Educadores(as) suspendem greve com vitórias importantes

Em assembleia geral representativa do nosso belo movimento de greve, professores(as) e orientadores(as) educacionais decidiram pela suspensão da greve. A decisão aconteceu nesta quinta-feira (25), depois de um amplo processo de debate sobre as propostas e compromissos firmados pelo GDF em mesa de negociação, que foi aberta graças à nossa mobilização. A assembleia definiu por acatar a proposta, suspender a greve e manter o estado de mobilização. Com a suspensão do movimento paredista, professores(as) e orientadores(as) educacionais retornam às escolas nesta sexta-feira, 26.

Após afirmar que não negociaria com a Educação em greve, o governo se viu pressionado pela categoria a negociar sim. Em reunião de negociação dia 17 de maio, o GDF apresentou propostas que dialogam com demandas concretas, como a incorporação da Gaped e da Gase; a nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as) do último concurso público (incluindo cadastro reserva); direito a atestado de acompanhamento e participação na semana pedagógica para temporários(as); entre outras.

>>> Leia mais: CATEGORIA PRESSIONA GDF A APRIMORAR PROPOSTA APRESENTADA

A comissão de negociação informou à assembleia sobre a reunião com o governo acontecida nesta quarta-feira, 24 de maio, quando o governo antecipou o cronograma de incorporação da Gaped e da Gase e se comprometeu a negociar o calendário escolar sem corte de ponto dos servidores e servidoras grevistas. Esses foram dois itens muito importantes levados à mesa pelos representantes do Comando de Greve.

As propostas e os compromissos foram colocados em documento assinado pelos secretários da Casa Civil (Gustavo Rocha); do Planejamento, Orçamento e Administração (Ney Ferraz) e da Educação (Hélvia Paranaguá). O documento garante a continuidade da mesa de negociação. Veja a íntegra abaixo:

 

 

Haverá nova reunião com o governo na segunda-feira às 16h para negociação da reposição dos dias parados. Às 19h desta quinta-feira (24), haverá uma live nas redes sociais do Sinpro (youtube, instagram, facebook) para detalhar a proposta do GDF aprovada na assembleia. Os(as) educadores(as) poderão fazer perguntas pelo número (61) 99991-0687, pelo qual também será possível o envio de contracheque (que não será publicizado) para simulação de cálculos.

>>> CLIQUE AQUI E CONFIRA AS NOVAS TABELAS SALARIAIS

 

Vitória!

O desfecho da greve é uma vitória da categoria, que vinha, desde 2022, levantando a bandeira pela reestruturação da carreira. Entre os itens que compõem essa pauta, alguns foram contemplados neste processo de negociação com o governo – inclusive a incorporação da Gase e da Gaped -, em consequência da greve de 21 dias que se encerrou nesta quinta.

A incorporação das gratificações representa uma conquista histórica! Há 31 anos esse tema faz parte das nossas reivindicações. A incorporação contribui para a valorização do vencimento básico (os reajustes, o 13º e demais benefícios passarão a incidir sobre ela), mudando o caminho da remuneração também para profissionais em contrato temporário e para aposentados(as), o que corrige distorções. Vitória muito importante desta greve!

As conquistas foram possíveis também com o apoio da Câmara Legislativa, que foi muito importante na mediação das tratativas com o governo. Os parlamentares contribuíram para fortalecer o debate de reestruturação da carreira, em defesa da educação, e alguns deles entraram em obstrução da pauta nesta terça (23) para forçar o governo a apresentar avanços.

O apoio da população foi fundamental! Ela expressou sua solidariedade nas comunidades escolares e também nas ações de rua realizadas pelo Comando de Greve.

E, é claro, mais uma vez, o que fez a diferença foi a unidade da categoria! Fizemos um movimento lindo, com muito vigor, conquistamos juntos apoios importantes e mostramos mais uma vez a força da nossa categoria! Essas vitórias são nossas! Parabéns professores(as) e orientadores(as) educacionais!

Seguimos unidos(as) e mobilizados(as) para garantir a efetivação dessas conquistas e seguir adiante rumo a novas vitórias! A luta continua!

 

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Assembleia Geral nesta quinta, 25

Professores(as) e orientadores(as) educacionais das escolas públicas se reunirão em assembleia geral nesta quinta-feira (25/5), às 9h30, no estacionamento da Funarte. A categoria está em greve desde o dia 4 de maio.

Na assembleia, serão discutidos os rumos do movimento grevista, que tem ampla adesão dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

Nesta segunda-feira (22/5) foram realizadas assembleias regionais para avaliar a proposta do GDF, apresentada à Comissão de Negociação do Sinpro-DF, no último dia 17. Novo encontro com o governo está agendado para a próxima quarta-feira (24).

Entre os pontos negociados com o GDF, estão a convocação de todos(as) os(as) aprovados(as) no último concurso público realizado para o magistério, em 2022; direito a atestado de acompanhamento para professores(as) em regime de contratação temporária; extensão para aposentados(as) sem paridade dos R$ 200 referentes ao auxílio saúde incorporado ao vencimento da categoria; incorporação da Gaped/Gase a partir de 2024 (em três anos, com duas parcelas de 5% a cada ano) (VEJA AQUI LISTA COMPLETA COM AS PROPOSTAS)

A Comissão de Negociação do Sinpro avalia que a proposta do GDF indica avanços. Entretanto, ainda há ajustes a serem feitos para que os pontos estejam mais próximos de atender as necessidades da categoria do magistério público.

>> Leia também: CATEGORIA PRESSIONA GDF A APRIMORAR PROPOSTA APRESENTADA; GREVE CONTINUA

Em breve, o Sinpro-DF disponibilizará horário e local de saída dos ônibus que levarão a categoria à assembleia geral.

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Sinpro disponibiliza ônibus para a Assembleia Geral desta quinta (25)

O Sinpro-DF disponibiliza ônibus para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais participarem da Assembleia Geral, nesta quinta-feira (25/5), às 9h30, no estacionamento da Funarte.

A pauta será sobre as próximas ações da greve iniciada no dia 4 de maio. Os ônibus saem de 18 cidades-satélites, às 8h. Confira o horário e os locais de saída a seguir.

 

Lista dos ônibus:

ÁGUAS LINDAS – Shopping de Águas Lindas

PLANALTINA DE GOIÁS – Em frente ao Fórum

PLANALTINA – CEE 01 Planaltina

SOBRADINHO – CEM 01 (ginásio)

PARANOÁ – (Igreja da Praça Central)

CED PAD-DF

SÃO SEBASTIÃO – CAIC Unesco

NÚCLEO BANDEIRANTE – CED 01 RF II, CETELB RF I, CEMUB/CRE Candangolândia

SANTA MARIA – CE Especial (passando pela EC215)

GAMA – CEM 02

RECANTO DAS EMAS – CRE

RECANTO DAS EMAS – CED Mirian Ervilha/Escola Buriti/Jiboia

SAMAMBAIA – Estacionamento da Feira Permanente da 202

TAGUATINGA – Estacionamento ao lado da Administração do Taguaparque

CEILÂNDIA – (estacionamento do BRB do centro)

BRAZLÂNDIA – Praça do Laço

FORMOSA – Igreja Catedral no Centro

GUARÁ – Estacionamento do GG

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Sessão solene em memória da Nakba palestina na CLDF

Uma sessão solene em memória da “Nakba” – a catástrofe (ou desastre) palestina – será realizada, nesta sexta-feira (26), às 19h, no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Convocada pelos deputados distritais Gabriel Magno, Chico Vigilante e Ricardo Vale, todos do PT, a sessão solene visa relembrar o êxodo em massa que mudou o destino e a tentativa de destruição da nação e do Estado palestinos.

Uma cena da história após a guerra áreabe-israelense de 1948 e pós-Segunda Guerra Mundial, que registra a expulsão de centenas de milhares de suas casas e seus territórios. A Nakba palestina ocorreu há 75 anos, no dia 15 de maio de 1948.”A luta do povo palestino é uma luta de libertação e de emancipação nacional. Também é uma luta por direitos físicos, direitos humanos e direitos políticos. O povo palestino precisa de nossa solidariedade política para que seja um Estado Palestino Laico e Democrático em toda a Palestina Histórica, onde possam viver cristãos, muçulmanos, judeus, ateus, etc., sem racismo, sem colonialismo, sem imperialismo. Sejamos solidários e unidos em nossa luta por um mundo justo e pacífico”, explica o deputado em sua justificativa no Requerimento 552, aprovado pelos(as) parlamentares.

No documento, os parlamentares apresentam um breve resumo da opressão histórica ao povo palestino e a disputa pelos territórios na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental ganhou um novo capítulo brutal no dia 15, quando o mundo lembrou mais um ano da Nakba, os 75 anos da tragédia Palestina.

A Mesa do evento conta com a presença do próprio deputado Gabriel Magno, da deputada federal Erika Kokay (PT-DF); Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, embaixador da Embaixada da Palestina; Ahmed Fakri Said Alasaad, ministro conselheiro Vice-Chefe da Missão Diplomática da Embaixada do Estado da Palestina no Brasil – Representando o Embaixador.

Também estarão presentes Qais Marouf Kheiro Shqair, embaixador da Liga dos Estados Árabes no Brasil; Fátima Ali, vice-presidenta da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL); Emir Mourad, secretário-geral da Confederação Latino-Americana e do Caribe (COPLAC); Sayid Marcos Tenório, vice-presidente do IBRASPAL – Instituto Brasil-Palestina.

Uma breve história do que foi a Nakba e por que é uma data importante

No Requerimento 552, o deputado Gabriel Magno conta um pouco do que foi a Nakba, “catástrofe”. A palavra “Nakba”, em árabe, refere-se à expulsão violenta promovida por Israel após sua autoproclamação como Estado. Estima-se que cerca de 750 mil palestinos tenham fugido ou sido forçados a deixar suas casas e 418 vilas árabes foram destruídas pela ocupação israelense em 1948.

Segundo o site DW, até o fim da Primeira Guerra Mundial, o território palestino estava sob domínio turco, como parte do Império Otomano. Com a partilha dele após o fim do conflito, a Palestina passou a ser controlada pelo Reino Unido, no chamado Mandato Britânico da Palestina. A administração civil britânica operou de 1920 a 1948. Nesse período, um número crescente de judeus de todo o mundo se mudou para a região por considerá-la sua pátria ancestral.

Após o horror do Holocausto na Alemanha nazista, um plano de partilha da Palestina foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1947, prevendo a criação de dois Estados: um judeu e, outro, palestino. A Liga Árabe rejeitou o plano, enquanto a Agência Judaica (autoridade para a comunidade judaica na Palestina antes da fundação do Estado de Israel) o aceitou. Em 14 de maio de 1948, o Estado de Israel foi proclamado.

Em reação, uma coalizão de cinco Estados árabes declarou guerra, mas acabou sendo derrotada por Israel em 1949. Antes do conflito, entre 200 mil e 300 mil palestinos fugiram ou foram forçados a deixar suas casas. Durante os combates, outros 300 mil a 400 mil foram deslocados. O número total é estimado em mais de 700 mil palestinos expulsos de seus territórios.

Magno destaca o fato de que “a Nakba aponta ainda para o problema de que muitos refugiados palestinos no exterior permanecem apátridas até hoje”, afirma.  Segundo a Resolução 194 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 1948, e a Resolução 3.236, de 1974, bem como a Convenção da ONU relativa ao Estatuto dos Refugiados, adotada em 1951, os palestinos têm o “direito de retorno”. Os palestinos reivindicam que Israel acate as decisões da ONU e retroceda às linhas de 1948, e que tenham direito de andar livres nas ruas do seu Estado sem serem barrados, fichados, presos ou mortos pelo exército israelense.

“Pela primeira vez em sua história, a Assembleia Geral da ONU rememorou o Dia da Nakba – termo em árabe traduzido como “catástrofe”, como os palestinos descrevem a criação do Estado de Israel, mediante limpeza étnica, em 15 de maio de 1948. Foi uma ocasião para reafirmar que o nobre objetivo de justiça e paz requer reconhecer a história e a realidade do povo palestino e garantir que seus direitos inalienáveis sejam respeitados”, escrevem os parlamentares na justificativa da sessão solene.

PDT-DF manifesta total apoio à greve da Educação

A Executiva do PDT do Distrito Federal emitiu nota oficial de total apoio à greve da Educação.

Em certo trecho, o PDF-DF enfatiza que “recorrer à justiça para condenar a ação dos professores é recurso corriqueiro de quem tem pouco apreço pelo diálogo. O resultado desta prática é, quase sempre, a radicalização e mais prejuízos ao corpo docente e mais ainda ao corpo discente provocando a ampliação dos problemas para as famílias do DF, que são obrigadas a improvisar em sua rotina diária para minimizarem os impactos da falta de diálogo”.

“É bom lembrar que a categoria sofre com salas de aula superlotadas, com crianças com necessidades especiais sem monitor, e vem, desde 2015, sem reajustes e tentado negociar com o governo”, afirma a nota.

Clique aqui e leia a íntegra da nota do PDT-DF

Psicólogos e assistentes sociais divulgam nota de apoio à greve da educação

As entidades representativas dos psicólogos(as) e assistentes sociais do Distrito Federal divulgaram uma nota em defesa da luta e da resistência da categoria do Magistério Público, em greve desde 4 de maio por reestruturação da carreira e outras reivindicações.

A Nota de Posicionamento é assinada pelos Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP 01/DF); Conselho Regional de Serviço Social do Distrito Federal (CRESS/DF); Sindicato das Psicólogas e Psicólogos do Distrito Federal (SindPsiDF).


Confira a nota na íntegra a seguir:

 

Psicólogas/os e assistentes sociais se unem em defesa da Educação do Distrito Federal

As entidades representativas da Psicologia e do Serviço Social se unem, nesse momento de luta e resistência, em apoio à greve das professoras e professores na reivindicação de seus direitos e de uma escola de qualidade.

Manifestamos publicamente o nosso apoio à greve das/os professoras/es do Distrito Federal, por considerarmos justas e necessárias as demandas apontadas pela categoria, uma vez que a valorização social da Educação está implicada no respeito, reconhecimento e na valorização de seus profissionais. Logo, entendemos que tal luta não é só pela conquista e garantia de direito de trabalhadoras/es, como por uma Educação democrática e de qualidade no Distrito Federal.

Convém destacar que, além da defasagem salarial acumulada nos últimos anos, sem ajustes monetários, ressaltam-se os desafios enfrentados por educadores no cotidiano escolar, como a recente onda de violência contra as escolas, estudantes e trabalhadores, bem como as dificuldades referentes aos processos de convivência escolar e à aprendizagem, potencializadas pela crise advinda pandemia da Covid-19.

Destacamos que melhorar as condições de trabalho das/os professoras/es nas escolas públicas envolve a garantia de apoio para o acompanhamento de necessidades educativas que extrapolam o seu fazer pedagógico. Neste cenário, defendemos que a contratação de psicólogas/os e assistentes sociais, em atendimento ao Plano Distrital de Educação (PDE), à Lei Federal 13.935/2019 e à Lei Distrital 6.992/2021, torna-se fundamental para consolidação da luta conjunta das três categorias por Educação de qualidade e emancipadora.

Repudiamos a atual situação de precarização da educação no DF, que é configurada pela falta de profissionais, por condições de trabalho insalubres e pelos baixos salários, tendo o magistério público uma remuneração abaixo do Piso Nacional e mais de 30% de perda inflacionária nos salários. A Secretaria de Educação (SEEDF) conta ainda com a carreira Gestor em Políticas Públicas e de Gestão Educacional, que inclui as especialidades de Psicologia e Serviço Social, que apresenta condições semelhantes às supracitadas. 

Cabe ressaltar que atualmente menos de um quarto das escolas públicas conta com um profissional de Psicologia. Já a especialidade de Serviço Social se encontra sem servidores em exercício em quaisquer das quase 700 escolas públicas do Distrito Federal. A falta desses profissionais sinaliza para um cenário de desassistência de estudantes e familiares. Esses fatores tornam a greve um recurso imprescindível para o atendimento de pautas urgentes que garantam a operacionalização da educação pública de qualidade para todos os estudantes do DF.

Por fim, reafirmamos que os ataques proferidos contra educadores e a Educação são tentativas de criminalizar o direito constitucional de greve e a luta da classe trabalhadora.

 

Assinam esta nota:

Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP 01/DF)

Conselho Regional de Serviço Social do Distrito Federal (CRESS/DF)

Sindicato das Psicólogas e Psicólogos do Distrito Federal (SindPsiDF)

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Inclusão do Fundeb no arcabouço fiscal representa retrocesso

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite dessa terça-feira (23/5), o texto-base do novo regime fiscal – o chamado arcabouço fiscal, PLP nº 93/2023 – para as contas da União a fim de substituir o atual teto de gastos. A proposta foi aprovada por 372 votos a 108, na forma do parecer do relator, deputado Claudio Cajado (PP-BA).

FUNDEB – O relator Cajado – diferentemente  do projeto original do Executivo – com a apresentação do substitutivo ao PLP nº 93/2023, incluiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na regra que irá limitar os gastos do governo. A medida pode inviabilizar mais investimentos na educação, já que o novo regime condiciona maiores gastos do governo ao cumprimento de metas do resultado primário (arrecadação menos despesas), buscando conter o endividamento.

Segundo a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da própria Câmara dos Deputados, “a inclusão da complementação da União dentre as despesas limitadas pelo arcabouço fiscal obrigará a redução de outras despesas, inclusive em programas educacionais, como os da merenda e do transporte escolar, além do livro didático”. A complementação citada pela nota é a fatia correspondente a aportes da União para composição do Fundeb.

A nota da Consultoria da Câmara afirma ainda que a inclusão da complementação da União ao Fundeb dentre as despesas submetidas ao limite de gastos representará “restrição fiscal”, atualmente inexistente. “[Isso] dificultará o alcance do padrão mínimo de qualidade na educação básica, bem como o atingimento das metas previstas no plano nacional de educação”, diz o texto, que ressalta, ainda, que as regras do fundo já garantem que não haja aumento de gastos imprevistos em períodos de dificuldades ou recessão.

“O Fundeb já se autorregula: se cair a arrecadação, automaticamente diminui o valor a complementação da União ao Fundeb na mesma proporção”, diz o texto. O fundo é uma cesta de impostos direcionada às redes de ensino com base no número e tipo de matrículas. A partir do total desse bolo, a União faz a complementação.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), dessa forma, o texto aprovado piora ainda mais o programa de Temer e amplia a dificuldade de investimentos no ensino público e a execução do Plano Nacional de Educação (PNE).

Para o presidente da CNTE, Heleno Araújo, com a aprovação da proposta apresentada pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA), o prejuízo aos trabalhadores(as) da educação, que já sofrem com o achatamento da carreira, e aos estudantes, que verão reduzidas verbas para o transporte escolar, alimentação escolar, uniforme, material didático, será muito maior e pode afetar até mesmo a conclusão das obras paralisadas em escolas.

“O texto-base aprovado impõe uma pressão aos recursos destinados à educação pública, limitando os valores a serem investidos, além de impedir o atendimento às metas do Plano Nacional da Educação. Este novo texto traz grande prejuízo às escolas e à saúde, ao estrangular os recursos destinados a essas áreas e desta forma irá prejudicar o atendimento à população”, explica Heleno. 

Votação de destaques nesta quarta – De acordo com a deputada federal Érika Kokay (PT-DF), os deputados ainda precisam analisar destaques que podem alterar pontos do texto. A votação será retomada nesta quarta-feira (24/5), a partir das 13h55.

E um dos destaques é derrotar a proposta do relator Cajado em mudar as regras de reajuste do Fundo Constitucional (FCDF), mecanismo de financiamento estabelecido pela Constituição Federal para garantir recursos financeiros ao Distrito Federal. O objetivo do fundo é suprir as necessidades do DF em áreas como segurança pública, saúde e educação. Atualmente, o FCDF é composto por recursos provenientes da União, que são repassados ao Distrito Federal de forma automática e regular.

“O relator agora impõe um teto orçamentário e isso trará impacto direto nas políticas públicas para o DF”, enfatiza Kokay.

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Deputados da oposição na CLDF entram em obstrução em defesa do direito de greve do magistério

Parlamentares de oposição ao governo Ibaneis na CLDF anunciaram nesta terça-feira (23) que entram em obstrução da pauta até que o GDF retire suas tentativas de judicializar a greve de professores(as) e orientadores(as) educacionais, e a ameaça de corte de ponto. A bancada de oposição é formada pelo PT e pelo bloco PSOL-PSB, contando com os deputados distritais Chico Vigilante, Gabriel Magno, Ricardo Vale, Fábio Felix, Max Maciel e a deputada Dayse Amarílio.

A obstrução é uma prática parlamentar na qual os mandatários se recusam a votar pautas de interesse do poder executivo. Eles, assim, prejudicam o quórum das votações e paralisam os trabalhos.

“Greve é um direito constitucional, e a categoria está em greve por uma pauta legítima, que é a valorização da escola pública no DF”, disse o deputado Gabriel Magno (PT), ao anunciar, em nome da liderança da minoria, a obstrução. “Em 14 anos de SEEDF, eu nunca vi um governador pedir na Justiça pra bloquear os recursos do sindicato”, afirmou.

“Se tem uma categoria que faz greve e depois repõe horários, são os professores e professoras”, disse o deputado Fábio Félix (PSOL). “O que o GDF está fazendo com o Sinpro-DF e com a greve da categoria é cruel”. Félix disse que os parlamentares aguardam um gesto do governo distrital para que a casa possa retomar as votações.

Segundo o portal Metrópoles, o o presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), disse em plenário que espera que “prevaleça o diálogo e respeito ao legítimo movimento de greve dos professores”.

A truculência do GDF não intimida a categoria, que segue em greve e tem assembleia geral marcada para esta quinta-feira, 25 de maio, às 9h30, no estacionamento da Funarte. Todas e todos à assembleia!

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Sinpro disponibiliza ônibus para a Assembleia Geral desta quinta (25)

O Sinpro-DF disponibiliza ônibus para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais participarem da Assembleia Geral, nesta quinta-feira (25/5), às 9h30, no estacionamento da Funarte.

A pauta será sobre as próximas ações da greve iniciada no dia 4 de maio. Os ônibus saem de 18 cidades-satélites, às 8h. Confira o horário e os locais de saída a seguir.

 

Lista dos ônibus:

ÁGUAS LINDAS – Shopping de Águas Lindas

PLANALTINA DE GOIÁS – Em frente ao Fórum

PLANALTINA – CEE 01 Planaltina

SOBRADINHO – CEM 01 (ginásio)

PARANOÁ – (Igreja da Praça Central)

CED PAD-DF

SÃO SEBASTIÃO – CAIC Unesco

NÚCLEO BANDEIRANTE – CED 01 RF II, CETELB RF I, CEMUB/CRE Candangolândia

SANTA MARIA – CE Especial (passando pela EC215)

GAMA – CEM 02

RECANTO DAS EMAS – CRE

RECANTO DAS EMAS – CED Mirian Ervilha/Escola Buriti/Jiboia

SAMAMBAIA – Estacionamento da Feira Permanente da 202

TAGUATINGA – Estacionamento ao lado da Administração do Taguaparque

CEILÂNDIA – (estacionamento do BRB do centro)

BRAZLÂNDIA – Praça do Laço

FORMOSA – Igreja Catedral no Centro

GUARÁ – Estacionamento do GG

Vídeo de Simão de Miranda apresenta “Entre greves, pelegos e patrões”

Neste momento em que a categoria do Magistério da rede pública de ensino do Distrito Federal está em greve geral, o professor Simão de Miranda lança um vídeo no YouTube em que explica o que é e como surgiu a greve e do papel de cada trabalhador(a) durante uma luta por melhores salários e condições de trabalho decentes. Confira o vídeo no final desta nota.

Com o título “Entre greves, pelegos e patrões”, o vídeo descreve um pouco dos papeis que cada uma dessas personagens (pelegos e patrões) desempenha durante um movimento paredista. “Hoje o assunto é grave. O assunto é greve. Nossa conversa de hoje é sobre grevistas, pelegos e patrões. Conheça os papéis de cada um destes personagens nos movimentos reivindicatórios da classe trabalhadora. Por favor, assistam e passem adiante. Quem sabe desperta a consciência de classe dos pelegos!”, anuncia o professor.

Simão de Miranda é autor de várias obras e palestras disponíveis no seu website www.simaodemiranda.com.br. Ele também está nas redes digitais Instagram @simaodemiranda. Confira também o link para o artigo “Que tipo de pelego você é?”, assinada por Augusto Azevedo na revista eletrônica Berro, citado no vídeo: https://revistaberro.com/literatura/cronica/que-tipo-de-pelego-voce-e/

Clique no link do YouTube a seguir e assista “Entre greves, pelegos e patrões”

 

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