Brasília, Brinquedo de Ler leva arte-educação a escolas do Guará e Taguatinga
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Um núcleo de arte-educadores vai oferecer na EC 07 do Guará, na EC 42 de Taguatinga e na EC 19 de Taguatinga uma experiência divertida, instigante e cidadã com a apresentação do espetáculo “Brasília, Brinquedo de Ler”. A Expedição Brinquedo de Ler é um projeto artístico multilinguagem que reúne teatro, arte-educação e artes gráficas, que será desenvolvido para estudantes do Ensino Fundamental 1.
A partir da poética da expedição, que vai da preparação até a imersão em uma aventura, três trilhas contemplarão o público participante: a Trilha da Fruição, Trilha da Experienciação e a Trilha da Materialização. O projeto acontece dentro das escolas e essa “viagem” se dá entre o espaço real e o espaço inventado durante a aventura lúdica.
Trilha da Fruição – A ideia aqui é desfrutar, de ter prazer de uma apreciação significativa sobre as artes em suas multilinguagens. É aqui que se dá uma investigação, já desdobrada pela Tríade Brinquedo, sobre as estratégias de encantamento do público, sempre convidado a confiar (fiar juntos) nas poéticas estruturantes da Expedição. Nesta etapa o projeto contará com apresentações mediadas do espetáculo autoral da Tríade, “Brasília, Brinquedo de Ler”, que traz na sua história reflexões e imaginações sobre a criação de uma cidade. São dois personagens: Lucito e Leleta, que vão brincar com seus sonhos e inventar uma cidade nova. Todas as apresentações serão antecedidas e precedidas por mediações em arte educação com as artistas e arte-educadoras do projeto.
Trilha da Experienciação – É o encontro da equipe de artistas e arte-educadoras do projeto com estudantes e a comunidade escolar para viver experiências coletivas e dinâmicas de conhecer, contemplar, aventurar, inventar, sentir, registrar, memorizar os espaços, lugares e pessoas da escola. Serão realizados jogos de artes gráficas com cartazes e pistas espalhados por toda a escola, além de caminhada guiada pelos próprios alunos para identificar os espaços, memórias, sentimentos que cada cantinho da escola tem. Desse modo, será possível conhecer as histórias que habitam esses cantos, conhecer as pessoas que trabalham na escola, ouvir suas histórias e trocar ideias para expressar sobre tudo isso. Com os olhos instigados para ver e ler o mundo, serão renomeados os lugares e inventar novas organizações espaciais e afetivas na oficina Brinquedo de Ler a Escola.
Trilha da Materialização – Este caminho indica as materialidades produzidas durante toda a expedição. Tudo que se pode registrar, guardar e tocar, enquanto matéria, se dá neste espaço. Nessa fase haverá a criação de um produto audiovisual em curta metragem, bem como mapas afetivos, obras criadas coletivamente com as crianças durante as oficinas e imersões nas escolas. Esses mapas serão uma expressão em artes gráficas dos olhares dos estudantes sobre as escolas que moram na escola: uma síntese imagética lúdica da pluralidade dos afetos das crianças sobre esses territórios públicos de educação.
Todos os locais da escola vão fazer parte da brincadeira: bibliotecas, salas de aula, auditório, quadras de esportes, cozinha e corredores poderão ser utilizados para que a trilha seja divertida e repleta de aprendizado e todos os sujeitos do ambiente escolar (professores, estudantes, funcionários da limpeza, da segurança, da cozinha, coordenadores e diretores) podem ser personagens da aventura, afinal, a Expedição Brinquedo de Ler nas escolas usa os verbos trilhar, brincar e criar como ponto de partida!
Os guias da trilha
O projeto “Expedição Brinquedo de Ler” é desenvolvido pela Tríade Brinquedo, uma parceria entre as artistas Ana Flávia Garcia, Elisa Carneiro e Gabriel Guirá, que criaram o coletivo a partir do encontro de suas investigações e interseções em diferentes linguagens, pelas quais compartilham desde 2016.
Ana Flávia Garcia é artista cênica, jogadora-criadora-criatura em palhaçaria, atuação, direção, encenação, dramaturgia e produção. Ativista de longa data em arte-educação, formada em Licenciatura em Artes Cênicas pela UnB, é pesquisadora e desenvolvedora de projetos, ações, mediações e metodologias na tríade arte/política/filosofia com olhos muito atentos às complexidades sociais para compor ações multilinguagem.
Elisa Carneiro é atriz e palhaça natural de Brasília, formada em Bacharelado em Artes Cênicas pela UnB. É uma pesquisadora inquieta, apaixonada e incansável das linguagens e possibilidades da comicidade, buscando desvendar os caminhos da fisicalidade para causar o riso e tocar o coração das pessoas. É uma fera da mímica corporal dramática e suas derivações. Uma das tantas características potentes de seu trabalho é a multiplicidade e versatilidade, transitando entre diversos coletivos e mergulhando em diferentes linguagens, sendo o humor o grande fio condutor dessa trajetória.
Gabriel Guirá é artista gráfico, cênico e literário de Sobradinho, Distrito Federal. Seu trabalho autoral é comumente movido pelas poéticas dos sonhos, memórias e infâncias. De suas criações, destaca-se, pela Tríade Brinquedo, o espetáculo “Brasília, Brinquedo de Ler”, com dramaturgia de sua autoria; obra estreada em 2018 por meio de uma ocupação do Centro Cultural Três Poderes, e selecionada para eventos e publicações, como o Catálogo Dramática Iberoamericana para Infância e Juventude, da Argentina, o 1º Festival de Teatro e Arte-Educação do DF e o 20º Assitej World Congress, em Tokyo.
Este projeto é patrocinado pelo FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal da Secretaria de Cultura e Economia Criativa – GDF.
A nova edição da revista Xapuri já está no ar! O número 101 da revista é dedicado à luta das mulheres nas mais diversas esferas. A capa faz referência à deputada federal Juliana Cardoso (PT), primeira mulher de origem indígena a se eleger para a Câmara Federal pelo Partido dos Trabalhadores, com a afirmação: Mulheres movem o mundo.
A reportagem do Sinpro-DF, “O gigante enclausurado pela falta de vontade política”, fala do drama vivido pela Escola Parque da Natureza de Brazlândia (EPNBraz). Com potencial para ser referência mundial em educação ambiental, a escola foi desalojada da chácara que ocupava e hoje funciona num espaço que mal comporta suas atividades, enquanto, há 5 anos, aguarda uma solução definitiva a ser dada pelo Governo do Distrito Federal.
A professora e militante socioambientalista Iolanda Rocha participa da revista falando do ecofeminismo no Brasil, e reverenciando as lutadoras do povo que defendem justiça social, econômica e ecológica. “Muitas de nós fazemos parte dessa história e entendemos que o patriarcado capitalista suga a natureza como matéria, utiliza a mão de obra escravizada de homens e mulheres para retirarem os recursos naturais até a última gota de vida com o objetivo do enriquecimento ilícito, às custas do trabalho e da mão de obra da classe trabalhadora”, diz o texto.
O texto “Mestra do Esperançar”, do jornalista Jaime Sautchuk, atualizada pela editora da revista, Zezé Weiss, traça um perfil de Rosilene Corrêa, diretora da CNTE, ex-dirigente do Sinpro, que foi candidata a uma vaga no Senado nas últimas eleições gerais. A matéria conta a trajetória de Rosilene até chegar ao movimento sindical.
Como baixar o informe de rendimentos no portal do servidor
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Já está disponível no portal do Servidor do Governo do Distrito Federal o informe de rendimentos para o preenchimento da sua declaração de imposto de renda. É fácil baixar o documento.
(Dica: abra este post no computador em que você vai fazer a sua declaração, ou num computador que lhe permita imprimir o informe de rendimentos, e siga o passo-a passo)
3) Ao entrar no portal, no menu à esquerda você vai ver a opção “Comprovante de rendimentos”, escrita duas vezes. Clique no link de baixo.
4) Clique em “Consultar”.
5) Uma nova aba vai se abrir no seu navegador. Nessa aba, estará o documento com o seu informe de rendimentos. Clique em imprimir ou em salvar como PDF.
No aniversário de 44 anos, o Sinpro lança um aplicativo para estar ainda mais próximo da categoria. Agora, o app está disponível gratuitamente tanto na PlayStore quando na AppleStore. Ao baixa-lo, você poderá atualizar cadastro, acompanhar as notícias do Sinpro, acessar a carteirinha virtual e fazer agendamentos para eventos na chácara do Sinpro, ver a listagem de convênios disponíveis e diversas outras ações. Além disso, se você está sob o regime de contrato temporário pode baixar o boleto de mensalidade sindical.
TV Sinpro debaterá Democracia, Integração Regional e Luta contra o Neofascismo
Jornalista: Alessandra Terribili
O TV Sinpro de hoje (15) vai discutir Democracia, Integração Regional e Luta contra o Neofascismo, tema de seminário internacional realizado pela Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA) no dia 28 de fevereiro em Brasília. O encontro contou com a presença do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, do ex-chanceler brasileiro Celso Amorim, da ministra das Mulheres do governo brasileiro e diversas lideranças sindicais internacionais.
Para debater o conteúdo tratado no seminário, bem como as perspectivas do movimento sindical internacional, o TV Sinpro contou com a presença de Antônio Lisboa, presidente-adjunto da Confederação Sindical Internacional (CSI) e secretário de Relações Internacionais da CUT nacional; Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF; e Márcia Gilda, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF. A mediação ficou por conta do jornalista Paulo Miranda.
O novo momento no Brasil abre um período de mais esperança nos movimentos sociais e sindicais em âmbito mundial. Participe dessa conversa assistindo ao TV Sinpro de hoje (15), às 19h, nas redes do Sinpro e na TV Comunitária.
Professora lança livro e exposição poética no mês de março
Jornalista: Alessandra Terribili
Lúcia Boonstra é professora aposentada, formada em Letras e especialista em atendimento aos superdotados. Participou de diversas coletâneas e foi premiada por duas delas (Sem Fronteiras Pelo Mundo – volumes 6 e 7); acaba de lançar o livro Soprados das Gavetas e está em cartaz no foyer da Câmara Legislativa do DF com a exposição Simbiose, em parceria com a fotógrafa Ana Carvalho. É sim uma escritora, uma poetisa, mas é ainda mais: “Sou uma curiosa das palavras e dos sentimentos humanos”, diz.
A exposição Simbiose é composta de 4 poemasfoto e 4 fotospoema, cumprindo o desafio de somar emoções e sensações através da inter-relação entre linguagens artísticas: são fotos inspiradas em poemas e poemas inspirados em fotos. A data de exibição foi prorrogada, e a exposição permanecerá em cartaz até 30 de março. A entrada é gratuita.
Simbiose esteve presente na coletiva do Festival Ouvirandô-Horizontes Vivos/2022, realizada no Consulado Geral do Brasil nos Países Baixos, no Festival de Literatura do mesmo evento, e na Ramsés Shaffi Huis em Amsterdam.
O livro Soprados das Gavetas foi lançado em março pela editora In-Finita, e reúne poemas escritos por Lúcia ao longo de anos. Para adquirir um exemplar, a pessoa interessada deve procurar a autora pelas redes sociais (instagram e facebook), através de mensagens privadas, no perfil @luciaboonstra.
Leia abaixo a entrevista que Lúcia Boonstra concedeu ao Sinpro sobre sua trajetória e sua arte.
1- Professora, a senhora se define não como uma escritora ou poetisa, mas sim, como uma curiosa das palavras e dos sentimentos humanos. Aonde essa curiosidade já lhe levou, e onde você espera chegar?
Lúcia: Interessante pergunta. Inclusive, acredito que preciso reescrever esse trecho da minha bio. É preciso lembrar que venho de uma família mineira muito simples, meu pais chegaram a Brasília em 1961 em busca de melhores condições de vida, assim como tantos outros candangos. A educação da época era diferente, principalmente para as meninas.
Nas últimas semanas, tenho me surpreendido com outras leituras, escritoras negras, feministas, ativistas que buscam ser reconhecidas dentro das suas raízes, dentro das suas histórias; com suas denúncias, dores e anseios. Aliadas a essas leituras, venho fazendo outras que promovem o autoconhecimento. Resultado disso é que descubro que há em mim um certo sentimento de desvalorização, um medo de me assumir capaz de ser Escritora, de ser Poetisa!
Entretanto, após o lançamento e a recepção positiva do Soprados das Gavetas posso mudar esta afirmativa. Continuo sendo uma curiosa das palavras, das emoções e dos sentimentos humanos. E, naturalmente, essa curiosidade já me proporcionou experiências interessantes; porque é através dela que vou sendo impulsionada a ler mais, a descobrir o valor das palavras para as pessoas, a forma como elas as usam e, acima de tudo, com quais sentimentos as usam ou quais emoções as palavras suscitam em nós. Todo texto, de alguma forma, tem que nos tocar, principalmente a poesia.
Aonde eu espero chegar? Quero continuar estimulando as pessoas com as palavras… trazendo-lhes reflexões ou despertando emoções. Quero publicar o próximo livro, que será de mini contos. Um misto de histórias engavetadas renovadas.
2- Pode nos contar um pouquinho sobre seu recém-lançado livro Soprados das Gavetas?
Com muito prazer. Durante a pandemia, em 2021, recebi um convite para participar de uma coletânea, Sem Fronteiras pelo Mundo. Como estava trancada em casa e não havia muito o que fazer, decidi participar. Enviei dois poemas que há muito havia escrito. Para minha surpresa, um deles foi agraciado com uma Honra ao Mérito. Fui então entrevistada pela presidente da Rede Sem Fronteiras, responsável pelo projeto editorial da mencionada coletânea e, durante a entrevista, ela reiterou diversas vezes que eu era uma escritora sim. Escritora de gaveta; e que precisava tirar meus escritos de lá. Era uma verdade. Escrevo desde a adolescência, tinha papéis espalhados nas gavetas, dentro de livros e em outros cantos.
Dyandréia Portugal é jornalista e presidente de uma entidade que promove e fomenta a cultura lusófona e a língua portuguesa em mais de 20 países, portanto, eu não tinha como duvidar dela. Passei a ser convidada para participar de outras coletâneas e, então, reuni os poemas engavetados. Hoje eles estão sendo Soprados das Gavetas para o mundo, com muito apreço e carinho. Será lançado na Feira do livro de Lisboa, ainda este ano.
E, no ano passado, convidei uma fotógrafa portuguesa, que reside em Amsterdam, e realizamos a exposição “Simbiose: Poemasfoto e Fotospoema” em dois espaços em Amsterdam: Ramses Shaffi Huis e no Consulado Geral do Brasil. Aqui, em Brasília, convidei a escritora e amiga Almerinda Garibaldi para enriquecer esta amostra, que agora está no foyer da CLDF até dia 30 de março. São 16 quadros, onde as palavras abraçam a imagem e vice-versa. Emoções e palavras em perfeita simbiose. Inclusive, agradeço a Dyandréia Portugal e a todas as colegas da Rede Sem Fronteiras, especialmente aquelas que se fizeram presentes no lançamento do Soprados das Gavetas, no dia 08 de março na CLDF; momento em que celebramos a finissage da Simbiose. Depois, o prazo foi prorrogado e ficará até dia 30 deste mês.
3- Como sua experiência como professora da rede pública, sobretudo na Sala de Recursos, lidando com estudantes superdotados, contribuiu para sua prática de poetisa?
Vou responder a esta pergunta narrando sobre o texto de apresentação do Soprados das Gavetas, que foi escrito por Bruna Ferreira, coordenadora editorial do IPHAN. Ela conta que, quando foi minha aluna, realizou um projeto fotográfico das árvores do Gama. Com as fotos espalhadas na mesa, eu a questionei sobre o nome que daríamos àquela amostra. Ela, com 8 anos, respondeu impetuosamente “Galho para todo lado”. Eu prontamente redargui: Onde está a poesia neste título?
Cada um dos meus alunos contribuiu para a minha construção como pessoa que sou, e é esta pessoa que foi capturando fragmentos de histórias, de alegrias, de tristezas, de decepções e de tantas outras emoções e transformando-as em poesias. É o que faço até hoje. Conheço pessoas, me relaciono com elas, procuro vê-las e, então, escrevo.
Falando ainda da minha relação com os alunos, não posso deixar de mencionar que o capista e diagramador, criador de toda a arte do Soprados das Gavetas e as demais a ele relacionadas, é um ex-aluno, também da Sala de Recursos. Sávio Gerardo, publicitário, coordenador de marketing. Aproveito o ensejo para agradecer a ele e a Bruna Ferreira pelo carinho e atenção que me prestaram nesse percurso do Soprados das Gavetas.
Ampliar o conhecimento dos funcionários e corpo docente da escola, promover o respeito e a diversidade no ambiente escolar, combater a discriminação e a intolerância e também promover o debate na comunidade para assegurar a consolidação da Educação Inclusiva. A Escola Classe 10 de Planaltina trabalhou todos esses aspectos com toda a comunidade durante a Semana Distrital de Conscientização e Promoção da Educação Inclusiva em Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (ANEEs), de 6 a 10 de março.
Ao chegarem à escola no começo da semana especial, os estudantes e os pais de alunos foram recebidos com uma faixa na entrada onde se lia o slogan do evento: “Sou diferente, sou…somos iguais em nossas diferenças!”. A professora Rosa Calazans, da sala de recursos, e a equipe gestora da escola, também receberam a todos.
O corpo docente da EC10 de Planaltina participou de formação com professoras da SEE-DF sobre Deficiência Visual e Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a prática em sala de aula.
No dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, sob o tema Empoderamento Feminino de pessoas com deficiência “MULHER DEFICIENTE”, o evento contou com a participação da mãe cadeirante de uma aluna, que conversou com as crianças e respondeu às perguntas feitas por elas.
Todas as atividades pedagógicas foram elaboradas e desenvolvidas para trabalhar a conscientização dos estudantes de forma lúdica. Houve exibição de filmes, rodas de conversa, entrevistas, contação de histórias e confecção de cartazes e murais. Na conclusão da Semana da Inclusão, alunos, professores, servidores, pais e responsáveis e ainda algumas professoras da CRE de Planaltina participaram do Abraço AMAR. A coordenadora da regional de ensino de Planaltina, professora Raíssa, também participou desse abraço à escola.
Categoria decide por indicativo de greve e nova assembleia dia 26/04
Jornalista: Alessandra Terribili
A primeira assembleia geral de professoras(es) e orientadoras(es) educacionais do DF no ano, que aconteceu na manhã desta terça-feira (14), expressou a potência e a disposição de luta da categoria! Reunidos no dia do aniversário de 44 anos do Sinpro-DF, os profissionais do magistério público definiram o calendário de mobilização da campanha salarial 2023, que exige reestruturação da carreira já. Basta de descaso!
A assembleia foi conduzida por três mulheres – as diretoras do Sinpro Luciana Custódio, Berenice Darc e Márcia Gilda – em referência ao Dia Internacional de Lutas das Mulheres, que foi na semana passada mas marca o mês inteiro!
Ao mesmo tempo em que temos nossos salários congelados há oito anos, com grandes perdas financeiras que implicam na desvalorização da carreira, vemos a profunda desigualdade entre os vencimentos das diversas carreiras de ensino superior do GDF. Por isso, é hora de aprofundar e ampliar os debates, e intensificar a mobilização para fazer valer a meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE). O quadro atual é inaceitável, e transformá-lo depende da nossa luta!
A comissão de negociação informou que as reuniões com o governo, que vêm acontecendo desde setembro/2022 para discutir a reestruturação da carreira do magistério público, foram retomadas nesta segunda-feira (13), inclusive, graças à pressão da mobilização pré-assembleia! Na reunião, os representantes do sindicato foram recebidos pelo secretário de Economia do GDF, Ney Ferraz.
Três eixos orientam as negociações: 1) A tabela salarial atual, que revela as perdas salariais decorrentes de oito anos de congelamento e do não cumprimento da lei (meta 17 do PDE). 2) Redução da quantidade de padrões, para fortalecer a carreira pela garantia de qualidade no acesso, permanência e conclusão dela. 3) Incorporação das gratificações, começando pela Gaped.
É também fundamental, para o fortalecimento da carreira, a valorização salarial dos aposentados e aposentadas. Essa é uma luta importante desta campanha salarial.
Além disso, ainda no sentido do fortalecimento da categoria, a comissão destacou a importância de se nomearem o quanto antes todos os aprovados e aprovadas do último concurso, inclusive o cadastro reserva. Pelas deficiências de hoje na rede, ainda não será o suficiente! Por isso, é importante já ter no horizonte a realização de novo concurso. Os e as profissionais de contrato temporário são fundamentais para vagas temporárias, entretanto, é necessário que professoras(es) e orientadoras(es) educacionais concursadas(os) ocupem as vagas efetivas! Assim, aqueles que hoje são temporários terão a oportunidade de ser efetivos.
Estamos em luta, também, pelas nossas condições de trabalho. A superlotação das salas de aula compromete o trabalho pedagógico e adoece os docentes, além de tornar o trabalho dos orientadores e orientadoras educacionais. Seguiremos defendendo que o GDF garanta a proporção de 300 estudantes por orientador(a)!
Na reunião, a comissão de negociação deu o recado para o governo: a categoria não vai ficar esperando o governo decidir agir. Vai construir a mobilização, dialogar com a sociedade e, se necessário, paralisar as atividades para garantir seus direitos!
Nesse sentido, na assembleia geral desta terça-feira, professoras(es) e orientadoras(es) educacionais aprovaram indicativo de greve e nova assembleia para 26 de abril. Para construir o caminho até lá, foi aprovado um calendário de mobilização nas cidades (veja no final da matéria) para envolver mais educadoras(es) e também para ampliar o debate para o conjunto da comunidade escolar.
O objetivo do calendário é fortalecer a mobilização e a pressão sobre o governo. É fundamental que todas e todos se envolvam nas atividades e conquistem mais colegas para a luta. A responsabilidade dos profissionais efetivos é grande e importante: o volume da nossa mobilização contribuirá para que os temporários e temporárias se sintam seguros para participar. Assim, vamos juntos – efetivos(as) e temporários(as), aposentados(as) e profissionais da ativa – discutir e definir qual carreira queremos para o magistério público do DF!
Por fim, a assembleia aprovou uma moção de repúdio à impunidade dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes; e uma moção de solidariedade a Jane Becker, presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e região (Sinsej), ameaçada de morte no início deste mês por denunciar uma situação de trabalho análogo à escravidão.
Pai de professora da rede pública precisa de doadores de sangue com urgência
Jornalista: Maria Carla
A doação de sangue é um gesto de amor e salva muitas vidas diariamente. O Sinpro vem a público pedir à categoria a doação de sangue para o pai da professora Adriana, da Sala de Recurso da Escola Classe 09.
Internado na UTI e fazendo tratamento oncológico, o pai de Adriana está com hemorragia interna, precisando, urgentemente, de 17 doadores de sangue de qualquer tipo sanguíneo. Os(as) doadores(as) precisam ser aptos(as) para doação e, ao fazerem o gesto de solidariedade, devem dizer o nome do paciente que precisa do sangue. No caso, o sangue é para Benedito Xavier dos Santos.
A doação é feita entre 7h e 12h30, no Banco de Sangue de Brasília, localizado à SGAS 915 – Asa Sul, 2º Subsolo. Centro Clínico Advence – Sala 22 – Rua da LBV (próximo ao Hospital DF Star). O telefone de lá é (61) 3011-7531 / (61) 996323648.
Luta por novo plano de carreira e recomposição salarial marca 44º aniversário do Sinpro
Jornalista: Maria Carla
Assembleia Geral 2023
Nesta terça-feira (14), o Sinpro comemora seu 44º aniversário com a Campanha Salarial 2023: Reestruturação da Carreira Já! A data marca também a realização da primeira Assembleia Geral da categoria de 2023, às 9h30, no estacionamento da Funarte, a qual dá início ao ano letivo com força total por valorização profissional. Revela, ainda, uma entidade atuante que, a cada dia, “fortalece o cenário de luta em defesa da categoria do magistério público do DF e da educação”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Luciana Custódio.
Para além dessas mais de quatro décadas de existência, o Sinpro foi e é uma das entidades sindicais que mais participaram da construção da história do Distrito Federal.A trajetória do sindicato se confunde com a história da capital do País e esse protagonismo é reconhecido não só pela população, mas também pelos Poderes constituídos. Este ano, a Câmara Legislativa do DF (CLDF) realizará, como sempre faz anualmente, uma Sessão Solene para celebrar o 44º aniversário do Sinpro.
O evento é uma iniciativa do deputado distrital Gabriel Magno (PT) e está previsto para ocorrer na quinta-feira (23/3), às 19h30, no Plenário da Casa Legislativa.“A Câmara Legislativa convida toda a comunidade do DF não só para celebrar os 44 anos do Sinpro-DF, mas também para refletir sobre como alcançar cada vez mais qualidade na educação pública, principalmente, com profissionais valorizados. Espero vocês no dia 23 de março”, convida.
Recomposição salarial e novo plano de carreira
Assembleia Geral 1997
A história do Sinpro é marcada por todo tipo de luta, sobretudo, contra governos autoritários e contra a rapinagem das riquezas do Brasil. Nos últimos 5 anos, dedicou sua atuação a defender a categoria dos ataques neoliberais dos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), ambos governos do golpe de Estado de 2016, financiados por empresários escravagistas e alguns governos estrangeiros. Esse tipo de resistência vem das grandes experiências recentes passadas, quando a entidade lutou contra a uma sanguinária ditadura civil-militar (1964-1985) e sua categoria foi às ruas pela redemocratização do País.
Neste 14 de março, o Sinpro não só comemora avanços trabalhistas nunca antes vistos no campo socioeconômico, que serviram de exemplo e de conquistas para outras categorias tanto nos serviços públicos como na iniciativa privada, mas atualiza sua pauta de reivindicações e segue na luta por recomposição salarial e uma nova reestruturação da carreira, uma vez que os últimos governos neoliberais destruíram o poder aquisitivo dos salários e esmagaram as condições de trabalho nas escolas públicas.
A consciência de que somente pela educação gratuita, livre, pública, laica, inclusiva, democrática e de qualidade socialmente referenciada o Brasil e sua população se tornam uma nação soberana é a principal marca da trajetória de luta desta entidade. Por isso que, juntamente com a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e outras dezenas de entidades da Educação, o Sinpro está na luta pela revogação imediata da reforma do Ensino Médio e a extinção definitiva do tal Novo Ensino Médio imposto pelo governo anterior.
Assembleia Geral 1995
Aliás, por falar em governo anterior, é importante destacar que o Sinpro atuou, nesses últimos 5 anos, com muita garra, para interromper o golpe jurídico-político-midiático-parlamentar de 2016. Juntamente com todos os setores da sociedade brasileira que lutou contra o fascismo e o desmonte do País, protagonizamos a luta para recolocar o Brasil nos trilhos da democracia nas eleições de 2022. Combatemos, com persistência e insistência, a “pedagogia do ódio” do governo anterior, reforçamos os ideais democráticos e de justiça social. Chorarmos com milhares de famílias que perderam seus amores para a Covid-19 e, com lágrimas nos olhos e coração partido, fomos às ruas denunciar os motivos de tantas mortes evitáveis. Combatemos o uso do negacionismo para justificar o negocionismo com dinheiro público.
A diretoria colegiada destaca a necessidade de lutar por reestruturação de carreira e pela recomposição salarial e alerta para o fato de que todas as conquistas da categoria foram forjadas na luta. Somos fortes e resilientes. Estamos prontos e prontas para (re)construir o Brasil no Governo Lula 3 e lutar por melhores condições de trabalho, pelo fim do Novo Ensino Médio e pela melhoria da Educação pública. Estamos prontos e prontas para enfrentar a luta pelo novo plano de carreira.
História do Sinpro mostra importância da entidade
Assembleia Geral 1979
A história da entidade não está restrita ao Distrito Federal e nem aos últimos 5 anos. O movimento sindical dos professores no DF esteve presente e foi protagonista de momentos históricos do País. A educação esteve na pauta também por ser estratégica: seja quando propositalmente sucateada para viabilizar um Estado ditatorial, ou quando valorizada para pavimentar uma sociedade democrática. Em texto publicado no ano passado, por ocasião do 43º aniversário, a diretoria conta um pouco dessa trajetória. Confira a seguir.
Em 1979, ano da fundação do Sinpro-DF, o Brasil vivia ainda os horrores da ditadura militar, a categoria desfiou os generais e fez uma greve de 23 dias por um Plano de Carreira, pelo Estatuto do Magistério e pelos contratos de 40 horas e 20 horas. Uma afronta aos militares que governavam com o autoritarismo dos ditadores para calar a classe trabalhadora na capital do País e em todo o Brasil. O Sinpro liderou a luta e conquistou, em 1986, o primeiro escalonamento de padrão. Foi assim que valorizamos a história de quem atuava (e atua) na rede pública de ensino do DF.
Depois da luta pelo fim da ditadura e pelas Diretas Já, o Sinpro atuou diuturnamente para construir e garantir a promulgação da atual Constituição Federal, denominada de Constituição Cidadã, porque é fruto da luta pela cidadania. Juntamente com isso, a entidade avançou na luta sindical e, em 1990, conquistou o primeiro Plano de Carreira do magistério público do DF. Hoje, estamos na quarta versão desse programa estruturado que viabiliza a valorização e a qualificação de professores(as) e orientadores(as) educacionais.
No intervalo da promulgação da Constituição de 1988 e o primeiro Plano de Carreira, o sindicato atuou para garantir que a formação superior dos(as) professores(as) fosse reconhecida e valorizada. Isso beneficiou os(as) professores(as) e também a sociedade, que passou a contar com profissionais que encontraram mais uma motivação para se aperfeiçoar no que fazem.
Os anos 1990 foram de arrocho salarial com os governos neoliberais de José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e, principalmente, Fernando Henrique Cardoso. A política econômica adotada remetia ao neoliberalismo de Margaret Thatcher, a ex-primeira-ministra do Reino Unido, com forte deliberação privatista e fechada a negociações com os(as) trabalhadores(as).
Nessa época, a possibilidade de negociação estava impedida pela falta de diálogo com os governos da ocasião. A saída para o Sinpro foram as gratificações: uma alternativa ao cenário econômico. Dentre elas, estão a Gratificação de Regência (1992), a Gratificação do Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva do Magistério da Secretaria de Educação do DF, a Tidem (1992) – incorporada ao vencimento em 2013 – e a gratificação de alfabetização (1994). Também foi nos anos 1990 que foi conquistado o tíquete alimentação.
Manifestação e vigília contra a PEC 32 em 2021
A partir dos anos 2000, a luta passou a ser pelo aprimoramento dos direitos-base conquistados e o avanço de outros estruturais. Reformulamos Plano de Carreira, ampliamos licença maternidade para professoras efetivas e orientadoras educacionais e garantimos esse direito e a estabilidade provisória para professoras gestantes em contratação temporária; conquistamos reajuste salarial, lutamos e garantimos convocação de professores(as) e orientadores(as) concursados.
Durante a pandemia da Covid-19, lutamos e garantimos prioridade para a vacinação dos profissionais de educação e encampamos com peso a campanha para a imunização de crianças e adolescentes, bem como da sociedade em geral. Também reivindicamos o ensino remoto, que diante da ausência de políticas públicas para a educação, só foi garantido (ainda que com deficiências) porque professores(as) e estudantes fizeram o impossível.
A crise sanitária da covid-19 foi marcada também por índices alarmantes de desemprego nunca vistos no País. Nesse cenário de avalanches de demissões em todo o Brasil, o Sinpro-DF foi à luta e garantiu o emprego de mais de 10 mil professores(as) em regime de contratação temporária. Com isso, percorreu o caminho inverso do da maioria das unidades da Federação, em que centenas desse profissionais do contrato temporário passaram a integrar as estatísticas do desemprego, da fome e da miséria.
Embora tenha uma trajetória de conquistas trabalhistas fundamentais para assegurar uma educação de qualidade e melhores condições de trabalho aos profissionais do setor, essa mesma luta são ainda grandes desafios. Até hoje a carreira do magistério público do DF é vítima de mau governos. Os dois últimos governos, por exemplo, deram um calote econômico na categoria e a obrigou a ficar mais de 8 anos sem reajuste salarial.
Além disso, nos últimos 4 anos, várias escolas foram militarizadas à revelia do debate público honesto. A militarização é um dos projetos de mercantilização da educação pública. Os dois últimos governos do Distrito Federal forçaram a barra para impor a militariazação porque esse é o projeto de privatização dos serviços públicos e dos direitos sociais. A esse tipo de governo não interessa a emancipação do ensino do DF.
Também nos vimos – como na década de 1990 – diante do desafio de reivindicar espaços de diálogo e negociação e de exigir participação nas decisões que impactam na vida da comunidade escolar.Após 2 anos de um processo educativo complexo, com déficits de difícil recuperação, também lidamos com salas de aula superlotadas, falta de professores, escolas com instalações precárias, falta de monitores, desamparo de estudantes com deficiência e tantas coisas que deixam de dialogar com uma sociedade que não aceita mais ser impedida de exercer o pensamento crítico, alcançado através da educação.
Nós, da nova diretoria colegiada do Sinpro-DF, fazemos parte dessa história de luta e sabemos que enquanto houver classe trabalhadora haverá luta sindical. Não se trata de corporativismo. O que está em jogo é o amanhã de todas as gerações que, infelizmente, viu direitos e conquistas assegurados há mais de 1 século serem extintas num golpe de Estado. São gerações de trabalhadores que vivenciaram, nos últimos 5 anos, a institucionalização do negacionismo, do ódio de classe, do revisionismo, do machismo, do racismo, da homofobia, da devastação do meio ambiente.
Mais uma vez na história do País, do DF e do magistério público, nesses últimos 5 anos, o Sinpro protagonizou nas escolas e nas ruas a defesa da democracia e da educação de qualidade. Enfrentou milicianos e privatistas nacionais e estrangeiros e impediu, em vários momentos, “a passagem da boiada” na educação e em várias causas trabalhistas, como na luta contra a PEC 32, que visa a aniquilar os serviços públicos e o Estado nacional de bem-estar social, como determina a tão importante Constituição de 1988.
Hoje, após 5 anos consecutivos de luta em defesa da democracia, estamos prontos, como sempre estivemos, para reconstruir o Brasil e sua educação pública e gratuita, laica e democrática, inclusiva e emancipatória, de qualidade socialmente referenciada. Estamos na luta em defesa da soberania do País e do novo governo que valoriza a democracia, combate o fascismo, defende a soberania nacional e respeita a luta de classe.