Professora precisa de ajuda em meio a doenças da família

A professora Luciane precisa de ajuda num momento de muitas perdas financeiras em meio a uma doença grave.

Seu salário está quase totalmente comprometido com uma dívida de sua mãe falecida. O marido perdeu o emprego e passou a trabalhar como uber, até ser diagnosticado com um câncer no pulmão com metástase nos ossos. Não consegue mais trabalhar.

Ela pede a ajuda e a solidariedade da categoria para despesas que compreendem alimentação, medicamentos, aluguel, etc. “A situação é extremamente difícil, hoje estou totalmente despida de qualquer resquício de orgulho e pedindo socorro mesmo. Estamos de pé, pela fé na cura, no tratamento que está fazendo e pela certeza da bondade divina e da generosidade das pessoas que entendem nossa situação e nos ajudam.”
As pessoas podem colaborar pelo Pix 61 984071861 ou pela Vakinha que está em nome de Daniel, filho de Luciane.

Vakinha

 

Milhares de grevistas vão à sede da SEEDF; comissão será recebida nesta tarde

A assembleia geral desta segunda-feira (16) transformou-se em grande ato público. Milhares de professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais dirigiram-se em passeata do estacionamento da Funarte à sede da Secretaria de Educação, no Shopping ID.

Aqueles e aquelas que conseguiram entrar no shopping foram recebidos com gás de pimenta pela Polícia Militar na porta da secretaria. A recepção violenta não é novidade: ela está em consonância com a intransigência com a qual o governador Ibaneis Rocha vem tratando a categoria.

Educadores são recebidos com gás de pimenta na porta da secretaria. Fotos e montagem: Luzo Comunicação.

 

Mas a greve da educação é pra valer, e não tem medo de cara feia! Do lado de fora do shopping, educadoras e educadores deram seu recado à secretária Hélvia Paranaguá. Diversas faixas e cartazes exigiam respeito e defendiam as reivindicações da categoria: reestruturação da carreira, recomposição salarial, nomeação de todos os aprovados no último concurso, convocação de novo concurso, regularização no repasse do INSS de professores em contrato temporário, entre outras.

A pressão teve resultado: com a mediação do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), a comissão de negociação do Sinpro será recebida pelo governo na tarde desta segunda-feira (16).

Os manifestantes deixaram a sede da SEEDF por volta de 14h e se dirigiram ao Hemocentro, onde uma doação coletiva de sangue marcará as ações da greve nesta semana.

>> Leia também: Categoria decide manter greve para forçar negociação

 

Passeata segue rumo à SEEDF. Foto: Luzo Comunicação.

 

Manifestantes em frente ao Shopping ID, onde fica a sede da SEEDF. Foto: Joelma Bomfim.

 

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Manifestantes agredidos com gás de pimenta saem do Shopping ID, onde fica a sede da SEEDF.

Categoria decide manter greve para forçar negociação

Ao governador intransigente e truculento que disse querer ver o quanto a categoria aguenta, a categoria responde em uma só voz: a greve continua! Essa foi a decisão tomada na assembleia geral desta segunda-feira, 16 de junho.

Enquanto o governador Ibaneis se recusa a negociar e tenta intimidar o magistério público, esta greve já é histórica: o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) se propôs a cumprir um papel de mediação entre o movimento paredista e o governo do DF. A dinâmica é inédita e positiva, pois, além de colaborar para que o GDF negocie com os grevistas, também garante que a negociação seja documentada e o compromisso seja cumprido, pois tem força de decisão judicial transitada em julgado.

“O que resolverá nossa greve é proposta concreta do governo”, afirmou a diretora do Sinpro Márcia Gilda. “É reestruturação da carreira, recomposição salarial, nomeação de todos os aprovados, novo concurso público, regularização do repasse do INSS dos professores em CT”, completou.

Ao final dos encaminhamentos, a assembleia geral transformou-se em ato público, e educadores e educadoras saíram em marcha para uma manifestação pacífica na sede da Secretaria de Educação, no shopping ID. Os manifestantes pretendem pressionar a secretária e o GDF para que apresentem uma proposta em resposta às reivindicações à categoria.

Assembleia decidiu manter a greve. Foto: Luzo Comunicação.

 

Resoluções

O calendário aprovado pela assembleia inclui a doação coletiva de sangue no Hemocentro, que acontecerá ainda na tarde desta segunda-feira (16). O Congresso dos Trabalhadores em Educação (CTE) ficou adiado para o segundo semestre.

A próxima assembleia geral foi agendada para dia 24 de junho, terça-feira, com possibilidade de alteração.

MATÉRIAS EM LIBRAS

Intersindical declara apoio à greve da educação

Em nota pública, a Intersindical (Central da Classe Trabalhadora) manifestou apoio à greve da educação pública no Distrito Federal, destacou os graves problemas enfrentados pela categoria, que culminaram na deflagração do movimento paredista. A entidade reiterou sua solidariedade ao Sinpro-DF e a todos os(as) profissionais da educação e denunciou as arbitrariedades do governo Ibaneis, que se recusa a realizar um diálogo efetivo e propositivo com o sindicato.

Confira a nota na íntegra

Nós, da Intersindical, Central da Classe Trabalhadora, apoiamos totalmente a greve das professoras, professores, orientadoras e orientadores do Distrito Federal, sob liderança do SINPRO.

O movimento paredista se iniciou no último dia 31 de maio em assembleia realizada com a presença de milhares de servidores da educação. A categoria reinvindica nada além de dignidade e respeito. São a penúltima classe em relação a todas outras de nível superior no DF. Enfrentam diariamente falta de condições de trabalho com salas lotadas, estudantes PCDs sem monitores e ausência de material de apoio para o trabalho pedagógico. Esses profissionais da Educação Pública buscam a reestruturação da carreira e, consequentemente, valorização do magistério.

O GDF se recusa a apresentar uma proposta de negociação justa e realiza várias ameaças como corte de ponto e multas diárias, tudo impedido pelo Ministro Flávio Dino que considerou ações abusivas por parte do Governador de Brasília Ibaneis Rocha. A ação do governo não é algo isolado e sim uma medida programada. De longa data a gestão de Ibaneis e sua Secretária de Educação, Helvia Paranaguá, vem sucateando o processo de ensino projetos degradantes como escolas cívicos militares e a tentativa do escola sem partido.

A INTERSINDICAL está ao lado do SINPRO/DF e de toda a categoria e denuncia todas as arbitrariedades do governo Ibaneis em não aceitar dialogar de forma realmente propositiva com a direção do sindicato!

Reunião pública na CLDF discute LDO nesta terça (17)

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2026 é tema da reunião pública chamada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Legislativa (CLDF) para dia 17 de junho. O evento acontece a partir de 10h, na Sala das Comissões Pedro de Souza Duarte, na CLDF, e é aberto à participação do público.

É a LDO que planeja e orienta a aplicação dos recursos públicos no exercício do ano seguinte. Ela é apresentada pelo Governo do Distrito Federal à CLDF, onde é debatida e votada até o final do primeiro semestre.

“Neste momento em que a greve de professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais elenca reivindicações como a reestruturação da carreira, nomeações e concurso público, incidir sobre a LDO é fundamental”, avalia a diretora do Sinpro Márcia Gilda. “É preciso que haja previsão na lei para o aporte de recursos na educação e, particularmente, para o atendimento às nossas demandas”, completa.

No texto enviado à CLDF, há a previsão de nomeação de professores da Educação Básica, com um total de 7.517 cargos autorizados para 2026 e impacto financeiro estimado de R$ 1,48 bilhão – o que pode ser executado ou não. Não há, no entanto, recursos previstos para a garantia da reestruturação da carreira magistério, item que deve ser apresentada para inclusão em forma de emenda.

O Sinpro alerta que é importante a participação de toda a categoria na reunião convocada pela CEC, já que este será um momento importante de pautar questões centrais da greve e articular sua inclusão no texto da LDO.

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Movimento Txai se solidariza à greve da educação do DF

O movimento Txai, que busca a humanização da educação pública por meio da Pedagogia Waldorf, publicou em seu instagram nota em apoio à greve de professores e professoras.

O grupo, que atua na Escola Classe Beija-Flor, na Asa Norte, expressou em sua conta no Instagram o apoio ao movimento paredista que busca uma educação pública de qualidade e dignidade no trabalho. “É inaceitável que as educadoras e os educadores, responsáveis por acolher crianças em sua integridade e apresentar-lhes a vida social, ambiental e cultural, enfrentem tantas dificuldades, desvalorização e precariedades em seu exercício profissional. Sabemos que a educação é um pilar essencial para todas as sociedades”, afirma o grupo.

 

Uma das primeiras entidades a expressar seu apoio à greve da educação, o movimento Txai também promoveu um piquenique com atividades ao ar livre no eixão do lazer, no início de junho. “Chamamos as famílias da escola, fizemos juntos cartazes em apoio à educação pública de qualidade e saímos em passeata no eixão Norte”, conta a professora Luana Angélica, da Escola Classe Beija-Flor.

Baixe seu avatar e fortaleça a luta dos professores

O Sinpro disponibiliza avatar especial com tema “Greve da Educação. A culpa é do Ibaneis! “para que professores(as), orientadores(as) educacionais, toda a comunidade escolar e a população em geral mostre apoio ao movimento grevista. Clique no link para baixar o seu

A greve da educação teve início dia 2 de junho. De lá para cá, muitos atos, manifestações, panfletagens. Além disso, o Sinpro teve uma importante conquista no Supremo Tribunal Federal (STF). Após ação do sindicato, o ministro da Suprema Corte Flávio Dino suspendeu a aplicação da multa de R$ 1 milhão por dia de greve. A multa milionária foi uma decisão da desembargadora Lucimeire Maria da Silva, a pedido do Governo do Distrito Federal.

 

Veja como personalizar seu avatar:

1- Acesse o link https://twibbo.nz/grevedaeducacao

2- Clique no botão verde, onde pede “Escolha sua foto”;

3- Faça download clicando no botão verde.

 

 

Eleito Conselho Fiscal do Sinpro-DF

Professores(as) e orientadores(as) educacionais das escolas públicas elegeram o novo Conselho Fiscal do Sinpro-DF. Marizeth Ferreira Albernaz, Monique Oliveira Mendonça, Selassie das Virgens Júnior, Wellington Nascimento dos Santos e Carlos Augusto Fernandez comporão o grupo na gestão 2025-2028.

A votação foi realizada nos dias 28 e 29 de maio, junto com as eleições da diretoria do Sinpro-DF, mas a apuração dos votos foi feita nesta quarta (11/6).

Cada eleitor(a) teve a opção de votar em até cinco dos dez candidatos.

O Conselho Fiscal atua de forma independente para fiscalizar os atos dos dirigentes e os resultados das ações.

Veja quantos votos cada candidato(a) recebeu:

Marizeth Ferreira Albernaz – 6.328 votos
Monique Oliveira Mendonça – 6.061 votos
Selassie das Virgens Júnior – 4.746 votos
Wellington Nascimento dos Santos – 4.139 votos
Carlos Augusto Fernandez – 3.985 votos
Leonardo Ferreira dos Santos – 3.053 votos
Daniel Santos de Oliveira – 2.814 votos
Felipe Sinicio de Barro – 2.659 votos
Heitor Pereira Silva – 2.464 votos
Marcello Paulino Vieira Mazzaro – 2.280 votos

> Leia também: Chapa 1 vence as eleições para diretoria do Sinpro 

 

Matéria publicada originalmente dia 11 de junho de 2025

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

ONU recomenda fim da militarização das escolas no Brasil

O Comitê dos Direitos da Criança (CDC) da Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que o Brasil adote as medidas necessárias para reverter e proibir a militarização das escolas públicas em todos os estados e municípios brasileiros. A orientação corrobora a defesa do Sinpro por uma escola como espaço de respeito à liberdade, ao pluralismo de ideias, às concepções pedagógicas e à gestão democrática.

Entre outros pontos, o CDC aponta ainda que são necessárias iniciativas para fortalecer a educação inclusiva e erradicar todas as formas de preconceito nas escolas, além de aumentar o investimento em áreas essenciais, como educação, saúde, alimentação e seguridade social.

“A educação se faz com democracia, não com autoritarismo. A recomendação da ONU apenas reafirma que nossa luta pelo fim das escolas militarizadas é legítima, necessária e alinhada aos princípios dos direitos humanos”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

Uma promessa que não se cumpriu

Apresentada como uma solução para problemas de segurança, disciplina e desempenho escolar, a militarização das escolas públicas ganhou força nos últimos anos com o avanço de governos neoliberais em todo o Brasil, mas não trouxe avanços significativos para a educação. Pelo contrário, inúmeros são os problemas enfrentados pela comunidade escolar nas escolas onde a gestão compartilhada foi implementada.

No DF, são mais de 20 unidades escolares sob gestão cívico-militar. O modelo foi imposto de forma autoritária pelo governo Ibaneis em meados de 2019. À época, após comunidades escolares de duas escolas públicas rejeitarem a militarização por meio de votação, o governador chegou a afirmar: “quem governa sou eu. Os que estiverem insatisfeitos com a gestão compartilhada busquem a Justiça”.

Desde o início da implementação do modelo de gestão cívico-militar, o Sinpro vem denunciando que o modelo ameaça a autonomia pedagógica e a gestão das escolas pela comunidade escolar. Além disso, a militarização compromete o ensino-aprendizagem e a função social da escola ao enfraquecer a formação de cidadãos críticos e conscientes.

“A militarização não resolve os problemas da educação. Pelo contrário, silencia, oprime e exclui alunos e professores. As escolas são espaços de afeto, escuta e pensamento crítico. O querem impor é medo, hierarquia e obediência cega”, disse a diretora do Sinpro Márcia Gilda. 

A sugestão acatada pela ONU foi enviada por parlamentares do PSol, que questionam o programa de escolas cívico-militares implementado em São Paulo, pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Nota de pesar | Moisés Carneiro

Com profundo pesar, a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento do professor Moisés Carneiro da Silva, aos 64 anos, de parada cardíaca. Ele faleceu no Hospital HOME.

O velório e sepultamento serão na tarde desta quinta-feira (12), a partir das 13h30, no Templo Ecumênico 3, Cemitério Campo da Esperança na Asa Sul. O sepultamento será às 16h.

Engenheiro eletricista, Moisés era professor Escola Técnica de Brasília Águas Claras e era um esposo, pai e avô carinhoso e cuidadoso.

O Sinpro expressa suas condolências à família e aos amigos do professor Moisés.

Professor Moisés, presente!

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