Categoria prestigia peça Vozes da floresta: Chico Mendes Vive

Com interpretação da atriz Lucélia Santos e texto da jornalista e editora da Revista Xapuri, Zezé Weiss, a peça “Vozes da floresta: Chico Mendes vive” levou professores(as) e orientadores(as) educacionais ao Teatro dos Bancários nesse fim de semana. A peça conta a história de Chico Mendes do ponto de vista de Weiss, que, por sua vez, a escreveu, exclusivamente, para a interpretação de Lucélia.

O espetáculo exclusivo para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) ocorreu no domingo (23), sessão das 18h, no Teatro dos Bancários. Antes disso, na quinta-feira (20/4), a atriz Lucélia Santos conversou com Rosilene Corrêa, diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Iolanda Rocha, professora e ativista socioambientalista e membro da revista Xapuri; e Raimundo Kamir, coordenador da secretaria de Políticas Sociais do Sinpro, numa edição especial do TV Sinpro. Clique no link a seguir e confira o TV Sinpro Especial com Lucélia Santos: https://www.facebook.com/sinprodf/videos/783066949882155

A atriz encena a memória da luta de Chico Mendes, sob a companhia e o olhar histórico de Valdiza Alencar e Cecília Mendes, três mulheres da resistência que dão o tom da peça. Elas intercalam seus sentimentos e paixões em narrativas que são a voz do próprio Chico Mendes. Ele é o fio condutor no relato da história coletiva do movimento de resistência dos seringueiros acreanos, sendo, em essência, a sua própria história também.

No espetáculo, trechos inéditos de sua entrevista gravada há 34 anos são usados para retratar o ápice do conflito entre seringueiros e ruralistas. A persistência em resistir contra a derrubada da floresta onde vivia e trabalhava serviu e serve até hoje como exemplo para as gerações presentes e futuras. A peça traz a defesa de um legado que precisa perdurar. A força e a voz de Lucélia em cena, celebram e honram os ideais de Chico.

Clique no título, a seguir, e aprecie um pouco do texto da peça:  Vozes da floresta: Chico Mendes vive

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Assembleia Geral de 26 de abril: confira os locais de saída dos ônibus

O Sinpro-DF disponibiliza transporte aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais para participarem da Assembleia Geral com paralisação e indicativo de greve, nesta quarta-feira (26/4), no estacionamento da Funarte. Confira locais e horários das saídas dos ônibus.

Os ônibus saem, às 8h, de Águas Lindas, Planaltina de Goiás, Planaltina, Sobradinho, Paranoá, São Sebastião, Núcleo Bandeirante, Santa Maria, Gama, Recanto das Emas (CRE e CED Mirian Ervilha), Samambaia, Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Formosa, Guará.

Confira na imagem, a seguir, os locais de saída dos ônibus, às 8h.

 

 

 

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Sinpro realiza debate após sessão de “O pastor e o guerrilheiro” no Cine Cultura

O Sinpro-DF realizou, na quinta-feira (20), um debate com quem assistiu o filme “O pastor e o guerrilheiro”, de José Eduardo Belmonte, no Cine Cultura do Liberty Mall. O debate ocorreu após a sessão das 20h30 e contou com a participação da atriz Gabriela Correia; do produtor executivo do filme, Caetano Curi; do produtor Nilson Rodrigues; do diretor do Sinpro, Bernardo Távora; e do professor, ex-deputado federal por Mato Grosso e integrante do conselho editorial da Revista Xapuri, Gilney Viana.

“O pastor e o guerrilheiro” também foi exibido em 10 escolas da rede pública de ensino pelo “Cinema nas Escolas – Circuito de Cinema Brasileiro”. Trata-se de um projeto da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC) com o apoio do Sinpro-DF, que levou o cinema brasileiro para as escolas públicas do Distrito Federal entre os dias 28 de fevereiro e 16 de março.

 

Confira outras matérias sobre o tema:

 

Projeto levará o cinema brasileiro para dentro das escolas públicas do DF: https://bit.ly/41w5LbU 

 

TV Sinpro: O pastor e o guerrilheiro nas escolas: https://bit.ly/41c81Fq

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Temporários(as): Folha suplementar corrigiu erros de pagamento

Em reunião com a Sugep (Subsecretaria de Gestão de Pessoas da SEEDF) na última quarta-feira, 19, o Sinpro levou demandas de professores e professoras em regime de contrato temporário.

Aqueles e aquelas que foram prejudicados nas folhas de pagamento referentes a fevereiro e março tiveram os erros em salário retificados em folha suplementar. Os pagamentos foram feitos de quinta (20) para sexta-feira (21). Entretanto, o Sinpro identificou que ainda há erros a serem corrigidos, e estes devem ser retificados na próxima folha de pagamento. Ao perceber erros de pagamento não corrigidos, o Sinpro pede que o professor ou professora solicite o repag e entre em contato com o diretor que acompanha sua escola.

Os erros identificados no pagamento de benefícios, como vale-refeição ou vale-transporte, serão corrigidos na próxima folha de pagamento (maio, referente a abril).

As direções de escola devem registrar imediatamente no sistema que gerencia os recursos humanos que o professor ou professora de contrato temporário entrou em exercício. Para evitar contratempos, o Sinpro orienta que todos os professores e professoras em regime de contrato temporário tenham o hábito de checar o sistema Kronos, para conferir o lançamento de suas horas de trabalho. Quando o erro é detectado somente após o fechamento da folha de pagamento, a retificação do problema só será feita no mês subsequente.

Os benefícios, como vale-refeição ou vale-transporte, precisam ser solicitados pelo professor ou professora junto à escola. Eles não são concedidos automaticamente – é preciso solicitar! Posteriormente, é importante acompanhar o encaminhamento da solicitação. Enquanto a escola não encaminhar a solicitação ao núcleo de pagamento da SEEDF, o benefício não será pago! E não será pago de forma retroativa por atraso de solicitação. Portanto, é importante que as direções façam essa solicitação tão logo o professor ou professora temporária chegue à escola.

Licença acompanhamento

Quanto à licença acompanhamento, o Sinpro, mais uma vez, reafirmou a importância da garantia desse direito, especialmente tendo em vista que se trata de uma categoria majoritariamente feminina, e que as mulheres são, quase sempre, as responsáveis por crianças, idosos e pessoas doentes na família. Esse é um direito que não existe para trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada, porém, existe para servidores(as) públicos(as), ainda que descontada do tempo de serviço. O GDF seguirá em negociação com o sindicato sobre essa questão, e uma nova reunião está prevista para essa finalidade.

O Sinpro seguirá acompanhando a resolução dos problemas identificados pelos professores e professoras, e, tão logo haja novas informações, socializará com a categoria.

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Seminário gratuito e online discute desinformação e reconstrução democrática do Brasil

Entre os dias 25 e 28 de abril acontecerá o I Seminário Nacional para discutir a comunicação e a reconstrução democrática no Brasil. Coordenado pelo Observatório das Eleições e da Democracia, o seminário será gratuito e totalmente online, com transmissão ao vivo no canal do Barão de Itararé no Youtube.

O Seminário é coordenado pelo Observatório das Eleições e da Democracia e o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Serão 12 mesas compostas por pesquisadores, professores, jornalistas, ministros e ex-ministros para debater temas relevantes sobre a desinformação e o papel da comunicação para enfrentar a atual conjuntura do país.

 

Confira a programação do Seminário:

Dia 25/4 às 10h: Abertura virtual, com convidados

 

MESAS:

25/04 – terça-feira

1 O papel do jornalismo em tempos de resistência – 25/04 (11h as 13h)

Convidados: Alceu Castilho, Helena Chagas, Solon Neto e Elaíze Farias

Mediação: Cristina Serra

 

2 Pandemia, jornalismo e os negócios de Jair – 25/04 (14h as 16h)

Convidados: Carla Jimenes, Kennedy Alencar e Juliana Dal Piva

Mediação: Malu Delgado

 

3 Ecossistema de desinformação e o ataque ao Estado Democrático

brasileiro – 25/04 (16h30 as 18h30)

Convidados: Esther Solano, Eliara Santana, Luciana Salazar, João Brant

Mediação: Thaís Reis Oliveira

 

 

26/04 – quarta-feira

4 Inteligência artificial, plataformas e o que vem por aí – 26/04 (11h as

13h)

Convidados: Sergio Amadeu, Renata Mielli, Helena Martins e Eduardo

Barbabela

Mediação: Gustavo Conde

5 As heranças da Lava Jato – 26/04 (14h as 16h)

Convidados: Amanda Rodrigues, Ricardo Coutinho e Márcia Lucena

Mediação: Conceição Lemes

6 Letramento midiático e direitos humanos – 26/04 (16h30 as 18h30)

Convidados: Claudia Wanderley, Eduardo Reina e José Carlos Moreira

Mediação: Cristina Serra

 

 

 

27/04 – quinta-feira

7 Papel do TSE nas eleições 2022 – 27/04 (11h as 13h)

Convidados: Marjorie Marona, Fábio Kerche e Gisele Ricobom

Mediação: Letícia Sallorenzo

8 Lawfare e Lava Jato – 27/04 (14h as 16h)

Convidados: Gisele Cittadino, Cleide Barbosa, Pedro Serrano

Mediação: Maria Luiza Alencar Feitosa

9 Pauta feminina/questão de gênero e eleições 2022 – 27/04 (16h30 as

18h30)

Convidadas: Anna Christina Bentes, Elizângela Bare e Luciana Santana

Mediação: Vanessa Lippelt

 

 

28/04 – sexta-feira

10 Desinformação, papel da escola e formação em cidadania – 28/04

(11h as 13h)

Convidados: Adail Sobral, Junia Zaidan, Juliana Alves Assis

Mediação: Haroldo Ceravolo

11 Democracia e participação social – 28/04 (14h as 16h)

Convidados: Leonardo Avritzer, João Paulo Rodrigues e Wagner Romão

Mediação: Natália Satyro

 

12 Comunicação pública e democracia – 28/04 (16h30 as 18h30)

Convidados: Juarez Guimarães, Franklin Martins e Altamiro Borges

Mediação: Luis Nassif

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No Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, o Sinpro reforça luta por “mais livros, menos armas”

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais deste ano está repleto de apelos. O Sinpro aproveita esta ocasião para reforçar a campanha por “mais livros, menos armas”. Nos últimos 20 anos, segundo a mídia, o Brasil teve ao menos 16 ataques em escolas. Um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz, em novembro do ano passado, revelou que, desde 2003, o Brasil registrou 11 episódios de ataques com armas de fogo em escolas.

O site Poder360 informa que nos últimos 12 anos pelo menos 52 pessoas morreram em atentados em instituições brasileiras. “Foram 12 atentados desde 2011 em unidades de ensino em todo o País, sendo o massacre de Janaúba (MG) o mais fatal, com 13 mortes. O ataque mais recente foi no dia 5 de abril de 2023, em uma creche em Santa Catarina, e quatro crianças morreram durante o crime”, diz o jornal. (https://www.poder360.com.br/brasil/brasil-teve-5-ataques-com-mortes-em-escolas-em-2022-e-2023/)

O caso da creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, Santa Catarina, ocorreu, praticamente, 10 dias após um estudante de 13 anos do 8º Ano da Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, Zona Oeste da capital paulista, ter esfaqueado quatro professoras e um estudante  em 27 de março. Uma das professoras, Elisabete Tenreiro, de 71 anos, teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Universitário da USP.

Inspirado no mote “mais livros, menos armas”, o Sinpro observa que é preciso cortar o mal pela raiz desde a escola, a começar pela eliminação dessa doutrinação de crianças, jovens e adultos feita por grupos autoritários e neoliberais, com viéses nazistas, fascistas, fundamentalistas e de extrema direita e outras nuances terroristas, como é o chamado “bolsonarismo”.

Na avaliação da diretoria colegiada da entidade, a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República foi um passo fundamental do Brasil para acabar com o regime autoritário anterior, que fazia apologia à violência e à morte. No entanto, isso não é o suficiente para acabar com a cultura do ódio, que a cada dia ganha dimensões gigantescas, principalmente nas redes digitais, e tem cooptado pessoas de todas as idades. A escola é um dos locais capazes de instruir para a cidadania e destruir esse tipo concepção de vida que tem adoecido e assustado a comunidade escolar.

Desde o fim de março, grupos terroristas têm anunciado nas redes digitais que, na quinta-feira (20/4/23), haveria ataques a escolas brasileiras. Essa data, por sua vez, faz uma referência ao massacre ocorrido na Columbine High School, nos EUA, em 1999, que assombrou o mundo: dois alunos seniores, Eric Harris e Dylan Klebold, mataram 12 estudantes e um professor, feriram outras 24 pessoas e trocaram tiros com a polícia. O cineasta Michael Moore fez um documentário premiado sobre o crime, intitulado “Tiros em Columbine”.

Governo federal inicia combate aos ataques

No Brasil, o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça, registrou grande circulação de mensagens nas mídias sociais com conteúdo de violência por ocasião do dia 20 de abril. No dia 10 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a criação de um canal de denúncias para evitar novos ataques. Por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e em parceria com a Safernet, lançou o Escola Segura para receber informações sobre possíveis ameaças a escolas. A plataforma permite que as denúncias sejam investigadas de forma mais rápida e eficiente. Clique aqui e acesse o canal.

Na terça-feira (18/4), Lula da Silva (PT) se reuniu com ministros, representantes do Legislativo e Judiciário, governadores, prefeitos e secretários de Educação para discutir o enfrentamento da violência nas escolas. Na ocasião, o presidente Lula anunciou que 225 pessoas foram presas ou apreendidas em 10 dias por suspeita de participarem de ameaças ou ataques a escolas no País. Para Lula, o Brasil vive uma situação nova acerca da qual há pouco conhecimento sobre o que fazer. No encontro, os ministros Camilo Santana (Educação) e Flávio Dino (Justiça) apresentaram as medidas já tomadas pelo grupo interministerial criado por Lula em 5 de abril, logo após o ataque à creche de Blumenau (SC).

Dentre as ações, estão a liberação de mais de R$ 3,4 bilhões para que estados e municípios implantem ações de prevenção, segurança e apoio psicossocial nas escolas; uma cartilha com orientações para gestores escolares; e a abertura de canais de denúncias que já estão ajudando no combate a atentados. Clique aqui e confira o que o governo federal já providenciou

Em recente audiência pública na Câmara dos Deputados, no dia 12 de abril, o ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu as ações adotadas pelo governo federal após os ataques da escola em São Paulo e da creche em Blumenau (SC) e afirmou que uma solução para esse problema não será conseguida “da noite para o dia”. O ministro apontou agravantes, como o crescimento do que chamou de uma “cultura do ódio” propagada pelas redes sociais, e ressaltou a necessidade de controlar essas mensagens.

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autoriais

Comemorado no dia 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais foi criado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em homenagem a três autores celebres: Miguel de Cervantes, Willian Shakeaspere  e Inca Garcilaso de La Vega. “O dia 23 de abril é uma data simbólica na literatura mundial. É a data em que vários autores proeminentes, como William Shakespeare, Miguel Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega morreram”.

Diz ainda que a “data foi uma escolha natural para a Conferência Geral da Unesco, realizada em Paris em 1995, para prestar um tributo mundial a livros e autores nesta data, encorajando todos a terem contato com livros – a mais bela invenção para compartilhar ideias além das limitações humanas de espaço e tempo, bem como a força mais poderosas para a erradicação da pobreza e para a construção da paz”.

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Brasília 63 anos

Brasília completa 63 anos. Nós nos orgulhamos de viver aqui e de atuar nesta jovem cidade, lutando sempre para que ela seja a melhor versão dela mesma.

Acreditamos que a cidade também se orgulha de nós, professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais, que dedicamos nossa vida à educação. Lutamos para defender a escola pública, para defender nossos estudantes, nossos colegas, nossa dignidade. Nunca fugimos dos desafios e sabemos que estamos à altura deles.

Brasília é uma cidade erguida em meio ao cerrado, no planalto central do Brasil, para ser a capital federal, e acabou se tornando muito mais do que isso. A arte de Niemeyer e Lúcio Costa; o sangue, o suor e as lágrimas de operários que vieram de todos os cantos do país para construí-la; uma miscelânea de sotaques e tradições; a cidade do rock e do chorinho. Patrimônio Cultural da Humanidade, patrimônio de todos os brasileiros e brasileiras.

Nós somos um patrimônio desta cidade, nós que, desde antes da fundação dela, já trabalhávamos para educar quem aqui chegava, que construímos a democracia na gestão das escolas, que alcançamos os padrões mais altos da educação no país.

Nós, que hoje enfrentamos a dura realidade imposta por um governo que não nos valoriza, que nos oferece 6% de reajuste – depois de 8 anos de congelamento salarial -, quando, a si mesmo, dá 25%. Nós lutamos por nós e por aqueles e aquelas que virão depois de nós. Nós lutamos pelos nossos estudantes e pelas famílias deles. Nós lutamos para ter uma carreira que nos garanta a oportunidade de construir uma Brasília cada vez melhor. Porque somos parte fundamental dela.

Feliz aniversário Brasília!

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24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública de 24 a 28 de abril de 2023

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realiza, de 24 a 28/4, a 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que terá como tema “Soberania se faz com educação pública e participação social”. A ideia é aproveitar o espaço para denunciar o descaso e o sucateamento da educação pública. Veja o livreto da 24ª Semana.

Ao longo da semana, serão transmitidas lives a partir da página da CNTE (leia a programação abaixo) com o objetivo de discutir a importância de revogar o Novo Ensino Médio (NEM) e estabelecer espaços democráticos para construção de um novo modelo.

Está programada, para o primeiro dia (24), a entrega de um Abaixo-Assinado, ao Ministério da Educação (MEC), pela revogação do NEM, e a deflagração, no dia 26, de Greve Nacional da categoria, pela aplicação do reajuste do piso salarial inicial e na carreira, a profissionais da educação, e pela revogação da reforma.

Durante a semana, um debate entre trabalhadoras/es da educação discutirá, entre outros temas, as contradições do “projeto educacional” em vigor; a recomposição do FNE e os novos desafios; financiamento e valorização do Piso e da Carreira da Educação; Revogação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM); o novo PNE; o SNE e a soberania do povo brasileiro.

Além disso, entre as atividades já programadas, haverá debate com os estudantes e/ou pais/mães/responsáveis; gravação de relatos dos/as estudantes; panfletagem nas praças da cidade, com uma síntese conceituando valorização profissional dos/as trabalhadores/as da educação; Campanha de arrecadação de alimentos para doação no próprio bairro ou em outro espaço. Para finalizar, um passeio ciclístico ou caminhada pela cidade, com a comunidade escolar e a sociedade, para divulgar a importância do Novo Plano Nacional de Educação.

Por uma educação pública de qualidade

A 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública terá um caráter mobilizador e será um espaço de denúncia, principalmente voltado a mostrar as falhas, gargalos e retrocessos impostos pela reforma do Ensino Médio, implementada pelo governo Michel Temer (MDB) por meio da Lei 13.415/2017

A revogação da medida depende de uma lei enviada ao Congresso Nacional pelo Governo Federal e, para isso, a confederação defende a recomposição do Fórum Nacional da Educação, com as entidades presentes em 2016, antes do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Para que a União, o setor público e o privado possam abrir um debate e estabelecer um grupo de trabalho com o objetivo de elaborar uma proposta a ser defendida pelo MEC. 

Saiba mais:  FNPE sobre a reforma do Ensino Médio

A Secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda de Oliveira Andrade, defende a necessidade de as escolas, e os estudantes, denunciarem problemas como a falta de professores e a ausência de aulas ou disciplinas ministradas em formato remoto. Além das matérias inadequadas, que alunos e alunas têm tido, e que afetam diretamente o desenvolvimento nessa etapa da educação básica fundamental para a formação e para que cheguem à universidade.

“Essa é uma semana para que, no dia 26, tenhamos grandes atos país afora e consigamos dar um recado à sociedade. Fazer com que compreendam que esse ensino médio não agrega conhecimento e que estamos diante de um crime com a negação ao direito à educação de qualidade para nossa juventude”, desabafa a dirigente.

Democracia, direito inegociável

A discussão sobre as relações democráticas no ambiente escolar será pauta em dois dos encontros. E isso demonstra a importância do tema para a comunidade escolar.

Guelda explica que o aprofundamento do tema não é aleatório e declara que não é possível fazer educação de qualidade sem o movimento da prática no espaço da escola. “Não se trata apenas de eleição de diretor ou constituição do conselho deliberativo da comunidade escolar. Mas o amplo debate sobre a organização curricular, a garantia da educação pública de qualidade, o investimento e financiamento para garantir a qualidade da educação, o debate sobre a segurança alimentar na escola. São vários elementos, que precisamos dialogar e construir de forma coletiva, envolvendo as famílias e os estudantes, para avançarmos na democratização do acesso à educação, que se resume à garantia da matrícula do estudante, mas também em garantir condições de permanecer numa escola com educação de qualidade”, explica.

Segundo a Secretária, a CNTE avalia que, ao diminuir espaços para disciplinas fundamentais à formação, e não atender às necessidades de adequação ao mundo do trabalho, o Novo Ensino Médio aumenta a dificuldade de jovens que encontram o desafio de terminar a educação básica num período da vida em que muitas vezes são pressionados a largar os estudos para trabalhar e ajudar a família. Também por não perceberem na escola um espaço significativo para aprendizagem voltada à vida.

“O que aprende na escola precisa ter sentido, e o estudante precisa ser despertado para a criticidade, para que, a partir da construção do conhecimento, no espaço da escola, que não apenas transmite, mas ajuda a construir o conhecimento, encontre condições para pesquisar, buscar, e recriar sua história de vida, contribuindo para a formação de uma sociedade diferente”, afirma.

Confira abaixo a programação das lives da 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública:

Dia 24 de abril (segunda-feira)

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: As contradições do “projeto educacional” em vigor

Sugestão de atividade: Debate com os estudantes e/ou pais/mães/responsáveis, gravar relatos dos/as estudantes no formato de vídeo de até um minuto e/ou textos de no máximo duas laudas para publicação.

Dia 25 de abril

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: A recomposição do FNE e os novos desafios

Sugestão de atividade: Debate com os estudantes e/ou pais/mães/responsáveis, gravar relatos dos/as estudantes no formato de vídeo de até um minuto e/ou textos de no máximo duas laudas para publicação.

Dia 26 de abril

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: Financiamento e valorização do Piso e da Carreira da Educação

Sugestão de atividade: Panfletagem nas praças da cidade com uma síntese conceituando valorização profissional dos/as trabalhadores/as da educação.

Dia 27 de abril

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: Gestão democrática com segurança alimentar

Sugestão de atividade: Campanha de arrecadação de alimentos durante a 24ª Semana para doação no próprio bairro ou em outro espaço.

Dia 28 de abril

LIVE às 10h00 – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: Revogação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM)

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: A democracia, o novo PNE, o SNE e a soberania do povo brasileiro

Sugestão de atividade: Promover um passeio ciclístico, ou uma caminhada pela cidade com a comunidade escolar e a sociedade, que divulgue a importância do Novo Plano Nacional de Educação.

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Lucélia Santos é entrevistada do TV Sinpro especial

Na próxima quinta-feira (20/4), às 20h, uma edição especial do TV Sinpro recebe a atriz Lucélia Santos, que está em Brasília para a apresentação do espetáculo Vozes da Floresta – Chico Mendes Vive. A atriz encena a memória da luta de Chico Mendes, sob a companhia e o olhar histórico de Valdiza Alencar e Cecília Mendes, três mulheres da resistência que dão o tom da peça. Elas intercalam seus sentimentos e paixões em narrativas que são a voz do próprio Chico Mendes.

 

No espetáculo, trechos inéditos de entrevista de Chico Mendes gravada há 34 anos são usados para retratar o ápice do conflito entre seringueiros e ruralistas. A persistência em resistir contra a derrubada da floresta onde vivia e trabalhava serviu e serve até hoje como exemplo para as gerações presentes e futuras. Para entrevistar Lucélia, participam do TV Sinpro especial Rosilene Corrêa, diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Iolanda Rocha, professora e ativista socioambientalista e membro da revista Xapuri; e Raimundo Kamir, coordenador da secretaria de Políticas Sociais do Sinpro.

 

O TV Sinpro especial vai ao ar nesta quinta-feira, 20 de abril, às 20h, nas redes do Sinpro e na TV Comunitária. Não perca!

 

Sindicalizados(as) têm entrada gratuita na peça

Com a edição do TV Sinpro Especial Lucélia Santos, o sindicato promove a peça e leva à categoria a história de Chico Mendes interpretada pela atriz e vista pelo olhar da autora da peça, a jornalista e editora da Revista Xapuri, Zezé Weiss, que escreveu essa peça exclusivamente para a interpretação de Lucélia. E nada melhor do que viver a cena e assistir a tudo isso ao vivo no Teatro dos Bancários. Os(as) sindicalizados(as) terão uma sessão exclusiva a ser realizada no domingo (23), às 18h, no Teatro dos Bancários (314/315 BL A – Asa Sul).

 

Para assistir à sessão exclusiva, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais devem ser sindicalizados(as). O Sinpro tem direito a 430 convites e os(as) interessados(as) poderão pegar seus ingressos na sede e nas subsedes do sindicato (SIG) de hoje (quarta-feira, 19) a sábado (22), com apresentação da carteirinha de filiado(a). Importante destacar que os ingressos também estarão disponíveis no domingo, no próprio Teatro dos Bancários, caso ainda tenham disponíveis. Para se certificar de que ainda existem convites disponíveis, ligue no Sinpro. Cada educador(a) terá direito a um acompanhante.

 

Assista também ao TV Sinpro Especial Lucélia Santos. Ele vai ao ar nesta quinta-feira, 20 de abril, às 20h, nas redes do Sinpro e na TV Comunitária. Não perca! Divulgue!

 

https://www.youtube.com/watch?v=_xV2oBdQb_I

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Sinpro e Cine Cultura exibem “O pastor e o guerrilheiro” com sessão de debate

Nesta quinta-feira (20), o Cine Cultura do Liberty Mall vai exibir o filme “O pastor e o guerrilheiro”, de José Eduardo Belmonte, e, após a sessão das 20h30, haverá debate com a atriz Gabriela Correia; o produtor executivo do filme, Caetano Curi; o produtor Nilson Rodrigues; o diretor do Sinpro, Bernardo Távora; e o professor, ex-deputado federal por Mato Grosso e integrante do conselho editorial da Revista Xapuri, Gilney Viana.

 

Essa exibição faz parte da parceria do Sinpro com o Cine Cultura em que professores(as) e orientadores(as) educacionais pagam R$ 10,00 na entrada com direito a um acompanhante que pagará o mesmo valor. Para aproveitar o benefício, precisa ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Apresente o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

 

“O pastor e o guerrilheiro” também foi exibido em 10 escolas da rede pública de ensino pelo “Cinema nas Escolas – Circuito de Cinema Brasileiro”. Trata-se de um projeto da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC) com o apoio do Sinpro-DF, que levou o cinema brasileiro para as escolas públicas do Distrito Federal entre os dias 28 de fevereiro e 16 de março.

 

Confira outras matérias sobre o tema:

 

Projeto levará o cinema brasileiro para dentro das escolas públicas do DF: https://bit.ly/41w5LbU

 

 

TV Sinpro: O pastor e o guerrilheiro nas escolas: https://bit.ly/41c81Fq

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