Sinpro divulga nota sobre a greve na rede de TV aberta
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF iniciou, nessa quinta-feira (27), nos canais abertos de televisão, a divulgação de um comunicado à população sobre a greve da categoria, que irá começar no dia 4 de maio. As inserções estão ocorrendo na rede aberta de TV e, nessa terça, o comunicado foi veiculado no horário nobre do Jornal Nacional da TV Globo. Confira o vídeo no final deste texto.
A greve foi aprovada na Assembleia Geral do dia 26 de abril. Em seguida, os(as) participantes marcharam, em protesto, até a Praça do Buriti. A categoria pede um basta ao descaso com a educação e reivindica melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira para recompor salários.
Há meses o Sinpro está com a campanha salarial nas escolas, nas ruas, redes digitais, outdoors, televisões, jornais e outras mídias. A categoria tem realizado reuniões, assembleias, paralisações, ato públicos e outros protestos denunciando a situação.
A greve começa a partir do dia 4 de maio porque estamos há 8 anos sob um arrocho salarial sem precedentes, assistindo, a cada dia, a nossa qualidade de vida e condições de trabalho piorarem e vendo a educação pública cada vez mais precarizada pela falta de investimento do governo.
Para nós, a greve é o último recurso para exigir do governo o respeito e a valorização da Educação e da carreira do Magistério Público. No vídeo que estamos divulgando nas redes e nas TVs, explicamos os nossos motivos. A saída da greve está nas mãos do governador Ibaneis.
Assembleia Geral dia 4 de maio, 9h30, no estacionamento da Funarte.
28 de abril – Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho
Jornalista: Luis Ricardo
Em 28 de abril de 1969, a explosão em uma mina localizada no estado de Virginia, nos Estados Unidos, matou 78 mineiros. Desde então a fatalidade é lembrada em todo o mundo em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Em 2003 a data foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, data instituída oficialmente no Brasil por meio da Lei nº 11.121/2005.
Segundo dados da Previdência Social de 2018 (última estatística disponível), após uma queda de 4,78% nos acidentes de trabalho registrada de 2016 para 2017, passando de 585.626 para 557.626, o Brasil registrou um aumento de 3,47% nos acidentes de trabalho de 2017 para 2018, passando para 576.951. Neste cenário de adoecimento no ambiente de trabalho, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais se colocam, infelizmente, entre os(as) mais atingidos(as).
O ambiente escolar, que deveria ser visto como centro de formação intelectual, de desenvolvimento e aprendizagem, um espaço construído para segurança, saúde e proteção, tem sido palco do descaso por parte dos governantes, fato que coopera para o adoecimento da categoria. Escolas sem acessibilidade, excesso de alunos(as) em sala de aula, naturalização de violências, discursos totalitários, entre outros problemas geram uma série de problemas de saúde no magistério público.
Para a psicóloga Luciene Kozicz, um ambiente de trabalho seguro e saudável como princípio é um direito fundamental no mundo do trabalho. Porém, os últimos dados do Ministério da Previdência revelam que ainda é preciso investir muito em prevenção para que esse direito seja garantido. “Prevenir significa impedir que professores, orientadores educacionais se sobrecarreguem pelo excesso de alunos em sala, disponibilizar equipes multidisciplinares na escola para atender as diversidades e realizar a inclusão social, que é muito diferente de jogar alunos para dentro de prédios, oferecer recursos didáticos como suporte experimental no desenvolvimento das aulas e na organização do processo de ensino e de aprendizagem dos educandos, propiciar espaços de diálogo para que machados e revólveres não matem diferenças”, ressalta.
A coordenadora da Secretaria de Assuntos da Saúde do Sinpro, Elbia Pires, enfatiza que distúrbios osteomusculares e transtornos mentais e comportamentais continuam sendo os campeões em afastamento do ambiente laboral. “Vivemos um cenário de adoecimento dentro e fora da escola. Convivemos com um culto à violência, de propagação da intolerância, fato que reflete no ambiente escolar. Isto tem sido visto em atos terroristas que culminaram na morte de professores e alunos. Tudo isto coopera para o adoecimento da nossa categoria. Precisamos lutar para que esta realidade mude imediatamente”, comenta a diretora, complementando que o descaso do governo com os professores e orientadores educacionais é mais um motivo de adoecimento. “Estamos há oito anos sem reajuste salarial, convivemos com salas lotadas, falta de estrutura e com o descaso do GDF com a educação. Por isso entraremos em greve a partir do dia 4 de maio”, finaliza.
Aposentados e pensionistas nascidos em abril: faltam 3 dias para terminar a prova de vida
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF alerta os(as) aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário no mês de abril e ainda não fizeram a prova de vida que faltam apenas três dias para terminar o mês. O procedimento é a comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões. A prova de vida pode ser realizada de forma presencial, ou seja, com o comparecimento do(a) beneficiário(a) a qualquer Agência do BRB, ou on-line, por meio do aplicativo já disponível nas lojas da iOS e Android.
Aplicativo Prova de Vida GDF
Criado durante a pandemia da covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado. Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.
Outras formas de fazer a prova de vida
Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/
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Sob arrocho salarial há oito anos, vendo sua qualidade de vida e suas condições de trabalho piorarem a cada dia, a categoria do magistério público do DF aprovou greve, que começa em 4 de maio, em assembleia geral realizada na manhã desta quarta (26). Ao final da assembleia, os e as participantes saíram em caminhada pelo Eixo Monumental até o Palácio do Buriti.
A greve começará dia 4 de maio, cumprindo os trâmites legais. Até lá, é fundamental que todos e todas mobilizem suas escolas, conversem com seus colegas e com a comunidade escolar para a construção da greve. Vamos ampliar a adesão ao movimento e pressionar o governo para que os resultados da negociação sejam positivos para a nossa categoria! Queremos reestruturação da carreira já!
A comissão de negociação informou que, em reunião com o Sinpro na segunda-feira (24), a Casa Civil, representando o GDF, assumiu o papel de coordenar a negociação sobre a reestruturação da carreira do magistério público. As secretarias de Economia e de Educação também participarão do processo. Uma nova reunião foi agendada para 3 de maio.
Na pauta, estarão itens importantes como a incorporação de gratificações (Gase e Gaped, por exemplo) e melhorias no processo de progressão na tabela salarial. Além disso, melhores condições de trabalho, nomeação de todos os aprovados e aprovadas do último concurso público, e a valorização de todos os profissionais da educação, efetivos(as), temporários(as), aposentados(as) e da ativa.
Essa reunião foi uma vitória importante da pressão que a categoria vem exercendo sobre o governo desde a assembleia de 14 de março, com mobilização nas cidades e debates dentro e fora das escolas. Além disso, a articulação com a Câmara Legislativa tem sido produtiva e contribui para que as reuniões de negociação aconteçam.
Professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF reivindicam a manutenção da reunião agendada, e que o governo encontre uma saída para a greve! Sempre dissemos que a responsabilidade sobre a greve estava nas mãos do governo. Agora, o desfecho do movimento depende do governo!
Todos às escolas para ampliar a adesão, fortalecer o movimento e fazer uma assembleia histórica dia 4 de maio!
Ato promovido pela Escola Classe 115 Norte pede paz nas escolas
Jornalista: Luis Ricardo
Em meio à onda de violência registrada em várias escolas do país, a Escola Classe 115 Norte promoveu um ato cujo tema central foi a paz. O evento, realizado no dia 20 de abril, foi pensado em contraposição ao clima de preocupação que tomou conta do ambiente escolar diante de várias ameaças propagadas pela internet, objetivando um dia de reflexão para estudantes e para a comunidade escolar como um todo.
Durante todo o dia a escola promoveu atividades que de uma forma lúdica proporcionaram um ambiente de acolhida e reflexão sobre a construção da cultura da paz na escola. Para solidificar o ato houve plantio de Ipê Branco, apresentação de talentos da comunidade, confecção de cartazes e um posicionamento da comunidade de manter a escola ativa, viva e pacífica em contraposição ao clima de terror propagado.
A comunidade escolar divulgou uma carta compromisso, onde afirma que a escola visa o pleno desenvolvimento da pessoa para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, conforme a Constituição Federal. Assim, é uma instituição que respira a vida e dela deve nutrir-se para realizar sua função social. “Guiada pelos valores de amorosidade, respeito, responsabilidade, autonomia, liberdade, honestidade e justiça, a Escola Classe 115 Norte reafirma seu compromisso de promover práticas que incentivem a humanização do desenvolvimento cognitivo, afetivo, relacional, físico, social, ambiental e econômico, de modo que possam contribuir com a construção de uma sociedade pacífica, ética, democrática, solidária e feliz”, salienta o professor Janio de Souza Alcantara.
O Sinpro participou da cobertura do evento e constantemente tem realizado atividades na luta por paz nas escolas. Na última segunda-feira (24) o sindicato participou de uma audiência pública no auditório da Escola Parque 303/304 Norte, e debateu ações para defesa e fortalecimento das escolas, com políticas de convivência e cultura de paz.
Clique aqui e confira a carta de compromisso divulgada pela EC 115.
Audiência pública: Sinpro defende fortalecimento das escolas e de profissionais de educação
Jornalista: Alessandra Terribili
Na noite desta segunda-feira, 24 de abril, aconteceu audiência pública sobre a violência contra as escolas. De iniciativa do deputado distrital Gabriel Magno, a atividade aconteceu no auditório da Escola Parque 303/304 Norte, e debateu ações para defesa e fortalecimento das escolas, com políticas de convivência e cultura de paz.
A diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio compôs a mesa de debates representando o sindicato. Também participaram da audiência: Gabriel Magno (deputado distrital); Erika Kokay (deputada federal); Tony Marcelo (coordenador do Plano de Paz da Secretaria de Educação do DF); José Sávio Ferreira (subsecretário de Prevenção à Criminalidade da Secretaria de Segurança Pública); Anderson Pereira de Andrade (Proeduc); Professora Dra. Liliane Campos Machado (diretora da Faculdade de Educação da UnB); Lucas Cruz (União dos Estudantes Secundaristas do DF); Tamara Levy (Sindicato dos Psicólogos do DF); e Rejane Pitanga (ex-deputada distrital, ex-presidenta da CUT-DF e ex-diretora do Sinpro-DF).
Para Luciana, evitar violência contra escolas depende de investimento em educação pública e valorização daqueles e daquelas que nela atuam: “Precisamos de medidas preventivas que só políticas públicas podem garantir”, disse ela. “Precisamos de concurso público, de nomeações, porque quando o profissional tem estabilidade, pode construir a continuidade do seu trabalho e o seu pertencimento àquela comunidade. Assim, torna-se mais possível identificar riscos e vulnerabilidades”, completou ela.
O Sinpro-DF aproveitou a atividade para relançar a campanha Quem bate na escola maltrata muita gente, ampliando-a para diversos motes. Um deles afirma que escola não é lugar de ter medo, escola é lugar de ser feliz. “Os professores e professoras vivenciaram um processo de institucionalização da criminalização da sua atividade. Isso também faz parte do recrudescimento da violência”, pontuou Luciana.
Ela também exaltou a importância do trabalho de professores(as), orientadores(as) educacionais, psicólogos(as) e demais profissionais em atividade na escola, e destacou que a valorização desses profissionais é fundamental para fortalecer a escola. Outro aspecto citado foi a importância do oferecimento de condições adequadas para a aprendizagem.
Governo Lula amplia vacina bivalente contra covid-19 para todos acima de 18 anos
Jornalista: Maria Carla
Toda a categoria do Magistério Público, estudantes e servidores(as) técnico-administrativos(as) com idade a partir dos 18 anos já podem tomar o reforço contra a covid-19 com a vacina bivalente. A boa notícia foi anunciada pelo Ministério da Saúde (MS) nessa segunda-feira (24).
O MS destaca que a dose bivalente deve ser tomada por quem está com o esquema vacinal, praticamente, em dia. Segundo dados do MS, essa ampliação da campanha de vacinação contra covid-19 com a dose de reforço bivalente para toda população acima de 18 anos de idade vai favorecer cerca de 97 milhões de brasileiros poderão ser vacinados.
Quem pode tomar a bivalente?
Só pode tomar a dose bivalente quem recebeu, pelo menos, duas doses de vacinas monovalentes (Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer; ou, ainda, a dose única, no caso da Janssen) no esquema primário e teve o primeiro reforço há, no mínimo, 4 meses. Ou seja, a dose mais recente deve ter sido tomada há 4 meses. Quem está com dose em atraso, pode procurar também as unidades de saúde.
O Sinpro continua com a campanha permanente em defesa da vida e contra o negacionismo e alerta para o fato de que a covid-19 continua fazendo vítimas. Dados do MS dessa segunda-feira (24/4), indicam que Brasil registra 37.407.232 casos confirmados de Covid-19. Desses, 49.140 foram registrados nos sistemas nacionais durante a Semana Epidemiológica (SE) 15.
O MS também informa que os dados da covid-19 dessa segunda (24/4) foram atualizados por meio de dados enviados ao ministério pelas Secretarias de Saúde estaduais, municipais e do Distrito Federal. Em relação aos óbitos, o País tem, hoje, 701.215 mortes por coronavírus. Na SE 15, foram registrados 404 óbitos nos sistemas oficiais.
Vacina salva vidas
O ministério ressalta que as vacinas têm segurança comprovada, são eficazes e evitam complicações decorrentes da covid-19. A ampliação das doses bivalentes, segundo o site da Pasta, tem “o objetivo de reforçar a proteção contra a doença e ampliar a cobertura vacinal em todo País”.
Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) de 19 de abril, “globalmente, até 11h04 do dia 19 de abril de 2023, houve 763.740.140 casos confirmados de covid-19, incluindo 6.908.554 mortes, relatadas à Organização Mundial de Saúde (OMS). Até 16 de abril de 2023, um total de 13.321.463.740 doses de vacina foram administradas”.
No início de abril, por ocasião do 75º ano da OMS, o site Metrópoles informou que haverá uma nova reunião do Comitê de Emergência da OMS no início de maio, “quando especialistas do grupo vão avaliar se a covid-19 ainda representa uma emergência internacional de saúde pública, o nível mais alto de alarme da entidade”. Somente após essa reunião, a OMS poderá decretar ou não o fim da pandemia do novo coronavírus. Enquanto isso, é preciso vacinar para acabar com esta pandemia.
Movimento Nacional pela Vacinação com a bivalente
Informações da Agência Brasil indicam que a campanha de imunização com a vacina bivalente foi iniciada em fevereiro com foco nos(as) idosos(as) de 60 anos ou mais, pessoas que vivem em instituições de longa permanência, pessoas imunocomprometidas, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, gestantes e puérperas, profissionais de saúde, pessoas com deficiência permanente, presos e adolescentes em medidas socioeducativas e funcionários de penitenciárias.
“Até o dia 20 deste mês, mais de 10 milhões de pessoas já tinham tomado o reforço bivalente, sendo 8,1 milhões idosos, conforme dados divulgados pelo ministério”, afirma a Agência Brasil. A vacinação com a bivalente faz parte da campanha Movimento Nacional pela Vacinação, deflagrada em 27 de fevereiro deste ano, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O evento que iniciou a campanha ocorreu na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1, no Guará (DF), e contou com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade.
A Universidade de Brasília recebe, na semana de 17 a 21 de julho, a XV Conferência Interamericana de Ensino de Física (CIAEF) e o III Encontro Nacional do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF).
A Conferência volta-se às temáticas norteadoras: (a) Formação em Física para uma sociedade inclusiva; (b) Formação em Física para para a credibilidade social; (c) Ensino e aprendizagem em Física sem limitações de gênero; (d) Formação em Física para a incerteza. (e) Formação em Física no contexto das políticas educacionais (f) Formação em Física para o enfrentamento dos problemas em tempos de crise; (g) Ensino de Física e Ciências a partir da interdisciplinaridade.
A conferência Inaugural do evento será realizada pelo Prof. Dr. Marco Antônio Moreira, na Universidade de Brasília. Moreira é professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e autor de diversas obras na área de Educação.
Também está confirmada a participação do Prof. Dr. Eder Pires de Camargo, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia da UNESP de Ilha Solteira e do programa de pós-graduação em educação para ciências da faculdade de ciências da UNESP de Bauru.
Para quaisquer informações, entrem em contato com aorganização do evento no e-mail: ciaef15mnpef10@gmail.com
Saúde mental | Ataques às escolas ampliam debate sobre investimento em suporte psicológico
Jornalista: Maria Carla
O país ainda discute formas de prevenção e o combate a atos de violência contra as comunidades escolares que cresceram nos últimos 21 anos. De acordo com estudo do Instituto de Estudos Avançados da Unicamp, ao menos 23 escolas do Brasil foram vítimas de ataques desde 2002, com 36 mortes e a perda de 24 estudantes, cinco professores, outros dois profissionais de educação e cinco alunos e ex-alunos, responsáveis pelos ataques.
Ao mesmo tempo em que buscam por repostas, organizações em defesa das escolas públicas, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) cobram medidas imediatas. Entre elas, a ampliação do investimento em programas que oferecem apoio psicológico tanto para tratar casos em que se identifica um potencial agressor, quanto para cuidar dos estudantes e profissionais dos colégios que seguirão a conviver no ambiente onde houve um ato terrorista.
Segundo mapeamento realizado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e pelo Instituto Ayrton Senna apresentado em 2022, 70% dos estudantes e das estudantes da rede estadual apresentam sintomas de depressão e ansiedade. Ainda de acordo com a pesquisa, 5,7% apontaram conviver com situações de violência psicológica frequentemente e 3,8% disseram presenciar violência física em casa com muita frequência.
Alerta contra ataques
O cenário de violência pode ser ainda pior, caso não exista uma resposta imediata. De acordo com a Polícia Civil do Estado de São Paulo, houve um aumento no número de planos de possíveis ataques após o atentado contra a Escola Estadual Thomazia Montoro, na capital paulista, no último dia 27, e aos menos 279 planos de ataques foram identificados em apenas uma semana.
A corporação frustrou dezenas de possíveis atos violentos em escolas em 11 e 12 de março, quando agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão nos municípios de São José dos Campos, Caçapava e Tupã, com a prisão de três adolescentes e a apreensão de celulares, facas, máscara e chips de telefonia.
Apesar da gravidade da situação, em muitos estados, como São Paulo, o suporte psicológico foi encerrado, como ocorreu no início da gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que suspendeu em fevereiro, na rede estadual paulista, o programa Psicólogos na Educação, que prestava serviços de assistência a saúde mental. Em muitos estados e cidades este tipo de programa nunca existiu.
Para a editora do site El Coyote, Letícia Oliveira, que monitora grupos de extrema direita há 11 anos, o combate aos discursos e aos grupos que incentivam discursos de ódio precisa ocorrer em várias frentes para que se obtenha sucesso.
“Quando falamos sobre cooptação, devemos considerar não só os grupos organizados de extrema-direita, mas também o discurso, que já é uma forma de enredar esses adolescentes que se sentem acolhidos. Há um componente de saúde mental forte, mas é um problema que é multifatorial. Isso vai desde a ampliação do acesso de crianças e adolescentes ao discurso durante o período da pandemia, quando a socialização diminuiu e perdemos mediadores presenciais que poderiam rebater esses valores, até o processo de imitação que ocorrer a partir da divulgação de vídeos e das terroristas que podem contribuir para pessoas que tenham gatilhos emocionais e psiquiátricos para a violência”, analisa.
Saúde mental em destaque
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde mental é “um estado de bem-estar mental que permite às pessoas lidar com os momentos estressantes da vida, desenvolver todas as suas habilidades, aprender e trabalhar bem e contribuir para a melhoria de sua comunidade”.
Uma situação contrária ao que se tem visto nas escolas a partir da desvalorização dos profissionais da educação e da introdução de projetos como o Escola Sem Partido, que persegue professores e ataca a autoridade em sala de aula, que enfrenta dificuldades de discutir questões como o respeito à diversidade.
Dados do Departamento de Análise de Dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), apontam que o total de óbitos por lesões autoprovocadas dobrou nos últimos 20 anos, passando de 7 mil para 14 mil. Dados anteriores à pandemia já indicavam episódios depressivos como a principal causa de pagamento de auxílio-doença não relacionado a acidentes de trabalho, correspondendo a 30,67% do total, seguida de outros transtornos ansiosos (17,9%).
Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, com 2,6 mil pessoas, revelou em outubro de 2022 cenários elevados de insuficiência de atividade física (67,2%), depressão (19%), ansiedade (30%), insegurança alimentar (33,3%) e persistência de sintomas pós-infecção (75%), a Covid longa.
SOS
O primeiro passo para descobrir o melhor caminho para o atendimento e obter ajuda é procurar uma unidade de atendimento médico no bairro por meio de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Em muitos estados, as universidades públicas prestam serviços gratuitos de atendimento psicológico.
Assembleia Geral dia 26/4, às 9h30, no estacionamento da Funarte
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro informa que a Assembleia Geral da categoria com paralisação e indicativo de greve será realizada no dia 26 de abril (quarta-feira), às 9h30, no estacionamento da Funarte.
A Assemblei Geral faz parte do calendário de mobilização. “Todas as atividades estão no calendário de mobilização aprovado na Assembleia Geral do dia 14 de março, que aprovou indicativo de greve”, lembra Luciana Custódio, coordenadora da Secretaria de Finanças do Sinpro-DF.
Ela também destaca os princípios da Campanha Salarial 2023: “Isonomia e paridade são princípios da nossa campanha. Nossa pauta atinge toda a categoria: efetivos e contratos temporários, ativos e aposentados”, explica a diretora.
A Campanha Salarial 2023 da categoria do magistério público do DF está a todo vapor nas ruas, nas TVs, nas redes sociais e na categoria. Para o público brasiliense, o Sinpro divulgou vídeos da campanha na TV, em outdoors em toda a cidade e nas redes digitais. Clique na matéria a seguir e confira:
O Sinpro-DF disponibilizará transporte aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais para participarem da Assembleia Geral com paralisação e indicativo de greve, nesta quarta-feira (26/4). Os ônibus sairão às 8h, de Águas Lindas, Planaltina de Goiás, Planaltina, Sobradinho, Paranoá, São Sebastião, Núcleo Bandeirante, Santa Maria, Gama, Recanto das Emas (CRE e CED Mirian Ervilha), Samambaia, Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Formosa, Guará. Confira locais e horários das saídas dos ônibus.