Beneficiários do GDF Saúde poderão usar todos os serviços do Sírio-Libanês
Jornalista: Maria Carla
A partir desta terça-feira (3/1), os(as) beneficiários do plano de saúde do Governo do Distrito Federal, o GDF Saúde, já podem usar todos os serviços do Hospital Sírio-Libanês. Segundo apuração do Metrópoles, os serviços serão liberados de forma completa para quem é do plano do GDF.
Antes, os(as) associados(as) só usavam o atendimento ambulatorial em oncologia, hematologia, onco-hematologia, pediatria, radioterapia e diagnóstico por imagem. Mas o GDF expandiu a cobertura dos procedimentos oferecidos pela unidade credenciada ao GDF Saúde, lançado em outubro de 2022.
Ney Ferraz, secretário de Planejamento, Orçamento e Administração do governo Ibaneis, disse ao Metrópoles que essa ampliação de serviços é resultado de trabalho “árduo”. “Após um ano de trabalho árduo, de grandes metas alcançadas e de inúmeras conquistas, temos a grata satisfação de chegar às festas de final de ano anunciando mais essa melhoria aos servidores de Brasília e suas famílias”, disse o secretário de Planejamento, Orçamento e Administração, Ney Ferraz. O gestor coordenou toda a criação do GDF Saúde.
Edi Souza, diretor-geral do Sírio-Libanês de Brasília, por sua vez, elogiou a explansão dos serviços e disse que a ampliação do atendimento da unidade aos beneficiários do GDF Saúde se alinha com o propósito de “proporcionar vida plena e digna ao maior número de pessoas do Centro-Oeste”.
Publicado no DODF novo andamento do concurso para a SEE-DF
Jornalista: Maria Carla
A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), de 23 de dezembro de 2022, a refiticação dos períodos estabelecidos no cronograma do concurso para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva para os cargos das carreiras magistério público e assistência à educação. Confira aqui o novo cronograma!
Com 4.254 vagas para nível superior, o certame inclui vagas para contratação imediata e formação de cadastro reserva. Do total, são 3.880 para professor de educação básica; 100 para pedagogo – orientador educacional e 274 para analista de gestão educacional da carreira assistência à educação.
Denúncia
Na época do lançamento do edital desse concurso, o Sinpro informou que a quantidade de vagas ofertadas era insuficiente para cobrir as necessidades da rede pública de ensino do Distrito Federal. O edital para as carreiras de professor, analista e pedagogo-orientador educacional ofertou um total de 4.254 vagas para os cargos efetivos.
Diante da situação, a sindicato formalizou, junto ao Ministério Público o Distrito Federal e Territórios (MPDFT), uma denúncia sobre a situação da rede pública de ensino na capital. No dia 8 de junho, a comissão de negociação da entidade se reuniu com promotores para detalhar os problemas, como o aumento da covid-19 nas escolas, a superlotação das salas de aula, necessidade de contratação de mais professores e oferta de novas unidades de ensino.
Luciana Custódio, diretora do Sinpro, informou, na época, que o encontro cumpriu deliberação da Assembleia Geral, realizada na quarta-feira (1º/6/2022), quando a categoria decidiu pela formalização de uma série de denúncias, relatando, sobretudo, o volume expressivo de professores em regime de contratação temporária.
“São 24 mil professores atuando nas unidades de ensino, sendo mais da metade, 13 mil, em regime de contrato temporário. A grande questão é a descontinuidade do trabalho deses docentes, o que não garante vínculo com a comunidade”, observa, lembrando que em 2005 houve a recomendação do MP de um termo de ajuste para limitar a contratação temporária.
Se considerarmos que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2023, aprovada em julho na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que prevê o aumento do número de cargos previstos para nomeação e realização de concursos de professor da educação básica (6.200), orientador educacional (1.000) e monitor de gestão educacional (2.766), não havia por que o Governo do Distrito Federal (GDF) ofertar apenas 4.254 vagas. Inclusive, na LDO já há um orçamento destinado a 7.200 vagas só para professor e orientador.
Novo andamento
A remuneração varia entre R$ 4.076,99 e R$ 5.497,13 para uma carga horária entre 20 e 40 horas semanais. O Sinpro informa que o Distrito Federal está com defasagem de vagas Há 6 anos não era realizado concurso na área. As provas foram aplicadas em 9 de outubro e, no último dia 16 de novembro, foi divulgado o resultado preliminar. Foram registradas, ao todo, 93.501 mil inscrições.
Em novembro, por decisão judicial, o Instituto Quadrix, banca examinadora do certame, suspendeu temporariamente o concurso. A medida atendia a uma ação civil pública da Promotoria de Justiça da Pessoa com Deficiência (Proped) acatada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). A Justiça determinou ao GDF reaplicar, de forma imediata, as provas objetivas e subjetivas na Língua Brasileira de Sinais (Libras) aos candidatos surdos.
Segundo informações do Correio Braziliense, a juíza Mara Silda Nunes de Almeida proferiu a sentença em 10 de novembro. À época ficou determinando que fosse promovida adaptação das provas e uso de tecnologia adequada no formato de vídeo gravado, assegurando, assim, a igualdade de condições com os demais concorrentes.
Na última semana de dezembro, a SEE-DF divulgou no DODF um novo andamento. No texto da SEE-DF ela informa que considerou a decisão judicial proferida nos autos Processo nº 0717407-83.2022.8.07.0018, que autorizou o prosseguimento das atividades do concurso, “com a advertência de que o resultado para todos os integrantes da categoria PNE será provisório e torna pública a retificação do Edital nº 31, de 30 de junho de2022, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nº 122, em 1º de julho de 2022, de concurso Público para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva para os cargos das carreiras Magistério Público e Assistência à Educação”. Clique aqui e confira o DODF.
Inscrições para afastamento remunerado para estudos serão de 27/12 a 08/01
Jornalista: Alessandra Terribili
O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) trouxe, nesta terça-feira (27), o edital de processo seletivo para afastamento remunerado para estudos no âmbito da Secretaria de Educação (SEEDF). O processo seletivo acontecerá em duas etapas, que são independentes entre si. A segunda etapa oferecerá vagas remanescentes na primeira.
As inscrições para a primeira etapa devem ser feitas de 27/12/2022 até 08/01/2023, seguindo as orientações disponíveis no site da Eape. O resultado preliminar deve ser divulgado lá mesmo dia 23 de janeiro, conforme cronograma abaixo.
Para participar do processo seletivo, o servidor ou servidora deverá estar em exercício efetivo na SEEDF há, pelo menos, três anos consecutivos, para mestrado; ou quatro anos consecutivos, para doutorado ou pós-doutorado.
Professores(as) e orientadores(as) educacionais interessados(as) devem acessar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do GDF, selecionar a opção “Pessoal: Afastamento Pós-Graduação Stricto Sensu”, e inserir a documentação requerida atualizada. Para mais informações, acesse o texto integral do edital no DODF, páginas 30 a 33.
Para o primeiro semestre de 2023, são oferecidas 118 vagas, sendo 83 para mestrado e 35 para doutorado e pós-doutorado.
O afastamento remunerado para estudos, sem prejuízo à remuneração, é uma conquista encabeçada pelo Sinpro-DF e alcançada na última reformulação do Plano de Carreira (Lei 5.105/13), graças à unidade e luta em conjunto com a categoria. É importante lembrar que, proporcionalmente, a rede pública de ensino do DF é aquela com maior número de mestres e doutores. O resultado é visível na qualidade dos trabalhos que nossas escolas produzem ao longo do ano, muitos deles divulgados pelo Sinpro em seu site e redes sociais em fotos, vídeos e reportagens.
Sem diálogo com a comunidade, SEEDF decide fechar a EC do SRIA
Jornalista: Alessandra Terribili
A situação da Escola Classe do SRIA (Setor Residencial Indústria e Abastecimento) é uma triste demonstração da falta de diálogo do GDF com a categoria do magistério público. A escola fica no mesmo local há mais de 40 anos, e atende 226 crianças em turmas de educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. De forma unilateral, sem dialogar as condições de professores(as) e demais servidores(as), a Secretaria de Educação (SEEDF) decidiu pelo fechamento da unidade escolar.
O diretor da escola, Luiz Alberto, relata que foi comunicado verbalmente da decisão na última segunda-feira (19), e que não recebeu um documento oficial. Com esse encaminhamento no encerramento do ano letivo, professores e professoras não sabem onde atuarão em 2023 e, mesmo com muitos anos de Secretaria, já estão muito prejudicados. “A falta de planejamento da SEEDF prejudicou professores(as) que não tiveram a oportunidade de participar do concurso de remanejamento”, aponta a diretora do Sinpro, Gilza Lucia.
Para ela, além de todos os graves problemas envolvidos no fechamento da escola, há outra questão preocupante: “Temos denunciado há meses a superlotação de turmas nas escolas do DF. É inadmissível que, sem conseguir sanar esse problema, o GDF ainda defina pelo fechamento de escolas “, afirma Gilza.
Resistência
O Ministério Público de Contas (MPC) do DF manifestou-se contra o fechamento da escola, que considerou um desrespeito aos princípios da eficiência, da prioridade absoluta, da gestão democrática do ensino e da legalidade.
O procurador-geral do MPC-DF, Marcos Felipe Pinheiro Lima, solicitou a suspensão da decisão e solicitou a paralisação de qualquer processo de transferência do complexo da Unidade 3 da Secretaria de Educação, onde a escola está localizada. A representação foi enviada com pedido de urgência na terça-feira, dia 20.
Para o MPC-DF, o processo de instalação de um complexo privado de medicina especializada no local desconsiderou a existência da escola. Sendo assim, há indícios de “desrespeito aos princípios da eficiência, da prioridade absoluta, da gestão democrática do ensino e da legalidade”. A comunidade escolar ficou à margem do processo real, enquanto a Secretaria de Educação e Terracap tomavam as decisões.
Em fevereiro, a mobilização da comunidade escolar conseguiu impedir o fechamento da escola e a transferência da comunidade para um espaço a ser alugado no Guará 2 – abrindo mão do terreno próprio. Na ocasião, como agora, nenhuma explicação foi dada pelo GDF.
Intenções omitidas
A área onde a escola funciona tem 152 mil m² e também abriga o patrimônio central, o arquivo e uma gráfica, compondo a Unidade 3 da SEEDF. Segundo apuração do portal Metrópoles, o espaço está avaliado em R$ 181 milhões.
Recentemente, o GDF registrou a intenção de entregar a área a um complexo privado de medicina especializada. O terreno da Unidade 3, incluindo a EC do SRIA, foi revertido para a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), e depois, repassado para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do DF. Documentos que constam no SEI (Sistema Eletrônico de Informações) revelam que a instalação do complexo de medicina poderá ser viabilizado com dispensa de licitação e acesso a incentivos, incluindo a possibilidade de concessão de direito real de uso do terreno.
Transtornos da falta de diálogo
A diretoria colegiada do Sinpro sempre criticou a falta de diálogo e de transparência nas ações que caracteriza o governo Ibaneis na relação com a nossa categoria. A falta de diálogo causa muitos transtornos para toda a comunidade escolar, como aconteceu ao longo da pandemia; no desrespeito à gestão democrática; e demora e redução no repasse dos recursos do PDAF; e agora, na situação da EC do SRIA.
A estratégia de matrícula vem sofrendo sucessivos retrocessos; a Educação de Jovens e Adultos vem sofrendo um processo de sucateamento acelerado, com o abandono da busca ativa e a desresponsabilização do GDF por essa modalidade de ensino; a ameaça da transferência de recursos públicos para educação privada, via homeschooling e voucherização, sempre está rondando as possibilidades.
Enquanto se fecham turmas de EJA ou escolas inteiras, como a EC do SRIA, está latente que o que o DF precisa é de construção de escolas, de abertura de novas turmas, de ampliação da estrutura da educação pública do DF. Para 2023, será necessário diálogo, o contrário do que tem havido nos últimos 4 anos.
Lei das Estatais aniquila a soberania do Brasil e precisa ser revogada
Jornalista: Maria Carla
No dia 12 de dezembro, data da diplomação do presidente da República eleito Luiz Inácio Lula da Silva, a mídia do mercado financeiro, como o site BP Money, divulgou matéria em tom de terrorismo dizendo que Lula poderá revogar a Lei das Estatais.
A matéria diz que Lula poderá revogar a Lei das Estatais por meio de Medida Provisória (MP) e que essa lei estabelece “parâmetros rígidos de governança para empresas públicas”. E daí discorre sobre essa lei pela ótica do mercado financeiro, defendendo os interesses do mercado sobre as riquezas patrimoniais, minerais, biológicas entre outras do Estado brasileiro.
Dois dias depois, o Sinpro-DF divulgou no site uma entrevista (leia aqui) com o advogado e consultor legislativo Luiz Alberto dos Santos sobre a Lei das Estatais, em que ele mostra que ela foi elaborada por políticos ligados ao mercado financeiro e ao golpe de Estado de 2016 e que resultou num problema grave e num grande prejuízo para o Brasil.
Na entrevista, Santos afirma que a lei foi sancionada em 2016, ano do golpe de Estado contra o governo Dilma Rousseff (PT), e que, além de longa, é totalmente “eivada de inconstitucionalidades”. Os políticos que a aprovaram simplesmente revogaram, numa canetada, a soberania nacional brasileira e entregaram ao mercado financeiro as riquezas do povo.
Santos mostra que a Lei das Estatais é uma das principais ações do golpe de Estado de 2016 que precisa ser desfeito urgentemente. Para a diretoria colegiadas do Sinpro, é preciso que a categoria de educadores se mobilize em favor da revogação da Lei das Estatais e enfrente, na luta cotidiana, o mercado financeiro, um dos maiores financiadores do golpe de Estado de 2016 e dos grandes retrocessos nos direitos sociais e humanos do País, afinal, Brasil não é commoditiy e seu povo não mercadoria.
Lei das Estatais fundamentou fatiamento Petrobrás
Em entrevista ao Sinpro-DF, na manhã desta quinta-feira (22/12), o economista Sylvio Massa de Campos, ex-diretor da BR Distribuidora e um dos seus criadores, e autor de vários livros, dentre eles “A desconstrução da Petrobrás“ – uma obra que que considera o desmonte da Petrobrás um crime de lesa-pátria – afirma que a Lei das Estatais é uma das ações que propiciaram o desmonte da companhia petrolífera brasileira, uma das maiores do mundo e a maior do Brasil.
“Luiz Alberto faz uma excelente análise da Lei das Estatais, mas acho que o fundamento principal é rever a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu o fatiamento ou o conceito de subsidiárias não necessariamente vinculadas a empresas-mãe ou vinculada à empresa holding, permitiu, por exemplo, que refinarias se tornassem empresas isoladas e passíveis de venda”, afirma.
Massa, que também é diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), disse ao Sinpro-DF que considera estapafúrdia essa permissão do conselho do Supremo e o posicionamento do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da Petrobrás. “Essa decisão do conselho do STF somada à posição Cade, muito estranha, permitindo a venda das refinarias num acordo espúrio, que tem de ser revista, esses dois aspectos são fundamentais porque vão refletir sobre qualquer nova modificação da Lei das Estatais”, avalia.
O ex-diretor da BR Distribuidora afirma que o STF precisa rever essa decisão o mais rapidamente possível. “É preciso que o Supremo reveja essa decisão de transformar parte de um patrimônio nacional como subsidiárias passíveis de venda ao mercado e, mesmo assim, vendas diretas sem concorrência pública. Esses são dois aspectos muitos graves que vêm de 2016 com a cobertura do Supremo. Foi a partir daí que houve o fatiamento da Petrobrás lastreado numa interpretação errônea do STF”.
“Não tenho nenhuma dúvida de que a elaboração dessa legislação visa a enfraquecer a soberania nacional e retirar dos brasileiros a sua capacidade de gerar sua autonomia tecnológica e, consequentemente, reduzir a geração de recursos para a educação e a saúde principalmente. O legislativo pode elaborar todas essas armadilhas, mas se o STF se dispuser a rever sua estranha decisão teremos uma salvaguarda para a defesa dos recursos nacionais”, declara.
Na obra “A desconstrução da Petrobrás”, Massa declara que não é difícil identificar os responsáveis pelo desmonte da companhia e alerta para o dano proporcionado às futuras gerações, sobretudo nas áreas de educação e saúde. “Todo brasileiro precisa saber sobre o desmonte de uma empresa que se tornou gigante, a serviço de toda a sociedade brasileira, nosso maior patrimônio, e agora se vê condenada a atender ao interesse de poucos”, denuncia o economista, que é diretor da Aepet.
Massa conta, no livro, que “a primeira grande batalha cívica travada pelo povo brasileiro após a luta pela Abolição da Escravatura talvez tenha sido a campanha pela nacionalização do petróleo. Centenas de milhares de cidadãos foram às ruas para defender a soberania do País. Militares patriotas e comunistas deixaram suas divergências de lado em razão de um grito de guerra: ‘O petróleo é nosso!'”, lembra. Clique aqui para comprar o livro.
Revogação das privatizações é tendência mundial
Para a diretoria colegiada do Sinpro, o presidente Lula precisa frear as privatizações urgentemente e buscar revogar as privatizações já feitas, principalmente as da Petrobrás e a Eletrobrás. Ele tem como exemplo o governo Alberto Fernández, presidente da Argentina, que revogou todas as privatizações de empresas de energia e centrais térmicas promovidas pelo seu antecessor, o neoliberal e neofascista Mauricio Macri (2015-2019).
O mesmo aconteceu no distrito de Setúbal, em Portugal: 25 anos depois, em cumprimento a uma promessa de campanha, o Distrito de Setúbal, em Portugal, reestatizou na segunda-feira (19) seus sistemas de abastecimento de água e de saneamento básico. A retomada do controle estatal sobre o serviço público ocorreu após 25 anos da privatização e com o fim do contrato com a concessionária, que não foi renovado.
A estatização das empresas públicas e das riquezas minerais dos países ao redor do mundo é uma tendência mundial. Em julho, o governo francês anunciou que irá nacionalizar a maior geradora de energia elétrica da França. No mesmo mês, o governo do Jair Bolsonaro (PL) se desfez, privatizando a preços irrisórios, da Eletrobras. Confira também matéria sobre a privatização da NTS e aqui.
É com imenso pesar que o Sinpro informa o falecimento da professora Janete Borges Dutra, aos 72 anos. Ela era aposentada e faleceu no dia 16/12/2022 no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) em decorrência de mal súbito, infarto agudo do miocárdio e hipertensão arterial. Janete era professora de artes e língua portuguesa na Escola Classe 27 de Taguatinga Norte. O velório irá ocorrer nesta sexta-feira (23/12), das 13h às 15h, na Capela 04, do Campo da Esperança em Taguatinga. O Sinpro lamenta e se solidariza com os(as) familiares, amigos(as) e colegas.
TV Sinpro debate políticas públicas de educação e território
Jornalista: Alessandra Terribili
O TV Sinpro desta quarta-feira, 28 de dezembro, trará um bate-papo com a professora Renata Callaça, do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) da Universidade de Brasília e da Secretaria de Educação. Renata está lançando o livro Novos territórios para a gestão educacional, produto de sua tese de doutorado.
Na conversa com o diretor do Sinpro Cleber Soares, a professora Renata fala sobre sua pesquisa, que abarca temas importantes como a relação entre desigualdades regionais, processo ensino-aprendizagem e políticas públicas de educação; bem como a educação como estratégia de desenvolvimento territorial. No livro, a professora aborda o caso da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), buscando os motivos da falta de políticas públicas educacionais metropolitanas nessa região compreendendo-a como um todo; e as possibilidades de reversão deste cenário de desigualdades provocadas pela dificuldade de acesso à educação.
Renata Callaça é mestre em Geografia e doutora em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela UnB. Especialista em Planejamento Estratégico Educacional, é integrante da Associação Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão do Campo de Públicas (ANEPECP) e da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN). Ela também faz parte do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) e o Núcleo de Estudos Urbanos Regionais (NEUR), ambos do CEAM/UnB.
O lançamento do livro Novos territórios para a gestão educacional será em março na sede do Sinpro, no SIG. Para adquirir um exemplar, visite o site da Editora Dialética clicando AQUI.
O TV Sinpro vai ao ar às 19h de quarta-feira, 28, pela TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF.
Diferença do 13º para quem não a recebeu será paga em janeiro
Jornalista: Alessandra Terribili
Na última terça-feira, 20 de dezembro, foi paga a diferença do 13º salário aos professores(as) e orientadores(as) educacionais efetivos da ativa e aposentados(as) com paridade que aniversariam em janeiro, fevereiro e março.
Porém, ao longo do dia, o Sinpro-DF identificou que alguns(as) profissionais não receberam. Na manhã desta quarta-feira (21), o sindicato fez contato com a Secretaria de Educação, que encaminhou a solução do problema.
Aqueles e aquelas que não receberam já foram identificados pela Secretaria, e receberão a diferença do 13º juntamente com o salário de dezembro, no quinto dia útil de janeiro. Esse valor não corre risco de entrar em exercício findo, e não há necessidade de Repag.
O Sinpro lembra que profissionais do magistério público que aniversariam de abril em diante já receberam seu 13º com o ajuste aplicado – por ocasião do pagamento da última parcela do reajuste e da incorporação dos R$200 que se referiam ao auxílio-saúde. Da mesma forma, professores(as) em regime de contratação temporária já receberam seu 13º com essas alterações já aplicadas.
EC 512 de Samambaia realizou sua formatura no último sábado, 17
Jornalista: Alessandra Terribili
No último sábado, 17 de dezembro, a Escola Classe 512 de Samambaia realizou a formatura de seus estudantes de 5º ano. Foi a última etapa do Projeto de Transição da escola, que tinha por objetivo facilitar o trânsito dos estudantes do Fundamental I para o Fundamental II. O evento aconteceu em dois períodos, manhã e tarde.
Percebendo o quanto a pandemia afastou as pessoas umas das outras, deixando uma lacuna na vida acadêmica de crianças e adolescentes, a EC 512 organizou esse momento para engrandecer a conquista dos discentes. A cerimônia trouxe as famílias à reflexão, no que diz respeito ao acompanhamento e auxílio aos seus filhos, visando à permanência dos estudantes na escola.
Participaram da solenidade 140 estudantes, com suas respectivas famílias. Todo o corpo docente da escola esteve no evento, que também contou com a presença da colega Priscila Eduardo, representando a Coordenação Regional de Samambaia; da professora Rosilene Corrêa, representando a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação); e do professor Cláudio Antunes, representando o Sinpro-DF.
Ao final, um coquetel de confraternização animou os presentes, fechando com chave de ouro o ano letivo de 2022.
Com belo trabalho de educação e inclusão, EMMP forma quinze estudantes em 2022
Jornalista: Alessandra Terribili
O dia 15 de dezembro, última quinta-feira, foi muito especial para a Escola Meninos e Meninas do Parque (EMMP): a formatura de seus estudantes. Foram treze formandos na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e duas formandas na turma de anos iniciais.
Amélia Cristina, diretora da EMMP, conhecida como Amelinha, conta que o significado dessa formatura é imenso, afinal, representa vitórias individuais e coletivas muito importantes. “Para quem dorme sob as estrelas e só as vê no céu, fechar um processo de ensino-aprendizagem e seguir para o próximo passo é muito significativo”, ela diz.
A EMMP é uma referência no Brasil inteiro pelo trabalho com pessoas em situação de rua. É um trabalho realizado com muito carinho e atenção, para acolher essas pessoas, oferecer educação de qualidade e contribuir para assegurar o direito delas a uma vida digna. “É preciso olhar cada estudante de forma integral”, destaca a professora Amelinha. “Na EMMP trabalhamos com pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social, além de muitos que apresentam deficiência cognitiva e sofrimento psíquico. A lei e as estratégias da EJA nos garantem a possibilidade de adaptar o curriculum conforme a necessidade de cada uma e cada um deles”, completa.
Em 2022, a escola obteve a autorização para oferecer o terceiro segmento de EJA, o que também representou uma grande vitória para escola e para os estudantes. Alguns estudantes, ao chegar perto da fase de conclusão do segmento, passam a se ausentar das avaliações e a protelar sua saída da escola. Com a abertura do terceiro segmento, essa realidade mudou. “Aqui eles encontram educação formal, pertencimento e uma forma de ocupar sua mente”, explica Amelinha.
Ela lembra que esses estudantes são pessoas em situação de rua, que carregam o muito pouco que têm em carrinhos de supermercado (cobertores, roupas itens de uso pessoal, panelas), e muitas vezes não têm como tomar um banho e se alimentar. Ao encaminhar esses estudantes a outras unidades escolares, a EMMP oferece a possibilidade de jantarem e tomarem banho antes de ir à aula.
Outra vitória importante de 2022 foi a conquista do primeiro lugar do Plano Piloto no 11º Circuito de Ciências; e terceiro lugar distrital. Motivo de orgulho para a escola, um dos formandos da última quinta foi um dos estudantes que se destacou no desenvolvimento do projeto premiado, que se referia a uma horta cultivada coletivamente, cultivando, também, o compromisso de cada um e de cada uma com as sementes que germinariam. “As sementes dão frutos”, orgulha-se a professora Amelinha. “A EJA planta sementes, possibilitando que as pessoas resgatem seus sonhos por meio da aquisição de conhecimento formal, adaptado à realidade de cada um(a)”, complementa.
Regina Célia, diretora do Sinpro que acompanha a escola, esteve na formatura. Ela saudou o trabalho da escola: “O trabalho desenvolvido pela Escola Meninos e Meninas do Parque possui especial importância no que se refere às medidas que devolvam a cidadania destes sujeitos, principalmente num momento em que vemos um grande aumento da população em situação de rua, causado pela crise econômica, preconceito e políticas públicas frágeis”, disse.
A diretoria do Sinpro parabeniza toda a equipe da Escola Meninos e Meninas do Parque, e cada uma e cada um dos formandos de 2022, desejando que essas sementes se espraiem e que muitos sonhos possam ser realizados.
Veja fotos do evento, feitas pelo fotógrafo do Sinpro, Deva Garcia.