EAPE 35 anos: Sinpro participa da abertura da Semana de Formação Continuada

O Sinpro participou, na manhã desta segunda-feira (07), da abertura da Semana de Formação Continuada, que marca os 35 anos da Eape (Subsecretaria de Formação Continuada).

A diretora Luciana Custódio representou o sindicato, e parabenizou todos os formadores e formadoras da Eape por construírem cotidianamente uma experiência de formação que orgulha o conjunto do magistério público do Distrito Federal: “A Eape é um patrimônio da nossa categoria, e seus 35 anos comprovam o sucesso da política de formação que defendemos e desenvolvemos, fazendo diferença na vida profissional de cada professor, professora, orientador e orientadora educacional do DF”, disse Luciana. “Nós celebramos também lembrando nossas pautas históricas e fortalecendo nossas lutas. A defesa do caráter público da educação; o financiamento público da educação pública; que ela seja socialmente referenciada; e a valorização das tabelas de especialistas, mestres e doutores”, destacou.

A Semana de Formação Continuada acontece de 7 a 14 de agosto [veja a programação completa AQUI]. Inscrições para oficinas e apresentações de trabalhos devem ser feitas pelo endereço eletrônico eadeape.se.df.gov.br. O evento acontece nos turnos matutino, vespertino e noturno, com atividades presenciais e on-line. Na programação, atividades culturais, oficinas, simpósios, exibição de vídeos, palestras, lives, lançamento de uma nova edição da Revista Com Censo, premiação de Práticas Exitosas no âmbito da Política de Enfrentamento de Violência contra Meninas e Mulheres, lançamento de matriz de formação continuada, apresentação de trabalhos das oficinas pedagógicas, sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal, entre outras. 

A EAPE
A Escola de Aperfeiçoamento de Pessoal, da extinta Fundação Educacional, foi criada no dia 10 de agosto de 1988. Posteriormente, o nome da instituição foi modificado para Escola de Aperfeiçoamento de Profissionais da Educação (EAPE). Nessa mesma data, em homenagem à instituição, o calendário oficial do Distrito Federal celebra o Dia da Formação Continuada. A Portaria nº 659, de 4 de dezembro de 2021, dispõe sobre a organização administrativa e pedagógica da EAPE. A instituição está localizada no SGAS 907, Asa Sul. O telefone geral é (61) 3901-2378.

Dados
Matéria publicada no site da Secretaria de Educação do DF mostra que a EAPE reúne 163 servidores (entre professores formadores, gestores e profissionais da carreira assistência) e atende, em média, mais de 17 mil cursistas por ano. Só em 2022, foram realizadas 197 ações de formação continuada.

A equipe de formadores é composta por especialistas, mestres e doutores. Há mais de três décadas, a formação continuada ofertada pela EAPE está articulada com as principais políticas públicas da área educacional e, por ano, mais de 100 cursos (de 60h, 90h, 120h e 180h) são oferecidos aos profissionais da rede. A maioria da formação ocorre no formato de ensino híbrido.

Clique aqui e confira as fotos da abertura da Semana de Formação Continuada no álbum do facebook!

Com informações da Secretaria de Educação do DF

MATÉRIA EM LIBRAS

Rotina de entregadores durante a pandemia é tema de documentário

Com lançamento marcado para o Festival de Gramado (de 11 a 19 de agosto) e transmissão ao vivo no Canal Brasil, o documentário “Da porta pra fora” conta o cotidiano de três entregadores por aplicativo de Brasília, no período do auge da pandemia da Covid-19. Em setembro, o filme chega a Brasília.

“Da porta pra fora” tem direção de Thiago Foresti, e retrata o cotidiano da cidade a partir da perspectiva desses trabalhadores, cuja atuação, apesar de ser considerada essencial para reduzir os índices de transmissão naquele período, é extremamente precarizada.

A obra

O documentário é um dos cinco escolhidos para o Festival de Gramado, entre mais de 170 produções. O filme retrata a rotina dos entregadores no período de março de 2020 a outubro de 2021. Os diversos acontecimentos do país se intercalam com o cotidiano e os acontecimentos das vidas dos três personagens.

“Eu morava numa kitnet na 716 Norte e ouvia o tempo inteiro as motos passando nas ruas. Nesse período estava todo mundo dentro de casa, só eles estavam na rua, aí tive a ideia de retratar o cotidiano da cidade por meio desses trabalhadores. Eram trabalhadores considerados essenciais, mas que também iam sofrer muito com a pandemia, a categoria deles aumentou muito, muitas pessoas ficaram desempregadas e acabaram procurando esse serviço de entregas, então, aconteceu muita coisa durante esse período que a gente retratou”, afirma Thiago Foresti, que na época trabalhava em home office.

O diretor então começou a sair e abordar os entregadores explicando a ideia do filme. Ao longo dos dias, Foresti e sua equipe receberam vários vídeos e foram escolhendo os personagens.

“A gente foi fazendo uma seleção de quem falava melhor com a câmera, quem tinha uma história mais interessante, quem estava mais disposto a entrar no projeto”, explicou Thiago. A exploração da categoria, a ilusão da autonomia e as mobilizações também foram temas abordados na obra.

 

Essencial, mas sem proteção

Sem a atenção adequada das empresas e do governo brasileiro, a categoria sofreu com a falta de equipamentos de segurança, ausência de direitos, amparo em caso de acidentes, aumento exponencial da competitividade em virtude do desemprego, falta de vacinação e várias outras questões. Não podiam adoecer, pois o trabalho com entregas era a única forma de sustento para suas famílias.

Marcos Nunes de Sousa, um dos motoboys que teve sua rotina retratada no documentário, conta que foi um processo doloroso, emocionante e muito satisfatório participar da produção, que ele classifica como “sensacional”.

“Quase perdi meu pai para a Covid nesse período, ele chegou a passar um mês internado.  A cada dia que passava a gente se dedicava mais em retratar nossa história. Foi muito difícil trabalhar naquele momento, mas se a gente não fosse pra rua, passava fome. A linha de frente da pandemia fomos nós. Se não tivéssemos trabalhado, quantas pessoas mais não teriam morrido naquele período?”.

Marcos relata também que passou muita fome nas longas jornadas de trabalho, enfrentou o frio e o medo, tanto do vírus quanto da violência. “Passei por tentativas de ser saqueado na rua, porque tinha pouca circulação de pessoas na rua e também pouco policiamento em determinado momento”, afirma.

 

Fragilidade

Keliane Alves, a única mulher que participou do documentário como personagem, era rodoviária e delegada de base do Sindicato que representa a categoria até poucos meses antes da pandemia. A jovem, que também é cantora, sofreu um acidente durante o período de gravação, o que a impossibilitou de trabalhar por um tempo.

“A gente mostra tudo ali, as nossas fraquezas. Chegou o momento de deixar a câmera ligada e as coisas iam acontecendo”, relata Keliane, que teve que vender a moto por motivos financeiros e diz que hoje está pensando em voltar a trabalhar como entregadora.

“Me vejo como uma lutadora, que continua tentando vencer e conquistar as minhas coisas”. Assim como vários outros trabalhadores, Keliane não teve ajuda da empresa para a qual prestava serviços por conta do acidente sofrido, uma vez que não há vínculo trabalhista nessa relação de trabalho por aplicativo.

“No que eu avisei que tinha sofrido o acidente, eles só falaram para que assim que eu pudesse me dirigisse até a Central onde ficam os pacotes para devolver os pacotes. Eu não tive ajuda nenhuma, e esse foi um dos motivos de eu ter saído dos aplicativos. Depois de duas semanas voltei a rodar, mas quando você fica muito afastado, não tem mais a mesma procura. Quando voltei, as viagens não estavam mais compensando, aí realmente eu tive que vender a moto”, explicou Keliane.

 

Reconhecimento

Mais conhecido como Sorriso, o motoboy Alessandro da Conceição veio a se transformar em um dos principais ativistas pelos direitos dos entregadores por aplicativo e liderou uma série de mobilizações.

O trabalhador afirma que é uma grande emoção ter o cotidiano de sua categoria retratado no documentário. “É uma felicidade e uma honra muito grande poder estar lá. Nossa profissão gera bastante risco, a pandemia veio causando muito medo na sociedade por se tratar de uma doença muito contagiosa e perigosa. A gente levava remédios, comida, conseguia manter a economia”, afirmou Sorriso.

 

Vaquinha para Gramado

Os três entregadores retratados no documentário “Da porta pra fora” querem ir a Gramado, e criaram uma vaquinha para arrecadar fundos. A iniciativa contou com o apoio de diversas entidades, entre elas, a CUT-DF, que tem apoiado e lutado pelos direitos da categoria desde o início da profissão no DF.

Com a vaquinha, eles viabilizaram as passagens para o Rio Grande do Sul. A CUT-DF pagou diárias de alimentação e hospedagem no mesmo hotel que o diretor do filme ficará, como informa Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF: “esperamos que esse filme sirva como um alerta para a realidade da precarização do trabalho e contribua para as lutas dessa categoria, que tanto padece pela falta de direitos e vínculos trabalhistas”, afirmou o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

O lançamento da obra será transmitido ao vivo pelo Canal Brasil.

Veja o trailer do documentário

II Encontro Empodera Aris será neste sábado (5) na EC 66 do Sol Nascente

A Universidade de Brasília (UnB), o Fórum em Defesa das Águas, o Sinpro-DF e outras entidades dos movimentos sindical e popular que participam do projeto Vida & Água para ARIS (Áreas de Regularização de Interesse Social) do DF e Entorno realizarão, neste sábado (5/8), o II Encontro Empodera Aris (II EnPODERARIS), das 9h às 12h, na Escola Classe 66, do Sol Nascente.

O Sinpro informa que o II EnPODERARIS está com as inscrições abertas e que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais interessados(as) em conhecer a metodologia do projeto também podem participar remotamente por meio do canal do Projeto Aris no YouTube.

 

 

“O evento tem o objetivo de mobilizar e empoderar as famílias mais vulneráveis das 53 Aris do Distrito Federal, articulando forças populares para reivindicar seus direitos. A iniciativa é voltada para áreas de relevante interesse social que possuem uma população com menos de cinco salários mínimos e sem acesso à água potável e saneamento básico. Este segundo encontro articulará a parte sul do Distrito Federal, que contém 19 Aris”, informa Perci Coelho de Souza, professor do Departamento de Serviço Social da UnB e membro da coordenação colegiada do Projeto Vida & Água para ARIS.

O professor da UnB também explica e alerta para o fato de que o II EnPODERARIS “visa, ainda, a oportunizar a participação das populações dessas 53 Aris no processo de revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT) que tende a invisibilizar os direitos humanos e sociais violados e esquecidos desde 2009”.

O PDOT é obrigatório por Lei Federal e, justamente por isso, o Projeto Aris está articulado com parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na criação da Frente Parlamentar em Defesa da Serrinha do Paranoá, cujo lançamento ocorreu na manhã desta sexta-feira (4/8), na sala da Comissão Itamar Pinheiro. “Este momento é importante para mostrarmos nossa insatisfação com o descaso do Governo do Distrito Federal com a região e conta a especulação imobiliária na Serrinha”, afirma Coelho.

“Estamos articulados com o evento na CLDF de criação da Frente Parlamentar em defesa da Serrinho  do Paranoá porque nosso propósito é também constituirmos uma Frente Parlamentar em defesa das Aris, ja que o novo PDOT será votado na CLDF”, informa.

O II Encontro Empodera Aris tem também como objetivo antecipar a mobilização popular que mora em condições de emergência sanitária nas Aris do DF e Entorno para se prepararem para qualificar sua intervenção na agenda de consulta pública a ser promovida pelo GDF em atenção à Lei federal que obriga a atualização em 10 anos sobre os PDOT.

O projeto Vida & Água para ARIS existe desde 2020 por meio de Edital da Reitoria da UnB para pesquisas enfrentarem os impactos da pandemia da covid-19 no Distrito Federal. O Sinpro foi uma das primeiras parcerias do projeto. “E também, por meio do Sinpro-DF, temos um programa quinzenal na TV Comunitária de Brasília”, finaliza Perci Coelho. Confira, no link a seguir, o programa quinzenal na TV Comunitária de Brasília.

 

  

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Gestão Democrática: Regulamentação do processo eleitoral é publicada no DODF desta sexta (04)

Conforme o Sinpro já havia antecipado, foi publicada nesta sexta-feira (04) no Diário Oficial do DF (DODF) a regulamentação do processo eleitoral da gestão democrática.

O edital, que contemplará o cronograma e períodos de inscrição e de votação, deve ser publicado na próxima semana. A previsão é de que as inscrições ocorram entre 21 e 25/08 e de que as eleições sejam dia 25/10.

A participação da comunidade escolar é fundamental para o fortalecimento da gestão democrática! O processo eleitoral não se resume à eleição da equipe gestora, mas também fomenta uma discussão ampla e profunda sobre o papel da escola e sua inserção na sociedade, e para a construção do seu projeto político-pedagógico, levando em consideração a realidade local e a cultura da comunidade, por uma escola mais próxima, acessível e inclusiva.

Para contribuir para o fortalecimento desses debates e do próprio processo eleitoral, o Sinpro realizará um seminário sobre a Gestão Democrática que acontecerá dias 1 e 2 de setembro. Além de informações sobre a escolha de gestores e do conselho escolar, o seminário discutirá o Panorama Geral da Gestão Democrática, base legal e arcabouço jurídico; e a gestão democrática com o recorte da igualdade de gênero. Para participar, é preciso se inscrever até dia 25 de agosto.

Clique AQUI para acessar o texto integral da regulamentação do processo eleitoral da gestão democrática no DODF.

No site da Secretaria de Educação há uma página destinada exclusivamente à Gestão Democrática, onde estão incluídos a legislação e os modelos de formulários e documentos que serão utilizados no processo eleitoral.

>>> Saiba mais: SEMINÁRIO NO SINPRO DEBATE GESTÃO DEMOCRÁTICA

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Projeto propõe aprendizagem sobre educação fiscal

Estão abertas até o dia 10 de agosto as inscrições para o EnCena, novo projeto do Programa de Educação Fiscal do Distrito Federal (PEF/DF). Promovido pelas secretarias de Educação e de Economia, Controladoria-Geral do DF (CGDF) e pela Receita Federal, o EnCena é um projeto de educação gamificada voltado para a rede pública de ensino do DF, que funciona por meio de um aplicativo contendo trilhas de aprendizagem, conteúdos em formato de games e jogos interativos.

A proposta é relacionar tecnologia e produção audiovisual como estratégias de transposição didática dos conteúdos da temática de educação fiscal. Além de aprender de forma lúdica, os participantes serão premiados. Podem participar estudantes e professores do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino do DF.

O PEF/DF foi criado em 1998 para disseminar conhecimentos sobre educação fiscal, que propõe contribuir com a formação para a cidadania por meio de dois eixos estruturantes: a função social do tributo e o controle social, cujo objetivo é harmonizar a relação Estado-cidadão.

O programa é elaborado pelo Projeto de Desenvolvimento Fazendário do Distrito Federal (Prodefaz), no âmbito do Programa de Apoio à Gestão e Integração dos Fiscos no Brasil (Profisco-DF), com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contrapartida do Governo do Distrito Federal.

O EnCena é resultado das lições aprendidas ao longo do trabalho desenvolvido com a temática de Educação Fiscal, sendo este um tema transversal, conforme a Resolução nº 7/2010 – CNE, que aborda assuntos diversos e interligados necessários à formação para a cidadania fiscal, tais como: Estado; tributos; orçamento, finanças e gestão pública; ética; controle social e outros, bem como, dialoga com diversos objetos dos respectivos componentes curriculares e áreas de conhecimento.

Há dois níveis de jogo: a etapa “Portas Abertas à Cidadania”, voltada para 5º ao 7º ano do Ensino Fundamental, e a etapa De Olho na Educação, voltada para estudantes a partir do 8º  ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Os participantes concorrem a um celular.

Vitória das mulheres: STF decide que “legítima defesa da honra” é inconstitucional

Coroando décadas de luta dos movimentos de mulheres, o Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou o argumento da “legítima defesa da honra” em julgamentos de feminicídio no tribunal do júri. A decisão foi tomada por unanimidade, e concluída nesta terça-feira (01), com os votos das ministras Carmen Lúcia e Rosa Weber.

Com isso, a tese da “legítima defesa da honra” não poderá ser usada por advogados, policiais ou juízes de forma direta ou indireta. A proibição vale tanto para a fase de investigação dos casos quanto para a apreciação dos processos pelo tribunal do júri.

Em seu voto, a ministra Rosa Weber destacou que a ideologia patriarcal pressupõe uma espécie de superioridade masculina, a partir da qual se “legitima a eliminação da vida de mulheres” para reafirmação de papéis sociais e do que consideram ser “sua honra”. A ministra Carmen Lúcia lembrou do caso do assassinato de Ângela Diniz pelo ex-companheiro, Doca Street, um caso que inaugurou a utilização desse argumento não previsto em lei.

O feminicídio de Ângela aconteceu em 1976. Cinco anos depois, a cantora Eliane de Grammont foi assassinada no palco também pelo ex-companheiro, o cantor Lindomar Castilho. A exemplo de Street, Castilho recorreu ao argumento da legítima defesa da honra.

Em ambos os julgamentos, movimentos de mulheres estiveram presentes e reivindicavam a não legitimidade daquele “conceito”. Tanto que forçaram a realização de um segundo julgamento de Doca Street – que aconteceu em 1981, mesmo ano da morte de Eliane -, já que o primeiro lhe beneficiara. O slogan que empunhavam era “quem ama não mata”.

A luta contra a violência contra a mulher se fortaleceu muito a partir daquele momento, que era também de descenso da ditadura militar. A mobilização se desenvolveu, o movimento de mulheres cresceu e rendeu frutos importantes, como as elaborações que resultaram na Lei Maria da Penha, e agora, nessa histórica decisão do STF.

A diretora do Sinpro Mônica Caldeira, coordenadora da Secretaria de Mulheres, destaca que, para além do impacto da mobilização sobre poderes e instâncias institucionais, é fundamental dialogar com a opinião pública: “Nós precisamos que a sociedade não admita a violência e que seja consciente dos direitos das mulheres”, afirma ela. “Muitas vezes, uma opinião pública conservadora respalda decisões judiciais que prejudicam, e muito, a vida das mulheres. É por isso que sempre continuamos e aprofundamos nossa mobilização”, completa.

Foto: Mídia Ninja

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Professor licenciado do GDF estreia em teatros da América Latina

A peça Übercapitalismo sai dos palcos de Brasília rumo à América Latina. O espetáculo começa a turnê internacional na próxima semana, com apresentações agendadas em Buenos Aires e La Plata, na Argentina, além da Cidade do México, no México. A ideia é fazer pensar bastante sobre os efeitos do capitalismo contemporâneo.

A obra é a estreia do professor licenciado da rede distrital Rodolfo Godoi como dramaturgo e diretor. Rodolfo mergulha nas complexidades e contradições do sistema econômico atual, e explora suas consequências sociais e políticas. Com uma abordagem teatral envolvente e uma narrativa provocadora, a peça estimula uma reflexão crítica sobre as desigualdades e questões éticas relacionadas ao mundo do trabalho.

No elenco, Abaetê Queiroz interpreta um Coach Financeiro, e Lupe Leal dá vida ao Entregador de Aplicativo, retratando as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores dessa área e abordando questões como as novas formas de precarização do trabalho.

Übercapitalismo estreou no Festival Cena Contemporânea em 2022 e foi encenada em diversas escolas da rede distrital. As apresentações em Buenos Aires ocorrerão no Teatro El Sábato, na cidade de La Plata na Casa Unclan, e na Cidade do México, as sessões acontecerão no Teatro El Milagro. O projeto tem como objetivo ampliar o alcance de sua mensagem e gerar debates significativos sobre as estruturas econômicas e sociais que moldam nossas vidas.

Essa oportunidade de compartilhar Übercapitalismo com plateias internacionais é resultado do apoio recebido do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), que reconhece a importância de projetos artísticos como esse na promoção do diálogo e da reflexão sobre questões sociais.

“O coach representa a ideologia meritocrática, essa falsa ideia de que basta as pessoas se esforçarem para conseguir o que quiserem, pois o mundo é uma grande competição. O entregador, num primeiro momento, entra no “jogo da meritocracia”, tenta lidar com as regras do aplicativo, mas em seguida os dois personagens entram em conflito”, conta Rodolfo, que é diretor e roteirista da peça.

“Eu escrevi Übercapitalismo” em 2020. Para mim é uma questão muito atual, atravessada pelos mesmos problemas de sempre. Ideologias que só aumentam a exploração do trabalhador, disfarçada de liberdade”, completa.

 

Filarmônica de Brasília faz apresentação gratuita para docentes

No próximo dia 5 de agosto, às 18h na Concha Acústica, a Orquestra Filarmônica de Brasília (OFB) dedica uma apresentação com temas clássicos e chorinhos aos e às docentes que voltaram do recesso. A entrada para professores(as) é gratuita.

Estão convidados(as) professores(as), orientadores(as), profissionais da rede pública, privada e mesmo docentes universitários, da ativa ou aposentados(as).

No programa, a obra O Carnaval dos Animais, do compositor francês Saint Saens, temas de balé de Tchaikovsky e, para fechar, o choro sinfônico com a participação do bandolinista Hamilton de Holanda, vencedor do Grammy 2022 na categoria Álbum Instrumental.

“Trata-se de um concerto pra todas as idades, famílias e para todos os gostos num final de tarde à beira do lago Paranoá , na Concha Acústica.”, conta o professor Thiago Francis que, além de professor música do CEF 11 do Gama, é maestro da OFB.

“Toda vez que faço um concerto com a OFB, eu gosto de envolver alunos e professores que nunca tiveram experiência com orquestra num concerto temático”, conta o professor/maestro.

 

Professor não paga

Os homenageados da tarde entram de graça no show.

Docentes em geral têm direito a um par de ingressos por CPF. Para retirar os ingressos, acesse este link, registre na bilheteria digital seu e-mail e CPF e insira o código promocional alunosinfonico03.

Os organizadores do evento pedem que se leve um pacote de absorventes íntimos. Os produtos arrecadados serão distribuídos para os banheiros das escolas públicas do DF.

 

 

Programa Futuras Cientistas tem inscrições abertas até 10/10

Até dia 10 de outubro estão abertas as inscrições para o programa Futuras Cientistas. Criado em 2012, o projeto está em sua décima edição, e é dirigido a mulheres estudantes do 2° ano do ensino médio e professoras de escolas públicas nesse mesmo nível de ensino.

Nesta edição, serão 470 vagas em todo o país. O Futuras Cientistas oferece às selecionadas experiências em laboratórios de pesquisa, desenvolvimento de projetos científicos, workshops interativos, modalidades remotas e híbridas e muito mais. As participantes também são contempladas com bolsas-auxílio.

O Futuras Cientistas tem o objetivo de incentivar meninas e mulheres a entrar ou se aprofundar nas áreas de ciência e tecnologia, engenharias e matemática. Dadas as desigualdades entre homens e mulheres em todas as esferas da sociedade, desde o ambiente doméstico até o acadêmico, o programa visa a mostrar que a ciência está ao alcance de todas.

Para saber mais sobre o programa, sobre as modalidades de participação, para acessar o edital na íntegra e a ficha de inscrição para a seleção, acesse: https://linktr.ee/futurascientistas.

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Editora Compactos lança aventura de ficção Biff Christen, de Ulysses Lüersen

A Editora Compactos lança o livro Biff Christen, de Ulysses Rubin Lüersen. Esse é o segundo livro do autor, e seu primeiro romance de ficção.

Voltada para o público jovem, a aventura de ficção traz zumbis, distopia, sátira, humor negro e melodrama, tudo em uma sangrenta aventura neo-pulp.

“Poderia ter sido apenas mais um dia comum para o jovem órfão Biff Christen. O desajeitado Justo Cecil Smith logo chegaria para acordá-lo, para que Biff não perdesse o ônibus para a Escola de Segurança Máxima de Stonewall Valley, onde o menino era regularmente abusado pelo terrível General Chatwin Trafford e pela odiosa diretora Alarice Cowden. Mas naquele dia, tudo parecia prever mudança”, conta a sinopse de Biff Christen.

O livro está disponível para venda no site da editora. Clique aqui.

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