Sala de Recursos Revista entrevista Wellington de Oliveira

Amanhã, nas redes da Sala de Recursos Revista (@srsaladerecursos) tem live com os entrevistados da 6ª edição da publicação, que estará disponível a partir do dia 21 de junho.

Na live desta quarta-feira (14/6), às 19h, a entrevista é com Wellington de Oliveira: Artista da cena, arte-educador e produtor cultural; Doutorando em Educação Artística na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e em Artes Cênicas na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), em regime de cotutela internacional. Mestre em Artes e graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal, atuando na Sala de Recursos de Altas Habilidades de Planaltina-DF. Suas experiências e estratégias pedagógicas inspirarão outros profissionais da área e despertarão o potencial criativo de jovens talentosos.

O professor Wellington vai falar da importância das aulas de artes como ferramenta inclusiva e transformadora na educação de estudantes com necessidades especiais.

Wellington é um dos entrevistados da edição online da 6ª edição da Sala de Recursos Revista, com relatos de experiências que visam disseminar conhecimento e promover a inclusão de pessoas com síndrome de Down e outras condições especiais.

Em defesa do Fundo Constitucional, em defesa do Distrito Federal!

O Fundo Constitucional não é um privilégio do Distrito Federal, mas sim, um recurso aplicado na capital federal porque evidentemente ela arca com custos específicos pelo fato de ser a capital federal. Em Brasília, estão as sedes dos três poderes, as embaixadas, as representações estaduais. É justo que os brasilienses arquem com a segurança dessas estruturas?

Pois o Fundo Constitucional existe para corrigir essa distorção, sem que a capital federal precise depender do sabor dos ventos – mudanças de governo e articulações no Congresso Nacional a cada legislatura, por exemplo.

É por isso que todas as forças políticas do DF, todas as categorias de trabalhadores(as), todos os cidadãos e cidadãs que aqui nasceram e que aqui construíram suas vidas estão unidos em defesa de Brasília, contra a emenda do deputado Cláudio Cajado (PP-BA) ao projeto do novo arcabouço fiscal (PLP 93/2023), para que a regra do Fundo Constitucional seja mantida da forma como está, e não prejudique fatalmente a capital do país e seu povo!

O relator do projeto no Senado, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que vai retirar o Fundo Constitucional do projeto do arcabouço fiscal. O Sinpro-DF seguirá acompanhando até que a votação do PLP 93/2023 seja concluída.

O Sinpro-DF é parte desse movimento, e, por isso, somamos nossas vozes à do povo do DF para reivindicar junto aos senadores e senadoras da República que apoiem a retirada da emenda que muda o repasse do Fundo Constitucional do arcabouço fiscal!

Em defesa do Fundo Constitucional, em defesa do Distrito Federal! Não à emenda do deputado Cajado!

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Pesquisa demonstra que falta de políticas públicas na pandemia prejudicou a Educação Básica

Uma pesquisa interinstitucional analisou a realidade da rede pública de ensino do Distrito Federal no ano de 2020 e constatou que a má-gestão pública da pandemia da covid-19 prejudicou a Educação Básica. Realizada pelo Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (ObsEB/UnB) e com o título “Educação básica pública do Distrito Federal em tempos da pandemia da covid-19 – Experiências de 2020”, o estudo mostra que houve intensificação do trabalho dos(as) gestores(as), que desenvolveram atividades remotamente por mais de 10 horas diárias.

Os dados levantados por meio de questionários, detectaram também que as iniciativas dos(as) gestores(as) demonstram protagonismo na criação das condições materiais e tecnológicas para que o ensino remoto fosse viabilizado. Além disso, a pesquisa identificou o nível de conhecimento de tecnologias digitais e da tecnologia como linguagem, pelos participantes do estudo.

O levantamento mostra que 8,3% dos(as) entrevistados declararam que não tinham nenhum conhecimento; 39,1% tinham bom conhecimento; e, 4,2%, consideraram que tinham excelente conhecimento. As ações de formação continuada de professores(as), promovidas pela Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (EAPE/SEE-DF), foi a referência mais forte para 71,4% dos que buscaram conhecimentos para reorganizar o trabalho pedagógico no ensino remoto.

Uma das coordenadoras do estudo e professora da Faculdade de Educação da UnB (FE-UnB), Edileuza Fernandes Silva destaca que, “mesmo diante de todo o empenho e trabalho de docentes, gestores(as) e demais profissionais das escolas, o ensino remoto apresentou limites ao trabalho pedagógico: carência de equipamentos; desconhecimento das famílias para usarem as plataformas digitais; desatenção dos(as) estudantes com o ensino remoto; baixa participação dos(as) estudantes no processo pedagógico; conexão à Internet de baixa qualidade; adoecimento físico e emocional, e dificuldades familiares e financeiras”.

Ela explica que o interesse por uma pesquisa sobre o impacto da pandemia da covid-19 na Educação Básica surgiu pela constatação da ausência de estudos sobre o tema em períodos pandêmicos. “Fizemos buscas de estudos sobre o campo da educação em outros períodos pandêmicos na história brasileira, como a gripe espanhola, e não encontramos pesquisas. A educação foi e ainda é um dos campos muito afetados com a pandemia de covid-19, por isso o interesse de professores que integram o Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação/Universidade de Brasília em compreender a gestão e o trabalho pedagógico de escolas públicas no período pandêmico em escolas públicas do Distrito Federal”.

Participaram da pesquisa 248 profissionais da educação, entre diretores(as), vice-diretores(as), supervisores(as), professores(as) de sala de aula, professores(as) de sala de recursos e/ou equipe de apoio à aprendizagem, coordenadores(as) pedagógicos(as) atuantes em escolas, coordenadores(as) pedagógicos(as) atuantes em Coordenações Regionais de Ensino (CREs) e a sede da Secretaria de Educação e  orientadores educacionais.

Má-gestão pública

O estudo mostra que, ao seguir as orientações do governo Jair Bolsonaro (PL), o Governo do Distrito Federal (GDF) cometeu vários erros de gestão que prejudicaram a Educação pública. O estudo mostra que, apesar do Decreto Distrital nº 41.882, de 8 março 2021, em que o GDF declarou estado de calamidade pública no âmbito da saúde no Distrito Federal em decorrência do novo coronavírus SARS-COV-2 e orientou o isolamento físico, o uso de máscaras de proteção e a suspensão das aulas em escolas e universidades públicas e privadas, sem compreender a dimensão da pandemia, retomou as atividades escolares com o uso das plataformas Google Classroon, Teams, Meet e Skype em uma transposição das atividades presenciais para on-line.

Segundo Edileuza Fernandes, “num primeiro momento, as condições materiais e tecnológicas reais para dar continuidade às aulas foram comprometidas, tornando visíveis a insuficiência da internet banda larga em escolas públicas. Compete ao Estado prover escolas das condições para garantir o direito dos estudantes à educação. Essas condições poderiam ter sido mais efetivas”.

Ausência de investimento público

A “ausência” de políticas públicas apropriadas por parte do Estado afetou a educação como um todo. A pesquisa identificou que o ensino remoto pode ter aumentado o nível de sofrimento mental manifestado por professores(as), gestores(as) e estudantes e, ao mesmo tempo, foi baixa a incidência de programas de acolhimento e de saúde mental nas escolas. O adoecimento foi agravado pelo uso diário das tecnologias que desencadearam ansiedade, depressão, problemas oftalmológicos, estresse etc.

“Os resultados da pesquisa, além de evidenciarem as mazelas e dificuldades já existentes na escola pública, agravadas no período pandêmico analisado (2021), apontam para a urgência de investimentos imediatos em políticas públicas na área das tecnologias voltadas para a Educação Básica e em inclusão tecnológica e digital para as escolas públicas”, explica a professora.

A pesquisa foi coordenada por Ana Sheila Fernandes Costa, Edileuza Fernandes Silva, Maria Abádia da Silva, todas professoras da Faculdade de Educação da UnB, coordenadoras do Observatório de Educação Básica da FE-UnB.

Clique aqui e acesse o relatório técnico da pesquisa “Educação básica pública do Distrito Federal em tempos da pandemia de covid-19 – Experiências de 2020”

Ou acesse pelo site do Observatório da Educação Básica da FE-UnB.

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Eleição de delegados(as) para o 14º CONCUT e 15º CECUT neste sábado (17/6)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca seus(as) sindicalizados(as) para participar da Assembleia que irá eleger delegados e delegadas para representar a categoria no 14º Congresso Nacional da CUT (14º CONCUT) e no 15º Congresso Estadual da CUT (CECUT).

 

A Assembleia será realizada neste sábado (17/6), às 10h, na sede do Sinpro do Setor de Indústrias Gráficas (SIG).

 

Confira, a seguir, a proposta de horários e de procedimentos que ocorrerão para a realização da Assembleia:

10h – 1ª chamada da Assembleia e abertura do credenciamento

10h30 – Abertura da Assembleia, orientações e encaminhamentos para o processo

11h – Abertura das urnas (continua o credenciamento)

15h – Encerramento do credenciamento e fechamento das urnas.

15h01 – Início da apuração

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Velório da professora Holanda nesta 3ª-feira (13/6)

O Velório da professora Holanda será a partir das 8h desta terça-feira (13/6), na Paróquia Imaculada Conceição (QNM 38/40, setor M Norte), em Taguatinga. Às 10h haverá celebração de missa de corpo presente.
O corpo segue para o Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, onde será velado das 13:30 às 15:30, quando será sepultado.

6º encontro de Terapias Integrativas ocorre em 26/6 no Sinpro

Um grupo de educadores(as) aposentados(as) está promovendo, de forma autônoma, um encontro de terapias integrativas no dia 26 de junho, segunda-feira, das 9h às 12h, na sede do Sinpro (SIG). As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas antecipadamente clicando aqui. 

O objetivo da atividade é promover encontros de terapias integrativas com professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as). Terapias Integrativas são várias combinações de terapias que se integram a um determinado tratamento. Elas são indicadas de maneira coordenada com o tratamento tradicional.

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são recursos terapêuticos que buscam a prevenção de doenças e a recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. As práticas foram institucionalizadas por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), se destacando a Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura; Homeopatia; Plantas Medicinais e Fitoterapia; automassagem; Lian Gong 18 terapias; Yi Qi Gong; Biomagnetismo; Elementoterapia Magnética; Arteterapia; Biodança; Dança Circular; Meditação; Musicoterapia; Osteopatia; Quiropraxia; Reflexoterapia; Reiki; Shantala; Terapia Comunitária Integrativa; Yoga; Aromaterapia; Bioenergética; Cromoterapia; Iridologia  e Terapia de Florais.

 

Confira a programação do encontro:

9h Roda de Terapia Comunitária

10h Lanche Compartilhado

10:20 Tai Chi Bieng Tao e automassagem

11:10 Roda de Saberes sobre saúde

11:50 Avaliação geral

Inscrições abertas para o XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro

“Educar para um mundo socialmente sustentável” é tema do XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, lançada na terça-feira (6/6), é gratuita e direcionada a estudantes da rede pública de ensino. As inscrições para o concurso começaram também na terça (6/5) e vão até 11 de agosto. Faça AQUI sua inscrição.

>> ACESSE AQUI O REGULAMENTO DO XIII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF

Nesta edição, é feita a reflexão de que um mundo sustentável vai muito além da coleta seletiva ou da reciclagem de materiais: engloba as pessoas e suas condições de vida, os recursos naturais do planeta, a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços.

“Dessa forma, a educação pública é peça-chave para que formemos pessoas que compreendam um mundo sustentável como um mundo com justiça e esperança. O espaço da escola é determinante para que essa formação ampla e crítica seja feita”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”, idealizada pelo Sinpro-DF em 2008, com o objetivo de tornar o espaço escolar um espaço de paz e construção para uma sociedade equânime.

Inscrições

Podem participar do XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Educar para um mundo socialmente sustentável” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional.

Nesta edição, foram criadas duas novas categorias na modalidade redação, específicas para estudantes do Sistema Socioeducativo e do Sistema Prisional. A demanda, feita pelos profissionais que atuam no setor, tem como objetivo é proporcionar que esses estudantes, que, majoritariamente, enfrentam um abismo educacional, possam participar do XIII Concurso de Desenho e Redação do Sinpro em condições de igualdade com os demais estudantes da rede pública de ensino. Na categoria desenho, os estudantes do Sistema Socioeducativo e do Sistema Prisional participarão juntamente com os demais estudantes inscritos(as), de acordo com a etapa/modalidade de ensino.

As inscrições, que começaram dia 6 de junho, podem ser realizadas até 11 de agosto. O(a) participante poderá fazer a inscrição e entregar o trabalho posteriormente, desde que não extrapole o prazo de 11 de agosto. Para fazer o upload do trabalho, basta clicar em “anexar documentos”. Embora as inscrições possam ser feitas apenas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.

O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no link da inscrição, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.

O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em 12 categorias, nas modalidades redação e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.

Premiação
Serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um tablet Samsung Galaxy Tab S6 Lite; o 2º será premiado com um aparelho Tablet Galaxy Tab A8; e o 3º lugar ganhará um Tablet Samsung Galaxy Tab A7 Lite. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão optar pela conversão do prêmio em dinheiro.

Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 700 para o 2º lugar e R$ 500 para o 3º lugar.

FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO PARA O XIII CONCURSO DE DESENHO E REDAÇÃO DO SINPRO “EDUCAR PARA UM MUNDO SOCIALMENTE SUSTENTÁVEL”.

Nota de profundo Pesar: Maria Holanda Lopes Carvalho

Ela sempre entendeu que, como profissional, fazia parte de uma categoria de trabalhadores. E, enquanto categoria, era representada por um sindicato. Por isso, sempre se fez presente, na ativa ou aposentada, em todas as atividades do Sinpro.

Holanda sabia como ninguém se reconhecer em sua categoria e, sobretudo, lutar por ela. Em cima do carro de som ou na multidão, segurando cartazes e recitando versos, ela instigava quem quer que fosse a perceber criticamente o sistema que vivemos e a ter a coragem e a consciência necessárias para enfrentá-lo. Se nós, professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais das escolas públicas do DF, persistimos na luta hoje, devemos também à professora Holanda.

Na noite deste domingo, 11 de junho, nossa guerreira Maria Holanda Lopes Carvalho descansou. Ela tinha 84 anos, e estava bem debilitada por uma sequência de infecções que contraiu em mais de 4 meses de UTI.

O Velório da professora Holanda será a partir das 8h desta terça-feira (13/6), na Paróquia Imaculada Conceição (QNM 38/40, setor M Norte), em Taguatinga. Às 10h haverá celebração de missa de corpo presente.
O corpo segue para o Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, onde será velado das 13:30 às 15:30, quando será sepultado.

Na diretoria do Sinpro, a sensação de perda e tristeza se confunde com a sensação de que ela não sofre mais, em meio a várias recordações queridas.

“Professora Holanda é um exemplo para o movimento sindical como um todo. A imagem daquela senhorinha entrando nas escolas, fazendo piquete e falando altiva com vários professores que se recusavam a parar é inesquecível”, lembra a ex-dirigente do Sinpro Rosilene Correa, atualmente diretora da CNTE, que conclui: “A relação da professora Holanda era com o Sindicato. Ela fez do Sinpro seu segundo lar. Várias diretorias passaram, todos os e as dirigentes conheceram a altivez e a resistência da professora Holanda”.

“A gente ia pros piquetes em Taguatinga, Holanda ia junto. Ela fazia questão de ir a todas as escolas, e falar em todas as escolas. E não bastava visitar o máximo de escolas possíveis, pra Holanda isso não era suficiente: a gente deveria ir a todas as escolas da região”, lembra a ex-diretora da secretaria de aposentados do Sinpro, Silvia Canabrava.

“Holanda tinha diabetes. Teve uma vez que eu sabia que ela estava com o pé machucado. Achei por bem poupá-la do sacrifício de ir à Câmara dos Deputados para uma manifestação que iríamos fazer. Uma amiga em comum me contou que ela ficou magoada comigo, pois teve ato e ela não foi chamada. Desde esse dia, passei a avisar à filha dela, a Jaqueline, de todos os eventos que haveria, pra que ela falasse com a mãe se seria possível ir”, relembra Silvia.

“Eu iniciei minha carreira no magistério em 1994. Mesmo antes de ingressar no movimento sindical, lembro de ver a professora Holanda lá no alto do carro de som cantando a música do Peleguinho”, lembra Luciana Custódio.

Veja abaixo a professora Holanda cantando a música Peleguinho:

Altivez e segurança são, deveras, marcas registradas da querida professora: “Eu tinha acabado de chegar à diretoria do Sinpro, e estávamos organizando uma assembleia”, lembra Rodrigo Rodrigues, atual presidente da CUT-DF e ex-dirigente do Sinpro. “Recebi o aviso de que não deveria deixar nenhum estranho falar. Professora Holanda subiu no carro de som e disse: eu vou falar! Disse a ela que ninguém mais falaria, e recebi como resposta: ‘Pois eu vou falar sim, e vou falar agora’. Foi quando a companheira Isabel Portuguez viu o que estava acontecendo, tirou o microfone da minha mão e disse: ‘Professora Holanda vai falar sempre! Me dá aqui esse microfone!’”.

Rodrigo também se lembra com carinho de um presente de aniversário que ele deu à professora: “Sabia que ela participava das novenas da Isabel. Vi um anel com a imagem de Nossa Senhora, achei que fosse o presente ideal para ela. Depois desse dia, toda vez que nos encontrávamos, a professora Holanda vinha me mostrar com carinho e orgulho que estava usando o anel que ganhou de mim.”

Católica fervorosa, Holanda entendia que terço e imagem de santo não se compra, se ganha. Por isso a alegria com o anel de Rodrigo. “Ela tem uma casa em Caldas Novas, e construiu uma gruta para colocar lá imagens de Nossa Senhora. As amigas souberam, e a encheram de imagens. Ela sempre tirava fotos da gruta e mandava pra quem a havia presenteado”, conta Silvia Canabrava.

Uma mulher à frente de seu tempo. É assim que a atual coordenadora da secretaria de aposentados do sindicato se refere à professora Holanda. “Me lembro dela desde sempre, participando das Assembleias. Há vinte anos ela já pintava as unhas cada uma de uma cor. Estava sempre vestida com cores alegres e fortes”, conta Elineide Rodrigues.

O diretor da secretaria de imprensa do sindicato, Samuel Fernandes, também se emociona ao falar de Holanda: “A professora Holanda merece todas as nossas homenagens! Sempre presente nas lutas da nossa categoria! Foi uma das professoras que foi exonerada da SEE por participar da primeira greve!”

A professora Holanda marcou o ex-dirigente do Sinpro e atual membro da OIT Antônio Lisboa por sua cultura: “O ano era 1991. Eu estava em João Pessoa, e fui de carro para o congresso da CNTE em Olinda, em janeiro. Holanda estava na cidade, e me pediu carona. Fomos conversando sobre cultura, música, artes… tive a oportunidade de conhecer a Maria Holanda fora do ambiente de sindicato e de assembleia, e sua cultura era realmente admirável!”

Nascida no Ceará e criada na Paraíba, Maria Holanda chegou ao Distrito Federal em 1975, em busca de melhores condições de vida, como muitos dos seus conterrâneos. Chegou à capital desempregada, mas não recuou. Construiu a vida como professora. Não qualquer professora. Holanda é daquelas que os ex-alunos param na rua para trocar de novo os abraços e as ideias compartilhadas em sala de aula. Lecionava artes sempre no setor M Norte, em Taguatinga. Conhecida e merecidamente prestigiada pela comunidade, recebeu o título de Cidadã Honorária de Taguatinga, em 2011, e de Brasília, em 2013.

“Se eu nascesse outra vez, seria professora”, disse Holanda ao Sinpro. Ela amava a profissão; não há outro verbo que possa traduzir a relação entre Holanda e a educação. Foi o que a motivou a integrar o movimento sindical e a se consolidar, como pouquíssimos(as), como uma verdadeira líder.

A campanha salarial de 2023 foi a primeira de que Maria Holanda não participou. Porque não podia, mesmo. Sua filha Jaqueline conta que, em fevereiro deste ano, com a mãe em coma na UTI, viu a campanha do Sinpro na TV. Mais tarde, na UTI, conversando e estimulando a mãe, ela comentou: “Puxa, mãe, vai ter assembleia do Sinpro, vai ter greve, vamos lá atrás dos pelegos!”. Nesse momento, a professora mexeu os olhos.

A homenagem abaixo foi exibida no telão em uma das assembleias da greve de 2023:

Maria Holanda Lopes Carvalho teve quatro filhos. Josceline Lopes Carvalho faleceu aos 35 anos, no parto do seu único filho, e Joselito Lopes Carvalho faleceu em 2022, por complicações da Covid. Ficam Jaqueline Lopes Carvalho e Jodelmá Lopes Carvalho, e nove netos.

Mais do que nunca, com muita dor, muita tristeza, mas também muita gratidão e cheios de boas e inesquecíveis recordações, a diretoria do Sinpro diz, a plenos pulmões:

Professora Holanda, PRESENTE!

 

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Professor soluciona problemas de geometria online para quem vai fazer Enem

O professor Wellington Santos oferece, gratuitamente, em seu canal do YouTube, aulas com resolução de exercícios de matemática com foco em goemetria.

Com o título “Matemática é linda” (@matematicaelinda), o canal está nas redes desde 2014. “São atividades para o Enem e demais vestibulares de um nível médio e alto de dificuldade”, afirma.

Segundo ele, geralmente, não existe na Internet a solução para esses tipos de exercícios. Ele informa que os vídos ajudam muito os(as) estudantes que estão se preparando para o Enem.

Confira, a seguir, alguns vídeos.

 

https://www.youtube.com/@amatematicaelinda

 

 

 

 

Professora interpreta “Vovó Rosalinda” e encena performance digital em Libras para surdos

A professora Rosa Pires realiza uma performance digital com o título “O Silêncio que vos fala”, com Vovó Rosalinda, e a disponibiliza em canal do YouTube (confira o link no final desta matéria). Professora de Artes na Escola Bilíngue Libras Português Escrito de Taguatinga (EBT), da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), Rosa interpreta Vovó Rosalinda – uma personagem criada por ela mesma – e encena uma performance digital para crianças e jovens surdos (as).

A performance em vídeo é apresentada em Libras e voltada à educação inclusiva para crianças e jovens surdos. Segundo ela, “a apresentação é composta por elementos visuais que auxilia na compreensão e aprendizagem da pessoa surda, além de trazer elementos do teatro. A proposta surgiu durante a minha imersão na cultura surda”.

A professora Rosa Pires leciona Artes na EBT/SEE-DF desde 2017. Ela explica que a ideia inicial era contar histórias em Libras para crianças surdas e contribuir, por meio da Arte, para uma educação ampla e interativa de forma a promover o protagonismo do sujeito surdo, logo evolui para o projeto de mestrado profissional em Artes na Universidade de Brasília (UnB).

“A performance é a finalização de um projeto de mestrado da UnB em Artes. A temática da dissertação é uma pesquisa que busca averiguar qual a importância da Arte na educação inclusiva e como atividades artísticas na escola podem contribuir para promover  o protagonismo do indivíduo surdo”, explica a professora.

Ela informa que essa amostra em vídeo-performance traz a personagem da Vovó Rosalinda demonstrando a importância da Arte para abordar temáticas, como família, inclusão, afeto, acolhimento, respeito e valores. “A forma teatral com que se apresenta a personagem demonstra o poder do lúdico em encantar e despertar a atenção das pessoas para temas tão sensíveis e importante para nossa sociedade como a inclusão e o preconceito”.

Outros personagens também compõem o repertório para apresentações artísticas e performances em vídeos, outras informações estão disponíveis no site. “A ideia do projeto em formato de performance digital é a abrangência que tem hoje a cultura que compõem o ciberespaço. Essa apresentação extrapola as paredes que delimitam o espaço físico da sala de aula, atingindo pessoas de todo Brasil que tem hoje a Libras como segunda língua. É possível também mostrar para os não-surdos como a língua de sinais pode ser expressiva e dinâmica, despertando o interesse na aprendizagem e aquisição dessa língua, o que pode facilitar cada vez mais a comunicação do surdo e promover sua inclusão na sociedade”, afirma.

A Escola Bilíngue Libras Português Escrito de Taguatinga é voltada para estudantes surdos(as) da rede pública de ensino que tem como primeira língua a Libras. Há 25 anos, ela se dedica à Arte-educação. É mestranda em Artes pela Universidade de Brasília (UnB); especialista em Libras e Arte Intermidiática Digital, licenciada em Artes Cênicas pela Faculdade Dulcina de Moraes (FADM/DF) e em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG).  “Minha disciplina é Artes. Embora esteja há 25 anos na educação, foi no Ensino Especial que me encontrei”, finaliza.

A professora produz seu próprio site: https://www.rosapires.com.br/ e divulga sua Arte no Instagram: @rosapires76. Confira, a seguir, o vídeo que está disponível no canal do Youtube:

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