Professora da rede pública lança livro com histórias e personagens do folclore
Jornalista: Alessandra Terribili
A professora Ana Paula Almeida sempre foi apaixonada por ler e ouvir boas histórias. Professora de alfabetização no CEF JK, em Planaltina, ela é formada em pedagogia, tornou-se também contadora de histórias, pós-graduada em “A arte de contar histórias”. Para ela, essa é uma missão de encantar vidas.
Em meio a essa missão, Ana Paula lançou seu livro Folclore – Uma Aventura na Floresta. Publicado pelo Editorial Casa, com ilustrações de João Miranda, o livro narra as aventuras de uma professora e seus estudantes que passeiam por uma floresta e lá encontram diversos personagens do nosso folclore. Tudo acontece de forma envolvente e divertida, e o leitor ou leitora sente-se dentro do passeio da turma!
Folclore – Uma Aventura na Floresta valoriza a tradição da cultura oral, e traz para o centro dos holofotes as histórias e os personagens do riquíssimo folclore brasileiro. Como afirma a sinopse do livro (leia na íntegra abaixo), o mundo de encanto e imaginação sempre existirá, e é muito bonito encontrá-lo nas histórias contadas pelos nossos ancestrais!
Para adquirir o livro, visite o site do Editorial Casa (clique AQUI).
Sinopse Quando este livro se abrir, um reino de encanto chegará… Para crianças crescidas e crianças que ainda crescerão, o mundo de encanto e imaginação sempre existirão. Esta aventura é um convite para, juntos, revivermos um pouquinho da cultura oral brasileira. Proporcionar um gostinho de saudade das histórias e dos personagens do nosso riquíssimo folclore. Histórias contadas por nossos ancestrais. Vamos passear na floresta, vamos? Então vamos!
Escola Parque Anísio Teixeira encerra semestre com festival e auditório lotado
Jornalista: Maria Carla
Trinta dias de imersão total nas artes e cultura com casa lotada em todos os dias. Foi assim o fim do semestre na Escola Parque Anísio Teixeira (EPAT) de Ceilândia. Entre 1º de novembro e 3 de dezembro, estudantes e professores(as) apresentaram ao público do Distrito Federal o resultado das oficinas de artes plásticas, dança, música e teatro, que integram o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola.
A escola faz jus ao nome de Anísio Teixeira, no fim deste semestre, manteve o auditório lotado com espectadores interessados em prestigiar as apresentações artísticas do Festival da Escola Parque Anísio Teixeira (FEPAT). Esse festival é a culminância dos projetos pedagógicos das artes desenvolvidas na escola. Este é o oitavo ano em que a escola apresenta atividades artísticas como resultado dessa ação pedagógica.
Para os professores(as), o sucesso se deve à dedicação da comunidade escolar: professores(as), estudantes e servidores(as). A prova do sucesso está patenteada no encerramento deste semestre: auditório cheio em todas as apresentações. Todas as apresentações ocorrem dentro da escola, que tem todos espaços e instrumentos necessários para o desenvolvimento e as apresentações finais das artes e dos esportes.
Importante destacar que o ano letivo da EPAT é diferente porque é semestral. Assim, em junho/julho, a escola finaliza um PPP; e, em novembro/dezembro, outro. Por isso o Festival da Escola Parque Anísio Teixeira (FEPAT) é o encerramento do PPP do segundo semestre. O festival, segundo informações da escola, é uma atividade que ocorre desde 2015 como projeto pedagógico de encerramento do semestre.
Festival da Escola Parque Anísio Teixeira (FEPAT)
O FEPAT é a culminância do projeto pedagógico das oficinas de artes. Ocorre durante um mês inteiro porque dedica uma semana para cada modalidade de oficina: Mostra de Teatro, Semana da Música, Exposição de Artes e Festival de Dança. O evento de dança finaliza o processo e ele ocorre em apenas um dia. “Toda a produção é feita durante o semestre. As culminâncias ocorrem no último mês do semestre e isso se repete desde 2015. A escola foi inaugurada em 2014”, explica a professora e coordenadora de artes, Melissa Naves.
Teatro e Exposição de Arte
A novidade da edição do FEPAT 2022 é que os resultados revelam uma sequência de melhorias na qualidade dos trabalhos ano após ano. Na avaliação do público e da comunidade escolar, os projetos e suas culminâncias estão cada vez mais bem produzidos. Este ano, os eventos começaram nos dias 16, 17 e 18 de novembro, com o EPAT em Cena – apresentações das peças de teatro — e com a Exposição de Artes Plásticas — aberta ao público na Galeria de Arte da escola.
A Exposição de Artes Plásticas fica montada durante um mês. Ou seja, no decurso de 30 dias, quando ocorrem todos os eventos finais, a exposição fica fixa na galeria da escola. A EPAT se tornou o espaço essencial de revelação de artistas e desportistas brasilienses. Em menos de uma década de atuação, já acumula um histórico de estudantes que saíram de lá direto para universidades a fim de cursarem artes plásticas, teatro, música ou dança e também para os esportes.
A oficina de teatro realiza três eventos no semestre: Festa Junina – uma festa totalmente diferente da tradicional porque é totalmente artística, com apresentações de teatro, música, dança, artes. Outro evento é a Mostra de Teatro. Ambos, fazem parte da culminância do PPP do primeiro semestre. No segundo semestre, o teatro realiza o EPAT em Cena, que faz parte do FEPAT.
“São três dias de mostra. A gente tem os(as) estudantes em turno contrário à escola regular por dois ou três dias da semana, segunda e quarta; terça e quinta; ou na somente na sexta-feira. A gente atende separadamente”, informa Melissa.
Dança e música
O encerramento ocorreu no dia 3 de dezembro com a apresentação de dança. O evento também lotou o ginásio da escola. “A gente conseguiu colocar dentro do nosso ginásio mais de 1.500 pessoas no dia da apresentação da dança”, conta Mel, como é carinhosamente chamada pela comunidade escolar.
Na música, todos os professores da área se envolvem no Festival de Música. Cada dia da semana tem uma ou duas apresentações. As fotos apresentadas nesta matéria são apenas do Canto Coral, mas, no Instagram da atividade, há imagens das apresentações de violino, teclado, guitarra, dentre outros. Cada dia da semana há pelo menos uma apresentação de uma das oficinas.
EPATalento
A escola tem um projeto denominado EPATalento. Nesse projeto, professores(as) escolhem um(a) estudante que tenha uma produção grande e faz uma exposição somente desse(a) estudante. A última foi a exposição de Geovanna Rodrigues (encarte). “Ela expôs aqui na escola e os trabalhos dela são maravilhosos. É estudante do Ensino Médio da rede pública do DF. Talentosíssima. Aqui, eles e elas passam o semestre inteiro produzindo e, no fim, é feita a exposição”, explica a professora.
Peças autorais
Segundo Melissa, o festival produz muitas peças autorais. “É muito bacana, geralmente, são peças autorais que os(as) próprios(as) professores(as) criam juntamente com os(as) estudantes. Trata-se de uma criação coletiva. Nesta última mostra, a gente a apresentou trabalhos autorais na Semana da Consciência Negra. A peça autoral intitulada “O pequeno manual antirracista” foi baseada na obra da escritora Djamila Ribeiro. O sucesso foi tão grande que tivemos de apresentá-la em duas sessões e, nas duas vezes, o nosso auditório lotou. Foi uma apresentação linda”, atesta a professora.
Resultado pedagógico e fábrica de talentos
O resultado desse trabalho é que muitos estudantes descobrem sua aptidão, sua profissão e o caminho que irá seguir na idade adulta. Muitos já saíram da EPAT direto para o Instituto de Artes (IdA) ou para o Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB) ou, ainda, para a Escola de Música de Brasília (EMB) e para outras universidades País afora. Muitos descobriram seus talentos e, outros, consolidaram sua identidade com a música ou com outro tipo de arte oferecido na EPAT. Nos esportes ocorre o mesmo.
É o caso da oficina de teatro: vários(as) estudantes que passaram pela EPAT estão, hoje, cursando artes cênicas na UnB, na Universidade Federal de Goiás (UFG). Muitos(as) estão também cursando dança no Instituto Federal de Brasília (IFB).
Todos os espetáculos e apresentações estão registrados nas redes digitais da EPAT e podem ser conferidos no Instagram EPAT 2022 Oficial: @epatoficial2022. No Instagram, é possível ver vídeos e fotos. Os resultados têm sido tão excelentes que, além de se revelar uma fábrica de talentos, têm aberto as portas da unidade para outras experiências artísticas. Daí que outro resultado positivo das atividades é que, a partir de 2023, a escola irá oferecer oficinas de audiovisual cuja culminância prevista será o Festival de Curtas.
Festival de Curtas
O Festival de Curtas é o novo projeto de grande porte que a EPAT vai oferecer a partir de 2023. O projeto conta com emendas do deputado distrital Fábio Félix (PSOL) para ser implantado no ano que vem. Vários projetos de outras escolas também foram contemplados com esse recurso financeiro. Segundo Mel, esse projeto fará também um diferencial porque terá interdisciplinaridade e parceria com o teatro, artes plásticas e tecnologia e cultura. O Festival de Curtas será a novidade próximo ano.
Temas e liberdade
Todo semestre a escola escolhe um tema para nortear os seus trabalhos, como, por exemplo, “Mulher”, “Corrupção”, “Diversidade”, “Superação”, dentre outros. “O deste semestre, que a gente acabou repetindo durante o ano todo, foi ‘Cultura’. O espetáculo de dança, por exemplo, teve o tema ‘Ícones da Música’. Assim, todo o trabalho, como as coreografias, é desenvolvido pelas professoras juntamente com os(as) estudantes. São quatro professoras de dança e, ao todo, 320 estudantes se apresentaram no Festival de Dança deste semestre “, diz Mel.
Ela assegura que os eventos da EPAT é resultado do trabalho coletivo desenvolvido no semestre com base em um tema que a equipe escolhe. A escola faz jus ao nome do educador Anísio Teixeira e, por meio das artes e dos esportes, a escola consegue construir conhecimento e cidadania com pensamento crítico, comprometimento e responsabilidade entre seus mais de 2 mil alunos. E inspirada no educador Paulo Freire, a escola realiza tudo dentro da “pedagogia da liberdade”.
“Tudo é de muita qualidade porque estudantes e professores(as) são muito comprometidos(as): estão aqui porque querem estar e porque gostam. Aqui, eles e elas desenvolvem o senso crítico, a responsabilidade, o comprometimento. Vários relatos de estudantes, que podem ser acompanhados no Instagram, mostram que eles e elas foram totalmente modificados quando entraram na escola”, defende.
Ela conta que uma das principais características da EPAT é o fato de os(as) estudantes desenvolverem, com muita rapidez, o senso de responsabilidade e comprometimento com o que faz. “E isso eles levam para onde vão. Vários diretores e diretoras de várias escolas que atendem a estudantes da Escola Parque já relataram para a gente que, no atendimento aos(às) estudantes que frequentam a EPAT, percebem que eles(as) são diferenciados, que são mais compromissados.
O Instagram da escola é o local em que se tem uma boa noção do que acontece lá dentro. Há muitos relatos de estudantes sobre o que sentem quando estão na escola. E tudo é feito dentro da escola. “Nosso espaço é bem grande e tudo feito aqui dentro mesmo”, informa Mel.
Um pouco de história
A EPAT oferta cursos semestrais. No segundo semestre de 2022, iniciou seu período letivo com mais de 2.100 vagas preenchidas. A escola oferta disciplinas no formato de oficinas de Artes Plásticas, Basquete, Boxe, Muay Thai, Canto Coral, Fitness, Futsal, Dança, Ginástica Rítmica, Guitarra, Natação Jiu Jitsu, Teatro, Tecnologia e Cultura, Tênis de Quadra, Tênis de Mesa, Violão, Vôlei, Violino e Xadrez.
Há quatro grandes áreas de cobertura: Artes; Dança; Esportes; e Música. Todas essas áreas produzem eventos na escola. Na educação física, acontece o projeto JEEPAT – Jogos Escolares da Escola Parque Anísio Teixeira; o Circuito Aberto de Xadrez, que conta com a participação de estudantes de várias escolas; Festival de Ginástica Rítmica; a Copa EPAT. Há também outros eventos, como o Campeonato de Natação; o Folhas Secas (tênis de quadra), e de outras modalidades com tamanho menores. Todos são de grande importância.
Na parte artística, além da famosa e grande Festa Junina, há também uma Exposição de Artes, que também é itinerante. “A escola já expos no SESC de Ceilândia, na Regional de Ensino e na Administração Regional. São trabalhos dos(as) estudantes de Artes Plásticas que circulam por outros espaços”, informa a coordenadora de artes.
Nas Artes Cênicas, a escola apresenta os projetos Mostra de Teatro e o EPAT em Cena; e há ainda a produção de curtas, no campo do audiovisual/cinema, cuja produção foi iniciada por causa das necessidades acadêmico-pedagógicas que surgiram neste tempo de isolamento e distanciamento sociais por causa da pandemia da covid-19.
Na dança, além da Festa Junina, há o Festival de Dança, que ocorre no fim do ano. Na música, há dois projetos: os Recitais de Inverno, que constituem a finalização do PPP do primeiro semestre; e a Semana da Música, encerramento do PPP do segundo semestre e que ocorre durante o FEPAT.
Como a escola é semestral, em todo fim de semestre – junho e julho; novembro e dezembro – acontecem as culminâncias dos projetos. No meio do ano, os destaques são a Festa Junina e o JEEPAT e, no segundo semestre, a culminância ocorre no FEPAT – com teatro, artes plásticas, música e dança – e a Copa EPAT, do setor de esportes da escola. Essas são as atividades mais fortes da instituição, além de torneios e campeonatos individuais de cada oficina.
A escola atende a estudantes do Ensino Fundamental – do 6º Ano – e do Ensino Médio de toda a rede pública de ensino do Distrito Federal. Melissa Naves diz ainda diz que qualquer estudante que queira se matricular pode chegar à secretaria da unidade e pleitear a vaga. Porém, a partir do próximo ano, a escola iniciará a implantação da rede integradora e atenderá a estudantes de algumas escolas da rede pública de Ceilândia. “Os estudantes de Taguatinga, infelizmente, ficarão de fora do novo projeto”, afirma.
“Há 8 anos esses eventos acontecem na escola, desde que ela foi inaugurada, em 2014. Eles têm crescido a cada ano pela qualidade do trabalho. Aqui na escola, a equipe de professores(as), orientadores(as) educacionais e gestores(as) tem de dar um trabalho de muita eficiência porque os(as) estudantes não são obrigados(as) a virem. Eles e elas fazem por amor, por prazer. Assim, quem vem e faz a matrícula permanece na escola por causa da alta qualidade do trabalho. Se o trabalho não for de excelência, os(as) estudantes acabam evadindo”, destaca a professora Mel.
CLDF aprova LOA 2023 com indicação de recursos para atualização remuneratória
Jornalista: Alessandra Terribili
A Câmara Legislativa votou a Lei Orçamentária Anual (LOA) nessa terça-feira (13). A lei aprovada contempla recursos para a revisão remuneratória dos servidores e servidoras do GDF.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada em junho já tinha indicado um investimento de R$ 395 milhões para a reestruturação da carreira do magistério público, após intensa mobilização do Sinpro – que incluiu a realização de um estudo com sugestões de emendas para fortalecer o PDE (Plano Distrital de Educação).
Foram aprovadas 53 emendas individuais à PLOA 2023 para a educação pública, somando R$ 115 milhões. 49 delas são relativas ao PDAF (Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária), atendendo demanda apresentada pelo Sinpro.
Também ficou garantida na lei uma rubrica destinada à reestruturação das carreiras. Essa tem sido a principal reivindicação da categoria, desde o início da campanha salarial 2022, em março. Desde então, a última parcela do reajuste de 2012 finalmente foi paga, o valor referente ao auxílio-saúde foi incorporado ao vencimento e foi criado um grupo de trabalho paritário entre Sinpro e Secretaria de Educação para discutir e propor sobre reestruturação da carreira.
O GT vem se reunindo desde setembro, e a expectativa é que conclua seus trabalhos ainda no primeiro semestre de 2023. Com isso, o Sinpro espera ter como resultado uma proposta satisfatória de reajuste e de valorização da carreira do magistério.
“Os avanços que tivemos este ano são produto da nossa campanha salarial, e ela pode render ainda mais frutos na conclusão dos trabalhos do GT”, aponta a diretora do Sinpro Luciana Custódio. “O ano de 2023 já deve começar com luta, para que conquistemos as vitórias que pretendemos”, completa ela.
Atenção para o expediente no Sinpro nesta sexta-feira (16/12)
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada comunica a todos e todas que o expediente do Sinpro será diferenciado nesta sexta-feira (16/12). Haverá expediente normal no turno matutino até 12h.
A partir desse horário e durante todo o turno vespertino, todos(as) os(as) funcionários(as) da sede e subsedes estarão em reunião interna. Assim, sede e subsedes estarão fechadas durante o período vespertino.
O funcionamento do sindicato voltará ao normal a partir de segunda-feira (19/12).
Ponte agora é, definitivamente, Honestino Guimarães
Jornalista: Alessandra Terribili
A ponte que liga a QI 10 do Lago Sul à via L4 Sul não carrega mais o nome de um ditador. Na noite de terça-feira (13), a Câmara Legislativa derrubou o veto do governador Ibaneis Rocha e a ponte passou a se chamar Honestino Guimarães definitivamente.
Para o autor do projeto de lei 1.697/2021, deputado distrital Leandro Grass (PV), substituir o nome de Costa e Silva, segundo dos ditadores que presidiram o Brasil durante o regime militar, pelo de Honestino, que lutou pela democracia, é uma questão de justiça: “Com essa mudança, fizemos uma correção histórica e cumprimos a lei que impede que bens públicos levem nomes de pessoas que cometeram crimes contra a humanidade”, escreveu o deputado em suas redes.
O veto de Ibaneis foi derrubado por 17 votos favoráveis. Apenas quatro deputados distritais foram contrários: Hermeto (MDB), Iolando (MDB), Robério Negreiros (PSD) e Roosevelt Vilela (PL).
Em 2015, projeto do então deputado Ricardo Valle (PT) já tinha proposto essa mudança. O PL chegou a ser aprovado pela Câmara, mas foi declarado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça por não ter contemplado a realização de audiência pública. Agora, com todos os trâmites adequadamente cumpridos, o veto de Ibaneis foi ideológico.
A derrubada do veto aconteceu exatamente no dia do 54º aniversário do AI-5 (Ato Institucional nº 5, editado por Costa e Silva, que inaugurou o período mais violento da ditadura).
Honestino Guimarães estudou no Elefante Branco, depois, Geologia na UnB. Foi presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (FEUB) e da UNE. Ele foi preso pela ditadura militar em outubro de 1973 e nunca mais foi visto. Sua família recebeu seu atestado de óbito somente em 1996, sem a causa da morte, e até hoje seu corpo nunca foi localizado.
Professora assassinada nessa segunda (12) é 16ª vítima de feminicídio no DF
Jornalista: Maria Carla
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está à procura do auxiliar de cozinha Alexandre Marciano Ribeiro, 47 anos, acusado de matar a facadas a professora de língua portuguesa Rozane Costa Ribeiro, 49 anos. O crime ocorreu na madrugada dessa segunda-feira (12/12), no endereço da vítima, um condomínio situado à QN 21 do Riacho Fundo II. Ele executou a companheira na frente do filho dela de 12 anos.
As câmeras de segurança do condomínio em que a professora morava gravaram o momento em que o criminoso fugiu. Segundo dados da imprensa, o casal tinha um relacionamento recente e conturbado desde junho de 2022. Ele se mudou para a casa dela há cerca de 3 meses e planejavam se casar no ano que vem. Nesse domingo (11), ele chegou à casa da vítima por volta das 16h e deixou o endereço às 2h36 de segunda-feira (12/12) após o crime.
Um levantamento do Correio Braziliense indica que este é o 16º feminicídio ocorrido no Distrito Federal em 2022. Até setembro deste ano, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) havia contabilizado 12 feminicídios. Dentre esses 12 casos, cerca de 41% as vítimas (5) morreram por arma branca, 33% (4) por agressão física, 16% (2) por objeto contundente e 8% (1) por arma de fogo. A SSP-DF também informa que 64% das vítimas de feminicídio deste ano sofreram agressões anteriores. Apuração do site Metrópoles dá conta de que, por dia, quatro mulheres denunciam descumprimento de medidas protetivas.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022 dão conta de que, nos primeiros 5 meses de 2022, foram registradas 7.017 ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha no Distrito Federal. Deste total, 683 (10%) são de descumprimento de medida protetiva de urgência (MPU). Esse número, segundo matéria do Metrópoles, representa uma média de registros de 136 medidas protetivas descumpridas por mês. Ou seja, pelo menos quatro ocorrências deste tipo por dia.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022 revela que, entre 2020 e 2021, 2.695 mulheres foram mortas no Brasil pela condição de ser mulheres. Entre as vítimas de feminicídio, 62% eram negras e, 37,5%, brancas. Nas mortes violentas envolvendo o sexo feminino, 70,7% eram negras e 28,6% brancas.
Uma mulher foi morta a cada 7 horas em 2021
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é um documento anual divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Uma matéria do Correio Braziliense dá conta de que, antes mesmo de sistematizar os dados totais de 2022, o FBSP já registrou um recorde de feminicídio no primeiro semestre deste ano no País. No mesmo documento, o fórum avalia que a situação pode piorar diante do crescimento ininterrupto da violência letal contra a mulher no período e da redução drástica, pelo governo Jair Bolsonaro (PL), dos recursos para investimento no enfrentamento à violência.
“O Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 699 mulheres foram vítimas de feminicídio no primeiro semestre de 2022, média de quatro casos por dia. Este número é 3,2% maior que o total registrado no primeiro semestre de 2021, quando 677 mulheres foram mortas. Os dados indicam um crescimento contínuo de assassinatos de mulheres cometido em razão do gênero desde 2019”, diz o jornal.
Ainda segundo o CB, em 2021, a PCDF registrou 17.549 ocorrências relacionadas à Maria da Penha e, dessas, 1.690 foram dessa natureza. Em 2020 e 2019, os números foram menores. Segundo dados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a Corte concedeu, até maio deste ano, 5.216 medidas protetivas de urgência, total ou parcialmente. No ano passado, foram 11.082 MPUs. Em 2020, 9.004. O crescimento dos números assusta.
Em junho deste ano, quando a edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021 foi lançado, as pesquisadoras Juliana Martins, Amanda Lagreca e Samira Bueno, do FBSP, declararam ao jornal Valor que, nos últimos 2 anos, 2.695 mulheres foram mortas pela condição de serem mulheres.“Os dados indicam que uma mulher é vítima de feminicídio a cada 7 horas, o que significa dizer que ao menos três mulheres morrem por dia no Brasil por serem mulheres”.
O Anuário indica também que o 190 recebeu uma ligação por minuto em 2021 com denúncias desse tipo.O Painel Interativo Feminicídio, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), informou, recentemente, que até outubro de 2022, a capital do País havia registrado 15 feminicídios confirmados e dois sob análise. De todas as ocorrências do DF, 10 aconteceram dentro de residência, sete com uso de arma branca e 5 por agressão física.
O problema é de todos
O CB também entrevistou a professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), Haydée Caruso, e, segundo ela, a violência cotidiana virou um fenômeno social em que as vítimas morrem pelo simples fato de serem mulheres. “Vivemos em uma sociedade patriarcal que pode tirar a vida de mulheres porque nos enxergam como propriedade deles”, diz. Para ela, o combate ao feminicídio exige a participação de toda a sociedade, com investimento desde a educação básica. “É um dos assuntos mais urgentes para darmos uma virada educacional com novos padrões de relação social”, complementa.
A professora é associada sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e defende em um diálogo aberto com a população do DF sobre as relações de gênero, que, atualmente, são um lugar de homens que enxergam corpos como descartáveis. “Esse assunto precisa ser debatido nas famílias, nas igrejas, nas escolas, desde a educação básica, porque qualquer professora ou professor da educação básica lida com relatos de violência doméstica todos os dias, pois os alunos reportam essas situações”, finaliza a especialista.
21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher
Em artigo intitulado “Judiciário pela eliminação da violência contra a mulher”, publicado no jornal O Globo, desta terça-feira (13/12), a ministra Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que, entre janeiro de 2020 e maio de 2022, o Brasil registrou mais de 572 mil medidas protetivas de urgência e reforça a importância da adesão do Brasil ao movimento intitulado 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.
A ministra lembra que a adesão do País ao movimento, na primeira década deste século, ampliou para 21 dias a duração das ações de conscientização, antecipando-lhe o início para 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.”A data foi priorizada em face da dupla discriminação que sofrem as mulheres negras em nosso país, vítimas em maior percentual da violência”, escreve a presidente do STF. Confira aqui o artigo: https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2022/12/judiciario-pela-eliminacao-da-violencia-contra-a-mulher.ghtml
Mônica Caldeira, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, lembra que a campanha surgiu após o brutal assassinato de três irmãs, ativistas políticas, em 1960. “Esse crime inspirou a mobilização mundial pela prevenção e eliminação de todas as formas de violência contra a mulher”, diz a diretora. Em 25/11/1960, as irmãs Mirabal — Pátria, Minerva e Maria Teresa — foram mortas na República Dominicana após violências e torturas de toda ordem. Lutavam contra um regime ditatorial e se tornaram símbolos da força feminina e da resistência democrática.
“Esse triste episódio mobilizou a ONU [Organização das Nações Unidas], a instituir o dia 25 de novembro como data da conscientização da comunidade internacional sobre a necessidade de ação efetiva contra a violência de gênero. Esse conteúdo tem de ser desenvolvido nas escolas para, a partir daí, construirmos uma sociedade livre de violência. A Secretaria de Mulheres do Sinpro pode subsidiar as escolas com materiais, palestras e outros conteúdos nesse sentido”, afirma a diretora do Sinpro.
Em 1991, 31 anos após o assassinato das irmãs Mirabal, foi criada a campanha anual intitulada 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres, tendo como data simbólica inicial o dia 25 de novembro e, final, o dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
O Sinpro é uma das entidades signatárias do 21 Dias de Ativismo e afirma que o caso da professora Rozane é mais um de violência diretamente relacionado com o tipo de gestão pública adotada pelos governos que não investe em campanhas e muito menos no combate a esse tipo de crime.
Para não esquecer: feminicídios no DF em 2022
3 de outubro
O corpo de uma mulher, identificada como Vanessa Lopes, 31, foi encontrado em 3 de outubro, com perfurações de faca no corpo, próximo à estação de metrô da QNN 7, em Ceilândia Norte. De acordo com a polícia, o crime ocorreu no dia anterior, entre 19h30 e 20h30. Quatro dias depois do atentado, a Polícia Civil identificou Douglas D’Aguiar de Sousa, ex-namorado de Vanessa, como suspeito. Ela deixou dois filhos, frutos de outro relacionamento.
17 de setembro
Um crime brutal chocou moradores do Itapoã na tarde de 17 de setembro. A brigadista Patrícia Silva Vieira Rufino, 40, foi morta pelo companheiro com golpes repetidos na cabeça. Segundo relatos de testemunhas, o homem de 44 anos bateu a cabeça de Patrícia contra uma pia na residência, que morreu na hora. Os filhos do casal, que estavam na casa, presenciaram o momento do crime. O autor ainda tentou fugir, mas foi impedido por populares e preso em flagrante pela Polícia Militar do DF (PMDF).
10 de agosto
Luciana Gomes da Costa, 35, foi encontrada morta na manhã de 10 de agosto, dentro do apartamento em que vivia há cerca de um ano, na quadra 700 do Sol Nascente. Após investigações da Polícia Civil, o companheiro dela confessou ter matado a namorada com quem se relacionava há pouco mais de três meses. A vítima era mãe de quatro filhos, com idades de 13, 10 e gêmeos de 2 anos e nove meses.
29 de junho
A designer de unhas Priscila Teixeira, 33, foi encontrada morta a facadas, na manhã de 29 de junho, na cozinha da casa onde morava com o namorado, Gusttavo Britto, 22, em Taguatinga. De acordo com os vizinhos, as brigas entre o casal eram constantes. O corpo dela foi achado pela mãe da vítima, que tentou falar com Priscila no dia anterior, mas encontrou a casa fechada. Em 29 de junho, por volta das 9h, ela voltou ao local e pediu que moradores da rua ajudassem a abrir o portão do imóvel.
18 de maio
Marina Katriny, 30, foi encontrada morta e com o corpo parcialmente carbonizado . Quatro dias depois, Wallace Eduardo, 34, namorado da vítima, foi preso. Ele confessou que matou Marina e detalhou o crime. O acusado também acertou Marina com uma pedra. Os dois tinham um relacionamento de cinco meses, bastante conturbado, de acordo com a PCDF. Na delegacia, o autor alegou que era humilhado pela namorada e, no dia do crime, após ingerirem bebida alcoólica e usarem cocaína, eles discutiram.
Como pedir ajuda
Polícia Civil
Telefones: 197 (Opção 0) e 61 986-261-197 (WhatsApp)
PLOA 2023 | Dia de mobilização da educação na CLDF
Jornalista: Alessandra Terribili
Diretoras e diretores do Sinpro-DF estiveram na manhã desta terça-feira (13) na Câmara Legislativa (CLDF) visitando gabinetes de deputadas e deputados distritais para apresentar o documento elaborado pelo Sinpro com propostas da Educação para a LOA 2023 (Lei Orçamentária Anual). Clique AQUIpara conhecer o documento.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual está em pauta na sessão desta terça na CLDF, e emendas que propõem a valorização da educação pública e dos seus profissionais serão apreciadas. Para que sejam aprovadas, é essencial a presença da categoria do magistério público.
Por isso, a diretoria colegiada do Sinpro reforça o chamado para que professores(as) e orientadores(as) educacionais compareçam à CLDF às 14h30 desta terça-feira, para pressionar por mais verbas para a educação pública.
PLOA 2023
Das 446 emendas individuais apresentadas à PLOA 2023, 53 se referem à educação pública, somando R$ 115 milhões. Desse último grupo, 49 são relativas ao PDAF (Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária), recurso complementar e suplementar direcionado às escolas públicas, utilizado em reformas pontuais, compra de materiais e outras ações do dia a dia. As emendas referentes à suplementação do PDAF atendem demanda do Sinpro-DF e já foram aprovadas pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF).
Também na sessão plenária desta terça-feira, serão apreciadas as chamadas emendas de plenário, ou seja, aquelas que ainda precisam do aval dos parlamentares para serem incorporadas à LOA. Entre elas, a emenda 3, de autoria da deputada Arlete Sampaio (PT), que propõe recomposição do orçamento da Educação, com previsão de recursos específicos para a reestruturação da carreira do magistério público do DF. A emenda também é fruto da articulação do Sinpro-DF, que vem atuando para alcançar a Meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação), que equipara a remuneração da carreira do magistério público à média da remuneração das demais carreiras do funcionalismo público distrital com nível superior.
ARTIGO | A síndrome de Onoda – Fenômeno se refere a militar japonês que se negou a reconhecer o fim da 2ª Guerra
Jornalista: sindicato
Leia artigo do sociólogo e professor Muniz Sodré, publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo em 10 de dezembro, sobre as semelhanças entre a mobilização golpista no Brasil e a síndrome de Onoda, fenômeno que se refere a militar japonês que se negou a reconhecer o fim da 2ª Guerra.
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A síndrome de Onoda
* por Muniz Sodré
O senso comum pode estar sendo exposto à “síndrome de Onoda”. É um fenômeno esdrúxulo, semelhante ao “gaslighting”, por sinal eleita a palavra inglesa do ano. Remonta a 1945, quando Onoda Hiroo, tenente do Exército Imperial japonês, negou-se a reconhecer o fim da Grande Guerra. Não foi caso único. Em São Paulo, também a “Shindo Renmei”, uma organização terrorista, não admitiu a derrota do Japão.
Onoda comandava um pelotão na ilha de Lubang, nas Filipinas, com a missão de assegurar terreno para o desembarque de tropas. Escondeu-se trinta anos na selva, rejeitando evidências e sobrevivendo graças ao roubo de arroz, bananas e vacas. Odiado pelos camponeses, matou trinta dos que tentaram combatê-lo. A Shindo Renmei assassinou 23 e feriu 147 compatriotas da colônia nipo-brasileira, aos quais chamava de “corações sujos”, por não compactuarem com a mentira delirante.
A “síndrome de Onoda” é uma hipótese viável para a atual mobilização golpista em frente a quartéis. Por um lado, há uma alcateia de financiadores, espécie sorrateira de lobo terrorista, acoitada nos desvãos retrógrados do agronegócio, no comércio atrasado e em obscuros escritórios da corrupção brasiliense. De outro, o rebanho em que ecoa a mentira lupina da fraude nas urnas. São ovelhas balindo estupidamente em aquiescência.
O que há de comum à maioria dos afetados é a materialização de uma irracional obediência militarista. Onoda tinha feito um curso de comando cujo protocolo exigia assimilação total da doutrina imperialista japonesa. Ele falaria depois em “ideias fixas que nos faziam incapazes de aceitar qualquer coisa que não se encaixasse nelas”. A Shindo Renmei tinha um fundo alucinatório semelhante, que culminava no fanatismo homicida. Na prática, uma iconografia ativa do ódio, de fácil propagação em comunidades suscetíveis ao extremismo, antes como hoje, com trágica incidência entre jovens.
Entretanto, fanáticos prosperam também na hipocrisia: eles podem fingir que não veem ou que não sabem. Onoda via passar aviões americanos, ouvia rádio e mensagens de compatriotas que tentavam fazê-lo regressar, mas permanecia inabalável. Os dirigentes da Shindo Renmei negavam-se a aceitar informações factuais.
Sob o mesmo manto de acomodação fascista, a chusma envolvida na atual conspirata antidemocrática adequa-se hipocritamente à síndrome negacionista. Aliás, ao ser resgatado da selva e anistiado, o já paisano Onoda Hiroo passou a viver como fazendeiro no Mato Grosso do Sul, cultuado como herói. Morto em 2014, o espírito parece continuar vagando, mas é outro o tempo. Nos EUA, esse “terrorismo do não” tem dado cadeia. Entre nós, as leis apontam na mesma direção.
Muniz Sodré é sociólogo, professor emérito da UFRJ, autor, entre outras obras, de A Sociedade Incivil e Pensar Nagô.
EC 19 do Gama realizou seu evento de Natal sábado, 10/12
Jornalista: Alessandra Terribili
Por conta das particularidades de 2022, que, além das eleições gerais também teve a Copa do Mundo no final do ano, a tradicional Cantata de Natal da Escola Classe 19 do Gama ganhou um formato diferente. A atividade se desdobrou em intervenções artísticas natalinas, apresentadas pelas diversas turmas à comunidade no sábado 10 de dezembro.
Segundo a vice-diretora da escola, professora Renata Aguiar, o foco trabalhado em sala de aula para construir as apresentações foi o verdadeiro sentido do Natal, destacando valores como partilha, solidariedade e princípios da paz. “A abertura contou com um número apresentado por todos os estudantes da escola”, conta Renata.
A EC 19 tem um quantitativo significativo de estudantes com necessidades especiais, o que também traz ao foco a importância das noções de diversidade e de inclusão. “Nossa escola tem muitas crianças autistas, com deficiência física ou com deficiência intelectual”, explica a professora Renata. “Então, nós desenvolvemos as atividades de Natal promovendo a participação ativa desses estudantes, mas sempre respeitando as particularidades de cada um”, completa.
Veja abaixo algumas fotos do evento, feitas pela fotógrafa do Sinpro Joelma Bonfim.
EC 47 de Ceilândia realiza culminância de projeto com Noite de Autógrafos
Jornalista: Maria Carla
A Escola Classe 47 de Ceilândia realiza, nesta quinta-feira (15), às 18h, a Noite de Autógrafos e lança 14 novos escritores mirins com idades entre 10 e 11 anos. As “Estrelas Literárias” são estudantes do 4º Ano A do Ensino Fundamental, que produziram seus próprios livros com narrativas que vão da não ficção até ficção, com histórias de vida reais ou imaginárias.
O tema livre e a produção espontânea resultaram em obras literárias que fazem parte de um projeto da escola inspirado em outro realizado numa das escolas de Luziânia, Goiás. Outros dois projetos desenvolvidos no decorrer do ano letivo culminam no Projeto Estrela Literária: Projeto de Leitura e o Projeto Gentileza.
“No Projeto de Leitura, a criança leva um livro com o caderno de atividades para casa toda semana, faz a leitura do livro, realiza as atividades no caderno e retorna com a pasta desse material no dia marcado pela professora. Na escola, ela tem atividades em sala de aula sobre o livro. Já no Projeto Gentileza, a escola trabalha valores, respeito, empatia, sentimentos. Essas atividades resultam (culminam) no Projeto Estrela Literária, em que a criança produz seu próprio livro”, explica Selma Nunes de Andrade, pedagoga, idealizadora do projeto e professora do 4º Ano A do Ensino Fundamental I, Séries Iniciais, da EC 47 do P Sul, Ceilândia.
Para conhecer o projeto, vale a pena prestigiar o lançamento dos 14 livros e participar da Noite de Autógrafos, quando cada autor(a) irá autografar sua própria obra. Os livros têm seis páginas de desenhos e, seis, de texto. Em cada página de texto, há um desenho para ilustrar a história contada. Um dos desenhos é a capa.
“Não podia ser mais nem menos páginas. Mas, além do conteúdo produzido pelo(a) estudante, o livro tem ainda a biografia, a mensagem da professora, capa, contracapa”, informa a professora. Ela informa ainda que os(as) próprios(as) estudantes fizeram a checagem depois que o livro chegou da gráfica. Os livros são publicados pela plataforma Estante Mágica, totalmente gratuito. A única coisa que o(a) estudante paga é a impressão.
Participe! A Noite de Autógrafos acontecerá, nesta quinta-feira (15/12), às 18h, na EC 47 de Ceilândia. O evento conta com o apoio do Sinpro-DF, Garotas Fashion e Auto Mecânica Rafael e Yara.