Vida em palavras: inscrições até 27/2

As inscrições para o programa A Vida em Palavras, a ser ministrado no dia 28/2 (próxima terça-feira) foram prorrogadas até o dia 27/2 (próxima segunda-feira). O programa faz parte do projeto Janeiro Branco, da Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sinpro, numa parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres Educadoras do sindicato.

As inscrições estão abertas para toda a categoria e podem ser feitas clicando aqui. Os(as) participantes receberão certificado.

O encontro será uma oportunidade para falar sobre Saúde mental e gênero, no dia 28 de fevereiro, das 16 às 18h, na sede do Sinpro (SIG). Para discorrer a respeito da temática foi convidada a professora doutora Valeska Zanello, do departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB) na área de saúde mental e gênero. 

Com este projeto, a ideia do sindicato é oferecer encontros todos os meses, de forma presencial, com o objetivo de falar sobre temas relevantes para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, como por exemplo cansaço, esgotamento físico e mental, desânimo, tristeza intensa, depressão, ansiedade, Burnout e outros sintomas que afetam diretamente a saúde da nossa categoria.

MATÉRIA EM LIBRAS

Sinpro convida gestoras(es) para reunião dia 27

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida gestores e gestoras das escolas do DF para a primeira reunião de 2023. O encontro será na próxima segunda-feira, 27 de fevereiro, às 17h, no auditório da sede do Sinpro no SIG.

O principal ponto da pauta são os desafios do retorno às aulas, afinal, desde as primeiras semanas de trabalho de 2023, as equipes gestoras depararam com desafios diversos para preparar o ano letivo que se inicia.

Além disso, o Sinpro lembra que dia 14 de março haverá assembleia geral com paralisação, fortalecendo a campanha salarial 2023, que tem como tema Reestruturação da Carreira Já!.

Vale lembrar que a última reunião de 2022, dia 6 de dezembro, cumpriu papel relevante nas discussões do Sinpro com o governo e com a Câmara Legislativa sobre a gestão democrática.

O coletivo de gestores e gestoras lançado pelo Sinpro durante a pandemia foi uma estratégia acertada; porque ele faz diferença na articulação e na mobilização da categoria como um todo! Afinal, embora haja atuações específicas dentro da escola, pertencemos à mesma categoria, levantamos bandeiras em comum e lutamos juntos por melhores condições de trabalho, valorização da categoria e em defesa da educação pública de qualidade, que a população do Distrito Federal tanto merece.

Por tudo isso, não esqueça! Gestor, gestora: você tem um compromisso importante dia 27!

Comissão geral da CLDF debaterá endividamento de servidores(as) com o BRB

Nesta quinta-feira (23), às 15h, uma comissão geral da Câmara Legislativa (CLDF) debaterá o endividamento dos servidores públicos do DF com o BRB (Banco de Brasília). A comissão é produto de uma iniciativa do deputado distrital Gabriel Magno.

O objetivo da reunião é pensar soluções de forma conjunta para o problema do endividamento de servidores e servidoras. Além dos deputados distritais, foram convidados para o debate representantes do BRB, do governo e de diversas categorias de servidores públicos. Comporão a mesa o presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, e o Defensor Público Chefe do Núcleo de Defesa do Consumidor do Distrito Federal, Antônio Carlos Fontes Cintra.

Segundo dados da Caixa de Assistência e Benefícios ao Servidor do GDF (CABS), cerca de 10 mil trabalhadores têm recebido menos de 50% de seus salários devido ao acúmulo de dívidas junto à instituição. O deputado Gabriel Magno pretende buscar uma mediação que propicie melhores condições para que os endividados possam renegociar suas pendências e se recuperar financeiramente.

A comissão é aberta à presença de interessados e interessadas no debate. Haverá transmissão ao vivo, que professores(as) e orientadores(as) educacionais podem acompanhar pelo facebook e pelo canal de youtube do Sinpro.

Nota de pesar | Maria da Penha Magalhães

O Sinpro lamenta e informa, com pesar, a morte da professora aposentada Maria da Penha Magalhães, 93 anos. O velório será entre 8h e 10h desta quinta-feira (23/2), na Capela Especial n° 01, do Campo da Esperança, na Asa Sul. O sepultamento será às 10h30.

 

Professora da rede pública de ensino do Distrito Federal, Penha sempre esteve presente na luta do Sinpro. A ex-diretora do sindicato, Sílvia Canabrava, conta que a professora Penha frequentava o sindicato e estava em todas as atividades desde a época da atuação da professora Isabel Portuguez na entidade. “Os aposentados e as aposentadas devem seguir o exemplo da Penha. Ela deixará muitas saudades em nossos corações”, afirma Silvia.

 

A diretoria colegiada lamenta profundamente a perda de Maria da Penha e se solidariza com a dor da família e dos amigos.

 

Professora Penha, presente!

Educação pública volta a ser prioridade no Brasil

Em entrevista ao Sinpro-DF, a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Rosilene Corrêa, faz uma análise da situação da educação pública e gratuita após os dois últimos governos e comenta o encontro que a confederação teve com o novo ministro da Educação Camilo Santana.

Na categoria dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais em todo o País é unânime a opinião de que no governo Bolsonaro houve uma demolição feroz do setor para acelerar a mercantilização desse direito e a privatização da escola pública.Nos últimos 5 anos, a luta da categoria contra a privatização, o sucateamento e o fascismo foi diária.

A educação superior e a pesquisa científica do Brasil sofreram uma perseguição feroz nunca vista na história. Nas contas da CNTE, foram 6 anos sem diálogo com o governo federal e um rescaldo de milhares de prejuízos.Um dos piores prejuízos, além da demolição declarada da Educação Superior Pública, foi a reforma do Ensino Médio, que destruiu o projeto de educação desse segmento escolar para transformá-lo em formador de mão de obra autômata para o mercado, sem nenhum conhecimento acadêmico e nem formação para o pensamento crítico e o exercício da cidadania.

Na avaliação da diretoria do Sinpro, é urgente revogar o Novo Ensino Médio por é um atraso sem precedentes na soberania do Brasil e se trata apenas de um velho e obsoleto método para doutrinar filhos e filhas da classe trabalhadora a serem escravos e escravas sem questionarem sua condição de escravos(as). Esse e outros assuntos urgentes foram o mote de um encontro que novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva promoveu com as entidades representativas da educação nesta semana.

O ministro da Educação recebeu a CNTE e, após 2 horas de reunião com uma comissão da entidade, saiu do encontro afirmando que o governo Lula recolocou a educação em cena. Realizada na quarta-feira (15/2), a reunião contou com a presença do ministro, da comissão da confederação e com secretários do MEC.

Segundo o presidente da CNTE, Heleno Araújo, os trabalhadores conseguiram atingir os dois objetivos da entidade sindical. Ele disse que uma pauta extensa foi apresentada e bem aceita pelo ministro e sua equipe. “Atingimos nossos objetivos, que eram apresentar nossa pauta de reivindicações e estabelecer o diálogo com o ministério após seis anos sem esse debate sistemático”, disse o dirigente.

Rosilene Corrêa, diretora da CNTE e representante do Sinpro-DF na entidade nacional do magistério, também participou do encontro e, segundo ela, essa reuniãopode ser vista como o início de um trabalho conjunto, como aquele que proporcionou êxitos nos primeiros governos de Lula.Em entrevista para o sindicato, Rosilene fala sobre o encontro e a luta urgente da categoria. Professora aposentada, ex-dirigente do Sinpro e diretora da CNTE, ela analisa a situação atual da educação, faz um balanço da “terra arrasada” que os governos Bolsonaro e Temer deixaram no setor e mostra as novas perspectivas com o governo Lula. Confira.

 

ENTREVISTA  | Rosilene Corrêa

 

Sinpro – O governo federal ficou 6 anos sem atender às entidades representativas do magistério. Quase uma década. Qual o impacto disso e quais os prejuízos na vida profissional (condições de trabalho), financeira e pessoal dos professores(as) e orientadores(as) educacionais e como esse impacto reverbera na qualidade da educação?

Rosilene Corrêa – Da perspectiva nacional e considerando a política do Ministério da Educação, passamos 6 anos sem nenhum diálogo e sem o cumprimento das leis. O prejuízo disso é imenso para a categoria do magistério e mais ainda para os estudantes. Um exemplo, dentre muitos outros, é o não cumprimento do Plano Nacional de Educação, que ficou parado, praticamente, no mesmo lugar. Os dois governos anteriores simplesmente não cumpriram o PNE. Além disso, é importante destacar que a política pública denominada educação precisa de diálogo entre as partes para a sua própria construção e busca de alternativas para assegurar avanços não só das condições de trabalho e das melhorias nas tabelas salariais da categoria, é preciso diálogo porque a educação necessita de ser pensada e elaborada coletivamente.

O diálogo na Educação é fundamental em todos os sentidos. Aliás, o diálogo é crucial desde as construções diárias das grandes políticas públicas da Educação, no ministério, até no dia a dia do fazer pedagógico, dentro mesmo da escola, na relação entre estudantes e professores. Por isso a gestão democrática é indispensável no fortalecimento da educação pública.

É importante ouvir a academia, o Executivo, os sindicatos, os estudantes, as comunidades universitárias e escolares. A educação deveria ser feita com a participação de todos os segmentos da sociedade. Aí sim, a gente teria chance de ter uma educação pública forte, gratuita, laica, libertadora, inclusiva, de qualidade socialmente referenciada.

 

Sinpro – Quais os prejuízos dessa falta de diálogo do governo federal anterior com a educação para os(as) estudantes e para a Educação pública do País?

Rosilene Corrêa – A educação acompanha a humanidade. As coisas vão acontecendo e a educação precisa ser repensada e melhorada a todo momento. Sem diálogo essa melhoria não acontece. Esse é um impacto repercutiu também no Distrito Federal. Aqui não foi nem a falta de diálogo, mas sim a completa falta de uma proposta de educação nesse período todo.

Nacionalmente, por sua vez, embora não tenha tido diálogo, na questão financeira, como já existia uma Lei do Piso, sancionada pelo segundo governo Lula, em 2008, todos os anos tivemos reajustes, embora com muita luta pela categoria nos estados e municípios do País para que essa lei fosse cumprida todos os anos. No geral, essa lei garantiu e não houve um congelamento radical por causa disso.Isso falando em Educação Básica. Contudo, quando vamos para a educação superior o impacto foi violento, de destruição e de cortes financeiros.

 

 

Sinpro –  O que significa e qual a importância dessa reabertura MEC ao diálogo com as entidades representativas do magistério?

Rosilene Corrêa –A reabertura é o esperado de um governo que respeita a democracia e reconhece a representatividade das categorias. No nosso caso, que é a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, a CNTE, é muito importante porque somos uma entidade classista que luta, historicamente, em defesa da educação e que a gente, realmente, consiga avançar para oferecer uma educação cada vez melhor.

Assim, essa abertura de um processo de negociação em que o ministro Camilo Santana se colocou numa lógica de Mesa Permanente de Negociação para debater todos os pontos que precisam ser revistos e outros que precisam de reiniciação de debate, enfim, têm questões muito urgentes, como a própria Lei do Piso. É preciso criar mecanismos de garantia que a lei seja cumprida, que a gente não fique com o piso numa lógica de teto. Muitos governantes estão achando que atingindo o piso está cumprindo e que está tudo bem e não precisa discutir para além disso.

Há também os demais profissionais da educação, que são outros trabalhadores do setor para além do magistério, que não são contemplados pela Lei do Piso. Essa é uma pauta antiga que precisamos avançar e precisa também da nossa luta. Enfim, há uma perspectiva que a gente consiga restabelecer a relação com o MEC de construção e reconstrução. Estamos falando de um país que foi destruído e a educação foi brutalmente atacada. Então é preciso ter muita disposição de diálogo.

Para isso, colocamo-nos à disposição do MEC. Apresentamo-nos ao ministro e à equipe dele nessas condições: de construirmos juntos e sempre numa lógica de preservar direitos e buscar avanços.

 

Sinpro –Na campanha salarial do ano passado e deste ano, a palavra valorização é o mote de todas as reivindicações. Qual valorização que o magistério precisa agora?

Rosilene Corrêa – A luta pela valorização da carreira do magistério é histórica. Nunca esteve no topo das prioridades. E valorização passa, obviamente, por um bom salário, mas passa também pelas condições de trabalho, pela carreira. É um pacote. E continua na pauta, portanto, essa valorização porque nós não atingimos, muito pelo contrário, podemos até termos como exemplo claro a situação do Distrito Federal, que já ocupamos o primeiro lugar das tabelas salariais do magistério no País e hoje não estamos entre os três primeiros salários. E é uma realidade geral de baixos salários e condições ruins de trabalho.

 

Sinpro – Outra palavra que faz parte da luta do magistério por melhores salários e condições de trabalho e por uma educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada é “reconstrução”. Vc pode nos dar um panorama da demolição que o governo anterior fez no campo da educação e quais as perspectivas no novo governo?

Rosilene Corrêa – Acho que o governo anterior deixou um rastro de desmontes de toda natureza, desde não ter mais construção de creches, de novas escolas e isso está causando superlotação nas nossas salas de aula e leva o professor ao adoecimento; não houve nenhuma força-tarefa para uma recomposição do período da pandemia da covid-19, se é que a gente pode falar em pós-pandemia, pós-período de aulas virtuais em que uma grande parte de estudantes do Brasil sem acesso a essa escola virtual e o MEC, na época, não tomou nenhuma providência, nenhuma proposta com esse objetivo, nem mesmo uma busca ativa desses estudantes que foram expulsos da escola e não retornaram.

Outro ponto importante colocado na reunião com o ministro Camilo Santana foi o da conectividade. E o ministro apresentou isso como um dos pontos a serem trabalhados, mas é de garantir não só a Internet, mas também o acesso a ela, como as ferramentas de acesso, cursos, para que se tenha uma ferramenta pedagógica também.

 

Sinpro – Qual o papel da educação na construção de um processo civilizatório num país com princípios democráticos e numa nação soberana?

Rosilene Corrêa – Já é sabido qual o papel que a educação tem para uma nação. No Brasil, mais do que nunca, faz-se necessário que tenhamos um altíssimo investimento na educação, mas também uma reestruturação na nossa proposta pedagógica. Não vamos mudar essa realidade do fascismo, fundamentalismo, todo tipo de preconceito, intolerâncias se não pela educação. A nossa educação precisa radicalizar na democracia participativa. Precisamos de uma pedagogia absurdamente freiriana para se contrapor a isso que a gente vem assistindo. Precisamos mudar o comportamento da nossa sociedade e é a educação quem, certamente, cumprirá com esse papel também.

O que não podemos ter é uma educação que tenha na sua centralidade apenas resultados. Não podemos sustentar uma educação meritocrática e pronto, que não leve em consideração essa formação global do ser. Precisamos voltar para um processo civilizatório e é a partir da educação que conseguiremos fazer isso.

 

Sinpro – A categoria, nacionalmente, tem pedido a revogação da reforma do Ensino Médio, melhorias na Lei do Piso, e, no caso do Sinpro-DF, uma nova reestruturação de carreira. Como vocês analisam esse tipo de reivindicação e a possibilidade de elas terem reverberação positiva neste novo governo?

Rosilene Corrêa – O Novo Ensino Médio é a pauta central nossa, tanto na CNTE como dos sindicatos e do movimento do magistério em todo o País. Trata-se de uma prioridade das prioridades. É urgente rever esse projeto mercantilista produzido por governos autoritários, que não consultaram a sociedade e impuseram um projeto de Ensino Médio segregador e que impede a construção do conhecimento e da cidadania por meio da escola.

A revogação do Novo Ensino Médio é uma demanda da categoria. Um dos grandes apelos para a sociedade não questionar o Novo Ensino Médio, o chamado NEM, era o discurso da “liberdade” de escolha para os estudantes, o que não é real. Isso não se concretizou em nenhum lugar do País e, ao contrário, era uma estratégia para se eliminar matérias do currículo escolar e demitir professores.

Essa reforma buscou impedir o acesso dos 80% dos jovens que freqüentam o Ensino Médio e Fundamental do Brasil às ferramentas básicas de conhecimento para a cidadania política e econômica. Implantou bases privatistas e mercantilistas que impedem a juventude da classe trabalhadora da escola pública de ter em sua vida adulta a participação ativa como sujeitos autônomos na vida social, política e cultural. Também impede essa juventude de se inserir de forma qualificada no mundo da produção e alcançar a autonomia financeira. Na realidade, como bem analisou o educador Guadêncio Frigotto, “o ‘novo’ esconde seu caráter anacrônico, regressivo que anula o que se buscou no processo de redemocratização do País e os avanços da Constituição de 1988”.

A revogação do Novo Ensino Médio é prioridade das prioridades. Na nossa conversa com o ministro, ficou entendido que vamos construir outra proposta ouvindo a sociedade porque esta impacta negativamente na vida dos professores e orientadores educacionais também tem todos os sentidos. Por exemplo, impacta na realização de concursos públicos para o magistério. Ainda inspirada na avaliação de Frigotto, destaco que o NEM “faz parte da manutenção e do aprofundamento do apartheid social posto em curso nos últimos 5 anos, além de consolidar contrarreformas que rasgam a Constituição de 1988 por meio de uma política de liquidação do patrimônio comum dos brasileiros; do desmonte da esfera pública e de uma a uma das políticas sociais e de inclusão para diminuição da desigualdade social, da fome e da pobreza; e o aniquilamento da pesquisa científica no curto prazo pelo corte absurdo do financiamento e, em longo prazo, pelo desmonte da educação básica e universidades públicas”.

Projeto levará o cinema brasileiro para dentro das escolas públicas do DF

“Cinema nas Escolas – Circuito de Cinema Brasileiro” é um projeto da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC) que tem o apoio do Sinpro-DF, e levará o cinema brasileiro para dentro das escolas públicas do Distrito Federal. As sessões acontecerão entre 28 de fevereiro e 16 de março, e serão abertas para toda a comunidade escolar.

O filme que será exibido é “O Pastor e o Guerrilheiro”, de José Eduardo Belmonte. O projeto marcará a pré-estreia nacional do longa-metragem, que teve cenas rodadas na Universidade de Brasília (UnB). O objetivo é ocupar as escolas com arte, promover o encontro dos profissionais da educação, estudantes e suas famílias, e provocar reflexão sobre as temáticas levantadas pelo filme – em 10 das 18 sessões, haverá um pequeno debate entre espectadores e equipe. 

“O Sinpro, como um dos patrocinadores do evento, vai estar presente nesses debates. Abraçamos este projeto por toda a importância do que ele representa, pois ele ajuda a comunidade escolar a refletir sobre assuntos que repercutem até hoje na sociedade e na democracia, como o papel da religião e da política em nossa sociedade. Arte e cultura são ferramentas importantíssimas para auxiliar a sociedade a pensar e refletir”, comenta a diretora do Sinpro Luciana Custódio.

A atividade se dará antes do filme estrear nas salas de cinema, ou seja, os estudantes das escolas públicas de Brasília serão os primeiros a assistir! Será uma boa oportunidade para que a comunidade estudantil possa prestigiar e discutir a obra com seus realizadores e especialistas. Mais ainda, é uma contribuição para ampliar as atividades culturais dentro das escolas, favorecendo a diversidade curricular.

O projeto “Cinema nas Escolas – Circuito de Cinema Brasileiro” é uma realização da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), tem a parceria da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (SECEC-DF), e conta com o apoio do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB).

 

O pastor e o guerrilheiro

O longa-metragem “O Pastor e o Guerrilheiro” se passa nas décadas de 1960, 1970 e nos últimos dias de 1999. Em 1968, o jovem comunista João deixa a universidade e vai para uma guerrilha na Amazônia. É preso, torturado e enviado para a prisão em Brasília, onde encontra Zaqueu, um cristão evangélico preso por engano. Eles sofrem juntos, superam diferenças ideológicas, se ajudam e marcam um encontro para 27 anos depois, à meia-noite, na virada do milênio, na Torre de TV de Brasília.

O filme foi selecionado para o Festival de Gramado, Nova York Latino Film Festival, Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, Mostra de Cinema Internacional de São Paulo e Festival de Trieste na Itália. Em Brasília, foi vencedor do prêmio Melhor Filme, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, no 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, edição de 2022.

Produzido por Nilson Rodrigues e dirigido por José Eduardo Belmonte, o longa-metragem foi rodado no Tocantins, às margens do Rio Araguaia, e em Brasília.

O elenco conta com uma nova geração do cinema nacional: Johnny Massaro, Julia Dalavia, César Mello, Ana Hartmann, Túlio Starling e William Costa. Também tem nomes como, Antônio Grassi, Sérgio Mamberti, Buda Lira e Ricardo Gelli.

Produção executiva de Caetano Curi, direção de fotografia de Bárbara Alvarez, direção de arte de Ana Paula Cardoso, direção de produção de Larissa Rolin, música de Sascha Kratzer e figurino de Diana Brandão. O roteiro é assinado por José Rezende Junior, Nilson Rodrigues e José Eduardo Belmonte. Roteiro final de Josefina Trotta.

Três semanas de muito cinema

O filme “O Pastor e o guerrilheiro” será projetado ao longo de três semanas, em 18 sessões exclusivas para convidados, alunos e familiares das escolas. Haverá um debate entre os espectadores e os atores que participaram do projeto após 10 das 18 sessões.

Confira os dias, horários e locais das sessões, e os horários dos debates (sujeitos a alterações):

 

– 28/02 no auditório do CED INCRA 08 de Brazlândia. Sessões às 13:10 e 15:30, e debate com Ricardo Gelli e Miquéias Paz após a sessão das 15:30.

– 02/03 no auditório da UPIS, na 911 Sul. Sessões às 9h e às 15h, aberta a alunos e familiares do CEMSO. Após a sessão das 15h, debate com o ator Buda Lira.

– 03/03 no auditório do CEM 02 de Ceilândia. Sessões às 7:30 e 19h, com debate após a sessão das 19h com o ator Buda Lira.

– 07/03 no auditório do SESC Taguatinga Norte. Sessão às 7:30 para alunos e familiares com CEMTN Taguatinga. Após a sessão, debate com Ana Hartmann e Miquéias Paz.

– 08/03 no auditório do CED 01 do Guará. Sessão às 20h, seguida de debate com Ana Hartmann

– 09/03 no auditório do CEM 04 de Ceilândia. Sessões às 8h e às 14h, com debate após a sessão das 14h com Gabriela Correa

– 10/03 no auditório do CEM 01 do Gama. Sessões às 8h e às 13:45. Debate após a sessão das 13:45 com Genésio Tocantins.

– 13/03 no auditório do CEMAB de Taguatinga. Sessões às 9h e às 14h. Debate após a sessão das 14h com Genésio Tocantins

– 15/03 no auditório da ADUnB, no campus Darcy Ribeiro da UnB. Sessão às 9:15, aberta a alunos e familiares do CEAN. Após a sessão, debate com Cesar Mello

– 16/03 no auditório do IFB Campus Recanto das Emas. Sessões às 14h, 16h e 19h. Após a sessão das 19h, debate com o diretor José Eduardo Belmonte.

 

Sociólogo egresso do sistema prisional publica “Francas Palavras” pela Avá Editora

“Francas palavras” é o título do primeiro livro de Emerson Franco publicado pela Avá Editora. Sociólogo, educador, poeta, escritor, palestrante e morador de Santa Maria (DF), Emerson Franco lança obra com uma coletânea de “escrevivências” dele mesmo, que é egresso do sistema prisional do Distrito Federal. A proposta é inspirar jovens e adolescentes da periferia a fazerem uma revolução pela educação.

O lançamento oficial está previsto para o mês de março, mas a pré-venda já está aberta para viabilizar os custos de impressão do livro, com o apoio do próprio público. No release enviado à imprensa, Emerson diz que “Francas palavras” foi escrito em prosa rimada e influenciado pelo RAP. Na obra, ele aborda temas considerados tabus com o intuito de dialogar com adolescentes e jovens da periferia.

‘Francas Palavras’ impressiona pela abordagem honesta de temas considerados tabu, além disso, trata de temas como injustiça social, redenção e segunda chance, tecendo reflexões sobre a visão de crime e sobre os sistemas penitenciário e socioeducativo no Brasil. O livro será lançado no 17/3, 19h, na Paradeiro – Livraria, Café e Cozinha Afetiva, localizada na Asa Norte

Uma história do nosso dia a dia

Emerson Franco cumpriu quase 7 anos de prisão em regime fechado, após condenação a 17 anos em segurança máxima, quando tinha apenas 19 anos. Foi na escrita que o autor encontrou um refúgio para reescrever sua história e superar os longos dias em sua cela no “Cascavel”, apelido da unidade de segurança máxima da Papuda. “Eu pegava jornal, passava creme dental, esperava secar e escrevia por cima”, conta ele.

Desde que saiu do sistema prisional, Emerson buscou refazer seu caminho, visitando escolas públicas da periferia para contar sua experiência e inspirar jovens a estudarem e não passarem pelas mesmas agruras. O ponto de virada foi quando a sua primeira filha nasceu e, junto com ela, um novo Emerson: um professor de Sociologia engajado, arte-educador, educador social e idealizador do projeto “Papo Franco”, que já passou por mais de 325 escolas públicas do DF.

Na Avá, editora independente criada no Distrito Federal e dedicada à democratização da literatura e do livro, Emerson preparou o lançamento de “Francas Palavras”, com data prevista para o dia 17/03, na Paradeiro – Livraria, Café e Cozinha Afetiva, localizada na Asa Norte. Até lá, o autor convida o público a realizar a pré-compra do livro, ação que irá viabilizar parte dos custos de impressão e distribuição da obra.

Morador de Santa Maria Sul (DF), hoje ele é pai de Catharina e Manuela e professor de sociologia, educador social e idealizador do projeto “Papo Franco”, que já atendeu a um total de 32 mil estudantes da rede pública de ensino no DF com palestras socioeducativas. É também agente cultural, arte-educador, palestrante, pesquisador, poeta e escritor. Foi assessor parlamentar na Câmera Legislativa do DF (CLDF) entre 2019 e 2022.

 

Sinopse do livro

“Sejamos francos, este é um livro extraordinário e inesquecível no qual o autor Emerson Franco reúne uma coletânea de escrevivências sobre injustiças, redenção e segundas chances em meio à epidemia do encarceramento em massa importada dos Estados Unidos da América, que possui como alvos prioritários pretos, pobres e periféricos. ‘Francas Palavras’ é um retrato divisor de águas da vida à sombra da falta de oportunidades, da violência e do medo em pleno Distrito Federal, assim como um contundente testemunho da necessidade do Brasil repensar sua visão/ação perante o crime e os sistemas penitenciário e socioeducativo.” Por Guilherme Antônio de Oliveira, bacharel em Direito, autista, abolicionista penal e ativista pelo desencarceramento.

 

Sobre a Avá Editora –  publicando autorias diversas

A AVÁ é uma editora in(ter)dependente do Distrito Federal, que tem costurado uma linha editorial singular e plural. Foi criada em maio de 2018 e tem mais de 130 livros materializados de forma criativa e relacional. A editora nasceu para fomentar a democratização da literatura e do livro por meio de publicações independentes e artesanais. Seu grande diferencial é a autora ou o autor ser convidada(o) a pensar a concepção artística e a materialidade do próprio livro juntamente com o corpo editorial, além do lançamento e da distribuição da obra publicada.

 

SERVIÇO
Pré-venda e lançamento do livro “Francas Palavras”

Pré-venda aberta: www.avaeditora.com.br/p/francas-palavras/   

Lançamento: 17/3, às 19h

Local: Paradeiro – Livraria, Café e Cozinha Afetiva (Asa Norte)

Contato: 61 9.9373.8018

Redes sociais:

https://www.instagram.com/avaeditora/

https://www.instagram.com/emerson.franco/

https://www.instagram.com/papofrancoprojeto/

GDF cancela reunião com Sinpro

A reunião que ocorreria na tarde de quarta-feira (15) entre Sinpro e GDF foi cancelada pela governadora em exercício “por motivos de agenda”. Celina Leão repete, assim, o comportamento padrão que o Palácio do Buriti tem assumido em relação a professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF nos últimos anos: a suspensão de reuniões tem sido uma constante. A diretoria colegiada do Sinpro aguarda urgente a marcação de nova data para o encontro.

Dessa forma, foi frustrada a expectativa de dar sequência à discussão e negociação sobre a processo urgente de reestruturação da carreira do magistério público, visto que nossa categoria completa 8 anos de congelamento salarial..

Conforme havia sido discutido em reunião anterior, realizada em 7 de fevereiro, a reunião que foi cancelada seria o momento de a Secretaria de Planejamento apresentar sua proposta de reajuste salarial, tendo como base estudos de impacto financeiro que vêm sendo feitos pela pasta.

>>> Saiba mais: SINPRO COBRA DO GDF REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA; NOVA REUNIÃO DIA 15

Nos últimos dias, a diretoria do Sinpro intensificou a pressão sobre deputados(as) distritais, federais, senadoras e senador em defesa da reestruturação da carreira. Em café da manhã realizado na sede do Sinpro na última segunda-feira (13), parlamentares declararam apoio à luta do sindicato.

>>> Saiba mais: PARLAMENTARES PARTICIPAM DO CAFÉ DA MANHÃ DO SINPRO E DECLARAM APOIO À LUTA PELA REESTRUTURAÇÃO

A comissão de negociação do Sinpro continuará cobrando do gabinete da governadora uma nova agenda para dar prosseguimento aos debates e à negociação, esperando ser recebida o quanto antes. “Não podemos esperar mais, nossa urgência é a consequência lamentável de 8 anos de congelamento de salários”, destaca Luciana Custódio, diretora do Sinpro.

 

Assembleia 14/03

Dia 14 de março, às 9h30, no estacionamento da Funarte, a categoria se reúne em assembleia, dando início à campanha salarial 2023. O tema da campanha é Reestruturação da carreira já!.

A diretoria colegiada do Sinpro reforça o convite: é fundamental a mobilização das escolas, tanto de efetivos(as) como de temporários; aposentados(as) e profissionais da ativa. Dia 14, todos e todas à assembleia geral!

MATÉRIA EM LIBRAS

Sinpro entrega certificado a 80 aposentados do curso de Formação Sindical

O Sinpro realizou, nessa terça-feira (14), no Auditório Paulo Freire, na sede do sindicato no Setor de Indústria Gráficas (SIG), a certificação de 80 professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) que fizeram ao curso de Formação Sindical. Todos(as) receberam a certificação. A primeira e a segunda etapas são realizadas em Caldas Novas. A Turma Avançada, geralmente, acontece na Chácara do Sinpro.U

Uma parte dos cursistas já havia feito a primeira fase, em 2019, antes da pandemia da covid-19, e havia recebido o certificado da primeira fase. Além dos cursistas, estavam presentes a coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados, Elineide Rodrigues; e os diretores Chicão e Consuelita Oliveira; e a coordenadora da Secretaria de Formação Sindical, Vanilce Diniz. 

O curso de formação sindical é uma parceria do Sinpro – representado pelas Secretarias de Formação Sindical e de Assuntos para Aposentados e Aposentadas – com a ECOCUT, uma escola de formação sindical da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Com essa parceria, o Sinpro já formou mais de 30 turmas entre as fases 1 e 2. O curso havia sido suspenso, em 2020, por causa da pandemia da covid-19.

“Mas voltou em 2022 com todo o vapor e a vontade dos aposentados de se reencontrarem, de debaterem temas atuais e outros assuntos necessários para eles continuarem informados sobre as questões da pessoa idosa, de nossas perdas e direitos financeiros, bem como de outros assuntos que dizem respeito a nosso bem-estar”, destaca Elineide.

Ela conta que, nessa terça, a turma certificada era uma das mais animadas. “Um momento em que todos se sentem mais jovens e mais úteis. Eu até brinquei que acabaram de concluir o Ensino Médio ao receber o certificado. Primeiramente, porque esse certificado é a representação de que eles e elas estiveram presentes nos debates, de que aposentaram, mas não estão inativos; continuam atentos e atentas às questões inerentes a sua realidade hoje, que são pessoas que estão aí aposentadas, mas também continuam precisando de ter os seus direitos assegurados”.

A diretora afirma que a categoria continua tendo pessoas aposentadas tanto mais jovens como mais idosas com acúmulo de perdas salariais. “Eles e elas participam do curso e ficam atentas ao que está acontecendo e da necessidade, mais do que nunca, de estarmos unidos, unificados e fortes na luta”.

 

Curso de Formação Sindical

Nas etapas realizadas em Caldas Novas, Goiás, os ônibus vão com cerca de 50 cursistas acompanhados pelos diretores(as) da Secretaria para Assuntos de Aposentados, a Secretaria de Formação Sindical e a EcoCUT.

Além de estudos e debates com temas importantes, como a questão da mulher, uma vez que a categoria é 80% formada por mulheres, portanto, o segmento de aposentados e aposentadas tem também sua maioria formada por mulheres. Além dessa formação, as pessoas aposentadas vêm com o intuito de se reencontrar, bater-papo e outras formas de reaproximação.

“Há muitas pessoas aposentadas que vivem sós, carentes desse contato, e, além de tudo isso, o curso em Caldas Novas é um momento de esse segmento dar uma saída da cidade, ficar um pouco longe de problemas, sair da rotina massante do dia a dia. A gente percebe uma felicidade muito grande nas pessoas que vão nesses momentos do curso”, observa a diretora.

Ela avalia que o curso de formação sindical é muito importante e de muito proveito pelos(as) aposentados(as). A previsão do Sinpro é a de que o curso aconteça este ano. Para isso, o sindicato está com as pré-inscrições de todos os cursos e oficinas abertas. “Quem quiser fazer a pré-inscrição, basta entrar em contato pelo telefone 61 9994-6258”, destaca Elineide.

 

Oficina de Mídias/Redes Sociais

“O mais importante foi recebermos os nossos cursistas num café da tarde. Eles e elas receberam seus respectivos certificados e todo mundo adorou esse reencontro e está pronto para outras lutas, outras atividades. A nossa Secretaria para Assuntos de Aposentados oferece também outras ações, como oficinas, feiras culturais, e, este ano, estamos abrindo uma oficina nova, intitulada Oficina de Mídias/Redes Sociais”, informa a coordenadora da secretaria.

Elineide diz também que as pré-inscrições para o Curso de Formação Sindical e para a Oficina de Mídias/Redes Sociais estão abertas, bem como de outras atividades. “Quando a gente tiver a data direitinho, a gente divulga e, quem estiver pré-inscrito, já efetiva sua inscrição”, ressalta.

Qualquer professor(a) e orientador(a) educacional sindicalizado(a) pode fazer sua pré-inscrição na Secretaria de Aposentados. Quanto o curso for acontecer, a funcionária do sindicato liga e estabelece o contato com o(a) pré-inscrito(a) e para conferir se a pessoa irá, realmente, querer fazer a atividade. “Estar pré-inscrita já é um caminho andado pela pessoa aposentada para ela efetivar sua inscrição”, finaliza a diretora.

MATÉRIA EM LIBRAS

Ministério da Educação abre as portas para diálogo com a CNTE

Do portal da CNTE

 

Após seis anos, o Ministério da Educação recebeu a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para uma audiência, reabrindo assim o diálogo com a classe trabalhadora. A reunião ocorreu nesta quarta (15), em Brasília (DF), e contou com a participação do ministro da educação, Camilo Santana, da secretária executiva do MEC, Izolda Cela, da secretária de educação básica, Kátia Schweickardt, do presidente da CNTE, Heleno Araújo e outros participantes.

“Apresentar a pauta da categoria nos inícios de governo é uma tradição nossa”, afirmou o presidente da CNTE na abertura do encontro. Ele presenteou o ministro com um livro sobre mercantilização da educação, uma edição da revista Retratos da Escola sobre o Plano Nacional de Educação, um calendário e um caderno de resoluções da confederação.

Heleno Araújo apresentou um breve histórico da valorização dos funcionários da educação, que culminou no pro-funcionário, e dos professores, com a Lei do Piso Salarial do Magistério. Disse também que a categoria está com expectativa alta por avanços na valorização profissional.

O ministro da educação, Camilo Santana, relatou que nos últimos 4 anos ele foi testemunha, como governador, de que as portas do MEC estavam fechadas: “É um momento de reconstrução. O MEC agora está de portas abertas para a CNTE. A orientação do presidente Lula é que todas as políticas sejam construídas através do diálogo. Há várias ações a serem corrigidas”, reforçou o ministro.

Avaliação da CNTE

“Nós tínhamos dois objetivos para a audiência de hoje: apresentar a pauta de reivindicações da CNTE e estabelecer um diálogo permanente com o ministério da educação”, relatou Heleno Araújo.

Ele apresentou os 13 pontos que se dividem em três eixos: um sobre as políticas diretamente ligadas à profissão como o piso salarial do conjunto dos profissionais da educação e valorização da carreira. O segundo eixo é sobre políticas educacionais que o MEC tem o dever de dirigir e articular entre estados e municípios; e no terceiro eixo há as questões de infraestrutura, como o fim da emenda constitucional 95 (teto de gastos) e adoção de uma reforma tributária para garantir mais investimento para a educação.

Sobre a questão do reajuste do piso salarial, o ministro Camilo Santana sinalizou que agora é o momento de sentar-se à mesa com representantes dos estados, municípios e entidades representativas, CNTE, Undime e Consed, para dar sustentabilidade e valorização aos professores. No mês de março o ministério vai fazer a convocação para criar um Fórum para a resolução dessas questões.

Camilo Santana também informou que o ministério está com estudo em andamento para fortalecer o plano nacional de alimentação escolar e com projetos para promover acesso à conectividade; formação de professores; restabelecer fórum permanente sobre o piso e carreira e restabelecer a plataforma freire de formação dos docentes. O ministro confirmou a participação da CNTE em grupos de debate no âmbito do Ministério.

Participação e resultados

Heleno Araújo avalia que a retomada do diálogo traz boas perspectivas. “Foi assim no primeiro e no segundo ano do governo Lula. Quando abriu o espaço de debate nós criamos o Profuncionário, garantimos o Fundeb 2007, o piso do magistério, a realização da Conferência Nacional da Educação. Ou seja, a participação social fez com que tivéssemos um plano nacional de educação com 20 metas sendo que 17 delas têm as nossas digitais, a nossa participação”, relembrou o presidente da CNTE.

Para Heleno Araújo, recuperar o diálogo com o MEC traz a perspectiva de avançar e corrigir o que foi feito de errado nesse período, como por exemplo o novo ensino médio. “Então há a disposição do Ministério de avaliar, discutir e mudar para melhor. Esse compromisso foi firmado. E vamos continuar nessa luta e organização para isso”, finalizou Heleno.

>> Acesse o documento com a pauta de reivindicações da CNTE apresentada ao MEC

Da CNTE, participaram da reunião o presidente da CNTE, Heleno Araújo; a vice-presidente, Marlei Fernandes; a secretária geral, Fátima Silva; a secretária de finanças, Rosilene Corrêa; a secretária de relações de gênero, Berenice D’Arc; o secretário de assuntos jurídicos e legislativos, Gabriel Magno; o secretário de imprensa e divulgação, Luiz Vieira; e o secretário executivo, Guilherme Mateus Bourscheid.

 

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