Sinpro realiza primeira reunião do ano com o Coletivo dos Aposentados
Jornalista: Maria Carla
Após 2 anos de pandemia da covid-19, o Sinpro realizou a primeira reunião presencial do coletivo de aposentados(as). No encontro, realizado na EAPE, no dia 9 de março, os(as) foi apresentada a realização de uma pesquisa direcionada aos(às) aposentados(as). Com o título “Aposentadoria Ativa”, a pesquisa é uma iniciativa do sindicato em parceria com o Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB) para investigar indicadores relativos à saúde física,, financeira, social e mental de servidores(as) aposentados(as) sindicalizados(as).
A reunião foi também a primeira deste ano e, na ocasião, foram apresentadas(os) as(os) diretoras(es) da Secretaria para Assuntos dos Aposentados, eleitas para o triênio 2022/2025. “É importante a gente retomar esses encontros e interagirmos com o segmento dos aposentados e das aposentadas para fazermos o planejamento da nossa secretaria juntamente com todos e todas. Essa reunião foi uma experiência boa de planejamento participativo dentro do que é possível ser feito coletivamente. A Secretaria para Assuntos dos Aposentados tem toda essa sensibilidade para esse olhar coletivo, participativo e democrático na nossa entidade”, ressalta Elineide Rodrigues.
Após discutirem os retrocessos que esse segmento da categoria sofreu com os ataques dos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) aos direitos dos(as) aposentados(as), o que resultou em adoecimento e grandes perdas financeiras, os(as) participantes também puderam atualizar seus cadastros no sindicato e se inscreverem nos cursos e oficinas diversas oferecidos pela entidade aos(às) sindicalizados(as).
15 de março: Dia de Luta pela Revogação do Novo Ensino Médio
Jornalista: Alessandra Terribili
Dia 15 de março é o Dia de Luta pela Revogação do Novo Ensino Médio. A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) orienta sindicatos da educação de todo o país a participarem e apoiarem os atos convocados pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), que acontecerão em todo o país. Em Brasília, a manifestação será no Museu Nacional às 9h.
Na compreensão do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), que reúne 45 entidades representativas do campo educacional, o Novo Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) são instrumentos normativos que desqualificam a educação básica, descaracterizam suas finalidades e precarizam a formação nas escolas públicas, o que prejudica, principalmente, os estudantes oriundos das classes trabalhadoras, aprofundando desigualdades educacionais. O Fórum se apoia no documento final da Conape 2022 e a Carta de Natal, aprovados na plenária final da conferência, para orientar que as entidades nacionais do campo educacional a se engajaram nos atos do dia 15.
O presidente da CNTE e coordenador do FNPE, Heleno Araújo, disse para a Mídia Ninja: “A ideia é revogar o entulho do golpe. O novo ensino médio veio, por imposição, através de uma Medida Provisória, por um governo que não tinha legitimidade popular, sem qualquer diálogo com os setores da área de educação. Apresentamos a demanda de revogação do ensino médio e da Base Nacional Comum Curricular para Lula, e ele foi sensível aos problemas apresentados e prometeu analisar melhor o pedido”.
Artigo | Por um projeto alternativo ao “Novo Ensino Médio”
Jornalista: Maria Carla
(*) Por Adilson Cesar de Araujo
O grande cantor e compositor Belchior, em uma de suas mais belas canções: “Velha roupa colorida”, contemplou-nos com o seguinte verso: “no presente, a mente, o corpo é diferente. E o passado é uma roupa que não nos serve mais”.
Mas o que é esse passado que não nos serve mais quando analisamos o teor da Reforma do Ensino Médio? O passado aqui não se refere à História como um campo de saber necessário para a compreensão da realidade e para a construção do sujeito social, mas uma história que se repete como tragédia do ponto de vista político e pedagógico na realidade educacional brasileira.
Nesse sentido, é importante compreender a narrativa ideológica em defesa da Reforma, com o seu objetivo de capturar subjetividades a partir de um discurso que busca expressar anseios por mudanças na educação, pautando-se na flexibilização curricular com o intuito de imprimir uma sensação de movimento, de modernização na educação visando à construção de consenso e de apoio popular.Assim, no processo de implementação da Reforma do Ensino Médio, os seus defensores criaram inúmeros penduricalhos pedagógicos, perfumarias e novas nomenclaturas visando criar uma sensação de “inovação pedagógica”.
Tal narrativa, construída com forte apelo midiático, buscou a adesão da população. Nesse processo, o objetivo foi o de seduzir e capturar subjetividades para apoiar o “Novo Ensino Médio”, como se esse projeto fosse sinônimo de movimento e de ruptura em relação à estrutura educacional que existia antes.
Todavia, cabe destacar que a Reforma do Ensino Médio é a expressão de um movimento de modernização conservadora, em que diferentes grupos, com pautas distintas, mas interesses comuns firmaram alianças estratégicas para manter o modelo desigual e estratificado de educação! Assim, as mudanças trazidas pela Reforma são aparentes, superficiais, dissimuladas, uma vez que elas não alteram a essência e nem modificam a estrutura da educação brasileira. Logo, é um tipo de reforma que nega a construção de um projeto educacional republicano: a educação básica como direito social de todos.
A Reforma do Ensino Médio resgata, portanto, a forma de construção política e as finalidades pedagógicas contidas em outras reformas educacionais que não deram certo ao longo da história da educação brasileira.
Do ponto de vista político, não podemos esquecer que esta reforma reforça a forma autoritária e tecnocrática de se fazer mudança educacional, com desprezo pela escola e por seus profissionais, por meio de uma lógica de participação dissimulada, não efetiva e desrespeitosa à pluralidade de vozes que compõe o contexto escolar e a sociedade brasileira. É uma reforma feita pelos ditos “especialistas” em educação ligados às fundações privadas, a partir de orientações vindas dos organismos internacionais como o Banco Mundial e a OCDE, mas adequadas ao contexto local com vistas a dar legitimidade técnica e científica a esse entulho autoritário chamado de “Novo Ensino Médio”.
Esse modelo de reforma desqualifica os docentes, que sempre são vistos como “incapazes”, “despreparados” e “resistentes” às mudanças. No caso especifico, a desvalorização do trabalho docente é necessária e serve como estratégia política para torná-los reféns dos pacotes uniformizados e elaborados pelos ditos “especialistas” em educação que estão vinculados às fundações privadas, bem como para colocá-los sob a tutela dos reformadores de plantão.
Assim, do ponto de vista político, é uma Reforma que “sataniza” a escola e seus profissionais, para que esses fiquem reféns de soluções mágicas vindas de fora do ambiente escolar. Dessa forma, nega a autonomia docente, a construção coletiva, ou seja, engessa a gestão democrática como princípio constitucional.
Do ponto de vista pedagógico, a reforma resgata o discurso presente nas reformas neoliberais da década de 1990, pautadas na qualidade da educação instrumental, positivista, que nega a história, a trajetória, a identidade da escola, por meio de um currículo prescritivo e padronizável, torna o espaço escolar prisioneiro de avaliações em larga escala.Assim, projeta-se uma qualidade que não é fruto da construção social, pactuada entre a comunidade escolar e a sociedade, mas uma ação de “especialistas” em educação, de pequenos grupos de consultores que estabelecem as metas que devem ser alcançadas e que pensam pela e para a escola.
Na lógica da qualidade hegemônica em educação, tudo passa a ser medido, avaliado e quantificado. É um modelo de reforma desumanizado e instrumentalizado de cima para baixo, feito para atender a interesses de pequenos grupos ligados ao setor privado. Aliado a esse conceito de qualidade instrumental e positivista, há o resgate da “pedagogia das competências”,um termo ambíguo, polêmico e que surge como receita mágica para resolver os graves problemas da educação. A adoção da pedagogia das competências surge, novamente, de forma impositiva, como ato da burocracia, via resoluções do CNE e inspirada no mundo dos negócios, com o seu viés utilitário, pragmático, individualista e para adaptação da educação à lógica de um mercado cada vez mais precarizado.
A reforma trouxe o velho travestido de novo. Assim, suas bases políticas e pedagógicas já estiveram presentes em outras reformas já realizadas na educação brasileira (5.692/1971, PCNs, Decreto 2.208/1997). Nessa seara, reforçamos a perspectiva de Luiz Antonio Cunha, quando ele afirma que a Reforma é um atalho para o passado, que ela não veio para mudar a cara do Ensino Médio, mas tem finalidade política clara de contenção do acesso dos jovens ao ensino superior, veio para dificultar o acesso das massas ao prosseguimento nos estudos e para justificar os cortes e falta de investimentos do Estado na garantia da educação como direito social.
Enfatizamos que o projeto de educação estabelecido pela reforma não tem nada de novo. Do ponto de vista político e pedagógico tem ocorrido o resgate de estratégias e discursos que já foram usados em outras reformas educacionais já fracassadas no contexto educacional brasileiro e que só alimentaram o dualismo na educação, a segmentação da oferta e as desigualdades escolares.
Compreendemos, por consequência, que a defesa de um projeto de Ensino Médio alternativo ao que está posto pela Reforma é tarefa de todos os setores comprometidos com a democratização da educação e com a defesa de um autêntico projeto que venha possibilitar o desenvolvimento humano, a socialização, a apropriação da cultura e o domínio dos conhecimentos científicos e tecnológicos para a inserção ativa das juventudes na democracia e no mundo do trabalho.
Algumas experiências já vêm sendo esboçadas ao longo das últimas décadas e merecem ser aperfeiçoadas: o projeto do Ensino Médio Integrado dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, por exemplo, é uma delas. No debate posto, não estamos no campo das ideias, da abstração e da crítica vazia, mas nos baseando na realidade concreta, na defesa de um projeto construído socialmente e que merece ser universalizado como política pública, que é exitoso e tem o reconhecimento dos estudantes, da comunidade escolar, dos profissionais da educação e de grande parte dos pesquisadores da educação que pesquisam sobre o tema como um projeto que deve ser aperfeiçoado e universalizado para o conjunto da juventude brasileira.
Diante desses novos desafios, a nova realidade exige a construção de um movimento ascendente na defesa de um projeto alternativo de educação para as juventudes. No momento, é necessário agirmos na busca do fortalecimento dos movimentos sociais que fazem crítica ao discurso de que a Reforma merece ser “aperfeiçoada”, “revisada”. Essa reforma merece ser revogada e devemos trabalhar para a construção e apresentação de outro projeto de Ensino Médio, construído de forma democrática e com participação ativa dos movimentos sociais.
Neste contexto de construção de um projeto alternativo ao “NEM”, as ações devem ser interinstitucionais, serem coordenadas pelo Fórum Nacional de Educação e ter a participação ativa dos representantes das universidades pública, dos Institutos Federais de Educação, das entidades estudantis como UBES, FENET, UNE, as representações dos profissionais da educação: CNTE e CONTEE, os pesquisadores da educação e a sociedade de um modo geral.
Nesse debate, devemos apresentar resultados de pesquisas sobre o processo de implementação da reforma do Ensino Médio com as suas conseqüências nefastas para a educação pública e para a formação dos jovens. Ao mesmo tempo, será necessário também que sejam construídas as diretrizes indutoras de um projeto alternativo de Ensino Médio para a juventude brasileira. Assim, os movimentos sociais devem lutar pela revogação da Reforma do Ensino Médio como também construir e apresentar um projeto popular de Ensino Médio como alternativa ao que está colocado pelo “Novo Ensino Médio”.
Diante do exposto, é necessário darmos alguns passos para a construção de um projeto alternativo ao Novo Ensino Médio (NEM), nesse sentido apresentamos algumas contribuições ao debate:
É preciso disputar o conceito de qualidade na educação e romper com o modelo de qualidade hegemônico que é prisioneiro apenas dos resultados de avaliação em larga escala, que nega a educação como atividade complexa. Os movimentos sociais devem afirmar a perspectiva de qualidade de educação comprometida com o desenvolvimento humano e social, que seja fruto da construção dos profissionais da educação, dos estudantes e da sociedade. Temos que projetar uma perspectiva de qualidade em educação que leve em consideração as condições de trabalho, a estrutura das escolas, a formação de professores e que o financiamento público seja destinado à educação pública, numa perspectiva de que em educação a garantia de bons processos é condição necessária para se alcançar bons resultados.
Temos que construir as diretrizes indutoras de um projeto alternativo de Ensino Médio que seja referenciado socialmente. Neste caminho, dois documentos importantes poderão ser úteis ao debate: a Resolução CNE nº 2/2012, que foi elaborada a partir de um amplo debate na educação e que estabeleceu as bases para a integração curricular e a formação humana integral e a Lei 11.892/2008 que criou os Institutos Federais de Educação, uma vez que essa lei prioriza a oferta de cursos integrados, numa perspectiva de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão ao longo do processo formativo dos jovens do Ensino Médio, e busca assegurar o direito à formação básica comum a todos os jovens, tendo o Estado como articulador, responsável e financiador da educação pública.
É fundamental garantir a defesa de uma formação básica comum para todos os estudantes do Ensino Médio, uma vez que a reforma esvazia o sentido de formação básica, ofertando uma formação em migalhas para a juventude.
É urgente construir as bases do projeto de Ensino Médio alternativo ao NEM como uma prioridade a ser apresentada como pauta na Conferência Nacional de Educação para subsidiar o debate do novo Plano Nacional de Educação.
É importante elaborar uma proposta de política de assistência estudantil para todos os jovens do EM, por meio de programas e ações que promovam a permanência e o êxito dos estudantes, a exemplo do que já existe nos Institutos Federais de Educação.
Devemos construir um projeto alternativo ao “NEM” no contexto de uma verdadeira transformação da estrutura da educação básica, o que deve ocorrer de forma articulada, orgânica e democrática, dentro de um processo de institucionalização do Sistema Nacional de Educação pactuado socialmente.
É necessário e urgente que as representações dos movimentos sociais convoquem o Seminário Nacional do Ensino Médio para que se possa debater e conhecer os resultados de pesquisas sobre a implementação da Reforma do Ensino Médio e para construir as diretrizes indutoras de um projeto popular de Ensino Médio alternativo ao do “NEM”.
(*) Adilson Cesar de Araujo/IFB, pesquisador do Observatório Nacional do Ensino Médio
Roda de conversa: A estrutura fiscal que as mulheres defendem para o Brasil
Jornalista: Alessandra Terribili
O 8 de Março Unificadas DF e Entorno, que agrega diversos movimentos, coletivos e associações de mulheres, realiza, neste sábado, 11 de março, uma roda de conversa com o tema A estrutura fiscal que as mulheres defendem para o Brasil. O encontro acontece às 15h no auditório do Sinpro-DF, no SIG.
Participarão da roda de conversa Rosilene Corrêa, da Campanha Nacional pela Taxação de Grandes Fortunas; Roseli Faria, vice-presidenta da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento; e Maria Lúcia Fattorelli, da Auditoria Cidadã da Dúvida.
O tema é caro para as mulheres, porque a estrutura fiscal do país pode contribuir para a justiça social e a distribuição de renda – condições fundamentais de garantir a autonomia das mulheres e para a construção da igualdade.
Brasília reunirá profissionais da Educação de todo o país em encontro; inscreva-se
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Os interessados em participar da “V Conferência Nacional de Alternativas para Outra Educação (Conane) – A Conane da Esperança” têm até esta sexta-feira (10) para realizar a inscrição. O evento ocorre até domingo (12) na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), em Brasília-DF. Acesse conanenacional.com.br/conane2023 e garanta a inscrição.
O encontro reúne profissionais da Educação de todo o país. A programação conta com lançamento de livros, exibição de filmes, sarau cultural, apreciação de projetos, apresentações culturais, palestra e rodas de conversa.
Entre os temas debatidos estão Inclusão e Anticapacitismo nas Escolas, Educação Antirracista, A Educação Básica no Brasil: presente e futuro e De mãos dadas a esperançar, Jornada da individuação e educação, Rede de proteção escola-comunidade, Cultura de paz nas escolas, Aprendizagem com a natureza, Cursinho popular – alternativas para uma educação transgressora e outros.
Os 50 primeiros estudantes de Pedagogia da UnB ficam isentos da taxa de inscrição. A gratuidade vale também para os estudantes de Ensino Médio, aos que recebem o benefício de Assistência Estudantil e ao responsável por Projeto Educacional selecionado.
Há ainda descontos para demais grupos. Os valores cobrados são apenas para custear as despesas do evento.
Serviço:
V Conferência Nacional de Alternativas para Outra Educação
Data: 10 a 12 de março
Local: Faculdade de Educação – Universidade de Brasília (UnB) – Brasília/DF
Inscrições: conanenacional.com.br/conane2023
8 de março: políticas educacionais para combater o machismo
Jornalista: sindicato
* Por Berenice Darc, diretora do Sinpro-DF e da CNTE
Muitas vezes, falamos da importância de a escola cumprir seu papel no combate às opressões. Isso se dá pelo questionamento de valores que embasam e retroalimentam a opressão, mas também, por políticas educacionais que favoreçam a construção da igualdade.
Por isso, embora seja fundamental contarmos com professoras e professores engajados nessa tarefa, ela não deve ter apenas uma dimensão individual de atuação, mas sim, ser uma missão de toda a escola, de todo o sistema de educação. Pois então, vejamos quais as políticas educacionais centrais executadas nos últimos 7 anos (desde o golpe de 2016).
Uma aposta destacada dos governos Bolsonaro e Ibaneis, a militarização de escolas públicas tem como principal consequência a homogeneização de pensamento e comportamento. Elimina-se o contraditório e a diversidade em nome de uma suposta “disciplina”. Nas escolas, a realidade tem sido de medo e de intimidação, reprimindo o pensamento crítico e o questionamento da realidade.
Obviamente, esse é um ambiente em que a luta por igualdade não prospera. Mas o problema vai ainda além: houve casos de assédio moral e até sexual registradas desde o início da implementação do projeto. Isso quer dizer que se vende a ideia de que a militarização de escolas públicas trará disciplina e segurança, mas o que vemos, na realidade, são ambientes de repressão e insegurança.
Outra proposta que se fantasia de disciplinadora para gerar um ambiente de intimidação é a Leia da Mordaça. Os setores obscurantistas que defendem proposições dessa natureza exaltam a perseguição de profissionais do Magistério que questionem o machismo, o racismo, a LGBTfobia, o capacitismo. O que eles pretendem é a manutenção do status quo de opressão e de exclusão por meio do silêncio e da perseguição de professores(as).
Por fim, o “novo” ensino médio (NEM) corrobora com a mesma ideia geral. A reforma aprovada em 2017 foi duramente condenada pelo movimento sindical, que entende que ela aprofunda desigualdades históricas em vez de combatê-las. No caso, as desigualdades que se constatam entre escolas públicas e privadas, entre regiões do país… consequentemente, entre homens e mulheres, entre pessoas negras e pessoas brancas. E mais ainda: desestimulando o pensamento crítico, o NEM reforça ainda mais a realidade de opressão, que determina o lugar social das mulheres e o lugar social dos homens, de modo a sempre subordiná-las.
Precisamos aproveitar o novo momento histórico que se abre com a posse de Lula para não apenas derrotar os projetos que invisibilizam, excluam ou subordinem as mulheres, mas também para disputar uma política educacional democrática e libertadora, que contribua para o fim do machismo, do racismo e da LGBTfobia.
Inserção do Sinpro na TV aberta divulga assembleia geral dia 14
Jornalista: Alessandra Terribili
Está em circulação na TV aberta um vídeo produzido pelo Sinpro, que convoca a categoria para a assembleia geral dia 14 de março e dialoga com a população sobre os motivos da paralisação.
Na inserção, o Sinpro destaca que professoras(es) e orientadoras(es) educacionais da rede pública estão com os salários congelados há 8 anos, e que o GDF precisa definir se educação é ou não é uma prioridade sua. Valorização dos profissionais do magistério é um aspecto fundamental da defesa da educação pública.
O mote da campanha salarial 2023 é Reestruturação da carreira já!. A categoria tem encontro marcado na terça-feira, 14 de março, às 9h30, no estacionamento da Funarte. Chame seus e suas colegas, não deixe de participar!
Governo Federal cria PL para promover igualdade salarial entre mulheres e homens
Jornalista: Alessandra Terribili
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, anunciou algumas iniciativas que o governo federal vai adotar para combater a violência, a desigualdade e os discursos de ódio contra as mulheres. Segundo ela, a pedido do presidente Lula, foi apresentado ao Congresso Nacional um projeto de lei de combate à desigualdade salarial.
Há muitos anos os movimentos de mulheres denunciam essa discriminação. De acordo com dados da PNAD 2019 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), o rendimento das mulheres representa, aproximadamente, 77% do rendimento dos homens no exercício de mesma função. Isso sem contar as dificuldades e obstáculos a mais para sua formação e contratação, a maior exposição a casos assédio moral e sexual, e a dupla jornada de trabalho. As mulheres também são a maior parte da população desempregada, e estão mais sujeitas ao trabalho precarizado.
A legislação brasileira atual já dispõe de mecanismos de proteção às mulheres no mercado de trabalho. Esses dispositivos foram conquistados com muita luta pelo movimento feminista, e estão presentes na Constituição Federal e na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). O Brasil também é signatário de diversos acordos e convenções internacionais que visam à equidade de gênero. Entretanto, muitas vezes, a legislação não sai do papel.
Em seu artigo 7º, a Constituição Federal proíbe a diferenciação de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. A lei 9.029/1995 completa, vedando, por exemplo, que se anunciem vagas de emprego em que o sexo da pessoa seja variável determinante para fins de remuneração e oportunidades de ascensão profissional.
A ministra Cida Gonçalves, em entrevista ao jornal O Globo, falou sobre o PL da Igualdade salarial: “O texto irá estabelecer uma linha de fiscalização, quais são as regras, como fiscalizar, uma política de incentivo. Não basta simplesmente estabelecer uma lei afirmando que precisa ter equidade salarial. Precisamos que seja dito para os contratados e contratantes qual será nível de fiscalização e como o descumprimento será respondido”, disse.
Senador do PL do Espírito Santo apresenta “novo” projeto de Lei da Mordaça
Jornalista: Alessandra Terribili
Era 2015 quando o então deputado (hoje senador) Izalci Lucas (PSDB-DF) apresentou o projeto de lei “Escola Sem Partido” – conhecido também como Lei da Mordaça – à Câmara Federal. O projeto de Izalci segue em tramitação na Câmara, apensado a outros de teor semelhante, mas está parado, graças à resistência que os movimentos da Educação impuseram.
Agora, o senador Magno Malta (PL-ES) apresenta um novo projeto, que não é nada novo. Seguindo as mesmas premissas dos anteriores, visa a eliminar das salas de aula o contraditório, a diversidade, o pensamento crítico, cassar a liberdade de cátedra e promover a perseguição de professores.
Apresentado recentemente, o projeto aguarda despacho da mesa para que sejam designadas comissões e ele comece a tramitar.
O que é mesmo?
Antes de mais nada, é preciso destacar que os projetos de lei que levam o nome de “Escola Sem Partido” não se referem em nada à presença ou não de partidos na escola. Como qualquer iniciativa que se autodeclara “apartidária”, essa também tem uma ideologia muito nítida, que se manifesta em agrupamentos partidários muito bem definidos. Por isso, alguns também a conhecem sob o codinome de “Escola Com Um Só Partido”.
Ainda que a Lei da Mordaça não tenha sido bem-sucedida na Câmara Federal nem na Distrital, seu conteúdo foi utilizado para a censura e a propagação de valores enviesados por um setor da sociedade. Atropelando sem dó a laicidade do Estado, os projetos falam em “valores de família” como se uma crença específica pudesse ser universal e imposta a todos. Vale lembrar que a então deputada distrital Sandra Faraj (União Brasil), derrotada nas duas últimas eleições, chegou a enviar ofícios a escolas para cobrar explicações e “providências” contra professores e professoras que trabalham com seus/suas estudantes questões relativas aos direitos humanos.
A discussão da Lei da Mordaça deixou nítido que alguns(as) parlamentares desconhecem e não têm interesse em conhecer os reais problemas das escolas públicas do DF hoje; e, portanto, resta-lhes muito tempo para executar patrulha moral sobre o trabalho que professores e professoras desenvolvem nas nossas escolas, visando a construir tolerância, respeito e igualdade. Segundo os idealizadores do projeto, a escola não é lugar de combater ou questionar a cultura do ódio, do racismo, da discriminação e da opressão.
O Sinpro e continuará atento ao futuro desses projetos no Congresso Nacional e na Câmara Legislativa, e chamará a categoria à luta em defesa da educação pública sempre que necessário!
É com profundo pesar que o Sinpro informa o falecimento do professor José Paulo Alves. Ele tinha 65 anos e faleceu em decorrência de um câncer. O velório do professor será nesta segunda-feira (6/3), às 14h30, e o sepultamento está marcado para 17h, na capela 5 do Cemitério Campo da Esperança – Asa Sul.
Professor de Educação Fisíca aposentado, José dedicou-se por muito anos ao ensino de crianças e jovens em Ceilândia. Sua alegria contagiante e o seu amor pela educação ficarão marcado em muitas pessoas.
A diretoria colegiada do Sinpro manifesta solidariedade à família, amigos e companheiros do professor José Paulo Alves. Neste momento de grande dor e pesar, nossos mais sinceros sentimentos.