 anos, ocorrido no último sábado, 26 de agosto, após 10 anos de luta contra o câncer. O sepultamento aconteceu no próprio sábado.
Tânia iniciou sua carreira na SEE-DF em 2006. Trabalhou no Paranoá, assim que foi contratada para a área de Atividades. Em seguida, foi para Brazlândia, onde ficou até conseguir transferência para a Ceilândia. Afastou-se para fazer mestrado na área de informática em educação e, ao retornar às funções, foi lotada na regional do Guará, onde ficou até obter a aposentadoria em decorrência da doença.
Ao todo, foram mais de 18 anos de trabalho dedicados às causas educacionais, principalmente as políticas. Foi militante ativa do Sinpro, como delegada sindical, membro de comissão de greve e de várias outras atividades em prol da categoria.
“Minha irmã foi uma profissional competente, amava o que fazia e as pessoas com quem trabalhou durante a carreira”, recorda-se com carinho a irmã de Tânia, Benedita.
A diretoria colegiada do Sinpro lamenta muito a perda de uma jovem professora, e manifesta sua solidariedade à família, aos colegas e amigos de Tânia.
Sinpro disponibiliza planilha que facilita cálculo de vencimento de professores substitutos
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro colocou à disposição dos(as) professores(as) do contrato temporário uma planilha que facilita o cálculo do salário durante o ano de 2023. Com a incorporação do auxílio-saúde ao vencimento e o pagamento da última parcela do reajuste salarial conquistado em 2012 e devida desde 2015, a remuneração dos(as) professores(as) em regime de contratação temporária também teve ajuste.
O cálculo para conferir a remuneração com a adequação dos valores pode ser feito com uma planilha 2023. A tabela já é conhecida pela categoria e, com ela, professores(as) substitutos(as) confirmam valores do vencimento e de gratificações. Com essa tabela, terão mais segurança sobre o quanto irão receber no mês trabalhado.
A ferramenta é fundamental, uma vez que o salário dos(as) professores(as) do contrato temporário é determinado com base em legislações que estabelecem o pagamento por hora-aula, e por isso há dificuldade de entendimento.
Para fazer o cálculo com a tabela, basta inserir no arquivo o mês trabalhado, o número de dias trabalhados (de segunda a sexta-feira, incluindo feriados) e o número de aulas ministradas por semana (professores e professoras de Atividades que atuam na jornada ampliada devem digitar o número de 30 aulas, pois corresponde à sua grade cheia de 25 horas-relógio semanais).
Por uma inclusão verdadeira: conheça o trabalho da Sala de Recursos do CEF 5 do Gama
Jornalista: Alessandra Terribili
Embora costumeiramente se pense no desenvolvimento pleno de uma sociedade como o avanço das suas tecnologias e a ampliação do seu conhecimento sobre o universo em que ela se insere, um indicador fundamental da evolução de uma sociedade é sua capacidade de incluir. Ao longo da história da humanidade, a luta para que as desigualdades sejam desnaturalizadas e combatidas fez avançar os padrões de civilização.
Foi a luta das pessoas com deficiência, por exemplo, que fortaleceu as políticas públicas para esse setor. Acessibilidade e visibilidade são condições para que as pessoas com deficiência – seja ela física, sensorial, intelectual, múltiplas – possam desfrutar do mundo tanto quanto as demais pessoas.
A inclusão é um pressuposto da civilidade e da democracia, e a educação cumpre um papel fundamental nisso. De um lado, é preciso garantir condições de aprendizagem adequadas para as pessoas com deficiência, de outro lado, a educação também tem o potencial de questionar os valores da desigualdade e da exclusão.
Por isso, o Sinpro costuma afirmar e reafirmar a importância de o GDF investir nas reformas que sejam necessárias nas escolas, na formação e na qualificação de profissionais da educação para atuar com esse setor, na nomeação de monitores e monitoras, em equipar as salas de recursos. E, sobretudo, valorizar os profissionais de educação, que se dedicam de corpo e alma a realizar bem seu trabalho, pelo bem dessas crianças e adolescentes e pelo bem da sociedade como um todo.
Experiências que orgulham o DF
A rede pública do DF tem profissionais qualificados(as) e dedicados(as), bem como experiências exitosas em educação especial e educação inclusiva. A sala de recursos do CEF-05 do Gama, por exemplo, é uma referência no DF no atendimento de estudantes com deficiência, TEA (transtorno do espectro autista) e altas habilidades.
A sala dispõe de ferramentas pedagógicas variadas e de um corpo docente que colhe as crianças e adolescentes e as acompanha no dia-a-dia da sala de aula. “É importante orientar o professor ou professora na adequação curricular e de material desses estudantes”, aponta o professor Anderson Guimarães. “A questão é atender demandas específicas. Portanto, não se trata de um trabalho sofisticado, mas sim, de um trabalho com foco”, completa ele.
Na sala de recursos, os materiais são fartos e diversos: instrumentos musicais, microscópios, jogos, objetos de interesse científico, uma horta e até uma impressora tridimensional. Os professores destacam a importância do trabalho dos monitores, do empenho da direção da escola e da aplicação da verba necessária. “Só é possível desenvolver um bom trabalho, no qual o aluno ou aluna tenha o atendimento adequado, com a disponibilização de verba para isso”, ressalta o professor Cosme André, que está readaptado e cuida com todo carinho da sala de recursos do CEF 05.
Falando em inserção na sociedade, a Feira de Ciências do CEF 05 desenvolveu uma atividade na qual os estudantes regulares experimentam sentir o mundo como seu colega que tem uma deficiência. A intenção é promover o hábito de se colocar no lugar do outro, e que os colegas entendam, com mais concretude, a importância da inclusão. “Criar um ambiente acolhedor na turma requer ações pedagógicas importantes que beneficiarão a todos”, afirma André.
Construir autonomia com acolhimento
Para a construção de um ambiente acolhedor, onde todos os estudantes sejam parceiros, comprometam-se com o projeto de inclusão, o trabalho do profissional de educação é decisivo. A experiência e o olhar atento ajuda, inclusive, a identificar estudantes que chegam à escola sem que os pais ou responsáveis saibas que ali há diagnóstico de TEA, por exemplo. Assim, a partir da escola, a família procura os profissionais de saúde apropriados para ter um laudo e melhor construir o caminho daquela criança ou adolescente.
“O que buscamos é a construção da autonomia dos estudantes com deficiência, TEA ou altas habilidades. Que vão para o ensino médio, para a universidade, para o mercado de trabalho”, diz o professor Anderson. “Se esses estudantes tiverem o atendimento adequado, vão desenvolver suas potencialidades e melhor se inserir na sociedade”, completa ele.
O CEF 05 tem experiências de sucesso para apresentar. Estudantes ali formados, atendidos pela sala de recursos, hoje ocupam seu lugar na UnB, em cursos como Engenharia, por exemplo. “Nosso trabalho pode fazer muita diferença na trajetória de tantas crianças e adolescentes com deficiência, TEA ou altas habilidades. Para termos sucesso, é preciso investimento do governo, é preciso recursos”, reafirma o professor André.
Os profissionais de educação dedicam suas vidas, seu tempo – inclusive fora do horário de trabalho – a contribuir para que seus estudantes realizem seu potencial e seus sonhos. O governo precisa fazer a parte dele.
Educar para a inclusão
Para a diretoria do Sinpro, é dever do Estado oferecer a alunos e alunas com deficiência as condições necessárias para que o processo de ensino-aprendizagem lhes esteja disponível sem contratempos. Para que isto ocorra, é necessário que toda a infraestrutura, física e humana, seja pensada para isso. São necessários, para além de uma estrutura arquitetônica amigável, profissionais para cuidar, atender e educar crianças e jovens com deficiência.
Esses profissionais devem ter formação adequada para atender a estudantes com deficiência, servidores(as) que sejam bem remunerados e que escolhem trabalhar com alunos com esse perfil porque assim o desejam – e não porque precisam. Também é importante que não estejam sobrecarregados de trabalho, e que a escola disponha de monitores, profissionais suficientes na coordenação, orientação educacional, e professores(as) suficientes em regência de classe.
Inscreva-se para o VI Encontro Anual da Rede Nacional de Ciência para Educação
Jornalista: Alessandra Terribili
O VI Encontro Anual da Rede Nacional de Ciência para Educação (Rede CpE) acontecerá de 19 a 21 de outubro de 2023 no Centro Cultural da ADUnB em Brasília. As inscrições estão abertas e, até dia 10 de setembro, podem ser feitas com desconto pela página do Encontro.
O tema deste ano será Conversas em Rede, e serão debatidas emoções e aprendizagem; estratégias pedagógicas inclusivas para melhorar o ensino para todos; a digitalização da aprendizagem e IA na Educação; aprendizagem criativa baseada em evidências; entre outros subtemas. Os objetivos do evento são: discutir políticas públicas a partir da perspectiva da ciência para educação; disseminar pesquisas e ações realizadas pelos grupos de pesquisa associados à Rede CpE; promover trocas entre os pesquisadores, professores e estudantes; e incentivar novas colaborações.
Pesquisadores(as) e pós-graduandos(as) podem submeter seu resumo e apresentar seus resultados de pesquisa na sessão de pôsteres durante o VI Encontro. Parte dos trabalhos, que se destacarem pelo mérito científico, serão selecionados para comunicações orais. O prazo para submissão é 28/08, e mais informações podem ser encontradas no site do evento.
Paralelamente ao encontro, acontecerá o II Evento Satélite da Cátedra Unesco de Ciência para Educação (dia 18 de outubro) e a cerimônia de premiação do II Prêmio CpE na Sala de Aula.
Ciclo de Debates CUT 40 Anos: O papel das mulheres na construção do sindicalismo cutista
Jornalista: Maria Carla
O Ciclo de Depates da CUT 40 Anos apresenta o tema “O papel das mulheres na construção do sindicalismo cutista”. A atividade será realizada no dia 30/8/23, às 15h (horário de Brasília-DF) de forma virtual. O debate conta com a participação de dirigentes nacionais da CUT e da ECOCUT: Rosane Bertotti, Aparecido Donizeti, Junéia Batista e Francisca Rocha.
Para contribuir nos debates sobre o tema, a atividade conta, também, com duas convidadas muito especiais: Didice Godinho Delgado, assistente social e consultora sobre sindicalistmo, e Fátima Silva, secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e vice-presidenta da Internacional da Educação da América Latina (IEAL).
A CUT informa que o Ciclo de Debates tem o objetivo de olhar para a trajetória das mulheres ao longo dos 40 anos da CUT, refletir sobre o momento atual e apontar os desafios futuros. “Vamos divulgar e convidar as mulheres e homens do campo e da cidade, do movimento sindical, do movimento de mulheres e dos movimentos sociais e estudantes para participarem conosco!”
Para acessar, basta usar o QRCode. Na véspera, a entidade enviará o link do Zoom. Vai ser um seminário inspirador! Contamos com a presença de todes!
VPNIs de décimos e quintos devem ser reajustadas na folha de agosto
Jornalista: Alessandra Terribili
Com o reajuste geral concedido às servidoras e servidores públicos do GDF, dividido em três parcelas de 6%, algumas VPNIs (Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada) dos profissionais do magistério devem ser reajustadas.
Entretanto, a Secretaria de Educação não conseguiu concluir todos os cálculos, que são individuais, e, assim sendo, professores(as) e orientadores(as) educacionais que recebem VPNIs de décimos e quintos não perceberam o acréscimo no mês 7, quando ele deveria ter ocorrido. De acordo com a SEEDF, o problema está identificado e deve ser sanado na folha do mês 8, com o pagamento, também, do retroativo referente a julho.
O Sinpro orienta que aqueles e aquelas que se encontram nesse caso (VPNIs de décimos e quintos) confiram o valor de sua(s) VPNI(s) – pode ser que um profissional tenha mais de uma – no contracheque do mês 6 e compare com o mês 8. Em havendo se mantido o mesmo valor, a SEEDF continua em dívida com esse(a) profissional: será necessário abrir um processo de Repag. Profissionais da ativa podem fazê-lo via SEI (Sistema Eletrônico de Informações), e aposentadas e aposentados deverão comparecer à sede da sua regional ou à Sugep (Subsecretaria de Gestão de Pessoas da SEEDF) e efetuar a solicitação de Repag no protocolo. Para solucionar dúvidas, procure um diretor ou diretora ou o jurídico do Sinpro.
Galinhada beneficente para ajudar professora a pagar tratamento de câncer
Jornalista: Maria Carla
A professora Michelle Spinola, 36 anos, e sua família realizarão uma galinhada beneficente com o intuito de arrecadar dinheiro para a professora pagar despesas do tratamento de câncer. Ao custo de R$ 15, o convite está disponível no número de celular (61) 98608-2662. Interessados(as) podem adquirir seu convite antecipadamente com depósito pelo PIX 70016038134 (CPF). A galinhada será no dia 10 de setembro, no Centro de Ensino Especial Cenebraz (CEE Cenebraz), em Brazlândia, a partir das 11h30.
Professora de educação física da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) no CEE Cenebraz, Michelle luta, há 2 anos, para superar um violento câncer de intestino. Após três grandes cirurgias, ela retirou o estômago e parte do intestino. Recentemente, realizou mais uma intervenção na bexiga. Hoje, com tratamento em home care, ela aguarda a aposentadoria e tenta pagar os custos de um tratamento extremamente caro.
“De 15 em 15 dias eu faço exames de sangue, faço outros procedimentos diários e, além de uma gama extensa de medicação, incluindo aí uma parenteral, tomo morfina três vezes ao dia e remédios para enjoo”, contou ao Sinpro.
Lílian Spinola, tia de Michelle e professora aposentada da SEE-DF, contou ao Sinpro como está a situação. “Estamos fazendo a galinhada porque é muito gasto. Apesar de ela ter o plano de saúde, graças a Deus, ela precisa comprar, sempre, medicamentos caros, luvas, máscaras, fraldas, porque ela não consegue mais controlar a bexiga. A galinhada é para ajudar no custo do tratamento”, explica.
Um dia de cada vez: o histórico familiar e a luta pela vida
A mãe de Michelle também faleceu em decorrência de um câncer. Ex-funcionária pública federal, Lenice Spinola faleceu, em 1997, quando Michelle tinha 12 anos, de câncer de colo de útero. Lílian, irmã de Lenice e tia de Michelle, conta que o câncer faz parte do difícil histórico familiar. Várias pessoas da família faleceram em razão da doença. Um tio de Michelle e irmão de Lílian morreu de um câncer nos ossos. Em 2019, Luciene Spinola, que também era professora da rede pública no Cenebraz, tia de Michelle e irmã de Lílian, faleceu de câncer de pâncreas. Em 2019, também faleceu o pai de Michelle de um câncer de intestino.
“Inclusive, o Cenebraz vai passar a ter o nome da minha irmã e vai se chamar Centro de Ensino Especial (CEE) Professora Luciene Spinola”, informa Lílian. Michelle foi professora do Cenebraz por 14 anos. Ela percebeu que estava com algo grave quando começou a sentir muitas dores abdominais. Segundo Lílian, ela fez vários exames até descobrir o câncer. Hoje, a própria Michelle diz que vive um dia de cada vez, focada na luta contra a doença.
Os sinais do corpo e o diagnóstico
As constantes dores abdominais levaram Michelle a investigar o que estava acontecendo. Primeiramente, um médico desconfiou que ela estava infectada por uma bactéria de sushi. Passou a medicação e não melhorou. Foi obrigada a se internar para investigar o problema. No primeiro dia, durante um exame de toque, o médico detectou algo obstruindo o intestino. Fez vários exames, dentre eles uma colonoscopia, e descobriu que o intestino estava, de fato, obstruído por muitas fezes. Fez uma cirurgia muito difícil em que, além da desobstrução, retirou uma parte do intestino e colocou uma bolsa de colostomia.
Nesse processo, a medicina constatou que o câncer de Michelle já estava avançado. Ela fez a segunda cirurgia para retirar o estômago. Hoje, o esôfago é quem faz toda a função do estômago. Por isso, ela precisa de medicação parenteral. Após sessões de quimioterapia, ela ficou bem. Mas o câncer voltou. Retomou as sessões de quimioterapia e de radioterapia.
Na última vez em que voltou ao hospital, a professora realizou a terceira cirurgia: um procedimento na bexiga. Atualmente, está finalizando um ciclo de quimioterapia. O tratamento é feito em casa, por meio de um serviço de home care. Os valores para pagar tudo isso são elevados e, com isso, Michelle e sua família decidiram realizar a galinhada beneficente para, com a solidariedade da categoria, tentar minimizar os custos do tratamento. Confira os dados da galinhada na imagem no fim da matéria.
É preciso prevenir
O Sinpro alerta a categoria da necessidade de realizar exames preventivos e lembra do caso da cantora Preta Gil, filha de Gilberto Gil, que também enfrenta um câncer de intestino e, numa recente cirurgia para retirada do tumor, além de parte do intestino, a cantora fez uma histerectomia total, ou seja, retirou também o útero.
Assim como o Papanicolau (exame de prevenção de colo de útero) e mamografia (exame preventivo de mama), a colonoscopia é outro exame necessário e preventivo para descoberta de câncer no intestino. Com a prevenção é possível conquistar a cura.
CILC promove o 7º Festival de Cultura Japonesa em 16/9
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Centro Interescolar de Línguas de Ceilândia (CILC), que oferece curso de japonês há 12 anos, promove no dia 16/9 (sábado), das 16 às 22h, o 7º Festival de Cultura Japonesa. O evento tem o apoio do Sinpro e da Embaixada do Japão.
O evento oferece oficinas, Bon Odori, exposições, apresentações, desfiles de cosplay, videogame retrô, concursos de desenho e cosplay para estudantes e muita comida brasileira e japonesa. Os ingressos antecipados para o Festival custam R$ 10,00 e, na hora, R$ 20.
A ideia do festival é oferecer uma temática pedagógica que valorize a língua e a cultura japonesa. Trata-se de um dos poucos eventos em Ceilândia que promovem a cultura japonesa e o curso de língua japonesa da escola.
Nome do evento: 7º Festival de Cultura Japonesa do CILC Data do festival: 16/09/2023 (sábado) Horário: das 16:00 às 22:00