Democracia, luta e esperança

O ano de 2023 começou repleto de emoções. Uma mistura de sentimentos de afetos e desafetos. A posse popular do presidente Lula, recheada de simbolismos e ineditismos, parecia significar a superação de um período marcado pela louvação das armas e da mentira. Todavia, uma semana após a grandiosa manifestação popular, o que se viu foi o terror de ações criminosas contra os símbolos da República. A destruição das sedes dos Três Poderes da República, realizada pelos fanáticos integrantes da extrema direita e criminosos seguidores do bolsonarismo, foi a demonstração de que o período da naturalização da violência ainda não foi superado. A democracia louvada e vivida na posse de Lula ainda não se impôs totalmente ao desejo de autoritarismo de Bolsonaro e sua claque. É possível crer que nem o mais arguto historiador ou analista jamais tenha imaginado que no início do terceiro milênio da era cristã, após tantos avanços científicos e tecnológicos, o povo brasileiro se encontraria repartido entre aceitação ou negação da ciência ou que estaria considerando a necessidade de realizar uma cruzada religiosa cristã (sem Jesus Cristo) contra a civilização.

 

No Brasil dos derrotados, a realidade é substituída pela narrativa. Ou seja, a realidade perde importância diante do discurso. Fatos são negados, por mais graves que sejam. Em lugar dos fatos, as realidades virtuais criadas e disseminadas nas redes sociais tornam-se verdadeiras. Nesta perspectiva, as consciências são sequestradas e os indivíduos, desprovidos da percepção da realidade concreta e objetiva, transformam-se em meros objetos de manipulação na mão dos construtores das falsas verdades. Como zumbis caminham movidos pelos instintos mais primitivos e tentam impor ao País o esvaziamento das consciências e dos sentimentos. Indivíduos que se alimentam de mentiras e potencializam o ódio como organizador de ações e discursos, sendo retroalimentados nas bolhas das redes sociais e grupos de conversa. Bolhas que funcionam como células em processo de mitose, o que garante o alcance de cada vez mais indivíduos, imprimindo um ritmo acelerado de criação de novas bolhas semelhantes, como uma espécie de regeneração constante da doença que corrói o tecido social constituinte da democracia brasileira.

 

Bolhas de indivíduos alimentados pela mentira, negação da realidade, esvaziados de empatia e razoabilidade, desenvolvem percepções deturpadas em relação a tragédias e conceitos. Neste cenário qualquer discurso falacioso tem roupagem de verdade. Por isso, a tragédia que ocorreu com os Yanomamis e ocorreu na pandemia da covid-19 com a morte evitável de milhares de pessoas não causou indignação ou solidariedade, assim como teorias conspiratórias em relação às urnas eleitorais foram aceitas como plausíveis e até normais. A concretude deste esvaziamento de sentimentos como empatia, alteridade, e obscurecimento da razão, verificou-se em ações de movimentos individuais e coletivos organizados e, relativamente, bem orientados. Provocou ameaças virtuais, intimidações pessoais, agressões físicas, assassinatos e ações individualizadas e coletivas incentivadas a partir das bolhas alimentadas, muitas vezes, pelos discursos ou omissões do ex-presidente e de diversas autoridades que compunham o seu governo.

 

Não obstante, à medida em que essas ações se multiplicavam livremente, esses indivíduos que se identificam com fascismo, também se organizavam coletivamente, de tal forma que constituíram acampamentos nas imediações de áreas de segurança nacional, com proteção e participação ativa de militares e discursos favoráveis ao ex-presidente da extrema direita. Esses que nutriram o sentimento de golpe contra a democracia e abrigam indivíduos que protagonizaram atos de vandalismo contra a democracia, no dia 12 de dezembro de 2022, no centro de Brasília; tentativa de ato terrorista, no dia 24 de dezembro do ano passado, com a colocação de uma bomba no Aeroporto de Brasília; e, finalmente, atos de terror e destruição realizados contra as sedes dos Três Poderes da República no dia 8 de janeiro deste ano. Ações que indicam que a força das bolhas antidemocráticas ainda é muito grande e impõe aos setores democráticos a necessidade de muita assertividade na elaboração e execução de políticas públicas que melhorem as condições econômica e social das pessoas e que organize, democraticamente, com responsabilização os diversos meios de comunicação e redes sociais.

 

É preciso garantir a continuidade da democracia para que as pautas de interesse da classe trabalhadora e movimentos sociais tenham condições de concretização. As ruas devem ser o palco para defesa e aprofundamento da democracia, para rechaçar tentativas golpistas e para assegurar o avanço das reivindicações da classe trabalhadora e dos segmentos tradicionalmente marginalizados.

 

Ao longo dos últimos 6 anos, desde o golpe de 2016, a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras dos setores público e privado, apesar das lutas, viu os direitos historicamente conquistados serem retirados e os salários reduzidos. O desemprego avançou e o trabalho sofreu profunda desvalorização e precarização. Enquanto no setor privado os direitos previstos na Consolidação da Leis do Trabalho (CLT) foram extintos e substituídos pelo discurso do empreendedorismo uberizado, no setor público, avançou o processo de terceirização, contratação temporária precária e, com isso, a instalação da uberização dos serviços públicos. O ex-ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, ameaçou e cumpriu a advertência de “colocar a granada no bolso do servidor”, estabelecendo uma redução drástica e completamente inconstitucional, em muitos setores da União, no número de servidores(as) efetivos(as) concursados(as), congelando salários e reduzindo investimentos. A dinâmica do fascismo na política e na cultura foi adotada na economia com a prática neoliberal da pilhagem, espoliação, usurpação e todo tipo de apropriação indevida e criminosa do patrimônio e riquezas nacionais em todos os setores. Daí que, assim como Guedes, o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em plena pandemia do novo coronavírus, diante da morte evitável de milhares de indivíduos, acelerou o desmatamento da Amazônia e de outras regiões do País ricas em minerais preciosos, e liberou o garimpo ilegal, fazendo a boiada passar despercebida destruindo tudo a seu redor.

 

Além desses ministros, as ações dos ministros da educação focadas na criminalização de profissionais do magistério por conta da liberdade de cátedra, a falta de maiores investimentos durante a pandemia e o contingenciamento de recursos já reduzidos foram as principais marcas das atitudes dos quatro ministros indicados por Bolsonaro. Na saúde, milhares de mortes evitáveis de covid-19 foi o principal resultado da gestão do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazzuelo, o que demonstra o descaso do governo anterior em relação à vida. Era o governo da morte: o extermínio planejado do povo Yanomami é a prova cabal desse projeto de destruição do outro. Enfim, o governo passado, em praticamente todos os ministérios, deixou um legado de destruição, mortes, incompetência e usurpação das riquezas, patrimônios e recursos financeiros públicos. Transformaram o Poder Executivo em balcão de negócios ilegais.

 

A consequência desse período nebuloso da nossa história pode ser a sua superação, desde que o terrorismo do 8 de janeiro seja menor que a posse popular do 1º de janeiro de 2023. Assim, é necessário que a sociedade civil, na qual classe trabalhadora está inserida, tenha disposição para repudiar e enfrentar qualquer ataque à democracia e à subtração de direitos trabalhistas, sociais e humanos. E volte a valorizar o direito a vida e a empatia. O governo Lula foi eleito e precisará se articular com um grupo que a maioria pensa, de forma ideológica, contrária ao pensamento do Partido dos Trabalhadores, que vai da esquerda à direita do espectro partidário nacional. Esse cenário impõe a compreensão de que, no governo Lula, o projeto de sociedade estará em constante disputa. É um governo com contradições explícitas de interesses entre os diversos segmentos sociais, contudo, respeitando a institucionalidade democrática burguesa com todos os seus limites e distante do esvaziamento democrático alicerçado pelo governo fascista anterior.

 

No cenário atual, de contradições, a classe trabalhadora precisa estar atenta, organizada e com disposição para ocupar as ruas, as narrativas e redes sociais para construir uma pauta que contemple trabalhadores e trabalhadoras e fazer prevalecer os interesses de todos e não somente dos setores atrasados, escravagistas, conservadores e capitalistas. Portanto, somente a organização das diversas categorias em suas entidades sindicais, sociais e populares e a consciência de classe conseguirá sustentar a democracia renascida com a eleição de Lula, com passos rumo à consolidação e ao aprofundamento dessa democracia duramente reconquistadas nos anos 1980, fazendo prevalecer a soberania popular e nacional sobre os interesses das atrasadas e enferrujadas classes dominantes brasileiras a pauta da classe trabalhadora e dos diversos movimentos sociais emancipatórios.

 

Começou 2023 com esperança e que este seja um verbo exercitado, cotidianamente, na consolidação e no aprofundamento da democracia.

 

(*) Por Cleber Soares, professor da rede pública de ensino do Distrito Federal e diretor do Sinpro-DF.

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Esperança é a palavra que marca o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas 2023

Na antevéspera do Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, três pessoas da etnia Yanomami foram assassinadas. O crime, segundo a denúncia do líder Júnior Hekurari, que está na região acompanhando as ações de saúde para debelar a crise humanitária instalada pelo governo Jair Bolsonaro (PL) na Terra Indígena (TI), foi cometido por garimpeiros. Segundo apuração do G1, a informação sobre os assassinatos foi repassada a Hekurari por indígenas das regiões de Haxiu e Waphuta.

Os crimes de morte são diários e não poupa ninguém. O massacre de agora é novo, mas há muitos precedentes na história do Brasil. Há suspeitas de que este, ocorrido nos últimos 5 anos, foi estimulado pelo governo anterior para pôr em prática um projeto antigo de extermínio de Yanomami a fim de deixar o local à mercê da garimpagem de riquezas minerais brasileiras nas terras demarcadas para essa etnia. Em abril de 2022, por exemplo, uma menina de 12 anos morreu após ser estuprada por garimpeiros e um bebê de 3 anos desapareceu no rio sugado pelas dragas do garimpo ilegal do ouro brasileiro. Esse tipo de morte ocorreu diariamente durante o governo Bolsonaro. Nos 9 milhões de hectares da TI, situada nos Estados do Amazonas e de Roraima, fronteira com a Venezuela, vivem oito povos indígenas, incluindo aí cerca de 28 mil Yanomami.

Todo tipo de crime tem ceifado vidas indígenas nessa região. Lideranças denunciam a contaminação dos rios devido ao garimpo e aos abusos sofridos pelas mulheres e crianças. A desnutrição atinge mais de 50% das crianças, e há um alto número de casos de malária, relacionados à expansão do garimpo. Ao constatar a gravidade da situação, o governo Lula decretou emergência de saúde e convocou voluntários para atuarem no local. O avanço de atividades ilegais estimuladas no governo Bolsonaro levou mais 20 mil garimpeiros para dentro do território.

Uma das primeiras ações do governo Lula para “demarcar” o tempo e garantir a política da esperança em prol dos povos originários foi a criação do Ministério dos Povos Originários. A ministra dos Povo Indígenas, Sônia Guajajara, tem visitado o local. Com o ministério, o governo Lula terá verba assegurada para combater as invasões e as mortes por desnutrição, malária, pneumonia e verminoses, além das mortes pela violência constante de garimpeiros ilegais.

A ministra Sonia Guajajara esteve na região nesse domingo (5/2) e, após um sobrevoo na TI, ela informou pelas redes digitais que foi ao local para “acompanhar de perto o trabalho que está sendo feito para garantir que a situação que o povo yanomami está passando seja revertida e que o trabalho e o processo seja feito o mais rápido possível! Ao chegar dentro do território, fui bem recebida pelos parentes e vi dentro do olhar de cada um “Esperança”. Esperança que agora eles terão total apoio e respeito”, destacou.

 

 

 
 
 
 
 
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A famosa “herança maldita” e a luta pela demarcação

Além da investigação aberta em várias frentes do Estado nacional para identificar os responsáveis pela situação, o recém-criado ministério, juntamente com outros órgãos, investiga 30 casos de estupro de meninas Yanomami. É assim que o Brasil se apresenta no Dia de Luta dos Povos Indígenas 2023, celebrado em 7 de fevereiro: diante de um panorama de crise humanitária que atinge os vários povos do grupo Yanomami. A situação deixada pelo governo Bolsonaro é a mesma para quase todos os 305 povos indígenas do Brasil.

“Temos 305 povos indígenas que resistem bravamente ao processo de apagamento das memórias e ao genocídio continuado. Hoje, a sociedade brasileira e mundial voltou seus olhos para um problema que temos denunciado há muito tempo. A questão yanomami tem sido denunciada há muito tempo. Vários movimentos indígenas denunciaram mundialmente, na ONU, os crimes de genocídio e de etnocídio que Jair Bolsonaro terá de responder. É brutal o que ele fez”, denuncia Daniel Iberê do povo Guarani Mbyá.

Conselheiro da Câmara Temática de Culturas Indígenas de Rio Branco, capital de Rondônia, e doutorando em Antropologia na Universidade de Brasília (UnB), ele afirma que no Dia de Luta dos Povos Indígenas deste ano, as populações originárias destacam a luta pela demarcação já. “Precisamos tratar dessa punição de Bolsonaro e, ao mesmo tempo, temos de tratar do problema de invasão dos territórios indígenas”, assegura Iberê.

Ele informa que o Brasil deveria ter demarcado todas as TIs 5 anos depois de promulgada a Constituição Federal de 1988. “No último Censo realizado no País, em 2010, havia 1.239 territórios indígenas, mas apenas 404 reconhecidos. Há mais de 600 TIs ainda não foram reconhecidos. Mais de 60% da população indígena não está em TI nem demarcado nem não demarcado. O genocídio e etnocídio de Bolsonaro apresenta apenas um aspecto do problema, um tratamento brutal com relação aos povos originários. As não demarcações revelam o descaso do Estado nacional. Tudo isso, a nosso ver, revela um tratamento brutal com relação aos povos originários e que foi legitimado, validado, tratado, inclusive nas escolas, como “parentes” do passado, ancestrais”.

Genocídio continuado

Essa afirmação é amparada por outras denúncias de quem cobre e atua no tema dos povos originários. Em artigo publicado no Jornal Brasil Popular, intitulado “Genocídio continuado. Pirotecnia reciclada”, a jornalista especializada em povos originários, Memélia Moreira, afirma que “as imagens de corpos semimortos de pessoas do povo Yanomami, que causaram horror e indignação ao redor do mundo, me trouxeram de volta o horror que vivi ao lado desse povo durante outro pico de massacre, acontecido há exatos 33 anos. Não precisei ver as imagens porque eu as vivi. Carreguei em meus braços os corpos de adultos e crianças que chegavam em voos contínuos de helicópteros na aldeia Paá-Piu vindos de diferentes aldeias. Eles pesavam menos de 30 kg”.

Ela mostra que os atuais massacres não são novidade e ocorreram com intensidade em outros momentos da história do País, principalmente, na ditadura militar e nos anos seguintes, logo após o restabelecimento da democracia. O massacre de agora é o genocídio continuado e faz parte de um projeto antigo de alguns grupos envolvendo empresários, servidores públicos, militares e estrangeiros. Em oposição a esse genocídio continuado de povos indígenas está a luta pela vida. O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas é um desses momentos de resistência, que não estão restritos ao 7 de fevereiro. A luta nacional dos povos originários é diária desde sempre.

O Sinpro destaca que, apesar das legislações protetivas, os prepostos de grandes empresários nacionais e internacionais ligados ao agronegócio, à pecuária, extração ilegal de madeira e, sobretudo, aos garimpeiros ilegais encontram na impunidade o estímulo para continuar o massacre. Muitos garimpeiros são empregados não só do grande empresariado do agronegócio e mineradores, mas também de militares e servidores públicos proprietários de várias empresas que atuam nos ramos da mineração de ouro, entre outros. A grilagem de TI é outra situação estimulada pela falta de punição de assassinos e mandantes. Só em janeiro deste ano, além das dezenas de mortes de indígenas no território Yanomami, o garimpo ilegal pôs em risco 13 mil povos indígenas, dentre eles os munduruku, kaiapó.

No sul da Bahia, por exemplo, o povo pataxó tem sido minuciosamente eliminado dentro de sua própria TI, como é o caso dos dois jovens assassinados dentro da TI Barra Velha do Monte Pascoal, no dia 17/1. Em entrevista ao Jornal da USP (Universidade de São Paulo), a professora do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Artionka Capiberibe, afirma que o que está na raiz dos problemas enfrentados pelos Yanomami é a terra. “Eles têm uma terra indígena demarcada e homologada, mas ela não é uma terra protegida”, diz. Nos anos 1990, relembra, houve a demarcação de terra após invasão de garimpeiros, que foi contida por uma pressão internacional.

Outro mecanismo eficiente para combater esse genocídio e etnocídio continuados é a educação pública e a preservação da cultura dos povos originários. No entendimento da diretoria colegiada, a educação é algo presente em todas as sociedades e, no caso dos povos originários do Brasil, com o processo de colonização, a educação passou por mudanças importantes. Os saberes tradicionais e a oralidade passaram a dividir espaço com a educação formal.

Educação em prol da vida e pela preservação de todos os povos           

Márcia Gilda Moreira, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do sindicato, afirma que “a educação escolar indígena se tornou um tema importante nos últimos anos, sendo alvo de diversas pesquisas acadêmicas. Entretanto, muito pouco se sabe sobre os processos tradicionais de educação dos povos originários, ao que chamamos de educação indígena. Dessa forma permanecem grandes desafios a serem superados nesse campo”.

Segundo ela, é importante permitir o acesso a uma educação escolar que seja capaz de respeitar os valores e saberes tradicionais, a pluralidade linguística e as diversidades culturais de cada povo. “Lembremo-nos que no Brasil há mais de 150 línguas originarias”.

Ela observa ainda que “a implementação de políticas educacionais emancipadoras para esses povos se torna uma necessidade premente e uma obrigação do estado Brasileiro como um dos pilares fundamentais para reparação do genocídio perpetrado contra esses povos, sem prejuízo de outras ações no campo da saúde, segurança alimentar e do direito a terra e territorialidade”, afirma.

O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas

Segundo dados do Conselho Regional do Serviço Social do Paraná (CRESS-PR), o dia 7 de fevereiro marca o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas. A data relembra o ano de 1756, quando ocorreu o falecimento do nativo guarani Sepé Tiaraju, uma das grandes lideranças indígenas dos Sete Povos das Missões, liderou uma revolta conta portugueses e espanhóis.

Em 2023, passados 267 anos da morte do indígena, os povos nativos seguem lutando pelo direito a terra, contra a destruição da natureza, pela demarcação e contra o extermínio e apagamento da memória de todos. O site do CRESS-PR, informa também que, no ano de 1756, os indígenas lutaram contra o Tratado de Madri, que dividia o território do Brasil entre portugueses e espanhóis.

Os povos lutavam pela manutenção de seus territórios localizados atualmente no centro-leste do Paraguai, noroeste da Argentina, Sul do Brasil e norte do Uruguai. Os povos originários defenderam suas terras, liderados por Sepé Tiaraju, que se tornou símbolo de resistência.

O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas foi instituído pela Lei n° 11.696, de 2008. Passados quase 300 anos da morte de Sepé, a luta pelo direito à terra, o reconhecimento e respeito de suas culturas, se intensifica. No último dia 5 de fevereiro de 2020, o governo federal assinou um projeto de Lei que autoriza a mineração e geração de energia elétrica em terras indígenas.

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Inscrições para PSS Complementar para professor(a) temporário(a) começam dia 15

Na última sexta-feira (03), foi publicado no Diário Oficial do DF o edital que convoca o Processo Seletivo Simplificado Complementar (PSSC) para complementar o banco de reserva de professor(a) substituto(a) temporário(a). O processo seletivo será executado pelo Instituto Quadrix, e é válido somente para a duração do ano letivo em curso.

O período de solicitação de inscrição vai de 15 a 20/02/2023; das 10h do primeiro dia às 18h do último dia. No momento da inscrição, o candidato ou candidata deve optar por um componente curricular, um local de atuação (CRE – regional de ensino) e um turno de trabalho.

Vale lembrar que um candidato classificado neste PSSC poderá ser convocado para atuar em outras regionais, no caso de esgotamento do banco de reserva complementar da regional escolhida. Da mesma forma, em caso de esgotamento de um banco de reserva de um turno, poderá ser convocado candidato de outro turno, respeitada a ordem de classificação.

Cada candidato(a) só pode se inscrever uma única vez. No caso de haver duas inscrições do mesmo candidato ou candidata, será validada apenas a última.

As inscrições são gratuitas, e devem ser feitas somente pelo endereço eletrônico do Instituto Quadrix, mediante o preenchimento do Formulário Eletrônico de Inscrição. São reservadas 20% das vagas a pessoas com deficiência.

O resultado final será divulgado em 10/03/2023.

Para mais informações, acesse a íntegra do edital clicando AQUI. Dúvidas podem ser sanadas diretamente com o Instituto Quadrix, pelos seguintes canais: telefone 0800 878 0700; e-mail contato@quadrix.org.br ou site www.quadrix.org.br.

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Sinpro-DF dá boas-vindas e deseja um excelente retorno às aulas

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Essa frase está na obra “A Pedagogia da Autonomia”, do educador, pedagogo, filósofo e Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire, explica que ensinar pressupõe relação dialógica, na qual docente e discente interagem dialeticamente com perguntas e busca de respostas para a problematização em curso. Inspirado nessa citação e em toda a obra do educador, a diretoria colegiada do Sinpro dá as boas-vindas a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais na volta às aulas de 2023.

Com o início da semana pedagógica, que começa nesta segunda-feira (6/2), e a volta às aulas com os(as) estudantes a partir do dia 13/2, a diretoria deseja a todos e todas um bom retorno às atividades letivas e lembra que 2023 marca o início de um novo tempo de reconstrução do Brasil. A esperança de um futuro melhor ressurge com o novo governo federal. Portanto, o futuro é agora e a Educação é uma condição essencial para que a sociedade do Distrito Federal seja melhor. A escola pública é o espaço natural de construção dos diversos saberes, respeitando a diversidade, as várias experiências que as comunidades escolares trazem de seus espaços de convivência.

No Distrito Federal, temos o imenso desafio de fazer com que o velho governo reeleito não continue com as ações obsoletas e antipopulares do governo anterior e fortalecer nossa mobilização para fazer com que esse velho governo estabeleça novas práticas a partir de nossa mobilização, unidade e capacidade de dialogar com as comunidades escolares. É importante considerar que a prática ultrapassada de considerar a educação uma mercadoria deve ser eliminada para sempre. A educação é um direito fundamental e humano que não deve ser mercantilizado, privatizado e muito menos militarizado.

Além disso, e principalmente, este ano temos o desafio de impulsionar a luta pela nossa pauta financeira, que está há quase 8 anos sem reajuste; fortalecer a luta para garantir o cumprimento da Lei da Gestão Democrática; intensificar nossas mobilizações e produções acadêmicas contra a militarização da escola pública. Defendemos, intransigentemente, a educação pública, gratuita, laica, inclusiva, libertadora, democrática, de qualidade socialmente referenciada, e, para além do conhecimento, ser capaz de formar cidadãs e cidadãos críticos e não somente uma mão de obra robotizada para servir ao mercado empresarial capitalista.

Enfim, para 2023, saudamos a todos, todas e todes e desejamos um excelente novo ano letivo!

Professora vítima de trombose pede ajuda para comprar uma prótese

Adriana Lyra Silva, professora do CEF 08 de Taguatinga, pede ajuda da categoria para comprar uma prótese mecânica de perna feminina que, atualmente, custa em média R$ 48 mil. Para conseguir esse valor, ela está com um pedido de doação no site Vakinha. Na época em que ela fez o pedido de doação no site Vakinha, o valor da prótese necessária era cerca de R$ 30 mil. Contudo, quando fez o orçamento, descobriu que, para o caso dela, o valor é R$ 48 mil. Confira a informação na imagem ao final desta matéria.

O Sinpro convida a categoria a participar desse mutirão de ajuda para ela alcançar a quantia necessária. O PIX para a doação é adrianalyra50@hotmail.com. Acesse também o site da Vakinha para mais informações https://www.vakinha.com.br/vaquinha/protese-mecanica-perna-feminina.

A campanha foi aberta pelo marido dela, Sílvio da Silva Gonçaves. Ele explica que ela sofreu uma trombose severa em novembro de 2022 e teve de amputar a perna direita na altura transfemural.

“Estamos fazendo uma vaquinha solidária para a compra de uma prótese para ela voltar a ter autonomia em suas atividades. Hoje precisa de cadeira de rodas para se locomover. A prótese custa por volta de 30.000,00 reais. Como o valor é alto estamos começando em janeiro para realizar a compra logo que alcançarmos o valor apresentado. Se puder ajudar,  Agradecemos imensamente”, informa Gonçalves no site da campanha.

 

 

 

Nota de pesar | Vanira Vieira de França

O Sinpro lamenta e informa, com pesar, a morte da professora Vanira Vieira de França, aos 53 anos, vítima de um infarto. Ela estava em vias de se aposentar. Professora da rede pública distrital desde 1993, Vanira trabalhou em várias escolas da cidade, como a Escola Classe 08 e o CEF 02 de Brazlândia.

Ela foi chefe do Núcleo de Coordenação Pedagógica da CRE /Brazlândia, diretora do CEI 01 de Brazlândia e atualmente era diretora do CEI 02 de Brazlândia.

“A notícia que gostaríamos de ter ouvido hoje é de que finalmente a tão esperada aposentadoria chegou e que agora você iria aproveitar o seu tão merecido descanso. Mas de todas as viagens que com certeza você planejava, não esperávamos que você faria uma pra tão longe e de forma tão repentina! Aqui ficaremos com a lembrança da pessoa maravilhosa e apaixonada pela vida e por sua profissão! Alguém que sempre foi encantada pela Educação Infantil e que a tantos contagiou com esse sentimento, fazendo com que essa etapa fosse vista como a base de toda a educação!”, lamentou Kaliandra Melo, vice-diretora do CEI 02 de Brazlândia e colega de trabalho de Vanira, que conclui: “Que Deus a receba com muita alegria e  em festa pois foi assim que nos acostumamos a vê-la e assim que nos lembraremos de você! Descanse em paz!”

O velório será amanhã, 3 de fevereiro, 6ª feira, das 13h às 16h no salão da catequese da Paróquia São Sebastião. De lá, o corpo segue para o cemitério de Brazlândia para o sepultamento, que está previsto para as 17h.

A diretoria colegiada lamenta profundamente a perda de Vanira e se solidariza com a dor da família e dos amigos.

Professora Vanira Vieira de França, presente!

Vítima de violência doméstica recebe doações para reconstituir os dentes

Rose Hellen de Almeida é o nome de uma mulher do Distrito Federal vítima de violência doméstica que busca ajuda da população para reconstituir seus dentes. O crime ocorreu em junho do ano passado e desde então, há 8 meses, ela faz todo tipo de tratamento para se curar da agressão. Dentre muitos ferimentos graves, que quase lhe tiraram a vida, o agressor destruiu 80% dos seus dentes. Hoje, ela precisa de R$ 26 mil para recompor sua arcada dentária.

A campanha de doação está no site Vakinha e qualquer valor é muito bem-vindo. Basta clicar neste link https://www.vakinha.com.br/3444104 para fazer a sua doação ou pelo PIX 3444104@vakinha.com.br. O nome é Rose Hellen de Almeida. O mais beneficiado pela doação é o próprio doador, afinal é milenar o conhecimento de que ajudar os outros faz bem para a saúde e esse saber universal foi comprovado cientificamente.

A revista Galileu divulgou, em 2018, uma pesquisa publicada no jornal científico Psychosomatic Medicine: Journal of Biobehavioral Medicine em que foi revelado que “fornecer apoio social a pessoas em necessidade ativa regiões do cérebro ligadas ao cuidado parental — o que está associado a efeitos positivos para a saúde”. Clique aqui e confira a matéria. 

 

Campanha para realizar o meu tratamento dentário

Violência doméstica: uma doença social

Apesar da Lei Maria da Penha, sancionada em 2003, a violência doméstica não diminuiu. No governo Jair Bolsonaro, ela aumentou muito. Rose é uma das vítimas desse recrudescimento resultante da apologia à violência do governo passado. Trata-se de uma doença social que é estimulada quando o governo incentiva a política do ódio, o uso de armas e outras formas de violência na sociedade.

Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) (https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2022/12/07/feminicidios-batem-recorde-no-1o-semestre-de-2022-no-brasil-quando-repasse-ao-combate-a-violencia-contra-a-mulher-foi-o-mais-baixo.ghtml) mostrou que o número de feminicídios bateu recorde no 1º semestre de 2022 no Brasil, quando repasse ao combate à violência contra a mulher foi o mais baixo. Segundo o Fórum, 699 mulheres foram vítimas: uma média de quatro assassinatos por dia. Rose não está nessa estatística, mas aparece entre os números da violência doméstica em 2022 no Distrito Federal.

Ela tem três filhos e conta que, em razão da correria da vida, passou a sofrer de depressão. Após a separação do marido, mergulhou em crises sucessivas e foi internada 10 vezes. Na mais longa das internações, conheceu outra pessoa e foi viver junto e o relacionamento parecia equilibrado, sóbrio e com muito amor e carinho. Isso a encorajou a ir morar com o novo companheiro.

“Certo dia, ele cismou que eu estava tendo um caso com o porteiro, enlouqueceu, trancou a porta da casa, tomou o meu celular e me deixou em cárcere privado por 5 dias. Avisou que havia câmeras no apartamento e, um dia, saiu. Voltou transtornado. Eu estava dormindo pesado por causa da medicação e acordei com murros e pontapés na minha cabeça. Ele me jogou no chão, quebrou 80% dos meus dentes, chutou meu corpo todo, tive um trauma no crânio, o corpo todo com hematomas, meu joelho ficou danificado”

Do lado de fora do apartamento a Patamo, os Bombeiros e a Polícia Militar tentava entrar para impedir o feminicídio. “E ele não queria abrir a porta, eu no chão sem forças para levantar, com a boca destruída, fui me dar conta de tudo no hospital Santa Marta, com delegada me interrogando”, finaliza.

O Sinpro lamenta mais essa violência e convida a categoria a ajudá-la financeiramente, mas, não apenas isso: convida a nossa categoria a refletir sobre a urgente necessidade de se combater a violência doméstica tanto na vida de cada professor(a) e orientador(a) educacional, como na observação diária dos(as) nossos(as) estudantes para detectarmos anormalidades desse tipo.

A violência doméstica é um problema social que está também ligado à Educação. O Sinpro foi uma das primeiras entidades sindicais do País a criar, na sua estrutura, uma Secretaria de Mulheres e informa a categoria conta, diuturnamente, com a Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras (Secretaria de Mulheres) para atendimento.

IFB oferece 390 vagas para diversos cursos no Campus Estrutural

O Instituto Federal de Brasília (IFB) abriu vagas para vários cursos no Campus Estrutural. Os professores(as) e orientadores(as) educacionais que tiverem interesse poderão fazer cursos nas áreas de auxiliar administrativo, inglês básico, espanhol (básico e intermediário), Libras (básico) e empreendedorismo. Ao todo estão sendo oferecidas 240 vagas em cursos gratuitos de formação inicial e continuada para o primeiro semestre de 2023. A inscrição pode ser feita até a próxima quarta-feira (08) clicando aqui. A seleção ocorrerá por sorteio eletrônico e o resultado será divulgado na sexta-feira (10).

Dentro destas vagas, o Instituto ainda oferece 117 vagas para cursos de inglês, espanhol e Língua Brasileira de Sinais (Libras) intermediários. Para ingressar é necessário realizar teste de nivelamento em duas etapas (teste escrito e oral). A inscrição deve ser feita via formulário eletrônico entre 27 de fevereiro e 10 de março de 2023. A data provável para aplicação do teste de nivelamento é 20 de março.

 

Campus Ceilândia

Já no Campus Ceilândia, o IFB está oferecendo 150 vagas para cursos gratuitos de formação inicial e continuada para conhecimentos básicos em emagrecimento e saúde (30 vagas), canto coral para a terceira idade (60 vagas), Libras Básico I – Vespertino (30 vagas) e Libras Básico I – Noturno (30 vagas).

As matrículas devem ser feitas até às 17h da próxima quarta-feira (08) pelo site do IFB. O critério para o preenchimento das vagas será a ordem de inscrição com documentação completa.

Clique aqui e confira o edital completo. 

Fome é tema de dois livros lançados num só volume

Dois livros, um só volume, uma capa de cada lado. Fome: como enfrentar a maior das violências e A Terra é plena: como alimentar o mundo e cuidar do planeta, da Editora Discurso Direto, serão lançados na próxima terça-feira, 7 de fevereiro, às 18:30, no Feitiço das Artes (antigo Feitiço Mineiro), na 306 Norte.

Escritos respectivamente por Camilo Vannuchi e Simone de Camargo, o volume é resultado de um esforço coletivo para registrar os efeitos da pior agressão a que um ser humano pode ser submetido: a violação do direito fundamental à vida, à alimentação em quantidade e com qualidade suficientes, num momento em que assistimos a uma escalada inédita da desnutrição e da extrema pobreza.

São 33 milhões de brasileiros com fome. Não a fome eventual de quem ficou preso no trânsito e precisou pular o almoço em razão de um compromisso inadiável. Tampouco a fome esporádica de quem faz jejum por motivação religiosa ou para um exame médico. No ano em que o Brasil comemora 200 anos de independência, 15% da população não tem o que comer e mais da metade das pessoas não tem certeza se poderá se alimentar ou dar de comer aos filhos nos próximos dias.

Três décadas após o lançamento da Ação da Cidadania Contra a Fome e vinte anos depois do Programa Fome Zero, Camilo Vannuchi e Simone de Camargo visitam os escombros de um Brasil em frangalhos e se propõem a contribuir para a construção de uma nova política agrícola e de segurança alimentar, que volte a colocar os mais pobres no orçamento e que seja, desde a origem, justa, solidária, restaurativa, diversa e sustentável.

Os autores narram episódios dramáticos da violência praticada contra quem tem fome: a disputa por ossos; a prisão de uma mãe por furtar comida; a rotina de quem luta pela sobrevivência em lixões ou nas ruas do país. Foram entrevistados especialistas no assunto, como José Graziano da Silva, Padre Júlio Lancellotti, Frei Betto, João Pedro Stédile, Kelli Mafort, Walter Steenbock, Namastê Messerschmidt, Leosmar Terena, Diogo Cabral e trabalhadores do assentamento Mário Lago, em Ribeirão Preto (SP).

Camilo e Simone buscam inspiração na agricultura ancestral, visitam assentamentos do MST, descrevem em profundidade as transformações vividas no município de Guaribas (PI) como resultado de políticas públicas bem conduzidas nos primeiros governos Lula, denunciam os malefícios dos agrotóxicos e apresentam experiências bem-sucedidas em agricultura regenerativa e em sistemas agroflorestais agroecológicos – práticas altamente recomendáveis para superar o maior desafio da atualidade: como vencer a fome sem destruir o planeta.

Os autores

Camilo Vannuchi é jornalista, pesquisador e escritor com ênfase em direitos humanos, mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela USP e professor de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Mantém desde 2019 uma coluna semanal no UOL. É autor, entre outros, da biografia “Marisa Letícia Lula da Silva” e do livro-reportagem “Vala de Perus, uma biografia”, finalista no Prêmio Jabuti de 2021.

Simone de Camargo se divide entre Los Angeles, nos Estados Unidos, e Trairi, no Ceará, onde se dedica desde 2010 a regenerar biodiversidade e produzir alimentos agroecológicos em sistemas agroflorestais junto com a equipe de agricultores da Fazenda Coringa. Antes de se reconectar com a agricultura, Simone trabalhou por anos como controller de produção na indústria do cinema.

Pacotão faz 42º concurso de marchinhas no sábado

O Pacotão, bloco de carnaval mais antigo de Brasília, volta às ruas depois de 2 anos recluso por causa da pandemia de Covid-19. Famoso pelas críticas políticas e sociais, o bloco realiza em 2023 seu 42º Concurso de Marchinhas no próximo sábado (4/2), a partir das 14h, no Conic.

O vencedor do 41º concurso do Pacotão, realizado em 2020, é o professor aposentado da SEE-DF José Sóter, em parceria com Maria Sabina e Assis Aderaldo, com a música Contra o fascismo na contramão. A previsão é de cerca de 30 marchinhas concorrendo neste ano.

O Pacotão foi criado em 1978 por um grupo de jornalistas. Na época, o Brasil atravessava um árduo período sob a ditadura militar. Frente a isso, um dos desafios do bloco foi criar marchinhas e fantasias que ironizassem o governo. Na década de 80, a festança chegou a levar aproximadamente 30 mil pessoas às ruas.

O Bloco sai tradicionalmente no domingo e na terça de carnaval, percorrendo a W-3 na contramão de a 302 Norte até a 303/4 Sul.

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