Inscrições abertas para quem deseja fazer graduação na UnDF

A Universidade do Distrito Federal (UnDF) realiza seu primeiro processo seletivo de estudantes para vários cursos de graduação e está com inscrições abertas para quem tem Ensino Médio completo e deseja ter um curso superior.

Para se inscrever, os(as) candidatos(as) não podem ter ensino superior completo e nem estar matriculado em outra instituição pública de ensino superior. Confira o Edital completo e demais informações no site da universidasde disponível no final deste texto.

As inscrições são gratuitas e elas se iniciam às 8h desta quarta-feira (7/6/2023) e se encerram às 23h59, do dia 21/06/2023 (Horário de Brasília).

Do total de vagas ofertadas pela UnDF, no mínimo 50% serão destinadas estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas.

As inscrições devem ser feitas no site da instituição https://universidade.df.gov.br/. As notas e a classificação do processo seletivo também serão divulgadas por lá.

 

Critérios para fazer a inscrição

Das vagas ofertadas:

Duas são destinadas a candidatos(as) com deficiência que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escola pública, com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5.

Quatro para candidatos(as) que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escola pública, com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita e que se autodeclaram negros ou indígenas.

Uma para candidatos com deficiência que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escola pública e com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5.

Três para candidatos que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escola pública e com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.

Duas para candidatos com deficiência que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escola pública, com renda familiar bruta igual ou superior a 1,5.

Quatro para candidatos que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escola pública, com renda familiar bruta igual ou superior a 1,5 salário mínimo per capita e que se autodeclaram negros ou indígenas.

Uma para candidatos com deficiência que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escola pública e com renda familiar bruta igual ou superior a 1,5.

Três para candidatos que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escola pública e com renda familiar bruta igual ou superior a 1,5 salário mínimo per capita.

Vinte para ampla concorrência.

Os critérios descritos para o curso de Pedagogia são os mesmos para os demais cursos a seguir, confira:

 

Número de vagas e cursos:

Pedagogia: 40 vagas

Matemática: 40 vagas

Engenharia de software: 40 vagas

Sistemas de informação: 40 vagas

Gestão ambiental: 40 vagas

Serviço social: 40 vagas

Produção cultural: 40 vagas

Gestão pública: 40 vagas

Gestão de tecnologia da informação: 40 vagas

Para concorrer às vagas de graduação na UnDF, o(a)  estudante deve ter alcançado nota mínima no Enem de 300 pontos em linguagens; 300, em ciências humanas; 200, em matemática; 200, em ciências da natureza; e, 200, em redação.

 

Link para o site da UnDF: https://universidade.df.gov.br/

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Câmara dos Deputados realiza audiência pública sobre EJA

A Câmara dos Deputados promove, na segunda-feira (12/6), uma audiência pública para debater a Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando a apresentação do diagnóstico e problematização.

A audiência ocorre das 14h às 17h, no Plenário 10 – Comissão de Educação – Anexo II – Câmara dos Deputados.

Presenças confirmadas:

RITA DE CÁSSIA PACHECO GONÇALVES – Coordenadora Nacional Do Fórum de Educação de Jovens e Adultos – EJA no Brasil

JOSÉ CELESTINO LOURENÇO – Secretário de Cultura da CUT

JAQUELINE PEREIRA VENTURA – Professora Pesquisadora sobre a Educação de Jovens e Adultos da ANPED

CLAUDIA BORGES COSTA – Diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos, da SECADI/MEC

GETÚLIO MARQUES FERREIRA – Secretário de Educação Profissional e Tecnológica – SETEC/MEC

MAGNO LAVIGNE – Secretário de Qualificação e Fomento à Geração de Emprego e Renda – Ministério do Trabalho e Emprego

RENATO PEIXOTO DAGNINO – Professor Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade Estadual de Campinas – IDEA/Unicamp

Serviço

Audiência pública sobre EJA – Apresentação do diagnóstico e problematização
Data: 12 de junho de 2023 – segunda-feira.
Horário: 14 às 17 horas.
Local: Plenário 10 – Comissão de Educação – Anexo II – Câmara dos Deputados.

Sinpro e SEEDF debatem PLs da greve

A comissão de negociação do Sinpro-DF voltou a se reunir com a Secretaria de Educação (SEEDF) na tarde de terça-feira (06), para tratar de temas referentes às negociações de greve.

Os itens que necessitam da apresentação de PL (projeto de lei) à Câmara Legislativa estão em desenvolvimento. O compromisso da SEEDF é de que todos estarão finalizados até o final deste mês.

A comissão de negociação tem tratado com especial urgência o PL que define a incorporação da Gaped e da Gase ao vencimento básico, para que ele seja encaminhado à CLDF ainda neste semestre, uma vez que o recesso parlamentar se iniciará em 26 de junho.

Uma minuta já está em análise pelo departamento jurídico do Sinpro. O texto contempla todos e todas na categoria, inclusive quem se aposentou sem paridade. Segundo documento de final de greve assinado pelo Sinpro e pela SEEDF, a incorporação dessas gratificações deve começar a ser paga em outubro deste ano.

 

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Dia Nacional da Liberdade de Imprensa e a importância do combate às fake news

Depois de pagar caro e quase se afundar num abismo econômico por causa de um golpe de Estado construído, aplicado em 2016 e continuado nas eleições de 2018, com largo uso de fake news (notícias falsas) e tramas ideológicas veiculadas pela imprensa liberal, o Brasil se desperta, em 2023, para o significado da expressão “liberdade de imprensa”.

Nesta quarta-feira (7), o País celebra o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa com reflexões sobre a importância do combate às fake news e do fortalecimento da democracia. Uma breve análise do papel da fake news na recente história do País mostra que liberdade de imprensa não é liberdade de empresa.

O acordar para as notícias falsas

O Brasil demorou de 2016 a 2022 para acordar dos malefícios das fake news e dar um passo firme, nas eleições de outubro do ano passado, para sair do abismo econômico e político a que foi jogado pelo golpe de Estado de 2016. Foram 6 anos debaixo de um virulento e sistemático jogo de fake news e de doutrinação ideológica veiculado, diariamente, pela chamada “grande” mídia.

As notícias falsas quase destruíram a democracia e serviram para encobrir uma sequência de golpes contra a economia do País, que, pode ser resumida na expressão “passar a boiada”, utilizada, sem constrangimento, pelo governo Bolsonaro.  O Sinpro destaca que a recente história do Brasil mostrou que combater as fake news é um exercício diário de reflexão sobre a situação do País que todo brasileiro deve de fazer diante do noticiário das mídias liberais.

Também ressalta a importância do fortalecimento dos canais de transparência dos governos nas três esferas da União, do acesso à informação de qualidade pela sociedade e de todas as garantias para a população ter o direito à informação real, sem notícias falsas (fake news). A mídia que não publica fake news tem compromisso com sua nação. É preciso também estar alerta para as novidades e o uso ideológico, por exemplo, da chamada “Inteligência Artificial”.

Liberdade de imprensa é fundamental para a democracia

Atualmente, recém-saído de um golpe de Estado, o Brasil precisa estar atento(a) para não confundir liberdade de imprensa com a divulgação de ideologias belicosas. Este ano, como em toda edição do Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, as entidades defensoras da democratização da comunicação social reforçam a luta contra as fake news e ressaltam que o País foi exemplo mundial de como as notícias falsas são criadas para enfraquecer a democracia e desviar dinheiro público para esquemas privados de apropriação indevida das riquezas nacionais.

“A liberdade de imprensa é fundamental para o fortalecimento da democracia. Mas a liberdade de imprensa não pode ser restrita a veicular a opinião ou interesses particulares ou corporativos do dono da empresa de comunicação. É diferente. A liberdade de imprensa tem de significar uma possibilidade que cada cidadão e cidadã terá de conhecer o que está acontecendo a sua volta, na sua conjuntura, nos seus universos humanos, econômicos, políticos, sociais. Essa é a liberdade de imprensa”, alerta Cleber Soares, diretor do Sinpro.

Ele lembra que, no Brasil, há sempre um debate enviesado que confunde liberdade de imprensa com liberdade de empresa, que confunde liberdade de imprensa com a liberdade e o direito de ter informações reais sobre o fato verdadeiro com a veiculação de interesses particulares e corporativos daqueles que controlam os meios de comunicação.

“No Brasil, depois dessa onda absurda de fake news que corroeu a nossa democracia, essa situação não pode mais voltar a acontecer. Notícias falsas que naturalizaram e estimularam desvios de dinheiro público, apropriações indevidas de riquezas nacionais, preconceitos, mortes e todo tipo de discriminações, gerando violências, deturpando consciências e fragilizando as políticas públicas sociais e emancipatórias, como educação, saúde, segurança, não podem mais acontecer. Por isso, é fundamental que continuemos a exigir uma imprensa livre, democrática, que respeite as pessoas, a diversidade humana, que sirva para fortalecer a democracia”, finaliza o diretor.

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Projeto “Cliquei minha escola num Poema” promete agitar Sobradinho

Promover na comunidade escolar o direito à ocupação dos seus espaços e territórios, a fim de se construir um olhar mais humanizado sobre eles, garantindo a interação entre homem e meio ambiente. Com este objetivo, o professor Cleiton Rodrigues Torres, do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho, desenvolveu o projeto “Cliquei minha escola num Poema”, com apoio do diretor Rafael Urzedo.

A ideia é tão simples quanto extremamente criativa.

“Buscamos olhar de forma poética os espaços e territórios da escola, ou seja, tornar lugares e olhares comuns em arte”, enfatiza Cleiton.

Unindo fotografia e poesia, os alunos são levados ao fortalecimento de seus conceitos sobre o ambiente em que estão inseridos e fortalecem a ideia de pertencimento dos espaços escolares.

Confeccionados por estudantes dos 1º e 2º anos do Novo Ensino Médio, os fotopoemas ou fotopoesias estarão expostos em breve na Biblioteca Escolar Comunitária Espaço Rui Barbosa (BECERB), na Quadra 04, Área Especial 04 , em Sobradinho – “um espaço educacional cuja a existência há décadas contribui com a História de nossa cidade. É um aparelho cultural e educacional aberto a toda comunidade e que abrigou gerações de estudantes que passaram por suas dependências e que foram por ela influenciados e que a influenciaram”, explica o professor Cleiton Rodrigues. 

Em tempo: O fotopoema é uma criação artística que mescla duas artes: a fotografia e o poema. É uma criação artística que parte da fotografia para o texto (poema). O fotopoema constitui-se da junção da poesia em si e da fotografia, nele encontram-se um poema sob uma imagem, o que muitas vezes já fala por si, causando um maior impacto no leitor.

Confira outra obra (são quase 200):

Antiviolência | CNTE apresenta ao MEC casos bem-sucedidos de redução de conflitos nas escolas

Como promover a cultura de paz nas escolas e prevenir situações de violência? Bons exemplos existem e a CNTE convidou trabalhadores/as de escolas públicas e especialistas para compartilhá-los com o Ministério da Educação (MEC), em encontro realizado na manhã desta segunda-feira (5). 

A reunião faz parte do Grupo de Trabalho Executivo do MEC para o Enfrentamento e Prevenção às Violências nas Escolas e Universidadesinstituído pela atual gestão do Ministério para ouvir a sociedade e construir uma política nacional sobre o tema.

A oitiva da CNTE foi coordenada pela professora Rosilene Corrêa, Secretária de Finanças da entidade. Além de apresentar a Campanha Pública da Confederação (Saber Amar é Saber Respeitar), ela trouxe exemplos de ações preventivas. A CNTE também abriu espaço para a apresentação de propostas do Observatório da Educação Básica (clique aqui para conhecer) da Universidade de Brasilia. 

Para Edileuza Fernandes, da UnB, doutora em educação e especialista em gestão escolar e formação de professores/as, a solução para o problema passa por políticas de fortalecimento da gestão democrática, como o incentivo à formação de conselhos escolares e grêmios estudantis. 

“A escola é a instituição da sociedade fisicamente mais próxima das comunidades e das famílias, e ela precisa ter opções de lazer, cultura, esporte e acesso às tecnologias. Para isso, tem que haver investimento em estrutura física e realizar campanhas de valorização do ambiente escolar”, defendeu a educadora. 

O coordenador-geral de Políticas Educacionais para a Juventude da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Yann Evanovick, que também participou da reunião, parabenizou a CNTE pela mobilização das pessoas que estiveram no encontro. 

“As experiências educativas apresentadas hoje são impressionantes porque têm profissionais muito comprometidos com esta agenda. O novo MEC tem procurado dialogar mais e tudo o que foi dito aqui vai nos ajudar na elaboração de estratégias”, disse Yann. 

Conheça os exemplos mostrados no encontro:

“SABER AMAR É SABER RESPEITAR”

O primeiro caso foi apresentado por Rosilene Corrêa. Ela mostrou a campanha “Saber Amar é Saber Respeitar”, disseminada em todo o país pela CNTE,  em 2017. 

“O objetivo foi inspirar práticas escolares em prol do respeito e a convivência. Para executar qualquer ação, é importante ouvir quem está no dia a dia da escola, pois cada uma tem uma realidade”, contou Rosilene. 

Saiba mais sobre a campanha: https://campanhasaberamar.com.br/ 

Clique aqui para baixar a apresentação da Rosilene. 

“PROJETO R.A.P”

Realizado desde 2015, o Projeto R.A.P (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo) oferece saraus, cine-debates, festival de música e rodas de conversa com artistas dentro da Unidade de Internação de Santa Maria (DF), CED 310, onde jovens cumprem medidas socioeducativas. 

“Hoje, temos quase 100% de não reincidência de atos infracionais entre as meninas. Entre os meninos, o percentual é menor, mas evoluiu. Esse projeto pode ser replicado em outras escolas, de Brasília e do país, como é o caso de Londrina, no Paraná, que replicou a experiência do R.A.P por lá”, disse o responsável pela iniciativa, o professor de História Francisco Celso, agraciado por diversos prêmios pela iniciativa.

O educador foi selecionado, por exemplo, para concorrer ao Prêmio “Global Teacher Prize 2020“, considerado o “Nobel da Educação”. 

Clique aqui para saber mais. 

“PROJETO ACOLHER”

Programa de educação emocional que ensina crianças a lidarem com as dificuldades do dia a dia, o “Acolher” foi implementado na Escola Classe Córrego do Arrozal, na zona rural do Distrito Federal. 

Entre as diversas ações, a iniciativa estimula as crianças a identificar sentimentos, resolver conflitos e fazer escolhas mais saudáveis.  “A escola está próxima de 9 acampamentos rurais e dois assentamentos do MST. Percebemos como é importante estimular as crianças e jovens a falarem sobre o que estão vivendo e sentindo”, apresentou a educadora Anete Aparecida Silva.

Clique aqui para conhecer mais o Projeto Acolher 

Clique aqui para ver o perfil da escola nas redes sociais. 

“ERRADICANDO A VIOLÊNCIA COM MUNIÇÃO DIFERENTE”

Desenvolvido no Centro de Ensino Fundamental 11, do Gama (DF), o projeto atende uma comunidade escolar localizada em uma região muito violenta. Aulas de esporte, música e circuitos de ciência e cultura estão dentro do escopo do projeto e foram os instrumentos para, ao longo de 20 anos da iniciativa, os responsáveis pela diminuição drástica desses índices de violência. 

Thiago Silva, responsável pela apresentação da iniciativa, lembra que a escola era foco de muitos conflitos, mas reverteu a situação. “Conseguimos trazer as famílias e contribuímos com o desenvolvimento social e individual do aluno”, comemora. 

Clique aqui para conhecer o projeto. 

“PROJETO CORRENTE DO BEM”

Após triplicar o número de alunos, a Escola Municipal Valdir Arantes, de Caldas Novas (GO), viu aumentar também os casos de violência com a presença de gangues rivais que existiam na cercania da unidade educacional. 

Foi então que a educadora Juliana de Faria promoveu uma reunião entre trabalhadores/as de todos os setores da escola – do porteiro à merendeira, mobilizando também todos/as os/as educadores/as. Nesse grupo, surgiu o projeto “Corrente do Bem”, que trabalhou ações para o estímulo ao desenvolvimento sócio emocional dos/as estudantes. 

“Fizemos parceria com psicólogos/as, rodas de conversa com alunos/as e ciclos de palestras com pessoas da comunidade que eram referência para os/as estudantes. Com o tempo, percebemos que os indicadores relacionados a movimentos pacíficos melhoraram em 90%”, relata a professora. 

Clique aqui para mais o projeto Corrente do Bem

YANN

FOTO: LARA ELI PADILHA (SECADI/MEC)

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Pedagoga Adrielly, a 12ª vítima de feminicídio no DF em 2023

A 12ª vítima de feminicídio do DF neste ano era pedagoga, e lecionava no CEF 418 de Santa Maria. Na noite de sexta-feira (2/6), Adrielly Thauana foi assassinada a facadas por Josmar Junio, que tentou se matar em seguida e foi encaminhado ao Hospital do Regional Gama (HRG), onde segue internado. Adrielly é natural do Piauí, e será enterrada em seu estado natal.

A diretora do CEF 418, Gabriela Lima da Silva, lamenta muito a perda da colega: “Adrielly, você fará falta para nós, aqui no Cef 418, tenha a certeza disso. Estamos todos muito tristes com a sua partida. É difícil aceitar que não teremos mais seu sorriso em nossas manhãs, mas sabemos que você já não está mais sofrendo, está em um lugar melhor e certamente sorrindo para Deus.”

Em todo o ano de 2022, o Distrito Federal registrou 17 feminicídios. Em 2023, até o início de junho, já foram registrados 12 feminicídios na Capital Federal – de 25 tentativas de feminicídio. Mas, dos 12 assassinos das (ex-?) companheiras, 10 estão presos, um se matou e apenas um segue foragido.

O feminicídio é problema endêmico no Brasil – e em vários outros países. Por que, para tantos homens, dispor da vida de uma mulher como se fosse um objeto, ou coisa menor / inferior, é algo tão natural? Encontramos a resposta numa combinação histórica e social de cultura machista com ascensão de pautas conservadoras e morais.

Promover a reflexão sobre o papel da mulher na escola e na sociedade é tarefa também do sindicato. E você? Já levou suas turmas a refletirem sobre isso?

“É função da escola escancarar essa naturalização da violência contra mulheres. É nossa função, como educadores e educadoras, mostrar aos estudantes a ausência de justificativa para o tratamento dispensado às mulheres por vários homens (e mulheres também) em pleno século XXI”, lembra Mônica Caldeira, coordenadora da secretaria de mulheres educadoras do Sinpro. “Qual a correlação entre o conservadorismo, o machismo e a punição aos corpos das mulheres? Qual a correlação entre as pautas morais e as pautas de costumes e a punição à existência das mulheres”, lembra a diretora do Sinpro.

A Professora Adrielly foi a 37ª vítima (entre fatais e quase fatais), apenas nos casos reportados de feminicídio. Muitos outros não foram reportados, e muitas outras expressões de machismo tão presente em nossa sociedade se dão de diversas formas.

Adrielly Thauana, presente! Descanse em paz.

Lei que exige paridade salarial entre gêneros vai a sanção presidencial

Na quinta-feira (1°/6), o Senado aprovou o projeto de lei que torna obrigatória a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens para trabalho de igual valor ou no exercício da mesma função. O texto determina que o governo federal terá que regulamentar a futura lei por meio de decreto. O PL 1.085/2023 agora segue para sanção presidencial.

A notícia é especialmente comemorada na Educação, pois o ensino básico brasileiro é majoritariamente formado por profissionais do sexo feminino. Entre profissionais da Educação, 79,2% são mulheres, segundo dados do Censo Escolar 2022, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“As professoras são maioria nos anos fundamentais e na educação infantil, em que a relação de cuidado é maior e onde os salários são menores. Esse projeto será uma importante ferramenta para acabar com a diferença entre salário de professores nos diferentes níveis e por isso iremos nos debruçar neste debate para que os cuidados não sejam considerados atividades menores”, afirma a Secretária de Relações de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Berenice D’Arc Jacinto.

Berenice acredita que a medida, desde que cobrada e fiscalizada pelos sindicatos, federações, confederações em defesa da classe trabalhadora, ajudará a valorizar as trabalhadoras essenciais para a formação dos cidadãos e cidadãs brasileiras.

Multa – A proposta de lei inclui uma série de penalidades para discriminação de sexo, raça, etnia, origem ou idade. Entre estas, se uma desigualdade salarial for identificada, o pagamento das diferenças salariais não impedirá a pessoa discriminada de buscar compensação por danos morais.

Além disso, a lei propõe uma mudança substancial na penalidade estabelecida no artigo 510 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). De acordo com a nova lei, a multa será equivalente a dez vezes o valor do salário atualizado que o empregador deve ao empregado prejudicado e pode dobrar em casos de reincidência. A lei também estipula que em caso de não conformidade, a empresa pode ser multada até 3% da sua folha de pagamento, com um limite de cem salários mínimos.

Combate à desigualdade – O projeto prevê, como medidas para garantia da igualdade salarial, o estabelecimento de mecanismos de transparência salarial; o incremento da fiscalização; a criação de canais específicos para denúncias de casos de discriminação salarial; a promoção de programas de inclusão no ambiente de trabalho; o fomento à capacitação e à formação de mulheres para o ingresso, a permanência e a ascensão no mercado de trabalho, em igualdade de condições com os homens.

Se houver disparidade salarial, as empresas serão obrigadas a criar planos de ação para eliminar essas desigualdades, estabelecendo metas e prazos para a implementação.

Luta – Esta legislação representa uma vitória significativa para a sociedade brasileira e um marco no combate à discriminação salarial. As mulheres, em particular, que há muito lutam por salários equiparados aos dos homens, celebram este avanço. A lei é vista como um reflexo da luta de todas as mulheres e da sociedade brasileira como um todo por igualdade salarial.

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Aumento da faixa de isenção do IRPF beneficia professores(as) e orientadores(as) educacionais

No início de maio, o governo federal anunciou uma mudança importante na faixa de isenção do Imposto de Renda (IRPF), que passou de R$ 1.908,98 (valor que estava congelado desde 2015) para R$ 2.112,00. Professores(as) e orientadores(as) educacionais devem ter notado em seu contracheque o valor de R$ 15,60, que consta como devolução do IRPF, em decorrência dessa mudança.

O aumento da faixa de isenção para R$ 2.112,00 beneficia todos os contribuintes, independentemente do rendimento. Como a tabela do IRPF é progressiva, significa que todos os que contribuem não vão pagar imposto sobre a fatia isenta. O Governo Lula pretende alcançar o patamar de R$ 5 mil para o teto de isenção, aumentando-o gradativamente até atingir esse número em 2026.

 

Salário mínimo

Desde 1º de maio, está em vigor o novo valor do salário mínimo, de R$ 1.320,00. A expectativa agora é de que, com a retomada de uma política de valorização do salário mínimo (interrompida durante o governo anterior), o piso salarial nacional seja reajustado anualmente com ganhos reais, ou seja, além da inflação. A previsão para 2024 é que o valor chegue a R$ 1.389,00.

A mudança no valor do SM impacta benefícios e serviços que o utilizam como referência, como o abono salarial PIS/Pasep, os benefícios do INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e o seguro-desemprego, por exemplo. Como uma parcela significativa da população que recebe o salário mínimo ou valores próximos, a mudança causa grande impacto na economia. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 22,7 milhões de pessoas são diretamente impactadas pelo aumento do mínimo, e outras 31,3 milhões são afetadas de forma indireta.

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CAFÉ DA MANHÃ COM GESTORES(AS) NESTA TERÇA-FEIRA (6/6)

O Sinpro-DF convida os(as) gestores(as) das escolas públicas do Distrito Federal para um café da manhã nesta terça-feira (6/6), às 9h, no Auditório Paulo Freire (SIG).

Na ocasião debateremos a pauta da greve e os próximos desafios para a categoria.

Compareça. Sua presença é fundamental!!

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