Pesquisa mostra que militarização fragmenta gestão democrática

A curiosidade de entender quais os desdobramentos da militarização de uma escola pública na gestão democrática levou o professor Afrânio de Sousa Barros a pesquisar cientificamente o tema. De acordo com o estudo, que será submetido à defesa de mestrado, a gestão militarizada fragmenta a gestão democrática, sobretudo quanto à questão disciplinar.

Professor Afrânio conta que o interesse em pesquisar o tema veio por identificação, já que foi gestor eleito, tendo participado ativamente da construção da Lei da Gestão Democrática (Lei 4.751/2012). No estudo de caso, ele utilizou a abordagem qualitativa, com a realização de entrevistas e observação dos processos escolares. Como método de compreensão, foi feita análise de conteúdo, como a própria Lei da Gestão Democrática, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e o Projeto Político Pedagógico da escola.

O trabalho se centrou em três questionamentos: quais as concepções de gestão expressas pelos diretores, tanto civil quanto militar; como os gestores atuam no Projeto Político Pedagógico da escola; e qual a influência da gestão militarizada sobre a gestão democrática.

Entre os desafios do professor-pesquisador, esteve o próprio acesso ao espaço escolar. Segundo ele, a escola pública militarizada é “um espaço que nem sempre é fácil conseguir investigar”. Na primeira tentativa, a burocracia apresentada pelo gestor militar emperrou o processo de pesquisa. Foi necessário trocar de unidade escolar para que o estudo pudesse ser realizado.

Nas entrevistas e nos processos de observação, professor Afrânio constatou que o militar tem visão hierarquizada, verticalizada de gestão. “Há uma visão gerencialista da parte deles. Dessa forma, se enfatiza a disciplina por meio dessa relação verticalizada de gestão”, conta, e comenta: “o estudante não aperta a mão do militar, ele bate continência”.

Segundo ele, durante o processo de pesquisa, ainda foi possível observar que, quando o tema é disciplina, “há um código elaborado de comunicação”, e “o comportamento do quartel é transferido para o ambiente escolar”. Professor Afrânio diz que comandos como “sentido”, “sentado” e “descansar” já foram absorvidos pelos estudantes.

Dessa forma, a pesquisa do professor Afrânio diagnostica que a “militarização rompe, tira da gestão pedagógica a questão disciplinar”. “Não há mais a possibilidade de construir junto normas, de pactuar e de, inclusive, utilizar as situações de indisciplina no interior da escola para, dentro de um processo democrático e educativo, levar o estudante a refletir sobre sua atitude. A militarização rompe, fragmenta a gestão democrática”, conclui.

O pesquisador explica que “a disciplina não está separada da dimensão pedagógica”. “Nós, educadores, entendemos que é necessário pactuar a disciplina com os estudantes. São os chamados ‘combinados’. Temos que pactuar com os sujeitos que estão no processo educativo o que pode e o que não pode. É algo construído junto, como parte de um processo formativo, democrático; um processo de escuta, e que leva à participação de todos os atores”, reflete.

“Entendemos que o processo de formação humana é muito mais amplo e complexo. Ele leva à criticidade, a entender o ser humano como um ser social, único, com suas complexidades e individualidades, que devem ser respeitadas e promovidas no processo de formação”, analisa o professor Afrânio Barros.

A pesquisa do docente, intitulada “Militarização de uma escola pública do DF e seus desdobramentos na gestão democrática”, será defendida nesta quinta-feira (15/12), às 14h, na Sala de Atos da Faculdade de Educação da UnB. A apresentação poderá ser acompanhada também virtualmente, pelo endereço http://conferenciaweb.rnp.br/webconf/sala-de-reuniao-01-do-nte, senha: 8e80f1cc.

 

Nota de pesar | Regina Sonia Mello

O Sinpro informa, com muito pesar, o falecimento da professora Regina Sonia Mello, aos 63 anos, nesse domingo (11/12). Solteira e sem filhos, a professora faleceu por causa de um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH). O velório do corpo de Regina será nesta terça-feira (13), entre 8h e 10h,  na Capela 3, do Campo da Esperança da Asa Sul. O sepultamento será às 10h30.

Regina era professora formada pela escola Normal de Brasília. Trabalhou na Escola Canarinho. Formou em matemática pelo CEUB e foi concursadas da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF). Trabalhou também Setor Leste, no CESAS e em outras escolas. Segundo contam os(as) colegas e amigos(as), ela era uma pessoa apaixonada pela profissão e adorava lecionar,  além de ser uma pessoa muito alegre, líder muito prestativa. “Quem não a conhecia tinha a impressão de ser muito brava, mas a bondade prevalecia”, diz a sua irmã Eliza Mello. A diretoria colegiada do Sinpro se solidariza com os(as) familiares, amigos(as) e colegas neste momento de dor. Professora Regina, presente!

 

EC 64 de Ceilândia encerra PPP do 4º Ano com o tema “E se fosse comigo essa fraternidade?”

“Enquanto a cor da pele for mais importante do que o brilho dos olhos haverá guerra”. Com essa frase estampada em um dos murais multicoloridos e antirracistas pregado em uma das paredes da unidade escolar, a Escola Classe 64 da Ceilândia (EC 64) finalizou seu Projeto Político-Pedagógico (PPP) de 2022 no dia 7 de dezembro com o tema foi “E se fosse comigo? Se fosse comigo essa fraternidade?”

 

Rodrigo Mesquita Sales, professor de Atividades e coordenador da escola, explica que o PPP “E se fosse Comigo? Se fosse comigo essa fraternidade?” ocorre durante todo o ano com envolvimento de todas as disciplinas com a temática principal e subtemas por bimestre e atende às crianças com idade entre 9 e 13 anos.

 

“O projeto é muito importante e positivo em todos os sentidos porque engloba questões antirracistas, respeito ao próximo, valorização das questões etnicorraciaisdo Brasil e maior socialização entre os(as) estudantes, professores(as) e demais profissionais da escola”, avalia o Sales.

 

Ele contou ao o tema do PPP foi escolhido no início do ano letivo e, como a escola é de educação infantil até o 5º Ano do Ensino Fundamental 1, em cada bimestre os segmentos da Educação Infantil, 1º, 2º, 3º, 4º e 5º Anos ficaram com uma subtemática para desenvolver o tema.

 

“Uns falaram sobre respeito, outros falaram sobre fraternidade, e, no caso nosso, do 4º Ano, eu sou coordenador dos 4º e 5º Anos, elaboramos e executamos uma atividade baseada no antirracismo porque temos aqui o professor Marcos Reis, muito engajado na luta antirracista, com vários livros já publicados, e ele é quem coordena essa atividade baseada no tema do antirracismo”, conta.

 

Ele disse que com a obra “Tirinha vermelha e o povo mau”, de autoria do professor Marcos Reis, os 4º e 5º Anos tiveram como projetos o tema do antirracismo. Essa atividade teve como foco a dança que “fala” sobre o antirracismo. “Em cada uma das danças era desenvolvida dentro de uma temática e, ao final, apresentada à escola.

 

“É importante destacar que este projeto é um sucesso também por causa do apoio que recebemos da direção da escola e dos demais professores e coordenadores. Sem esse apoio, jamais alcançaríamos nossos objetivos”, afirma Sales.

 

Professor Marcos Reis e sua obra literária

 

Com vários livros publicados, o professor Marcos Reis também é escritor e sua obra, geralmente, é voltada para o público infantil com a temática étnicorracial, diversidade, respeito ao próximo.

 

“Já publiquei dois livros, o “Lápis cor de pele” – trata da opção pela cor de pele que as crianças fazem e do preconceito que as pessoas fazem com a história do lápis cor de pele – e o “Tirinha vermelha e o povo mau” – é uma história de uma criança negra, empoderada, que defende sua cultura e origem”, informa Reis.

 

Ele conta que a cada 2 anos publica um livro de histórias. O próximo que irá publica se chama “Roda o mundo, gira pião”, que trata da questão da diversidade no Brasil. Reis tem 40 histórias infantis nessa temática antirracista e tem publicado de forma independente e divulga nas escolas.  “E faço esse corre, divulgando minha obra nesse formato independente que o povo negro faz para divulgar sua obra”.

 

Ele diz que, na EC 64, ele trabalha seus livros com as crianças. “Trabalho minhas históricas com livros em PDF e slides com desenhos que meu irmão e outro desenhista fazem para mim”. A presença de Marcos Reis é tão importante na escola que a Sala de Leitura leva seu nome e lá tem livros dele que ele mesmo doou para a unidade escolar.

 

A ideia é trabalhar o tema do antirracismo durante todo o ano letivo. “A gente sabe que a Lei nº 10.639 não é uma lei apenas para dedicar o dia 20 de novembro à consciência negra, mas é uma lei para os 200 dias letivos do ano. Se a gente quer uma sociedade antirracista, temos de trabalhar no cotidiano e não somente em datas comemorativas”, diz o professor.

 

Confira as fotos da culminância do PPP nas redes digitais do Sinpro-DF.

LOA 2023 | Força-tarefa na CLDF pela valorização da educação pública, terça (13)

Nesta terça-feira (13/12), o plenário da Câmara Legislativa do DF votará o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2023. Emendas que propõem a valorização da educação pública e dos seus profissionais serão apreciadas. Para que sejam aprovadas, é essencial a presença da categoria do magistério público. A sessão que inclui a votação da PLOA será às 15h, por isso, o Sinpro convida professores(as) e orientadores(as) educacionais a estarem na CLDF a partir de 14h30. Na parte da manhã, a diretoria do Sinpro estará em mutirão passando nos gabinetes dos deputados e deputadas distritais, apresentando ofício com as propostas da entidade para a LOA.

“Vamos ocupar a galeria do plenário da Câmara Legislativa para mostrar que estamos atentos e atuantes, e que não vamos abrir mão da valorização da educação pública. Vamos fazer uma força-tarefa junto aos parlamentares e sensibilizá-los sobre a necessidade de aprovar as emendas que impactam positivamente no orçamento da educação para o próximo ano. Isso é definitivo para que a população tenha uma educação pública de qualidade”, convoca a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

Das 446 emendas individuais apresentadas à PLOA 2023, 53 se referem à educação pública, somando R$ 115 milhões. Desse último grupo, 49 são relativas ao PDAF (Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária), recurso complementar e suplementar direcionado às escolas públicas, utilizado em reformas pontuais, compra de materiais e outras ações do dia a dia. As emendas referentes à suplementação do PDAF atendem demanda do Sinpro-DF e já foram aprovadas pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF). Na sessão de terça-feira, elas serão ratificadas como parte da LOA (Lei Orçamentária Anual) 2023.

Também na sessão plenária desta terça-feira, serão apreciadas as chamadas emendas de plenário, ou seja, aquelas que ainda precisam do aval dos parlamentares para serem incorporadas à LOA. Entre elas, a emenda 3, de autoria da deputada Arlete Sampaio (PT), que propõe recomposição do orçamento da Educação, com previsão de recursos específicos para a reestruturação da carreira do magistério público do DF. A emenda também é fruto da articulação do Sinpro-DF, que vem atuando para alcançar a Meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação), que equipara a remuneração da carreira do magistério público à média da remuneração das demais carreiras do funcionalismo público distrital com nível superior.

“O valor, apesar de não ser suficiente para o atendimento da Meta 17, que visa a equiparação e isonomia salarial para a carreira magistério, representa uma conquista, pois dá visibilidade e chama atenção para a necessidade de valorização dos professores e, consequentemente, da educação”, afirma a deputada Arlete Sampaio. A emenda 3 prevê a suplementação de R$ 12.110.326 para o Orçamento da Educação.

O montante também é destinado ao cumprimento do mínimo constitucional para a educação. Isso porque, neste ano, o limite mínimo de 25% para Manutenção e Desenvolvimento do Ensino corresponde a R$ 5.342.207.486. A despesa fixada para isso na proposta do Executivo para o Orçamento de 2023 foi de R$ 5.349.600.336. Em tese, o valor supera o mínimo constitucional. Mas o total inclui verba destinada à criação da Universidade do Distrito Federal que, por lei, não deve estar inclusa no valor do mínimo constitucional para a educação.

>> Leia também: GDF FALA EM REAJUSTE, MAS NÃO DISPONIBILIZA VERBA

Outra emenda de plenário, também de autoria da deputada Arlete Sampaio, combate a pobreza menstrual. Ela atende às necessidades orçamentárias da Lei de Dignidade Menstrual (lei 6.779/21), que determina a distribuição gratuita de absorventes higiênicos em escolas públicas e em UBSs (unidades básicas de saúde) para mulheres em situação de vulnerabilidade no DF. A dotação orçamentária aprovada para o Orçamento de 2022 era de R$ 7 milhões. A despesa autorizada foi de R$ 4,9 milhões. Entretanto, não há execução orçamentária até o momento.

Para ser aprovado, o PLOA precisa de maioria simples dos votos, ou seja, 13 votos favoráveis.

MATÉRIA EM LIBRAS

Estudantes da EC Santa Helena lançam livro inspirado em obra de Ivan Zigg

Toda criança sonha e concretiza sonhos. É nesta realidade e na alegria da arte e da literatura, que os estudantes da Escola Classe Santa Helena, localizada no núcleo rural de Sobradinho I, lançaram o livro  Toda Criança Sonha, com orientação e supervisão da professora Márcia Ramos. Fruto de um trabalho desenvolvido durante a Jornada Literária, da Associação Cultural Jornada Literária do DF, onde os estudantes apresentaram releituras das obras de João Bosco Bezerra Bonfim e Ivan Zigg, a obra teve como objetivos promover o protagonismo, a criatividade, linguagem oral e escrita, e sobretudo, o gosto pela leitura.

Passada a etapa de leitura, interpretação e ilustração do livro, foi realizada uma roda de conversa, onde as crianças relataram os seus sonhos, que foram registrados em forma de poema. A partir daí, se iniciou a etapa de ilustração. Os próprios estudantes do 2º ano escolheram, por meio de uma votação, quem seriam os ilustradores. “Quando o livro ficou pronto, os estudantes gritavam e aplaudiam, tamanha era a euforia. Jamais me esquecerei daqueles olhinhos brilhando e daquelas boquinhas dizendo: que lindo, ficou o nosso livro!”, ressalta a professora Márcia.

Diante do entusiasmo com o resultado, e com todo o processo de construção coletiva, as crianças manifestaram o desejo de divulgação e publicação do livro e, durante a Jornada Literária, fizeram questão de presentear Ivan Zigg com o livro escrito e ilustrado por elas. Para a professora Márcia Ramos, que ama trabalhar com as séries iniciais, não há nada mais gratificante do que alfabetizar uma criança e contribuir para que se torne uma leitora e escritora proficiente. “A experiência de produzir um livro, despertou ainda mais nos estudantes, o prazer de ler e escrever. A oportunidade de compartilhar a própria produção com um escritor e ilustrador renomado como Ivan Zigg, contribuiu para melhorar a autoestima deles, os fazendo acreditar ainda mais em seus potenciais e na possibilidade real de se realizar sonhos”, enfatiza.

 

Onde encontrar
Toda Criança Sonha está disponível gratuitamente em versão digital.

Clique aqui e baixe a sua versão.

 

Confira a versão em vídeo – Toda Criança Sonha

 

Fotos: Arquivo pessoal / Márcia Ramos

 

 

Sinpro divulga os novos prazos para o procedimento de distribuição de turmas

O Sinpro informa que houve alteração nos prazos para procedimento de distribuição de turmas e que as novas datas já estão disponíveis. Os novos prazos foram definidos a partir de negociação com o sindicato. Confira o novo calendário no final desta nota. Segundo o novo calendário, de 24/11 a 15/12 de 2022, é o período de preenchimento do formulário de pontuação e de envio da documentação a nova Unidade Escolar (UE) para validação de pontos e de bloqueio de carência em Remanejamento Interno/Remanejamento Externo, se for o caso.

O dia 16/12/2022 é a data limite para validação de documentos pelos gestores da UE e divulgação da lista de pontuação. Dia 19/12/2022 é a data para recurso quanto à pontuação para escolha de turmas 2023. E, dia 20/12/2022, é a data da divulgação da lista de pontuação após recursos e da distribuição de carga horária (escolha de turma).

CLIQUE AQUI e confira a circular na íntegra. 

 

8º Festival Chica de Ouro do CED São Francisco – São Sebastião

Após uma paralisação de dois anos devido à pandemia de Covid-19, o Centro Educacional São Francisco, em São Sebastião, retomou um projeto exitoso na escola: o Festival Chica de Ouro. Em sua oitava edição, o CED promoveu o Festival de Cinema, onde os(as) estudantes(as) puderam produzir curtas metragens sobre temas relevantes para a sociedade, exemplo do debate sobre movimento negro, pessoas com deficiência, causas LGBTQIA+, arte e protagonismo.

O festival premiou como melhor filme Um sonho (IM) possível, que retrata a vida de uma estudante pobre e com vários problemas, mas que consegue superar as dificuldades e se tornar professora do ensino médio. Foram dez premiações para melhor filme, melhor diretor, atriz, ator, roteiro, entre outros, além de três premiações para as 3 melhores fotografias no Concurso de Fotografia. O professor e ex-diretor do Sinpro, Gabriel Magno, eleito deputado distrital, participou do evento como convidado.

Jorge Oliveira, coordenador pedagógico da escola, explica que o filme vencedor trata da questão da desigualdade social, de uma estudante extremamente pobre, com uma série de problemas em casa, como violência doméstica, automutilação, vulnerabilidade alimentar, e que apesar de tudo isto, a sua dedicação aos estudos fez com que ela superasse todas essas barreiras e se tornasse professora de Artes do ensino médio. “O valor pedagógico deste projeto é altamente relevante, porque desenvolve a capacidade de trabalho em conjunto, a capacidade da resolução de problemas, do desenvolvimento da autonomia e principalmente a libertação em relação a várias questões sensíveis, que são sempre temas do nosso festival, como movimentos LGBTQIA+, negros, igualdade racial e desigualdade social”, diz o professor, enfatizando que o projeto é feito por muitas mãos, exemplo da coordenadora Fabíola Lima.

A diretora do Sinpro Leilane Costa ressalta que o projeto é extremamente relevante para a comunidade escolar. “O projeto é muito importante para a comunidade escolar, principalmente para os estudantes, pois São Sebastião é uma regional carente de espaços culturais, como teatros, cinemas, e ter uma escola de ensino médio que disponibiliza um projeto como este é aumentar a inserção cultural desses estudantes. De alguma maneira eles conseguem ter acesso a estes mecanismos culturais”, finaliza Leilane.

Estudante autista e servidora da SEEDF lançam livro nesta segunda

A estudante Yasmin Anita e a escritora Andréia Nayrim lançam, nesta segunda (12/12), às 18h30, na Escola Classe 405 Norte, o livro intitulado 2030 – O Despertar de Urihi. A obra conta as aventuras no Ártico e na Amazônia Brasileira, desenrolando uma narrativa emocionante sobre o encontro entre duas garotas totalmente diferentes que desejam apenas cuidar do que mais amam.

 

Educação inclusiva

Para a escritora e servidora da SEEDF, Andréia Nayrim, esse é um projeto que facilitou a expressão artística da estudante Yasmin Anita, que é uma criança negra autista. “Vocês fazem ideia do quanto isso é importante? Esse é um momento histórico na vida dessa menina, de sua família e da comunidade em que ela está inserida!”, enfatizou. 

 

Para Andréia, a coletividade é a responsável por viabilizar a publicação dessa obra artística e inclusiva. “Sabemos da dificuldade de se levantar verba para a arte independente. Mas a união faz a força e a coletividade é marca registrada das minorias e das periferias, quando se trata da realização de sonhos”, enfatiza. Para a autora, a educação pública é a responsável por favorecer o desenvolvimento inclusivo. “Cabe salientar que enquanto algumas escolas particulares vêm desprezando crianças e adolescentes autistas, a escola pública favorece o desenvolvimento de suas habilidades. Tenho orgulho de ser educadora pública e inclusiva”, afirma.

 

Onde encontrar

A obra 2030 – O Despertar de Urihi, da Editora Literando, pode ser adquirida no valor de R$ 20 (vinte reais), na noite de lançamento. Maiores informações, entre em contato com Andréia Nayrim pelo seu perfil no Instagram. Clique aqui.

 

Serviço

Lançamento do livro 2030 – O Despertar de Urihi 

Data: 12 de dezembro

Horário: 18h30

Local – Escola Classe 405 Norte (Asa Norte)

Narrativas decoloniais: intercâmbio de saberes entre professores

De 5 a 7 de dezembro, o auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (AdUnb) e a Faculdade de Educação da UnB receberam o III Narrativas Interculturais Decoloniais e Antirracistas em Educação. O evento reuniu professores e professoras do ensino superior, da educação básica e em processo de formação, educadores(as) populares, mestras e mestres do conhecimento tradicional, artistas, pesquisadores (as) e intelectuais de dentro e de fora da academia, para o intercâmbio de saberes e práticas educativas de forma intercultural, decolonial e antirracista.

O evento tem se consolidado como um espaço de valorização de conhecimentos contra-hegemônicos – especialmente aqueles provenientes da tradição oral e das zonas periféricas do mundo –,  e de reconhecimento e visibilização positiva dos sujeitos que os produzem, dentre os quais se destacam intelectualidades negras, quilombolas, LGBTQIA+, indígenas, crianças e pessoas com deficiência.

A Profa. Dra. Ana Tereza Reis da Silva (Gpdes/UnB), junto com seu grupo de pesquisa, é a coordenadora geral do evento e conta, para esta edição, com a parceria de redes de pesquisa da UnB – (Imagem (e)m Cena (IDA/UnB), Afeto (UnB), GECRIA (IL/UnB/CNPq), Semillero Brasil (FE/UnB), Mespt/UnB – e de outras universidades do Brasil e do exterior  – GIASE/UV/México, Núcleo Takinahak/UFG, GEPHADA /UFS. Conta também com a colaboração de várias outras entidades, dentre elas o Sinpro-DF.

 

Confira as imagens do evento:

     

 

    

 

    

 

CEM 02 realiza Festival de Curtas e Sarau Cultural com obras do PAS II e III

Estudantes do Centro de Ensino Médio 02 de Ceilândia (CEM 02) participaram da edição 2022 do Festival de Curtas (FECEM02) e do Sarau Cultural, realizados na escola, respectivamente, nos dias 2 e 5 de dezembro.  As duas atividades integram o Projeto Político-Pedagógico (PPP) e estão conectadas com a vida acadêmica das escolas públicas do Distrito Federal, desde o Ensino Médio até o Superior, porque trazem os temas do Programa de Avaliação Seriada (PAS) II e III da Universidade de Brasília (UnB) na sua execução. Além disso, contam com participação da comunidade escolar.

Os dois projetos são realizados anualmente, há mais de 10 anos. O Festival de Curtas é desenvolvido nas turmas de 2º  e, o Sarau Cultural, nas dos 3º Anos e envolve todas as disciplinas. A proposta visa a oferecer aos(às) estudantes o contato com a chamada sétima arte e com a cultura popular brasileira.

Festival de Curtas e o PAS II UnB

“Nesse projeto de curtas, por exemplo, a arte do cinema é inserida nas diversas atividades pedagógicas por meio de um trabalho interdisciplinar e multidisciplinar como forma de aproximação dos alunos às narrativas audiovisuais. O FECEM02 oportuniza aos alunos um acesso a linguagem audiovisual, aproximando e utilizando o cinema como uma ferramenta de multiplicação do conhecimento”, explica Sônia Aparecida de Souza Cotrim, professora de língua portuguesa e vice-diretora.

Ela informa que, a partir de 2018, o projeto passou a ter como temática principal as obras do Programa de Avaliação Seriada (PAS) II, da Universidade de Brasília (UnB), e foi direcionado, especificamente, aos(às) estudantes do 2º Ano do Ensino Médio. Nessas turmas, a partir de obras do PAS II, os(as) estudantes criam o roteiro e produzem o vídeo de até 5 minutos que, posteriormente, são exibidos no auditório do CEM 02.

Resultado – Este ano, a culminância ocorreu no dia 2 de dezembro, quando os vídeos foram exibidos no auditório e os(as) estudantes foram premiados em várias categorias, conforme votação de jurados: Melhor ator: Pedro Arthur Carvalho – 2⁰ H; melhor Atriz: Yasmin Lourenço – 2⁰ C; melhor Trilha Sonora: Marieta – 2⁰ C; melhor Produção: Sonho Africano – 2⁰ G; melhor Reportagem: Cabaça D’água – 2⁰ F; melhor Documentário: Roda de capoeira – 2⁰ I; melhor Divulgação: A cartomante – 2⁰ A; melhor Animação: A Igreja do Diabo – 2ºE; melhor Ficção: A cartomante – 2⁰ B.

No festival, a opinião do povo conta como voto. Assim, conforme votação popular, o troféu de melhor filme foi para “O rapto de Proserpina”, uma produção do 2⁰ C. Todos(as) os(as) estudantes da turma que participaram do projeto foram premiados com uma medalha comemorativa.

Este ano, 12 turmas do matutino participaram do projeto em 2022. Há mais de 10 anos, quando tudo começou, era realizado pelo grupo de Ciências Humanas, mas, atualmente, todas as disciplinas estão envolvidas. Os filmes são produzidos pelos próprios estudantes, que criam o enredo, o roteiro, fazem a direção, também são atores, editores, divulgadores.  Enfim, eles participam de todo o processo de elaboração de um filme. Atualmente, utilizam celulares e fazem a denominada “edição caseira”.

A escola sempre tem parceria para realização de oficinas de produção de vídeo, mas nunca foi feita com a Agência Nacional de Cinema (Ancine). O festival é divulgado na Internet, na página da escola. Acesse o link para ver a divulgação dos filmes e outras informações:  https://cem02ceilandia.com.br/2022/12/01/estudantes-cem-02-realizam-festival-de-curtas-a-partir-de-obras-do-pas-unb/

Sarau Cultural, o PPP do 3º Ano

Outra atividade anual e relacionada ao PPP do CEM 02 de Ceilândia é o Sarau Cultural com obras do PAS III da UnB. Esse projeto começou em 2010 com os(as) estudantes das turmas de 3º Ano por causa da necessidade de ampliarem seus conhecimentos acerca das manifestações artísticas. Atualmente, a atividade conta com a coordenação de diversas áreas do conhecimento, que, mesclando cultura de massa e cultura erudita, orientam os(as) educandos(as) a realizarem as apresentações no auditório da escola.

A vice-diretora Sônia explica que os objetivos propostos são, dentre outros, o de realizar atividade multicultural, envolvendo os(as) estudantes concluintes do Ensino Médio a partir da análise de obras literárias indicadas pela UnB no PAS; promover o debate filosófico sobre a produção cultural; estimular a pesquisa e a criação artística; facilitar o acesso da população às fontes de cultura; estimular a produção e a difusão cultural e artística, além de preservar o patrimônio cultural e histórico.

Desenvolvimento – O projeto Sarau Cultural – CEM 02 se divide  em três fases principais. Fase 1 é a Preparação. Dentro dessa fase, são realizadas reuniões na escola com estudantes e professores para expor o projeto e coletar sugestões, aperfeiçoar conteúdo, criar expectativa para a implantação. Feito isso, vão ao teatro para assistirem à encenação de peças a fim de que tenham contato mais significativo com esse tipo de linguagem. O terceiro passo dessa fase é a preparação propriamente dita do material de divulgação, que consta, basicamente, de audiovisual, camiseta, panfleto, cartazes de divulgação, folder, edital (orientações para realização das apresentações), ensaios no auditório da escola; ensaio geral.

A Fase 2 é a Apresentação. Nessa fase, os(as) estudantes fazem apresentação no auditório da escola, com a presença de todos os alunos do 3º Ano – matutino, professores(as), direção, pais e convidados(as). Depois disso, realizam uma festa comemorativa no pátio da escola.

A Fase 3 e última é a da divulgação, com atividades de edição de vídeo e montagem de DVD com o conteúdo das encenações; entrega de DVDs para estudantes do 3º Ano e funcionários da escola;  divulgação de imagens do projeto nas redes sociais. O Sarau Cultural pode ser acessado no link https://cem02ceilandia.com.br/2022/12/04/formandos-cem-02-promovem-sarau-cultural-a-partir-de-obras-do-pas-3-unb/

 

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